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O destino funciona de maneiras misteriosas.

Sophia está a caminho de sua primeira reunião do Dia das Bruxas para
bruxas quando sua bela vassoura a derruba. Felizmente, ela pousa em
uma garagem onde um belo mecânico, depois de um feitiço de
persuasão, concorda em atuar como motorista.

Aidan é mais do que apenas um motorista sexy. Como um shifter, a


magia não o afeta, mas ele não é imune ao poderoso chamado de sua
verdadeira companheira. O acasalamento deveria ser simples, mas ele
não contava com uma bruxa teimosa fazendo do sequestro sua única
opção.

Com os grupos que pertencem condenando o acasalamento entre


espécies diferentes, eles conseguirão fazer do amor o destino
pretendido?

Copyright © October 2010, Eve Langlais


A magia que alimentava sua vassoura se fez presente por um solavanco
lembrando um acesso de tosse. Sophia segurou apertado em seu cabo enquanto
perdia altitude num mergulho pelo céu noturno.

Ela lutou tentando estabilizar a vassoura para um pouso forçado, sofrendo com
o atrito da madeira contra sua mão. Em sua língua materna amaldiçoou sua má
sorte quando visualizou no breu, o clarão de luz vindo de um posto de gasolina,
o escolhendo para seu delicado pouso. Rogando para o Lorde das Trevas.

— Que não haja obstáculos na estrada. — Ela tinha levado semanas para
curar os ferimentos cruéis de seu último acidente aéreo. Pilota inata de vassouras
como era, chegou a conclusão que o tapete voador raro e popular de Ali Baba
é um meio de transporte mais seguro do que o adotado pelas bruxas.

O chão surgiu junto a ela e com uma última oração rápida, usou seus pés para
diminuir o ritmo, tropeçando várias vezes antes de parar no pavimento.
Fazendo uma vistoria rápida, sem danos visíveis. Yay! Sophia
balançou a vassoura e olhou para ela, o problema facilmente evidente.
A maioria das cerdas caíra, junto com a magia que as mantinham em
vôo.

Agora, como eu vou chegar na Convenção da Noite


das Relíquias a tempo?
Ela ainda estava olhando seu único meio de transporte em consternação quando
um homem saiu da garagem e entrou em seu campo de visão que abrangia em
torno das bombas de gás onde ela havia pousado. Ele esfregou as mãos em um
pano e os músculos de seus braços brilhavam com o suor, embora o ar estivesse
um pouco frio.

Em qualquer outro momento, ela teria tomado seu tempo apreciando a forma
como o tecido de sua camiseta justa delineava claramente uma quantidade
monstruosa de músculos. Se a preocupação com o atraso não tomasse conta de
sua mente notaria como sua calça de brin desgastado marcava confortavelmente
á sua virilha e coxas.

Oh, quem estava brincando, mesmo no meio de uma calamidade, ela não podia
deixar de notar quão quente era o mecânico com sua pele bronzeada, cabelos
escuros irritantes e andar empertigado.

Qualquer outra vez, ela teria gostado de brincar de donzela em perigo, uma
rotina que envolve a retirada de roupas e inibições, mas tinha uma convenção
para comparecer, e enquanto o atraso corria em seu sangue, as bruxas anciãs de
seu coven franziriam a testa em desagrado - com bruxas aprendizes que não
podiam aparecer a tempo.

A maioria das pessoas sob o brilho das luzes fluorescentes parecia


doente. Não, este bebê, no entanto. Olhos vívidos olhavam para ela
debaixo de sobrancelhas escuras, transmitindo uma
expressão que fazia seus mamilos apertarem em
resposta enquanto umidade molhava sua fenda.
Quando ela limpou a garganta corou sob a fraca luz, moveu seus lábios para
cima, mostrando um tímido sorriso, mas amigável, e uma voz que surgiu mais
elegante do que a intenção disse: — Hum, oi. — Embora ela possa ser uma
bruxa de moral questionável, uma conversadora espirituosa é o que ela não era.

Brilhantes dentes brancos sorriram para ela, e uma covinha profunda formou-
se na bochecha esquerda que lhe enviou um sinal de luxuria a despertando para
o modo sexual completo molhando ainda mais a calcinha. Maldita seja, pena
que eu não posso engarrafar ele, porque eu faria uma fortuna - depois de ter
sentido o gosto dele primeiro, claro. Os seus pensamentos sujos a coraram ainda
mais profundamente e agradeceu ao Senhor das Trevas que o homem não
conseguiu ler sua mente, mesmo que seu corpo pareça incapaz de parar de lhe
trair.

— Olá. — Sua voz profunda retumbou agradavelmente, e Sophia lutou com o


desejo de tremer - e se atirar nele, implorando-lhe para sussurrar em seu ouvido
com sua voz sexy. Ela não entendeu a reação desproporcional de seu corpo a
este garanhão. Claro, ele era mais quente que lava derretida, mas desde quando
seus hormônios decidiram a gritos para que ela se atirasse a um estranho? Ela
geralmente requeria uma bebida e um jantar primeiro.

Ela ignorou como seu corpo formigou e vibrou indo direto ao ponto.
— Você teria uma vassoura para emprestar-me? — Ele ergueu uma
sobrancelha para ela, com um sorriso de lado debochado. — Uma
vassoura? Sentiu um súbito desejo de limpar?

Sophia corou novamente e então se lembrou de


quem ela é. Uma bruxa, jovem talvez, mas uma bruxa, no
entanto, ele, um mero humano, não deveria zombar dela. Ela endireitou a
espinha e tentou adotar um tom frio combinado com uma expressão imparcial,
não é uma tarefa fácil com suas bochechas arredondadas e lábios cheios. —
Sim, eu preciso de uma vassoura. Com um olhar que dizia: — Tudo o que você
quiser, maluca. — ele voltou para a garagem, e ela se viu observando
hipnoticamente seu traseiro enquanto ele caminhava para fora de seu campo de
visão. Ele realmente é um exemplar masculino agradável. Talvez fizesse um
desvio no caminho de volta.

Alguns momentos depois, ele trouxe uma grande vassoura, sua alça de madeira
e cabeça de escova larga estava cobertas de graxa e sujeira. Ele segurou-a para
ela, e Sophia enrugou o nariz, não fazendo um movimento para tocar o objeto
imundo. — Você sabe que a finalidade de uma vassoura para a maioria das
pessoas é limpar, não criar uma bagunça maior. — Esta é uma garagem. Nós
não nos importamos se estiver limpo. Nós apenas usamos isso, empurrando o
lixo para fora do caminho. — Seu tom e expressão mantiveram uma nota de
impaciência, um sentimento que ela nutria também

— Bem, eu não posso usar isso, essa coisa. Droga, existem lojas por aqui que
vendem vassouras limpas? — Claro. — ele disse. — Claro que estão
todas fechadas a essa hora. — A frustração quase fez com que jatos
de vapor aparecesse em seus ouvidos como uma locomotiva, e isso
deve ter se refletido, pois ele mudou sua expressão zombeteira. —
Escute, não entendo bem por que você precisa de uma
vassoura a essa hora da noite, mas com certeza pode
esperar até manhã. Agora, por que você não me diz onde você
deixou seu carro e eu o pegarei? — Eu não tenho um carro. Por que
diabos você acha que eu precisava de uma vassoura? — Ela resmungou apenas
quando percebeu que seu rosto tinha ficado confuso porque o que ela havia dito
não fazia sentido. Para um humano de qualquer forma.

Ela cruzou os braços e bateu o pé mordiscando o lábio inferior na tentativa de


pensar em uma solução para chegar a tempo a reunião do coven. Ela não
poderia esperar até de manhã quando as lojas se abrirem. Ela tinha começado a
viagem atrasada e quase não conseguiria com suas habilidades em voos,
permitindo evitar obstáculos e voar diretamente para a reunião, foi muito
cansativo e exigiu paradas frequentes - pelo menos ela e sua pobre e dolorida
bunda persistiram.

Aparentemente, um grande traseiro não contava muito em uma vassoura com


alguns centímetros de largura.

— Você precisa de uma carona para algum lugar? Sua pergunta é a solução para
seu atual dilema, Sophia mentalmente da uma bofetada em sua testa, porque, é
claro, ela deveria ter pensado em perguntar ao pedaço de mal caminho se ele
teria um veículo. Fazia completo sentido, dado em conta sua profissão.

No entanto, ela precisava de mais do que apenas uma rápida carona à cidade.

Ao levantar o queixo, ela sorriu para ele. — Se você não se importa,


então, sim, eu preciso de uma carona. — OK. Apenas me dê um
minuto para fechar e então você pode me dizer onde deixá-la. —
Que tal no próximo estado? Era bom que aprendeu
os feitiços de esquecimento e persuasão, pois
precisaria de ambos antes que as próximas vinte e quatro
horas se completasse. Primeiro para fazê-lo levá-la e depois esquecer que se
conheceram.

Ele fechou sua loja rapidamente e apareceu em sua direção com um conjunto
de chaves. Ele gesticulou para ela com uma inclinação de cabeça e caminhou
para o lado da garagem. Ela seguiu, novamente, admirando a visão de seu
traseiro atentamente imaginando se ele usava boxe ou cuecas, o que a fez quase
trombar nele quando parou abruptamente. Ela olhou para cima se deparando
com um monstruoso caminhão a frente.

Não, sério, a cabine é pintada com a palavra Monstro marcada sua lateral. O
caminhão é alto, o suficiente para que ela precisasse de um impulso para entrar,
seu pequeno tamanho ecoava em sua mente. Droga! Em outras palavras, não
teria como subir facilmente.

O mecânico se tornou motorista e abriu a porta do passageiro e se afastou para


permitir a entrada dela. Ela olhou duvidosamente para o assento muito alto e se
perguntou se havia uma maneira graciosa de subir. Como se estivesse sentindo
seu dilema, simplesmente agarrou-a sobre a cintura e a levantou ao assento
como se pesasse menos do que uma pena. Sophia gritou, e ele riu.

Antes que ela pudesse dizer uma palavra, a porta se fechou. Um


momento depois, ele subiu ao banco do motorista e colocou a chave
na ignição. Ele virou-se para ela antes de ligar o motor.

— Então, para onde... — Ele olhou para ela com


indagação.
— Sophia. — Na verdade, era Sophia-Anne, mas ela encurtou seu nome há
muito tempo.

— Prazer em conhecê-la, Sophia. Sou Aidan. Sophia estremeceu pelo jeito que
ele disse seu nome. Maldição, seus hormônios estavam borbulhando nos limites,
sua presença aquecida e sutil perfume de sabonete a embriagava, deixando sua
mente tímida, idealizando diretamente uma fantasia dela arrastando-o para usar
a boca para algo além de falar.

— Então, onde você quer que eu te leve? — Ele repetiu.

Ela saiu de seus pensamentos eróticos, mais excitada do que nunca, e congelou,
insegura de uma resposta, pensando se lhe falava a verdade. Preciso que você
dirija comigo por cerca de oito horas ou mais, dependendo do trânsito. Ele
apenas iria abandona-la, provavelmente no hospício mais próximo. No entanto,
ela tirou um truque da manga. Ela se certificou de aprender o feitiço de
persuasão antes de entrar nesta viagem. O livro Feitiçaria para Bobos é
obrigatório para aqueles que começaram a prática de feitiçaria, a fim de facilitar
seu caminho através de um mundo ainda não pronto para o conceito de bruxas
e magia. Pelo menos não precisavam mais se preocupar em serem queimados
na fogueira, mas, novamente, ser dissecado pelos cientistas não era
exatamente uma evolução.

Respirando profundamente, Sophia recitou as palavras para o feitiço


de persuasão e imbuído com seu poder inato. Com um
movimento de suas mãos - e uma desculpa mental
por usá-lo - ela lançou o feitiço invisível, mas mágico para
ele. Então cruzou os dedos, esperando que tivesse êxito.
A revelação veio quando a pequena bela e garota que pousou do lado de fora
de sua loja mecânica em uma vassoura de aspecto pavoroso, falou em uma
linguagem engraçada que fazia cócegas em sua pele e acenou com as mãos para
ele.

Ela é uma bruxa sangrenta.

Se ele não estivesse tão ocupado tentando não puxar seu corpo tentador para
si, poderia ter reconhecido o cheiro que ela emitiu - flores e baunilha. Ele sentiu
um cheiro delicioso e tentador, e isso o fazia querer mergulhar entre suas coxas
e devora-la com a boca, especialmente porque continuava conseguindo farejar
a mesma excitação quase palpável vindo dela no ar. Ela definitivamente não era
imune a ele.

Ainda mais interessante, seu companheiro peludo também gostou dela, na


verdade mais do que gostou, ele grunhia agitado, tentando dizer algo.

Mas, de volta ao assunto em questão, sua vassoura obviamente sofreu


alguns danos, ainda mais evidente, ela precisava com urgência chegar
a algum lugar. Muito mais interessante era o fato de que não parecia
ter a menor ideia de que ele era um lobisomem, imune
a sua magia. O que o deixou com uma escolha.
Dizer a ela que seu feitiço falhou miseravelmente ou deixar
ela levá-lo ate onde precisasse chegar alheia a sua verdadeira
identidade? Se ele tivesse sorte, ele ficaria nu na cama com ela em uma dança
quente e sensual entre lobo e bruxinha.

— Onde você precisa ir, baby? Seu desejo é uma ordem. — Ele
compreendendo o objetivo do feitiço e quase riu do olhar de alívio e prazer em
seu rosto.

— Precisamos chegar ao Covenhouse Inn antes de amanhã à noite. Então,


precisamos nos apressar.

Sophia tentava disfarçar o constante olhar que teimava em se arrastar para


Aidan. Ela admirava seu perfil forte enquanto batalhava com seu desejo interno
que ele lhe causava. Ainda não podia acreditar que seu feitiço de persuasão
funcionasse tão bem. Esperava uma resistência mental da parte dele em forma
de questionamento, afinal, seu feitiço não era de pura obediência, mas ele acatou
imediatamente seu pedido, um sentimento inebriante de orgulho próprio a
inundou. Isso fez com que se perguntasse o que seria capaz de fazer. Seu olhar
se desviou para sua virilha e a protuberância dentro.

Um grunhido baixo a assustou, e ergueu os olhos para ele, mas seu


olhar permaneceu fixo na estrada, e ela mordeu o lábio inferior. Deve
ter imaginado, mas ela agradeceu a mudança da direção
dos seus pensamentos.
Tentada a tirar proveito de seu corpo, mas nessas circunstâncias seria
inapropriado, pois como poderia garantir que sua resposta fosse voluntária e
não o feitiço que o forçava a sua vontade, devassa. — Então, Sophia, de onde
você iniciou a sua viagem? — Ela debateu se iria contar a verdade, mas sem seu
sobrenome e dado o tamanho da cidade em que morava, ele teria dificuldade
em encontrá-la. Além disso, uma vez que lançar o feitiço do esquecimento, ele
nunca se lembraria de encontrá-la - que pena. — Niágara, bem na fronteira
canadense e americana. — Nice Place.

— Sim.

Eles conversaram um pouco. Ela disse que trabalhava como secretária. Ele
compartilhou o fato de ser dono da metade da oficina com seu sétimo irmão e
que amanhã seria seu dia de folga, então não havia problema em ajuda-la.

Sophia começou a se admirar depois de conhecê-lo um pouco melhor e se


perguntar se ele não teria ajudado mesmo sem o feitiço. Aidan parecia um cara
genuinamente legal, um que provavelmente teria estendido uma mão amiga, ou
neste caso um caminhão, para uma garota em necessidade. Muito tarde agora,
porém, com o feitiço tem vinte e quatro horas de duração ou pelo menos é o
que estava escrito no manual.

Eles apenas dirigiram por cerca de duas horas, conversando como


velhos amigos – seu coração acelerou - quando ele diminuiu a
velocidade encostando o caminhão e a convidou para um
jantar à beira da estrada.

— Por que estamos parando?


— Estou faminto. Não me diga que você também não está com fome, e pelo
melhor hambúrguer e batata frita de todo o estado? Na verdade, seu estômago
poderia ganhar vida e sair aos gritos de tamanha fome. Ela não tinha comido
desde de manhã. Antes que pudesse responder, ele saiu do caminhão. Ela
encolheu os ombros e abriu a porta do passageiro, apenas um pouco surpresa
ao vê-lo a postos a sua frente para ajudá-la. O homem se move incrivelmente
rápido.

Ele estendeu a mão e agarrou-a pela cintura para levá-la para fora do caminhão.
A respiração dela ficou por um segundo de maneira leve enquanto ele
continuava segurando-a. Ele não era somente músculos e um rosto bonito.
Quando ele a colocou apoiada em seus próprios pés, ela se desiquilibrou por
um momento e ele automaticamente colocou uma mão para ajudá-la a retomar
seu equilíbrio, apoiando seu corpo. Ela arrancou rapidamente a mão dele de
sobre ela. Mesmo através do tecido de sua camisa, sua pele emanava calor, de
forma escaldante, e seu corpo respondeu derramando uma lágrima líquida em
entre suas coxas.

Aidan olhou para ela com os olhos que poderia ter jurado ver brilhando. Ele
escovou os dedos por sua bochecha, fazendo com que suas
terminações nervosas ficassem em frangalhos.

— Vamos comer. — Ele acariciou sua bochecha com a mão dele,


então a deixou cair passando os dedos em torno de sua cintura,
finalmente puxando-a para o dinâmico restaurante.
Sophia, ainda atônita por seu toque tropeçou em
seus próprios pés. Eu sei o que quero comer, e aposto que
não está no menu. Independentemente de quão quente ele a faz se sentir, no
entanto, ela precisava lembrar a si mesma que ele estava sob um feitiço, o que
significa que estava fora dos limites, não importa o quanto seu corpo o
desejasse.

Grandes caminhões com reboques longos preenchiam o estacionamento.


Quando ela entrou no restaurante, Sophia tornou-se consciente do fato de que
ela era a única cliente feminina em meio a uma sala de homens - e mais de um
se virou para dar uma olhada nela. Sophia aproximou-se de Aidan, que
reposicionou sua mão como se estivesse sentindo sua insegurança e colocou o
braço em torno de sua cintura mais apertado enquanto ele a guiou até uma mesa
contra uma parede.

Sophia deslizou para uma cadeira enquanto Aidan sentava-se de frente


distraidamente, muito ocupado franzindo a testa. Ela se perguntou por quê. —
Há algo de errado? — Ele virou-se para encará-la, a testa franzida e os lábios
apertados. — Eu não gosto da maneira como olharam para você. — Sophia
olhou atentamente para ele. Ele soou tão... possessivo. E ela gostou, mesmo
que soubesse que não deveria. — É provavelmente porque eu sou a única
mulher aqui além das garçonetes. — Que parecia velha o suficiente
para ter nascido antes da maioria dos homens no restaurante.

Falando na mulher, uma loira de cabelos crespos com um lápis preso


em um penteado que nunca tinha agraciado a capa de qualquer
revista, oferecia dois menus.

— Boa noite, Aidan. O que posso trazer para você


e sua senhora?
Sophia adivinhou que não deveria se surpreender que a garçonete conhecesse
Aidan. Ele aparentemente conhecia o lugar e, honestamente, quem poderia
esquecê-lo?

— Nós queremos as especialidades da casa em hambúrguer, Lena. O meu com


bastante molho. E a senhora irá querer... — Ele olhou para ela
interrogativamente.

— Totalmente caprichado, por favor. — Carregado de calorias as quais ela


desistiu de contar a muito tempo. Algumas mulheres simplesmente não
deveriam ser magras. E ela fazia parte dessa cota então aproveitava a comida.

— Vem aqui com frequência? — Perguntou quando a garçonete se afastou.


Seus gritos dos pedidos poderiam ser facilmente ouvidos.

— Eu tenho uma cabana na floresta não muito longe daqui. Estive


frequentando este restaurante, entrando e saindo nos últimos sete anos ou
assim. A comida é boa. — Esta foi uma avaliação que ela concordou quando a
refeição chegou e ela provou sua primeira mordida. Porções maciças, gotejando
com bondade gordurosa. Sophia fechou os olhos com alegria.

Ela ouviu uma risada, e abriu os olhos para ver Aidan sorrindo para
ela. — É bom ver uma mulher que sabe aproveitar boa comida. —
Sophia encolheu os ombros. — Eu fico mal-humorada quando estou
com fome ou forçada a comer saladas. — Vou ter que me lembrar
disso. — disse ele, implicando que eles participariam
de mais refeições juntos no futuro.
Insegura de como responder, ela colocou uma longa batata frita em sua boca,
mas a batata era muito longa para uma única mordida, escapulindo de sua boca.
Antes dela piscar, Aidan inclinou-se sobre a mesa e mordeu, seus lábios se
roçaram eletricamente. Sophia sugou uma respiração em vão ficando sem ar.

Várias palmadas em suas costas mais tarde acompanhadas pelos sons das risadas
de Aidan, ela conseguiu erguer os olhos para tomar um copo de água e acalmar
seu ataque de tosse. Olhou para o rosto sorridente dele quando ele se sentou
em frente a ela.

— Parece que vou ter que ensinar você a compartilhar sem tentar se matar. —
ele disse com uma pequena risada.

— Que tal você deixar a comida na minha boca sozinha. — ela respondeu com
dureza.

Não importava que seu corpo tivesse gostado bastante do breve toque de seus
lábios e já estava pensando em cenários onde ele percorria seu corpo
violentamente com seus lábios sobre ela. Abruptamente ela parou seus
pensamentos.

— Eu preciso usar o banheiro antes de voltar para a estrada. — Aidan


também tinha terminado sua refeição. — Vou pagar a conta. —
Aqui, deixe-me dar-lhe um pouco de dinheiro. — Sophia pegou com
uma mão na bolsa para pegar sua carteira.

