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INSTITUTO EDUCACIONAL ANHANGUERA

CENTRO UNIVERSITÁRIO PLINIO LEITE


CURSO DE ENGENHARIA DE CONTROLE E AUTOMAÇÃO

Conformação dos Metais


Fundição por Gravidade

Professor: Marcos Vinicius

Aluno: RA:
Alex Macabu Nogueira 8205968180
Anderson Rodrigues de Souza Carvalho 8479231864
Douglas de Moraes Martins 8208961665
Nathan Lopes Cruz Soares 8092906654
Casemiro (Vulgo: Lucas Pereira)
Cara da outra Turma
Tiago da Silva Mello

9º Período Turno: Noite

Niterói, Rio de Janeiro


Prática I – Fundição de Metais
Processo:

Resumidamente, o processo de fundição consiste em vazar metal líquido


em uma cavidade e então permitir que este se esfrie e solidifique, assumindo
as formas do local onde foi derramado. Esta cavidade é obtida através de um
molde que possui as mesmas características dimensionais da peça que se
deseja obter.

Existem diversos métodos de fundição, porém o alvo desta prática foi o


processo de Fundição por Gravidade. Esta é uma técnica antiga, porém
versátil, pois permite a fabricação de peças de diversas formas e tamanhos,
com certo grau de complexidade.

Resumo da Prática:

O grupo optou pela construção de uma engrenagem de dentes retos,


pois é uma peça que atende aos pré-requisitos deste tipo de processo. Apesar
deste tipo de peça geralmente ser obtida através do processo de fresagem,
acreditamos que era perfeitamente possível sua construção através do
processo de fundição por gravidade.

Em uma folha de papel, foi desenhada uma engrenagem para servir de


base para a construção do modelo; o modelo foi construído em isopor e
modelado com o auxílio de um estilete. Devido ao baixo custo do material, foi
decidido que o modelo seria do tipo destrutivo, não sendo removido do molde
para vazamento do metal. A construção deste molde foi feita utilizando areia
natural, que foi devidamente peneirada.

O metal utilizado foi o Alumínio(Al), que possui ponto de fusão em


660,3°C. Este foi aquecido em um forno a 900°C até se liquefazer totalmente
para que então fosse despejado sobre o molde.

Após resfriada, a peça foi extraída do molde e resfriada em um


recipiente com água a temperatura ambiente.

Objetivo:

Aplicar o conhecimento adquirido em sala de aula sobre os processos de


fundição, na construção de uma peça através da técnica de fundição por
gravidade.
Materiais:

 Isopor (10x10x3)cm  Forno Mufla


 Estilete  Alumínio
 Pinça para Cadinho  Areia Natural
 Cadinho para fundição  Peneira

Experimento:

Primeira Etapa – Desenho da Peça

Com o auxílio de um compasso, foi desenhada em uma folha de papel,


uma engrenagem de 10cm de diâmetro, com dentes retos de 2cm de
comprimento. Após concluído o desenho, foi recortado e colocado sobre o
isopor para confecção do modelo.

Figura 1 - Desenho da Engrenagem

Segunda Etapa – Projeto do Modelo

O desenho serviu como base para marcação do isopor que por sua vez
foi modelado com a utilização do estilete.

Figura 2 - Projeto do Modelo em Isopor


Terceira Etapa – Confecção do Molde

Como foi utilizada areia natural, fez-se necessário a filtragem de grãos


maiores através de uma peneira. Após este processo, o modelo foi posicionado
no centro da caixa de moldar e foi totalmente coberto por areia e prensado
manualmente.

Figura 3 – Peneiramento da Areia

Figura 4 - Confecção do Modelo

Quarta Etapa – Fusão do Metal

Blocos de alumínio foram colocados no Cadinho e levados ao Forno


Mufla, com o auxílio da pinça para cadinho, para serem submetidos à
temperatura de 900°C por cerca de 10min. Tempo suficiente para fusão
completa do alumínio.
Figura 5 - Fusão do Metal

Quinta Etapa – Vazamento no Molde

O cadinho foi retirado do forno com a pinça e o metal foi derramado


sobre o molde, através do canal de vazamento. Conforme já abordado
anteriormente, o modelo construído foi de natureza destrutível, não sendo
necessária a sua remoção do molde ou a utilização do artifício da conicidade.

Figura 6 - Vazamento no Molde

Sexta Etapa – Desmoldagem

Após aguardar alguns minutos até que o metal se solidificasse por


completo, retiramos a peça com o auxílio da pinça e a colocamos em um balde
com água para resfria-la por completo.
Figura 7 - Desmoldagem da Peça

Sétima Etapa – Limpeza e Rebarbação

Como o objetivo desta prática era apenas didático, não foi realizado
qualquer tipo de trabalho posterior na peça. Porém é possível constatar
visivelmente que a qualidade superficial é muito baixa e que é necessário um
trabalho de usinagem para dar acabamento e também a remoção do canal de
vazamento, preenchido pelo metal.

Figura 8 - Peça Fundida


Resultado:

O resultado da prática foi uma engrenagem de alumínio maciço, muito


próxima do modelo construído em isopor.

Figura 9 - Peça Fundida Figura 10 - Modelo em Isopor

Conclusões:

Ao final do processo podemos concluir que o processo de fundição por


gravidade é uma técnica relativamente simples, barata e com resultados
satisfatórios, dependendo da peça.

É necessário também atentarmos para o formato do modelo, pois este


método não é aconselhável para peças que possuam muitos detalhes ou
espessura de parede muito finas. A escolha do formato da peça foi
fundamental para o sucesso da prática.

Uma grande desvantagem deste processo é a baixa qualidade


superficial da peça, principalmente por conta da granulação da areia utilizada,
tornando necessário que a mesma passe por um processo de usinagem.