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Faculdades Integradas Padre Albino - FIPA

Hospital Padre Albino - HPA


Faculdade de Medicina de Catanduva - FAMECA

Relatório Parcial

Investigação de neuropatia periférica em pacientes diabéticos atendidos


nos ambulatórios e durante campanhas públicas.

Catanduva, SP
2017
(*) Profª.Drª. Eliana Gabas Stuchi Perez
Iniciação científica: (**) Gabriel Teixeira Cagnin, Thais Mika Mizuno, Claudia Ferraz, Gabriela Voltolini Alves,
Bolsa de iniciação científica: (**) Beatriz Brandão Vasco

(*) Docente orientador; (**) Acadêmicos de medicina


Projeto de pesquisa
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Hospital Padre Albino - HPA
Faculdade de Medicina de Catanduva - FAMECA

Investigação de neuropatia periférica em pacientes diabéticos atendidos


nos ambulatórios e durante campanhas públicas.

Projeto de pesquisa apresentado ao


Núcleo de Apoio a Pesquisa

Orientação: Profª. Drª. Eliana Gabas Stuchi


Perez

Docentes colaboradores: Eliana Meire


Melhado, Marino Catalini, Marcos Antonio
Lopes

Catanduva, SP
2017
Faculdades Integradas Padre Albino - FIPA
Hospital Padre Albino - HPA
Faculdade de Medicina de Catanduva - FAMECA

Sumário:
A polineuropatia periférica diabética é uma complicação do Diabetes Mellitus
tipo 1 e 2, encontrada em torno de 50% dos pacientes, relacionados ao grau de compensação
e tempo de doença. Pode ser causa de deformidades, úlceras e amputações. Este estudo visa
investigar a presença de neuropatia periférica nos pacientes diabéticos atendidos nos
ambulatórios do Hospital Emílio Carlos, e também em diabéticos presentes em campanhas de
esclarecimento à população. Com isto, será possível orientar e/ou encaminhar para tratamento
os pacientes com maior compromentimento neuropático.
....
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1) Introdução

O Diabetes Mellitus é um grande problema de saúde pública e uma das


grandes epidemias mundiais do século XXI. As crescentes incidência e prevalência
são atribuídas ao envelhecimento populacional e ao estilo de vida atual caracterizado
por sedentarismo e maus hábitos alimentares que predispõem ao acúmulo de gordura
corporal. Estima-se uma projeção de aumento de mais de 100% do ano de 2000 a
2030 em algumas regiões do mundo principalmente nos países subdesenvolvidos. No
Brasil, estudos do final da década de 80 mostrou prevalência de 7,6% na população
acima de 30 anos. Atualmente estima-se que há entre 9 e 12% de diabéticos no
Brasil1,2,3.
A maior sobrevida de indivíduos diabéticos tende a aumentar o risco de
desenvolvimento das complicações crônicas da doença. Tais complicações estão
estreitamente associadas ao tempo de exposição do organismo à hiperglicemia.
Dentre elas, destacam-se: macroangiopatia, retinopatia, nefropatia e neuropatias.2,3

A neuropatia é considerada uma das principais comorbidades relacionadas


com o diabetes, no entanto ela pode se apresentar assintomática em uma parte
significativa dos pacientes. Quando associada ao comprometimento vascular e até
isquemia, a alteração neuropática (sensitiva, motora e autonômica) torna o pé dos
diabéticos mais suscetível a ulcerações, lesões e infecções.2,3,4

A neuropatia diabética (ND) ocorre com igual freqüência em pacientes com


Diabetes Mellitus tipo 1 ou 2 (DM1 e DM2), no entanto, pode variar dependendo do
grau do controle glicêmico e do tempo em que o paciente possui a diabetes. A
polineuropatia distal simétrica sensitiva (DSPN) com DM e frequentemente esta
acompanhada de lesão em fibras autônomas.4

Houve um consenso internacional em definir a neuropatia diabética (ND) como


"a presença de sintomas e/ou sinais de disfunção dos nervos periféricos em pessoas
com DM, após a exclusão de outras causas", alertando aos diagnósticos diferenciais,
pois 10% das neuropatias não são relacionadas à diabetes. Assim, é um diagnóstico
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de exclusão, portanto outras causas de neuropatia devem ser excluídas (alcoolismo,


drogas, HIV, tireoidopatias, hanseníase, deficiências nutricionais), mas podem
coexistir num mesmo paciente. A neuropatia diabética pode estar presente sem
sintomas em mais de 50% dos pacientes4,5.

