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1) Qual autor, dentre aqueles apresentados na aula “O Papel do Gerente” tem seu

pensamento sobre o gerente retratado neste filme? Por quê?

Dentre os autores apresentados na aula sobre “O papel do Gerente”, o autor que tem seu
pensamento retratado no filme “Tempos Modernos”, é Henry Fayol, porque a principal
característica de seus ensinamentos, segundo a Teoria Clássica, era o enfoque
prescritivo e normativo no qual o Administrador adotaria procedimentos já pré-
estabelecidos para diversas situações.

Entre os princípios defendidos por Fayol, alguns foram destacados de forma mais
evidente no filme como, por exemplo, o sistema de gestão de Comando Único, no qual
o empregado deveria receber ordens de apenas um superior, evitando contra-ordens, o
Princípio da Divisão do Trabalho, baseado na especialização das tarefas e das pessoas,
de forma a aumentar a eficiência na produção, visando crescimento da produtividade,
podemos citar ainda, o Princípio da Autoridade e Responsabilidade, onde os superiores
hierárquicos tinham o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência bem como
prestar contas de seus atos, e ainda, o Princípio da Disciplina, no qual os funcionários
eram submetidos e deviam respeito às normas de conduta e de trabalho.

2) Escolha 3 (três) cenas do filme que representem cada uma das Escolas Clássicas
(Escola do Processo, Escola da Burocracia e Escola da Administração Científica).
Descreva a cena, indique qual escola ela representa e comente, com base na teoria
de cada Escola, o porquê de sua escolha.

Escola do Processo: Cena na qual é apresentada ao presidente da empresa uma auto-


alimentadora para os funcionários e em seguida é feito o teste, a auto-alimentadora é
apresentada por um disco, um apresentador mecânico, que descreve todas suas funções
enquanto demonstradores acompanham, no horário de almoço é escolhido então um
operário que se submete aos testes da auto-alimentadora que são um fracasso, falham
bastante e praticamente esmagam , sufocam e desfalecem o operário. A intenção da
máquina auto-alimentadora era aumentar a produção e reduzir custos, fazendo com que
os operários parassem menos tempo durante as refeições e voltassem ao trabalho mais
rápido para produzirem mais. O presidente da empresa então após presenciar os testes,
tão somente se preocupou com a funcionalidade da máquina e disse que não era prática,
sequer se importou com o estado em que havia ficado o operário e muito menos se ele
precisava de algum auxílio.

Essa cena foi escolhida, pois, retrata muito bem a Teoria do Processo, que apesar de ser
eclética, coloca grande ênfase nos objetivos e nos resultados e segundo seus princípios,
é em função desses objetivos, da praticidade e de resultados concretos e tangíveis que
organização deve ser dimensionada, estruturada e orientada.
Escola da Burocracia: Com base nos conceitos estudados a cena escolhida foi a que o
operário interpretado por Charles Chaplin, atrasa seu processo produtivo fazendo com
que o operário ao seu lado pare o que está fazendo. O supervisor para com a esteira e
vai chamar a atenção do operário. Esse erro se repete quando ele surta, então aparecem
o supervisor e o gerente e o mandam embora pelo seu erro.

Com base na teoria da escola citada, podemos observar uma das disfunções citadas na
teoria da burocracia que é o Mecanicismo, que acaba sendo citado como um dos
modelos de organização. Neste modelo as tarefas são detalhadas e precisas, cada
funcionário executa apenas o que compete a sua função, apenas a alta administração
possui um controle das tarefas que estão sendo executadas por cada um dentro do
processo produtivo.

A escolha sobre esta cena reflete bem como a função do gerente ocorria na época em
que se passa o filme, além disso, o tipo mecanicista reflete bem o conceito de burocracia
defendido por Max Webber, que traz o modelo de burocracia legal-racional.

Escola da Administração Científica - A cena que representa a Escola da


Administração Científica é a da produção na fábrica, onde cada operário têm uma
função específica dentro da organização e foram treinados para exercê-la – princípio do
planejamento. Suas atividades são observadas de perto pelos supervisores, que
verificam se as funções estabelecidas estão sendo cumpridas de maneira eficaz seguindo
o Princípio do Controle. A cena também ressalta o princípio da execução, onde a
empresa repassa responsabilidades, como mostrado o proprietário da empresa indica um
subordinado para acompanhar a execução do fluxo de trabalho na esteira de produção.

3) O filme continua atual? O que mudou na concepção do texto “Como se tornar


um líder no século XXI”?

O filme “Tempos Modernos” já está fora do contexto atual no que diz respeito aos
modelos de gestão, apesar de muitos ainda se basearem em diversos dos princípios de
Fayol para gerirem suas empresas, cada vez mais as organizações de sucesso vêem
adotando novas práticas que vão à contramão desses preceitos. Indiscutivelmente tais
ensinamentos foram de fundamental importância para se chegar ao modelo de gestão
contemporâneo, mas suas teorias já foram em muito ultrapassadas pelo novo modelo,
que hoje tem seu principal foco no capital humano e valoriza a capacidade de inovação,
comunicação e a interação das pessoas dentro e fora do ambiente de trabalho.

Segundo a Teoria Clássica, retratada no filme, somente a organização formal da


empresa, seria suficiente para conferir-lhe a máxima eficiência possível, não foi
respeitada a vital necessidade de desenvolver seu aspecto psicológico e igualitário.

Os modelos de gestão estão sendo postos à prova constantemente, pelo atual mercado
cada vez mais competitivo, pelo constante avanço tecnológico, por clientes que se
tornam, por ocasião, mais exigentes e etc. Ao contrário da Teoria Clássica que defendia
praticamente uma receita de bolo para gerir as empresas, atualmente, vem se buscando
mais que profissionais técnicos para assumir cargos de liderança, buscam-se líderes
capazes de lidar com problemas complexos e com notáveis habilidades de comunicação.
Segundo o texto “Como se tornar um líder no século XXI”, antes o que contava para ser
um bom gestor, era basicamente sua capacidade de gerir custos com foco principal na
área da produção, hoje, no entanto, houve uma mudança de paradigma que passou a
centrar sua economia no cliente, trazendo para o mercado o conceito de valor intangível
onde se canaliza a inteligência dos colabores e se busca a necessidade dos clientes.

Nesse contexto onde se valoriza o capital humanístico do profissional, o papel dos


profissionais de Recursos Humanos se torna cada vez mais importante, ao passo que se
faz necessário implementar novas técnicas de recrutamento, seleção e treinamento para
captar e formar líderes visionários, que possuam mais que habilidades técnicas, mas que
sobretudo tenham competências relacionadas à inteligência emocional, pois hoje já se
questiona muito os líderes dos tipos carismáticos e coercitivos.

Outra considerável diferença da Teoria Clássica para os tempos atuais, é que a


abordagem da Teoria Clássica era de um Sistema Fechado, no qual a empresa acreditava
deter o poder de controle e manipulação sobre todas as variáveis nas quais estava
inserida, desprezando a influência do meio ambiente. Tal pensamento hoje é
inconcebível, pois, o constante avanço gerado pela globalização moldou um novo
comportamento do mercado onde tudo esta interligado de forma rápida e constante,
exigindo profissionais estrategistas e altamente qualificados, sempre atento às
informações, relacionamentos sociais e capazes de lidar com as crescentes incertezas do
mercado.