Ele inclinou o queixo. — O prazer é meu. Eu vou


encontrá-la na porta da frente quando terminar. —
Então ele se afastou para ficar na fila do caixa. Acanhada, ela
atravessou a sala cheia de homens, mantendo o olhar baixo para não olhar
ninguém nos olhos. Um som tilintante chamou sua atenção, e olhou para os
lados para ver a porta principal aberta e um homem corpulento com uma camisa
xadrez entrando. Ela virou a cabeça para trás, desejando ter poderes de bruxa
que lhe dessem alguma coragem. Seu desejo não se tornou realidade, e ela entrou
no banheiro das senhoras, que estava obviamente vazio. Rapidamente fez xixi e
lavou as mãos quando a porta se abriu. Esperando ver uma garçonete, seus
olhos se abriram em choque quando viu um borrão de vermelho atrás dela. Ela
teria gritado, mas uma mão áspera e mal cheirosa bateu sobre sua boca enquanto
um braço grosso enrolava ao seu redor.
Aidan pagou a conta pela refeição ainda bastante satisfeito consigo mesmo. O
olhar no rosto de Sophia quando ele mordeu sua batata frita. Impagável. Claro,
não queria que ela se engasgasse, mas, em geral, gostava de saber que ele parecia
ter o mesmo efeito estimulante sobre ela, como tinha sobre ele.

Ele caminhou até a porta principal para esperá-la, mas uma sensação irritante
de algo errado fez com que ele fizesse uma curva em U e, em vez disso, dirigisse-
se para o banheiro das senhoras. Quanto mais perto chegava, mais o lobo estava
arranhando em sua mente.

Perigo. Sophia precisa de nós.

Não questionando o instinto que raramente se provou errado, Aidan entrou no


banheiro das mulheres e parou abruptamente. A primeira coisa que viu foi os
olhos aterrorizados de Sophia visíveis acima da mão gorda que a abafava.

A segunda coisa que ele viu foi o sorriso de satisfação no rosto do


atacante, um o qual ele teria a satisfação de remover.

— Saia daqui, garoto. Isso não diz respeito a você.

— Discordo. Tire as mãos de cima da minha mulher agora.


— O tom de Aidan era baixo e mortal.
Ele flexionou as mãos e mal conseguiu conter seu animal interior.

Ver Sophia em perigo e assustada estava deixando seu controle fora dos limites.

— Ou o quê? — O cara corpulento riu.

Aidan não respondeu. Ele o mostrou. Em um movimento relâmpago, se pôs a


frente do idiota que ousou tocar sua mulher e o golpeou forte no rosto. Assim
que as mãos segurando Sophia se afrouxaram, ele a agarrou colocando-a atrás
dele, depois moveu-os para fora do banheiro, seu corpo a frente do dela sempre
protegendo-a.

Enquanto mantinha os olhos no agressor, Aidan deu suas instruções. — Espere


no corredor enquanto explico a este pedaço de merda porque ele não deveria se
aproximar do sexo oposto novamente. — E acalmar minha fúria ensinando esse
lixo sobre o que acontece quando tocam o que me pertence. Tanto homem
quanto animal precisavam disso, seu lobo implorava suplicante em sua mente.

— Mas-

— Vá. Eu a seguirei em um minuto. — O som da porta se fechando, trouxe


um sorriso selvagem a seu rosto, agora com uma expressão letal em seu rosto
fazendo que o homem desse um passo para trás com as mãos
erguidas.

— Me desculpe, cara. Não vai acontecer novamente. Eu juro. — O


homem argumentou, mas Aidan ficou surdo
perante suas palavras. Ele continuou a ver em sua
mente repetidas vezes o rosto aterrorizado de Sophia.
— Você está condenado, isso não vai acontecer de novo. — Então ele o
acertou furiosamente - uma e outra vez.

Sophia estava tremendo no corredor, ouvindo os gritos do palhaço carnudo


vindos do banheiro das senhoras. Seu terror estava desaparecendo lentamente.
Uma vez que sua magia estivesse forte o suficiente, ficaria segura e com certeza
poderia lidar com qualquer situação. O ataque provou que ainda tinha muito
para aprender, como certificar-se de que ninguém a surpreenderia novamente.
Se Aidan não tivesse surgido como algum tipo de herói medieval, ela temia
pensar no que poderia ter acontecido. Deu um sorriso sombrio à contínua
violência que ecoava do banheiro. Algumas mulheres poderiam ter
argumentado contra a vingança violenta, mas Sophia não era uma delas. O idiota
merecia cada golpe que Aidan lhe deu.

Agora que estava segura, Sophia podia lembrar com admiração a maneira como
os olhos de Aidan brilhavam com fúria e suas palavras possessivas, “minha
mulher”. Se ao menos ela fosse sua mulher. Ela realmente se
arrependeu de ter enfeitiçado ele agora, tornando-se impossível
qualquer envolvimento entre eles. Estava tão arrependida... Pois o
homem apenas continua ficando mais quente a cada momento.

A porta do banheiro abriu-se e o objeto de seus


pensamentos saiu. Ele não disse nenhuma palavra,
apenas a puxou para seus braços
— Me desculpe pelo o que aconteceu. Eu serei melhor em protegê-la de agora
em diante. — O quê? Ela queria perguntar-lhe o que ele quis dizer, mas com
seus braços a sua volta a embalando... - o que a distraiu totalmente - ele os levou
de volta para o estacionamento em direção a seu caminhão. Enquanto ele a
ajudava subir na cabine, rapidamente deu-lhe um rápido beijo, um rápido
contato com seus lábios fazia com que todas as suas terminações nervosas
chiassem de prazer.

Ele subiu para seu acento atrás do volante. Ela tocou seus lábios ainda
formigando. — Por que você me beijou?

— Você vai me dizer que você não queria?

O problema era que ela queria e muito mais, mas estava cada vez mais com
medo de que seu feitiço de persuasão estivesse o controlando. — Você não
deve mais fazer isso. Eu não posso me envolver com você. — Ela sentiu que
ele queria perguntar-lhe o porquê, mas antecipou suas perguntas virando-se para
o lado e encostando a cabeça contra a janela, fingindo ir dormir.

Provavelmente, devido à sua proximidade ela sentiu culpa por deixa-lo sem uma
explicação, mas pelo menos não precisava mentir sobre o porque deveria parar
de beijá-la quando tudo o que queria era fazer isso e muito mais.
Muito, muito desnudamente, mais.

Ela desistiu rapidamente do teatro de estar sonolenta, estava muito


energizada para isso. Para seu alívio, ele a envolveu
e em uma conversa com variedade de tópicos -
nenhum deles sobre o beijo que tinham compartilhado. Aidan
acabou por ser espirituoso, ela se viu rindo com frequência. As milhas voaram,
assim como as horas. Sua conversa diminuiu, e se viu acenando com a cabeça.
À medida que os primeiros raios de amanhecer cor de rosa iluminavam o céu,
ela observou enquanto o caminhão diminuiu velocidade e entrou em um motel
na estrada.

— O que você está fazendo? — Ela perguntou enquanto se acalmava no


assento.

— Estou cansado. Preciso dormir por algumas horas. Não se preocupe,


estaremos na estrada novamente no início da tarde e chegaremos ao
Covenhouse a tempo. Ela discutiu ordenando que ele continuasse, mas o bocejo
que ele abriu atrás de sua mão decidiu por ela. Ele estava certo, eles já estavam
bem adiantados. Além disso, poucas horas de sono em uma cama macia parecia
ótimo. Ela queria estar no seu melhor para esta noite, sua primeira reunião do
Dia das Bruxas como uma bruxa real.

Aidan a fez esperar no caminhão quando entrou no escritório do motel para


garantir-lhes algum quarto. Quando se afastou de novo, ela abriu a porta do
caminhão e olhou para o chão muito abaixo, duvidosamente. Ela ainda estava
pensando se iria quebrar um tornozelo se pulasse. Suas grandes mãos
a pegaram pela cintura e a puxaram para fora do caminhão. Por um
momento, ele a segurou contra a rigidez de seu corpo, emanando um
calor que a fez balançar na direção dele.

Talvez apenas um beijo...


Ela quase fechou os olhos e esperou, foi quando se afastou dele. Sophia resistiu
ao desejo de beija-lo. Ela sabia que não deveria beijá-lo, seu desejo continuava
crescendo cada vez que ele estava perto e uma parte dela se perguntou qual seria
o problema em dar um beijo ou dois. Ela poderia parar com apenas um beijo?
A resposta não a agradou. Ou seu corpo.

Ignorando a testa franzida, se distanciou dele - ele abriu uma porta do quarto
de motel e girou-a para fazê-la entrar.

Sua expressão congelou em espanto. — Estamos compartilhando um quarto?


— Tivemos sorte.

Sophia olhou em volta para o estacionamento e girou de volta para olhá-lo


acusadoramente. Ele apenas sorriu para ela de forma inocente

— Você está me dizendo a verdade? — Ela poderia ter jurado ver diversão
brilhando em seus olhos enquanto ele respondia. — É claro que eu estou, amor.
Você acha que mentiria para você? — Sabia que ainda o tinha sob a influência
de sua magia, o feitiço de persuasão que, por sua vez, impediu sua capacidade
de mentir, mas quando entrou no quarto, ela parou.

— Há apenas uma cama. — exclamou. Uma cama queen-size, mas


ainda uma cama. Sua vagina transbordava seu creme de excitação, só
faltava a cereja. Calma, gatinha, lembre-se do feitiço. Não devo tirar
proveito de nada. Não seria certo, ela repetia em sua mente alto e
claramente a mensagem.

Aparentemente, a perspectiva de compartilhar a


cama com ela não parecia interessá-lo. Não importa os beijos
no restaurante, pois ele sequer olhava para ela, Aidan tirou a camisa e arrancou
as botas antes de se esticar na cama, os olhos imediatamente fechados.

Ao ver seus músculos do peito expostos de forma tão tentadora, ela lutou contra
o impulso de em saltar em sua direção. Não, não podia se distrair de seu voto
mental de não molestá-lo. Decidiu que um banho a distrairia de seus
pensamentos pecaminosos, ela se fechou no banheiro pequeno, mas limpo.

O banho quente não fez nada por sua vontade de ter o corpo dele junto ao seu,
não quando seus pensamentos continuavam voltando para o fato que um
pedaço de perfeição masculina estava a poucos metros de distância, meio nu. E
uma vez que seu banho terminou, tentava encontrar uma solução, pois se
quisesse dormir, teria que se arrastar para a cama com ele e, de alguma forma,
não violá-lo.

Impossível, dado o estado de excitação em que se encontrava atualmente.

Sophia inclinou-se contra a parede do azulejo e tomou o controle da situação


em suas próprias mãos, literalmente. Ela passou as mãos sobre seu corpo
arredondado, a água deixando sua pele lisa. Ela segurou seus seios pesados,
espremendo-os e, sentia suas mãos tocando-lhe agradavelmente, mas não podia
deixar de pensar que ficaria cem vezes melhor se as mãos quentes de
Aidan fossem as que a acariciavam. Seus seios endureceram
instantaneamente nesse pensamento, seus picos pontiagudos
perfeitos para uma boca sugar.

Sophia suspirou e fechou os olhos, permitindo que


a fantasia do estranho ao lado recheasse sua mente. Ela o
provocava, empurrando os seios em seu rosto antes de aperta-los contra o rosto
dele, suas mãos percorreriam seu corpo, traçando um caminho direto a sua
buceta enquanto sua boca mordiscaria levemente seus mamilos deixando seus
dedos realizarem o trabalho pelo restante de seu corpo.

As mãos de Sophia deslizavam entre suas coxas para trabalhar seu clitóris
sensível, e sua respiração acelerando. Ahh sim.

Aidan seria do tipo impaciente, lançando-a sobre suas costas, a boca pegando a
dela em um beijo enquanto a cabeça de se pau encontrava a entrada de sua
vagina e mergulhava, acariciando-a profundamente e com força.

Sophia trabalhava com seus dedos dentro e fora de sua vagina. Todo o seu
corpo tremia de excitação, deixando-a ensopada. Ela inclinou os quadris,
tentando se dar um acesso mais profundo com os dedos, o orgasmo apenas um
segundo fora do alcance.

Ela continuou em sua fantasia de Aidan penetrando-a, seu corpo pesado acima
dela a bombeando. Suas mãos ergueriam suas pernas para cima, permitindo que
ele a penetrasse profundamente, seu pau duro enchendo-a.

É isso mesmo, faça-me sua. Sua fantasia visual de fazer sexo com ele
a empurrava em direção a um orgasmo. Mais rápido e mais rápido, ela
empurrou os dedos para dentro e para fora de sua entrada. Ainda
assim, seu orgasmo ficou furtivamente fora do alcance.

Ela riu com frustração. Por que não posso gozar?


Aidan fingiu indiferença quando notou o nervosismo de Sophia ao perceber que
eles não só estariam compartilhando um quarto, mas também uma cama. Ele
mentiu para ela.

O motel tinha muitos quartos vazios. No entanto, seduzir a bruxa sexy seria
muito mais difícil de conseguir se ela estivesse em outro quarto, e ele
definitivamente queria provar o sabor dela. Não tinha certeza de por que não a
tinha jogado na cama e feito tudo o que desejava com ela, embora quase a tivesse
agarrado em seus braços quando sentiu sua doce excitação quando tirou a
camisa.

Apenas uma coisa o impediu de uma sedução completa: ela. Queria que ela
viesse até ele, e com uma boa razão, pois tinha chegado a uma conclusão
maravilhosa durante o caminho ao motel - a pequena bruxa era sua
companheira.

Ao colocar seus olhos sobre ela, ele se descobriu instantaneamente atraído e


com luxúria.

Não é uma reação incomum. Ele tinha um desejo sexual saudável e


ela era definitivamente quente, mas quanto mais tempo passava em
sua companhia, mais irresistível se tornava o desejo de
tocá-la, prová-la, marcá-la.
Seu lobo, geralmente não se interessa no outro sexo, ele continuava agitando
em sua cabeça. Agitado e excitado, ele finalmente entendeu o que seu lado
bestial queria drizer. Reivindique-a, marque, faça dela nossa.

A revelação o surpreendeu, e ele agradeceu que ela estivesse dormindo quando


o caminhão passou por um buraco quando sua distração os desviou na estrada.

Ele não podia acreditar. Aparentemente, as informações que seu pai havia
transmitido sobre os companheiros são verdadeiras. Não que seu pai e sua mãe
fossem verdadeiros companheiros, mas ambos ouviram as histórias. Quando
você conhece aquele predestinado a ser seu, fazer tanto alma animal e homem
feliz em plenitude, um shifter sabe instantaneamente. Não é o que acontece com
todos. Os verdadeiros companheiros não eram comuns. Com grande número
de matilhas espalhadas no mundo, qual era a chance de um companheiro estar
dentro da mesma matilha ou das matilhas vizinhas? Alguns realmente deixavam
a matilha em uma busca longa na esperança de encontrar aquele que o
completaria. Alguns conseguiam, mas acabavam se envolvendo com uma loba
não destinada pelo caminho gerando alguns filhotes.

No entanto, o conhecimento de que Sophia deveria ser sua companheira veio


com uma série de problemas - o primeiro e principal fato é que ela
não era uma shifter lobo e a matilha desaprovava o casamento entre
espécies. O banimento era uma possibilidade provável caso ele ficasse
com ela. Então, mesmo que negligenciassem o fato de que eles
vieram de genomas diferentes, também precisava ter
em mente que apenas porque ele estava pronto com
base em uma reação mística para se comprometer para
sempre, não significava que ela sentia o mesmo. Será que o Héck1, o verdadeiro
vínculo do casal, afetaria um ser que não fosse lobo? E, por fim, ela ainda não
tinha ideia de suas origens, e, embora não fosse um ser humano comum, poderia
se recusar a ter um marido que se tornaria peludo em luas cheias e, bem,
basicamente, sempre que ele sentisse necessário.

A questão das razões pelas quais um acasalamento não funcionaria, porém, o


forçou a pensar em razões do por que poderia. Tal como a evidência clara que
ela também o desejava, sua luxúria prontamente evidente em seu perfume. Ele
também a desejava, sua excitação quase constante desde o momento em que
pôs os olhos nela. Além de querer transar com ela, também a achou intrigante,
fofa, inteligente e quase perfeita até agora. Como ela o via? Apesar de seu
interesse sexual por ele como homem, também não podia perder o interesse
dela nele como pessoa. Como abordar o assunto? Oi, então você sabe, sou um
lobo e você é minha verdadeira companheira. Vamos foder, então eu posso
mordê-la e torná-la minha para sempre. Hmm, a abordagem direta
provavelmente não funcionaria. Ele não queria assustá-la, faze-la fugir dele.
Agora que tinha seu perfume, poderia segui-la até as extremidades da Terra. No
entanto, como alguém explica a uma mulher que acabara de conhecer que eles
estavam destinados a viver felizes para sempre? Ah, e como ela se
sentiria por ter filhotes?

O som do chuveiro transformou seus pensamentos quando ele


imaginou seu corpo curvilíneo sob o chuveiro, nu. Sua

1 N ome dado à magia do vinculo de acasalamento.


ereção voltou à vida, palpitante. Maldição, teria que fazer algo sobre esse amigo
em breve. Seu controle já estava acabando e só a conheceu ontem à noite.

A solução fácil? Foder. O problema? Ele poderia manter o controle suficiente


durante o ato para não marcá-la? Ao contrário de outros de seus irmãos, ele não
se curvaria a vontade de morde-la. Ele lhe daria a escolha quando a hora certa
chegasse e deixaria o destino decidir. Certamente ele não a escolheria se não
estivesse destinada a sentir o mesmo desejo? No entanto, não doeria se estivesse
um pouco de diversão em sua busca para que ela o veja mais do que apenas
como um passeio para uma convenção de bruxas.

Ele desabotoou o topo de sua calça para dar ao seu pau um pouco de espaço
para respirar. Mais uma vez, porém, seu lado pernicioso, que estava
determinado a mover as coisas, o fez retirar completamente suas calças, então
ele usava apenas cuecas pretas sob a cama. Deitado na cama, colocou as mãos
atrás da cabeça e esperou que ela terminasse o banho. Um momento depois, ele
sentou-se na cama.

Não, não pode ser. Ela está! Sua bruxa estava se divertindo no chuveiro sem ele
- Foi apenas através de um grande esforço de autocontrole que se manteve do
outro lado da frágil porta do banheiro, ao invés de buscar o que era
dele. A única coisa que o impediu foi a frustração que irradiava dela
por causa de sua necessidade crescente. Aparentemente, sua pequena
bruxa precisava de mais do que a estimulação de seus dedos, e ele
não podia esperar para ela chegar a essa conclusão e
levar seu traseiro para a cama para que ele pudesse
cuidar das necessidades de ambos.
Ele simplesmente aliviaria sua tensão sexual. Poderia se controlar o tempo
suficiente para fazer isso. E se o seu desejo de morder ficasse muito forte... bem,
se preocuparia com aquele perigoso penhasco quando chegasse ao limite.

Sophia terminou o banho e admitiu a derrota. Tanto quanto ela queria e tentou,
não conseguia chegar ao orgasmo sozinha. Mas pelo menos estava no banho
tempo suficiente para ele ter adormecido.

Ela fechou o chuveiro, saiu e se secou. Ela trouxe sua bolsa para o banheiro
com ela. Ela abriu e examinou seu interior.

Maior do que parecia, a bolsa chegou quase até o ombro quando alcançou seu
pijama. Vestindo seu pijama, ela empurrou sua roupa suja para a bolsa mágica.

Ela escovou os dentes, escovou seus cabelos, passou por todo seu corpo o
creme hidratante minunciosamente tentando ganhar um tempo imaginário, isso
é estúpido. Eu não posso ficar no banheiro para sempre. Ele estará dormindo
com certeza, e não é como se ele soubesse que estou subindo pelas
paredes por causa dele.

Respirando profundamente, ela abriu a porta e saiu do banheiro. A


sensação em seu corpo quando ela o viu dormindo em cima da cama
em sua cueca definitivamente não era decepção.

Quem poderia ficar desapontado quando o homem


com a forma mais perfeita do planeta esta deitado na cama com nada
mais do que uma cueca preta que fazia pouco para esconder seu pau, que parecia
crescer e se contrair enquanto ela o observava com os olhos arregalados?

Sophia engoliu a umidade extra na boca, mas poderia fazer pouco sobre a
umidade que se acumulava em seu sexo.

Ele se moveu na cama, rolando para encará-la. Abriu os olhos que ela poderia
ter jurado brilhar e disse com um tom baixo e rouco que fez sua vagina contrair:
— Venha para a cama, Sophia. — Ela queria balançar a cabeça, dizer não, fugir
do símbolo sexual a sua frente. Mas como se ele a tivesse sob um feitiço de
persuasão, se encontrou dando um passo após o outro em direção à cama até
suas coxas encostarem o colchão.

Ela ainda não podia falar. Só podia vê-lo enquanto ele rolava sobre suas costas,
seus olhos nunca deixando o dela.

— Suba na cama. — ele disse com uma voz que era quase um rosnado.

Quando ela não cumpriu, em um movimento mais rápido do que poderia seguir,
ela encontrou-se de costas contra o colchão com ele sobre ela, seu peso
pressionando-a deliciosamente.

— Prometi a mim mesmo que eu lhe daria tempo, mas. — disse ele,
enquanto um de seus dedos se aproximava para traçar seu lábio
inferior, — Eu acho que não posso resistir a você. — Então ele a
beijou, e Sophia esqueceu todas as suas boas intenções.
Permaneceu esperando até que ela soubesse e escolhesse ele. Quando Aidan
sentiu que ela saiu do banheiro e, ainda melhor, sentiu o desejo dela, não
conseguiu fingir dormir. E uma vez que ele olhou-a, tão suave e sedutora, seus
olhos nublados de saudade e confusão, não podia se ajudar. Para sua surpresa,
ela obedeceu a sua ordem para se aproximar, mesmo que a indecisão a fizesse
hesitar em se juntar a ele na cama.

Ele faria amor com a bruxa que seria sua companheira. Ele gostaria, e ela
também. Simplesmente não a marcaria como sua companheira - ainda. Poderia
se controlar. Bem, esperava que sim.

O primeiro gosto de seus lábios o incendiou. A fome do tipo carnal correu


através de seu corpo uma necessidade urgente, que ele também sentiu nela
enquanto seus lábios se uniam fervorosamente ao seu.

