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REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS: é a técnica da Constituição utiizada para partilhar entre os

entes federados as diferentes atividades do Estado Federal. O conjunto de atribuições de cada


ente está delineado desde o momento da fundação dos Estado, compondo a própria estrutura
política deste.

No Brasil a divisão de atribuições está descrita na Constituição, mas essa divisão não está
protegida pelas clásulas pétreas, não sendo portanto imutável, podendo portanto ser
modificado por uma emenda constitucional.

Essa repartição de competência que a federação possui é considerada um elemento


fundamental da federação.

O objetivo da repartição de competência da CF de 88 é dividir o poder político entre os


entes federados de forma racional e equilibrada garantindo ao federalismo um equilíbrio
entre União, Estados, Municípios , Distrito Federal e Territórios.

A repartição da competência é baseada em dois princípios:

1) Princípio da Predominância do Interesse: a União cuidará das matérias de


predominância do interesse geral (nacional); aos Estados caberão matérias de
interesse regional e aos Municípios caberão matérias de interesse local.
Ao distrito Federal, em razão da vedação da divisão em municípios, foram outorgados
em regra as competências legislativas, tributárias e administrativasdos estados e
municípios
2) Princípio da Subsidiariedade: se baseia na lógica de que sempre que for possível as
questões devem ser revolvidas pelo ente federativo que estiver mais próximo da
tomada de decisão.

Há duas técnicas de repartição de competência a vertical e a horizontal. Na repartição


horizontal, a Constituição outorga aos entes federativos competência para atuar em
aréas específicas sem a interferência de um sobre o outro, sob pena de
inconstitucionalidade. Na repartição vertical as competências serão exercidas em
conjunto pelos entes federativos, autando de forma coordenada.
Na federação Brasileira foram utilizadas as duas técnicas, a vertical e a horizontal. Ao
definir as competências exclusivas da União foi adotada a técnica de competência
horizontal, por sua vez ao estabelecer as competências comuns e concorrentes foi
adotada a técnica da repartição vertical. Portanto a repartição das competências
dentro do Brasil é feito da seguinte forma:
1) A CF de 88 enumera as competências da União em seus artigos 21 e 22 podendo
elas serem exclusivas ou privativas. As competências exclusivas são indelegáveis,
caracterizando-se por serem administrativas. Já as competências privativas são
delegáveis por serem caracterizadas de legislativas.
2) A CF de 88 enumera a competêcia dos Municípios em seu artigo 30.
3) A Cf de 88 não enumera as competências dos Estados, por isso diz-se que eles
possuem competências remanescentes.
4) A CF de 88 estabelece competências comuns que são de todos os entes
federativos em conjunto
5) A CF de 88 estebelece as competências concorrentes entre a União, Estados e
Distrito Federal. Nas competências concorrentes verticalmente repartidas vai
caber a União dispor sobre normas gerais, aos Estados e ao Distrito Federal dispor
de forma complementar.
6) Em matéria de competência tributária a técnica adotada foi a enumeração
expressa das competências de todas as entidades federativas, vale dizer que a CF
indicou expressamente quais os tributos que cada ente federado poderá instituir,
com a competência residual da União.

A Constituição pode trazer três tipos de competências: as legislativas, as


administrativas e as tributárias.

As competências tributárias são aquelas em que o ente terá aptidão de criar tributos,
descrevendo hipóteses de incidência, sujeitos ativos e passivos, base de cálculo e
alíquotas.

As competências administrativa ou materiais ou ainda não-legislativas consistem num


campo de atuação político-administrativa, é a atuação efetiva para a execução de
tarefas. É a realização de atividades concernentes as matérias nelas consignadas.

Por sua vez, as competências legislativas são competências constitucionalmente


definidas para a eleboração de leis sobre aqueles assuntos expressamente definidos.
Estabelecem o poder de normatização, para estabelecer normas sobre as respectivas
matérias. Não dizem respeito à atuação em si mas sim a edição de normas que
regularão determinada atuação.
A competência legislativa concorrente está disciplinada no artigo 24 da CF , sendo
concorrentes entre a União, os Estados e o Distrito Federal. Esses entes detêm essa
competências em pé de igualdade. A união vai legislar sobre normas gerais, o que não
exclui a competência suplementar dos Estados e do Distrito Federal, não podendo no
entanto utilizar essa competência suplementar para contrariar as normas gerais da
União. Inexistente a lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender as peculiaridades. Entretanto a
superveniência de uma lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei
estadual, no que lhe for contrário. Nesse caso há uma suspensão da lei estadual e não
sua revogação, por isso se a União resolver revogar essa lei federal a lei estadual volta
a viger. Essa competência concorrente não inclui os municípios, entretanto eles podem
suplementar a legislação federal e estadual no que couber.

A competência comum é material, administrativa e a concorrente é legislativa.

1- MODELOS DE REPARTIÇÃO:
I- Modelo clássico: tem por característica enumerar as competência da
União e reservar as demais, não-enumeradas aos estados-membros
(competência residual)
II- Modelo moderno: o texto constitucional não descreve apenas as
atribuições somente da União, mas também as competências de hipoteses
comuns e concorrentes entre a União e os Estados.
3) COMPETÊNCIA DA UNIÃO: No artigo 21 da CF estão as competências exclusivas da
União. Trata-se de competência de natureza administrativa ou material, isto é, estão
relacionadas à prestação de serviços públicos pela União. São competências
indelegáveis, mesmo diante da omissão da União, não podem os demais entes
federativos atuar no âmbito dessas matérias.
Entre as competências exclusivas estão :
I- A União é o ente federativo competente para representar o Estado no plano
exterior.
II- Quando a matéria é defesa nacional a competência é exclusiva da União
III- O Presidente da República é competente para decretar o estado de defesa,
estado de sítio e a intervenção federal
IV- Legislar sobre material bélico é competência da União, e será considerada
inconstitucional a lei estadual que autoriza a utilização pelas polícias militar e
civis de armas de fogo apreendidas
V- É da União a competência para a fiscalização das operações de natureza
financeira
VI- Legislar sobre a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.