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ESTUDO DE CASO ALIENAÇÃO PARENTAL

ESTUDO DE CASO ALIENAÇÃO PARENTAL

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ESTUDO DE CASO sobre Síndrome de Alienação Parental NOMES FICTÍCIOS: Maria (autora do processo), José (réu) e Mariazinha (filha

das partes, com 05 anos). A pretensão da autora (Maria) é de modificação do regime de visitas à filha, com quatro anos de idade, e que consensualmente estabeleceu com o genitor desta em 16.5.2005. Verifico, nos autos, que o regime de visitas foi fixado já há três anos, sendo certo que as afirmações feitas no boletim de ocorrência de fl. 23 (o pai causa hematomas na filha) não foram ratificadas por laudo que atestasse as alegadas lesões (hematomas e marcas de insetos) que a criança apresentaria. A declaração subscrita por psicóloga (psicóloga clínica, contratada pela autora, sem vínculo com o poder judiciário) à fl. 25 não serve como elemento de convicção em desfavor do genitor, posto que sequer esclarece os critérios e tempo de avaliação usados pela profissional, e em nada indica que o comportamento de ansiedade da menor possa ser atribuído ao pai. Não vislumbro, assim, elementos de convicção seguros, ainda que em juízo de cognição sumária inerente à tutela de urgência, sendo de se propiciar previamente, a bem dos interesses da criança, avaliação do caso. 04/02/09 RELATÓRIO PSICOLÓGICO, em 14/03/09. ANÁLISE: O ex casal teve relacionamento conturbado, com muitas brigas e agravadas pela gestação. Maria, apesar de jovem, atualmente com 24 anos, deixou que sua mãe viesse até o Fórum e conversasse previamente conosco (assistente social e psicóloga). A mãe e o pai exercem total influência sobre as decisões da Maria e considero que este foi o centro dos problemas que o ex casal enfrentou. A Maria era menor de idade quando iniciou o namoro com o José e os pais dela ficaram assustados com o relacionamento. Os conflitos se iniciaram quando ficou evidenciado o relacionamento sexual dos dois. O pai, então, começou a controlar horários e houve discussões, inclusive um BO mostrado pelo José, de que o pai agrediu a própria filha, em gesto de desespero por não ter controle da situação. O pai sentiu-se envergonhado da aparição da filha com o namorado e da exposição sobre a sua virgindade ou não, relatando que os vizinhos comentavam sobre os dois. A mãe da Maria tenta nos passar a impressão de que a família sempre foi harmônica, de que a Maria sempre foi apoiada, mas não relatou os conflitos que a filha teve com o pai em função da sua maturidade sexual. A Maria demonstrou-se incapaz de assumir o casamento e posicionar-se diante dos conflitos, nos relatando que rompeu com o José logo após o nascimento da Mariazinha e que ainda amava-o. Parece sentir-se muito culpada pelos transtornos que causou aos seus pais, por voltar à casa materna com uma filha e de estar 100% sob os cuidados dos mesmos. Foi relatado pela Maria que o seu pai não aceita que o José pague pensão para a Mariazinha, ficando evidente a pressão psicológica que o pai exerce para que os laços se rompam, inclusive a responsabilidade financeira do pai biológico. O José relatou-nos de que percebeu que não era normal seu relacionamento com a filha quando uma parente sua alertou-o de que o amor entre pais e filhos é espontâneo e de que a resistência da Mariazinha era por falta de contato. Dessa forma, tentou impôr sua presença para a menor, em gesto de desespero, aumentando assim a resistência da mesma em sair com o pai porque a companhia dele, após se afastarem da casa materna, ficava tranquila e agradável. A Mariazinha é uma criança de 04 anos bastante comunicativa. Chegou feliz e

