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Vinícius Reccanello de Almeida

SIMULADO – CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS


(Questões retiradas de provas da FCC)
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1) Currículo pode ser entendido como a referência básica para que se possa

(A) indicar quais são os conhecimentos verdadeiros, distinguindo-os daqueles que não precisam ser repassados às
novas gerações.
(B) nortear a ação docente, no sentido de divulgar as informações mais úteis e precisas aos alunos.
(C) comprometer os professores com um ensino rico e variado, imprescindível à constituição de sociedades iguali-
tárias.
(D) arrolar a lista de informações a serem preservadas no tempo e no espaço, na medida em que adquiram cará-
ter universal.
(E) ampliar, localizar e contextualizar os conhecimentos acumulados pela sociedade ao longo do tempo.

2) Competências e habilidades precisam ser desenvolvidas na escola, uma vez que são elas que permitem aos
alunos
(A) alocar significado às suas vidas, orientando-os na escolha de rumos de ação compatíveis com suas metas.
(B) enfrentar problemas e agir de modo coerente diante das múltiplas possibilidades de solução.
(C) valorizar a vida escolar, aquilatando os aspectos curriculares, as qualidades dos docentes, a riqueza da intera-
ção entre pares.
(D) aprender a se comprometer com a tomada de decisão e com as ações capazes de impulsionar a própria vida e
os rumos da nação.
(E) distinguir o certo do errado, adotando um ponto de vista ético, no qual se busque igualdade, liberdade e justi-
ça para todos.

3) Duas meninas, da mesma turma, saíram muito entusiasmadas da aula, conversavam sobre o que estavam a-
prendendo e foram questionadas por colegas de outra turma sobre o motivo de tanto entusiasmo. Eles queriam
saber como eram as aulas dessa tal professora Luiza que era muito elogiada pelos alunos. As duas foram logo
contando: “A aula dela é muito gostosa porque todo mundo tem o mesmo direito de participar e falar, dar opini-
ões; não fica assim, de deixar os alunos meio isolados, pelo contrário”. E a outra menina complementa: “E na hora
de explicar ela explica de um jeito que não tem jeito de não entender. Quando ela está explicando, ela está con-
versando com os alunos e ela pede muito a opinião da classe inteira. É um jeito muito fácil de aprender”. O en-
contro cotidiano entre professores e alunos em sala de aula envolve um conjunto de fatores necessários para
facilitar a aprendizagem. No caso da professora Luiza, as alunas colocam em destaque a sua habilidade em

(A) estabelecer os vínculos entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios e determinar o que deve consti-
tuir o ponto de partida das aulas.
(B) promover o trabalho independente por meio de situações em que possam se atualizar e utilizar autonoma-
mente os conhecimentos construídos.
(C) criar oportunidades para os alunos expressarem suas próprias ideias e selecionar os aspectos relevantes e os
que devem ser descartados.
(D) gerar um ambiente em que seja possível que os estudantes se abram, façam perguntas, e aproveitar, quando
possível, as contribuições dos alunos.
(E) contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos, estabelecer um ambiente favorável, além de criar
uma rede comunicativa na aula.

4) Refletir a respeito da produção de conhecimento do aluno, buscando encaminhá-lo à superação, ao enriqueci-


mento do saber, significa desenvolver uma ação avaliativa

(A) contínua.

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(B) mediadora.
(C) científica.
(D) supervisora.
(E) tradicional.

5) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ao assegurar aos alunos da educação básica programas suple-
mentares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde, tem por finalidade

(A) favorecer a participação ativa de todos os alunos nas aulas, respeitando suas necessidades.
(B) evitar a evasão e repetência dos alunos, especialmente daqueles que apresentam dificuldades de aprendiza-
gem.
(C) promover o sucesso escolar dos alunos, ao garantir atenção necessária a esse processo.
(D) favorecer uma política pública que facilite o trabalho das equipes escolares e, especialmente, dos professores.
(E) garantir acesso e permanência na escola, visando ao pleno desenvolvimento dos alunos, especialmente aque-
les de condições socioeconômicas desfavorecidas.

6) A atual legislação escolar brasileira estabelece que a educação escolar compõe-se de

(A) educação a distância e tecnologias educacionais e educação indígena.


