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Carlos Biasotti

(Organizador)

Os 80 Anos
do Príncipe dos Poetas Brasileiros
(Homenagem que, no dia 14 de dezembro de 2006, a 5a. Câmara de Direito
Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou ao poeta
Paulo Bomfim).

2014
São Paulo, Brasil
Os 80 Anos
do Príncipe dos Poetas Brasileiros
Carlos Biasotti
(Organizador)

Os 80 Anos
do Príncipe dos Poetas Brasileiros
(Homenagem que, no dia 14 de dezembro de 2006, a 5a. Câmara de Direito
Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo prestou ao poeta
Paulo Bomfim).

2014
São Paulo, Brasil
Sumário

Nota Preliminar;

I– Palavras do Des. Carlos Biasotti, presidente da 5a.


Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça;

II – Oração do Des. Márcio Bonilha, ex-Presidente do


Tribunal de Justiça;

III – Discurso do Dr. Rubem Ferraz de Oliveira,


Procurador de Justiça;

IV – Alocução do Des. Celso Limongi, Presidente do


Tribunal de Justiça;

V – Cântico do Príncipe dos Poetas Brasileiros;

VI – No Templo da Justiça, uma Profissão de Fé: Credo


(Paulo Bomfim);

VII – Palácio da Justiça (Paulo Bomfim);

VIII – Aspectos da Solenidade;

IX – Antônio Triste (Paulo Bomfim);

X – Síntese Biográfica e Obra Literária de Paulo


Bomfim.
Nota Preliminar

Era ponto de justiça comemorar condignamente o 80º


aniversário de nascimento de Paulo Bomfim, O Príncipe dos
Poetas Brasileiros.

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde exerce


as funções de Assessor da Presidência e Chefe do Cerimonial,
tomou a si a iniciativa de promover-lhe a homenagem.

Em sessão da colenda 5a. Câmara de Direito Criminal,


realizada no Salão da Plenária, mais de um orador lhe exaltou os
dotes de espírito, humanidade e caráter. Os discursos que
proferiram — então gravados — acham-se aqui transcritos.

Neste opúsculo também se reproduzem as palavras (ou o


cântico) do Poeta e alguns de seus escritos de rara beleza e valor,
preservados assim das injúrias do tempo.

A solenidade, ainda que esplêndida, não terá excedido os


méritos e atributos excepcionais do homenageado. Mas, ninguém
está obrigado ao impossível!
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I– Palavras do Des. Carlos Biasotti, presidente da 5a.


Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça

Invocando para os nossos trabalhos a proteção de Deus (que


é o Sol da Justiça), declaro aberta a sessão ordinária da colenda
5a. Câmara de Direito Criminal do egrégio Tribunal de Justiça
do Estado de São Paulo, ao mesmo tempo que, havendo
consideração à presença do Excelentíssimo Senhor Presidente do
Tribunal, o eminente Des. Celso Limongi, tenho a honra de
passar-lhe a presidência da solenidade.

Como estou perante assembleia respeitabilíssima, peço


licença para falar em pé.

Acha-se reunida a Câmara — e pode-se dizer que o próprio


Tribunal, já que está entre nós seu digno e honrado Presidente, o
Des. Celso Limongi, e com ele o vice-Presidente Des. Caio
Eduardo Canguçu de Almeida, o Des. Gilberto Passos
de Freitas, Corregedor Geral da Justiça; o Presidente da Seção
de Direito Criminal, Des. Luiz Carlos Ribeiro dos
Santos, e também o sempre lembrado ex-Presidente Des.
Márcio Bonilha, o insigne Des. Alexandre Moreira
Germano, Coordenador do Museu do Tribunal de Justiça, e
outros —, acha-se reunida a Câmara para que os juízes que a
integram exerçam seu nobre ofício de dizer o bom direito e fazer
justiça. Justiça, que, na consagrada fórmula de Ulpiano, é a
constante e perpétua disposição de dar a cada um o que lhe
pertence: “Justitia est constans et perpetua voluntas jus suum cuique
tribuendi”, na voz latina(1).

(1) Dig., 1.1.10.


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Esta primeira parte da assentada de nossos trabalhos nós a


reservamos para um ato de necessária justiça.

Neste ano da graça de 2006, aos 30 de setembro —


portanto, no esplendor da estação da primavera —, completou a
80a. primavera de sua fecunda e radiante existência O Príncipe dos
Poetas Brasileiros, o nosso querido Paulo Bomfim!

As mais importantes instituições culturais de São Paulo


já lhe renderam belas e comoventes homenagens: a Academia
Paulista de Letras, a Faculdade de Direito do Largo de São
Francisco e outras.

Nossa Câmara quis também associar-se às manifestações de


júbilo!

Mas este singelo encontro de amigos seus juramentados


não tem apenas o sentido de comemoração daquelas a que o
Poeta, ex-aluno das Arcadas, denominou “80 heroicas pancadas” (2).

