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Introdução à LIBRAS e Identidade Surda

O documento discute a história da língua brasileira de sinais (Libras) e da comunidade surda no Brasil. Ele descreve que a Libras teve suas primeiras pesquisas na década de 1950 por William Stokoe e foi reconhecida como língua linguística na década de 1990. Também discute a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos no Brasil em 1856 e marcos históricos importantes para a comunidade surda.

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Ismael Galvão
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Introdução à LIBRAS e Identidade Surda

O documento discute a história da língua brasileira de sinais (Libras) e da comunidade surda no Brasil. Ele descreve que a Libras teve suas primeiras pesquisas na década de 1950 por William Stokoe e foi reconhecida como língua linguística na década de 1990. Também discute a criação do Instituto Nacional de Educação de Surdos no Brasil em 1856 e marcos históricos importantes para a comunidade surda.

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Aula 01 WILLIAM STOKOE ( 1955 – 1970 ): Fez as primeiras pesquisas

voltadas a gramática de uma língua de sinais, a Língua Americana


de Sinais.
TERMINOLOGIAS “O avanço nas pesquisas linguísticas acerca dessa língua
trouxe como consequência o seu reconhecimento
Surdo oralizado e/ou surdo usuário da língua portuguesa oral: linguístico e atualmente tem status linguístico, ou seja, já
é reconhecida como língua. A língua de sinais é a língua
- Perda auditiva - Aparelhos ou implantes natural dos surdos, mas para entender esta língua com
- Leitura labial - Comunicação oral suas características e peculiaridades faz-se necessário
entender o conceito da língua e sua importância na
Comunicação visual: o termo correto usado pela comunidade surda e comunicação” – Soares, 1999.
que também deve ser utilizado pela sociedade em geral é surdo.
INES: INSTITUTO NACIONAL DE EDUCAÇÃO DE
“O surdo percebe o mundo de forma diferenciada dos ouvintes, através SURDOS
de uma experiência visual e faz uso de uma linguagem específica. Para
isso, utiliza a língua de sinais. Esta língua é, antes de tudo, a imagem do Primeira instituição de educação para surdos, levando a
pensamento dos surdos e faz parte da experiência vivida da comunidade educação infantil até o ensino médio. Foi criada, em
surda. Como artefato cultural, a língua de sinais também é submetida a parceria, com Ernest Huet, Dom Pedro II, tendo início no
significação social a partir de critérios valorizados, sendo aprovada dia 01 de janeiro de 1856 com uma proposta de ensino
como sistema de linguagem rica e independente” – Quadros, 2006. voltada para surdos.

