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PARECER

Ementa: CUMULAÇÃO DE RECEBIMENTO


DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA
COM NOVO CARGO PÚBLICO. Professor
aposentado pelo Regime Geral de
Previdência Social – Tempo de contribuição.
Parecer no sentido da legalidade de
cumulação nos casos permitidos pela
Constituição Federal de 1988 em seu artigo
37, inciso XVI, alíneas a, b e c e da
continuidade de contribuição ao INSS na
forma da legislação aplicável..

RELATÓRIO

Trata-se de pedido de parecer jurídico acerca da contratação funcionário


público municipal aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social –
RGPS/INSS. O funcionário exercia cargo de professor superior e aposentou-se
por tempo de contribuição ao INSS.
Questionamento acerca da possibilidade/legalidade da cumulação e
quanto ao cargo que poderia ocupar e qual o regime Previdenciário a ser adotado
pela municipalidade contratante.
É o relatório.

FUNDAMENTAÇÃO

I – Cumulação de recebimento de proventos com rendimentos –


possibilidade.
A Constituição Federal de 1988, a priori, proíbe a cumulação de
recebimento de proventos de aposentadoria por cargo público com rendimentos.
As exceções são, entretanto, previstas no próprio texto Constitucional.
A regra é a inacumulabilidade, seja de proventos com rendimentos, seja
de dois rendimentos por cargos diferentes. O texto constitucional enumera os
casos onde se faz exceção à regra da inacumulabilidade, permitindo a
cumulabilidade de cargos.

A Emenda Constitucional nº 20/98, publicada no DOU 16.12.1998,


acrescentou o parágrafo 10 ao artigo 37, e considerou que a exceção de
cumulabilidade se estende ao recebimento de proventos de aposentadoria.

Assim, o recebimento de proventos de aposentadoria será cumulável


com o recebimento de remuneração por cargo público, desde que compatíveis
para cumulação.
Segundo o artigo 37 da Constituição, são cumuláveis:

- dois cargos de professor;


- um cargo de professor com outro técnico ou científico
- a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de
saúde, com profissões regulamentadas.

Além dos casos acima, o parágrafo 10 do artigo 37 da Constituição


Federal, estendeu a cumulatividade do recebimento de proventos de
aposentadoria com cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de
livre nomeação e exoneração.
Uma vez que o funcionário aposentou-se por tempo de contribuição,
exercendo o cargo de PROFESSOR SUPERIOR, ele poderá ser contratado pela
Prefeitura Municipal de Rondon do Pará para exercer:

- cargo de professor,
- cargo técnico
- cargo científico
- cargo em comissão

Vale aqui lembrar as características do cargo técnico e científico. Não se


tratando, ademais, de atividade meramente burocrática.
O cargo técnico é aquele onde o funcionário exerce atividade que
apresenta certa complexidade, exigindo, para seu desempenho, discernimento
técnico. Requer familiaridade com metodologia empregada para o exercício do
mister. Existem decisões do STJ considerando legal, como exemplo, a
cumulatividade de um cargo de professor com o de Gerente de Arquivo
Permanente – Arquivologista.

O cargo científico por sua vez requer “aprofundamento dos


conhecimentos específicos de forma sistematizada, a fim de enriquecer o
conhecimento humano." (STJ, ROMS nº 7570/PB, Rel. Ministro GILSON Dipp, DJ
de 22.11.1999, p. 163).

II – Regime Previdenciário

Uma vez que a Prefeitura do Município não possui sistema próprio de


previdência, o servidor deverá ser contratado pelo RGPS que é o mesmo do setor
privado, onde a contribuição será regida pela tabela do INSS, entre 7,65% e 11/5,
em média, dependendo da faixa salarial.

No regime do setor privado – RGPS a maior remuneração possível está


limitada a um teto de benefícios do INSS que atualmente é de R$ 1.869,34, o que
não ocorre no setor público – RPP onde, de acordo com a Constituição Federal, o
benefício é integral.

Como o servidor in casu, se aposentou por tempo de contribuição


passando a receber 70% de seu benefício, de conformidade com o artigo 53 da
Lei 8213/91, este poderá voltar a trabalhar para a prefeitura, respeitadas as
proibições quanto à cumulação de cargos, para completar o tempo requerido para
recebimento do benefício integral.