(B) dois níveis de ensino: educação básica, formada pelo ensino fundamental e médio, e educação indígena.
(C) três níveis de ensino: educação básica, formada pela educação infantil e ensino fundamental, ensino médio e
educação superior.
(D) educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio, e educação superior.
(E) educação básica, educação superior, educação de jovens e adultos, educação profissional e educação especial.

7) A Didática tem como campo de estudo a

(A) instrumentalização da ação pedagógica como eixo aglutinador central das possibilidades de o aluno construir
seu próprio conhecimento.
(B) problematização, a compreensão e a sistematização de questões relacionadas à identidade docente, articu-
lando as esferas cognitivas e afetivas.
(C) reflexão sobre a identidade pessoal articulada à dimensão ética e moral, além dos conhecimentos necessários
à prática educativa.
(D) definição de procedimentos metodológicos que possam ser aplicados, com sucesso, em diferentes contextos
escolares.
(E) teoria e a prática do ensino, conjugando fins e meios, propósitos e ações, objetivos, conteúdo e forma.

8) A tarefa principal do professor é garantir a unidade didática entre ensino e aprendizagem, na qual o planeja-
mento tem um papel fundamental, que é

(A) direcionar o desenvolvimento integral do aluno para que possa se sair bem nas várias situações sociais, como,
por exemplo, na entrevista do primeiro emprego.
(B) garantir a coerência e a coesão do trabalho docente por meio da interligação dos elementos do processo de
ensino.
(C) favorecer a qualidade do trabalho docente, evitando qualquer tipo de improvisação.
(D) direcionar a seleção de estratégias de ensino que promovam a aprendizagem dos alunos.
(E) facilitar o trabalho docente, uma vez que no planejamento fica estabelecido o que e como ensinar.

Atenção:
Leia o texto abaixo, para responder às questões de números 09 e 10.

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As professoras Patrícia e Cristina receberam, para lecionar, turmas da mesma série dos anos iniciais do ensino
fundamental I, de uma escola que atende alunos de famílias com condições socioeconômicas desfavorecidas. As
professoras verificaram que, nas duas turmas, no ano anterior, o rendimento escolar desses alunos tinha sido
muito baixo. No final do primeiro semestre letivo, no entanto, os alunos de Patrícia já evidenciavam um progresso
acentuado, já que eram constantemente desafiados pela professora, que organizava o seu planejamento didático
tendo em vista os conhecimentos prévios dos alunos e cuidava para que cada atividade proposta fosse, além de
interessante, passível de ser realizada com sucesso. Indagada por que esse mesmo progresso não ocorrera com
sua turma, Cristina respondeu: “Meus alunos têm muitas dificuldades e as famílias também não ajudam. Eles não
conseguiram aprender por conta de tantas limitações”.

9) A professora Cristina só conseguirá ajudar os seus alunos a progredirem, quando

(A) conseguir diminuir as limitações que os cercam.


(B) conhecer as famílias das crianças e seu modo de vida.
(C) rever a sua concepção de ensino-aprendizagem.
(D) retomar a organização dos conteúdos escolares.
(E) pedir ajuda aos seus colegas de trabalho.

10) Em relação à prática pedagógica da professora Patrícia, seus alunos foram bem porque

(A) alcançar bons resultados na escola depende basicamente da postura afetiva e amorosa do professor, que bus-
ca prestígio na equipe docente.
(B) motivar os alunos e facilitar sua aprendizagem requer, do professor, conhecimentos prévios acerca de seus
próprios interesses.
(C) levar os alunos a refletir acerca dos conhecimentos escolares promove a aprendizagem, ao permitir a livre
expressão e o confronto de ideias.
(D) diagnosticar os conhecimentos prévios dos alunos permite o remanejamento dos que estão atrasados em
relação à média da turma.
(E) experimentar a sensação de que se está aprendendo e de que se pode seguir aprendendo constitui o melhor
incentivo ao interesse estudantil.

11) Dentre as várias funções do planejamento escolar, destaca-se:

(A) prever o imprevisível, racionalizando esforços, tempo e recursos a serem utilizados para atingir os fins últimos
do processo educacional.
(B) expressar os vínculos entre o posicionamento político e as ações efetivas a serem realizadas em sala de aula e
nos demais espaços escolares.
(C) assegurar a racionalização técnica dos momentos de execução e avaliação do processo pedagógico, evitando
improvisos que fragilizam o ensino.
(D) organizar as aulas, estipulando, com antecedência, os objetivos, os materiais didáticos, as modalidades de
avaliação, e replanejando de acordo com a necessidade.
(E) garantir a coerência do trabalho docente, possibilitando identificar os conteúdos escolares mais condizentes
com a identidade e as necessidades dos alunos presentes.