— Nós realmente não devemos. — ela murmurou enquanto suas mãos


vagavam por suas costas.

— Shh. Nós dois precisamos disso. — ele respondeu, acomodando-se


firmemente entre suas pernas e pressionado contra ela.

Ela ofegou e se arqueou debaixo dele, suas unhas cavaram em suas


costas.

Aidan quase a mordeu.

Merda. Ele já estava com problemas, seu lobo


acordado ansioso, esperando para assumir o
controle e marcar sua mulher. Talvez, se fizesse o prazer ser todo sobre ela,
poderia se impedir de mordê-la.

Seus lábios saíram dos dela para a pele lisa de seu pescoço. Ele podia sentir seu
pulso sob a pele, acelerado. Sem controle sobre isso, sentiu que seus caninos
desceram, o desejo de morder quase superando sua vontade.

Oh, foda-se. Ele se moveu para baixo, longe da tentação acenando. O tecido de
sua camiseta impediu a visão dos seus seios. Com um grunhido impaciente, ele
rasgou o pano aparente apenas percebendo que talvez ele tivesse sido muito
bruto. Um olhar rápido revelou que ela estava mais excitada do que nunca, com
os olhos pesados de desejo. Ele se virou para olhar seus seios, pesados e
redondos. Seus grandes mamilos avermelhados em implorando para serem
chupados. Ele colocou um mamilo em sua boca, sugando. As mãos frenéticas
dela apertaram sua cabeça, puxaram seus cabelos, a dor aumentou seu desejo.

Ele mordeu ligeiramente no seu mamilo, e ela soltou um pequeno gemido. Mais
uma vez, seus caninos tentaram descer. Não, tinha que ser mais forte. Conquiste
sua confiança. Peça-lhe que o aceite.

Com um gemido, ele moveu seu corpo de novo, sua boca se movendo como
um míssil em busca de calor para encontrar seu núcleo. Talvez, se a
aliviasse de sua luxúria, poderia pensar com mais clareza e se controlar.
Seu short de pijama cobria sua virilha. Suas coxas caíram para os
lados, e ela se expôs a ele com um suspiro de respiração.
Moveu o rosto para mais perto para conseguir um
gosto dela.
Péssima ideia.

Com o rosto entre suas coxas, o cheiro dela era esmagador e seus caninos
desceram novamente, suas presas afiadas quase mordiam o lábio. Ele puxou
várias respirações tremendo enquanto tentava recuperar o controle, mas tudo o
que fazia era penetrar seu perfume mais profundo nele a cada lufada de ar
inspirado.

Ela notou sua falta de ação e, com um som afundado em desejo, ela disse —
Por favor. — O que ele poderia dizer? Ele não tinha a força de vontade para
recusar sua companheira.

Apesar de suas boas intenções. Ele lhe daria o que ela queria e lidar com as
repercussões mais tarde. — Seu desejo é uma ordem, amor.

Sophia congelou com as palavras dele, seu calor esfriou como se um balde frio
de água tivesse sido jogado nela. Maldito feitiço de persuasão. Isso não estava
certo. Ela não podia fazer isso com ele. E se ele tivesse uma esposa ou
namorada? Como poderia saber que isso era o que ele queria e não o
feitiço recebendo sinais mistos de seu desejo, forçando-o a fazer algo
que não queria?

— Eu não posso fazer isso. — Ela saiu da cama e


entrou no banheiro, pegando sua bolsa no caminho.
Só quando ela fechou a porta, começou tremer.
Um segundo depois, uma batida na porta. — Sophia? Você está bem? Me
desculpe se eu estava me movendo muito rápido. Não se esconda, amor.

Sophia não respondeu, ela apenas se apertou mais. O que eu estava pensando?
Bem, ela sabia o que estava pensando: Montar nele como se estivesse em um
rodeio, uma vaqueira profissional.

Bruxa ruim. Não importava se ele parecia um participante disposto. Seu feitiço
tinha distorcido suas respostas normais, fez com que ele de alguma forma
pensasse que ele também precisava cumprir não apenas seus comandos verbais,
mas seus comandos corporais. Eu quase me aproveitei dele. Enquanto ela podia
se desculpar tendo usado ele como motorista, usar seu corpo para saciar seus
desejos cruzava a linha da moralidade.

— Abra a porta.

— Não.

— Vou derrubá-la se você não vier aqui e explicar o que está errado.

Sophia riu histericamente mesmo enquanto as lágrimas escorreram pelo seu


rosto. Como eu explico? A propósito, eu sou uma bruxa e lancei um feitiço em
você, então, enquanto você acha que você está bem agora,
provavelmente é realmente meus hormônios que você está sentindo.
Desculpe por mexer com o seu cérebro.

Ela gritou quando a porta se abriu. Aidan parecia


enorme e irritado; Sua forma encheu o banheiro que
parecia ainda menor. Ao vê-la encolhida no chão, seu rosto se suavizou.

— Ah, amor, não chore. Desculpe se as coisas aconteceram tão rápido. Volte
para a cama. Eu prometo que não vou te tocar. — Ela queria dizer-lhe que ele
estava errado, que ele não era o único culpado. Era a única em quem não se
podia confiar. Mas não disse nada e não protestou quando a pegou para levá-la
de volta ao quarto. Ele a colocou suavemente sobre a cama e se colocou atrás
dela. Um braço quente e pesado veio sobre sua cintura e a puxou de volta no
calor abrasador de seu corpo, e ela soltou um gemido.

Por que ele tem que me fazer me tão bem?

Ele interpretou o som mal e disse alarmado. — Está tudo bem, amor. Vá
dormir. Eu prometo me comportar. — Sophia ficou rígida em seu abraço e
lutou para entender esse homem enigmático. Para sua perplexidade, ela ainda
sentia a evidência de sua excitação contra suas costas, onde ela estava
aconchegada nele, e isso, mesmo sem que ela estivesse com intenção de fazer
sexo com ele. É possível que ele realmente me desejou por vontade própria e
não por causa do feitiço?

Não importava. Ela se recusou a aproveitar a chance.

Além disso, não era apenas o feitiço que a deixava preocupada, era
toda a reação sobre ele desde o momento em que o conheceu.
Enquanto ela se achou atraída pelos homens no passado, o desejo
nunca a tinha controlado antes. Ela estava agindo
como se estivesse desesperada - ou talvez eu me
apaixonei, pensou ela - e isso a assustou.
As bruxas não devem se envolver com os humanos, por mais sexy que seja. E
repetindo essa regra para si mesma uma e outra vez, ela finalmente entrou em
um sono inquieto.
Na manhã seguinte, embora ele se movesse com cautela, ela acordou quando
saiu da cama para se arrumar no banheiro. Se fosse inteligente, ela iria embora
agora. Mas ainda precisava chegar ao encontro das bruxas, para não mencionar
fazê-lo esquecer. O som do chuveiro a acalmou, e depois de tirar as roupas
limpas de sua bolsa aparentemente sem fundo, ela vestiu-se rapidamente

Quando ele surgiu, seu cabelo estava úmido, ela conseguiu se recompor, um
estado de espírito que ela dificilmente mantém com ele tão perto.

Por que ele tem que ser tão lindo?

Todas as explicações que ela preparou para justificar suas ações histéricas de
algumas horas acabaram desnecessárias, pois quando falou era apenas para
dizer,

— Pronta para ir? Nós vamos pegar um pouco de comida no caminho. —


Então ele saiu do quarto do motel para o caminhão. Depois de respirar
profundamente, ela seguiu, apenas tremendo ligeiramente quando ele deu um
impulso no assento do passageiro.

Viajaram em um silêncio quase mortal, embora pudesse vê-lo olhar de vez em


quando, sua boca se abrindo e fechando como se quisesse falar, mas não
conseguisse encontrar as palavras.
Sophia sentiu um desejo estúpido de explicar tudo para ele.

Oi, sou uma bruxa, e lancei um feitiço em você. Quando desaparecer, quero
convida-lo para um café, se não for realmente o feitiço e sim o seu desejo por
mim? Mas, oh, só para que você saiba, nunca pode ser mais do que um ótimo
sexo. Mesmo em sua cabeça, pareceu loucura. Não, ela precisava manter seu
plano original, o que, em pouco tempo, o deixaria fora de sua vida para sempre
e, com o feitiço do esquecimento, nunca se lembraria que a conheceu. A
perspectiva não a animou.

Eles seguiram para o estacionamento, e de repente Sophia, tão ansiosa para


chegar aqui quando começou sua viagem, o que parecia há anos atrás, agora
desejava que nunca chegassem. Em um momento, ela limparia a mente de Aidan
e o enviaria para longe. Ele voltaria a sua vida e à sua mecânica, sem se lembrar
dela. E para garantir que ele não se lembrasse de coisas que ela acidentalmente
deixara escorregar, ela não poderia nem visitá-lo e fingir encontrá-lo novamente
pela primeira vez. Ela não tinha habilidade para fazer seu feitiço forte o
suficiente para suportar um teste como esse.

— Então, quanto tempo essa convenção vai durar? Devo esperar por você?
Sophia engoliu em seco enquanto uma visão dele quase nu em lençóis brancos
encheu sua mente. O calor correu através dela, o que fez suas bochechas
corarem.

Com um rosnado quase inaudível, ele se inclinou e a beijou com força.

Sophia permitiu por um momento, e o fogo e a urgência que seus lábios


transmitiram fizeram com que ela se arrependesse ainda mais do que tinha que
fazer. Ela puxou para trás antes que pudesse mudar de ideia. Abriu a porta,
depois virou de lado e saiu do caminhão, tropeçando um pouco quando bateu
no pavimento.

Ele se inclinou sobre o assento e olhou para ela, com um turbilhão de perguntas
estampadas em seus olhos. Ao fechar a porta, era uma questão fácil para ela
murmurar as palavras para o feitiço, mas a tristeza contaminando-a contaminava
sua energia, ela formou e moldou em um padrão de esquecimento.

Ela lançou o resultado para ele.

Seus olhos se arregalaram, e com pressa ela falou. — Você vai esquecer que me
conheceu. Na noite passada, depois de fechar à mecânica, você sentiu vontade
de fazer uma viagem. Você foi mais longe do que o esperado. Mas agora você
precisa ir para casa, de volta à sua vida e esquecer que você já me conheceu. —
Seus olhos se nublaram de dor, depois de confusão. Ela mordeu o lábio numa
tentativa de não chorar, sem entender por que a despedida a afetou tão
profundamente

Ela girou e se afastou, seus passos pesados e seu coração um peso morto em
seu peito.

Uma parte dela esperava que ela tivesse falhado em seu feitiço e que, a qualquer
momento, ela sentiria as mãos dele sobre ela, girando-a para contar que sua
magia nunca o faria esquecer dela. Em vez disso, o tremor pesado de seu motor
de caminhão encheu o ar, um som sumindo enquanto ele se afastava dela.
Secando as lágrimas, ela disse a si mesma que era o melhor. Um humano e uma
bruxa - nunca teria funcionado. Mas, oh, como eu queria que as coisas pudessem
ter sido diferentes.

Aidan bateu no volante e amaldiçoou enquanto ele se afastava de sua


companheira. Ela o rejeitou. O enviou como se ele não representasse nada para
ela. Seus sentimentos estavam errados? Ela não era sua companheira para a
vida? Seu lobo rosnou em sua mente. Não, não estou errado. Ela é minha. Mas
o que aconteceu então? Ela não sentiu o mesmo sentimento mágico do vinculo
de acasalamento?

Muito chateado para prestar atenção à estrada, ele dirigiu por algum tempo e
pensou. Ela nunca explicou por que ficou tão chateada quando ele a agradou -
um prazer que rapidamente mudou. O que a causou histeria?

Ela queria o seu toque, não havia como negar isso, mas ela tinha agido como se
estivesse cheia de culpa. Ela poderia ter um namorado em casa? O lado do lobo
de Aidan rosnou ameaçadoramente, irritado com o pensamento, mas a ideia
incomodou o lado humano ainda mais. Ela é minha. Não permitirei que
nenhum outro a toque.

Como ele deixou sua mente trabalhar sobre os poucos fatos que tinha, ocorreu-
lhe que ela tinha que ser solteira. Ela não tinha o cheiro de outro homem nela,
e certamente um amante teria beijado ao se despedir dela para a viagem. Ele
também percebeu em retrospectiva, que ela não havia sido afetada pela
separação no período que ficaram afastados. Ele deixou seus sentimentos de
rejeição ofuscarem sua mente, mas quando pensou em seu último momento
juntos, ele podia ver seus olhos nadando em lágrimas.

E então ele se amaldiçoou por ser um idiota. Mesmo que ela não tivesse
namorado, poderia ser que sua relutância fosse por outro motivo. Sophia não
sabia o que era. Ela pensou que ele era um mero humano, enquanto ela era uma
bruxa. Se o seu coven era algo parecido com sua matilha. Era bem possível que
ela sentisse que não tinha mais escolha do que mandá-lo embora.

Goste ou não, ela era dele. Ele a deixaria ter sua pequena festa de bruxa no
Halloween. No entanto, ele estaria nas proximidades e, uma vez que a reunião
terminar, viraria as mesas e se tornaria aquele que da as ordens e prazer.

E em algum lugar lá, ele revelaria a verdade do que ele era e o que queria dizer
a ela.
Sophia caminhou pelo quarto. Sua mente ainda girava enquanto esperava a noite
cair completamente antes de descer e se juntar a suas irmãs do coven. Ela tentou
recuperar sua animação em participar de sua primeira reunião de Halloween
como uma bruxa. A alegria que ela tinha sentido há alguns dias, quando o
convite chegou ao correio, desapareceu. Agora, em vez disso, tudo o que ela
podia pensar era Aidan, seu último olhar de dor esculpindo uma ferida em seu
coração.

Eu o conheci por apenas um dia. Nem mesmo isso. Como eu poderia ter me
apegado a ele tanto em tão pouco tempo? Ela continuava perguntando o que
poderia ter feito de maneira diferente.

Como poderia tê-lo mantido com ela? No entanto, tudo voltou a um simples
fato. Ele é humano e eu não sou mais.

Sophia nem sabia de sua herança até alguns anos atrás.

Seus pais a adotaram quando ainda era um bebê, achando supostamente


abandonada. Seus pais, seus parentes permaneceram até hoje desconhecidos
para as autoridades.

Ela sempre soube de algum modo que era diferente. Mesmo como uma criança
pequena, Sophia tinha achava que algo estava errado com ela, porque sempre
viu o mundo de maneira diferente. Este era um fato que ela aprendeu a esconder
quando a mãe adotiva a arrastou para inúmeros psiquiatras procurando uma
cura. Ela parou de dizer às pessoas sobre como às vezes podia ver cores girando
ao redor dela e tocar aquelas flâmulas invisíveis. Ela fechou os lábios, sem
mencionar os fantasmas que viu, junto com outras criaturas estranhas, como o
gremlin 2 que viviam na garagem de seu pai. O silêncio era preferível aos olhares
estranhos e às drogas. Na idade tardia de dezesseis anos, quando ela finalmente
começou a menstruar, seu senso de outro mundo se fez mais presente em sua
vida. Sophia fingiu ignorância, mesmo quando sua mãe chamou o sacerdote
para livrar a casa dos fantasmas - os únicos fantasmas, porém, eram o poder de
despertar de Sophia, que se manifestava em objetos flutuantes e incidentes
estranhos.

Desesperada por entender o que estava acontecendo de errado com ela e


tranquilizar-se, de que não era louca, fez uma busca online, procurando por seus
sintomas. Nunca encontrou nada, mas alguém a encontrou. Aparentemente, as
bruxas abraçaram a era tecnológica, porque suas pesquisas enviaram uma
bandeira vermelha para a casa da mãe e, no escuro da noite, Sophia de repente
se viu sequestrada e teve um longo interrogatório seguido de um conjunto de
tarefas onde, finalmente, suas habilidades especiais vieram para a superfície.

Quando eles disseram que ela era uma bruxa de sangue puro, uma que os pais
faleceram, Sophia riu. Uma vez que o choque e a alegria desapareceram, ela
ficou satisfeita por saber que ela era normal, pelo menos para uma bruxa.

2 Um gremlin é uma criatura mitológica de natureza malévola popular na tradição saxã-germânica. O nome
gremlin provém do inglês antigo grëmian, que significa “irritar” ou “incomodar”. Também está relacionado com
grim, “sinistro”, e no termo alemão, grämen, “confusão”.
Assim, começaram suas lições. Como um estudante mais velho, ela lutou e
trabalhou duro para alcançar aqueles que cresceram na tradição - as variadas
regras e protocolos adotados para mantê-los a salvo dos humanos. Os ensaios
de Salem, que haviam visto inúmeros inocentes mortos, serviram de exemplo
de intolerância, que até mesmo hoje serve como um lembrete brutal de que a
segurança estava no segredo, ou era assim que pensava o coven. Pessoalmente,
pensou que o mundo moderno poderia lidar com a ideia de bruxas, mas uma
bruxa júnior não estava prestes a mudar centenas de anos de doutrina.

Juntamente com a história, os feitiços e a lei bruxa, outra coisa que eles lhe
ensinaram foi o quão longe ela poderia ir sexualmente com os humanos, ela
nunca poderia contar o que era nem pensar em um eterno depois. A parte de
ser uma bruxa significava uma vida útil mais longa - duzentos anos ou mais não
era inédito.

Embora não tenha sido proibida de se casar, o aviso foi claro.

O máximo de tempo que uma bruxa poderia esperar era 10 a 15 anos antes de
ter que desaparecer, pois a falta de envelhecimento acaba se tornando
perceptível e levantando suspeitas. As bruxas que se recusavam a saírem
acabavam encontrando seus parceiros e geraram crianças, mas inevitavelmente
seus entes faleceriam. Esse fato era primordial para escolher seu parceiro

Saber isso fez a dolorosa decisão de Sophia deixar Aidan parecer nobre, mesmo
que não entendesse por que ela o queria tanto. Sabia que não queria ver Aidan
morrer. Ele merece uma vida real com uma mulher que poderia dar-lhe filhos e
envelhecer com ele. Não alguém que seria forçado a abandoná-lo e seus filhos
dentro de uma década ou algo assim.

Mas como ela desejava que as coisas fossem diferentes. Se apenas Aidan fosse
uma pessoa especial autorizada a saber seus segredos: elfos, anjos, demônios,
shifter, merman. Muitas espécies foram autorizadas a saber sobre as bruxas e,
embora não tenham sido aprovadas para o casamento - o envolvimento sexual
entre as espécies não era nem de longe incomuns.

O tempo para a introspecção passou. À medida que a hora da meia-noite se


aproximava, Sophia se recompôs e deixou seu quarto em seu roupão fluindo, se
juntando a um fluxo de bruxas e bruxos na noite. As lanternas acesas e
penduradas em ramos e postes, iluminando o caminho até o ponto de encontro.

O Covenhouse Inn ocupou mais de uma centena de hectares, garantindo as


bruxas privacidade para cerimônias como a de Halloween. A maior parte da
terra era arborizada, mas enquanto Sophia seguia outros de sua espécie através
dos caminhos sinuosos na floresta sombria, não demorou muito para que eles
emergissem em uma clareira com grama pisada. No centro do enorme espaço,
uma fogueira queimava e estalano, as chamas lambendo no céu e aparecendo
com cores que não costumavam ser vistas: ouro, vermelho, roxo, azul e até
algum verde. Estava perto da hora das bruxas, o poder emergiu visivelmente ao
redor dela em um emaranhado de cores. O entusiasmo cantarolava no ar.

As bruxas se posicionaram ombro a ombro e formaram círculos que irradiam


para fora do fogo. Sophia ficou em um dos anéis externos, seu rosto inclinado
para o céu olhando a lua redonda e brilhante pendurada no céu.
Como se fosse silenciado por um feitiço, o silêncio caiu sobre a clareira, e as
vozes de centenas de mulheres desapareceram deixando uma expectativa no ar.

Meia noite batia no relógio à medida que a energia mágica cercando o mundo
atingiu o pico. O Dia das Bruxas chegou, e o poder vindo dele atravessou seu
corpo como um raio. Como se o fogo e a magia os chamassem, formas
fantasmagóricas subiam em uma sinuosa trilha das chamas brilhantes, tecendo
e balançando sobre a congregação. Como um sinal, a dança começou.

Ao contrário dos wiccanos com sua magia terrestre, Sophia pertencia a uma
seita mais escura, uma que ainda adorava o Senhor dos Hades - com resultados
poderosos. Ao longo dos séculos, lendas e rumores abundavam sobre bruxas
dançando nuas em torno de fogueiras para Satanás. Embora nunca tenha sido
testemunhado pelos olhos humanos, ou pelo menos, nenhuma pessoa que já
tenha vivido depois de vê-lo, era verdade. Liberando-se de muitas maneiras, a
dança os trouxe de volta a uma época primordial quando as bruxas foram
celebradas em vez de serem perseguidas. Em uma movimentação graciosa
sincronizada sem prática, as vestes sumiram, o que revelou centenas de fêmeas
de todas as formas e tamanhos. Bruxos masculinos, também chamados de
warlocks, celebravam em outros lugares à sua maneira.

Sophia sentiu vagamente o beijo do ar fresco da noite em sua pele nua, no


entanto, pegou na magia da construção da dança, ela ignorou. Seu corpo se
moveu intuitivamente, tecendo e balançando para um ritmo inaudito, o que fez
o coven recolhido se mover em uma onda ondulada de pele nua e cabelos
esvoaçantes no ar. Mulheres de todas as idades e raças giravam cada vez mais
rápido, a respiração curta, os olhos brilhantes, os membros voando.
Ao fechar os olhos ao abrir os braços, Sophia aproveitou o poder que circulava
por toda a clareira e sentiu que se importa com a liberdade. Ela se perdeu com
a loucura da dança.