A glorificação de um poeta — e esse O Príncipe dos Poetas —


já nos outorgava carta de cidadania de sujeitos bem formados,

(2) Referência à lira de Tobias Barreto. Vem aqui a ponto a evocação do Des. Mário
Hoeppner Dutra:
“ Hoje, na sombra das Arcadas, com uma coroa de louros, está plantado o monumento ao
Soldado Constitucionalista, sagrada lembrança dos que lutaram e morreram pela liberdade. Nele o buril
requintado cinzelou, em caracteres flavos, a elegia resplendente de patriotismo, entoada por Tobias Barreto:
Quando se sente bater
No peito a heroica pancada,
Deixa-se a folha dobrada
Enquanto se vai morrer…
(in Altar da Glória, 1977, p. 14; Lex Editora S.A.).
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cultos e sensíveis: que é próprio dos espíritos superiores exaltar


os grandes vultos de sua pátria!

Lemos em Cícero que os antigos chamavam sagrados aos


poetas, porque parecia que lhes haviam sido concedidos “por mercê
particular e dádiva dos deuses”.(3)

O sábio Renan, esse “escreveu que Vítor Hugo aparecera na


terra por um decreto especial e nominativo do Eterno”.(4)

Esta foi sempre a opinião comum a respeito dos verdadeiros


poetas!

Mas, além de entoar um cântico de louvor ao altíssimo


Poeta, corre-nos a obrigação de significar-lhe, nesta data especial,
por imperativo de justiça, nosso público reconhecimento.

O Poeta Paulo Bomfim é também deste Tribunal de


Justiça, majestoso celeiro de varões íntegros e doutíssimos.
Assessor da Presidência e Chefe do Cerimonial, desempenha seu
cargo com inexcedível competência e amor. Nunca o Tribunal
realizou solenidade a que não comparecesse, elevando-a com sua
presença, engenho e arte. Foram infinitas as cerimônias de posse
de Juízes e Desembargadores de que participou, neste augusto
recinto!

Essas belíssimas pinturas alegóricas, o feixe de varas


(insígnia do direito), esses magníficos capitéis e as cornijas
douradas são inteiramente familiares ao caríssimo Poeta!

(3) Orações, 1948, p. 65; trad. Pe. Antônio Joaquim; W. M. Jackson Inc. Editores; São Paulo.
(4) Antônio Cândido, Discursos e Conferências, p. 114; Porto.
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Assentado naquela cadeira de soberbo estilo, costuma


acompanhar, com o semblante suave e atento, o curso das
cerimônias. Exulta discretamente quando acerta de um orador
citar-lhe os inspirados versos, para dar mais beleza e primor ao
discurso. Esse traço conspícuo de bom-gosto literário nossos
Presidentes sempre revelaram! Afinal, “não fazem dano as Musas
aos doutores”, conforme sentenciou o jurista-poeta Antônio
Ferreira.(5)

É por tudo isso que os Desembargadores, os Juízes de


Direito, os membros do Ministério Público, a Advocacia — em
suma: todos os que sagramos culto no templo da divina Têmis
incorruptível —, satisfazendo a um preceito de justiça, queremos
declarar que Paulo Bomfim, O Príncipe dos Poetas Brasileiros,
mereceu a gratidão do Tribunal de Justiça!

(5) Poemas Lusitanos, 1973, p. 103.


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II – Oração do Des. Márcio Bonilha, ex-Presidente do


Tribunal de Justiça

Esta Casa, que é o Templo da Justiça dos paulistas, possui


em seu relicário histórico figuras inesquecíveis de antepassados
gloriosos, cujas ideias, palavras e obras construíram a grandeza
deste Tribunal, deixando um precioso legado de nossas tradições
e a valiosa contribuição para o mundo jurídico-cultural, na
irradiação do culto ao Direito e na conservação dos valores mais
caros à humanidade, que são a Liberdade e a Justiça.

Mas, nesta cidadela, para honra de sua história, ouviu-se,


também, a chamada dos clarins de 1932, e, em variadas ocasiões,
foram travados memoráveis debates, marcados pela fé, esperança,
lealdade e confiança nos destinos da Nação, sempre sob a
inspiração do ideal cristão e da crença imarcescível na supremacia
da ordem jurídica.

Do mesmo modo, os valores culturais aqui foram sempre


cultuados, na literatura, na arte e na poesia, e esta tradição secular
integra o patrimônio dos paulistas.

Bem por isso, ao retornar a este recinto sagrado, nesta


ocasião especial, vem à minha lembrança o instante inesquecível
de minha presença neste salão, ao tomar posse como Juiz
Substituto, no início da carreira, juntamente com os colegas
Melcíades Henrique de Oliveira, Sebastião Carlos
Gonçalves e Marcus Vinicius dos Santos, então
remanescentes do concurso de ingresso realizado em 1960, na
mesma data em que se despedia da magistratura de São Paulo o
ínclito Presidente Pedro Chaves, que veio a ser saudado em
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condições inusitadas pelo inolvidável mestre Miguel Reale,


que solicitou a palavra no ato, e recebeu o assentimento da Casa
e o apoio de todos os presentes, em oração memorável de
despedida, pois o grande Juiz bandeirante acabara de ser nomeado
Ministro do Supremo Tribunal Federal, e aquela fora sua última
sessão neste Pretório.

