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Índice

Introdução........................................................................................................................................3

1.Principais correntes da natureza do conhecimento e respectivos representantes.........................4

2.Níveis de conhecimento................................................................................................................4

3.Importância, limites e perigos do conhecimento científico.........................................................4

4.Classificação das ciências segundo Augusto Comte....................................................................5

6.Conceito de lógica........................................................................................................................6

7.Relação entre Linguagem e comunicação....................................................................................6

8.Relação triática (linguagem, pensamente e discurso)...................................................................7

9. Dimensões e característica do discurso humano.........................................................................7

11.Os princípios da razão................................................................................................................7

12.Relação dos conceitos e termo....................................................................................................8

13.Classificação dos conceitos e termo...........................................................................................8

14.Convivência política entre os homens........................................................................................8

15.Diferentes teorias sobre a origem do estado...............................................................................8

16.Elementos do estado...................................................................................................................9

17.História e objectivos dos Direitos Humanos..............................................................................9

18.Classificação dos direitos humanos............................................................................................9

20.Filosofia Politica desde a Antiguidade, Idade Media,Idade moderna e Idade


Contemporanidade.........................................................................................................................10

Filosofia política na idade média...................................................................................................11

Filosofia Política na Idade Moderna..............................................................................................13

22.Estética......................................................................................................................................13

Diferença entre o sagrado e o profano...........................................................................................14

Conclusão......................................................................................................................................15

Bibliografia....................................................................................................................................16
Introdução

O presente trabalho da Cadeira de Introdução à Filosofia tem por objectivo a resoluçao de das
questões do módulo da unidade 13 à unidade 24 referente a natureza do conhecimento, níveis de
conhecimento, as dimensões do discurso humano, os principios da razão, a convivência política,
os direitos humanos a filosofia política na história, formas de conhecimentos, estética, expressão
artistica e experiência religiosa.

A metodologia usada para a realizaçao do trabalho foi a base de consulta bibliografias em vários
livros, pois, tratando-se de um trabalho de pesquisa e de carácter avaliativo obedece a seguinte
estrutura: o desenvolvimento, a conclusão e a respectiva bibliografia que justifica as obras por
onde foram consultadas as obras.

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1.Principais correntes da natureza do conhecimento e respectivos representantes
As principais correntes da natureza do conhecimento são: Realismo e Idealismo.

.Assim destacam-se os seguintes representantes: Russel e Samuel Alexander, que representam o


neo-realismo inglês; Jasper e Sartre, que são os filósofos existencialistas; Lukacs e Kosik são
pensadores marxistas, como, aliás, Sartre também.

O idealismo dogmático surge com George Berkeley (1685-1753) e Immanuel Kant formula o
idealismo transcendental.

2.Níveis de conhecimento
Podemos referir os seguintes níveis de conhecimento:

a) Senso comum ou popular: é o conhecimento do povo, que nasce da experiência do dia-a-dia:


por isso, é chamado também de “empírico”, ou “vulgar”, quer dizer, do povo (criança, lavrador
iletrado, dados encontrados na TV, nos jornais etc.). É ametódico e assistemático, mas é a base
do saber.
b) Científico: durante a Antigüidade e a Idade Média desenvolveu-se um saber racional, distinto
do mito e do saber comum: e era chamado de filosofia.
c) Filosófico: Enquanto as ciências estudam uma parte da realidade sensível, a filosofia questiona
todas as coisas, procurando saber sua essência (o que é?), sua origem (de onde vem?), seu
destino (para onde vai?), seu sentido (por quê?).
3.Importância, limites e perigos do conhecimento científico
O nascimento do “método científico” é, ao mesmo tempo, o início de um processo que,
juntamente com outros factores (políticos, sociais, culturais), foi definido como “época
moderna”, ou “modernidade”.

Nesse processo começa a emergir um novo tipo de humanidade, consciente da própria autonomia
e de sua própria força racional. No momento em que Descates cunha o famoso axioma “Penso,
logo existo”, a razão começa a celebrar o seu triunfo.