Aidan, em sua forma de lobo, sentou-se na beira da clareira observando com


olhos amarelos enquanto as bruxas celebravam na clareira. Seus olhos, porém,
permaneceram focados em um só corpo - Sophia. Ela parecia pensativa em
comparação com as outras bruxas felizes e tagarelas, e ele se perguntou – e
esperava que fosse porque pensava nele.

Ele voltou, e mesmo que quisesse ir para encontrá-la e dizer a verdade sobre o
que era, ele se conteve. A reunião do Dia das Bruxas era algo que ele mesmo
tinha ouvido falar. Poderia esperar até a celebração se completar, mas isso não
significava que ia deixa-la em paz. Um instinto de proteção obrigou-o a segui-
la, não que esperasse problemas, mas ele gostava de estar preparado.

Curiosamente, Aidan não era o único entrando e observando na floresta. Ele


podia sentir e cheirar outros metamorfos. Alguns lobos como ele, mas outros
animais também - urso, pantera e até mesmo o cheiro de mofo do dragão. Ele
não refletiu por muito tempo a presença de outros shifters. Sua atenção foi
atraída pelo súbito silêncio. O pelo em seu corpo estava parado quando a
energia se agitava e cozinhava no ar, o resultado de ter tantas bruxas em um só
lugar e em um momento tão poderoso, era como uma explosão quase extática,
a magia transbordou para acariciar todos, incluindo ele, e para deixar aqueles a
sua volta se sentindo mais vivo do que nunca.

Aidan, que nunca tinha ouvido falar de tal coisa, uivou em resposta, um som
repetido em diferentes notas ao redor das mulheres reunidas. Ele uivou de novo
quando viu Sophia sem sua túnica, seu belo corpo nu movendo-se sinuosamente
enquanto ela e suas irmãs dançavam. Aidan em forma de lobo uivou de novo,
incapaz de se ajudar enquanto Sophia girava cada vez mais rápido, a transpiração
brilhando em sua pele nua, seus cabelos girando em uma bagunça sedosa.
Depois de várias voltas ao redor da clareira, seu rosto finalmente entrou em um
sorriso exaltado, e com sua audiência aprimorada, ele ouviu sua risada alegre,
uma emoção e sons repetidos por todos no lugar, enquanto as bruxas dançavam
com a magia inebriante que as rodeava.

Uma figura surgiu das chamas, um homem nu e solidamente construído. E em


sua presença, as bruxas, como se fossem fantoches caíram como se um poder
invisível tivesse cortado as cordas que os sustentavam. Ajoelhadas no chão, as
bruxas balançavam e saldavam quando encaravam o homem que ainda flutuava
nas chamas.

— Meu lindo harém. — Aidan de alguma forma instintivamente sabia que era
Lúcifer.

— Feliz Dia das Bruxas!

— Senhor da Escuridão. Pai do pecado. Satanás nos ama. Lúcifer nos abençoa.
— O canto pagão chocou Aidan. Minha companheira é uma bruxa das sombras
em vez de um Wiccan. Não que ele realmente se importasse. As ações
significavam mais do que as aparências davam a entender. Como um lobo, ele
e sua bunda não adoravam nenhuma divindade, mesmo que estivessem
conscientes e tivessem um respeito saudável pelos superpoderes conhecidos
como Deus e o Diabo.

Respeitado ou não, as próximas palavras de Satanás fizeram a visão de Aidan se


tornar vermelha e ele resmungou.

— Quem vai servir o seu mestre hoje a noite? — Lucifer deixou cair a mão
para um pau que engasgaria todos os mortais. — Eu tenho uma grande
necessidade de abençoar meu rebanho. — Aidan foi se aproximar quando viu
Sophia em pé, mas uma força firme na nuca do lobo o segurou de volta. Ele
virou a cabeça enquanto rosnava e mordeu.

— Lobo silencio. — disse uma voz baixa, mas ressonando com poder.

Aidan inalou o perfume do dragão e acalmou-se. Como ele se esgueirou sobre


mim? Certamente, eu não estava tão distraído? Evidentemente não.

Uma voz riu na escuridão. — Uma decisão sábia. Não seria inteligente,
interromper o que acontece no campo. Acho que esta é a sua primeira cerimônia
All Hallows com sua bruxa? — Incapaz de responder na forma de besta, Aidan
mudou, despreocupado de sua nudez, um traço comum entre os shifters era que
muitas vezes se encontravam sem roupas. — Ela ainda não é minha
companheira.

— Aah, acabou de encontrá-la? — Novamente um riso flutuou da escuridão,


Aidan tentou vislumbrar o desconhecido que o interrompeu, com sua visão
melhorada, ele não podia ver o shifter que falou com ele, mesmo que seu nariz
sensível pegou o cheiro de seu perfume. — Não tenha medo, sua senhora optou
por abster-se das festividades.

A maioria das bruxas que encontraram seu companheiro faz. Na verdade,


Aidan, que nunca perdeu completamente a vigilância sobre Sophia, viu que ela
pegava um manto do chão e encolhia os ombros antes de partir com outras.
Vários punhados de bruxas ficaram para trás em uma orgia nua que Aidan achou
acrobática e impressionante. Satanás certamente era um amante experiente a
julgar pelos movimentos e gemidos das damas enquanto ele conseguia agradar
o grande grupo deixado para trás.

O dragão falou e retirou sua atenção da orgia na clareira. — Você falou com o
líder da sua matilha para ter a bruxa como sua companheira?

— Não houve tempo. Eu sei que não é comum, mas não vejo por que haveria
um problema. Ela é minha verdadeira companheira.

— Verdadeira companheira ou não, a aceitação de uma bruxa como sua


companheira realmente depende do seu alfa. Algumas bruxas são bem-vindas
como companheiras. Elas realmente fazem adições valiosas à matilha, mas
alguns Alfas estão obcecados com a pureza da linhagem que não consideram o
vinculo do acasalamento.

— Qual é a sua intenção, e por que você está me contando tudo isso? Por que
você se importa?

— Meu nome é Dracin, e digamos que vivi tempo suficiente para ver a questão
do acasalamento de espécies ser um problema. Aceite o meu conselho ou não.
Eu realmente não me importo. Eu só pensei que você poderia gostar de uma
ajuda.

Aidan não conseguiu sentir nenhuma intenção maldosa em suas palavras, mas
ele ainda não confiava completamente no estranho. Ele, no entanto, levantou
questões. Jamais ocorreu Aidan como seu alfa reagiria. Ele encontrou sua
companheira e, além de convencê-la, ele nunca pensou mais no depois. —
Tenho certeza de que tudo estará bem. — Aidan não conseguiu esconder
completamente sua dúvida.

— Tudo bem ou não, se você se ver forçado a abandonar a matilha, fale para
que sua mulher entre em contato com uma bruxa chamada Clarabelle. Ela pode
dar-lhe instruções para uma matilha que aceita o vinculo do acasalamento entre
espécies. Eu tenho mais para lhe dizer, mas devo voltar para a minha
companheira agora. Vou contatá-lo novamente em breve.

O estranho voltou para a floresta tão misteriosamente quanto chegou, o que


deixou Aidan com um bocado de perguntas. Seu líder de matilha, é um homem
rude, aceitaria seu acasalamento com uma bruxa? Aidan nunca tinha ouvido
falar de uma proibição real de tais acasalamentos, mas, novamente, ele nunca
tinha visto casais de raças diferentes em seu bando.

Suas reflexões teriam que esperar. Ele não queria perder Sophia de vista, que já
havia deixado a clareira. Havia muitas vassouras por aí e, embora ele supusesse
que passaria a noite antes de sair, ele simplesmente não poderia estar cem por
cento seguro. Ele mudou de volta para sua forma de lobo, então atravessou as
árvores, chegando tão perto quanto conseguiu, seu nariz afiado pegando o
cheiro inconfundível doce de sua companheira. Ele a encontrou e o melhor era
que ela estava sozinha.

Demorou uns segundos para estabilizar suas duas metades de forma harmônica,
mas ela precisava saber, e as pessoas sempre diziam que não havia tempo melhor
que o agora. Ele trotou no caminho alguns passos à frente dela e virou-se para
encará-la.

Ele teve um momento para ver os olhos arregalados antes de soltar um grito
penetrante.

Oops. Talvez não seja uma boa ideia.


Sophia se recuperou rapidamente de seu susto quando percebeu que a besta a
frente dela era apenas um lobo e não um demônio. Um lobo que ela poderia
lidar, mesmo que este fosse enorme com olhos verdes brilhantes que pareciam
familiares.

— Shoo, você cresceu muito. — ela disse enquanto agitava as mãos. Ela poderia
ter jurado que os olhos do lobo rolaram com alegria e, em vez de sair, sentou-
se.

Bem, isso não esta funcionando. Ela não era estúpida o suficiente para tentar
caminhar e se transformar em um alvo fácil para seu ataque. Seu corpo ainda
vibrava com a magia da cerimônia, por isso era uma questão simples de canalizar
um pouco de magia para a palma e espantar o lobo, com um incômodo em seu
focinho e enviá-lo correndo para a floresta.

O poder, no entanto, quando entrou em contato com o imenso lobo nem sequer
o assustou, e agora o medo surgiu rastejando em seu corpo. Que tipo de criatura
é imune a magia?

A forma do lobo peludo começou a brilhar quando outra forma começou a


tomar seu lugar. Não esperando para ver o que se transformaria, ela girou e
correu, seu único pensamento era para voltar para a clareira e esperar que
algumas das bruxas mais experientes e poderosas pudessem lidar com essa
criatura. Ela não chegou longe antes de braços apertarem como aço em sua
cintura suspendendo seus pés do chão

Isso não a impediu de chutar e bater. — Me deixe ir! Você não sabe com quem
você está mexendo. — Oh, eu sei exatamente quem e o que você é. — disse
uma voz aveludada e familiar.

Sophia congelou. — Aidan? — Impossível. Eu o coloquei sobre o meu feitiço


e o assisti partir como tinha ordenado.

Então, a percepção mais profunda atingiu. — Você não é humano! — Ela


acusou.

Seus braços se afrouxaram, e ela se virou para olhar em seus olhos. Mesmo seu
aborrecimento por ser enganada não interferiu em sentir o efeito de sua
presença em todo o seu corpo. Ele voltou. E sem uma peça de roupa! O rubor
de Sophia aqueceu suas bochechas, e ela se certificou de manter seus olhos
treinados em seu rosto e não ceder a tentação de baixar os olhos para a deliciosa
tentação a sua frente em carne nua.

— Não, não sou humano, e você também não bruxinha. — Ok, então nós dois
escondemos o que somos. A questão mais importante é por que ele voltou?
Sabendo que ele era um shifter, explicava porque seu feitiço de esquecimento
não funcionou. Não explica, no entanto, por que ele obedeceu o comando dela
em trazê-la a reunião tão prontamente. — O que você está fazendo aqui?

— Esperando por você.

— Por quê?
— Pela mesma razão que eu trouxe você em uma viagem de 8 horas para uma
reunião. Você é minha companheira.

Sophia poderia ter engolido uma mosca, sua boca caiu aberta congelada de
surpresa. — De jeito nenhum.

— Sim, amor. — Ele sorriu para ela de novo, com os dentes brilhando em um
amplo sorriso.

— Agora, você se importa se discutirmos nosso futuro em um lugar mais


confortável.

Ela podia ler o significado de suas palavras nas entrelinhas, e sua vagina
umedeceu em resposta. Como se estivesse sentindo sua excitação, suas narinas
se inflavam e seus olhos pareciam brilhar na escuridão. Sophia deu um passo
para trás e balançou a cabeça. — Eu não vou a lugar algum com você. Eu li
sobre shifters e essa coisa de companheiro.

—Você quer me levar para que possa me morder e me fazer sua escrava sexual.
Desculpe, mas não estou aceitando isso.

— Mmm. Minha escrava sexual, hein? Você faz parecer que é uma coisa tão
ruim. — Seu sorriso perverso fez seus mamilos endurecerem, e foi preciso
muita força de vontade para não ceder e aproveitar seu corpo nu ali mesmo. A
força de vontade não impediu que sua vagina excitada se contraísse, no entanto.
Fale sobre o vinculo dos companheiros.

— Então, você não nega que quer me marcar? — Ela mostrou sua raiva, sua
indignação, qualquer coisa para lutar contra sua atração sexual.
— Oh, eu quero marcar tudo, amor, e não apenas com meus dentes. Mas não
se preocupe, quando eu mordê-la, eu prometo que você vai gostar.

— Mas eu não quero que você me morda.

— Seu corpo respondeu de forma diferente amor, você me quer e muito.

Sophia marcou bateu o pé em negação. — A minha atração sexual não tem


nada com isso. O sexo é algo do qual eu posso me afastar. Você não me ligará
obrigatoriamente a você. Não permitirei isso. — O rosto de Aidan escureceu.

— Então, eu acho que foi bom me enfeitiçar e me forçar a traze-la aqui? —


Sophia estremeceu, depois se endireitou quando percebeu que estava tentando
fazê-la sentir-se culpada. — Isso foi diferente. Eu usei você por um dia, sim,
eu admito isso.

— Você está falando por muito mais tempo. Então, a resposta é não. Agora vá,
antes que eu chame minhas irmãs.

Ele balançou sua cabeça em negativa. — Eu vou embora, mas você vem
comigo.

Sophia abriu a boca para gritar e chamar suas irmãs, mas ele apertou uma mão
sobre sua boca. Só pode estar a brincando comigo. Como ele ousa!

Ela o mordeu forte, sem nenhum resultado, ele sequer soltou um ai. O som de
tecido rasgado encheu o ar enquanto uma tira da manga de sua túnica foi rasgada
e usada como mordaça. Ela olhou para ele, mas ele simplesmente encolheu os
ombros sem querer.
— Você me agradecerá mais tarde.

Então o idiota a colocou sobre seu ombro. Inicialmente, quando seu rosto
entrou em contato com a pele calorosa de suas costas seu corpo esqueceu de
como respirar. Mas o bom senso voltou rapidamente e ela lutou e chutou por
sua liberdade tentando que ele a soltasse. Ele respondeu com um golpe firme
em seu traseiro.

Ele me bateu debochadamente! Indignada, se debateu com mais veemência, mas


com algumas palmadas em seu traseiro desistiu, era inútil. Não somente o aperto
de ferro não diminuiu sequer um milímetro, mas sua bunda estava latejando
com as palmadas - ainda mais perturbador era o fato que ela gostou e sua vagina
implorava por mais.

Oh, vou fazê-lo pagar quando me soltar. Palavras e intenções verdadeiras, mas
seu corpo a traia pulsando de desejo pela antecipação.

Aidan não sabia que ia sequestrá-la até que Sophia se recusou a considerar ser
sua companheira e o deixar explicar que ele lutaria a cada dia para fazer dela a
bruxinha mais feliz e satisfeita do mundo. Normalmente, era um homem
razoável, mas sua recusa o tirou um pouco da racionalidade – talvez ele pudesse
culpar os hormônios como as demais mulheres da matilha...

Seja qual for o motivo, ele a amordaçou, mas ela teria gritado e a levou lutando
como um inferno para onde ele estacionou seu caminhão. Ele estaria mentindo
se dissesse que não tinha gostado de bater em seu traseiro, uma prática que ele
tinha ouvido, mas nunca participado. Ele lembraria para futuro. Não só ela
acabou se comportando, mas sua excitação o atingiu fortemente, ela tinha
gostado. Ele queria seduzi-la como seu corpo pedia, mas a proximidade das suas
irmãs o impedia, ele não se atreveria. Ele precisava tirá-la daqui para que ele
pudesse em convencê-la de que acasalar com ele não seria uma vida de servidão
como ela imaginava. Ela não parecia perceber que o desejo louco que sentia foi
funcionava era uma via de mão dupla.

Como ela já não estava lutando contra ele, ele fez rápido o trajeto entre o bosque
e seu caminhão. Isso o surpreendeu, retrospectivamente, de que nenhuma outra
bruxa apareceu em seu caminho. Pergunto-me se meu novo amigo, o dragão,
desempenhou um papel nisso. Embora tenha sido divertido ver o que eles
pensariam em um homem nu, sequestrando uma bruxa.

Ele chegou ao caminhão e abriu a porta do passageiro e colocou-a no banco.


Quando contornou o caminhão para subir na cabine, ela usou suas mãos livres
para abrir a porta e pular para fora.

Ele sentiu mais do que ouvir seu choro de dor quando a pequena idiota torceu
o tornozelo batendo no chão. Em segundos, estava ao seu lado, onde se sentou
no cascalho, esfregando seu tornozelo. Ela tentou irritá-lo com um brilho nos
olhos, mas ele balançou a cabeça para ela.

— Você é mesmo uma bruxinha teimosa, não é mesmo? Realmente pensou que
você escaparia?

— Uma menina tem que tentar. — disse com mal humor.


Ele riu de seu estado de espírito e apalpou seu tornozelo dolorido. Seu lobo,
despertado pela dor que ela sentia, andava e balançava a cabeça infeliz. Isso o
surpreendeu que uma ligação mental já começasse a se formar entre ele e Sophia,
o que lhe permitia sentir alguns dos seus pensamentos e emoções. Foi um pouco
desconcertante, especialmente o conhecimento de que seu eventual
acasalamento o ampliaria. Um benefício ou maldição, dependendo do ponto de
vista.

Depois de colocá-la em seus braços, colocou-a encostada no banco e a olhou


severamente. — Eu preciso amarrar você ou vai comporta-se como uma boa
bruxinha? — Ela apenas franziu o cenho e cruzou os braços.

Ele arqueou uma sobrancelha. — Estou esperando. Você não respondeu a


minha pergunta.

— Vou me comportar, por enquanto. — Ele achou graça da natureza selvagem


de sua companheira, algo que admirava - não podia imaginar ser vinculado a
uma pessoa fraca de espirito. Ele pulou para seu acento e ligou o caminhão,
colocando-o em movimento. Trancou a porta com o interruptor mestre do seu
lado, depois se vestiu rapidamente, acostumado a fazê-lo em espaços
confinados, uma habilidade que todos os shifters adquiriram. Ele amava a
maneira como ela o ignorou. Amou ainda mais o cheiro de sua excitação que,
mesmo tão irritada quanto estava, não podia controlá-la.

A próxima parada, sua cabana, onde ele teria um grande trabalho para convencê-
la que eles foram feitos um para o outro.

Ah, as coisas que um homem precisa fazer para ter sua mulher feliz.
Sophia manteve a boca fechada e recusou-se a olhar para ele, mas, no pouco
espaço na cabine não podia deixar de sentir o calor irradiando dele.

Seu corpo traiçoeiro respondeu por sua vez umedecendo sua vagina e
endurecendo seus mamilos. Vestida apenas com suas vestes cerimoniais, sentiu
que suas coxas esfregavam-se de forma lisa e seus mamilos apertados
sobressaíam sob o pano. Ela reclamou entre os dentes fechados. Sem dúvida,
não há como negar, mesmo com suas táticas de homem das cavernas, ele me
atraia. Mas, maldição, uma coisa era desejo e outra era me candidatar a me tornar
escrava de seus desejos pelo resto da minha vida.

Ela tinha sido ensinada. Como parte de seus estudos mágicos, aprendeu sobre
outros seres, muitos dos quais se pareciam com seres humanos, como shifters
e fae.

Eles passaram uma semana inteira estudando shifters, com as diferentes classes
divididas em lupina, felino, ursina, mais comumente conhecidas como ursos,
aquáticas, às quais o merpeople pertencia e os dragões, os mais raros e o mais
forte. Ao contrário do que foi mostrado em lendas e filmes, a mudança de
formas não era contagiosa, mas sim era uma questão de genética. Uma coisa que
a mídia e outros contadores de histórias conseguiram imaginar corretamente foi
o fato de que a maioria dos shifters tendiam a viver em bandos onde um alfa
definia as regras. Tudo isso, exceto dragões, que tendem a ser solitários e
poucos.
Quando ela olhou para Aidan, perguntou-se se esse homem determinado
poderia ser o alfa de sua matilha. Ele parecia muito jovem. No entanto,
considerando que a posição de líder da matilha era muitas vezes baseada na
força, ele definitivamente se encaixava no perfil. Teimoso e determinado a fazer
as coisas por sua própria maneira, realmente se insultou mentalmente por
acreditar que ele realmente havia caído em seu feitiço de persuasão. Ao longo
da viagem os sinais de que ele não sucumbia a sua magia estavam lá. Apenas
olhe para o modo como ordenou que subisse na cama e...

Enquanto se contorcia em seu assento, ela mudou a direção de seus


pensamentos - relutantemente, porque os poucos momentos que ele tinham se
beijado na cama definitivamente deixaram sua marca erótica para o que ela sabia
de shifters. Talvez se lembrasse de algo que a ajudaria a convencer Aidan de que
o acasalamento com ela era uma má ideia.

A hierarquia e a história dos Shifters se mostraram interessantes, mas não se


compararam ao aspecto de acasalamento de seu tipo. Mudanças para toda à
vida. Ninguém tinha certeza de como a magia funcionava, mas uma vez que o
homem marca seu escolhido, mordendo-o com força suficiente para tirar
sangue, acontece algo.

Uma união de almas, alguns opinaram. Um controle mental afirmavam outros

Seja qual for o fator subjacente, o resultado final foi unânime - o casal torna-se
absolutamente dedicado um ao outro.

Não é muito ruim - até que você lê mais e descobre que, enquanto os homens
continuavam a viver a vida como antes, as mulheres são mantidas amarradas
gerando filhos. As taxas de mortalidade infantil são altas, o que contrastava com
a saúde dos bebês sobreviventes. Somente os filhos mais fortes sobreviveram,
de modo que as mulheres, ou procriadoras, como a professora as chamou, são
guardadas de perto e não permitiram as liberdades de outras castas.

Depois, tem um outro fato. Supostamente, embora os shifters ocasionalmente


tivessem filhotes fora dos clãs, a prole no caso das bruxas tendia a que todos
acabassem sendo shifters. Ou então os livros didáticos mentiram. As baixas
incidências deste tipo de acasalamento tornaram a informação mais difícil de
confirmar, porque ambos os lados tendem a proteger a pureza de suas linhagens
de perto.