Proposta a conciliação. sendo que a entrega e a devolução da criança se darão no portão da casa da genitora. Na páscoa. o período será prorrogado até que haja parecer ." Quase todo o seu discurso foi iniciado com uma afirmativa e concluído com uma oposição. ficará sob a guarda e responsabilidade da genitora. Porém. Quando começa a entardecer. Durante todo esse período haverá o acompanhamento da psicóloga forense e da assistente social forense. O pai não deve impor à Mariazinha sua visita quando a mesma. por exemplo: " eu quero brincar com meu pai. mas não quero que ele vá lá em casa porque o pai e a mãe ficam brigando. começa a vincular-se espontaneamente com o pai. a Mariazinha sente que deve ir para a casa. não quiser sair com ele. Considerando a resistência do avô materno em relação à presença do José e os conflitos passados. em 27/03/09 Aberta a audiência. Em alguma situação. No início da entrevista disse que não gostava do pai e após trinta minutos disse: "eu gosto do meu pai. o pai terá direito de visitação à menor. o pai não cumpriu essa necessidade e a Mariazinha ficou apreensiva e desconfiada sobre o pai. TERMO DE AUDIÊNCIA. II – As visitas ficam regulamentadas da seguinte forma: Para melhor adaptação da menor nos meses de Abril/2009 a Junho/2009 o pai poderá visitá-la nos primeiros e terceiros Domingos de cada mês das 09:00 às 18 horas. presentes as partes acima identificadas. porque o tempo da criança é muito mais urgente que o do adulto e poderia gerar novamente desconfiança na Mariazinha. A estrutura de linguagem da Mariazinha denota a sua ambivalência sobre esse pai quando diz. nos seguintes termos: I – A filha menor do casal. sugerimos visitas que serão acompanhadas pela psicóloga deste setor. também no portão de casa. demonstrando que não gosta de sair com o pai. assim que sai do ambiente da casa materna. eu quero sair com ele e com a Crislaine" (noiva do pai). sente saudades da mãe e necessidade de voltar. PARECER: Considerando que não há motivo justificável para que o pai da Mariazinha não possa visitá-la. sugiro que a readaptação do pai e filha seja feita de forma lenta e contínua. restou exitosa. página 05. "Meu pai não é mau comigo só que ele brigou comigo no carro. não importa o motivo. porém que a Mariazinha seja entregue para o pai no portão de sua casa e que o pai não entre e seja devolvida na casa da mãe. respeitando-se o interesse da criança. Sugiro que o pai considere os dias e horários de visita como uma grande oportunidade e não tente transferi-los ou compensá-los." . em relação ao bem estar da Mariazinha e a sua adaptação. Também não foi constatado medo de situações novas ou inabituais conforme sugerido por psicóloga citada no processo. A criança está passando sim por problemas psicológicos porque é muito perceptiva do ambiente materno e sabe que os conflitos gerados entre sua mãe e seu avô dizem respeito ao seu pai José. É inteligente suficientemente para evitar que o pai frequente a sua casa. que comunicarão qualquer situação diferente e ao final do período elaborarão novos pareceres sobre a situação da visita. Muito pelo contrário.empolgou-se com os brinquedos. Não há qualquer indício de ansiedade caracterizada por comportamento de retraimento. visto que estará em fase de readaptação. Em caso de não adaptação da criança às visitas do pai e sendo viável de acordo com a avaliação do setor competente. não há nenhum indício de retraimento na menor.

Porém. Considerando o acima exposto. determino a convocação da genitora Maria para assistir ao filme sobre alienação parental.. relatou as dificuldades de realizar as visitas na casa da criança em tela. comunico que houve resistência da menor em aceitar sair com o pai. via celular. uma vez por semana. em 18/08/09 . INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA.favorável às visitas no horário estendido abaixo explicitado. às 18:00 horas. Dessa forma. pela mãe. sem alegações de outros compromissos por parte da mãe. Diante da resistência da mãe. 11/08/09. no termo de audiência (27/03/2009). alegando que a mesma está tendo febres e não quer mais ver o pai. ou sumisso. no item II – referente à regulamentação de visitas do pai para a menor Mariazinha. os encontros permanecerão no Fórum. A mãe esteve no setor psicossocial junto a menor. neste Fórum. das 09:00 horas do Sábado às 18:00 horas do Domingo. sendo assumida a despesa do crédito pelo pai e de qualquer avaria. somente após mudança de conduta de sua mãe. 64. no sábado seguinte (25/07/09). que o mesmo providenciará e que será de responsabilidade da mãe mantê-lo com a Mariazinha em perfeito funcionamento. aceitou trocar as visitas no Fórum por visitas no sábado. INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA. mediante a elaboração de estudo psicossocial no período de 3 em 3 meses. INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA. Intime-se. No dia 18 de julho aconteceu o primeiro passeio fora do Fórum e a receptividade da Mariazinha foi excelente. 18h. dia 23/04/09. entendemos que as visitas devam acontecer neste setor para melhores resultados. ou desligamento do celular. dificultando sua vinculação com a filha. R. no dia 11/08/2009. As visitas devem ser semanais e não quinzenais e o pai deve ter acesso a conversar com a filha durante a semana. em 27/04/09 Conforme determinação de Vossa Excelência. em 14/04/09.h. duas semanas mais tarde. A Mariazinha foi bastante resistente e. iniciando no dia 06/05 as 17:00 horas. Após este período. Sugerimos que as visitas aconteçam uma vez por semana. sugiro que. para que converssem uma vez por dia. enquanto a Mariazinha não sair sempre com o pai no sábado. à noite. b) Fica o pai com direito de ter a filha em sua companhia na metade das férias escolares da menor. a Maria programou viagem com a Mariazinha e família e não acordou com o José um dia para reposição.. Aguardei a manifestação do pai que. em 27/07/09 Informo que as visitas da Mariazinha e o pai aconteceram no Fórum.. havendo parecer favorável do setor psicossocial: a) O pai poderá visitar a menor nos primeiros e terceiros finais de semana de cada mês. Solicito convocação da Maria para assistir ao filme sobre alienação Parental. no Tribunal de Júri. em 06/08/09 Em razão do conteúdo da informação de fls. agiu contrariamente à facilitação do vínculo do pai e da filha.