Limites

As limitações da ciência em responder aos problemas concretos do homem fez com que a
confiança autrora dada à ciência passasse a ser questionada. A classificação tripartida da história

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humana, proposta pelo positivismo errou por ter hipertrofiado o método das ciências
experimentais, desvalorizando todo o tipo de saber diferente do proposto pelo seu método.

Dilthey, o maior representante da nova corrente filosófica oposto ao positivismo, observa que o
método positivo das ciências experimentais satisfaz apenas às exigências do estudo dos
fenômenos naturais, sendo absolutamente inadequado para o estudo e a compreensão dos
fenômenos culturais ou espirituais.

Perigos

A civilização tecnológica separa o homem da natureza e obriga a viver em um ambiente


totalmente artificial, e não inadequado, tirânico e psicologicamente aterrador.

O homem tecnopolitano se caracteriza por uma crença quase cega com referência ao poder das
ciências e da técnica. Como estas são dinâmicas e não estáticas, o homem de hoje valoriza, e às
vezes de maneira ingênua e irracional, as mudanças e o progresso.

Outro ponto em que o avanço da ciência tecnológica mingua refere-se à substituição de mão de
obra humana pelas máquinas. O trabalho realizado pelas máquinas tende a ser mais perfeito do
que o feito pelas mãos humanas. As conseqüências disto são desastrosas. Por exemplo: um
computador leva ao desemprego milhares e milhares de homens, desgraçando assim muitas
famílias.

4.Classificação das ciências segundo Augusto Comte.


Augusto Comte considera a existência de seis ciências fundamentais: a matemática, a
astronomia, a física, a química, a biologia e a física social - a hierarquia que se estabelece
naturalmente entre elas, baseia-se em critérios históricos, lógicos e pedagógicos.

5.Epistemologia contemporânea

Círculo de Viena

O círculo de Viena foi um grupo de cientistas que marcou a filosofia da ciência. Foi formado na
década de 1920 por cientistas de diversas áreas, tais como, o físico alemão Moritz Schlick (1882-
1936), os matemáticos alemães Hans Hahn e Rudolf Carnap (1891-1970), o sociólogo e
economista austríaco Otto Neurath (1882-1945).

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Karl Popper

Karl Popper (1902-1994), físico, matemático e filósofo da ciência britânica, criticou o critério da
verificabilidade e propôs como única possibilidade para o saber científico o critério de não-
refutabilidade ou da falseabilidade.

Gaston Bachelard

Gaston Bachelard (1884-1962), destacou a importância do estudo da história da ciência como


instrumento de análise da própria racionalidade. Nessa pesquisa, a actividade científica passa a
fazer parte de um processo histórico mais amplo e que possui um carácter social.

Thomas Kuhn

Thomas Kuhn (1922-1996), físico, historiador e filósofo da ciência norte-americano,


desenvolveu sua teoria acerca da história da ciência entendendo-a não como um processo linear e
evolutivo, mas como uma sucessão de paradigmas (modelos) que se confrontam entre si.

6.Conceito de lógica
Etimologicamente lógica vem do grego logos, que significa “palavra”, “expressão”,
“pensamento”, “conceito”, “discurso”, “razão”.

Logo a lógica é a ciência que ensina o homem a raciocinar correctamente. Ela trata dos
argumentos, isto é, das conclusões a que chegamos através da apresentação das evidências que a
sustentam. O seu fundador é Aristóteles, com a sua obra chamada organon.

7.Relação entre Linguagem e comunicação


A relação existente entre a linguagem e a comunicação é jma relação de interdependência fónica
pois, a linguagem é um sistema de signos artificiais e convencionais destinados à comunicação.
Pode-se dizer com justa razão que a linguagem é o instrumento ideal da intencionalidade
essencial do homem. A linguagem usa-se frequentemente em oposição a língua para distinguir a
função de se exprimir, em geral com a palavra, dos vários sistemas lingüísticos fixos em uma
sociedade (as línguas). Enquanto comunicação é qualquer situação de interacção entre os seres
humanos, evocando imediatamente a simples conversação, o diálogo, a discussão, o debate, os
enunciados discursivos nas diversas situações diárias.