A fisiopatologia da neuropatia periférica diabética ocorre da seguinte maneira:


a hiperglicemia nos neurônios e células endoteliais causa mudanças nos níveis de
lipídeos, polióis, glicação proteica não-enzimática e disfunção e fatores de
crescimento. Nos tecidos que não são sensíveis à insulina, a metabolização da
glicose é feita pelas vias dos polióis, em sorbitol e frutose, respectivamente pela ação
das enzimas aldose redutase e desidrogenase do sorbitol. No DM, como
consequência da hiperglicemia, ocorre a ativação das vias dos poliois tanto nos
neurônios como nas células endoteliais, levando ao acúmulo de sorbitol intracelular
como diminuição compensatória de mioinositol. A redução da quantidade de
mioinositol está relacionado à diminuição na síntese “turn over” de fosfoinositol. A
depleção de mioinositol em neurônios dos pacientes diabéticos associa-se à menor
atividade da enzima Na-K-ATPase e à diminuição da velocidade da condução
nervosa, reduzindo assim, a sensibilidade. As alterações vasculares como
espessamento de membranas basal, edema e proliferação de células endoteliais,
agregação plaquetária e oclusões de vasos sugere que, pelo menos, em parte a
perda de fibras mielinizadas características do Diabetes Mellitus deve-se ao dano
secundário à isquemia e hipóxia. Não podemos esquecer que dislipidemia tem papel
importante, sobretudo no DM2, pois os ácidos graxos livres lesam as células de
Schwann.2,3,4

A polineuropatia periférica diabética (PND) é uma forma frequente de


neuropatia diabética, complicação do Diabetes Mellitus tipo 1 e 2. A ocorrência da
PND dolorosa (PNDD) é entre 10 a 20% na população diabética geral e 40 a 60%
diante de PND documentada e ainda assim estar subestimada: 12.5% dos pacientes
não se queixam e 39.5% não recebem tratamento. Está relacionada ao grau de
compensação e tempo de doença.4
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Pode ser causa de deformidades, úlceras e amputações 5,6. Sua frequência


parece significativa, em pacientes diabéticos como vemos a seguir:

 Mais de 70% dos pacientes com pé diabético apresentam neuropatias;


 Cerca de 10 a 15% são úlceras puramente isquêmicas;
 80 a 90% das úlceras são precipitadas por trauma extrínsecos;
 85% das amputações de membros inferiores em diabéticos são precedidas de
ulceras.
Estimativas da incidência e prevalência da neuropatia periférica diabética
variam amplamente, mas evidências de vários estudos coorte realizados; do DCCT
(Diabetes Control and Complications Trial) e do EDIC (Epidemiology of Diabetes
Interventions and Complications) sugerem que a NPD ocorre em pelo menos 20% das
pessoas com diabetes tipo I após 20 anos de doença. A NPD pode estar presente em
pelo menos 10%-15% dos pacientes recém diagnosticados com diabetes tipo II, com
taxas aumentando para 50% após 10 anos de doença. Nos jovens com diabetes tipo I
e II a chance de ocorrer NPD é semelhante à observada na população adulta sem a
doença.7
A NPD é causa importante de ulceração no pé diabético, além de ser um pré-
requisito para se desenvolver neuroartropatia de Charcot; ambas consideradas
complicações tardias da NPD. Tais complicações podem levar a amputação do pé e
causar problemas de cunho físico, psíquico e econômico para o paciente; e também
são preditores da mortalidade nessa população.7
Em virtude da falta de tratamento com alvo no dano causado ao redor no
nervo, prevenção permanece como chave crucial no cuidado do diabético. A triagem
para os sintomas e sinais da neuropatia diabética é também de fundamental
importância na prática clínica, de forma que possam ser detectados os estágios
iniciais da neuropatia, permitindo uma intervenção precoce e redução das possíveis
complicações.7
Pacientes com diabetes tipo I há 5 anos ou mais e todos os pacientes com
diabetes tipo II devem ser avaliados anualmente para NPD, por meio do histórico
médico e testes clínicos simples. Até 50% dos pacientes podem apresentar sintomas
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de NPD, enquanto que o restante permanece assintomáticos. Os pacientes podem


