Você está na página 1de 10

PROJETO DE EXTENSÃO – UM CURSO DE INTRODUÇÃO A SISTEMAS HIDRÁULICOS E

PNEUMÁTICOS

Rone César da Silva Fonseca (1) (ronecesar.sfonseca@gmail.com)

(1) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)
(2) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)
(n) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)

RESUMO: O presente estudo tem como objetivo apresentar uma reflexão teórica da importância da extensão
universitária na vida do graduando. Mostrando através da experiência de um projeto de extensão real, no
caso especifico um curso de introdução a sistemas hidráulicos e pneumáticos, desde a preparação até a
execução. Analisando as dificuldades no ato da extensão universitária e da docência e tentando assim
apresentar soluções para futuros projetos que visem transferir conhecimento a sociedade.

PALAVRAS-CHAVE: Extensão Universitária, Hidráulica e Pneumática, docência, ensino técnico.

1. INTRODUÇÃO

A extensão universitária compõe o pilar básico da universidade pública no brasil, junto ao


ensino e a pesquisa. Faz-se então imprescindível o uso dessa ferramenta na formação e
transformação de alunos e professores em profissionais cidadãos. Como dito por Scheidemantel et
al. (2004) a extensão possibilita a formação do profissional cidadão, que cada vez mais, junto a
sociedade como espaço privilegiado de produção de conhecimento significativo para a superação
das desigualdades sociais existentes.
Manchur et al. (2013) reitera que a extensão universitária é um dos caminhos para
desenvolver uma formação acadêmica completa, que integra teoria e pratica numa comunicação
com a sociedade e possibilita uma troca de saberes entre ambos. Através dessa ação acontece a
socialização e construção de novos conhecimentos.
São poucos os que tem acesso a direto aos conhecimentos gerados na universidade pública
e que a extensão universitária é imprescindível para a democratização do acesso a esses
conhecimentos, assim como para o redimensionamento da função social da própria universidade,
principalmente se essa for publica (Scheidemantel et al. 2004, apud. Mendonça e Silva, 2002).
Neste contexto de transmissão do conhecimento produzido na universidade para a
sociedade são desenvolvidos os programas de extensão universitária. Como mostrado por Jezine
(2004) podem existir 3 tipos de abordagem para os projetos de extensão, assistencialista,
mercantilista e dialógica.
A abordagem assistencialista constitui-se desde a origem da extensão sob a ótica do
atendimento as demandas sociais por intermédio da prestação de serviços (Jezine, 2004), segundo
Manchur et al. (2013, apud. Rodrigues, 1997) entre 1930, início das atividades de extensão
universitária no Brasil, e 1970 a essas ações visavam apenas cursos técnicos para a população com

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
o objetivo de capacitação de mão de obra para o trabalho, pois as classes populares não tinham
acesso ao ensino superior, assumindo assim um caráter assistencialista.
Segundo Jezine (2004) a abordagem mercantilista concebe as ações de extensão como
atendimento das demandas advindas da sociedade, que não são mais vistas como carências sociais,
mas como expectativas de serviços geradas pela sociedade globalizada. A parceria ou venda desses
serviços seria o meio de articular a universidade aos demais setores da sociedade civil, tornando-a
produtora de bens e serviços.
Já a abordagem dialógica foi elaborada pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das
Universidades Públicas Brasileiras em 1987, que na busca pela superação de prestação de serviços
assistencialistas, a extensão universitária é redimensionada com ênfase na relação teórico /pratica,
na perspectiva de uma relação de dialógica entre universidade e sociedade como oportunidade de
troca de saberes (Jezine, 2004). Cabe ressaltar que no Plano Nacional de Extensão de 2000, definiu-
se o objetivo de reafirmar a extensão universitária como processo definido e efetivado em função
das exigências da realidade, indispensável na formação do aluno, na qualificação do professor e no
intercâmbio com a sociedade, o que implica em relações multi, inter ou transdisciplinar e inter-
profissional (Jezine, 2004, apud. Nogueira, 2000).
Como definido no Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras
em 1987 a abordagem dialógica deve ser a abordada pelas universidades públicas afim de cumprir
seu papel perante a sociedade de forma plena. Diante dessa visão a extensão universitária passa a
se constituir como parte integrante da dinâmica pedagógica curricular do processo de formação e
produção do conhecimento, envolvendo professores alunos de forma dialógica, promovendo a
alteração da estrutura rígida dos cursos para uma flexibilidade curricular que permita uma formação
critica (Jezine, 2004).
Como mostrado por Scheidemantel (et al. 2004) através da extensão a universidade
influencia e é influenciada pela comunidade, ou seja, possibilita uma troca de valores entre a
universidade e a sociedade. A extensão universitária deve funcionar como uma via de mão dupla
em que a universidade leva conhecimento e/ou assistência a comunidade e também aprende com
o saber dessas comunidades.
Neste contexto, entende-se a dissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Pela
pesquisa, são produzidos novos conhecimentos que serão passados em sala de aula através do
ensino. Paralelamente, a extensão divulga o conteúdo aprendido a comunidade, restando-lhes os
serviços e a assistência e por fim, utiliza esse contato com a sociedade para coletar dados e
informações para, assim, realizar estudos e pesquisas. Assim, a universidade ao comunicar-se com
a realidade local, regional ou nacional tem a possibilidade de renovar constantemente a sua própria
estrutura, currículos e suas ações, criativamente, conduzindo-os para atender a verdadeira
realidade do pais (Araujo e Casimiro, s.d. apud. Silva, 1996).