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8.Relação triática (linguagem, pensamente e discurso)
A relação triática da linguagem, pensamento e o discurso verifica-se que o pensamento ‘e a
onsciência ou inteligência saindo de si para ir colhendo reunido recolhendo os dados fornecidos
pela experiencia, pela imaginação, pela memória, pela linguagem, há uma extreita ligação com a
lógica considerada a ciência reflexiva do discurso. Por isso usam o termo logo que foi traduzido
por discurso, razão e ainda linguagem.

9. Dimensões e característica do discurso humano


O discurso humano é pluridimensional isto é, é constituído por diversas dimensões. De entre elas
destacam-se as seguintes dimensões: sintáctica, semântica e pragmática.

Dimensão sintáctica: pode se definir a sintaxe como “conjunto dos meios que nos permite
organizar os enunciados, afectar a cada palavra uma função de marcar as relações que se
estabelecem as palavras. A ordem das palavras é um dos traços característicos de qualquer sitaxe.
”(Yagello, Marina, Alice no país da linguagem; Estampa Lisboa: 1990)

Dimensão semântica: é a ciência que se dedica o estudo das significações, (Michel Bréal).

Dimensão pragmática: é o estudo do uso das proposições, mais também pode-se definir o estudo
da linguagem, procurando ter em conta a adaptação de expressões simbólicas aos contextos
referencial de acção social e interpessoal.

10.Os novos domínio da lógica são: informática, cibernética, inteligência e artificial.

11.Os princípios da razão


Os princípios da razão são: Princípio de identidade; Princípio de Não – Contradição; Princípio do
Terceiro excluído e Princípio de Razão Suficiente.

12.Relação dos conceitos e termo


A relação entre o conceito e termo é a seguinte: o conceito é a representação intelectual de um
objecto enquanto o termo é a expressão externa verbal de um conceito ou nada.

13.Classificação dos conceitos e termo.


Quando a compreensão os conceitos podem ser simples aquelas que são divisiveis, exemplo:
homem, animal, planta.

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 Concretas que são aplicáveis a sujeito ou objecto. Exemplo: gato, cão, planta.
 Abstracto.
 Quanto a extensão podem ser: universal, particular.

14.Convivência política entre os homens


Conceito de política

Pode-se definir a política como sendo o conjunto das acções levadas a afeito por um grupo de
indivíduos, grupos e governantes com vista a resolver os problemas com que se depara uma
colectividade humana. Estas são orientadas por imperativos como: o bem comum, a ordem
pública, a justiça, a harmonia e o equilíbrio social.

A atitude crítica da filosofia perturba em alguns casos a ordem política, ou seja, os filósofos
chama para si o patrono da racionalidade. Por isso, Platão em sua obra A República, não é alheio
a idëia de que a racionalidade política consiste no rei tornar-se filósofo ou vice-versa. E Lévy,
acrescenta que o “filósofo fala e por isso mesmo perturba a ordem do mundo, incluindo o próprio
mundo da política”. E ainda “quem quiser saber para onde nos encaminhamos deverá prestar
atenção, não aos políticos, mas aos filósofos: aquilo que os filósofos anunciam hoje será a crença
do amanhã”.

15.Diferentes teorias sobre a origem do estado


Teoria Monástica: também chamada de estatismo jurídico, defende que o Estado e o Direito
confundem-se em uma só realidade. Para os monistas só existe o direito estatal, pois não
admitem eles a idéia de qualquer regra jurídica fora do Estado. O Estado é a fonte única do
Direito, porque quem dá vida ao Direito é o Estado através da “força caótica” de que só ele
dispõe. Regra jurídica sem coação, é uma contradição em si, diz Ihering. Logo, como só existe o
Direito emanado do Estado, ambos se confundem em uma só realidade.