não relatar sintomas, mas quando questionados podem revelar algum.
A investigação da presença da NPD torna possível identificar os pacientes com
maior comprometimento neuropático, sendo possível seu encaminhamento à
orientação de prevenção de úlceras e a tratamento quando necessário. Assim, na
avaliação do pé de risco para úceras, o diagnóstico é clínico, realizado através da
avaliação de alterações neurológicas, vasculares e mecânicas que permitem avaliar e
classificar o pé de acordo com o risco de ocorrência de úlceras (tabela 1)6,8.

Tabela 1- Sistema de classificação de risco.


Consenso Internacional Sobre Pé Diabético 2001
RISCO CATEGORIA

0 Neuropatia ausente

1 Neuropatia presente

2 Neuropatia presente, e sinais de


vasculopatia e/ou deformidades
3 Amputação/ úlcera prévia
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2) Justificativa

Os estudos epidemiológicos são necessários por vários motivos. Primeiro, para mostrar
a prevalência da neuropatia periférica, e quais as características da população mais
atingida. Segundo, pelo fato da invalidez transitória ou permanente causada pela
neuropatia que gera prejuízos sociais e econômicos na sociedade.

. Terceiro, pela frequência, que parece significativa, em pacientes diabéticos como


vemos a seguir. 1,4,5,6

 Mais de 70% dos pacientes com pé diabético apresentam neuropatias;


 Cerca de 10 a 15% são úlceras puramente isquêmicas;
 80 a 90% das úlceras são precipitadas por traumas extrínsecos;
 85% das amputações de membros inferiores em diabéticos são precedidas de
úlceras;5,6

Assim, o conhecimento da presença de neuropatia serve para encaminhamento à


orientação de prevenção de úlceras e a tratamento quando necessário.

3) Objetivo
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Investigar e determinar a presença de Neuropatia Periférica Diabética


através de exame clínico em pacientes diabéticos atendidos no ambulatório do Hospital Escola
Emílio Carlos e naqueles atendidos durante campanhas de esclarecimentos. Caso necessário,
será instituído tratamento e/ou orientação de prevenção de úlceras.

4. METODOLOGIA

4.1 LOCAL DO ESTUDO


O presente estudo está sendo desenvolvido nos ambulatórios do Hospital
Escola Emílio Carlos de Catanduva-SP (HEC), e também durante campanhas de
esclarecimento público, em praças ou durante eventos em parceria com Associação de
Diabetes de Catanduva e Liga de Endocrinologia e Metabologia.
4.2 MÉTODO
4.2.1 Pesquisa Bibliográfica
Foi realizada uma pesquisa bibliográfica da literatura nacional e
internacional abrangendo relatos de caso, estudo de casos, artigos de revisão, artigos originais
metanálises e principalmente consensos, sobre neuropatia diabética.

4.2.2 Abordagem do Paciente


O projeto foi enviado ao Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) em 2016, sendo
aprovado com parecer nº 1.682.319. Foi iniciada a abordagem do paciente nos ambulatórios do
hospital escola Emílio Carlos (HEC) e pacientes diabéticos presentes em campanhas públicas.
O recrutamento destes para a pesquisa de neuropatia está sendo realizado após
preenchimento do termo de consentimento livre e esclarecido. Também estão sendo abordados
os pacientes diabéticos que participam de campanhas públicas e aceitem a participar da
pesquisa.