2. MOTIVAÇÃO

Na região do alto Paraopeba, que contempla as cidades de Conselheiro Lafaiete, Ouro


Branco, Congonhas entre outras, se encontram inúmeras industrias de mineração e metalúrgicas
como a CSN (Companhia Siderurgica Nacional), VSB (Vallourec e Somitoto Tubos do Brasil, Guerdau
açominas, Vale entre outras pequenas e medias. Nesse contexto há na região uma demanda
continua por capacitação dos recursos humanos.

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
Na ideia de formar um profissional cada vez mais capaz de executar tarefas especificas e
gerais, se faz necessário uma formação continuada em todos os sentidos da educação, desde a
básica geral, passando pela técnica/profissional até o ensino superior. Porem atender a todos esses
requisitos é bastante complexo. Isso se dá pelo fato de que é necessário promover o conhecimento
sem que nenhum individuo seja excluído do processo de aprendizagem.
O curso médio técnico é um excelente caminho para o jovem conhecer melhor a sua opção
profissional, adquirir prática que o capacita, de imediato, a entrar no mercado de trabalho,
permitindo ainda cursar a universidade, pelo diploma de segundo grau (Revista Conecte, 2010, apud.
Kam, s.d.).
Pautado ainda na ideia assistencialista os projetos de extensão voltados para cursos de
cunho técnico tendem a passar por transformações afim de se encaixarem nos valores da
abordagem dialógica. Nesse contexto foi criado o projeto de extensão curso de sistemas hidráulicos
e pneumáticos afim de transmitir conhecimentos técnicos e teóricos na área de hidráulica e
pneumática possibilitando um maior intercâmbio entre a universidade, as indústrias e a
comunidade contribuindo para o desenvolvimento profissional e social da região.
A ideia é além de capacitação profissional fornecer ao aluno experiência para decidir por
qual área seguir em sua carreira profissional e fornecer ao graduando uma experiência
multidisciplinar de docência, colocando a universidade em contato com a sociedade e analisando
sua demanda por esse tipo de ação. Desse modo é possível fornecer além de um conhecimento
técnico ajudar o indivíduo a se colocar da melhor forma no mercado de trabalho promovendo a
inclusão e o desenvolvimento social.
O projeto de extensão é pautado pelos seguintes objetivos que irão nortear suas ações com
bases nas diretrizes implementadas pela política nacional de extensão:
1. Interação Dialógica - o curso é uma resposta a demanda da indústria local por
profissionais com conhecimentos na área de pneumática e hidráulica e
proporcionará uma troca de saberes entre os alunos da UFSJ e a comunidade;
2. Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade - o projeto propõe a integração entre
profissionais da indústria, alunos de cursos de graduação e de cursos técnicos, sendo
portanto uma oportunidade rica de troca de conhecimentos entre pessoas que
convivem em ambientes distintos;
3. Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão – o projeto está construído visando
atender a indissociabilidade entre os três pilares do processo acadêmico,
contribuindo para o ensino e formação do bolsista e extensão do saber para pessoas
da comunidade em geral, sendo que o conhecimento e a troca de experiências entre
a academia e a indústria poderá se refletir em novas pesquisas na área de
pneumática e hidráulica em cooperação com a UFSJ;
4. Impacto na Formação do Estudante - o projeto é uma oportunidade singular para o
estudante poder se envolver em um trabalho social, se dedicando na ministração de
um curso gratuito e de alta qualidade. O estudante terá portanto a oportunidade de
desenvolver a sua relação interpessoal, a oratória e a sua capacidade de transmitir
conhecimentos;
5. Impacto e Transformação Social - a indústria metalomecânica da região de Ouro
Branco e Conselheiro Lafaiete onde a UFSJ/CAP está localizado depende de
dispositivos hidráulicos e pneumáticos para operar com eficiência, portanto, o curso