12) A avaliação da aprendizagem passa a ser uma aliada do professor na busca da melhoria do seu ensino quando

(A) indica, por meio do uso de instrumentos de medida, o quanto cada aluno aprendeu e quais instrumentos de
avaliação são os mais adequados para utilização futura.
(B) propicia um diagnóstico detalhado do processo educativo e o cumprimento das formalidades legais previstas
no Regimento da escola, de atribuição de conceitos aos alunos ao final de cada bimestre letivo.
(C) propicia a autocompreensão do educando e do educador, permitindo classificar os alunos de acordo com seu
rendimento e avaliar as práticas pedagógicas utilizadas pelo professor.
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(D) indica aos alunos seus ganhos e dificuldades e, ao professor, como está se desenvolvendo o processo de ensi-
no e aprendizagem, salientando os aspectos bem-sucedidos e aqueles que merecem mudanças e ajustes.
(E) aponta, em relação ao aluno e ao professor, as falhas e dificuldades existentes no processo de aprendizagem e
os limites que devem ser postos aos alunos e às práticas pedagógicas não convencionais.

13) Em relação à avaliação da aprendizagem, é fundamental que o professor incentive os alunos a realizarem o
esforço que lhes permita continuar progredindo. Para favorecer esse processo, o professor deve

(A) confiar e demonstrar confiança no esforço dos alunos.


(B) comparar coletivamente o desempenho dos alunos, oferecendo parâmetros.
(C) quantificar os erros mais frequentes e propor um maior número de exercícios.
(D) repetir as mesmas tarefas, a fim de oferecer mais de uma oportunidade de revisão do erro.
(E) corrigir o material do aluno, retirando pontos por erros cometidos, mas valorizando o esforço realizado.

14) Leia a tira a seguir e responda a questão.

A história apresenta uma crítica à prática pedagógica. Para evitar que essa crítica tenha razão de ser é preciso que

(A) o professor faça uso da tecnologia avançada para garantir a motivação dos alunos.
(B) as propostas tenham encadeamento lógico-intertemporal, levando o aluno a sentir-se envolvido com a tarefa.
(C) o professor crie um ambiente seguro e ordenado, que favoreça a participação de todos e promova a coopera-
ção e coesão do grupo.
(D) os alunos vejam sentido no que irão realizar, conhecendo previamente as atividades que devem desenvolver e
o motivo pelo qual foram selecionadas.
(E) os alunos tenham a oportunidade de desenvolver atividades diversificadas que sejam significativas e funcio-
nais.

15) Na atualidade, faz-se cada vez mais importante considerar os alunos concretos que se encontram na escola.
Entendendo que a diferença faz parte do cotidiano da sala de aula, é correto afirmar que:

(A) O reconhecimento da diferença permite trabalhar com o aluno que não aprende e que não tem background
cultural, ao diminuir o nível de exigência dos professores.

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(B) O professor, em sala de aula, deve minimizar a presença de diferentes saberes, para evitar que eles, ao se
cruzarem, entrem em conflito, produzindo novas possibilidades de violência dos alunos contra o entorno e contra
si mesmos.
(C) Os cursos de formação de professores precisam prepará-los para o exercício de uma docência apta a lidar com
as anomalias, as aberrações e os transtornos afetivos dos alunos que pensam e agem segundo lógicas próprias.
(D) A expectativa de que da escola saiam sujeitos capazes de ler, de escrever e de se expressar de muitas e varia-
das formas depende da manutenção do contato e da interação das linguagens postas no contento escolar.
(E) Os alunos de classes desfavorecidas só aprendem se houver, nas escolas, um clima e um ambiente adequados,
com relações pautadas predominantemente pela aceitação das diferenças, o que implica não as converter em
deficiências.