A criação da Interespécies foi grandemente desencorajada por causa da


diminuição das bruxas e da bruxaria. Era esperado e encorajado que, quando
uma bruxa escolhesse se estabelecer, ela faria isso com um bruxo e, assim,
continuaria sua linhagem mágica. No entanto, isso não fazia sentido para Sophia
desde que ela tinha ouvido rumores de bruxas que haviam nascido de um ser
humano e bruxa e que tinham mais poderes do que as bruxas de sangue puro.

Toda a história e informação tinha um fundo de verdade, boa ou má, não


mudaria o fato de que ela não se casaria com um homem depois de conhecê-lo
por apenas um dia, sexy ou não.

Agora, se pudesse convencê-lo, e a seu próprio corpo.

A escuridão e a condução a deixaram sonolenta, e Sophia perdeu a luta com o


sono, acordando horas depois com a luz do dia, descobrindo sua cabeça
aninhada no colo dele.
Ela levantou-se rapidamente com a risada dele abafada. Depois de esfregar os
olhos, ela olhou em volta, não reconhecendo nada, não que essa área fosse
familiar para começar, mas ela não se lembrava de uma enorme floresta no
caminho para o Covenhouse Inn. Ela, obviamente, dormiu um pouco, já que o
sol se pôs.

— Onde estamos?

— Perto. — Ela apertou os lábios em sua resposta vazia.

— Perto de onde, exatamente?

— Você verá. — Com essa resposta enigmática, ele começou assobiar


alegremente enquanto Sophia mantinha seu estado de espirito relutante.

Seu estômago resmungou, e ela queria morrer de vergonha, mas em vez disso
ela ficou com raiva.

— Então, o seu convite para ser sua escrava inclui passar fome?

— Olhe para trás do seu assento.

Sophia aproximou-se e viu um cooler. Ao levantar a tampa, encontrou garrafas


de água, sanduíches e frutas. — É bom saber que você veio preparado para
meu sequestro. — Na verdade, eu parei e comprei isso e outros suprimentos.
— Enquanto eu estava dormindo? — Algo estava errado. De jeito nenhum, ela
dormiu enquanto tudo isso acontecia. Ela olhou para ele com desconfiança e
foi recompensada com um tom rosado de suas bochechas.
— Eu posso ter tido alguma ajuda com isso. — ele admitiu. — Fiz um amigo,
dragão, enquanto você estava dançando nua. Quando parei o caminhão ele já
estava lá esperando por mim, e antes de me perguntar como, eu não sei. De
qualquer forma, ele lançou um feitiço de sono ao seu redor para permitir que
eu chegasse ao nosso destino. — Ao dizer isso, a estrada em que passavam era
de terra e irregular causando solavancos enquanto ele desviava dos obstáculos
possíveis.

— Você quer dizer que você não era o único que nos espionava? — Ela
perguntou enquanto a indignação a encheu.

Aidan deu de ombros. — Dracin e eu não fomos os únicos. Aparentemente,


há muito mais shifters acasalados às bruxas do que eu pensava anteriormente.
Não se preocupe, — disse ele com um sorriso malicioso. — Você foi de longe
a bruxa mais sensual. Eu gostei bastante do jeito que embalava seu perfeito
corpo com seus grandes seios balançando. Talvez você possa me dar uma dança
privada mais tarde?

Chocada com a falta de pudor de suas palavras, ela se virou para olhar pela
janela.

Ela queria ficar com raiva de ele ter a observado, mas em vez disso lutou com
duas emoções muito diferentes. Excitação porque suas palavras fizeram
imaginar ambos, com ela dançando para ele de forma provocante e a outra
emoção não fazia sentido. Sentiu ciúme - a ideia de ter esquecido as outras
mulheres nuas não a agradou. No entanto, por que deveria se importar?
A estrada esburacada finalmente terminou em uma clareira onde uma cabana de
madeira estava a frente. Rústico não começava a descrever o cenário. Cercado
por bosques, percebeu que o único som que podia ouvir era o toque do motor
quente acompanhado de cantos de pássaros. Sophia, uma garota da cidade de
coração, não gostou nem um pouco.

Aidan estacionou o caminhão e ajudou-a a sair, colocando-a em seus dois pés.


Somente quando pressionou seu tornozelo, se lembrou de sua lesão anterior,
mas para sua surpresa não sentiu nenhuma dor. Para testá-lo, ela caminhou
alguns passos antes de girar para vê-lo querendo saber como a lesão se curou.

— Dracin curou você depois que ele a deixou dormindo pelo feitiço. Ele
afirmou que uma bruxa ferida seria mais difícil de convencer. — Sophia bufou
e virou-se para encarar a cabana. Ela ficou maravilhada. É realmente grande.
Possui janelas grandes. Uma porta de tela escondendo a porta da frente de
madeira maciça, que foi destrancada.

Aidan carregou o cooler, entre outras coisas para dentro. Ela ficou sozinha lá
fora.

Ela girou para procurar uma fuga e acabou suspirando. Bem-vindo ao


theboonies 3. Talvez eu possa dar uma volta com um alce. Não haveria fuga a pé
e, a julgar por quanto tempo eles haviam conduzido no caminho de terra sem
outros sinais de habitação, duvidava que ele tivesse vizinhos na proximidade
que pudesse recorrer.

3 É uma série americana.


— A casa mais próxima fica a uma caminhada de mil e seiscentos quilômetros
a leste, e se você está procurando a estrada principal, é no Sudoeste cerca de
vinte e sete quilômetros.

— Eu te odeio.

— Você apenas pensa que sim porque está irritada. — Sophia olhou para ele.
— EU! Nenhum pouco... Eu não estou!

— Não se preocupe amor, assim que eu cortar a lenha e guardar os alimentos,


vou cuidar de você. Sophia estremeceu involuntariamente em suas palavras, e
todos os hormônios dela gritaram sim enquanto inundavam sua buceta com
umidade. — Você terá que me forçar, porque eu não vou aceitar você de bom
grado.

O rosto de Aidan ficou sério, e suas palavras surgiram ásperas.

— Eu não precisarei forçá-la. Você vai me implorar para tocar em você.


Inferno, já posso sentir seu desejo daqui. Então, sempre que estiver pronta,
apenas diga, por favor.

— Eu odeio você! — Ela gritou para ele, enquanto ele pegava outra coisa na
cabine.

— Também te amo, bruxinha. — Sophia bateu o pé, sua frustração com a


situação não era nada em comparação com seu aborrecimento e o calor que suas
palavras criaram. Ela não queria o amor dele. Queria ir para casa e esquecer que
o conheceu, mesmo que ele fosse mais excitante do que qualquer outra pessoa
que já conhecesse. Se fosse um bruxo, ela teria saltado por cima dele. Diabos,
se ele não tivesse declarado sua intenção de mordê-la, ela o teria aceitado. Mais
de uma vez também.

Mas para sempre com um lobo? Isso nunca funcionaria. Certo?


Para deixá-la absolutamente louca e aumentar a tensão sexual que ele sentiu
construída nela, Aidan a ignorou. Não era tão fácil quanto parecia, pois, a única
coisa que ele queria fazer era arrancar o manto dela, enterrar seu dolorido pau
em sua buceta e mordê-la enquanto ele empurrava rápido e profundo. Não
ajudou que o lobo se recusasse a dormir, sua presença furiosa grunhindo
exigente em sua mente, ele a queria.

Aidan estava determinado, porém, em fazê-la pedir. Chame isso de orgulho, de


qualquer forma estava determinado a fazê-la admitir que ela o queria, não
importa o que dissesse. Ele podia sentir o cheiro de seu desejo e, embora
soubesse que poderia seduzi-la e dar-lhe a marca sem sua vontade, sabia que
seria sempre um problema. Não é a maneira mais adequada de começar sua
nova vida.

Daí o plano que ele traçou a caminho de sua cabana remota, que era para onde
escapava quando queria um lugar onde pudesse correr livremente em forma de
lobo. Podia cheirar seu desejo por ele, ver a maneira como o observava. Se
acionasse um botão, tinha quase certeza que poderia levá-la a cair em seus
desejos. E, ao não manipulá-la imediatamente, lhe daria uma chance de
conhecê-lo, fazer perguntas e perceber que sua impressão do acasalamento não
era inteiramente certa. Ela equiparou a ser uma escrava, e, como qualquer
espécie, as relações diferiram de casal para casal. Em todas as raças, alguns
homens tratavam suas mulheres como móveis, cujo único propósito era servir
e se reproduzir. Outros, entretanto, as trataram como parceiras e amigas iguais.
Aidan pertencia à segunda metade, mas convencê-la de que isso era verdade
seria interessante.

Por enquanto, até que ela lhe desse uma chance de mostrar seu verdadeiro
caráter, ele jogaria sujo. Os alimentos foram guardados e as janelas abertas para
arejar o lugar, já que não tinha estado ali durante algumas semanas, ele se
preparou para a primeira rodada no plano de sedução. Ele tirou a camisa e saiu
da cabana, dirigiu-se para a pilha de madeira. Seus suspiros e cheiro de excitação
aumentaram quando passou fingindo não percebe-la, seu pau latejava
dolorosamente atrás do zíper de seu jeans. Ele precisaria de um banho longo e
frio antes do dia terminar, a menos que conseguisse levá-la sem esforço até o
ponto em que ela o pediria. Por favor.

Ele pegou o machado e começou a cortar a madeira que não precisava,


aproveitando a dor e o prazer da tarefa. Agradável porque, com cada balanço
seus músculos ondulavam, o desejo dela por ele aumentava e seus feromônios
indo direto para ele no ar, mas doloroso porque, tanto quanto queria foder, ele
sabia que ela não iria ceder com facilidade.

A boca de Sophia ficou seca no mesmo tempo que sua vagina trasbordava.
Aidan não pareceu notar enquanto cortava a madeira, sem camisa. Mas, oh,
como ela o notou. Como não poderia com seu corpo musculoso ondulando
com esforço? Sua pele nua brilhava com o suor... Seus olhos estavam fixos nos
pelos de seu peito que seguia em uma trilha direta para seu...

Com uma maldição, ela se virou com sua respiração rápida. Loucura! Como
poderia simplesmente olhar para ele faz com que ela desejasse pular em sua
direção em um mergulho infinito e deliciosamente pecaminoso? Mesmo agora,
afastando-se dele, sua vagina pulsava, doendo por algo grosso e longo e...

Maldição, ela entrou na cabana, o som fraco de uma risada seguindo-a.


Maldição. Ele sabia que o queria, o que a irritou profundamente.

Se ao menos pudesse obter a promessa de não mordê-la, então talvez pudessem


aliviar sua luxúria - várias vezes - e então, talvez ele visse que não eram um para
sempre.

A direção de seus pensamentos a fez congelar enquanto andava pela cabana.


Ela ainda não estava ali sequer uma hora, mas já procurava maneiras de seduzi-
lo sem compromisso. Ele deixou claro que poderia ser implacável na busca do
que queria. Olhe para o seu sequestro. Quem deveria dizer que uma promessa
que ele não morderia não seria quebrada no calor do momento ou quando ela
estava tão consumida com paixão que ela concordaria com qualquer coisa? Não,
ela precisava lutar contra essa atração que sentia, ainda mais importante,
encontrar uma maneira de escapar.

Em breve, porque não sei por quanto tempo eu posso lutar contra meu próprio
corpo. Até o meu coração canta quando ele está por perto.

Foi enquanto ela caminhava sem direção procurando sua bolsa com dificuldade,
mas finalmente encontrou. Como ele conseguiu botar suas mãos nela? Deixou
ela trancada em seu quarto na pousada. Perplexa por ele tê-la trazido, mas
contente por poder mudar de roupa, a túnica não era a melhor escolha para seu
plano de resistir a ele, é muito acessível, ela se armou com jeans e uma camiseta
sem forma.

Eventualmente ele entrou, e com grande força de vontade, ela se recusou a olhar
para ele. Ela apenas tremia ligeiramente quando ouviu o som de água corrente
enquanto ele tomava banho - não pense nele de pé debaixo da água, nu. Ela não
mordia as unhas pela desde a adolescência, quando abandonou o hábito
nervoso.

Quando ele finalmente apareceu, totalmente vestido - infelizmente - ainda não


falou com ela, mas jogou um sorriso, que recebeu com seu cenho franzido. Sua
cabana não parecia tão grande com ele dentro, e ela usava um ressalto no chão
ficando fora de seu alcance, seguindo-o com cautela enquanto ele se movia com
facilidade na área da cozinha.

Mesmo completamente vestido e escondendo a visão muito tentadora de sua


parte superior do corpo, ele ainda causava uma excitação crescente nela. Ela não
pôde deixar de notar quando o material se esticou e abraçou seus músculos
ocultos, que apenas serviram para agir como uma quente provocação. Agora,
ela simplesmente queria tirar a camisa dele - com os dentes.

Ela não entendeu o jogo que ele fazia. Quando disse que ela era sua
companheira e que pretendia reivindicá-la, esperava que ele a seduzisse
imediatamente.
Ele não tinha, o idiota. Em vez disso, mal lhe deu atenção, fazendo suas tarefas
e não tentando seduzi-la. Isso faz com que uma garota deseje começar a tirar
todas as roupas. Uma bruxa nua na sala de estar provavelmente retiraria aquele
olhar sereno de seu rosto e o levaria a toma-la como ela desejava secretamente.

O que diabos está errado comigo? Eu não quero ser reivindicada por um lobo.
Lembre-se de todas as questões interespécies? Então, por que estou tão irritada
que ele está me ignorando?

Ela saltou o ar com quando ele finalmente falou. — Como você gosta de sua
salsicha? — Dura dentro de mim foram as primeiras palavras que vieram à
mente, mas o que ela disse foi: — Seu porco! Eu disse que não dormiria com
você.

Aidan ergueu uma sobrancelha para ela e balançou a cabeça. — Só estava


perguntando como você gostava de sua salsicha de café da manhã, amor. Para
o café da manhã de amanhã. Que pensamento sujo você tem, no entanto. Eu
gosto disso. — Sophia corou carmesim e não respondeu.

— Venha e faça uma refeição. Você deve estar faminta. — Ela tinha certeza, e
a pior parte era que poderia ter exatamente o que seu coração queria se
simplesmente dissesse a palavra. Em uma recusa de alimentar esse apetite,
Sophia deslizou para uma cadeira de madeira na mesa pequena, onde ele
colocou dois pratos fumegantes. Tinha fritado algumas batatas e bifes em seu
fogão a gás, e ele colocou uma salada. Parece que também sabe cozinhar.

Sophia concentrou-se em comer. No entanto, não importa a quantidade de


comida que engolisse, sua fome não diminuiu. Ela queria devorar outra coisa, e
sabia que tudo o que tinha que fazer era dizer a palavra, e ele daria sua
sobremesa.

O silêncio se esticou entre eles, tenso como um fio, e Sophia quase estalou com
a tensão. — Por que você está fazendo isso?

— Fazendo o quê? — Sophia fez um som frustrado.

— Isso! Sequestrando e me mantendo prisioneira. Não vai funcionar. Não vou


mudar de ideia.

— E eu também não. — ele disse sem rodeios.

— Eu não sei por que você continua escolhendo negar a conexão entre nós, o
relacionamento. Você esqueceu tão rapidamente a viagem para a pousada, antes
de saber que você era minha companheira? Você esqueceu tudo o que tínhamos
em comum, o quão bem nos entendemos? — Sophia olhou para o prato dela,
onde distraidamente girou o garfo nos restos da comida. — Foi diferente então.
— Por quê?

— Porque então você não estava tentando me transformar em sua escrava.

Aidan bateu as mãos na mesa e Sophia pulou. — Pare de usar essa palavra. O
acasalamento não é sobre a propriedade. Trata-se de dois seres destinados a se
unirem. Sobre compartilhar sua vida e amor.

Sophia riu sarcasticamente. — Oh, por favor. Você não me ama. Só nos
conhecemos há dois dias.
— E? Você vai negar que você não me quis desde o primeiro momento em que
você me viu? Eu sei que queria você.

— Isso é luxúria. — ela retrucou, — não amor.

— Semântica. A maioria dos relacionamentos começa com a luxúria e evolui


para o amor.

— E às vezes, depois que a luxúria desaparece, não resta nada, nem mesmo
amizade. Como você pode ter tanta certeza de que isso não acontecerá? —
Porque eu tenho fé.

Sophia bufou. — Isso parece terrivelmente arriscado.

— O amor é arriscado, não importa o que.

— Desculpe, mas não acho que estou preparada para assumir esse tipo de
compromisso, especialmente sabendo as repercussões. — Como o quê? Mais
prazer do que você pode imaginar? Suas palavras a fizeram tremer. Ela sabia
que ele falava a verdade quando prometeu seu prazer, mas o prazer foi fugaz.
— Pare de fazer isso. Você sabe do que eu estou falando. Os efeitos colaterais
para uma bruxa se acasalando com um shifter.

Ele ficou intrigado. — Nunca ouvi falar dos efeitos colaterais. Então,
novamente, eu nunca encontrei um par acasalado de bruxas e lobos. Dracin não
teve tempo de me contar muito sobre o relacionamento dele.

— Sim, bem, talvez você deva descobrir os contras primeiro. Aprendi sobre
eles, como eles são raros, no meu curso de bruxa. Coisas como o fato de que
qualquer criança que teríamos seria shifters, não bruxas como eu.
Aidan encolheu os ombros. — Se você diz. Eu suponho que este conhecimento
seja baseado de fatos e não boatos. Sophia franziu o cenho para ele. — Por que
eles iriam imprimi-lo no livro do curso se fosse falso? Mesmo que eu pudesse
aceitar que as crianças que teríamos não herdariam meus poderes, estou mais
perturbada com a questão de que, durante a gravidez, não seria capaz de usar
magia.

— E? — Sophia rosnou.

— Eu ficaria sem poder. — Aidan revirou os olhos.

— Ooh, por cinco meses você não poderia usar sua magia. Oh calamidade, o
horror...

— Cinco meses?

— Os bebês Shifter não levam tanto tempo quanto os bebês humanos para se
formarem por completo.

— Oh. — Os livros não mencionaram isso, não que isso importasse.

— O que você precisa fazer urgentemente, para que não possa ficar sem ela por
alguns meses?

A mente de Sophia ficou em branco. — Bem, nada geralmente, mas você nunca
sabe. E se alguém tentasse me atacar por ser uma bruxa ou algo assim?

Os olhos de Aidan ficaram escuros. Ele se levantou da cadeira, o corpo tenso e


a puxou para cima em seus braços. Sophia, em estado de choque com o excesso
de sensações prazerosas que passaram por ela, não protestou. No entanto,
estremeceu com as próximas palavras.

— Eu nunca permitirei que ninguém ou nada te machucasse. Vou protegê-la


com a minha vida. — Então, sua boca caiu possessiva sobre a dela.
Ele honestamente não tinha a intenção de beijá-la. Queria fazê-la pensar em
alguns de seus argumentos e depois ir para a cama, mas quando ela falou sobre
a necessidade da magia para se proteger, um instinto protetor furioso assumiu
o controle. Apenas um tolo se atrevia a colocar um dedo nela. Mataria para
mantê-la segura.

Ele apenas quis tranquilizá-la quando a puxou para dentro de seus braços, mas
sua libido tomou conta dele e a boca dele tomou a dela com uma necessidade
fervente. Com a expectativa de que ela mordesse o lábio ou pisasse em seu pé,
ele ficou surpreso quando, em vez disso, sentiu que suas mãos se aproximavam
para agarrar sua cabeça, levando-o para que pudesse voltar para seu abraço com
um gemido entusiasmado.

Ela era tudo o que ele já sonhava em uma mulher - teimosa, inteligente,
apaixonada, e ainda melhor, se encaixava perfeitamente contra ele. Seu corpo
encaixou-se no dele como se fosse feito em molde. Seus seios cheios
empurraram contra seu peito, seu traseiro arredondado encheu as palmas de
suas mãos e sua buceta pulsou contra a coxa que ele inseriu entre suas pernas.

Já ia recuar preventivamente, quase perdendo o controle quando ela


ousadamente empurrou sua língua contra a dele. As sensações embriagadoras
que se moviam pelo seu corpo eram diferentes de qualquer coisa que já
experimentara. E ele queria mais.
Quando agarrou suas nádegas, ele a deslizou para cima e para baixo em sua
musculosa coxa e foi recompensado com um suspiro cujo som ele engoliu.
Mesmo com a espessura das roupas que os separavam - quase riu de sua
tentativa de esconder seu corpo sob sua camisola volumosa - ela estava tão
molhada e pronta para ele. Seus lábios deixaram os dela para provar a pele macia
de seu pescoço e aqui, seu lobo finalmente saltou, forçando seus caninos para
baixo e aumentando seu instinto para mordê-la. Marque-a como minha.

Mas uma linha de sanidade prevaleceu. Ela ainda não concordou.

Amaldiçoando-se por ser correto, mas sabendo que seria mais difícil continuar
sem a sua permissão, ele se afastou dela e deu um passo para trás.

Ela balançou em pé, com os olhos sonhadoramente fechados, e seus lábios


incharam de paixão. Mexeu-se como uma gatinha perdida, e ele deu outro passo
para trás, mesmo quando seu lobo e seu coração gritaram para pegá-la e tomá-
la agora.

Finalmente, ela abriu os olhos, a confusão rapidamente desaparecendo. Uma


mancha vermelha floresceu em suas bochechas, e uma torrente de emoções
atravessou seu rosto.

Antes que ela pudesse falar, Aidan fez.

— Há cobertores no armário se você quiser algum. Estarei na cama se você


mudar de ideia sobre se tornar minha companheira ou quiser dormir abraçada
a mim. Boa noite.

Então se afastou dela, seu pau e seu lobo uivando em protesto.


Mas Aidan sabia que ele tinha feito o que era certo. Não demorará muito para
que ela venha até mim.

Ele se afastou. Olhou com incredulidade enquanto ele se afastava, sem perder
a expressão de choque em seu rosto até que ele fechou a porta do quarto. Ela
deveria estar feliz por ele ter ido embora e dado fim nessa insanidade.
Certamente não tinha pensado quando ele a tocou. Pelo contrário, ela queria
atravessar a espaço na sala em que ele havia desaparecido e exigir que terminasse
o que havia começado.