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
terá um grande impacto na formação de profissionais capacitados para este setor, e
por conseguinte contribuirá para o desenvolvimento tecnológico e econômico local;

3. MATERIAIS E MÉTODOS

Afim de colocar o graduando em engenharia numa posição de docência, onde a experiência


em ensinar o ajuda a aprender e fixar os conceitos adquiridos na sala de aula, o projeto de extensão
propõe que o graduando realize a maior parte das etapas relacionadas ao processo de ensino.
O projeto foi dividido em 3 partes:
 Pesquisa de embasamento teórico
 Preparação do plano de ensino
 Execução das aulas
Na pesquisa de embasamento teórico o graduando foi instigado a buscar conhecimento
além do adquirido em sala de aula. Desse modo é possível obter conhecimento teórico e prático
realmente embasado em livros e artigos, afim de passar o que a de mais importante no conteúdo
proposto. Após uma pesquisa realizada com diferentes livros foi possível determinar o referencial
teórico a ser utilizado na preparação e execução das aulas, sendo possível assim dar início a
preparação do plano de ensino.
Para Spudeit (2014) será o plano de ensino que norteara o trabalho do docente e facilitara o
desenvolvimento da disciplina pelos alunos. Dentro desse contexto, o planejamento assume
tamanha importância a ponto de se constituir como objetivo de teorização e se desenvolve a partir
da ação do professor que envolve: “decidir acerca dos objetivos a serem alcançados pelos alunos,
conteúdo pragmático adequado para o alcance dos objetivos, estratégias e recursos que serão
adotados para facilitar a aprendizagem, critérios de avaliação, etc.” (Spudeit, 2014, apud. Gil, 2012).
Spudeit (2014) propõe que o plano de ensino deve conter os dados de identificação da
disciplina, ementa, objetivos, conteúdo pragmático, metodologia, avaliação e bibliografia básica e
complementar da disciplina.
Desse modo os seguintes itens foram desenvolvidos no plano de ensino do curso de
introdução a sistemas hidráulicos e pneumáticos:
a) Ementa da disciplina - A ementa é constituída dos tópicos que farão parte da
disciplina limitando sua abrangência dentro da carga horaria ministrada (Spudeit,
2014).
“Noções básicas de mecânica dos fluidos, divisões dos sistemas hidráulicos e
pneumáticos, componentes de circuitos hidráulicos e pneumáticos, leitura, analise e
projetos de circuitos, circuitos industriais automatizados, simulação computacional
de circuitos, experiência pratica em circuitos pneumáticos”.
b) Objetivos – de acordo com Spudeit (2014, apud. Gil, 2012) representam o elemento
central do plano e de onde derivam os demais elementos. Devem ser escolhidos de
2 a 5 elementos e podem ser divididos em geral e específicos.
 Transmitir conhecimento técnico sobre hidráulica e pneumática.
o Leitura e interpretação de circuitos
o Projeto de circuitos
o Conhecimento de componentes
o Noções de manutenção

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
o Simulação computacional e pratica
 Apresentar elementos presentes no curso de engenharia mecatrônica
relacionados ao tema do curso.
 Incutir curiosidade e interesse profissional e acadêmico sobre os fenômenos
hidráulicos e pneumáticos.
c) Conteúdo pragmático – deve ser a descrição dos conteúdos elencados na ementa
(Spudeit, 2014). Os topicos e descrição do conteúdo pragmático pode ser observada
na Tabela 1.