4.2.3 Critérios de Inclusão e Exclusão


Como critérios de inclusão, citam-se: indivíduos portadores de diabetes tipo
1 ou tipo 2, maiores de 18 anos, que concordem em participar do estudo e que façam
acompanhamento regular nos serviços acima relacionados, ou indivíduos portadores de
diabetes tipo 1 ou tipo 2, maiores de 18 anos abordados durante campanhas públicas e
concordem em participar.

4.2.4 Procedimentos
Todos os pacientes são examinados utilizando-se o monofilamento de 10g
disponível comercialmente (MFC- Sorri®- Bauru), para teste de sensibilidade protetora. Os
pacientes que já são seguidos no ambulatório serão reexaminados quanto à avaliação
neurológica.
O diagnóstico será realizado através do exame clínico, procedendo a
avaliação neurológica e aplicação do Escore de Sintomas Neuropáticos (ESN) e do Escore de
Comprometimento Neuropático (ECN)8,9. Serão palpados os pulsos pedioso e tibial posterior.
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Para exame físico dos pacientes são utilizados: diapasão 128Hz para teste
de sensibilidade vibratória, monofilamento de 10g Sorri®- Bauru para teste de sensibilidade
tátil, palito dente com uma ponta para sensibilidade dolorosa, diapasão com superfície fria e
morna, e/ou chumaço de algodão seco e com álcool, para sensibilidade térmica, martelo para
avaliação de reflexos.

Caso haja comprometimento dos pulsos (pulsos não palpáveis ou


diminuídos), nos pacientes presentes nos ambulatórios, será realizado avaliação vascular
complementar, através do índice pressórico (IP), ou índice tornozelo-braquial (ITB). Este é
também chamado de índice isquêmico (pressão sistólica da artéria tibial posterior e/ ou pediosa
dividida pela pressão sistólica da artéria braquial de cada dimídio), e constitui um teste não
invasivo, simples e de baixo custo, realizado com Doppler vascular portátil, que fornece uma
boa indicação situacional da circulação dos membros inferiores.

4.3 ASPECTOS ÉTICOS


Os pacientes ou os responsáveis por estes devem concordar com sua
participação no projeto de pesquisa (ou dos assistidos por estes), terem suas dúvidas
esclarecidas e assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo 1). Trata-se
de exame pouco invasivo sem prejuízo ao paciente, trazendo ao paciente somente o incômodo
do exame (risco leve).

5) Etapas de Desenvolvimento da Pesquisa:

Etapas realizadas:
Nos meses de março e abril foi realizado o planejamento das atividades do
projeto e seleção dos alunos de iniciação científica. O projeto já havia sido aprovado pelo
Comitê de Ética e Pesquisa em 2016.
Em abril e maio foi realizado levantamento bibliográfico inicial, validação do
protocolo e treinamento dos alunos participantes do projeto. A aplicação do protocolo foi
testada em maio, e este passou a ser aplicado aos pacientes diabéticos, presentes nos
Ambulatórios de Endocrinologia do HEC, que aceitaram participar da pesquisa.

Etapas em realização:
A partir de maio o protocolo está sendo aplicado aos pacientes diabéticos,
presentes nos Ambulatórios de Endocrinologia do HEC, que aceitam participar da pesquisa.
Esta atividade deverá seguir até março de 2018.
Está sendo realizada atualização das referências bibliográficas. Também
está sendo realizado o levantamento do material herdado de outras pesquisas e
campanhas. Assim, serão catalogados, e será revista a necessidade de compra para as
próximas campanhas.
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Etapas a serem realizadas:


A atividade de recrutamento de pacientes e aplicação do protocolo deverá
seguir até março de 2018.
No mês de novembro, em que se comemora do Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro),
os alunos de iniciação científica, juntamente com os alunos da LED, estarão em UBS, em
uma tarde (mês de outubro), realizando campanha para pesquisa de neuropatia periférica
diabética nos pacientes diabéticos atendidos na unidade.