Sua vagina latejava, seus mamilos doíam, e um gemido frustrado escapou.

Ela chutou e pisoteou o chão, irritada com o efeito que ele tão facilmente
causava nela. Estou ainda mais irritada com o fato de que eu quero que ele volte
e continue de onde parou.

Mesmo que discordasse dele que o acasalamento deles não funcionaria, ela tinha
ouvido suas explicações para o que eram - desculpas fracas. A verdade era que
seus pensamentos foram consumidos com Aidan. E não apenas sobre o quão
grande amante seria, mas o que um futuro com um homem como ele iria
implicar. Seu argumento de se tornar sua escrava não condizia com o que ela
tinha conhecimento sobre a personalidade dele até o momento. Sim, ele tem
um lado dominador, que é ridiculamente quente, mas também se importa e
ainda mais incrível, está disposto a me ouvir. Quantos homens poderiam se
gabar desse traço?

Ela não era estúpida, sabia que ele poderia facilmente forçá-la - na verdade,
poderia facilmente seduzi-la para aceitar sua marca. Somente um homem
honrado esperaria que ela concordasse, ou, em suas palavras, iria fazer pedir.

É aí que mora o perigo. Ele fez parecer tão simples, tão correto, o que tornou
tudo mais assustador. Ela podia ver a si mesma cedendo e, em breve, se não
encontrar uma maneira de escapar.

Enquanto ela estava aconchegada no sofá sob um cobertor e lutava contra o


desejo de se arrastar para sua cama, onde ele a acolheria ansiosamente,
provavelmente nu, ela tentou pensar em uma maneira de escapar de sua cabana.
No entanto, o mais difícil era se libertar dos sentimentos que ele provoca nela,
sentimentos que queriam o para sempre que ele ofereceu.

Aidan deitou-se na cama, esperando que ela escolheria segui-lo. Ela não foi,
claro, embora ele sorriu quando ouviu sua mini birra. Ela o queria, ele não tinha
dúvidas disso. Ele também poderia tê-la ali na cozinha, sua resposta a seus
abraços deixou claro. Mas queria mais do que uma simples sedução. Eu quero
que ela me escolha. Venha para mim por sua própria decisão não somente por
causa do desejo.
Ele esperava que ela estivesse pensando sobre a conversa que tiveram; Ele sabia
que certamente iria refletir. Não sabia sobre algumas das coisas que ela lhe
dissera. O fato de não ter magia durante a gravidez na primeira menção não
parecia um grande negócio, mas agora que ele teve tempo sozinho para pensar,
imaginou como se sentiria se lhe dissessem que tinha que desistir do seu lobo
por um longo período. O conceito o assustou, e o fez repensar melhor seus
sentimentos. Sem sua magia, algo que ela conheceu durante toda a vida se
tornaria humana por um tempo. E parece ser assustador. Ele teria a coragem de
dizer sim se os papéis fossem invertidos? Acreditava que ela valia o preço.
Agora, se apenas ela viesse a pensar o mesmo dele.

Entretanto, ela o deixou com um problema duro que precisava ser resolvido.
Sua excitação o colocou em uma posição precária; enfraquecendo seu controle.

Então, ele fez a única coisa que podia porque não podia tê-la. Ainda. Ele
envolveu sua mão ao redor do seu eixo e acariciou seu pau em movimentos
repetitivos deslizando sua mão fechada em volta do seu pau. Ele se perguntou
enquanto acariciava a si mesmo, se ela estaria se tocando para aliviar a fome por
ele. O pensamento fez surgir uma gota de pré-sêmen na ponta de seu pau, e ele
espalhou a umidade sobre a cabeça de seu eixo, imaginando que sua língua
estivesse contornando seu pau em vez de sua mão.

Oh, o que não daria, para ver Sophia de joelhos, as mãos enroladas em torno
de seu pau, com a boca cheia abrindo para tomar seu duro comprimento
profundamente. Ele ansiava afundar as mãos em seus cabelos luxuriantes, sentir
a calorosa pressão de sua boca enquanto ela o sugava, devorando-o como a mais
deliciosa das refeições.
Aidan gemeu e acariciando seu pau mais rápido, sua mão apertou firmemente
em torno dele e bombeando freneticamente. Ela engoliria sua porra ou iria olhar
para ele com expectativa e então, empurrar seus seios juntos para receber um
colar de pérolas pessoal?

Mordendo um grito, ele gozou, mas mesmo antes de seu eixo parar de pulsar,
tornou-se duro novamente.

Infelizmente, somente a boca real dela o satisfaria agora e, enquanto Aidan


insistia tentando encontrar um sono agitado, perguntou-se qual seria o próximo
passo dele. Se ao menos pudesse conversar com alguém que enfrentou o mesmo
problema.

Alguém como Dracin.


O cheiro vindo da cozinha de salsicha e torrada me acordou. Sophia se esticou
e bocejou esticando os músculos. Ela não podia culpar completamente o sofá
por sua noite mal dormida, a principal razão estava sem camisa na cozinha.
Deve haver uma lei contra parecer mais saboroso do que o café da manhã, ela
pensou maliciosamente enquanto arrastou sua bunda para o banheiro. No
entanto, nenhuma escova de cabelos ou escova de dentes resolveria as enormes
olheiras roxas em seu rosto.

Quando saiu do banheiro se deparou com ele sorrindo imediatamente seus


mamilos se apertaram e a umidade molhou sua calcinha. Quando se se sentou à
mesa, ela tentou evitar olhar para ele. Ainda estava irritada com ele por se afastar
de sua última noite, mas ainda mais irritada. Sabia que seu controle estava
desmoronando rapidamente. A lista de razões pelas quais ela deveria continuar
a dizer não ao que ele ofereceu parecia fraca em comparação com as delícias de
seu corpo e coração - pareceu pensar que ganharia.

Eu preciso sair daqui. Incrivelmente, ele lhe deu a abertura que ela precisava.

— Tenho que ir para a cidade esta manhã para pegar algumas coisas. Eu traria
você comigo, mas, — seus olhos brilharam sobre ela, — não quero que você
encontre uma vassoura e me deixe.
— Você está confiando em mim para ficar sozinha? — Ele encolheu os ombros.
— Pra onde você vai? Não tenho a impressão de que você é uma mulher com
conhecimentos sobre trilhas e desertos, somente uma idiota iria tentar sair
sozinha daqui.

Sophia não disse uma palavra. Na verdade, ela não podia, porque o duro beijo
que ele lhe deu quando saiu pela porta deixou sua cabeça girando. Agradável,
mas o beijo atuou como uma lembrança de por que ela precisava ir embora.

Aidan saiu em seu caminhão monstro, e mesmo antes do desaparecimento do


som de sua máquina, ela estava em movimento. Uma busca rápida do armário
revelou um espanador, mas nenhuma vassoura, nem mesmo um esfregão.

Idiota. Ele provavelmente os escondeu. Sophia olhou para a floresta ao redor


da cabana. Aqui estava ela, cercada de arvores. No entanto, o feitiço para imbuir
uma vassoura com vôo exigia algo longo e achatado na ponta. Aqueles curvados
causavam vôos erráticos e faltavam as cerdas, que atuavam como combustível.
Sem mencionar, não ter essa cabeça mais larga na parte de trás era como dirigir
um barco sem um leme.

Sem problemas, ela ainda possuía dois pés perfeitos. Ignorou sua afirmação de
que a civilização residia a quilômetros de distância. Ele poderia estar mentindo
- mesmo que não parecesse o tipo. E quanto ao perigo na floresta, ela era uma
bruxa. Certamente poderia lidar com algumas criaturas da floresta. Além disso,
ela não podia simplesmente sentar-se como uma boa prisioneira. Escape a todo
o custo. É o que seu coven recomendaria, e o que ela precisava fazer, porque
não sobreviveria outra noite como a anterior. Diabos, ela provavelmente não
duraria até o jantar se ele tirasse a camisa outra vez.

Então, depois de amarrar uma camisola ao redor de sua cintura e tirar seus
sapatos de caminhada mais confortáveis de sua bolsa sem fundo, ela partiu em
sua viagem através das grandes e assustadoras arvores. Sua bolsa balançou no
quadril. Seguir a estrada provavelmente teria mais sentido, mas ela se lembrou
da maneira como ele se afastou, então a lógica era ir através da floresta, ela
ganharia tempo, para não mencionar evitar Aidan quando ele voltasse.

Sophia reconhecia que não era uma garota muito de explorar a natureza. Sua
ideia de comunhão com a Mãe Terra geralmente consistia em visitar a seção de
frutas e vegetais da mercearia. Mas as pessoas faziam trilhas o tempo todo. Quão
difícil poderia ser?

Uma hora ou mais depois, suando e coberta de sujeira, para não mencionar o
emaranhado de ramos e raminhas em seus cabelos, ela amaldiçoou em voz alta,

— Floresta estúpida. Por que eles não construíram um caminho por aqui? —
Amaldiçoou mais um pouco, a maioria delas chocantemente inocentes, mas ela
caiu depressa assustada quando ouviu o estalar de um ramo, um barulho que
extraordinariamente não causou.

Sophia fez uma pausa no meio do passo e ouviu. Os sons irritantes dos pássaros
que cantavam acompanhados pelo constante sussurro de galhos e árvores lhe
chegavam aos ouvidos. Ela se censurou por seu medo. Eu não sou um pequeno
porco, e o único lobo sobre o qual eu preciso ter medo deve estar na cidade.
Em vez de dar outro passo, ela de repente parou, paralisada de susto, pois por
trás dela veio um grunhido baixo e feroz.

Oh, ele vai me comer. Seu cérebro repetiu a palavra com essa certeza

Sophia debatia se deveria correr, mas depois se lembrou de algo. Sou uma bruxa.
Correr de um animal selvagem estúpido não combina com minha magia.

Com mais confiança do que sentiu, Sophia virou-se para encarar o animal que
a perseguia como o próximo jantar.

Ao contrário de chapeuzinho vermelho, ela não confiava no lobo muito grande


que a encarava com olhos amarelos brilhantes. Ele era mais alto do que um lobo
normal, pelagem marrom com grandes dentes melhor adaptados a um
dinossauro carnívoro. Tinha a sensação de que a besta que enfrentava fez uma
mudança de posição, mas, para ter certeza, ela tentou enviar um feitiço de
paralisia. Mesmo com as palavras rapidamente cantadas e os movimentos das
mãos concluídos corretamente, o feitiço foi inútil. O lobo deu um passo à
frente.

Sophia engoliu em seco e deu um passo para trás, enquanto uma gota de medo
rolava por sua espinha até a cintura de seu jeans. — Hum, Aidan, é você? —
Perguntou com uma voz vacilante. Ela já sabia que não era. O lobo de Aidan
era muito mais bonito, mas talvez a menção do nome de Aidan faria com que
o outro shifter pense duas vezes antes de tê-la para o jantar. Sophia deu outro
passo para trás, um que o lobo seguiu.

Ela estendeu as mãos na tentativa de parecer inofensiva, e tentou suplicar com


isso. — Ouça, estou aqui com Aidan. Ele é um lobo como você. Talvez você
o conheça, cara alto, dirige um caminhão monstro? — Ela terminou seu
discurso apressado em uma nota esperançosa e questionadora, mas a besta
apenas rosnou e mostrou ainda mais dentes.

Sophia teria molhado suas calças se sua bexiga não tivesse congelado com medo
como o restante dela. Sua voz funcionou muito bem, no entanto. Quando o
lobo finalmente decidiu fazer o seu movimento e saltou com um grunhido frio,
ela gritou reunindo todo o ar em seus pulmões.

Então ela estava muito ocupada lutando por sua vida. De alguma forma, um
colar com marcas de mordidas não parecia saudável.

Aidan, que rastreou furiosamente o caminho da trilha de sua companheira, não


tão brilhante ouviu seu grito de terror vir de mais perto do que ele teria pensado
que ela estaria. Sem se importar com sua roupa, começou a transformação para
sua fera primitiva, o tecido de suas roupas se rasgando em farrapos com sua
urgência. Seu pelo ainda brotava enquanto ele pulava correndo para o som
aterrorizante dos grunhidos.

Ele não se incomodou em ocultar sua chegada, porque a velocidade era muito
mais importante do que o sigilo. O cheiro de seu medo veio até ele no mesmo
momento em que ele viu o predador. Randy o beta do bando e agora um lobo
com a morte certa, ninguém toca em sua mulher, ele iria pagar pelo medo que
causou em sua bruxinha.
Rugindo de fúria, Aidan entrou no espaço da luta e distraiu o lobo ruivo que
virou a cabeça na tentativa de arrancar a garganta de Sophia. Sem hesitação,
Randy se preparou abrindo a boca, mostrando todos os afiados dentes prontos
para perfurar Sophia. Adrian saltou diretamente sobre a besta não tendo tempo
de calcular o ataque, e eles caíram no mato. Em um frenesi de sangue -

Aidan correu para Sophia checando sua ferida - ele ficou furioso cego pelo
cheiro de sangue vindo de sua bruxinha, era imperdoável.

Pegou a besta pela garganta com uma raiva impossível de se represar, ele queria
matar Randy, muito furioso para lembrar-se de seu status de segundo no
comando. Uma linha havia sido cruzada quando ousou machucar sua mulher

Ninguém machuca minha companheira!

Sophia sentou-se cautelosamente, ainda viva, mas arranhada pelas garras do


lobo. E, falando de lobos, Aidan chegou a tempo, a escuridão de seu pelo e a
fúria evidente eram fáceis de reconhecer. Ela assistiu com terror quando as duas
grandes bestas lutaram violentamente a poucos passos dela. Nunca sequer
ocorreu escapar enquanto Aidan e o outro lobo estavam ocupados na batalha.
Ela não podia deixá-lo. E se ele estivesse ferido ou se o outro lobo ganhasse?
Um tremor percorreu seu corpo com o pensamento. Ele não pode morrer. Não
deixarei! Mas não havia nada que ela pudesse fazer, apenas sentar-se sentindo-
se impotente enquanto a luta violenta com garras e dentes se desenrolava a sua
frente, torcer era tudo que ela poderia fazer.

Depois do que parecia uma eternidade, a briga terminou. O lobo de Aidan


segurou o outro preso pela garganta. O lobo que a atacou choramingou em
submissão e Aidan o soltou com um ligeiro tremor, Aidan virou as costas para
a besta derrotada e ferida. A forma de lobo de Aidan tremulou com a
transformação. Seus olhos se arregalaram de surpresa e ela corou quando ele
voltou a se transformar novamente em homem, nu como o dia em que nasceu.
E maldito mesmo nessa situação o desgraçado deixava ela molhada.

Ao contrário da primeira vez que o viu nu na floresta, agora estava cheio de luz
do dia e ela teve o impacto total de seu pau, sua boca ficou seca, é praticamente
uma obra de arte. Ele definitivamente era um homem grande em mais de um
sentido. Em seu amplo peito, tinha mais músculos do que deveria ser legal, até
uma cintura cônica e abaixo disso ... Bem, digamos que ele deixou a maioria dos
homens em desgraça. Sophia não conseguiu evitar o calor que se espalhava por
seu corpo, mesmo em meio à turbulência, ela o queria como nunca desejou um
homem antes. Tinha uma certeza profunda de que se não o aceitasse, nunca
acharia esse sentimento com mais ninguém. Ele era o seu feliz para sempre, o
homem de sua vida como os romances costumam retratar.

Ela deve ter olhado para ele por muito tempo, pois seu pau endureceu
impressionantemente diante de seus olhos lhe dando vislumbres de imagens
proibidas para menores de idade. Seus lábios se separaram inconscientemente e
os lambeu.
Aidan rosnou e caiu de joelhos, o que escondeu sua parte mais interessante do
corpo. — Mostre-me seus ferimentos. — São apenas arranhões. — disse ela,
olhando para o rosto dele, que havia mergulhado em nítida preocupação.

— Não deveria ter acontecido. — ele amaldiçoou

Sophia deixou cair a cabeça em concordância, sua repreensão a irritou, mesmo


que seja verdadeira.

— Eu sinto Muito. Eu deveria ter lhe escutado e ficado na cabana. — ela


murmurou.

Um dedo caloso inclinou seu queixo para encontrar seu olhar. — Embora eu
concorde que você não deveria ter deixado a segurança da cabana, também é
minha culpa por não informar o bando e, pior ainda, deixando você sozinha e
desprotegida. Embora, — ele disse com um brilho de tristeza nos olhos e
amargura na voz, — meu irmão deveria ter feito perguntas antes de sair lhe
atacando. Especialmente considerando que você está coberta pelo meu cheiro.
— Aidan se levantou e virou-se.

Quando ela olhou em torno de suas pernas, Sophia viu que o lobo que a atacou
agora era um homem caído nu como nasceu. Ele não estava nem perto de ser
tão interessante quanto Aidan.

— Ela é uma bruxa na terra da matilha. — disse o outro.

— Ela é minha companheira. — grunhiu Aidan.

— Que não tem uma marca. Jason tem algo a dizer sobre isso, e ele não vai
gostar. — O outro homem parecia ganhar confiança e se levantou, sem
vergonha de sua nudez. Ele realmente deveria cobri-lo, pensando na coisa
pequena pendurada na região intima

Sophia deixou escapar uma risadinha com a comparação em sua mente. Isso
não era uma questão de riso, mas não conseguiu segurar.

— Eu estava planejando falar com Jason hoje ou amanhã. Se você sabe o que é
bom para você, você vai manter a boca fechada. Não faça eu me arrepender de
deixar você viver. Este é o único aviso que você receberá. Volte para ameaçar
Sophia novamente e eu vou matar você. — Com um grunhido, o outro homem
voltou a sua forma de lobo e atravessou a floresta. O perigo se foi, Sophia
levantou-se e colocou uma mão nas costas nuas de Aidan.

Ele não se virou para encará-la, apenas murmurou um — Siga-me. — Sophia


teria discutido, mas a visão de suas nádegas nuas quando ele voltou na direção
da cabana roubou sua fala, embora criasse cenários vividamente eróticos em sua
mente. Sua luxúria, quase sem controle, desde que ela o conheceu, finalmente
ganhou a luta. Fugir não faria desaparecer seus sentimentos por ele. Estou
louca? Provavelmente, mas vou seguir meus sentimentos pois nunca senti nada
mais profundo antes.

Quão estúpida eu estava sendo em jogar esse presente fora?

Como se a aceitação de seu destino destrancasse uma porta, a pura excitação


inundou seu corpo. Sua respiração ficou curta e não por causa do esforço da
caminhada. Um calor ardente a consumiu, e ela queria arrancar suas roupas e
deixar o ar fresco da floresta resfriá-la. Ou melhor ainda, Aidan lamber...
— Você poderia parar isso? — Disse com uma voz tensa. Ele se virou para
encará-la, e percebeu que se encontrava no mesmo estado excitado. Sophia deu
um passo em sua direção, depois outro. Apressada, ela se atirou sobre ele e
inclinou o rosto para procurar seus lábios. Seus braços a rodearam fortemente
e a levantou, o que ajudou a encontrá-los. Ela passou a devorá-lo com fúria.

Ele, no entanto, estava estupidamente tentando protestar. — Seus ferimentos


precisam ser tratados. — Ela sugou seu lábio inferior e murmurou: — Estou
bem. — Este não é o lugar...

— Oh, cale a boca e faça amor comigo já. — ela disse com impaciência.

Mas o idiota ainda hesitou e, soltando seus braços de seu pescoço, ele a colocou
de volta no chão. — Não posso me controlar. Não quero fazer nada que você
vai se arrepender. Eu posso esperar.

— Bem, eu não posso. — Ela suspirou quando viu que não se afastaria. Coisa
engraçada, agora que ela decidiu, queria que ele a reivindicasse. Agora.

Ela queria pertencer a ele para sempre. Ela revirou os olhos. — Você vai me
fazer dizer isso em voz alta, não é? — Ele cruzou os braços sobre o peito, e
Sophia quase se derreteu em uma poça. O homem possuía muitos músculos.

— Bem. Eu quero estar com você. Agora você está feliz? Quando pensei que
você poderia morrer lá atrás, protegendo-me, isso me fez perceber que
provavelmente nunca encontraria outro homem que me faça sentir do mesmo
jeito que você faz. Estou cansada de lutar contra meu próprio corpo e coração.
Foda-se o que o coven diz. Eu quero você. Então, morda-me, me ame, faça o
que você precisar. Mas, por favor, Aidan, faça-me sua.
Aidan não podia acreditar em seus ouvidos. As palavras que ele pensava que
ouviria tinham de repente saído dos lábios de sua bruxinha. Mas ainda hesitou.
— Não diga isso, a menos que você tenha certeza. Uma vez feito, estaremos
juntos para sempre.

— Você pretende me trancar e me impedir de continuar meus estudos como


uma bruxa?

— O quê? Claro que não! — respondeu com indignação.

Com um sorriso sedutor, ela fechou o espaço entre eles e olhou com olhos
brilhando de desejo. — Então, nesse caso, me reivindique.

Homem e lobo sentiam a mesma vontade, ela era deles e somente deles. Ele
não iria lutar contra ela, especialmente não desde que queria isso desde o
primeiro momento em que ele a conheceu. Ele só desejava escolher um local
mais confortável, mas esperar não era mais uma opção.

Ele uniu os lábios com os dela num beijo abrasador. Ela se derreteu em seus
braços, e ele a abraçou, sua bruxinha macia tão perfeitamente contra ele.

Apenas uma coisa prejudicou a ocasião - ela ainda usava roupas. Não por muito
tempo.
Impaciente e muito desajeitado para desfazer os botões da blusa e dos jeans, ele
simplesmente as rasgou. Ela ofegou, mas não com medo, sua bruxa malcriada
com muito desejoso gritou com prazer em resposta.

— Me possua. — ela ofegou.

Aidan queria levar as coisas lentamente. Ele queria explorar cada centímetro de
seu corpo gostoso. Lamber o creme que ele podia sentir o cheiro. Sugar seus
mamilos em pequenas sucções.