Teoria Dualística ou pluralista: sustenta que o Estado e o Direito são duas realidades distintas,
independentes e inconfundíveis.

Teoria do Paralelismo: o Estado e o Direito são realidades distintas, porém necessariamente


interdependentes. Esta teoria procura solucionar a antítese monismo-pluralismo, adoptando

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assim a concepção racional da graduação da positividade jurídica, defendida por Gorgio Del
Vecchio.

16.Elementos do estado
Os elementos do estado são: Governo, Constituição e Soberania.

17.História e objectivos dos Direitos Humanos


A Declaração Universal dos direitos do Homem data a 10 de Dezembro de 1948. Só então, o ser
humano viu reconhecidos os seus direitos inalienáveis e seu reconhecimento universal pelas
nações unidas representadas na ONU.

O objectivo dos direitos humanos é a necessidade de protecção do indivíduo face à acção do


Estado e do seu poder discricionário, isto é, foi um meio de garantir a sua segurança face aos
frequentes abusos do poder por parte do Estado.

18.Classificação dos direitos humanos


As Declarações dos direitos Humanos estão divididos em duas partes:

Direitos políticos ou direitos de cidadania: referem-se à definição da qualidade de cidadão


nacional e suas prerrogativas, aquisição e perda de nacionalidade, formação do corpo eleitoral,
capacidade eleitoral activa e passiva, acesso aos cargos públicos, etc. Estes direitos, variam no
espaço e no tempo, segundo a ordem política e jurídica de cada Estado.

Direitos fundamentais propriamente ditos: referem-se aos atributos naturais da pessoa humana,
invariáveis no espaço e no tempo, segundo a ordem natural estabelecida pelo Criador do mundo
e, partindo-se do princípio de que todos os homens nascem livres e iguais em direitos.
Entendem-se à todos os homens, sem distinção de nacionalidade, raça, sexo, ideologia, crenças,
condições econômicas ou quaisquer outras discriminações. São os direitos concernentes à vida, à
liberdade, à segurança individual, à propriedade.

19.Os três poderes segundo Charles Montesquieu são: Executivo, legislativo e judiciário.

20.Filosofia Politica desde a Antiguidade, Idade Media,Idade moderna e Idade


Contemporanidade.
Platão (428-347 a.C)

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A Filosofia Política não aceita pacificamente o estudo ou a politica ou dados absolutos ou
inquestionáveis: critica, interpreta, pensa e compreende essas realidades. A filosofia politica é
um exercício da liberdade.

A origem do estado em Platão é convencional, ou seja, como o homem não é capaz de satisfazer
à todas as necessidades para a sua sobrevivência, precisa do outro para se abster. Por isso,
ninguém pode ocupar ao mesmo tempo diferentes profissões. Daí a necessidade de cada um
associar-se aos outros, cada um com tarefas sociais específicas.

Segundo Platão, a politica deve ter a filosofia como seu instrumento e fonte de inspiração pois a
filosofia é a via segura de acesso aos valores de justiça e de bem.

Platão distingue três classes sociais:

 A classe dos trabalhadores: predomina nesta classe a virtude da temperança, o domínio e a


disciplina dos prazeres e desejos, capacidade de se submeter a classes imediatamente superiores.

 A Classe dos guardas: predomina nesta classe o domínio da força da lama, composta por
homens que à semelhança dos cães de raça, dotados de mansidão e ferocidade, têm como virtude
a força e a coragem. Deve impedir que a classe baixa produza mais riquezas e garantir que esta
tenha uma vida mínima e decente.

 A classe dos Governantes: os integrantes desta classe devem ter amor pela pátria em relação a
todas as restantes classes; devem conhecer e contemplar o bem. Predomina a alma racional e a
sua virtude é a sabedoria.