Ainda fazendo parte de Campanha do mês de novembro, os alunos de


iniciação científica estarão presentes durante mutirão de atendimento a ser realizado no dia
11 de novembro nos ambulatórios do HEC.

Cronograma (tabela 1)

Tabela 1
Mar/1 Abr/1 Mai/1 Jun/1 Jul/1 Ago/1 Set/1 Out/1 Nov/1 Dez/1 Fev/1
7 7 7 7 7 7 7 7 7 7 8
Planejamento X X
Levantamento X X X O
Bibliográfico
Estudo X X X O O O
bibliográfico
Treinamento X X
dos
participantes
da pesquisa
Criação de X X X
protocolo
Teste X X
protocolo
Aplicação do X X I O O O O
protocolo
Aferição do X I I O O O O
ITB e
acompanhame
nto clínico de
pacientes
Elaboração de I O O O O O
Conteúdo
Revisão de O O O O O
Conteúdo
Revisão O O
Ortográfica
Legenda: X= realizados, I= em andamento, O= a serem realizados

6) Aspectos Facilitadores:
O principal facilitador da pesquisa é que o projeto inicial foi aprovado pelo
CEP em 2016, desde então alguns alunos de iniciação científica já foram recrutados, assim
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como teve início os treinamentos nos procedimentos clínicos seguidos no protocolo.


Também contribuiu para sua realização a utilização de material disponível adquirido em
campanhas e pesquisas anteriores, visto que a verba aprovada para este projeto não
suporta a compra de todo material que é necessário, apenas alguma reposição.

7) Resultados

Foram selecionados para aplicação do protocolo, no período de maio a


agosto de 2017, 9 pacientes nos ambulatórios de Endocrinologia do HEC.
As características dos pacientes são mostradas na tabela 2. A idade variou
de 35 a 73 anos, sendo três do sexo masculino e seis do sexo feminino. Apenas o paciente
de 38 anos apresentava Diabete Melito Tipo 1 (DM1), o restante apresentava Diabete melito
tipo 2 (DM2). O tempo de doença relatado variou de 2,5 anos a 35 anos. Os pacientes que
apresentavam neuropatia periférica (NP) tinham pelo menos 5 anos de história de doença.
Dos quatro pacientes que tinham pelo menos 10 anos de doença, apenas
um não apresentava critérios para presença de NP. Dos cinco pacientes que tinham mais de
10 anos de doença apenas um não apresentava critérios para NP, mas apresentava escore
de sintomas moderado. Houve grande prevalência de NP, e leve associação entre tempo de
doença e presença de NP.

Tabela 2
Idade Sexo Tipo Tempo tabagismo Amputação Deformidade Neuropatia
de de
diabete Diabete
53 F II 2,5 N N N N 1
44 F II 5 N N N S 2
62 F II 5 N N N S 3
61 M II 10 N N N S 4
58 F II 13 S N N S 5
76 F II 20 N N N S 6
61 M II 22 N N N S 7
73 F II 24 N N S (GARRA) N 8
38 M I 35 N N N S 9
Legenda: F=feminino, M=masculino, N =ausente, S=presente

Na tabela 3 podemos observar quatro pacientes que apresentavam


calosidades ou deformações e três pacientes com algum tipo de úlcera presente. Apesar de
somente dois pacientes apresentarem alteração de sensibilidade ao Monofilamento, seis
pacientes preencheram os critérios de neuropatia periférica presente.