Outro instante de emoção ocorreu no ato de minha posse,


como Presidente deste Tribunal, em 2 de fevereiro de 2000, e,
no discurso por mim proferido, comecei a usurpar os direitos
autorais do inigualável Paulo Bomfim, reportando-me ao texto
poético do Príncipe dos Poetas Brasileiros:

“Em tudo, na vida que passa, na estrela que brilha, na ave que
voa, na manhã que ri, encontro sempre um pouco de você”.(6)

Nesse ponto, tornei-me um incorrigível reincidente, e, em


inúmeras orações por mim proferidas, a beleza das frases poéticas
de sua lavra tornou-se de obrigatória presença.

Conheci, pessoalmente, o Poeta da gente bandeirante, no


fim da primavera de minha vida, mas já o admirava há longo
tempo, na vida universitária, quando ouvia com frequência seu
programa radiofônico, na velha Rádio Gazeta, desta Capital.

Essa admiração cresceu com o tempo; tornou-se veneração.


O amor pela poesia, escondido no recôndito da alma, aflorou e
fincou raízes, a ponto de ler e reler sua obra, e descobrir a fonte da
sabedoria poética, com Guilherme de Almeida, Fernando
Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Cecília

(6) Paulo Bomfim, O Colecionador de Minutos, 1960, p. 198; Livraria Martins Editora; São
Paulo.
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Meirelles e Manuel Bandeira, além de inúmeros outros


bardos de igual porte.

Municiou-me Paulo Bomfim de farto material, viciando-


-me no culto à arte da Poesia, de tal modo que, em todos os
discursos por mim proferidos, no exercício da Presidência,
figurou, invariavelmente, uma citação poética, o que deu margem
a muita indagação sobre a autoria das orações, sempre,
imperfeitamente, por mim elaboradas.

Companheiro leal, sincero e dedicado, o Decano da


Academia Paulista de Letras, esse sim, é unanimidade nacional.
Príncipe pela raça, pela estirpe, pelo caráter, pela conduta
exemplar, pelo mérito literário, pelo lavor artístico, pela grandeza
da alma e pela riqueza da poesia.

Hoje, permitam-me dizê-lo, esta Casa que não se dobra e


que jamais se dobrou, curva-se (de minha parte com genuflexão),
para homenagear esse menino-poeta, que ama São Paulo como
ninguém, e atinge, na idade da sabedoria, a perfeição da
maturidade moral e intelectual.

Ele é o sonhador vivo, “na proa de seu destino”, na plenitude


de sua força intelectual, que acaba de nos presentear com “Janeiros
de Meu São Paulo”.

Muito mais teria a dizer sobre esse nume tutelar desta Casa,
mas creio que seria incidir na rememoração daquilo que todos
sabemos.

O que importa é expressar o reconhecimeto pela grandeza


de sua vida, pela magnanimidade de sua alma, pela generosidade
de sua amizade, pela sua lealdade sem-par.
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O Mestre da Poesia esconde em seu coração um tesouro de


bondade, e sabe distribuir com nobreza os sentimentos mais
sublimes.

Obrigado, caríssimo Paulo Bomfim, por você, pela família


e pela obra poética.

Parabéns pela lição de vida, pelo exemplo de homem de


bem, pelo idealismo de bandeirante.

Permitam-me encerrar estas palavras com uma estrofe do


hino da Academia Paulista de Magistrados, cuja letra é da autoria
do homenageado:

“Nos caminhos do sonho e do ideal,


Nossas togas são cantos, são listas
Da bandeira que sempre empunhamos.
Alma e voz, coração dos paulistas”.

Até sempre, Paulo Bomfim, a quem amo como a um


irmão. Que o Altíssimo continue a iluminar seus passos!
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III – Discurso do Dr. Rubem Ferraz de Oliveira,


Procurador de Justiça

Excelentíssimo Desembargador Celso Limongi,


digníssimo Presidente deste egrégio Tribunal de Justiça;

Excelentíssimo Desembargador Passos de Freitas,


digníssimo Corregedor Geral da Justiça;

Excelentíssimo Desembargador Carlos Biasotti,


digníssimo Presidente desta colenda 5a. Câmara de Direito
Criminal;

Excelentíssimos Desembargadores;

Poeta Maior, Paulo Bomfim:

Meados do longínquo ano de mil, novecentos e sessenta e


quatro, ainda nem mesmo saído da adolescência, arribava-me
doutras plagas rumo a esta cidade de São Paulo. Trazia em meu
alforje, meu bisaco, meu sapicuá, enfim, na minha capanga (como
se costumam chamar por lá as bagagens), inúmeros sonhos, todos,
à exceção de apenas um, mercê de Deus, satisfatória ou até mesmo
surpreendentemente realizados. Resta-me ainda insatisfeita, tão
só, aquela recôndita ambição de muitos que ali despontaram para
a existência, entre esses, “Nhá Vitória”, personagem da magistral
obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, de “algum dia ainda
conseguir falar bonito feito seu Tomás da Bolandeira”, que era o dono
de uma engenhoca, assim chamada, de moagem artesanal de cana-
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-de-açúcar; sendo, também o intelectual do povoado, cuja invulgar


cultura humanística consistia em saber de cor os horários de
chegadas e partidas dos trens e dos navios. Empedernido
perseguidor desse “desideratum”, hei de um dia consegui-lo, ou
morrer tentando. Vossas Excelências não perdem por esperar!…

Mas, Poeta Maior, não foram essas, quiçá imerecidas


conquistas — a tantos outros conterrâneos negadas — que me
conduziram a um declarado e irrefreável amor por esta Cidade que
tão bem me acolhera e, dentro dela, de forma algo mais específica,
pela velha Faculdade de Direito, no que — estou certo — temos
algo em comum. Para isso contribuíram, com certeza, os versos
emanados de sua verve, do seu estro, que em minha alma
permanecem tão imortalizados quanto naquelas placas de bronze
do átrio e colunas da “velha sempre nova Academia”, que, não por
acaso, lhe deram o merecido título de Príncipe dos Poetas Brasileiros.

Outra inquietude que me persegue é o cismar no porquê de,


também dedicando-me, como mero “hobby”, com a preocupação
de quem apenas se deleita, à Física, mormente aquela denominada
Física Quântica, mais vigorosa das formas de se ver o Universo,
afeito, assim, à verdade em sua forma mais absoluta e mais castiça,
por que iria manter em mim essa centelha de “Nhá Vitória”, esse
afã de um dia ainda conseguir “falar bonito feito seu Tomás da
Bolandeira”, em que a verdade — como erroneamente eu supunha
— seria a última das preocupações. Entretanto, hoje, caro Poeta,
após alguns anos de reflexões, inarredável é a minha convicção de
que ninguém há mais verdadeiro, mais sincero que um poeta. São
os vates tão fiéis à verdade, que dela não logram afastar-se nem
mesmo quando se propõem mentir; não sendo por outra razão
que alhures já se sentenciou:
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“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente”.(7)

Feliz aniversário e muito obrigado por existir, meu Poeta


Maior!

(7) Fernando Pessoa; apud Afrânio Coutinho, Seleção Poética, 1972, p. 104; Companhia
José Aguilar Editora; Rio de Janeiro.
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IV – Alocução do Des. Celso Limongi, Presidente do


Tribunal de Justiça

Desembargador Caio Eduardo Canguçu de


Almeida;
Desembargador Gilberto Passos de Freitas;
Desembargador Luiz Carlos Ribeiro dos Santos;
Caro Desembargador Carlos Biasotti;
Dr. Rubem Ferraz de Oliveira;
Grande poeta Paulo Bomfim;
Colegas aqui presentes;
Colegas da 5a. Câmara de Direito Criminal;
Serventuários da Justiça;
Senhoras e Senhores:

Quero dizer que esta sala, que eu considero sagrada, se abre


para, com alegria e emoção, mais uma vez, fazer justiça, justiça a
este grande Paulo Bomfim!

Para exaltar as suas qualidades já se manifestaram os


oradores que me antecederam. Todavia, preciso ressaltar que para
o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é uma grande honra
ter o nosso Paulo Bomfim como responsável e orientador do
nosso cerimonial.

Nós estamos ligados: o templo da Justiça (Tribunal de


Justiça) e um templo de cultura e arte (a Academia Paulista de
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Letras). Estamos ligados, sempre estivemos, e este elo hoje mais


se acentua com a presença, lá e aqui, do grande poeta Paulo
Bomfim.

Preciso exaltar uma das mais raras virtudes que uma pessoa
pode ostentar: a lealdade. Sinto no poeta Paulo Bomfim um
homem leal: homem leal à Presidência, à instituição da Presidência
do Tribunal de Justiça; homem leal ao Tribunal de Justiça.

É o que eu agradeço, porque esta virtude hoje não é assim


tão frequente num homem que, como poeta, brinca com as
palavras e, sem embargo, consegue produzir ideias profundas de
estilo; por isso, caro poeta Paulo Bomfim, nós nos orgulhamos
da presença de Vossa Excelência como companheiro, parceiro,
orientador!
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V – Cântico do Príncipe dos Poetas Brasileiros

Meu caro Presidente Desembargador Celso Luiz


Limongi, que sempre me emociona com suas palavras;

Desembargador Caio Eduardo Canguçu de


Almeida, querido amigo;

Meu caro Desembargador Gilberto Passos de


Freitas;

Desembargador Luiz Carlos Ribeiro dos Santos,


companheiro de jornadas há muitas décadas;

Meu querido Desembargador Ademir de Carvalho


Benedito;

Meu querido amigo Carlos Biasotti e Senhores


Membros da 5a. Câmara Criminal! Quanta emoção, meu caro
Carlos Biasotti, abrindo esta sessão no dia de hoje! Quanta
generosidade! Com quanta lembrança eu saio enriquecido deste
momento de beleza!

