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modelo de ficha bibliográfica

Teoria do Federalismo

ZIMMERMANN, Augusto. Teoria geral do federalismo


democrático. 2 ed. Rio de Janeiro: Lúmen Júris, 2005.

O Trabalho, resultado da dissertação de mestrado do autor, faz


uma abordagem sobre a teoria do federalismo.
Os métodos utilizados pelo autor são respectivamente, o
método dedutivo, histórico e comparativo.
Inicialmente o autor aborda temas básicos da Teoria do
Estado, analisando os elementos constitutivos do Estado.
A seguir desenvolve a análise do Estado Federal e seus
componentes como a União, Estados-membros e municípios.
Trata da classificação do federalismo expondo sobre as
características dos diferentes tipos de federalismo.
Faz uma reconstrução da relação entre Constituição e
Federalismo, indicando a congruência entre a evolução dos
institutos do constitucionalismo e o federalismo. A abordagem
é pretensamente universal.
Aborda a relação entre federalismo e Poder Judiciário. Nesse
âmbito, o autor trata do controle jurisdicional de
constitucionalidade e sua necessária relação com a garantia de
um Estado Federal.
Trata da relação entre federalismo e representação da partes
(estados-membros); nesse contexto faz uma avaliação crítica
do bicameralismo (Senado e Câmara).
De relevante importância são os capítulos sobre a
descentralização no Estado Federal, Federalismo e Pluralismo
(político) e Federalismo e princípio da subsidiariedade.
Aborda historicamente o federalismo. Remete a indícios do
federalismo na antiguidade, na idade média e de um modo
genérico a outras experiências federalistas.
Em um capítulo específico aborda o federalismo norte-
americano. O capítulo é extenso, tendo em conta a opção do
autor por analisar as características do maior paradigma
federalista da contemporaneidade que é o federalismo dos
Estados Unidos da América.
Por fim trata do federalismo brasileiro. A evolução federalista
nas diversas constituições da república. Contempla de modo
mais abrangente o Federalismo de acordo com a Constituição
de 1988
Modelo de ficha de citações

Constitucionalização do Direito

Constitucionalização: tipos (Favoreu)

SILVA, Virgílio Afonso da. A constitucionalização do


direito. São Paulo: Malheiros, 2008.

Constitucionalização-jurucização – “ ... a que se refere


Favoreu é, (...) mais uma criação de condições para o processo
de constitucionalização do direito do que uma
constitucionalização real. (...) Favoreu afirma que a
constituição passou a ser lentamente `juridicizada´ sob a
influência do Conselho Constitucional. A partir desse
processo, os dispositivos constitucionais passaram a poder
produzir plenamente seus efeitos nos outros ramos do
direitos” (p. 46-47)

Constitucionalização-elevação – “... caracteriza-se, no caso


francês, por um deslizamento`´ de matérias na repartição de
competências entre a Constituição, a lei e o regulamento.
Muito do que antes era matéria regulamentar passou a ser
matéria constitucional” (p. 47).

Constitucionalização-transformação – “... é o que mais


propriamente se aproxima do que chamo de
constitucionalização do direito” (p. 47). “Segundo Favoreu, a
constitucionalização-transformação é caracterizada pela
`constitucionalização´ dos direitos e liberdades, que conduz a
uma impregnação dos diferentes ramos do direito e, ao
mesmo tempo, à sua transformação” (p. 48)
Modelo de ficha de resumo ou conteúdo 1

Lei Jurídica

• Origem da “lei jurídica”

• VILLEY, Michel. Filosofia do direito: definições e fins


do direito; os meio do direito. Tradução: Márcia Valéria
Martinez de Aguiar. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p.
300-302.
• O autor afirma que existe uma relativa veracidade
no fato de que as leis jurídicas, de algum modo, se
fundamentaram na lei divina; ele discorre sobre a tarefa
de São Tomás de Aquino em esclarecer as características
das leis, especialmente as jurídicas, fundadas na lei
antiga. Mas com Cristo (e o evangelho) os preceitos
passam a governar a vida dos cristãos; ao homem o
Cristo deixou o encargo de resolver os problemas da
ordem jurídica temporal. Entretanto, Ainda persiste certa
simbiose entre as leis sagradas e o mundo jurídico
judaico e islâmico.

Modelo de ficha de resumo ou conteúdo 2

Lei Jurídica

• Gênese das leis escritas 1


• VILLEY, Michel. Filosofia do direito: definições e fins
do direito; os meio do direito; os meio do direito.
Tradução: Márcia Valéria Martinez de Aguiar. São
Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 405-408)
• Deus Legislador/A lei como presente dos deuses: “e no
princípio era o verbo” (VILLEY, 2003, p. 405).
• Lei na natureza – Nomos: lei em grego. Antes de
designar uma forma escrita, parece ter significado “a
divisão” (nemein) que pressentimos existir no interior do
Cosmos e das comunidades humanas. Mas o sentido e
nomos não é de fato formulado; uma lei não-escrita. Não
se confunde com o sentido de lei jurídica. Essa lei não
escrita é a fonte das leis divinas. Lex: Lei (latim). Os
lingüistas derivam a palavra latina Lex de Legere (de
grego legein) que signfica “ler” (mas tambem
“escolher”). Qual a relação da lei escrita com a Lei,
ordem implícita na natureza? Para os sofistas o nomos é
contrário da physis, ordem natural. Diante de uma
contradição entre ambas deve prevalecer a última.
Sócrates refuta essa teoria. De outra parte, nem Platão,
nem Aristóteles consentiram em opor a lei escrita à
natureza: é verdade que a lei escrita pode divergir da lei
natural, mas não é seu contrário; digamos que deriva
dela. Constitui da parte do homens (assim como a arte
dos homens é imitação da natureza), uma tentativa de
exprimi-la.