Aristóteles (384-322 a.C)

Aristóteles é mais “amigo da verdade que do mestre”. Foi discípulo de Platão, mas em muitos
pontos contesta as doutrinas de seu mestre. Sobre a origem do Estado, é contrário a ideia de
Platão segundo a qual a origem do Estado é convencional.

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Em Aristóteles, o Estado é natural e o homem é, por natureza um animal político, pois é
caracterizado pela sua integração numa pólis (cidade), que resulta de uma civilização da espécie
humana, tais como: família, tribo, aldeia e cidade.

Há três espécies de constituição:

 Monarquia: governo de um só homem;

 Aristocracia: governo de uma classe restrita;

 Democracia: governo de muitos homens.

A democracia, para Aristóteles é uma demagogia, pois o principal erro está no facto de
considerar que, como todos são iguais na liberdade, todos podem e devem ser iguais em tudo o
resto.

Filosofia política na idade média

Santo Agostinho (354-430)

Santo Agostinho fez uma apresentação do modelo em duas cidades: a Cidade de Deus e a Cidade
dos Homens. Para os pensadores medievais, a esfera política se integrava num horizonte muito
vasto e profundo do que no pensamento grego. Aqui transcende-se o hábito natural, isto é, a
compreensão da política como uma necessidade tendente aos bens materiais e aos valores do
homem para o bem do corpo e da alma.

Santo Agostinho defende a necessidade da existência da autoridade política do Estado, de forma


que se possa manter a paz, a justiça e a segurança social.

A Cidade de Deus

É a cidade fundada no amor de Deus, prefigurando a Cidade Celeste. Nesta cidade, apela-se à
uma vocação sobrenatural e traduz-se na introdução de valores cristãos na sociedade, que
implicam um bom uso da liberdade. Os cidadão vivem em conformidade com os mandamentos
da lei de Deus, e por essa via se alcança o amor perfeito, a paz profunda, a justiça plena, a

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liberdade e a realização pessoal. O cidadão da cidade divina é um peregrino que marcha para a
salvação eterna; é um conhecedor da história, desde o seu princípio, que é a criação, e o fim, que
é a ressurreição.

A Cidade Terrena

É uma cidade pagã que se fundamenta no amor à si próprio e no desprezo de Deus. Não se
propõe um ideal de civilização que tem como fim assegurar a felicidade do homem; é o reino de
satanás, caracterizado por pessoas que vivem num estado de conflitos, injustiças e guerras.
Resume-se no amor à si mesmo, levado ao desprezo de Deus; procura a glória dos Homens; o
cidadão da cidade terrena julga-se dominador e está condenado à eterna danação.

Santo Tomás de Aquino

A filosofia de Santo Tomás de Aquino (1225-1274) tem como fonte de inspiração o


aristotelismo. Por isso, Tomas de Aquino defende que o Homem é por natureza um ser social
político e pode viver e resolver todos os problemas em coordenação com os outros membros da
sociedade.

Para Tomás de Aquino, governar é o mesmo que conduzir uma coisa ao fim devido, de maneira
conveniênte; e o fim do Estado consiste em conduzir os Cidadãos para uma vida feliz e virtuosa,
assegurando a paz, a justiça, a felicidade, que é a função de quem governa e, os princípios são os
primeiros a estar sujeitos à prática e a salvaguardar os direitos da paz e segurança.

Filosofia Política na Idade Moderna

“A Idade Moderna começa com o fim da Idade Média. Esta mudança reflecte-se em todos os
sectores dos saberes humanos, como: a política, a religião, a filosofia, ciência, a arte, a moral e a
toda a cultura em geral. Na Idade Média a vida do espírito é orientada para o mundo sobrenatural.
[…] Ela tem o poder de atar e desatar; a ela compete formar as almas e ordenar toda a esfera da
actividade humana, individual e social”. (Chambisse, 2006, P.92)

Ainda, na mesma linha de abordagem, Chambisse, 2006, p.92) refere que

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“O mundo moderno tem o seu início no século XV e não há um facto histórico concreto que
assinala a modernidade. Mas os historiadores apresentam várias hipóteses, entre eles a queda do
Império Romano do Oriente em 1453; outros indicam a chegada de Cristôvão Colombo às
Américas em 1492; outros apontam para o movimento da Reforma Protestante como
acontecimento que, pelo seu impacto e significado, marca a passagem da Idade Média para a Idade
Moderna, quando Martinho Lutero fixou as 95 teses na porta da paróquia de Wittenberg na
Alemanha, exigindo umas reforma na Igreja Católica, em 1517”.