não posso obrigar minha filha". devido ao processo de alienação vivido de 01 ano até os 6 anos. tenho um compromisso e vou levar a Mariazinha e a mãe dela. senhor José. . abrirá um espaço para o que lhe pertence. mas não está executando as orientações. amanhã (sábado. O pai tem todas as condições para cuidar da Mariazinha. Não vou te esperar. e que o pai a devolva somente no domingo 18h. porém. que elas a confiem. Vitor. tentaremos por fim em um processo de alienação que durará a vida de Mariazinha se não for interrompido. destruindo a imagem do pai e fazendo com que Mariazinha não sinta interesse em estar com o pai. dia 15/08/09). Vitor. fez ao pai de Mariazinha na noite anterior à visita do pai para a Mariazinha. 72/73 que "(.. "nos dias de visita a mãe não pode ter o direito de conservar o filho com ela. Maria foi orientada por nós a fazer o caminho da volta. já que este é o dia em que você tem a obrigação de se dedicar ao seu pai". quando a mãe aceita ficar com seu filho. a Maria diz: "fiz minha parte. em que as partes acordaram o direito de visitas nos termos expostos às fls. ainda assim. não se fazendo presente para a criança nesse dia – quer a criança se recuse a ver o outro genitor. Me ligue que eu quero falar com você. o espaço que lhe pertence é ter o 1 Dolto. Transcrevo a última ligação telefônica que o atual companheiro de Maria. Assim. não conseguindo o pai exercer seu dever de visita. RJ. após o horário de aula. Quando os Pais se Separam. Se a criança não quiser ver o pai. o espaço que lhe pertence é ter o pai em sua vida. e que o pai a devolva somente no domingo 18h. informo que mesmo diante dos esclarecimentos que tenho tentado fazer na esfera emocional da tríade (Maria – Mariazinha . a criança acredita inconscientemente que tem direito exclusivo sobre essa mãe. Sugiro que a Mariazinha seja entregue ao pai na sexta-feira. nesse dia: "Hoje não posso ficar com você.. Importante recordar que durante o período de adaptação da criança para com o seu genitor. Françoise. a um parente neutro. etc. conforme demonstram os relatórios de fls. a Psicóloga forense sugeriu às fls. "Oi. em 20/09/09 Trata-se de Ação de Regulamentação de Visitas. 51/52. deve saber fazer o caminho da volta. isto é desalienar a filha em relação ao pai. o trabalho de ida em direção à alienação parental foi feito pela Maria e família. Quem faz o caminho da ida." Fone de origem: 8462-1119. Assim. estivemos aqui para ajudá-la. sabendo ou não. 64 e 72/73. se a criança diz "não".Com o devido respeito." Dentro dessa perspectiva educacional. após o horário de aula. Maria está recebendo orientações de como agir em relação ao restabelecimento do vínculo pai e filha. A "aparente" agressão à acomodação emocional de Mariazinha. A postura da mãe é o foco do insucesso: não se opor ao "querer" da Mariazinha. A Mariazinha está falando que não quer sair com você. Mariazinha é resistente para sair com o pai. Segundo Françoise Dolto1. Dos acompanhamentos realizados. gravada no celular do José. 58. Caso contrário. de qualquer forma. O genitor contínuo deve respeitar esse espaço. 2003. A "aparente" agressão à acomodação emocional de Mariazinha. É importante que o genitor que a abriga lhe diga. o que efetivamente vem sendo cumprido. não houve interesse da parte da mãe. tentaremos por fim em um processo de alienação que durará a vida de Mariazinha se não for interrompido. foi determinado que houvesse o acompanhamento da psicóloga forense e da assistente social forense. Vistos. e não vou desmarcar por sua causa. nesse dia. O pai tem todas as condições para cuidar da Mariazinha. Assim..José). Jorge Zahar Editor.) Mariazinha seja entregue ao pai na sexta-feira. abrirá um espaço para o que lhe pertence. quer o outro genitor não compareça. Que se diga às mães que elas não têm que guardar a criança no dia reservado ao pai.