Meu caro Márcio Martins Bonilha, amigo eu acho


que pelo menos há umas seis décadas, seis décadas de admiração!
Meu querido Presidente, que, em momento difícil de minha vida,
me trouxe de volta ao Tribunal de Justiça! Minha querida amiga
D. Sônia, minhas homenagens!

Meu caro Dr. Rubem Ferraz de Oliveira, meu irmão


em São Francisco!

O que dizer desta reunião, também num dia que me traz


tanto alento num dia de desalento, pela doença grave de minha
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mulher?! Que me traz uma verdadeira transfusão espiritual de


beleza, de generosidade, meu caro Presidente, nesta sala
impregnada de tantas memórias! Nesta sala, que eu vi terminar
nos anos de 1933, quando aqui vinha com meu pai, que era médico
(tinha consultório na Rua Venceslau Brás); vínhamos a pé — eu,
menino de seis anos — visitar o Dr. Ricardo Severo, grande
arquiteto, que seria depois sogro de meu tio Armando, que
herdara, em 1927, as obras deste prédio, com a morte de Ramos
de Azevedo!

Portanto, acompanhei o nascimento e o término deste


prédio, que fala tão de perto ao coração do poeta! Este prédio,
onde meu tio Theodomiro Dias foi presidente; meu primo
Humberto de Andrade Junqueira, corregedor; meu
querido primo Júlio Ignacio Bomfim Pontes, companheiro
dos Senhores; prédio onde convivi com a nata da intelectualidade
paulista, porque aqui é a última trincheira, é o último ponto de
resistência das glórias e da tradição paulista!

Este prédio, meus senhores e minhas senhoras, é a história


de São Paulo viva; é a história de São Paulo pulsante; é a tradição
que se dinamiza!

Amigo é espelho onde a alma se reflete. É o refletir que nos


torna melhores, mais dignos do abraço fraterno, da palavra exata,
no momento exato!

Amigo é o melhor de nós; um outro em quem nos


reconhecemos; aquele que vigia nossos sonhos e transforma
nossas lágrimas em orvalho de esperança.
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Amigo é o pastor de conselhos e soluções, o semeador do


sorriso e do perdão, o porto seguro onde nossa insegurança se
transforma em paz.

É algo eterno em nossos passos efêmeros!

É a pátria espiritual que nos recebe, o gesto que nos devolve


o calor humano, a certeza de nossas incertezas!

Amigos são os Senhores, que me homenageiam nesta


sessão, que tem o dom de devolver a poesia ao poeta!
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VI – No Templo da Justiça, uma Profissão de Fé: Credo (Paulo


Bomfim)

Creio na vocação judicante e na responsabilidade que esse


ofício nos confere.

Creio no destino de um Poder que dá a São Paulo dignidade


no Presente e confiança no Futuro.

Creio na saga da Magistratura bandeirante que tem neste


Palácio seu templo, sua tribuna e sua liturgia.

Creio na sacralidade da toga, na missão de julgar, na vitória


da Lei a serviço do Bem.

Creio na Justiça de nossa terra, em seus numes tutelares, em


sua jornada pontilhada de sacrifício e de sabedoria.

Creio na predestinação deste momento feito de evocações e


responsabilidade, numa hora decisiva de nossa História quando o
destino do Judiciário Paulista clama por novos rumos e pede ao
Passado a luz da experiência e o dom de desvelar perspectivas
redentoras.

Creio uma crença que se renova diariamente na Estrada de


Damasco da revelação dos rumos de São Paulo e de seu Judiciário,
no fortalecimento e na união de nossa Magistratura em torno do
ideal de bem servir ao nosso povo.

Creio e faço dessa crença a luz que guiará meus passos,


minhas decisões, meus propósitos, meu ideal de paulista e
magistrado.
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VII – Palácio da Justiça (Paulo Bomfim)

O edifício onde se instala o Tribunal de Justiça do Estado


de São Paulo teve sua pedra fundamental lançada a 24 de fevereiro
de 1920, sendo Presidente do Estado o Dr. Altino Arantes e
Secretário da Justiça o Dr. Herculano de Freitas.

A construção demorou treze anos e a inauguração oficial


deu-se a 2 de janeiro de 1933. No Tribunal do Júri, Ibrahim
Nobre acusou a ditadura; e, na Revolução de 32, desse prédio,
Costa Manso presidiu o Judiciário Paulista. O projeto do
edifício — de inspiração neoclássica — é de autoria de Ramos
de Azevedo, que supervisionou as obras até 1928, data de sua
morte. A partir daí, Ricardo Severo e Arnaldo Villares
assumiram o trabalho.