Tabela 3
Idade Sexo Tempo Calosidade/ Úlcera Sensib. ao Pulsos Neuropatia
de Deformidade monofilamento D/E
Diabete D/E
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53 F 2,5 N/N N S/S S/S N 1


44 F 5 N/N S S/N S/S S 2
62 F 5 N/N N S/S S/S S 3
61 M 10 N/N S S/S S/S S 4
58 F 13 N/N S S/S S/N S 5
76 F 20 S/N N S/S S/S S 6
61 M 22 S/N N N/N S/S S 7
73 F 24 N/S N S/S S/S N 8
38 M 35 S/N N S/S S/S N 9
Legenda: F=feminino, M=masculino, N =ausente, S=presente

7) Orçamento proposto na apresentação do Projeto:


Custos Valor
Reposição de material não descartável R$: 100,00
(martelo, diapasão, caixa térmica)
Material em Xerox/ publicações R$: 50,00
Manutenção do Aparelho Doppler R$: 200,00
Vascular Portátil
Gel/ pilha para Doppler R$: 20,00
Publicações R$: 300,00
Monofilamento 10g Sorri Bauru R$ 500,00
Reposição de material descartável R$: 50,00
(algodão, álcool, gelo)
Total R$: 1220,00

8) Orçamento liberado: 200,00 reais

Custos Valor
Diapasão 128 Hz -2 R$: 120,00
Tubos de ensaio (24/150mm) – 8 R$: 20,00
Martelo neurológico – 2 R$: 60,00
Total R$: 200,00

9) Referências bibliográficas
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1- Ferreira SRGF, Pititto BA. Aspectos epidemiológicos do diabetes mellitus e seu


impacto no indivíduo e na sociedade. In: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diabetes
na prática clínica. [Internet]. [citado em 13 abr. 2017]. Disponível em:
http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/73-capitulo-1-aspectos-
epidemiologicos-do-diabetes-mellitus-e-seu-impacto-no-individuo-e-na-sociedade.
2- GUEDES, E. P.; MOREIRA, R. O.; BENCHIMOL, A. K.. Endocrinologia. Rio de
Janeiro: Rubio, 2006. 495 p.
3- SAAD, M. J. A.; MACIEL, R. M. B.; MENDONÇA B. B., Endocrinologia. São Paulo:
Atheneu, 2007. 1251 p.
4- Pedrosa HC. Neuropatia diabética periférica. In: Sociedade Brasileira de Diabetes.
Diabetes na prática clínica. [Internet]. [citado 13 abr. 2017]. Disponível em:
http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/39-neuropatia-diabetica-
periferica
5- Pop-Busui R, Boulton AJM, Feldman EL, Bril V, Freeman R, Malik RA,Sosenko JM,
and Zieglers D.Diabetic Neuropathy: A Position Statement by the American Diabetes
Association. Diabetes Care 2017;40:136–154.
6- Parisi MCR. A síndrome do pé diabético, fisiopatologia e aspectos práticos. In:
Sociedade Brasileira de Diabetes. Diabetes na prática clínica. [Internet]. [citado 13
abr. 2017]. Disponível em: http://www.diabetes.org.br/ebook/component/k2/item/42-a-
sindrome-do-pe-diabetico-fisiopatologia-e-aspectos-praticos
7- Pop-Busui, R., Boulton, A., Feldman, E., Bril, V., Freeman, R., Malik, R., et al. (2017,
janeiro). Diabetic Neuropathy: A position Statement by the American Diabetes
Association. Diabetes Care, 40, 136-154.
8- Moreira RO, Castro AP, Papelbaum M, Appolinário JC, Ellinger VCM, Coutinho WF et
al. Tradução para o português e avaliação da confiabilidade de uma escala para
diagnóstico da polineuropatia distal diabética. ArqBrasEndocrinolMetab. [Internet].
2005 [citado 12 abr. 2017];49(6):944-50. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/abem/v49n6/27396.pdf
9- Young MJ, Boulton AJ, MacLeod AF, Williams DR, Sonksen PH.A multicentre study
of the prevalence of diabetic peripheral neuropathy in the United Kingdom hospital
clinic population.Diabetologia. 1993 Feb; 36(2):150-4.
10- Parisi et al. Diabetol Metab Syndr (2016) 8:25. Baseline characteristics and risk
factors for ulcer, amputation and severe neuropathy In diabetic foot at risk: the
BRAZUPA study. Disponível em:
https://dmsjournal.biomedcentral.com/track/pdf/10.1186/s13098-016-0126-
8?site=dmsjournal.biomedcentral.com DOI 10.1186/s13098-016-0126-8
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ANEXO 1
Temo de Consentimento Livre e Esclarecido