A modernidade caracteriza-se pelo oposto: não mais teocentrismo, nem autoritarismo


eclesiástico, mas autonomia do mundo da cultura em relação a todo o fim transcendente; livre
explicação da actividade que a constitui; supremacia da razão na procura da verdade.

21.As duas formas de conhecimento são: conhecimento do senso comum e conhecimento


científico.

22.Estética

“A estética designa simultaneamente: a capacidade humana de captação do que nos rodeia


através dos órgãos dos sentidos; o sentimento de agrado ou de desagrado que acompanha as
nossas percepções” (ALVES, 1997: 131).

As modalidades da experiência estética experiência estética de natureza; experiência estética da


criação artística e experiência estética da obra da arte

23.As três posições perante a expressão de arte são: Como criador, Como espectador e Como
critico.

24. Religião, segundo Cicero (106-43 a.C), é o respeito que o indivíduo sente, no mais profundo
de si, perante qualquer ser que disso seja digno, em particular o divino ou o sagrado. Este
respeito manifesta-se no cuidado que se coloca a quando da participação nos ritos e outros gestos
tradicionais da sociedade.

Diferença entre o sagrado e o profano


O sagrado é a experiência da presença de uma potência ou de uma força sobrenatural que habita
algum ser: planta, animal, humano, coisas, ventos, águas, fogo. Essa potência é tanto um poder
que pertence definitivamente a um determinado ser quanto algo que ele pode possuir e perder,

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não ter e adquirir. O sagrado é experiência simbólica da diferença entre os seres, da
superioridade de alguns sobre os outros, do poderio de alguns sobre os outros: superioridade e
poder sentidos como espantosos, misteriosos, desejados e temidos (CHaui, 2003, p.252-253).

Conclusão

Após uma leitura minuciosa em varios livros durante a realizaçao do trabalho conclui-se que o
realismo é a posição filosófica que afirma a existência objectiva ou em si da realidade externa
como uma realidade racional em si e por si mesma e, portanto, que afirma a existência da razão
objetiva. O mesmo apresenta duas formas como realismo ingênuo, realismo natural. Conclui-se
também que existem varios tipos de conhecimentos como conhecimento filosoficos que se
baseia, senso comum É o conhecimento adquirido através das experiências. Normalmente é
obtido ao acaso, após inúmeras tentativas, a partir de acções não planeadas. É também
denominado ordinário, vulgar ou empírico. Conhecimento filosófico fruto da reflexão e razão
humana. Conhecimento teológico refere-se o conhecimento que é adquirido a partir da fé
religiosa, é fruto da revelação da divindade, ou seja, o objectivo é detectar um princípio e um fim
único no que se refere a génese essencial e existencial do cosmo.

Ainda de salientar que o panoroma filosófico vem desde a Antiguidade até ao nos nossos dias,
pois cada filosofo defendia consoante o seu modo de entender.

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Bibliografia

AFONSO, Emília e BALOI, Mário Suarte. Métodos de Estudo e de Investigação Científica. UP-
Moçambique. 2014.

ARTUR, Sérgio Daniel. Módulo de Metodologia de Investigação Cientifica I, Tronco Comum.


Centro de Ensino à Distância – Universidade Católica de Moçambique, 2011.

CHAMBISSE, Ernesto, et all. A emergência do Filosofar. 11ª/ 12ª classe, 1ª edição São Paulo,
2003.

DIAS, Rui dos Anjos. Filosofia 6º Ano. Coimbra, 1972.

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