CONCLUSÃO

Acerca do exposto, CONCLUI-SE pela possibilidade/legalidade da


contratação funcionário público municipal aposentado, regido pelo Regime
Jurídico Único (estatutário) ou celetista (CLT) DESDE que o seja para exercer:

- cargo de professor,
- cargo técnico, exigindo para tal formação técnica,
- cargo científico,
- cargo em comissão de livre nomeação e exoneração pela Prefeitura
Municipal.
O regime previdenciário será o do RGPS uma vez que o Município não tem
regime de previdência próprio. A contribuição do servidor será regida pela faixa
salarial do cargo que for ocupar e poderá continuar a contribuir de forma a
completar o tempo requerido para recebimento do benefício integral, benefício
este que se submeterá ao teto de benefícios gerais do INSS.

É o parecer, salvo o melhor juízo.

ARTIGOS RELACIONADOS
Constituição Federal de 1988:
Art. 37 (...)

XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos


públicos, exceto, quando houver compatibilidade de
horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso
XI (Redação dada ao caput do inciso pela Emenda
Constitucional nº 19/98)
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada à alínea
pela Emenda Constitucional nº 19/98)
b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou
científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de
profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
(NR) (Redação dada à alínea pela Emenda Constitucional
nº 34, de 13.12.2001, DOU 14.12.2001)

XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e


funções e abrange autarquias, fundações, empresas
públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou
indiretamente, pelo poder público; (Redação dada ao
inciso pela

(...)

§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de


aposentadoria decorrentes do artigo 40 ou dos artigos 42 e
142 com a remuneração de cargo, emprego ou função
pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma
desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em
comissão declarados em lei de livre nomeação e
exoneração. (Parágrafo acrescentado pela Emenda
Constitucional nº 20/98, DOU 16.12.1998)

JURISPRUDÊNCIA VINCULADA

CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO


DE SEGURANÇA. ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS. PROFESSOR
APOSENTADO E AGENTE EDUCACIONAL. IMPOSSIBILIDADE. CARGO
TÉCNICO OU CIENTÍFICO.
2. O Superior Tribunal de Justiça tem entendido que cargo técnico ou
científico, para fins de acumulação com o de professor, nos termos do
art. 37, XVII, da Lei Fundamental, é aquele para cujo exercício sejam
exigidos conhecimentos técnicos específicos e habilitação legal, não
necessariamente de nível superior. 3. Hipótese em que a impetrante,
professora aposentada, pretende acumular seus proventos com a remuneração do
cargo de Agente Educacional
II – Interação com o Educando – do Quadro dos Servidores de Escola do Estado
do Rio Grande do Sul, para o qual não se exige conhecimento técnico ou
habilitação legal específica, mas tão-somente nível médio completo, nos termos
da Lei Estadual 11.672/2001. Suas atribuições são de inegável relevância, mas de
natureza eminentemente burocrática, relacionadas ao apoio à atividade
pedagógica. 4. Recurso ordinário improvido.

ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO – ACUMULAÇÃO DE CARGOS –


PROFESSOR – ARQUIVOLOGISTA – CARGO TÉCNICO – POSSIBILIDADE – I –
A Constituição Federal, em seu art. 37, XVI, estabeleceu o princípio da
inacumulabilidade de cargos públicos, cujas exceções são estritamente previstas
no texto constitucional. II – Possibilidade de se exercer cumulativamente o cargo
de Professor com o de Gerente de Arquivo Permanente – Arquivologista –
atividade que apresenta, sim, complexidade, exigindo, para seu desempenho,
discernimento técnico, Não se tratando, ademais, de atividade meramente
burocrática. Recurso provido. (STJ – ROMS . 12240 – DF – 5ª T. – Rel. Min. Felix
Fischer – DJU 08.04.2002) JCF.37 JCF.37.XVI
CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO – ACUMULAÇÃO DE CARGO DE
AGENTE DE PORTARIA EM ÓRGÃO DA ADMINISTRAÇÃO FEDERAL COM
CARGO DE PROFESSOR PRIMÁRIO ESTADUAL – IMPOSSIBILIDADE –
CARGO NÃO-TÉCNICO – VEDAÇÃO – ART 37, XVI, DA CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988 – 1. "A Carta Política de 1988 em seu artigo 37, XVI, "b"
estatui a possibilidade de acumulação de um cargo de professor com outro,
técnico ou científico. O primeiro requer familiaridade com a metodologia
empregada no exercício do mister, a fim de demonstrar conhecimento específico
em uma área artística ou do saber. O segundo requer aprofundamento dos
conhecimentos específicos de forma sistematizada, a fim de enriquecer o
conhecimento humano." (STJ, ROMS nº 7570/PB, Rel. Ministro GILSON Dipp, DJ
de 22.11.1999, p. 163). 2. O cargo de "agente de portaria" não tem natureza
técnica, com atividades meramente burocráticas, não exigindo nenhuma formação
específica para ser provido e não atendendo, portanto, à exceção disposta no
inciso XVI do art. 37 da Constituição Federal de 1988. 3. Apelação a que se nega
provimento. (TRF 1ª R. – AC 01000003136 – PA – 1ª T.Supl. – Rel. Juiz Conv.
Manoel José Ferreira Nunes – DJU 21.11.2002 – p. 60) JCF.37 JCF.37.XVI
JCF.37.XVI.B