O QUE É LIBRAS ? POR QUE LIBRAS É UMA LÍNGUA ?  1957: Mudança de terminologia mudo para
educação
Língua Natural: A libra, para os surdos seria a L1, logo seguido da L2,  1993: Regulamentação da Libras em âmbito federal
sendo a língua portuguesa. Já para os ouvintes, a L1 se torna a língua  2002: Aprovação da LEI 10.436
portuguesa, enquanto a L2 pode ser um inglês, espanhol, entre outras.
Sobre o surgimento da Libras, Menezes afirma que “ O
Siglas: LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais Brasil ainda era uma colônia portuguesa governada pelo
imperador Pedro II quando a língua de sinais para surdos
Estrutura Gramatical: Níveis Linguísticos, como fonologia, morfologia, aportou no país, mais precisamente no Rio de Janeiro. Em
sintaxe, semântica, entre outros. 1856, o conde francês Ernest Huet desembarcou na
capital fluminense com o alfabeto manual francês e
“Esta forma de linguagem é rica, completa e coexiste com as línguas alguns sinais. O material trazido pelo conde, que era
orais, mas é independente e possui estrutura gramatical própria e surdo, deu origem à Língua Brasileira de sinais.
complexa, com regras fonológicas, morfológicas, semânticas, sintáticas
e pragmáticas. É lógica e serve para atingir todos os objetivos de forma A LÍNGUA DE SINAIS NO MUNDO E O GESTUNO
rápida e eficiente na exposição de necessidades, sentimentos, desejos,
servindo plenamente para alimentar os processos mentais” – Quadros,  No Brasil: Língua Brasileira de Sinais ( LIBRAS )
2006.  Na França: Langue de Signes Française ( LSF )
 Na Espanha: Lengua de Signos Española ( LSE )
MARCOS HISTÓRICOS
 Em Portugal: Língua Gestual Portuguesa ( LGP )
 Nos Estados Unidos: American Sign Language
Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos
( ASL )
 Entre outros
FENEIDA ( 1977 – 1987 ): Primeira federação para que houvesse a
defesa e o incentivo da educação de surdos, era voltada para todas as
GESTUNO: linguagem auxiliar internacional, muitas
idades. Se transformou em FENEIS ( 1987 ), onde ali foi reafirmado
vezes usada pelos surdos em conferências internacionais,
todas as propostas para a educação da população surda no Rio de
ou informalmente, quando viajam. Não é considerada
Janeiro. Foi então, esse processo de institucionalização houve muito
uma língua, já que não possui uma gramática. Utilizam-se
investimento para que abrisse várias filiais em todos os Estados
os sinais com a gramática de qualquer uma das línguas de
brasileiros, para saber como os surdos viviam.
sinais existentes.
 LEI 10.436/2002: Oficializa a LIBRA em todo o território brasileiro,
fazendo com que seja direito a educação para surdos na sua língua.
 DECRETO 5626/2005: Coloca uma proposta de acessibilidade para
Aula 02
pessoas surdas, onde é necessário legendas nas televisões,
COMO COMUNICAR-SE CORRETAMENTE COM OS
interpretes de libras nas escolas, como uma obrigatoriedade.
SURDOS ?
 PIERRE DESLOGES ( 1779 ): A primeira pessoa, naquela época,
acreditou na comunicação dada através de uma língua sinalizada
 Fale de frente
 CHARLES – MICHEL DE L’ÉPÉE ( XVIII ): Fez inúmeras
 Não olhe para o outro lado ao conversar
pesquisas, escreveu livros, mostrando a capacidade da pessoa surda.
 Use leitura labial
 Esteja em um ambiente claro e com boa visibilidade
 Não é preciso gritar
 Use mudanças de tons ou emoções COMUNIDADE SURDA
 Seja expressivo para demonstrar seus sentimentos
 Integrantes da comunidade surda:
Caso não compreenda peça para repetir/escrever
 Chame a atenção da pessoa tocando em seu braço
 Não adianta chamar de longe Surdos
Ouvintes
AS IDENTIDADES SURDAS Intérpretes

Critério Clínico: Comunidades surdas pluralizadas:

SURDEZ LEVE Consegue identificar palavras e tem


uma compreensão da fala
SURDEZ MODERADA Esse processo da comunicação é
mais delicada, como não saber se a Conceitos de acordo com Strobel:
palavra é dita com F ou V
SURDEZ SEVERA Consegue observar alguns barulhos,  Povo Surdo
como avião, objeto cai, mas não  Comunidade Surda
possui lembrança / conhecimento da
fala humana
CULTURA SURDA
SURDEZ PROFUNDA Ouve sons mais altos e que causem
vibrações corporais
Diversas pesquisas mostram que a comunidade surda
Critério Linguístico: apresenta uma cultura, desde criança, onde observam o
processo de aprendizagem, como esse indivíduo
SURDOS QUE Indivíduos que ensurdeceram, conseguiu aprender. Outrossim, outras pesquisas falam
ORALIZAM oralizam e que continuam fazendo o sobre a questão as experiências visuais, já que a audição
treinamento da fala com um não traz informação alguma, fazendo parte da cultura
profissional. surda.
SURDOS QUE Indivíduos que nascem surdos, os
SINALIZAM surdos puros. Ainda sim tem a O BILINGUISMO E A EDUCAÇÃO DE SURDOS
capacidade de oralizar.
SURDOS BILÍNGUES Aprendem a modalidade oral e as  Língua Materna
línguas de sinais.  Língua Sinalizada ( L1 )
 Línguas Oficiais ( L2 )
Tipos de identidades surdas:
Proposta Bilíngue: “A educação bilíngue de surdos
POLÍTICA Se aceita com surdo, que defende envolve a criação de ambientes linguísticos para a
seus direitos e cultura, faz trabalhos aquisição de Libras como primeira língua ( L1 ) por
voluntários, participa de crianças surdas e aquisição do português como segunda
movimentos língua ( L2 ). O objetivo é garantir a aquisição e a
HÍBRIDA Nasce ouvinte, tem conhecimento da aprendizagem das línguas envolvidas como condição
língua oral e escrita, e com o passar necessária à educação do surdo, construindo sua
do tempo, passa a ser surdo. Quando identidade linguística e cultural em Libras e concluir a
encontra uma comunidade surda,
educação básica em situação de igualdade com as crianças
convive nos dois ambientes
ouvintes e falantes do português” ( Brasil, 2014, p.6. )
FLUTUANTE Sujeito surdo que não quer se
comunicar na língua de sinais,
convive mais na comunidade Com quantos anos uma criança surda deve começar a
ouvinte. aprender a língua sinalizada ?
EMBAÇADA Não tem conhecimento de língua de
sinais, nem mesmo de língua  0 – 3 ANOS: Se apropriam dos gestos como língua
portuguesa e vive em um ambiente principal
deslocado.
TRANSIÇÃO Sujeito nasce surdo ou ouvinte, que Bilinguismo:
tem conhecimento da língua oral,
entretanto não sabe o que aquela - Sujeito Surdo
comunicação significa.
DIÁSPORA Surdo convive com pessoas
 L1: Língua Sinalizada
ouvintes, se comunica em qualquer
ambiente, defende a comunidade  L2: Língua Oficial Escrita
surda.
INTERMEDIÁRIA A pessoa vive oscilando em uma
comunidade e outra, não tem
Aula 03
conhecimento.
PARÂMETROS DA LIBRAS Cardinais: número de telefone, número da caixa postal, idade...

 Configurações de mãos ( CMs )

As mãos tomam diversas formas na realização


de sinais, segundo Brito, existe 46 configurações
de mãos. Segundo Pimenta ( 2006 ), atualmente
são 61 configurações de mãos de Língua
Brasileira de Sinais.

 Ponto de Articulação ( PA ): localização Quantidade: quantidade de canetas, pessoas presentes

É o “espaço em frente ao corpo ou uma região


do próprio corpo, onde os sinais são
articulados”. As locações dividem-se em quatro
regiões principais: cabeça, mãos, tronco e espaço
neutro.
 Movimento ( M )

- Movimento Retilíneo: encontrar, estudar, porque...


- Movimento Helicoidal: alto, macarrão, azeite... Ordinais: são sinalizados em movimentos trêmulos
- Movimento Circular: brincar, antigo, bicicleta...
- Movimento Semicircular: surdo, sapo, coragem... APRESENTAÇÃO PESSOAL
- Movimento Sinuoso: Brasil, rio, navio...
- Movimento Angular: raio, elétrico, difícil... Este sinal é usado como uma forma mais prática e visual
da identificação das pessoas na comunidade surda. O sinal
 Orientação da palma das mãos ( OR ) é atribuído a partir da observação de três aspectos
principais:
É a direção que a palma da mão aponta na produção do sinal. Brito
enumera seis tipos de orientações da palma da mão - Característica da pessoa
para libras: - Comportamento marcante ou manias
- Apelido
- Para cima
- Para baixo CUMPRIMENTOS
- Para o corpo
Aula prática
 Expressões faciais