Mas no momento em que seus dedos tocaram sua lisa e encharcada buceta seu
controle se desfez como se nunca tivesse existido. E ela se divertiu com o efeito
que causava nele. Ele virou para encontrar uma arvore e encostou o corpo dela
contra o tronco. Através de um rosnado, ele disse: — Prepare-se. — Seus dedos
esbeltos se apoiaram contra o tronco da árvore. Seu pau pulsava pela
necessidade de sentir o calor e aperto da buceta de sua companheira, mas ele
manteve o controle suficiente para saber que precisava entrar lentamente
deixando sua buceta se acostumar com o tamanho de seu pau. Ao segurar seu
eixo duro em uma mão, ele conseguiu guiá-lo entre suas coxas e esfregar-se
contra sua buceta, que molhou sua cabeça.

Ela murmurou e balançou seu corpo contra ele. — Por favor, Aidan. — Ele se
empurrou entre seus lábios úmidos, o calor de seu núcleo, fazendo com que ele
jogasse sua cabeça para traz em puro prazer enquanto seus caninos desciam
antecipadamente. De centímetro a centímetro, ele entrou nela, as paredes de sua
buceta apertando-o. Ela agitava-se e tremia com sua penetração lenta.
Finalmente, ele se sentiu completamente dentro dela, lento, mas teve que
esperar.

A sensação quente dela ao seu redor, junto com o aroma e os gritos, ameaçou
fazê-lo perder o controle. Mas ele precisava de seu clímax, pois só no momento
de seu orgasmo a marcaria. Ele empurrou, e o som gratificante de seus corpos
colidindo foi presenteado com seus gemidos de prazer.

Ele se inclinou para frente ao longo da curva de suas costas, sua bunda
encaixando-se bem na sua virilha. Acariciou suas costas, com o cuidado de não
machucá-la com suas presas de lobo.

Enquanto provava sua pele macia, acariciando até seu pescoço, ele avançou com
as mãos e encontrou seus peitos pendurados pesadamente. Os segurou, depois
apertou os mamilos entre os dedos.

Ela gritou, e sua buceta estremeceu ao redor dele. As ondas trêmulas vindas do
aperto de sua buceta o levaram ao limite da resistência.

— Desculpe, não posso fazer isso durar mais tempo. — ele ofegou.

— Eu quero muito você. — Ela respondeu empurrando seu traseiro contra ele,
enquanto apertava seu pênis. Aidan desistiu da luta. Ele iria ama-la lentamente
mais tarde.

Passando um braço ao redor de sua cintura, ele mudou o ritmo de seus


movimentos, aumentando a velocidade bombeando seu pau para dentro e fora
dela. Com a outra mão, ele a puxou parcialmente de sua posição inclinada. Seus
lábios tocaram a pele vulnerável de sua nuca, seu instinto de mordê-la, marcá-
la, tornou-se esmagador.

Mais apertando e apertando, sua buceta sugava, o levando até a beira e, quando
ela gozou, gritando e convulsionando ondas de choque ao redor de seu pênis,
ele mordeu e logo provou seu sangue vital.

Ahh, amor, finalmente você é minha, para sempre.

Sophia, perdida na paixão, não sentiu nenhuma dor quando finalmente ele a
marcou. Pelo contrário, quando seus dentes penetraram sua pele, provocou um
segundo orgasmo, ainda mais intenso que o primeiro. O prazer a consumiu
inteiramente. Tanto que parou de respirar por um momento e seu corpo
quebrou-se felizmente em milhares de peças. Seu orgasmo incrível, e não parou,
em vez disso, aumentou quando, finalmente, com um grito parecido com um
uivo Aidan gozou dentro dela, a umidade quente de sua semente enchendo-a
mais e mais, enquanto sua vagina apertava ainda mais em torno de seu pênis,
sugando cada última gota de prazer dele.

Ainda mais fascinante, sentiu o momento em que suas almas se tocaram e se


uniram transformando os dois em um. Através desta ligação, ela podia sentir
Aidan e quanto ele a amava. As profundidades de suas emoções a assombraram,
e ela jurou que seria digna dele.
Ela pode ter apagado por um segundo, a intensidade do momento foi demais
para ela. A próxima coisa que sentiu foi ser embalada nos braços de Adrian. Ele
beijou o topo de sua cabeça com uma doçura e suavidade que a derreteu ainda
mais por ele.

— Você está bem? — Ele sussurrou ansioso contra sua orelha através de uma
cortina de cabelo.

— Claro que não. — ela respondeu maliciosamente. Seu corpo ficou rígido. —
Eu ainda estou excitada. Você não pensou que uma vez iria ser o suficiente, não
é? — Sob sua bochecha, seu peito subia e descia com sua risada relaxada, e ela
sorriu, também, antes de beijar em sua garganta.

— No entanto, tenho uma pergunta. Por que posso ler seus pensamentos? Ou
pelo menos eu suponho que posso. Isso ou eu fiquei louca.

— Um verdadeiro benefício do acasalamento. Nós nos unimos espiritualmente


e fisicamente agora.

— O que isso significa?

— Nós podemos ler alguns dos pensamentos um do outro e sentir fortes


emoções.

— Mesmo? Você consegue ler o que estou pensando agora? — Sophia


imaginou que ele estava se deitando sobre seu corpo.

Seu peito tremia de gargalhadas de novo. — Você é uma bruxa malvada. Eu


acho que isso parece um plano, mas o que você diz de adiarmos ate encontrar
um lugar mais confortável?
— Mmm, você sabe o que eu realmente gostaria é de um banho. Com você
nele. — As palavras mal deixaram sua boca quando ele a pegou no colo e
começou a correr pela floresta, levando-a como se não pesasse mais do que uma
pena.

A exibição inconsciente de sua força agitou sua paixão, e ela abraçou seu
pescoço beijando e lambendo ao longo de sua mandíbula de forma sedutora.

— Sophia. — ele afirmou.

— Sim? — Ela disse, não parando em suas carícias leves.

— Eu gostaria de chegar a uma cama antes que eu foda você novamente, mas,
maldição, se você não parar, vou levá-la como um animal de novo.

— Mas eu gostei. — ela respondeu, rindo quando ele pronunciou animal.

Mais rápido do que ela teria acreditado possível, considerando quanto tempo
ela vagara perdida, eles chegaram à cabana.

Ele a deixou deslizar pelo seu corpo. Ambos nus, sua pele se uniu a dele e ela
gostou do resultado.

Seus seios esmagados contra seu peito, mas não se importava. Ele a beijou como
um homem faminto, sugando o lábio inferior antes de mergulhar na sua boca
com a língua. Suas línguas dançavam juntas por um tempo, mas uma insistente
pulsação a distraia. Dando um passo para trás, ela se abaixou para agarrá-lo pela
cintura e então envolveu sua mão firmemente em torno do grosso pau.
Como o aço coberto de seda, seu pau a fascinou, e ela queria explorar cada
centímetro dele.

Mas, sabendo onde estava, precisavam banhar-se primeiro. Puxando-o como se


seu pau fosse uma coleira, ela o conduziu até o banheiro, onde ele construiu um
box de banho com banheira. Ela não tinha certeza de como ele fez o
encanamento para redirecionar a água para a cabana. Talvez ele tivesse um poço.
Ela realmente não se importava. Tudo o que importava era que quando ela ligou
a torneira, caiu água morna.

Havia algo em tomar banho nua com alguém que era estranhamente sexy. Claro,
eles haviam feito sexo na floresta. Ele a viu nua, e o viu nu, mas no espaço
confinado da banheira com a cortina do chuveiro, tornou-se mais íntimo. Para
não falar de vapor.

Sob o spray quente, suas bocas se encontraram, e um frenesi de beijos se seguiu.


Isso envolveu muita língua e caricias. Mesmo com seu ataque recente na floresta
sobre ele, seu pênis ainda a cutucou prontamente e ela agarrou-o com a mão
molhada, deslizando sua mão para cima e para baixo, apreciando a sensação
dura e pesada dele. Sendo mais impertinente, ela queria provar.

Ela desceu lentamente. Através de seu vínculo, se divertiu com a ânsia dele, mas
ainda mais emocionante, sentia sua excitação. Colocou-o sob o jato de água,
para impedir de cair sobre ela, mas manteve o ar quente e cheio de vapor. Ela
caiu de joelhos no chuveiro e colocou-se de frente a seu pau. Como se fosse
dizer oi, ele a cumprimentou com uma gota de pré-sêmen. Agarrando-o
firmemente em torno da base, lambeu a gota de sal, o que lhe rendeu um gemido
de prazer. Ainda o saboreando ergueu os olhos e recuperou o fôlego. Aidan
olhava para ela com olhos esfumaçados. Ela podia ver a fome no rosto dele e,
através da ligação que agora compartilhavam, o quanto ele a amava, apreciava e
queria. Uma sensação inebriante, mas tinha coisas mais urgentes que precisavam
de sua atenção agora...

Abrindo a boca, ela abocanhou seu pau, deslizando seu comprimento por seus
lábios e provocando a fenda com a língua, intercalando entre contornar a cabeça
com lambidas. Ele gemeu com seus movimentos de sucção e seus dedos se
enroscaram em seus cabelos molhados, puxando-a deliciosamente, a dor
aumentou seu desejo crescente. Ela usou uma mão para manter seu pênis firme
enquanto sugava, o devorando, seus dedos apertaram em seus cabelos e sua
respiração ficou curta ou, melhor ainda, soltou um gemido.

Mas ela queria que ele fosse selvagem, perdendo a cabeça como se tivesse louco
por ela desde o momento em que se conheceram. Sua mão livre veio acariciar
seu saco pesado. Ela acariciou suas bolas, apertando-as, mas foi quando
acariciou a pele macia entre elas que finalmente encontrou o que estava
procurando. Ele se sacudiu e os músculos das coxas se apertaram.

— Pare antes que você me faça perder a cabeça, — ele rosnou.

Sua resposta? Sugar mais e acaricias com um dedo firme a pele sensível
escondida por seu saco. Suas mãos tentaram afastá-la, e ainda assim ela o
chupava ainda mais. Ela soube o momento em que ele iria gozar, quando todo
o seu corpo ficou enrijeceu e, com um gemido, ele disse: — Sophia.
O calor de seu sêmen em sua boca a fez engolir ansiosamente, mesmo quando
o palpitar em sua buceta se intensificou; ela sabia que sua vez estava perto. Ela
podia ler suas intenções graças à sua ligação.

E não podia esperar.

Não havia um homem ou shifter que não concordasse que ter um boquete era
a melhor coisa que uma garota poderia lhe dar. Ainda melhor quando ela engolir
tudo.

Mas com seu prazer satisfeito, Aidan precisava se aproximar do prato principal.
Ele podia cheirar e sentir o desejo de sua companheira. O aroma era delicioso,
e isso o deixou com fome. O banho, no entanto, não era um ótimo lugar para
o tipo de prazer que ele queria dar a ela.

Ele desligou a água e envolveu uma toalha fofa ao redor dela, depois a levou de
volta para sua cama. A jogou no colchão, e ela saltou, o que fez com que a toalha
se afastasse e revelasse seu corpo perfeito, perfeito para ele pelo menos.

Peitos pesados com grandes mamilos duros, quadris arredondados e uma


barriga fofinha que ele queria enterrar o rosto. Suas coxas redondas cremosas
estavam fechadas, mas ele podia imaginar o tesouro rosa escondido entre elas.
Ele logo se familiarizaria com essas delícias.
Primeiro, porém, ele queria adorar seus seios. Eles exigiam atenção, e não os
negaria. Depois de se arrastar na cama, agarrou os tornozelos e afastou suas
pernas. Ele amava seu choramingo doce e olhos pesados com desejo. Ele
arrastou-se entre suas pernas afastadas. Ao fazê-lo, tentou não olhar para baixo.
Tinha um objetivo diferente, mas o que diabos, ele era um homem, e tinha que
olhar para a buceta dela. Ao contrário de muitas mulheres modernas, ela
mantinha seus pelos aparados. A presença natural de cabelo era algo que ele
gostava. Talvez seja por causa de seu lobo ou talvez gostasse de sua buceta no
estilo antigo. Seja qual for o caso, ele agradeceu as estrelas enquanto passava um
dedo pelos cachos dela e a fenda de seda de sua virilha.

Ela estremeceu e a umidade cobriu seu dedo. Ela estava tão pronta para ele.

Ele odiava torturá-la, mas queria recuperar a rapidinha na floresta, mostrar-lhe


o prazer que poderia dar como seu homem, seu companheiro.

Ele avançou até que a coroa de seu pau apenas tocasse seus lábios inferiores.
Ela suspirou e balançou os quadris, mas ele ficou apenas fora do alcance, apenas
provocando-a com toques leves. Antes que ela pudesse protestar - ele podia ver
sua testa franzida - abocanhou um de seus mamilos levemente e quase
acidentalmente a provocando, ela se contorceu debaixo dele.

Suas mãos subiram e agarrando seus ombros, suas unhas cavando enquanto ele
sugava e mordia seu bico sensível. Ela manteve-se debaixo dele como uma loba
furiosa rugindo de volta, ele lambeu e acariciou com a ponta de seu pau. Como
não poderia, quando ela gemeu tão docemente e seu aroma enchia o ar como o
mais erótico dos perfumes?
Quando ele apertou seus seios juntos, prestou atenção em seus bicos
turbulentos, puxando seus mamilos com uma sucção forte que a fez gritar.

Somente quando ela disse seu nome com um prolongado gemido, ele parou a
tortura. Deslizou os lábios pela pele arredondada e macia de sua barriga. Como
se sentisse seu objetivo - ela provavelmente poderia lê-lo através de seu vínculo
- ela puxou as pernas para cima expondo-se a ele de uma forma que fez sua
respiração falhar.

Ele esperava muitas coisas em sua companheira. Uma paixão para combinar
com a sua, no entanto, foi ainda melhor do que um sonho se tornado realidade.
Abriu caminho pela curva de sua barriga e acariciou seus cachos suaves. Ela se
contraiu e se contorceu por seu toque, sua impaciência e desejo implorando por
libertação. Ele tomou seu tempo, primeiro fazendo cócegas com a ponta da
língua na pele macia de sua coxa interna. Foi só quando ele direcionou suas
carícias de borboleta para o outro lado que ela implorou.

— Aidan, por favor. — Ele cobriu seu sexo com a boca, e ela quase o derrubou
da cama, se curvando tanto. Rindo de sua resposta apaixonada, envolveu seus
braços ao redor de suas coxas e as prendeu, antes abrir novamente para saboreá-
la.

Presa e incapaz de se mexer, ela gemia a cada toque seu e ele se perdeu com o
prazer de prová-la. Seu pau estava grosso com o creme produzido por ela, e ele
penetrou sua língua profundamente, tocando em seu núcleo interno. Quando
trocou de tática e de repente sugou seu clítoris inchado e sensível, ela
choramingou alto quase que instantaneamente. Seu grito alto no quarto como a
música mais doce e ele se moveu conforme mais alto gemia. Ele afrouxou uma
mão de onde ele a segurou para mergulhar entre suas dobras de seda. Dois
dedos ele mergulhou em sua buceta, sentindo o aperto de seu orgasmo. A
umidade brilhando em sua buceta, o hipnotizou.

Ao torturá-la, ele se torturou, e não conseguia mais. Ele subiu por seu corpo e
grudou seus lábios com os dele, enquanto a penetrava em uma única estocada.
Ela se encaixava ao redor dele como uma luva apertada e úmida, e ele se inclinou
para mergulhar mais fundo, procurando seu ponto de G. Sabia que achou
quando seus dedos cavaram suas costas, puxando-o mais perto e arranhando-o
em seu frenesi.

— Sim, amor. — ele murmurou contra sua boca. — Goze para mim
novamente. Ele manteve seu ritmo, e, logo, ela gritou, sua buceta espremendo
e ordenhando-o no orgasmo. Uma última penetração profunda e ele ficou duro
feito pedra, jorrando dentro dela.

E teve bastante resistência para não colapsar sobre ela e de alguma forma
conseguiu rolar seus corpos desfazer sua conexão íntima. Ela se aconchegou,
suavemente em seu peito, jogando-se sobre ele descaradamente.

Seus braços apertaram ao redor dela quando ele não ouviu em voz alta, mas
através de suas conexões, as palavras eu te amo, Aidan.
Sophia dormiu escutando a batida rápida do coração de Adrian depois de uma
noite de amor que nunca ousou imaginar. Ele colocou uma calça e uma camisa
enquanto caminhava descalço para a porta da cabana.

Abrindo, ele não ficou surpreso ao encontrar Randy usando apenas calças e
outro membro do bando, Raegen, esperando por ele.

Randy sorriu. — Jason quer te ver. — Simplesmente não pode esperar para
contar a ele, você poderia? Eu disse-lhe que eu iria falar com ele, e quis dizer
isso.

— Ele é o líder do bando. Eu devo minha fidelidade a ele, não a você. Ele tinha
o direito de saber.

— O que quer que seja. — Aidan sabia que não havia nenhum beneficio de
perder a paciência com um lobo que ocupava a posição beta no bando, um
cargo ganho por beijar a bunda do líder e não com habilidades reais. Ele pegou
alguns sapatos de corrida e colocou-os sobre seus pés descalços.

Levantando, viu Randy cheirarndo o ar e olhar para ele. — Vejo que alguém
está ocupado.

O rosto de Aidan endureceu. Em torno dos lobos, o aroma de companheiros


sempre os afastou, e depois do amor que ele tinha compartilhado no dia anterior
com Sophia, o aroma do sexo penetrou toda cabana e em sua pele. Um delicioso
perfume que ele esperava usar diariamente a partir de agora, mas Randy o
estragou com sua própria presença.

— Não seja desrespeitoso ou você vai voltar em pedaços. — Aidan viu um


sorriso sem graça no rosto pálido de Randy.

— Vamos lá. — Aidan queria sair daqui rapidamente antes de Sophia acordar.
Ele não queria que ela se envolvesse, e sabia, que ela insistiria em ir. Não se ele
pudesse impedi-la. Ele queria que ficasse segura no caso de as coisas se
transformarem em uma briga, algo que seu instinto lhe disse ser cada vez mais
provável.

Foi só quando chegaram ao caminhão de Aidan, que percebeu que apenas


Randy o seguiu.

— O que Raegen está fazendo? — Randy cuspiu no chão antes de responder.


— Certificando-se de que sua bruxa permaneça na cabana. Não queríamos que
ela vagasse pela floresta novamente. Nunca se sabe o que pode acontecer. —
Uma sensação gelada desceu por sua espinha com a ameaça implícita e
ignorando o beta por um momento ele voltou-se para Raegen e avançou sobre
ele.

— Vamos deixar uma coisa clara. Toque um maldito único fio de seu cabelo e
eu vou caçar você e te esfolar vivo. — Se Raegen estivesse em forma de lobo,
ele teria rodado nas costas e mostrado sua barriga vulnerável em forma de
submissão. Como estava, na forma de homem ele engoliu a seco, o medo
evidente em seus olhos. — Eu ... não vou tocar nela. — Aidan deu-lhe um
último olhar ameaçador, depois seguiu Randy para o caminhão.
As coisas não estavam indo bem, mas Aidan recusou-se a desistir sem uma
briga. Ele esteve bem até agora em permitir que Randy reine livremente na
matilha, mas, se fosse uma batalha pelo domínio, Aidan sabia que tinha boas
chances de ganhar. Ele não podia se permitir duvidar. Seu futuro e de Sophia
dependiam disso.

Sophia acordou e se esticou, um sorriso curvando seus lábios. Que noite!


Quando ela decidiu entregar-se a Aidan de todo o coração, ela esperava prazer,
mas não o esmagador prazer e a conexão que tomou conta de cada centímetro
dela. Eu o amo.

As palavras não a chocaram. Como elas poderiam? Eles eram um do outro no


mais intimo sentido da palavra. Ela não podia esperar para dizer a ele. Ela já
podia imaginar seu olhar-feroz, amoroso e protetor, depois se transformando
em desejo ardente. Mmm.

Ela desceu as pernas para fora da cama, um pouco surpresa que ele não estava
lá para cumprimentá-la com um beijo. Provavelmente estava preparando o café
da manhã.

No entanto, ela não o encontrou na cozinha, no banheiro ou na sala de estar.

Começando a se preocupar, sentou no sofá para pensar onde ele poderia ter ido
tão cedo. E sem me dizer. Depois de uma espiada pela janela, ela franziu a testa.
Não só o caminhão dele se foi, mas viu o movimento de um homem estranho,
não mais velho que uma criança realmente, usando apenas jeans, relaxado
debruçava contra uma árvore.

O medo golpeou seu estômago. Ela tentou alcançar a conexão que ela formou
com Aidan no dia anterior. Teve uma breve impressão de raiva, não para ela,
então perigo e medo por ela. — Aidan? — Ela lhe enviou uma mensagem
trêmula e pensou que ele não tinha ouvido, mas para seu choque, ele respondeu
de novo, alto.

— Saia da cabana. A vassoura está no bosque. Volte para seus irmãos. Agora!
— Abruptamente, sua conexão com ele foi cortada, mas não antes da dor. Uma
dor sendo infligida a Aidan!

E ele esperava que ela fosse embora sem ele. Não é provável. Ele é meu, e eu
morreria antes de deixá-lo enfrentar o perigo sozinho. Sophia rosnou quando
ela se aproximou do quarto e revirou sua bolsa por roupas mais apropriadas
para voar e invadir um bando de lobos.

A magia pode não funcionar contra os shifters, mas a raiva tomou conta de sua
mente e, de repente, viu maneiras de usar seu poder como uma força a ser
temida. Sem tempo, ela saiu da cabana, abrindo a porta da frente e
surpreendendo o lobisomem designado para mantê-la cativa.

Ele se recuperou rapidamente e aproximou-se dela, empurrando os polegares


através dos laços do cinto respirando profundamente. — Volte para dentro e
fique lá.