ADMINISTRATIVO – CONSTITUCIONAL – MANDADO DE SEGURANÇA –


ACUMULAÇÃO REMUNERADA DE CARGOS PÚBLICOS – CAIXA EXECUTIVO
-ESCRITURÁRIA DO BRB COM O DE PROFESSORA – CARACTERIZAÇÃO DE
CARGO TÉCNICO – 1. Para que a acumulação de cargos públicos seja lícita,
além da compatibilidade de horário, necessário verificar se a situação detida pela
servidora se enquadra na hipótese excepcional prevista na alínea "b", do art. 37,
inciso XVI, da Constituição Federal. 2. Observando as atribuições inerentes do
cargo de caixa executivo, escriturária do BRB, não há como enquadrá-lo como de
natureza técnica, por não exigir conhecimentos científicos, doutrinários ou
tecnológicos específicos, impedindo sua acumulação com o de professora da
feDF. 3. Apelação improvida. Sentença mantida. (TJDF – APC 20010110114032 –
DF – 3ª T.Cív. – Rel. Des. Jeronymo de Souza – DJU 12.06.2002 – p. 189) JCF.37
JCF.37.XVI.B

ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO – ACUMULAÇÃO DE CARGOS –


PROFESSOR DA REDE PÚBLICA ESTADUAL E CARGO TÉCNICO – Nos termos
do artigo 37, inciso XVI, da Constituição Federal, alterado pela Emenda
Constitucional nº 19, configura-se como lícita a acumulação de um cargo técnico
com um cargo de professor, observada a compatibilidade de horários, e o disposto
no inciso XI do retrocitado artigo. (TJMG – AC 000.269.724-1/00 – 5ª C.Cív. – Relª
Desª Maria Elza – J. 24.10.2002) JCF.37 JCF.37.XVI

CARGO PÚBLICO – ACUMULAÇÃO – CARGO DE PROFESSOR E CARGO


TÉCNICO – POSSIBILIDADE – APLICAÇÃO DA NORMA DO ART. 37, INCISO
XVI, 'B', DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL – PROFESSOR DESIGNADO –
Faculdade da administração de renovar ou não o contrato, desde que respeitado o
prazo. Sentença parcialmente reformada, em reexame necessário, prejudicado o
recurso voluntário. (TJMG – AC 000.267.806-8/00 – 7ª C.Cív. – Rel. Des. Pinheiro
Lago – J. 05.08.2002) JCF.37 JCF.37.XVI.B

ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS – PROGRAMADOR DE


COMPUTADORES – ENQUADRAMENTO NA HIPÓTESE DE CARGO TÉCNICO
OU CIENTÍFICO – POSSIBILIDADE – A função de "programador de
computadores" não é de atribuição meramente administrativa, de cunho
predominantemente burocrático, já que para o seu desempenho exige-se
conhecimento científico específico que não pode ser exercido por qualquer pessoa
com conhecimentos à nível de 2º grau e que não tem o condão de habilitá-lo a tal
mister. Por isto, perfeitamente acumulável a outro cargo público, de professor,
conforme a exceção prevista na letra "b ", do inciso XVI, do art. 37 da CR. (TJMG
– AC 000.269.150-9/00 – 1ª C.Cív. – Rel. Des. Geraldo Augusto – J. 13.08.2002)
JCF.37 JCF.37.XVI.B