16) As tendências pedagógicas críticas e progressistas, apoiadas na crença de que é possível reverter a dominação
ideológica e a opressão política da ditadura do capital, bem como na tese de que a escola, se não pode tudo, po-
de, no entanto, muito, atribuem à educação o papel de

(A) treinar mão de obra sob a lógica da produção em massa e padronizada.


(B) transmitir o produto final do saber científico e universal.
(C) contribuir para a formação da personalidade e para a realização pessoal.
(D) contribuir para o processo de transformação social.
(E) preparar o aluno para assumir sua posição na sociedade.

17) É prática corrente valorizar o enfrentamento coletivo dos desafios escolares. As ações de formação continua-
da no contexto da escola têm por objetivo

(A) criar espaços de participação, reflexão e formação, buscando favorecer o desenvolvimento de práticas colabo-
rativas entre os professores.
(B) dotar o professor de instrumentos próprios de uma afetividade racionalizada, centrais para que ele se torne
competente no trato com seus alunos.
(C) possibilitar o desenvolvimento de capacidades reflexivas em grupo e abrir caminho para uma verdadeira au-
tonomia profissional compartilhada.
(D) possibilitar que os professores trabalhem juntos e compartilhem evidências, sem incorrer em dicotomias que
prejudiquem a solução dos problemas escolares.
(E) ensinar aos professores práticas pedagógicas a serem desenvolvidas em outros espaços da escola que não o
da sala de aula, diversificando as práticas de ensino.

18) O currículo, segundo a teoria crítica:

(A) articula objetivos, conteúdos e metodologias e constitui o itinerário de formação dos alunos.
(B) envolve uma série de escolhas que devem ser neutras, justamente por representar a seleção dos conhecimen-
tos que se quer transmitir.
(C) corresponde não a escolhas que se faz de um universo amplo de possibilidades, mas sim a um plano que, in-
corporando intenções, transforma-as em práticas docentes.
(D) envolve decisões técnicas que compõem a grade curricular com disciplinas e conteúdos que garantam que os
objetivos pedagógicos sejam atingidos com sucesso.
(E) compreende um campo de tensões entre conteúdos e habilidades do sujeito que se mantém em constante
transformação.

19) A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB − Lei no 9394/96), no seu artigo 10, ao definir formas de
colaboração na oferta do Ensino Fundamental entre Estados e Municípios, as quais devem assegurar distribuição
proporcional das responsabilidades, estabelece como critérios:

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(A) a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Públi-
co.
(B) as notas obtidas na Prova Brasil e o cumprimento das metas do Indicador de Desenvolvimento da Educação
Básica (IDEB).
(C) a comparação entre o número de alunos atendidos no Ensino Médio e o da Educação Infantil.
(D) a existência de critérios próprios de avaliação do desempenho escolar e a oferta de transporte para os alunos.
(E) a capacidade de endividamento dos municípios e o valor do custo-aluno estadual calculado pelo Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB).

20) A LDB (artigo 14) ao estabelecer que os sistemas de ensino definirão a participação dos profissionais de edu-
cação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conse-
lhos escolares ou equivalentes regulamentou

(A) o currículo comum a todas as escolas.


(B) a existência de projeto pedagógico em todas escolas.
(C) o direito de todos à educação.
(D) o compromisso com a educação.
(E) a gestão democrática.

21) De acordo com o ECA, os dirigentes de estabelecimentos de ensino deverão comunicar ao Conselho Tutelar os
casos de:

(A) Maus tratos envolvendo crianças matriculadas na Educação Infantil; as faltas reiteradas e elevados níveis de
repetência dos alunos matriculados no Ensino Fundamental e Ensino Médio regulares.
(B) Casos de abuso sexual envolvendo crianças matriculadas na Educação Infantil e as faltas reiteradas dos alunos
do Ensino Fundamental, sendo que os casos de repetência deverão ser discutidos e resolvidos no âmbito do Con-
selho de Escola.
(C) Maus tratos envolvendo seus alunos; reiteradas faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos
escolares e elevados níveis de repetência.
(D) Trabalho de menores de quatorze anos, mesmo na condição de aprendiz e condição especial para o exercício
das atividades.
(E) Frequência de crianças desacompanhadas, menores de dez anos, em locais de apresentação ou exibições de
diversões e espetáculos públicos.

22) A crítica à concepção da educação "bancária", realizada por Paulo Freire, tem como fundamento que nela os
educandos

(A) não desenvolvem plenamente suas habilidades e competências.