175). por isso.. podendo pegar a filha na sexta-feira. levando-se em consideração os pareceres emitidos pelo Setor Psicossocial. devendo a criança ser entregue pela mãe no Setor Psicossocial. 74)." (BOSCHI. Notifique-se. o que. 24 da Lei 8." (op. dever-se-á destituí-la da guarda ou. pessoa adulta. a qual é acatada e deferida por este juízo. a posição do guardião é a de verdadeiro devedor de uma obrigação de fazer. 21/08/2009. c ) advertência. 2005.. diga-se de passagem (CF/88. por fim.. quinzenalmente. determino que o sistema de visitação continue sendo acompanhado pelo setor psicossocial. que a genitora.069/90 arrola: a) encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico. esclarecida e ciente das consequências emocionais que pode causar à filha. positiva e negativa. Ressaltando a inegável prevalência dos interesses da filha. "Dentre as medidas protetivas pertinentes aos responsáveis pela criança ou adolescente. art. após o horário de aula. Desde já. Direito de Visita – São Paulo : Editora Saraiva. 73 mostra-se razoável. se o fato for grave. 98. ficando garantido ao genitor o direito de visitas quinzenalmente. de estatura constitucional.pai em sua vida".] "No terreno das visitas. advirto à genitora para o cumprimento da decisão judicial. como determinado em acordo ou sentença. Com vista dos autos. continue dificultando o relacionamento da filha com o genitor. II). 177/179) Ante o exposto. 22 c/c o art. o Representante Ministerial nada opôs quanto à sugestão feita pela psicóloga (fl. e e) suspensão ou destituição do poder familiar. em 22/10/09 Com o devido respeito e consideração. e devolvida . pode-se lançar mão das medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente sempre que o guardião omitir-se ou faltar com seus deveres ou abusar de seu direito (art.069/90) [. bem como considerando o princípio do melhor interesse da criança. suspendê-lo ou destituí-lo do poder familiar (art. Outrossim. afeta o bem-estar da criança. 129 da Lei 8. INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA. por certo. a sugestão de fl. b) realização de cursos ou programas de orientação. é seu dever facilitar a convivência entre visitante e visitado a abster-se de opor empecilhos ou obstáculos a que elas venham a transcorrer no tempo e no espaço. informo que após as visitas terem sido decididas com a entrega da Mariazinha no Fórum. até às 19:00 horas. que a forma acima estabelecida deverá ter seu cumprimento já no dia de amanhã. sendo que a convivência com o pai é um direito a ser preservado e garantido à criança. Assim. especialmente em prol da filha comum. cit. 227) o citado doutrinador indica o caminho para assegurar o direito de visitas: "Sendo o visitado criança ou adolescente. o art.] "Persistindo o guardião com o propósito de dificultar a visita ou não cumprindo a determinação judicial de submeter-se a tratamento psicológico e participar de curso de orientação familiar. É o relato do necessário. Consigno. Fábio Bauab. Decido e advirto ambos os genitores: Lamentável. ou seja. d) perda da guarda. [. por ser fator imprescindível ao seu integral desenvolvimento. sob as penas da lei e de lesão grave à filha ntimem-se. não obstante a certeza de que as partes conhecem seus direitos e obrigações. devendo devolve-la à genitora no domingo até às 18:00 horas. importa transcrever da doutrina: "Um grave problema é conscientizar o guardião quanto à importância da visita para o visitado.. sob a supervisão da Psicóloga Forense. p. ainda.