— Onde está Aidan? — Ele está com o nosso alfa. Agora volte para dentro.
Sophia ignorou seu pedido.
— O que eles estão fazendo com ele? Onde eles estão?

— Escute, senhorita, não sei o que está acontecendo. Tudo o que sei é que
Aidan deveria conversar com Jason, e eu deveria ter certeza de que você não vai
a lugar algum, eles chegarão a uma decisão.

— Realmente? — Sophia sorriu para ele friamente e começou a desenhar um


feitiço.

Numa hora como essa, ela se sentiu contente de ter seguido a verdadeira magia
e não a maneira de Wicca com pouca força. Porque o que ela planejou apenas
as artes das trevas fariam. — Eu vou até Aidan, então eu vou te dar uma chance
de sair do meu caminho como um bom menino ou então. — O jovem se
levantou e estufou seu peito como forma de intimidação.

— Eu sei que seus poderes de bruxa não podem me tocar. Então, por que você
não entra como eu pedi, vai ser melhor para você. Eu sou o único que dá ordens
aqui. — Sophia revirou os olhos, sem se surpreender com a resposta.

— Tudo bem, faça do seu jeito. — Desde o encontro com Randy, Sophy tinha
estado pensando em maneiras de superar os efeitos do escudo que os shifters
tinham contra sua magia.

Ela nunca quis sentir-se tão assustada e desamparada novamente. A resposta,


quando finalmente chegou até ela, era tão simples que queria dar-se uma
bofetada por não pensar nisso antes. Precisava usar sua magia indiretamente.

Usando sua nova teoria, Sophia enviou ondas de poder. Ela escorria pelo chão
até tocar o que ela procurava. Um momento depois, uma grande rocha veio do
nada e atingiu o lobinho na parte de trás da cabeça. Com os olhos se revirando
em sua cabeça, ele caiu no chão inconsciente. Ela ficou boquiaberta por um
segundo, e chocada, realmente funcionou.

Um a menos agora só tinha o restante do bando para derrotar. Sophia sabia que
seu plano era uma loucura que a fez parecer suicida, mas não podia deixar Aidan
enfrentar a ira da sua matilha sozinho. Especialmente porque ela sabia que ele
lutava por ela.

Apressando-se, ela foi até o bosque. No começo, ela não viu a vassoura; Ele
colocou uma lona sobre ela. Mas uma vez que encontrou, ela imediatamente
começou a cantar e a inundar com a magia que precisava para faze-la voar.

Terminado o feitiço, tomou sua posição sobre o cabo da vassoura pronta para
voar.

Com sua visão periférica, viu o lobo se mexendo atrás de si, o sangue lobo
estúpido curando-o mais rápido do que um ser humano. Com uma risada alta
que fez sua herança das trevas orgulhosa, ela levantou seu voo. Abriu a ligação
que a unia a seu lobinho em perigo como um farol para localizá-lo.

Tempo para salvar meu lobinho.


Aidan cuspiu um bocado de sangue. — Isso é o melhor que você pode fazer?
Você ficou tão fraco, você precisa de alguém que segure seus inimigos você
possa bater neles? — Cale a boca. — gritou Jason, líder do bando e neste
ponto seu inimigo número um.

Aidan rapidamente entendeu quando chegou à matilha que nada que ele pudesse
dizer faria a diferença na decisão de Jason. Somente os sangues puros seriam
aceitos como companheiros, idiotas ou não. Não adiantava que fosse uma boa
adição em força e poder. Estar com sua bruxinha não era uma opção.

Pelo menos ele conseguiu enviar uma mensagem a Sophia antes de cortar sua
ligação com ela. O conhecimento de que ela estava segura tornou mais fácil se
concentrar em tentar manter-se vivo.

— O que há de errado, Jason? Com medo, de que todos verão o que você é?
Um alfa real cria suas próprias leis e dá as punições sozinho. — Basta! — Jason,
apenas alguns anos mais velho do que Aidan, ofegou como se realmente fosse
muito mais talentoso. Seus olhos brilharam, com um fanatismo selvagem
iluminando-os e aprofundando o medo de Aidan.

— Ele está certo. — falou um membro mais antigo da matilha. — Isso não
está certo. E não apenas o fato de você ter dois caras segurando-o para que você
possa bater nele. Se ele encontrou sua verdadeira companheira, quem se importa
com o sangue dela. A tradição diz que uma vez que se encontra sua metade
nesse mundo é para toda a vida. Se você quer bani-lo, então faça isso, mas não
o atinja por algo que ele não pode controlar. Ou, pelo menos, deixe-o livre para
que ele possa se defender.

Um assentimento retumbante veio dos espectadores a volta, e o aperto nos


braços de Aidan afrouxou-se com indecisão.

— Deixe-o livre. — disse Jason. — Eu vou cuidar dele eu mesmo.

Ele me soltou para me defender de forma justa, pensando que já me bateu o


suficiente para me vencer facilmente. Deveria ter me espancado mais, pensou
Aidan, um sorriso feral iluminando seu rosto. Aidan ficou livre, e ele flexionou
os braços para que o sangue circulasse neles. Jason se aproximou dele, os
músculos se contorcendo sob a gordura que um estilo de vida desleixado o tinha
agraciado.

Aidan agachou-se ligeiramente e manteve-se preparado enquanto ele e Jason


andavam em círculos estudando um ao outro se preparando, os outros lobos
formando uma plateia de espectadores.

No entanto, uma distração chamada Sophia apareceu — Estou aqui para ajudar,
Aidan! — O primeiro golpe de Jason acertou o rosto de Aidan. O soco o
desnorteou, mas não o suficiente para perder a grande entrada de sua
companheira.

As portas do clube se abriram com um choque ressonante e, na entrada


iluminada pelo sol, sua bruxinha estava parada como uma heroína ao resgate,
uma leve brisa levantando os fios de seus cabelos enquanto ela estava de pé com
uma mão no quadril, enquanto a outra segurava sua vassoura como uma espada.
Ele amaldiçoou mesmo quando segurou um sorriso pesaroso. Essa é minha
bruxinha. Força e adrenalina correram por ele. Com ela agora em perigo,
ninguém na sala tinha uma chance, ninguém a tocaria, estariam todos mortos
antes disso.

Sophia escondeu seu medo com uma demonstração de poder e intimidação.


Mas ela não podia ajudar, o grito que escapou dela quando viu o sangue no rosto
de Aidan. — Aidan! — Ele olhou para ela.

— Eu lhe disse para escapar.

— Eu não poderia deixar você. — Suas palavras o fizeram sorrir e balançar a


cabeça.

— Pegue-a. — gritou Jason.

A maioria na sala não se moveu, mas ainda alguns obedeceram, três lobos que
chegaram perto dela, um trocando sua forma humana por um lobo. Usando a
lógica que ela aprendeu na cabana, ela aproveitou seu poder e usou-o para lutar.
Nada.

A sala se ocupava apenas por corpos, sem móveis.

Então, quando o primeiro lobo chegou até ela, ela usou a única arma em sua
posse, sua vassoura, e bateu em seu nariz, o que o atordoou fazendo-o se sentar.
Com um rugido aterrador, Aidan atacou os outros dois homens que pensavam
colocar uma mão sobre ela. O som carnudo de seu punho batendo em seus
rostos disse-lhe que cuidou deles, para que ela pudesse se concentrar no
problema atual.

O lobo na frente dela se recuperou de sua surpresa e avançou sobre ela. Ele
rosnou e mostrou muitos dentes afiados. Sophia cantou e atraiu mais magia. Sua
vassoura reagiu a seus apertos, transformando-se em um bastão de beisebol,
uma arma muito mais fácil de balançar.

O lobo não parou. Ele obviamente não sabia sobre seus troféus em casa da
equipo de softball, os quais ganhou durante três anos. Ela só se moveu depois
que acertou cabeça do lobo, é somente imaginar que é uma bola e pronto. Bater
em bolas era uma coisa, bater com um taco e sentir o choque do impacto
percorrer de suas mãos aos ombros era outra coisa. Mas, com um gemido, o
lobo escorregou em pés instáveis.

Sophia balançou o taco ameaçando a multidão, esperando que desse certo. —


Mais alguém quer jogar? — Ela conseguiu engolir seu suspiro de alívio quando
ninguém aceitou seu desafio. Um alívio de curta duração, acabou, quando
braços a envolveram pelas costas a prendendo. Maldição. Ser apanhada não
fazia parte de seus planos.

— Largue o bastão ou você descobrirá como é a sensação de se morrer com as


costelas quebradas perfurando seus pulmões. — Grunhiu uma voz por trás dela.

Sophia deixou cair o bastão como uma idiota. Tanto para resgatar Aidan. Eu
acho que minha aparição piorou as coisas.

— Eu tenho sua bruxa, Aidan. — seu captor anunciou triunfante.


Aidan desenrolou-se dos dois corpos que ele usou como manequins de teste de
socos. — Deixe-a ir, Jason. Sua luta é comigo.

— Oh, eu pretendo lutar com você, logo depois cuidarei de sua puta. — Jason
tirou um dos braços dele do redor dela e colocou uma mão contra sua garganta.
Uma dor aguda perfurou sua pele.

Oh, isso realmente não é bom.

As coisas poderiam ter ficado muito feias nesse ponto, se não fosse pela chegada
de dois novos jogadores.

— Você ousaria executar um dos nossos por nenhum outro crime do que ser
ter um vínculo de acasalamento com uma bruxa.

— Eu acho que não. — disse uma voz feminina em um tom de como você
ousa.

— Dracin, querido, se você quiser. — Sophia sentiu o frio fluir de uma magia
desconhecida na sala e então o braço de Jason e a mão em sua garganta já tinham
ido embora. Um segundo depois - na verdade, mais como um milissegundo -
os braços de Aidan se enrolaram em torno dela e ela se agarrou a ele, grata por
encontrá-lo vivo. Mas a curiosidade venceu, querendo ver quem os havia
resgatado. A princípio, sua atenção foi atraída por um Jame com olhos
arregalados de medo sua boca abria-se e fechava-se sem emitir qualquer som.
Que estranho. A magia não poderia afetar os shifters?

Atrás das pernas penduradas do alfa, Sophia viu um dragão, ele quase colocou
Aidan em vergonha com seu tamanho e cabelos loiros ondulados. Seu porte
gritava guerreiro viking, o que fez o olhar suave e profundo que ele deu a uma
pequena mulher a seu lado ainda mais confuso. Sophia mentalmente fez a
conexão com base no que Aidan lhe havia contado sobre o dragão que tinha
feito amizade com ele. Assim, se o homem fosse Dracin, a mulher, por padrão,
era Clarabelle, uma bruxa como ela. Muito grávida, também, a julgar pela barriga
redonda. Também explicou a sensação mágica desconhecida. Magia de dragão.
E saber que eles podem usa-la em lobos? Um fato interessante para tomar nota.

— O que você gostaria que eu fizesse com esse cachorrinho, Belle?

Perguntou Dracin sem qualquer tipo de fúria que Sophia esperaria de um


dragão.

— Eu não acho que ele tenha capacidade cerebral para aceitar o que não pode
ser mudado, ele nunca compreenderá o verdadeiro sentido do vinculo dos
companheiros.

— Vou matá-lo então.

— Se você o matar, tanto quanto ele merece, meu bando pode levar a questão
para o lado pessoal devido as leis de matilha. Não existe uma maneira de
neutralizá-lo e enviá-lo para longe? — Aidan perguntou. Com um rápido aceno
de cabeça, Dracin ergueu as mãos e, mais uma vez, Sophia sentiu a fúria e a
magia desconhecida fazer cócegas ao longo de sua pele. Em um piscar de olhos,
Jason desapareceu e, em seu lugar, estava um coiote com pele desbotada.

Clarabelle sorriu para a besta feia. — Cara fuja e não volte a incomodar meus
novos amigos ou vou fazer de você um tapete para se limpar os pés. — Sophia
murmurou uma risadinha com suas palavras quando o coiote, anteriormente
conhecido como Jason correu desorientado por seu medo.
— Agora, alguém mais quer discutir o vínculo de Aidan e Sophia? — Clarabelle
colocou as mãos nos quadris e deu ao resto do bando um olhar severo, meio
sem resultados levando em conta sua barriga redonda e bochechas brilhantes.
No entanto, o impressionante Dracin, olhando furtivamente atrás dela, pareceu
bastante eficaz porque havia muitas cabeças tremendo.

— Bem, então, agora que resolvemos isso, estou com fome. Sophia, você vem
comigo enquanto Aidan e seu bando escolhem um novo alfa. Temos muito a
discutir. — Sophia virou-se para Aidan com olhos interrogativos. — Você vai
ficar bem? Eles não tentarão te machucar, não é? — Os olhos de Aidan
enrugaram-se, e ele deu o sorriso. — Eu acho que estaremos bem agora. Se
não, você pode voltar e vencê-los com seu clube. — Ele a abraçou forte e
ergueu-a para um beijo profundo, que a deixou corada e ofegante.

— Eu vou buscá-la quando eu terminar. — Outro beijo quente aumentou seu


desejo de forma selvagem, e ela queria perguntar por que eles não podiam
simplesmente ignorar tudo e ir buscar uma cama macia para se amarem e se
reconectarem - diabos, mesmo uma parede em algum lugar vazio serviria. Mas
um puxão de Clarabelle e lobos falando para Aidan em vozes baixas, fez com
que ela colocasse esses planos em espera.

Além disso, ela tinha que admitir alguma curiosidade sobre Clarabelle e seu
marido dragão, queria conhece-los melhor. Ao vê-la, Sophia percebeu que a
tinha visto e geralmente na companhia de seus superiores. Aparentemente,
Clarabelle tinha mantido algum tipo de status no coven, mesmo que ela fosse
contra o costume e se casara fora do Coven.
Dracin liderou o caminho, com a testa franzida e ainda irritado, e seu tamanho
formidável abriu caminho pois as pessoas saiam do caminho instintivamente.
Aproveitando, Sophia andou com eles para uma lanchonete na rua.

Sua conversa ficou para depois, visto a quantidade de comida servida, a maioria
dos quais Clarabelle comeu sob o olhar atento de Dracin, a interação dos dois
se provou mais do que interessante e respondeu muitas perguntas. Os olhos de
Sophia ficaram mais largos e em uma parte dela sorriu. Oh, eu me pergunto; O
que Aidan pensará disso. Sua conversa tranquilizou muitos dos medos de
Sophia, especialmente sabendo que ela ainda seria parte do coven, simplesmente
se mudaria para uma seção especial reservada para aqueles que verdadeiramente
se acasalavam com outros seres especiais como shifters e outros.

Quando saíram da lanchonete, Aidan estava subindo pela rua. Sophia não pôde
evitar o sorriso quando o viu. Ela estava tão feliz por vê-lo, correu para ele, seu
coração cheio de amor quando ele lhe recebeu com um sorriso feliz e abriu os
braços. Ele era um lobo grande e mau para uma bruxa pequena e redonda.

Ela não mudaria nada em sua vida.

— Então, o que aconteceu? — Ela perguntou depois que ele terminou de


plantar um enorme beijo em seus lábios, um que fez um conjunto diferente de
lábios tremer.

— Nós escolhemos um novo alfa.

— Isso foi rápido. — disse Dracin, que apareceu atrás deles com Clarabelle.
— Jason estava irritando o bando por um tempo, desrespeitando a honra e lei
da matilha pelo medo e intimidação, vergonhoso para um lobo. O problema era
que os outros alfas no bando não queriam intervir.

— Você assumiu? — Dracin riu.

Sophia sorriu para Aidan. Ele era um alfa?

— Não. Foi meu irmão, que chegou tarde, como de costume, agora tem o
trabalho. Eu tenho um sentimento que ser acasalado com uma bruxinha vai me
manter ocupado.

— Você acertou. — disse Clarabelle com uma risada.

— Bem, agora que tudo está resolvido, é hora de sairmos. Não se preocupe;
visitaremos vocês novamente em breve. Tenho certeza de que você tem mais
perguntas, e é bom poder conversar com outra bruxa na mesma posição. Eu
gostaria de fazer uma pesquisa sobre tamanhos.

— Belle. — grunhiu Dracin, um olhar severo em seu rosto.

— O que há de errado em falar sobre o tamanho do caminhão? — Perguntou


Clarabelle, seu olhar inocente prejudicado pelo brilho malcriado em seus olhos.
Ela se virou para Sophia e pegou um pedaço de papel. — Se você precisar de
alguma coisa, ligue para mim.

— Eu vou. — disse Sophia. Eles se despediram e viram o outro casal caminhar


até um caminhão que poderia ter sido o gêmeo do caminhão de Aidan. Outro
garoto com seu brinquedo.

— Vamos para casa. — disse ele, abraçando seus ombros.


Sophia gostou do som disso. E para tornar a viagem mais interessante, ela testou
suas habilidades de concentração - em outras palavras, se ele poderia dirigir
enquanto ela lhe dava algumas caricias com suas mãos.

Ela continuava esperando que ele se rendesse e encostasse o caminhão para lhe
dar atenção, mas, com uma determinação de aço e mandíbula firmemente
apertada, ele os levou diretamente até a cabana.

Apenas uma vez que entraram, percebeu que algo estava errado. Claro que o
fato de ele puxá-la para baixo em seu colo - e puxar suas calças ate os joelhos
expondo seu traseiro dando uma bela palmada - ajudou.

— Ow! — Ela gritou. — Por que você fez isso?

— Isso foi por não escutar e ir me encontrar. — Sua mão desceu novamente
em seu traseiro com um ressonante tremor, que queimou, mas também para sua
surpresa, fez sua buceta se apertar. — Esse foi por me assustar como o inferno,
entrando em uma sala de lobos desprotegida. Você tem alguma ideia de quantos
anos perdi de minha vida? E esse. — ele disse enquanto olhava para seu traseiro
vermelho e depois deslizou a mão entre suas nádegas ardentes para acariciá-la,
um movimento com o qual ela concordou gemendo, — é por ser tão
malditamente valente e adorável. — Tão rápido quanto ela se encontrou sobre
seus joelhos, foi montada sobre ele, seu pênis cutucando em sua vagina pronta.
Ele colocou as mãos em torno de sua cintura, ditando o ritmo quando enterrou
seu pau profundamente dentro dela, de alguma forma fazendo seu clitóris se
esfregar contra ele, com prazer.
Sophia olhou-o nos olhos, olhos que brilhavam com tanta emoção, que tinha
que dizer. — Eu também te amo. — Com suas palavras, ele envolveu seus
braços em volta dela para abraçá-la forte, e ela enterrou o rosto em seu pescoço.
Ela foi superada, pois através de seu link ela sentia tudo o que ele sentia: medo,
alívio e um amor tão poderoso, ele morreria por ela.

— Eu amo você, Aidan. — Ela enviou para ele com sua conexão mental. E,
prometeu que estariam juntos para sempre.

Ainda abraçados de forma apertada, se moveram juntos em um padrão erótico,


seus corpos se sincronizados, seu pau ainda bombeava em seu sexo úmido. À
beira do orgasmo, o suficiente de seu lado bruxa saiu, ela teve que dizer. — E
isso é por tratar-me como uma menina. — Ela mordeu sua pele macia na base
do pescoço e depois sugou.

Com um rosnado abaixo, ele se levantou debaixo dela, seu pau penetrando
profundamente enquanto ele atirava sua semente em jorros quentes dentro dela.
Foi o suficiente para enviar Sophia sobre a borda com gritos de seu próprio
prazer.

Um prazer que eles repetiram uma e outra vez, enquanto eles tentavam superar
um ao outro com travessuras sexuais, tentando provar quem amava mais o
outro. Terminou em um empate feliz e exausto.
Sophia sabia que estava grávida a algumas horas depois de fazer amor. Era meio
difícil de não saber porque sua magia desapareceu como se estivesse sido sugada
para um buraco escuro.

Aidan encontrou-a no banheiro chorando e rindo.

— Amor, o que há de errado? — Ele caiu de joelhos ao lado dela no chão


azulejado.

Ela disse sem rodeios. — Estou grávida.

— Você tem certeza? — Sophia respondeu com um olhar sombrio.

— Oh, sim, acho que sua magia desapareceu. Está tudo bem, no entanto. Só
será por alguns meses. Eu prometo cuidar muito bem de você. — O idiota
parecia tão satisfeito, ela queria bater nele. Embora ela esperasse isso por algum
tempo, com a frequência com que eles faziam o amor diariamente.

— Eu sei que você vai. — ela disse enquanto sorria se inclinava para beijá-lo.

— Eu não queria chorar. Simplesmente não esperava que fosse tão repentino.
Você pode acreditar que vamos ser pais?
— Eu não posso esperar. Eu vou ensinar a nossa lobinha todo tipo de
travessuras. — Sophia sorriu impaciente.

— Oh, sobre nosso suposto lobinho. Lembra-se da conversa que tive com
Clarabelle no jantar? Bem, há uma coisa que os livros não contam sobre shifters
e bebês bruxos.

— O quê? — O rosto de Aidan enrubesceu de preocupação.

— Precisamos de uma casa a prova de fogo, porque não é um lobinho que


vamos ter, querido, mas um dragão. Quando o vínculo de acasalamento é
verdadeiro entre shifters e bruxas só são gerados dragões. Quão legal é isso?

Aparentemente, ela descobriria seus pensamentos sobre o assunto mais tarde.


Seu marido havia desmaiado. Sophia riu. Pessoalmente, gostou do fato de seu
filho ter não só as habilidades de transformação do seu pai, mas também a magia
de sua mãe.

Acordando-o na única forma prazerosa em que pensava: nua, é claro... ela


sorriu. A vida era absolutamente perfeita. Ela amava Aidan cada vez mais e
acasalar come ele foi a melhor decisão de sua vida, e o amor com o qual ele
retornou, em troca, fez com que todas as preocupações anteriores parecerem
tão idiotas.

E pensar, que ela encontrou seu verdadeiro amor por causa de uma queda da
vassoura. Só para avisar, você nunca sabe quando ou onde o amor irá de
encontro a você e nada pode lutar contra o verdadeiro vinculo de almas, nem
sequer uma bruxinha pode lutar contra ele por mais teimosa que seja.