“Muito sinais, além dos parâmetros mencionados, têm como elemento Aula 04
diferenciador também a expressão facial, traduzindo sentimentos e
dando mais sentido ao enunciado e em muitos casos determina o EXPRESSÕES GRAMATICAIS EM LIBRAS
significado do sinal”. – Silva, 2002.
As línguas de sinais utilizam as expressões faciais /
ALFABETO MANUAL corporais para estabelecer tipos de frases, como as
entonações na língua portuguesa. Por isso, para perceber
O alfabeto manual, apesar de configurar-se se uma frase em Libras está na afirmativa, exclamativa,
como empréstimo linguístico, é um interrogativa, negativa ou imperativa, é necessário
instrumento de grande valia para o atentar-se a certos sinais ou a toda frase. Podemos
processo de aquisição do português como enquadrar as formas de expressões em dois segmentos:
L2, sendo utilizado como meio para
verificação, questionamento ou veiculação  Afetivas: são as expressões ligadas a sentimentos e
da ortografia da língua oral. emoções, como felicidade, medo, vergonha, raiva,
dúvida, dor, tristeza.
 Gramaticais: são as expressões ligadas às estruturas
gramaticais, próprias das línguas de sinais, como os
movimentos da cabeça (afirmativo/negativo), a direção
do olhar, elevação das sobrancelhas, testa franzida,
piscar dos olhos.
NUMERAIS CARDIAIS, NUMERAIS PARA QUANTIDADES,
NUMERAIS ORDINAIS As línguas de sinais utilizam as expressões faciais /
corporais para estabelecer tipos de frases, como as
entonações na língua portuguesa.
ADVÉRBIOS DE TEMPO A hora é uma unidade de medida de tempo. Essa contagem tem por base
a velocidade de rotação e as dimensões da Terra. Em língua de sinais,
Nas libras não há marca de tempo nas formas verbais,
para seéreferir as horas, aponta-se para o pulso e relaciona-se o numeral
como se os verbos ficassem na frase quase sempre
paranoa quantidade desejada.
ÁGUA ÁRVO CALO CHU FLO FOLH FURAC

FRIO
RE R VA R
QUENT NEVE PRAI RIO RAIO UNIVER
A
Aula 05
ÃO

E A SO
NUBLA MADEI TROV PEDR SOL TERR TROVÃ CLIMA / NATUREZA
DO RA Ã A A O
infinitivo. O tempo é marcado sintaticamente pelo uso de
advérbios de tempo que indicam se a ação está ocorrendo:
PRONOMES PESSOAIS E POSSESIVOS EM LIBRAS

- No presente Na língua brasileira de sinais, também há uma forma de representar


- No passado pessoas no discurso, ou seja, um sistema pronominal que usa as
- No futuro seguintes configurações de mãos. Observação: note que a direção da
mão e do olhar é determinante na significação do sinal.
Por isso, os advérbios geralmente vêm no começo da  Singular (EU): todas as representações têm a mesma
frase, mas podem ser usados também no final. configuração, mudando somente a orientação:

DIAS DA SEMANA - Apontar para o peito do enunciador (a pessoa que fala):


Dual (nós 2) Trial (nós 3) Quatrial (nós 4)
Os nomes dos dias de semana na maioria dos
idiomas derivam dos nomes dos planetas
 Plural: a configuração muda conforme o número de
clássicos na astrologia helenística. Em
participantes, mudando também a orientação
algumas outras línguas, os dias da semana são nomeados conforme as
conforme a pessoa do discursos
divindades correspondentes da cultura regional.
- Nós: grupo / todo
- Domingo
- Segunda-feira
 Singular (ELX): apontar para uma pessoa que não está
- Terça-feira
na conversa ou para um lugar
- Quarta-feira
- Convencional: Dual – Elx 2 / Trial – Elx 3 / Quatrial –
- Final de semana
Elx 4
- 1 semana, 2 semanas, 3 semanas e 4 semanas
- 1 dia, 2 dias, 3 dias
- Plural: Elx – grupo / todo
- Semana inteira
- Semana: 1x por semana, 2x por semana, 3x por semana, 4x por
Os pronomes possessivos em libras estão relacionados às
semana
pessoas do discurso e aos objetos de posse. Mais uma vez,
- Todos os dias
a direção do olhar e das mãos é importantíssima.
- Feriado / Folga / Férias
- Nosso / nossa
CALENDÁRIO
- Tudo
- Todos
O calendário é um sistema que permite medir e representar o passar do
- Seu / sua / teu / tua
tempo em forma de gráfico. Com origem etimológica no vocábulo
- Lá
latino calendarium, recorre a divisão temporária em anos, meses,
- Comigo
semanas e dias.
- Meu / minha
Janeiro Julho
CORES
Fevereiro Agosto
Março Setembro
Aula prática
Abril Outubro
Maio Novembro
VALORES E SISTEMA MONETÁRIO
Junho Dezembro