a chegada e saída de Mariazinha tem sido em clima alegre e descontraído. considero que podemos interromper o acompanhamento no Fórum desde que a família da Maria mantenha-se respeitando o espaço do pai na vida da Mariazinha. Dalí para frente. Esse sentimento tende a diminuir conforme Mariazinha amadurecer e sentir-se segura com o pai. Nas duas primeiras tentativas. em 30/10/09 Considerando o progresso no fortalecimento dos laços afetivos entre pai e filha. o que dará a Mariazinha a noção de autoridade e limite. decisão esta alicerçada também na informação de fl. No dia 12/10/09..h. indo embora. José procura restabelecer o vínculo sem perder de vista o compromisso com a educação e autoridade da filha. Após a juntada da devida informação. em 09/02/10 Com o devido respeito e consideração. INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA. Maria passou esse dia com Mariazinha e só aceitará alternar os feriados com o devido despacho de sua Excelência. "conflitos de fidelidade". . iniciando-se a partir do feriado de 02/11/2009 junto ao genitor. Hoje.. Mariazinha chorou e se agarrou na mãe . Sugiro que não haja aberturas para trocas de dias de visitas. em 26/01/10 Ao Setor Psicossocial para que informe ao juízo a atual situação do caso. devendo encaminhar relatório no prazo de 20 (vinte) dias. Porém. Diante do exposto e do sucesso do restabelecimento do vínculo afetivo. Atualmente. As primeiras vezes. compreendeu e começou a aproveitar os momentos bons e mostrar-se segura de que iria com o pai. Caso encontre ainda dificuldades nesse sentido. Mariazinha mostrou-se resistente. nos moldes dos horários fixados na decisão de fls. informo que as visitas supervisionadas no Fórum atingiram o objetivo – restabelecer o vínculo afetivo entre a filha e o pai. A partir desse ponto. Mariazinha mostra-se apta a aceitar o pai e reconstruir certos conceitos sobre o mesmo. verificando na família do pai se certos fatos ocorrem ou não conforme o que lhe era dito. Entretanto. 51/52. determino que sejam incluídos no sistema de visitação os feriados oficiais. podemos retornar a qualquer tempo as visitas supervisionadas no Fórum.h.Maria colaborou com a proposta. devido aos inúmeros fracassos no passado. R. Também ficou com a sequela do medo de fracassar e não conseguir manter o interesse da Mariazinha. R. Assim. deve ser reposta para as visitas do pai. de forma alternada. nem exceções e que qualquer falta por emergência. há controvérsias referente aos feriados. para que não haja desentendimentos entre as partes em relação a alternância dos feriados. seu afeto pelo pai é espontâneo e positivo. o vínculo entre o José e a Mariazinha começa a se restabelecer com sucesso. dê-se vista ao Ministério Público. não sendo capaz de demonstrar seu amor pelo pai para não magoar a mãe. chorava e se agarrava à mãe.em casa. Mariazinha está fazendo o teste da realidade. Mostra-se que é "obrigada" a sair com o pai para permanecer "fiel" ao desejo da mãe. Mariazinha ainda guarda em seu relacionamento com a mãe. sugiro o despacho para o próximo feriado 02/11/09 e todos os seguintes. Após um período. mas voltaria para a mãe. 87.

h.. que havendo oposição de qualquer dos genitores quanto ao direito de visita acordado. pessoalmente. mas. referente ao conflito dos pais e a alienação? . no dia 15 de abril de 2010. 100. determino que a visitação passe ocorrer na forma acordada às fls. por fim. relatando o seguinte: Mariazinha foi hospitalizada para operar as amídalas e teve alta em 14/04/10. Intimem-se. informo que José esteve no setor psicossocial. que a injusta negativa da genitora em permitir as visitas configura descumprimento de ordem judicial e viola não apenas os direitos do genitor. se necessário. Considerando. R. É a informação.INFORMAÇÃO DA PSICÓLOGA. Consigno. sugerindo que a criança não sairá de casa durante esse período. carinho e amizade entre pai e filha. No dia 16/04/10. José deverá buscar a filha para visita. sexta-feira. (mordida de insetos. em conversa com a avó materna. 51/52. na medida em que a priva da convivência paterna. através de serventuário de plantão. Em 01/12/10. e dificulta o fortalecimento dos laços de afeição. 98. a informação de fl. além de comprometer-se espontaneamente com todas as condições de convalescência da criança. mas também o da filha. por concordar com o diagnóstico da SAP e com as determinações judiciais que alcançaram os objetivos de restabelecer a comunicação entre o pai e a filha. mostrando-se apto para cuidá-la e medicá-la. José foi avisado somente após a operação. parentesco. desde já. 2) Maria conhecia a sua responsabilidade em não obstruir o vínculo afetivo entre Mariazinha e seu pai? 3)Quais as iniciativas do judiciário para alertar Maria sobre a alienação parental? 4) Mariazinha apresentou alguma sequela em sua personalidade. em 15/04/10 Com o devido respeito e consideração. conforme as orientações prescritas pelo médico. A advogada também intencionou orientação a respeito de como conduzir a situação com sua cliente. importante registrar. em 16/04/10 Considerando a informação de fl. esta antecipou que Mariazinha estará de licença escolar por 30 dias. não utilização obrigatória da cadeirinha de segurança no carro. QUESTÕES SOBRE O CASO 1) Em qual informação há indícios de alienação parental? Utilize os 04 critérios que indicam que a SAP está a caminho. entrega da criança fora do horário) sobre a mudança de cidade da Maria e Mariazinha e necessidade de novo arranjo de visitas. ainda. recebi a visita da advogada da Maria trazendo algumas reclamações importantes da sua cliente sobre as visitas do pai para a filha. o que fez com que José viesse até o setor para garantir seu direito de visitas. poderá ocorrer a perda da guarda.