Suas escadarias, galerias e o piso em geral foram revestidos


com mármore de Carrara; o mármore amarelo das balaustradas da
escadaria central e do grande saguão veio de Portugal. Nos
lambris e portas foram empregadas madeiras nacionais de fina
qualidade; granitos nacionais, bronze trabalhado utilizados nas
colunas do pórtico da entrada principal e portas de acesso.

Diversas salas receberam decoração com pinturas à mão e


folheadas a ouro.

Na sobriedade das linhas arquitetônicas, na elegância das


colunatas, na nobreza dos espaços, no ritmo das escadarias, na
perspectiva dos corredores, na majestade dos salões, na arte dos
quadros e do mobiliário imperial, na heráldica do frontispício, no
acervo histórico da biblioteca, no conjunto harmonioso da
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construção, o Palácio da Justiça é hoje um dos pontos mais belos


da moderna cidade de São Paulo.

Aqui o Passado e o Presente se encontram entregando ao


Futuro um monumento que reflete em seus mármores a
perenidade da Justiça em nossa terra.

(Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo)


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VIII – Aspectos da Solenidade

a) Mesa dos Trabalhos

(E) Des. Celso Luiz Limongi, Presidente do Tribunal de Justiça;


Des. Gilberto Passos de Freitas, Corregedor Geral da Justiça, e
Paulo Bomfim, O Príncipe dos Poetas Brasileiros.

(E) Procurador de Justiça Rubem Ferraz de Oliveira;


Des. Carlos Biasotti; Des. Caio Eduardo Canguçu
de Almeida, Vice-Presidente do Tribunal de Justiça;
Des. Celso Luiz Limongi, Presidente do Tribunal de Justiça;
Des. Gilberto Passos de Freitas, Corregedor Geral da Justiça;
Poeta Paulo Bomfim e Des. Luiz Carlos Ribeiro
dos Santos, Presidente da Seção de Direito Criminal.
31

b) Os Oradores (na ordem em que ocuparam a tribuna)

Des. Carlos Biasotti, presidente da 5a. Câmara de Direito Criminal

Des. Márcio Martins Bonilha, ex-Presidente do Tribunal de Justiça


32

Procurador de Justiça Rubem Ferraz de Oliveira

Des. Celso Luiz Limongi, Presidente do Tribunal de Justiça


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O Poeta Paulo Bomfim, em bela e comovente oração,


agradece a homenagem do Tribunal.

A advogada Juliana Biasotti entrega flores ao Poeta.


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c) Personalidades

Des. Márcio Bonilha, ex-Presidente do Tribunal de Justiça,


e Exma. Sra. Sônia Milano Bonilha.

Des. Alexandre Moreira Germano,


Coordenador do Museu do Tribunal de Justiça.
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Des. Geraldo Amaral Arruda

(E) Desembargadores Waldemar Nogueira Filho,


Sebastião Carlos Garcia, Justino Magno Araújo,
Isabela Gama de Magalhães Gomes e outros.
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d) Os Cumprimentos

Em clara demonstração de júbilo e carinho, o Poeta recebeu


cumprimentos e abraços de amigos e admiradores:

Des. Luiz Carlos Ribeiro dos Santos

Des. Celso Luiz Limongi


37

Des. Geraldo Amaral Arruda

Des. Sebastião Carlos Garcia


38

Des. Antonio Carlos Tristão Ribeiro

Des. Geraldo Francisco Pinheiro Franco e


Des. Marcos Zanuzzi
39

Des. Sérgio Rui da Fonseca

Dr. Nicanor da Silva Baptista Filho (Juiz de Direito)


40

e) 5a. Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do


Estado de São Paulo e sua Composição

Desembargadores:
(E) Antonio Carlos Tristão Ribeiro, Marcos Zanuzzi,
Geraldo Francisco Pinheiro Franco, Carlos Biasotti,
José Damião Pinheiro Machado Cogan,
Sérgio Rui da Fonseca e Juvenal José Duarte.

Desembargadores:
(E) Carlos Biasotti (na tribuna), Damião Cogan, Sérgio Rui,
Pinheiro Franco, Tristão Ribeiro e Marcos Zanuzzi.
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f) Público: Relação Parcial

Foram presentes à solenidade, entre inúmeras outras, as


seguintes pessoas:

Paulo Bomfim (O Príncipe dos Poetas Brasileiros)


Des. Celso Luiz Limongi (Presidente do Tribunal de Justiça)
Des. Caio Eduardo Canguçu de Almeida (Vice-Presidente
do Tribunal de Justiça)
Des. Gilberto Passos de Freitas (Corregedor Geral da
Justiça)
Des. Luiz Carlos Ribeiro dos Santos (Presidente da Seção
de Direito Criminal)
Des. José Damião Pinheiro Machado Cogan
Des. Carlos Biasotti (Presidente da 5a. Câmara de Direito
Criminal)
Des. Geraldo Fancisco Pinheiro Franco
Des. Antonio Carlos Tristão Ribeiro
Des. Sérgio Rui da Fonseca
Dr. Rubem Ferraz de Oliveira (Procurador de Justiça)
Des. Márcio Martins Bonilha (ex-Presidente do Tribunal
de Justiça) e Exma. Sra. Sônia Milano Bonilha
Des. Alexandre Moreira Germano (Coordenador do
Museu do Tribunal de Justiça)
Des. Sebastião Carlos Garcia
Des. Justino Magno Araújo
Des. Ericson Maranho
42