Tabela 1. Conteúdo pragmático, tópicos e descrição.


Tópico Descrição
Noções básicas de Descrever de forma teórica e matemática os
mecânica dos fluidos. fenômenos físicos relacionados aos fluidos líquidos e
gasosos.
Divisão dos sistemas Apresentar a diferença entre circuitos hidráulicos e
hidráulicos e pneumáticos pneumáticos suas divisões e classificações.
Componentes de circuitos Apresentar e descrever o funcionamento dos
hidráulicos e pneumáticos elementos que compõe os circuitos.
Leitura, analise e projeto Demonstrar como é realizado o projeto de um
de circuitos circuito através de cálculos e desenho esquemático.
Circuitos industriais Demostrar o funcionamento de circuito
automatizados automatizados e como são projetados.
Simulação computacional Apresentar o ambiente computacional para a
simulação de circuitos hidráulicos e pneumáticos da
Festos®.
Experiência pratica em Desenvolver e construir circuitos pneumáticos
circuitos pneumáticos utilizando componentes reais.

d) Metodologia – é o procedimento que o professor utiliza para facilitar o processo de


aprendizagem. É importante destacar quais os recursos, meios, materiais e
procedimentos ao longo da disciplina para o desenvolvimento das aulas (Spudeit,
2014).
“Aulas expositivas utilizando recursos do quadro e retroprojetor com a realização de
exercícios após cada tópico afim da fixação do conteúdo exposto. Aulas de
apresentação do ambiente computacional de simulação e realização de exercícios no
mesmo. Aula de construção de circuitos pneumáticos com elementos reais por parte
dos alunos”.
e) Avaliação – é importante que o professor deixe claro no plano de ensino como
ocorera a avaliação, indicando claramente os critérios usados, pesos, formas de
avaliação, entre outras informações para que o professor tenha esse instrumento
para a tomada de decisão e o aluno saiba como será avaliado (Spudeit, 2014).
“ Como o curso tem caráter expositivo e informativo a avaliação é realizada apenas
pela presença e acompanhamento do aluno nas aulas”.

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
f) Bibliografia – cabe ao professor indicar de pesquisa e leitura sobre os conteúdos
programáticos que serão abordados em sala de aula ao longo da disciplina (Spudeit,
2014).
A bibliografia do definida durante a pesquisa de embasamento teórico para a
confecção do plano de ensino e das aulas e pode ser vista no plano de ensino no
Apêndice A.
Para o desenvolvimento do plano de ensino foi utilizado o modelo disponibilizado pela
Universidade Federal de Goias (UFG, s.d.). O plano de ensino completo desenvolvido pode ser
observado no Apendesse A.

4. RESULTADOS E DISCURSÕES

O projeto de extensão curso de introdução a sistemas hidráulicos e pneumáticos foi