(B) são meros objetos do processo educacional.
(C) definem os conteúdos curriculares.
(D) não respeitam os seus professores gerando uma crise de autoridade.
(E) são confundidos com os opressores, deixando sua condição de sujeitos.

23) O planejamento da ação pedagógica é concebido pelos teóricos críticos como

(A) um ato processual e dialético onde os aspectos educacionais e sociais não se dão separadamente e em que
educadores mantêm-se coerentes entre o pensar e o agir.
(B) um ato de natureza técnica que implica no conhecimento das etapas de desenvolvimento cognitivo e psicoló-
gico dos alunos aos quais o planejamento se destina.
(C) um ato de organização voltado aos objetivos propostos, com a necessária seleção crítica dos conteúdos, pro-
cedimentos e avaliação processual.

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(D) um ato burocrático que deveria ser abolido quando nas escolas predominar uma concepção progressista de
educação.
(E) um ato político pedagógico necessário nas escolas para se garantir a implementação das políticas governa-
mentais.

24) A escola é um espaço público, lugar de debate e diálogo, fundado na reflexão coletiva. Por esta razão

(A) a construção do Projeto Político-Pedagógico passa pela autonomia da escola e pela sua capacidade de delinear
sua própria identidade.
(B) a educação é um direito de todos, devendo os alunos mais velhos ter prioridade na matrícula.
(C) os Conselhos de Escola têm caráter consultivo, uma vez que a participação de todos os segmentos não pode
ficar restrita às reuniões regulares.
(D) recomenda-se que a avaliação dos alunos seja feita por critérios externos ao Projeto Político-Pedagógico esco-
lar.
(E) as Secretarias de Educação precisam selecionar professores competentes e competitivos.

25) No Brasil a pedagogia Libertadora se caracteriza por:

a) ser uma pedagogia institucional que pretende ser uma forma de resistência contra a burocracia do estado
dominador;
b) difundir os conteúdos de forma que estejam ligados as realidades sociais dos educandos;
c) ser um ensino humanístico onde o aluno é ensinado para atingir sua realização pelo seu próprio esforço;
d) desenvolver as aptidões individuais partindo dos interesses de cada um para adaptar-se ao meio;
e) ser conhecida pela pedagogia de Paulo Freire e que é baseada na alfabetização para a conscientização.

26) Para a construção do Projeto Político Pedagógico a escola precisa estar baseada em pressupostos teórico-
práticos. Coloque V (verdadeira) ou F(falsa) nas afirmativas abaixo:

( ) A elaboração do Projeto Político Pedagógico é uma oportunidade para que todos se conscientizem dos princi-
pais problemas da escola.
( ) A LDB atual (lei 9394/96) dá às escolas e entidades mantenedoras liberdade e responsabilidade para elaborar
suas propostas pedagógicas.
( ) O Projeto Político Pedagógico da escola busca a concretização de uma gestão democrática.
( ) O Projeto Político Pedagógico deve ser construído, individualmente, pelo professor pedagogo.
( ) O Projeto Político Pedagógico da escola é um agrupamento de planos de ensino e atividades diversas que deve
ser elaborado na ótica da entidade mantenedora que dita as normas e exerce o controle técnico burocrático.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

a) V – V – V – F – F.
b) F – V – F – V – F.
c) V – V – F – F – V.
d) V – F – V – F – F.

27) As Diretrizes Curriculares Nacionais são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e
procedimento da educação básica, expressas pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação,
que orientarão as escolas brasileiras dos sistemas de ensino na organização, articulação, desenvolvimento e avali-
ação de suas propostas pedagógicas.

A respeito das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental, julgue as afirmativas como corretas
(C) ou erradas (E).

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1. Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o reconhecimento da identidade pessoal
de alunos, professores e outros profissionais e a identidade de cada unidade escolar e de seus respectivos siste-
mas de ensino.
2. A base comum nacional e sua parte diversificada deverão integrar-se em torno do paradigma curricular, que
vise a estabelecer a relação entre a educação fundamental e: a vida cidadã através da articulação entre vários dos
seus aspectos e as áreas de conhecimento.
3. As escolas deverão explicitar em suas propostas curriculares processos de ensino voltados para as relações com
sua comunidade local, regional e planetária, visando à interação entre a educação fundamental e a vida cidadã.
4. As escolas utilizarão a parte diversificada de suas propostas curriculares para enriquecer e complementar a
base nacional comum, propiciando, de maneira específica, a introdução de projetos e atividades do interesse de
suas comunidades.