Des. Marcos Zanuzzi


Des. Waldemar Nogueira Filho
Des. Rui Cavalheiro
Des. Ademir de Carvalho Benedito
Desa. Isabela Gama de Magalhães Gomes
Des. Geraldo Amaral Arruda
Des. José Antonio Encinas Manfré
Dr. Nicanor da Silva Baptista Filho (Juiz de Direito)
Dra. Juliana Biasotti Amorim
Dra. Maria Helena Biasotti
Dra. Roberta Garcia Fontão
Dra. Jessie Mara de Almeida Char
Dra. Fabiana Cristina dos Santos Moreira
Dr. Vagner Cuisse
Dra. Ana Maria Pires
Pedro Georges Eleftheriou (cinegrafista)
Daniela Smania (fotógrafa).

Local: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo


Sala Min. Costa Manso (5º andar, sala 501)
Data: 14 de dezembro de 2006
Horário: 10h
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IX – Antônio Triste (Paulo Bomfim)

Esguio como um poste da Avenida


Cheio de fios e de pensamentos,
Antônio era triste como as árvores
Despidas pelo inverno,
Alegre, às vezes, como a passarada
Nos fins da madrugada.

Sozinho, como os bancos de uma praça


Em noites de neblina,
Antônio, protegido de retalhos
Com seu cigarro aceso,
Lembrava-me um balão que, multicor,
Se vê no firmamento:
Não se sabe donde veio
Não se sabe aonde vai.

Não era velho


Nem era moço,
Não tinha idade
Antônio Triste.

Quando as luzes cansadas se apagavam


E as trevas devoravam a cidade,
Antônio Triste chorava e cantava:
À luz de um cigarro, bailava e rodava
Pelas ruas desertas e molhadas.
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Mas, certa noite, um varredor de rua


Viu muito lixo no chão:
Tanto trapo amontoado,
Quase um balão de São João!

Um resto de cigarro num canto da boca,


A mecha se apagara.
Antônio, o triste balão de retalhos,
Findara!
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X – Síntese Biográfica e Obra Literária de Paulo Bomfim(*)

Natural de São Paulo, Capital.

Data de nascimento: 30 de setembro de 1926.

Filho de Simeão dos Santos Bomfim e Maria de


Lourdes Lebeis Bomfim.

Descendente de bandeirantes e de fundadores de cidades.


As origens da temática de “Armorial” circulam em suas veias.

Cônjuge: Emma Gelfi Bomfim.

De seu amor à terra surge também a comemoração do “Dia


do Bandeirante”, celebrado pela primeira vez em 14 de novembro de
1961.

Atividades Profissionais:

Jornalista profissional, iniciou suas atividades jornalísticas


em 1945, no Correio Paulistano, indo a seguir para o Diário de São
Paulo, a convite de Assis Chateaubriand, onde escreveu
durante uma década “Luz e Sombra”, redigindo também “Notas
Paulistas” para o Diário de Notícias do Rio. Foi Diretor de Relações
Públicas da Fundação Cásper Líbero e fundador, com Clóvis
Graciano, da Galeria Atrium. Homem de TV, produziu

(*) Apud Paulo Bomfim e Juarez de Oliveira, Café com Leite (Encontro Poético), 2008,
pp. 3-5; Editora Juarez de Oliveira.
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Universidade na TV juntamente com Heraldo Barbuy e


Oswald de Andrade Filho, no Canal 2; “Crônica da Cidade” e
“Mappin Movietone”, no Canal 4. Apresentou, na Rádio Gazeta,
“Hora do Livro” e “Gazeta é Notícia”.

Trabalhos Publicados:

Seu livro de estreia foi “Antônio Triste”, publicado em 1947,


com prefácio de Guilherme de Almeida e ilustrações de
Tarsila do Amaral.

Em sua apresentação, Guilherme saudava o jovem


estreante como “o novo poeta mais profundamente significativo da nova
cidade de São Paulo”. “Antônio Triste” foi premiado em 1948 pela
Academia Brasileira de Letras com o “Prêmio Olavo Bilac”.
Fizeram parte da comissão julgadora Manuel Bandeira,
Olegário Mariano e Luiz Edmundo.

Publica a seguir “Transfiguração” (1951), onde envereda


através do soneto inglês nos roteiros de Gama transpostos para
a descoberta do mar secreto e das índias interiores. Depois,
em “Relógio de Sol” (1952), lida com a alquimia poética e lança
as primeiras cantigas, linha que seria musicada por Camargo
Guarnieri, Dinorah de Carvalho, Theodoro
Nogueira, Sergio Vasconcelos, Oswaldo Lacerda e
outros.