ministrado em duas cidades. Em Conselheiro Lafaiete as aulas foram realizadas no CES (Centro de
Ensino Superior) e em Ouro Branca as aulas foram realizadas no colégio COOPPED, em ambos os
casos o curso foi aberto a comunidade.
Foram realizadas duas turmas, sendo uma em cada cidade e em semestres diferentes, com
20 vagas para alunos interessados. No segundo semestre de 2017 as aulas foram realizadas em
Conselheiro Lafaiete onde em um primeiro momento houve uma alta procura completando todas
as vagas disponíveis. As aulas foram ministras aos sábados de 8 hrs as 12 hrs da manhã com um
intervalo de 15 min por volta das 10 hrs.
Apesar da alta procura o que se observou é que logo no início das aulas a turma não se
encontrava completa. E uma continua diminuição no número de alunos foi observada à medida que
o curso transcorria. No total houveram 20 inscrições, porem apenas metade disso começou o curso
e apenas 5 alunos levaram o curso até o final.
Em Ouro Branco as aulas foram ministradas no primeiro semestre de 2018, com menos
demanda que em Conselheiro Lafaiete, mas mesmo assim 15 alunos se inscreveram. Nas duas
cidades o mesmo fenômeno foi observado, dos 15 inscritos, metade começou o curso e apenas 3 o
terminaram.
O curso foi pautado na ideia de troca de experiências e transferência de conhecimento a
comunidade, porem essa ideia foi comprometida pela pouca assiduidade dos alunos no curso. O
que deixa perguntas de o porquê isso aconteceu. Pois o curso era ofertado gratuitamente a
comunidade em locais de fácil acesso e com um tema de importância para as indústrias da região e
mesmo assim não houve o retorno esperado e nem o alcance de todos os objetivos almejados.
Cabe então ao autor elencar os motivos possíveis pelos quais o projeto não alcançou todos
os objetivos desejados. Segue alguns motivos que podem ser apontados como a causa do
desinteresse dos alunos pelo curso:
1. Horários e datas pouco convencionais
2. Desconfiança sobre o aproveitamento pratico do curso no mercado de
trabalho
3. Falta de um critério de avaliação
4. Falta de interação com as industrias
5. Elevado conceito teórico em relação ao pratico durante as aulas
Outros problemas podem ser citados aqui, porem esses parecem ser os principais desafios a
serem vencidos em futuros projetos de mesmo cunho.

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
No caso do primeiro item é complicado a alteração dos horários pois é muito difícil atender
a todos da comunidade, dado que muitos indivíduos têm suas agendas ocupadas semanais
ocupadas por trabalho e outros cursos, sendo o sábado o único dia aparentemente livre. Outro
problema é conseguir salas de aula nas instituições parceiras ou mesmo dentro da universidade
dado que durante a semana essas estão ocupadas pela grade dos cursos ofertados por essas
instituições.
Sobre o item dois é importante ressaltar que o curso ofertava um certificado de conclusão
emitido pelas instituições parceiras, tendo assim valor para o curriculum dos alunos interessados,
mas mesmo assim é impossível dizer como este poderia ser realmente aproveitado pelo mercado
de trabalho.
Gomes et al. (2008) salienta que a hidráulica tem sido muito importante para a indústria,
como uma das três principais formas de transmissão de potência. Tendo com vantagem o rápido
controle de velocidade e inversão extremamente rápida. Além de ter o sistema auto lubrificado e
compacto, se comparado com outros sistemas de transmissão de potência como o mecânico.
Além disso Zorzan et al. (2013, apud. Rosenberg 2002) o aprendizado é de fundamental
importância para negócios, onde as pessoas adquirem novas habilidades ou conhecimentos a fim
de melhorar seu desempenho. O mesmo autor complementa que o aprendizado permite o trabalho
em grupos, mais rápido, melhor, de maneira inteligente, de modo que os indivíduos colham
benefícios para sua aprendizagem.
Vale então ressaltar que o tema do curso está amplamente presente nas indústrias da região
tornando-o assim um capaz de ajudar o aluno na sua formação acadêmica e profissional.
Em um curso de curta duração é complexo construir uma forma de avaliação, nesse caso, o
mais importante é a participação do aluno nas aulas, dado que o curso é para lhe fornecer
conhecimento de forma expositiva e pratica. Por isso não foi traçado nenhum método de avalição
como provas ou trabalhos e também pela falta de tempo hábil para que se disponibilizasse uma
aula para tal.
O quarto item é justamente o tema desse projeto, pois através do curso buscava-se estreitar
os laços entre a universidade e as indústrias que são parte importante na comunidade do Alto
Paraopeba. Objetivo difícil de alcançar sem uma maior participação de alunos, o que poderia ser
feito nesse caso é talvez convidar graduandos ou graduados que trabalhem ou estagiem em alguma
das industrias da regiam afim de promover palestras dentro do curso mostrando como o tema do
mesmo se apresenta na indústria.
O quinto tópico é com certeza o mais importante e fácil de se promover soluções, é notável
como os alunos se interessam mais por aulas práticas em detrimento das teóricas, o fato é que se
faz necessário uma mescla dos dois conteúdos, pois ambos são de suma importância para o
aprendizado. Segundo Zorzan et al. (2013) relacionamos a atividade prática como importante
ferramenta para despertar a curiosidade e interesse do acadêmico sobre os fenômenos ocorridos
na prática, fora da sala de aula.
Seguindo essa linha de raciocínio em despertar o interesse do aluno em adquirir
conhecimento, para a Revista Nova Escola (2011, apud. Ausubel, s.d.) o aprendizado é influenciado
no que o aprendiz tem de conhecimento. A revista Nova Escola (2011) ainda considera que a duas
condições para que a aprendizagem ocorra: o conteúdo deve ser potencialmente revelador e o
estudante precisa se relacionar de maneira consistente e não arbitrária ao material trabalhado.