- Ano São sinalizados com movimentos rotacionais de 1 ao 9,


- 1 mês, 2 meses, 3 meses seguindo a configuração de mão dos números cardinais.
- Mês passado, mês que vem Do número 10 em diante acrescenta-se o sinal de moeda
- Aniversário, nascimento, duração ( 1 ano, 2 anos.... ) (real)

QUE HORA E QUANTAS HORAS - 1 até 9


- 10, 20, 30 até 100 TRADUTOR / INTÉRPRETE DE LÍNGUA DE SINAIS E
- 0,01 até 0,99 PORTUGUÊS (TILSP)
- 1.000,00 até 100.000,00
Tem um papel muito importante na comunicação entre os ouvintes e
FAMÍLIA E RELAÇÕES DE PARENTESCO surdos. Sem essa mediação, a comunicação entre esses sujeitos fica
interrompida, principalmente na sala de aula, onde o aluno surdo está
Aula prática inserido na sala regular de ensino com os demais colegas e professores
ouvintes, que podem não possuir certo conhecimento nessa língua.
Adjetivos, artigos, pronomes e numerais não apresentam
flexão de gênero, portanto, permanecem na forma
Para
neutra,
desempenhar bem esse trabalho, o profissional intérprete pode
esta forma é representada pelo símbolo @ escolher uma das principais modalidades de interpretação existentes:

- Amig@, Fri@, Muit@, Casad@, Solteir@... Interpretação de acompanhamento


Interpretação judicial

Aula 06 Interpretação de conferência

No dia 24 de abril de 2002, a LEI 10.436, foi homologada a Lei Federal


MEIOS DE TRANSPORTE que reconhece a Língua Brasileira de Sinais como língua oficial das
comunidades surdas brasileiras. Tal Lei representa um passo
Aula prática fundamental no processo de reconhecimento e formação do profissional
intérprete da língua de sinais no Brasil, bem como a abertura de várias
PROFISSÕES oportunidades no mercado de trabalho que são respaldadas pela questão
legal. No Brasil, o TILSP faz mediação entre a
Aula prática Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, ou
seja, como a Libras não é uma língua universal, em cada
ASPECTOS GEOGRÁFICOS DO BRASIL país vai existir este profissional fazendo o seu trabalho
com determinadas línguas de sinais existentes pela
Aula prática comunidade surda local.

CODAS

Compartilham a experiência única de viver de fronteira linguística entre


surdos e ouvintes. Isso traz uma maneira peculiar de se relacionar com o
mundo ao nosso redor. Os CODAS são pessoas que, biologicamente
falando, têm o sentido de audição preservado, mas é por conta da
intensa convivência em associações e outros espaços informais com
surdos, como férias, viagens, compras, consultas médicas, brigas
familiares, jogos e brincadeiras, aprendem primeiro a língua de sinais e,
somente quando vão à escola, é que aprendem a língua portuguesa.

Assim, desenvolvem uma identidade surda e alguns modos de pensar


que são próprios da comunidade surda. Um exemplo disso é que para
eles (surdos e CODAS) o normal é ser surdo, e ser ouvinte é estranho,
ou, ainda, falarem libras, é que é comum e fácil, já falar em português
que é incomum. Muitas vezes, os filhos ouvintes de pais surdos, quando
estão conversando entre si, em português utilizam-se de sinais no meio
da conversa, pois para eles os sinais
parecem expressar melhor algumas coisas do que as palavras em
português.
Além disso, os CODAS desenvolvem a referência do olhar como meio
de significação, exatamente como fazem os surdos. Ou seja, para ambos
a profundidade da experiência visual, marca sua subjetividade e deixa
impressões acerca da importância do olhar.

 CODA: filhos ouvintes de pais surdos


 OHCODA: filho ouvinte de pais surdos com irmãos surdos
 OCODA: filho único de pais surdos
 KODA: filhos ouvintes (menores de 18 anos) de surdos
 SODA: cônjuge ou irmão de um surdo
 GODA: neto de surdos
 GGODA: bisneto de surdos

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