Está(ão) CORRETA(S):

a) Somente a afirmativa 2.
b) Somente a afirmativa 4.
c) Somente as afirmativas 2 e 4.
d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4.
e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4.

28) Designa ‟as tendências que, partindo de uma análise crítica das realidades sociais, sustentam implicitamente
as finalidades sócio-políticas da educação‟.
A afirmação acima refere-se:

a) Pedagogia Liberal
b) Pedagogia Progressista
c) Ao Construtivismo
d) Pedagogia Estruturalista
e) Tecnicismo

29) Sobre a estrutura das operações com signos, temos a seguinte colocação vygotskyana:
“Toda forma elementar de comportamento pressupõe uma reação direta à situação-problema defrontada pelo
organismo (o que pode ser representado pela fórmula simples S – R). Por outro lado, a estrutura de operações
com signos requer um elo intermediário entre o estímulo e a resposta. Esse elo intermediário é um estímulo de
segunda ordem (signo), colocado no interior da operação, onde preenche uma função especial; ele cria uma
nova relação entre S e R. O termo ‘colocado’ indica que o indivíduo deve estar ativamente engajado no estabe-
lecimento desse elo de ligação. Esse signo possui, também, a característica importante de ação reversa ( isto é,
ele age sobre o indivíduo e não sobre o ambiente).” (Vygotsky, A Formação Social da Mente, 1989). No que se
refere ao uso dos signos, pode-se afirmar:
A) O uso dos signos conduz os seres humanos a uma estrutura específica de comportamento que se destaca do
desenvolvimento biológico e cria novas formas de processos psicológicos enraizados na cultura.
B) O uso dos signos deixa de estar claro, já que consequentemente o processo simples estímulo-resposta não é
substituído por outro ato complexo expresso no comportamento dos seres humanos em suas relações cotidianas.
C) O uso dos signos, na medida em que esse estímulo é auxiliar e possui a função específica reversa, ele atua so-
mente sobre o ambiente isentando os seres humanos de influências externas.
D) O uso dos signos deixa de afetar a operação psicológica superior.
E) A equação S – R torna-se menos complexa e tende a ocorrer apenas no processo de construção do pensamento
e da linguagem na criança pequena.

30) Em seus estudos sobre “interação entre aprendizado e desenvolvimento”, Vygotsky apresenta:

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“O ponto de partida dessa discussão é o fato de que o aprendizado das crianças começa muito antes delas fre-
quentarem a escola. Qualquer situação de aprendizado com a qual a criança se defronta na escola tem sempre
uma história prévia. Por exemplo, as crianças começam a estudar aritmética na escola, mas muito antes elas
tiveram alguma experiência com quantidades – elas tiveram que lidar com operações de divisão, adição, sub-
tração, e determinação de tamanho. Consequentemente, as crianças têm a sua própria aritmética pré-escolar,
que somente psicólogos míopes podem ignorar.” (Vygotsky, A Formação Social da Mente, 1989). A posição de
Vygotsky, poderá considerar:

A) O nível de desenvolvimento das funções mentais da criança se estabeleceu como resultado de certos ciclos de
desenvolvimento já completados, o que nos leva a afirmar o desenvolvimento e a aprendizagem como interrela-
cionados.
B) O nível de desenvolvimento apresentado pela criança em idade escolar está dissociado de seu processo de
aprendizado que deverá ser experienciado a partir de sua entrada na escola formal.
C) O nível de solução de problemas apresentado pela criança em idade escolar está diretamente relacionado com
sua capacidade de se desenvolver somente com a ajuda do adulto, no caso o professor.
D) A aprendizagem vem sempre antes do processo de desenvolvimento psicológico do sujeito.
E) O nível de desenvolvimento mental da criança difere da sua aprendizagem mental, já que o aprendizado esco-
lar é exatamente similar ao aprendizado ocorrido antes da criança frequentar a escola. Logo, desenvolvimento
psicológico e aprendizagem infantil não se cruzam.