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
Segundo Leite et al. (2005 apud. Borges, 2002) nessas aulas, os alunos têm a oportunidade
de interagir com as montagens de instrumentos específicos que normalmente eles não têm contato
em um ambiente com um caráter mais informal do que o ambiente da sala de aula.
Leite et al. (2005 apud. Borges, 2002) ainda afirma que as aulas práticas no ambiente de
laboratório podem despertar curiosidade e, consequentemente, o interesse do aluno, visto que a
estrutura do mesmo pode facilitar, entre outros fatores, a observação de fenômenos estudados em
aulas teóricas. O aluno irá ter um maior envolvimento do conteúdo teórico passado pelo professor
em sala de aula com a atividade prática relativa ao estudo anterior.
Como resultado o aluno irá adquirir a desejada motivação em saber mais sobre o tema em
estudo, uma consequência positiva o acadêmico irá aprender e captar o conteúdo proposto de
forma ampliada, somando conhecimentos e habilidades.
Posto isso é necessário salientar que desde o início da proposição desse projeto
ambicionava-se por uma maior mesclas entre aulas práticas e teóricas, porem por falta de recursos
como kits e bancadas didáticas optou-se por realizar apenas uma aula pratica.
É verdade que como dito por Leite et al. (2005, apud. Hudson, 1998) as atividades práticas
também podem ser feitas através de trabalhos de campo, computadores e estudos em museus.
Porem a aula de simulação em ambiente computacional acabou por ser realizada também de forma
expositiva pois encontrou-se dificuldade em ter acesso a um laboratório de computadores em
ambos os locais onde foram realizados o curso. A respeito de trabalho de campo, seria muito
interessante acrescentar ao curso uma visita técnica a uma indústria onde se poderia observar o
funcionamento de componentes hidráulicos e pneumáticos reais. Isso também ajudaria no
estreitamento dos laços entre indústria, universidade e comunidade. Porém o que se tem é uma
enorme dificuldade em organizar esse tipo de visita mesmo entre os alunos de graduação da própria
universidade, assim fica praticamente inviável esse tipo de visita para o projeto de extensão.

5. CONCLUSÃO

Um projeto de extensão seja ele qual for é um instrumento de aprendizagem para o


graduando e a universidade e é extremamente importante retirar lições das dificuldades em realiza-
lo. Pois essas são muitas, como falta de recursos financeiros e matérias, dificuldades em conseguir
parceiros entre outros. Porem nunca se pode desistir em aplica-los na comunidade, porque os
problemas e desafios sempre existirão dentro da sociedade e cabe a universidade não se omitir
diante das necessidades que se apresentam ao seu redor.
Manchur et al. (2013) salienta que diferentes maneiras de ensinar e de aprender permitem
uma maior aproximação entre a Universidade e a comunidade, colaborando para uma educação de
qualidade, a qual é possibilitada durante a formação acadêmica. Dentro da proposta, os projetos de
extensão procuram contribuir para essa formação, sendo essa uma possiblidade de contextualizar
a profissão e de interagir numa troca dialógica com a comunidade para a construção de novos
conhecimentos nas Universidades.
O projeto de extensão apresentado nesse artigo apresentou inúmeras dificuldades durante
a sua execução, porem isso não deve ser usado como desculpa para não se realizar novos projetos
como esse, pois foi possível através desse enxergar soluções e propor novas discursões a respeito
de como o ensino técnico deve se apresentar na comunidade, ensino esse que é de suma
importância na capacitação de recursos humanos e melhoria social na sociedade.

