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Escola Superior de Ciências da Saúde(ESCS)/SES/DF-
Saúde(ESCS)/SES/DF- HRAS ± 04/11/2005
Relato de Caso

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m  A  38 anos 1 filha casada supervisora de
produção de produtos cosméticos natural de Tianguá-
Tianguá-
CE procedente do Guará II--DF

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erda de líquido pela vagina há 4 dias
Relato de Caso

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aciente refere perda de líquido transvaginal aprox às
9h30 do dia 20/08/05 em quantidade moderada Relata
que vem perdendo líquido de modo intermitente
Nega contrações ou sangramento transvaginal
Chegou à emergência obstétrica do HRAS
encaminhada do HRGu 8 horas após o ocorrido
Relato de Caso
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enarca: 12 anos;

Coitarca: 13 anos;

Uso de ACHO (icrovlar) durante 18 anos;


Relato de Caso

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G2 C1 AØ

DU: ?
IG (eco 31/03/05 ĺ 10s + 4d):
4d): 31 s + 3 d
1ª gestação (1995) CAT sem intercorrências feminino
 3065 g viva e saudável
arto cesárea por ausência de passagem (sic)
Realizou 4 consultas de pré-
pré-natal
Relato de Caso

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Nega doenças prévias significativas cirurgias (além da
casárea) traumas internações anteriores transfusão de
hemoderivados e alergia medicamentosa

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mãe - HAS e AVC
Relato de Caso

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Ao exame especular observou-
observou-se perda de líquido claro
pelo colo que se encontrava fechado
AFU: 32 cm
DU: Ø
CF: 144 bpm
Toque: evitado
Relato de Caso

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USG (21/08): IG= 31s+3d;
CA= 281 cm ; CC= 283 cm;
D= 78 cm; FE= 1894 g;
CF= 144 bpm; LA Ļ
USG (22/08): IG= 31s+4d
CA= 267 cm; CC= 292 cm;
D= 76 cm; FE= 1720 g;
percentil 25 ± 50; LA Ļ (3+/4)
Relato de Caso
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Hemograma 20/08
Hematócrito 367 %
Hemácias 36 06/mm3
Hemoglobina 27 g/dl
Leucócitos 4 900
Segmentados 67 %
Linfócitos 24 %
astões 2%
onócitos 4%
Eosinófilos 3%
Pla uetas 2 7 000
Relato de Caso
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Relato de Caso

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VDRL (20/08): não reagente
Relato de Caso

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 Gestação única tópica de 31s + 3d;
 ROREA;
 Oligodrâmnio
Relato de Caso


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etametasona 12 mg I 24/24h (20 e 21/08) CO
Kefazol 1g EV 8/8h (21/08 ± 1 dia)

Dieta livre + ingesta hídrica elevada


Sulfato ferroso 1cp VO 2X/dia
uscopam 1cp VO 6/6h SOS
aracetamol 1cp VO 8/8h SOS S A R—
Ranitidina 150 mg VO 12/12h (31/08 ± 11 dias)
Tax 4/4h + obilograma 3X/dia + SVR
Relato de Caso
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USG (30/08): IG = 32 sem


CA = 28 cm CC = 29 cm
D= 78 cm FE = 1850 g
CF = 9 LAĻ (++/4+)
USG (09/09): IG = /
CA = 29 cm CC = 298 cm
D= 78 cm FE = 2000 g
CF = 9 LAĻ (+/4+)
Relato de Caso
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CT (25/08): padrão reativo linha de base com
taquicardia (FCF=160 bpm c/ duração > 10 min);
CT (26/08): padrão reativo umbilical;
CT (31/08): padrão inconclusivo;
CT (06/09): padrão reativo;
CT (08/09): padrão reativo
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Relato de Caso
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aciente fez uso de estearato de eritromicina 500g 1 cp
VO 6/6h por 10 dias (30/08 ± EAS:  
 
   

);
  
   

);
Aciclovir tópico (27/08 - suspeita de Herpes moster);
Redução das perdas líquidas transvaginais; Contrações
esporádicas e diminuição dos movimentos fetais (sic);
Exame físico normal;
anutenção da gestação (23 dias) com feto em boas
condições
Relato de Caso
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11/09 ĺ metrossístoles;
Dieta zero;
Ampicilina 1g EV 6/6h;
Gentamicina 240 mg 1x/dia
12/09 ĺ IG = 34s+ 5d; parto cesáreo às 9h56 sem
intercorrências LA claro RN cefálico vivo
masculino sem malformações aparentes e em boas
condições vitais
Relato de Caso
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12 a 14/09 ĺ puerpério sem intercorrências;


14/09 ĺ alta hospitalar—
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Amniorrexe rematura

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 : rotura das membranas
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 :
corioamnióticas antes da deflagração do trabalho de parto
independente da idade gestacional
: rotura das membranas
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 :
antes do termo
-5
3 : intervalo entre a rotura das membranas
-5
3 :
e o início do trabalho de parto
Amniorrexe rematura

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A incidência de A varia de 3 a 185%
Aproximadamente 8 a 10% das pacientes com gestação a
termo apresentam A
A pretermo corresponde a 25% de todos os casos de A e é
responsável por cerca de 30% de todos os partos prematuros
É maior e contribui mais para partos prematuros em
populações de baixo nível sócio econômico e maiores índices de
DSTs
Amniorrexe rematura