MANDADO DE SEGURANÇA – SERVIDOR PÚBLICO – CUMULAÇÃO DE


PROVENTOS E VENCIMENTOS – PROFESSORA ESTADUAL APOSENTADA
EM DOIS CARGOS DO MAGISTÉRIO – RETORNO À ATIVIDADE
POSTERIORMENTE À APOSENTADORIA, EM CARGO DO MAGISTÉRIO,
MEDIANTE CONCURSO PÚBLICO – DIREITO LÍQUIDO E CERTO
INEXISTENTE – ORDEM DENEGADA – 1. A jurisprudência é pacífica no sentido
de não ser possível a acumulação de proventos e vencimentos correspondentes a
três cargos. O máximo permitido são dois, nos casos definidos, em numerus
clausus, na Constituição da República. 2. As normas constitucionais têm
aplicabilidade imediata, não se podendo invocar contra elas a figura do direito
adquirido. (TJPR – Mand Seg 0116901-1 – (3807) – Curitiba – 1º G.C.Cív. – Rel.
Des. Antonio Prado Filho – DJPR 22.04.2002)

MANDADO DE SEGURANÇA – CARGO DE PROFESSOR – CUMULAÇÃO –


HORÁRIO – COMPATIBILIDADE – É possível a acumulação de dois cargos de
professor, desde que haja compatibilidade de horários. (TJRO – RN 02.002848-2 –
C.Esp. – Rel. Des. Rowilson Teixeira – J. 30.10.2002)

ADMINISTRATIVO – PROFESSOR – CUMULAÇÃO DE CARGOS –


COMPATIBILIDADE DE HORÁRIO – POSSIBILIDADE – A teor do mandamento
constitucional, é possível a cumulação de dois cargos de professor, uma vez
inexistente qualquer incompatibilidade de horários. (TJRO – RN 02.002707-9 –
C.Esp. – Rel. Des. Rowilson Teixeira – J. 30.10.2002)
ADMINISTRATIVO – CUMULAÇÃO DE APOSENTADORIAS E CARGO PÚBLICO
– NULIDADE – RECONHECIMENTO PELA ADMINISTRAÇÃO – SÚMULA 473-
STF – 1. A Constituição Federal autoriza a cumulação de apenas dois cargos de
professor, seja na ativa ou na inatividade, conforme já decidido pelo STF (RE nº
163.204/MG). 2. Na espécie, o recorrente, mesmo após aposentado por tempo de
serviço e por invalidez, em cargos de magistério de 1º e 2º graus, continuou
ocupando emprego público em fundação estadual que, posteriormente foi
transformado em cargo público (estatutário), no qual também se aposentou,
sendo-lhe, inclusive, assegurado opção pelas aposentadorias mais favoráveis. 3. A
Administração Pública Estadual, mais tarde, constatando a ilegalidade da
situação, corrigiu seus atos (súmula 473. STF) e, corretamente, determinou a volta
ao status quo ante, inexistindo, pois, qualquer direito líquido e certo à manutenção
da perplexa cumulação ou da imprópria opção. 4. Recurso ordinário improvido.
(STJ – ROMS 10645 – PR – 6ª T. – Rel. Min. Fernando Gonçalves – DJU
13.08.2001 – p. 00269)

PROFESSOR – ACUMULAÇÃO DE CARGOS – OPÇÃO – I – A Constituição


Federal no art. 37, § 10, veda a percepção simultânea de proventos de
aposentadoria decorrentes do art. 40, ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração
de cargo, emprego ou função pública. Ressalva, contudo, os casos de cargos cuja
acumulação é permitida, na forma da própria Constituição, além de cargos eletivos
e cargos em comissão de livre nomeação e exoneração. II – Detendo o agravado
dois cargos de professor e sendo, ainda, inativo de uma autarquia educacional,
impõe que faça opção por duas remunerações, renunciando a terceira. (TRF 2ª R.
– AI 97.02.13215-0 – 3ª T. – Rel. Juiz Fed. Conv. Luiz Antônio Soares – DJU
29.07.1999 – p. 90) JCF.37.10

CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO – SERVIDOR PÚBLICO – CIÊNCIA DO


ATO IMPUGNADO – VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE –
CUMULAÇÃO DE CARGOS – ART. 37, XVI DA CARTA MAGNA – Decisão
proferida em processo administrativo publicada em boletim de serviço de
circulação interna da instituição, fere o princípio da publicidade que deve nortear
todos os atos administrativos, não sendo válido para contagem de prazo
decadencial. A Constituição vede a acumulação remunerada de cargos públicos,
exceto para dois cargos de professor, um de professor e outro técnico ou científico
e dois de médico, desde que haja compatibilidade de carga horária. Apelação
provida. (TRF 5ª R. – AMS 00543899 – (05174932) – RN – 3ª T. – Rel. Juiz José
Maria Lucena – DJU 28.06.1996 – p. 44938) JCF.37 JCF.37.XVI

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assinatura