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
6. DIREITOS AUTORAIS

Os autores são os únicos responsáveis pelo conteúdo das informações contidas neste artigo.

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, F. P.; CASIMIRO, L. C. S. R. A importância dos projetos de extensão na formação de


cidadãos leitores. Universidade Federal do Rio de Janeiro UNIRIO, Rio de Janeiro, Brasil, 13 p., 2009.
GOMES, M. R.; ANDRADE, M.; FERRAZ, F. Apostila de hidráulica. CEFET-BA, Salvador, Brasil, 65 p.,
2008.
JEZINE, E. As particas curriculares e a extensão universitária. Anais do 2° Congresso Brasileiro de
Extensão Universitária, Belo Horizonte, Brasil, 2004.
LEITE, A. C. S.; SILVA, P. A. B.; VAZ, A. C. R. A importância das aulas práticas para alunos jovens e
adultos: uma abordagem investigativa sobre a percepção dos alunos do PROEF II. Revista Ensaio,
vol.07, n.03, p. 166-181, 2005.
MANCHUR, J.; SURIANE, A. L. A.; CUNHA, M. C. A contribuição de projetos de extensão na
formação de graduandos de licenciatura. Revista Conexão UEPG, Vol. 9, Numero 2, p. 334-341, 2013.
NOVA ESCOLA. David Ausubel e a aprendizagem significativa, 2011. Disponível em <
https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-significativa> Acesso
em 13 mai. 2018.
REVISTA CONECTE. A força do ensino técnico, 2010, p. 4-7. Disponível em <
http://fundacaoromi.org.br/fundacao/galeria_publicacao/conecte_009_17122015094919.pdf>
Acesso em 12 mai. 2018.
SCHEIDEMANTEL, S. E.; KLEIN, R.; TRIXEIRA, L. I. A importância da extensão universitaria: o
Projeto Construir. Anais do 2° Congresso Brasileiro de Extensão Universitária, Belo Horizonte, Brasil,
2004.
SPUDEIT. D. Elaboração do plano de ensino e do plano de aula. Universidade Federal do Rio de
Janeiro UNIRIO, Rio de Janeiro, Brasil, 2014.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIAS, PROGRAD. Roteiro para elaboração de plano de ensino, s.d.
Disponível em <
https://prograd.ufg.br/up/90/o/roteiro_para_elaboracao_de_plano_de_ensino.pdf> Acesso em 14
set. 2017.
ZORZAN, F.; DARONCH, J.; MOLIN, A. D. Desenvolvimento de uma bancada didática de hidráulica.
7° Seminário Estadual de Engenharia Mecânica e Industrial, Horizontina, Brasil, 2013.

TÍTULO DO TRABALHO NA LINGUA INGLESA (caixa alta, em negrito, Calibri 13, centralizado)
(deixar uma linha em branco - Calibri, tamanho 11)
Primeiro Autor (1) (e-mail), Segundo Autor (2) (e-mail), ∙∙∙, No máximo quatro Autores (n) (e-mail)
(Calibri, tamanho 11, centralizado)
(deixar uma linha em branco - Calibri, tamanho 11)
(1) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)
(2) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)
(n) Instituição (SIGLA) - Departamento - Endereço (Calibri, tamanho 9, centralizado - ocupar apenas uma linha)
(deixar uma linha em branco - Calibri, tamanho 11)

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias
ABSTRACT: O resumo na língua inglesa deve possuir uma introdução, objetivos, metodologia e conclusões
gerais, sendo escrito de forma clara e objetiva e em parágrafo único, possuindo de 150 a 500 palavras.
(Calibri, tamanho 11, itálico)
(deixar uma linha em branco - Calibri, tamanho 11)
KEYWORDS: de três a seis palavras, separadas por vírgula. (Calibri, tamanho 11, itálico)

VIII COEN – Congresso de Engenharias da UFSJ


Inovando pessoas, conceitos e tecnologias