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arreira física que separa o feto e o líquido amniótico estéreis
do canal vaginal contaminado
Importância para o desenvolvimento do feto - o líquido
amniótico é necessário para o desenvolvimento dos sistemas
respiratório gastrintestinal e urinário além de permitir a
movimentação fetal contribuindo para o desenvolvimento
normal da musculatura e proteger o feto de lesões traumáticas e
de lesões isquêmicas por compressão do cordão umbilical
V

Amniorrexe rematura

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revine o prolapso de qualquer estrutura intra-
intra-amniótica pela
cérvix que frequentemente sofre dilatação antes da deflagração
do trabalho de parto franco
Depósito de substratos para processos bioquímicos
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V

Amniorrexe rematura

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Rotura Fisiológica: com a aproximação do termo as
membranas vão se tornando cada vez mais susceptíveis à rotura
devido ao estiramento causado pelo crescimento fetal e
contrações uterinas além da diminuição do seu conteúdo de
colágeno
Rotura patológica:
Causa intrínseca: constituição defeituosa polidrâmnio
polidrâmnio
incompetência cervical
Causa extrínseca: infecção ascendente - gonococo estreptococos
do grupo  w    


após procedimento
± cerclagem ou amniocentese
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Amniorrexe rematura


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Fatores de risco: fumo gestações múltiplas descolamento
prematuro da placenta uso de cocaína antecedente de rotura
prematura pretermo procedimentos ou lacerações cervicais
fadiga e longas horas de trabalho deficiência de vitamina C e E
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Amniorrexe rematura

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arto rematuro
Infecção materna fetal ou neonatal
Hipoxia e asfixia secundárias à compressão ou prolapso de
cordão umbilical
Deformação fetal com restrição de crescimento compressão de
partes fetais e hipoplasia pulmonar (otter
(otter--like síndrome)
aiores taxas de cesáreas
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Amniorrexe rematura
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arto prematuro:
É a maior causa de morbidade e mortalidade perinatal nos casos
de amniorrexe prematura
A duração do período de latência é inversamente proporcional à
idade gestacional
> 37 s ± T dentro de 24h em 90% dos casos
28--34 s ± T dentro de 1 semana em 80
28 80--90% dos casos
< 26 s ± T dentro de 1 semana em 50% dos casos
Complicações da prematuridade: SAR hemorragia
intraventricular e enterocolite necrosante
V

Amniorrexe rematura

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Infecção:
Quanto menor a idade gestacional maior a probabilidade de
infecção e esta tende a ser de maior gravidade
aterna: corioamnionite
Fetal ou neonatal: septicemia pneumonia infecção do trato
urinário
Complicações da infecção para o feto: SAR dano ao sistema
nervoso central
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Amniorrexe rematura
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Confirmação do diagnóstico: história clínica; exame especular;
teste do pH vaginal; teste de ]
];; USG; amniocentese
Determinação da idade gestacional: DU pré pré--natal USG
precoce; dosagem de fosfatidilglicerol e relação L/E no líquido
amniótico
Investigação de infecção materno-
materno-fetal: sintomas e sinais
clínicos leucograma
leucograma cultura amniocentese
amniocentese USG
Estabelecer se a paciente está em trabalho de parto: dinâmica
dilatação cervical CT
Excluir sofrimento fetal: ecodoppler
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Amniorrexe rematura


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Hospitalização até o parto
Interrupção imediata da gravidez em caso de em trabalho de
parto avançado corioamnionite ou sofrimento fetal
Tocolíticos: Não são efetivos em prolongar a gestação em
Tocolíticos:
casos de amniorrexe prematura
Corticóides: Antecipam a maturidade fetal e diminuem a
hemorragia intraventricular mas podem aumentar o risco de
infecção materna e neonatal
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Amniorrexe rematura


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Antibióticos: Reduzem o risco de infecção materna e perinatal
e também mostram-
mostram-se eficazes em aumentar o período de
latência provavelmente por tratar uma infecção que foi a causa da
rotura
Antibioticoprofilaxia para estreptococos do
grupo  é mandatória quando do trabalho de parto para pacientes
com A pretermo ou prolongada exceto se a paciente tiver uma
cultura recente negativa
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Amniorrexe rematura


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IG > 34 semanas:
” 12h: conduta expectante para parto espontâneo
>12h: indução ± ocitocina 5 UI 1 amp
amp precedida de misoprostol
25--50 mg 1cp se índice de ishop < 5
25
cesárea ± indicações formais ou falha de indução
>18h: antibioticoterapia ± penicilina G cristalina 5 000 000 UI +
2 500 000 UI 4/4h
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Amniorrexe rematura


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24 < IG > 34 semanas:
Corticoideterapia:: betametasona 12mg I 24/24h (2 doses)
Corticoideterapia
dexametasona 6mg I 12/12h (4 doses)
Antibióticoprofilaxia/terapia:
Antibióticoprofilaxia/terapia:
ampicilina 2g + eritromicina 250mg EV 6/6h p/ 48h
amoxicilina 250mg + eritromicina 500mg VO 8/8h p/ 5 dias

Tratamentos de vanguarda
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