. Sugiro novos encontros. 10) Justifique a exclusão dos outros graus! 11) Por que diagnosticar o grau da SAP é importante.5) Quais os erros cometidos pela profissional que acompanhou o caso ou pelo juízo? 6) Quais os acertos? 7) Há acusação de abuso sexual? 9) Qual o grau de SAP que você apontaria no caso? Utilize a tabela de sintomas da criança para se orientar. já que no mesmo caso o grau pode variar conforme o sintoma que a criança apresenta? Essa resposta demanda alguma experiência dos profissionais do judiciário que trabalham nos processos de SAP.

a profissional sugeriu que o pai não forçasse Mariazinha a sair com ele. 10) Não é grau leve porque a criança não se permitia sair com esse pai ou entregar-se aos seus cuidados.RESPOSTAS DAS QUESTÕES 1) Tentativa de suspensão das visitas feita pela Maria = obstrução de todo contato. dizia para a mãe que não queria mais ter aquele pai). alerta de possível reversão de guarda em caso de descumprimento de ordem judicial. O juízo aceitou a sugestão. o que rompe o vínculo. 2) Não. Medo da criança em relação ao pai. No caso severo. 6) Rapidez nas informações da profissional e sugestões para impedir a alienadora de utilizar suas artimanhas. Precisou haver restrições e ameaças de reversão de guarda à mãe. mas em relação as dificuldades de visita na casa do pai. Maria utilizava sua mãe como porta voz e evitava qualquer comunicação com o pai da criança = deteriorização da relação do casal depois da separação. resistência da criança em sair com o pai. rapidez das decisões do juízo em benefício da reestruturação do vínculo afetivo do pai e filha. procurando agradar as mesmas e demonstrando desprezo pelo pai. impossibilita o teste da realidade e a experiência positiva com esse pai. 4) Evitação do pai e portanto inpossibilidade de ter o outro lado para testar a realidade. capacidade para a mentira (mentiu sobre o presente do dia dos pais. a criança apresentou grau severo. conflito de fidelidade para com a guardiã = medo da criança. com as determinações judiciais feitas rapidamente. Não é grau severo porque. conflito de fidelidade com a mãe e avós maternos. a criança foi aceitando afastar-se da mãe para conhecer o pai. 8) Grau moderado em outros sintomas. em estreita sintonia com as sugestões da psicóloga. 7) Não. impossibilita o teste da realidade e a experiência positiva com esse pai. no próprio parecer. as visitas e pernoites são impossíveis de se realizarem ou muito dificultadas pela própria criança. 5) No início do atendimento. mas em relação as dificuldades de visita na casa do pai. o que rompe o vínculo. . agarrandose no portão ou se escondendo dentro da casa. a criança apresentou grau severo. Acusação de que o pai é perigoso e causa hematomas na filha = abuso físico ou negligência. 9) Grau moderado em outros sintomas. Ameaças judiciaias para a alienadora e definição clara das condições de visitas do pai. ampliação para o mesmo. 3) Convocação para ver o filme. capacidade para a manipulação e medo de ser autêntica = falso eu. No grau leve não há dificuldades durante as visitas.

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