31) Piaget observou, após conclusões de seus estudos, que existem formas diferentes de interagir com o ambi-
ente nas diversas faixas etárias. Conclusivamente, Piaget relatou que o período em que a tendência lúdica do
pensamento é substituída por uma atitude crítica, chama-se:
A) Operações formais.
B) Operações concretas.
C) Sensório-motor.
D) Pré-operacional.
E) Anteriormente existem duas alternativas corretas.

32) O construtivismo explica os processos de desenvolvimento e aprendizagem como resultado da atividade do


homem na interação com o ambiente. Piaget explica esta interação valendo-se de alguns conceitos. Nas alter-
nativas abaixo marque V para verdadeiras e F para falsas, considerando o enunciado:
( ) A assimilação é a incorporação de um novo objeto ou idéia ao que já é conhecido, ou seja, ao esquema que a
criança já possui.
( ) A criança é o próprio agente de seu desenvolvimento, os processos assimilativos gradualmente estendem seu
domínio e a acomodação leva a modificações da atividade.
( ) A obra de Piaget nos ajuda a compreender a seqüência de desenvolvimento do modelo de mundo que uma
criança vai construindo ao longo de cada período de sua vida.
( ) O desenvolvimento cognitivo, controlado por diversos fatores, processa-se através de todas as atividades in-
fantis.
A seqüência está correta em:
A) V, V, F, F
B) V, V, V, F
C) V, V, V, V
D) V, F, V, F
E) F, F, F, F

33) Em seus estudos sobre “o instrumento e o símbolo no desenvolvimento da criança”, Vygotsky diz: Em re-
sumo, quando as crianças se confrontam com um problema um pouco mais complicado para elas, apresentam
uma variedade complexa de respostas que incluem: tentativas diretas de atingir o objetivo, uso de instrumen-
tos, fala dirigida à pessoa que conduz o experimento ou fala que simplesmente acompanha a ação e apelos

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verbais diretos ao objeto de sua atenção.” (L.S. Vygotsky, A formação social da mente) Na citação, o autor a-
presenta os esforços diretos da criança para solucionar o problema, determinando a:
A) União fundamental e inseparável entre fala e ação na atividade da criança.
B) Utilização híbrida de fala e ação sempre que está atuando em evento sem a presença de outra pessoa.
C) União provisória da fala na resolução de uma situação que domina, mas necessita elevar seu nível de comple-
xidade.
D) Utilização das falas, exterior e interior, nas atividades na ausência de outra pessoa.
E) Processualidade do desenvolvimento em que se destaca a dissocialização entre história individual e história
social.

34) No que se refere a manifestação do pensamento da criança em seu processo de desenvolvimento cognitivo,
e de acordo com a teoria da Psicologia Genética, no período chamado das Operações Concretas, a criança con-
segue, EXCETO:

A) Sequenciar ideias ou eventos.


B) Estabelecer corretamente as relações de causa e efeito e de meio e fim.
C) Trabalhar com ideias sob dois pontos de vista, simultaneamente.
D) Formar o conceito de número.
E) Elaborar hipóteses.

35) No modelo de ensino proposto por David Ausubel, dois pontos são considerados relevantes: estrutura cog-
nitiva e aprendizagem significativa. Para que ocorra a aprendizagem significativa é necessário, EXCETO:
A) Que haja relacionamento entre o conteúdo a ser apreendido e aquilo que o aluno já sabe.
B) Que o aluno consiga traduzir o texto que lhe seja apresentado, usando suas próprias palavras.
C) Que o mesmo conceito ou proposição apresentado ao aluno poderá ser feito com sinônimos, mas deverá con-
tinuar transmitindo exatamente o mesmo significado.
D) Que o conteúdo apresentado ao aluno seja relacionado com a estrutura cognitiva de uma forma arbitrária, isto
é, casual e ao pé da letra.
E) Que o material a ser aprendido seja potencialmente significativo para aquele aluno em particular.

SEGUE O GABARITO ABAIXO!

GABARITO: 1E, 2B, 3E, 4B, 5E, 6D, 7E, 8B, 9C, 10E, 11B, 12D, 13A, 14E, 15E,
16D, 17A, 18A, 19A, 20E, 21C, 22B, 23E, 24A, 25E, 26D, 27E, 28B, 29A, 30A,
31B, 32C, 33A, 34E, 35D

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