Edita, em 1954, “Cantiga do Desencontro” e “Poema do


Silêncio”, surgindo depois “Armorial”, de profundas vivências
ancestrais, onde o bandeirismo é projetado no reino mágico dos
Mitos. “Volta proustiana ao passado paulista”, como escreveu
Cassiano Ricardo. Clóvis Graciano é o ilustrador dessa
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edição. Em 1958, sempre pela Editora Martins, lança seus “Quinze


Anos de Poesia” e “Poema da Descoberta”. Publica a seguir
“Colecionador de Minutos”, Ramo de Rumos” (1961), “Antologia
Poética” (1962), “Sonetos da Vida e da Morte” (1963), “Tempo
Reverso” (1964), “Canções” (1966), “Calendário” (1963), “Poemas
Escolhidos” (1973), com prefácio de Nogueira Moutinho,
“Praia de Sonetos” (1981), com prefácio de Almeida Salles e
ilustrações de Celina Lima Verde, “Sonetos do Caminho”
(1983), com prefácio de Gilberto de Mello Kujawski.
Lança, em 1992, “Súdito da Noite”, com prefácio de Ignacio da
Silva Telles e capa de Dudu Santos. Publica, em 1999, “50
Anos de Poesia”, com prefácio de Rodrigo Leal Rodrigues, e
em 2000 “Sonetos” e “Aquele Menino”. Seu livro “O Caminheiro”
foi editado pela Green Forest do Brasil em 2001. Publica em 2004
“ Tecido de Lembranças” pela editora Book Mix, e “Rituais”, com
ilustrações de Dudu Santos, em 2005. Em 2006, 3a. edição de
“O Colecionador de Minutos” pela editora Gente, “Livro dos
Sonetos”, edição Amaral Gurgel, e “Janeiros de Meu São Paulo”
pela editora Book Mix. Lança, em 2007, “Cancioneiro”, com
desenhos de Adriana Florence, e “Navegante”, edição
bilíngue, Amaral Gurgel Editorial. E, a sair, “Corpo”, com
ilustrações de Dudu Santos, e “Insólita Metrópole” com Ana
Luíza Martins.

Títulos Honoríficos:

Suas obras foram traduzidas para o alemão, o francês, o


inglês, o italiano e o castelhano. Em noite memorável de 1963
entrou para a Academia Paulista de Letras, onde foi saudado por
Ibrahim Nobre. Foi Presidente do Conselho Estadual de
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Cultura e do Conselho Estadual de Honrarias e Mérito e,


atualmente, é Assessor da Presidência do Tribunal de Justiça de
São Paulo. Em 1981, foi eleito “Intelectual do Ano” pela União
Brasileira de Escritores, conquistando o “Troféu Juca Pato”, ao
qual concorreram também Darcy Ribeiro e Celso Furtado.

Em 1991, foi premiado com o “Obrigado, São Paulo” da tv


Manchete. Recebeu, também, o título “Príncipe dos Poetas
Brasileiros”, da Revista Brasília.

Foi-lhe outorgado, no Rio de Janeiro, o Prêmio da União


Brasileira de Escritores por seus 50 anos de Poesia.

Editado pela Academia Paulista de Magistrados o livro


“ Tributo a Paulo Bomfim”.

Em 2004, é criado pelo Governo do Estado de São Paulo o


“Prêmio Paulo Bomfim de Poesia”.

Em 2008, recebeu o “Prêmio Bunge”, categoria Literatura.

É hoje o Decano da Academia Paulista de Letras e


Conselheiro do Imae.

Obras Publicadas:

Antônio Triste (1947), “Prêmio Olavo Bilac” da Academia


Brasileira de Letras;
Transfiguração (1951), 2a. ed. 1955;
Relógio de Sol (1952);
Cantiga do Desencontro (1954);
Poema do Silêncio (1954);
Sinfonia Branca (1955);
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Armorial (1956);
Quinze Anos (1958);
Poema da Descoberta (1958);
Sonetos (1959);
O Colecionador de Minutos (1960), 2a. ed. 1992;
Ramo de Rumos (1961);
Antologia Poética (1962);
Sonetos da Vida e da Morte (1963);
Tempo Reverso (1964);
Canções (1966);
Calendário (1968);
Poemas Escolhidos (1973), 2a. ed. 1976;
Praia de Sonetos (1981), 2a. ed. 1982;
Sonetos do Caminho (1983);
Súdito da Noite (1992);
50 Anos de Poesia (1998), 2a. ed. 2000;
Sonetos (2000), edição portuguesa;
Aquele Menino (2000);
O Caminheiro (2001);
Tecido de Lembranças (2004);
Rituais (2005), Paulo Bomfim e Dudu Santos;
Janeiros de Meu São Paulo (2006);
Cancioneiro (2007), Paulo Bomfim e Adriana
Florence;
Navegante (2007).
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