Resumo CASALTA NABAIS,Direito Fiscal, 5.ª edição, Almedina, pp.

135 - 146

Princípio da legalidade fiscal , expressão do princípio do Estado de Direito democrático,
assente na ideia de autoimposição, autotributação e de autoconsentimento dos impostos
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Reserva de lei formal tem de haver uma intervenção de lei parlamentar, seja fixando a própria disciplina dos impostos ou autorizando o Governo, as assembleias legislativas regionais ou as autarquias locais a estabelecer essa disciplina (165.º/1, i); 227.º/1, i) e 238.º/3 CRP)(A) Reserva de lei material princípio da tipicidade. A lei deve conter a disciplina tão completa quanto possível da matéria reservada (incidência, taxa, benefícios fiscais e garantias dos contribuintes). (103.º/2 CRP)(B) o Incidência real ou objectiva (material, temporal, quantitativa e espacial) o Incidência pessoal ou subjectiva (sujeitos activo e passivo, incluindo contribuintes, responsáveis, substitutos, etc.) o Taxa o Benefícios fiscais

(A) A reserva de competência da AR em matéria fiscal não pode ser restritivamente interpretada são por ela abrangidas as normas que beneficiem os contribuintes (estas não podem ser daquela excluídas com fundamento no princípio democrático). A reserva de lei não abrange qualquer outra matéria fiscal: liquidação e cobrança não estão sujeitas ao princípio da legalidade fiscal, mas sim ao princípiogeral da legalidade da Administração Pública. Pode, no entanto, integrar outra reserva de lei €p.ex. a reserva relativa aos limites dos direitos, liberdades e garantias fundamentais, se afectar a esfera jusfundamental dos contribuintes e outros sujeitos fiscais. 8.º/2, a) LGT: princípio da legalidade tributária à liquidação e cobrança dos tributos, incluindo os prazos de prescrição e caducidade a liquidação e cobrança dos impostos não podem ter a sua disciplina jurídica definida em regulamentos, com excepção dos regulamentos das autarquias locais, que podem incidir sobre matéria essencial dos impostos. (B) A lei ou DL autorizado deve conter a disciplina essencial de cada imposto, tão longe quanto possível. Admitem-se: y Conceitos indeterminados
Exemplos: actividades susceptíveis de originar situações de concorrência (2.º/4 CIVA); utilidade social (40.º/1 CIRC); preços considerados idóneos ou de controlo inequívoco (26.º/3 CIRC)

Concessão de margem de livre apreciação à Administração

y Atribuição de verdadeiras faculdades discricionárias à Administração Fiscal O princípio da praticabilidade deve impedir que as exigências de determinabilidade conduzam a situações impossíveis de levar à prática.
Exemplos: 29.º/4 CIRS, que permite à DGCI corrigir o valor de mercado dos bens atribuídos pelo empresário em nome individual aquando da sua afectação à empresa ou da sua transferência para o seu património individual; + 51.º/2 CIRS; 26.º/2, 27.º/2, 28.º/3, 29.º/3 e 5, b), 33.º/1, d), 40.º/1, 58.º, 69.º CIRC.

y Conceitos mistos ou copulativos Associam-se uma atribuição de discricionariedade e uma margem de livre apreciação na aplicação de conceitos indeterminados.
Exemplos: art. 11.º CIVA

Direito Fiscal. .ª edição. 5. não face a normas de tributação fictícia ou aparente. deve ele proceder ou autorizar a Administração Fiscal a proceder à actualização dos impostos em conformidade com a taxa de inflação. pp. rejeitando expressamente a actualização ou procedendo a uma mera actualização parcial. como as que se limitam a actualizar os elementos essenciais dos impostos que tenham sido objecto de desactualização por força da inflação. Almedina. 135 .Resumo CASALTA NABAIS.146 A exigência de determinabilidade é de exigir somente face a normas de tributação efectiva. Quando o legislador (AR ou Governo autorizado) não assumir a desactualização desses elementos.

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