Prezado participante, estamos realizando uma pesquisa intitulada “Investigação de


neuropatia periférica nos pacientes diabéticos de atendidos nos ambulatórios e em
campanhas públicas em Catanduva”. Essa pesquisa tem como pesquisador responsável a
Profª Dra. Eliana Gabas Stuchi.

O nosso interesse em estudar o tema é identificar a prevalência neuropatia periférica


nos pacientes diabéticos atendidos nos ambulatórios do Hospital Emílio Carlos e aqueles
abordados durante campanhas. Informamos que a pesquisa não lhe trará custos ou riscos e
que sua identificação será mantida em sigilo. Esclarecemos, ainda, que você poderá se
retirar da pesquisa em qualquer momento que desejar. Desde já, contamos com a sua
colaboração e agradecemos a sua atenção.
Em caso de dúvidas, você poderá contatar a orientadora a Profª Dra. Eliana
Gabas Stuchi Perez pelo contato (17) 3523-3127 a qualquer momento e também o Comitê
de Ética da Faculdade de Medicina de Catanduva: (17) 35313229 em horário comercial.
“Ao assinar esse termo, concordo com a utilização dos resultados da
pesquisa para divulgação em reuniões de caráter científico e/ou publicações em meios
especializados. Declaro, ainda, ter recebido uma cópia deste termo de consentimento livre e
esclarecido e que me foi dada a oportunidade de ler e esclarecer as minhas dúvidas.”

Nome do entrevistado:_______________________________________________________
Idade:_______
RG ________________________
Assinatura do entrevistado:________________________________________
Nome do responsável legal: __________________________________________________
RG:________________________
Assinatura do responsável legal:__________________________________
Nome do Entrevistador:______________________________________________________
Assinatura do Entrevistador:______________________________________
Pesquisador responsável: Prof. Dra. Eliana Gabas Stuchi Perez
RG : 18 099 085 CRM: 74387
Endereço : Rua 21 de Abril, 1069, Centro, Catanduva – SP.
Assinatura do pesquisador responsável:________________________________________

_________________________, _____ de ________________ de________.

ANEXO 2- FICHA DE COLETA DE DADOS


DATA: / /

NOME/registro__________________________________________________

Endereço: _____________________________________________________

Data Nascimento: / / . Idade: ______ DM _____ há ______ anos


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Peso: _______ Kg Altura: _______ m IMC: ________

HAS ( ) Tabagismo ( ) Cardiopatia ( )

Retinopatia ( ) Nefropatia ( ) Neuropatia ( )

Usuário de insulina/ tempo:

_____________________________________________________________________

Valor HbA1C (úlitmos 6 meses): ___________________________________________

QUEIXAS: Parestesias ( ) Claudicação intermitente ( )

Hipoestesia ( ) Cirurgia Vascular Prévia ( )

Hiperestesias ( ) Úlcera Prévia ( )

Anestesia ( ) Úlcera Hoje ( )

Dor espontânea( ) Dificuldade subir escadas ( )

AMPUTAÇÃO ( S ) (N ), maior ( ) menor ( )

Detalhar: ___________________________________________________________

DEFORMIDADES ( S ) (N ),

garra ( ); hálux valgo ( ); dedo em martelo ( )

outra:___________________________________

CALOSIDADES plantares na projeção da cabeça dos metatarsianos (S ) (N)

Presente bilateralmente ( S ) (N )

____________________________________________________________

ÚLCERA prévia ( S ) (N )
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ÚLCERA agora ( S ) (N )

Classificação segundo para úlcera atual UT e (SAD):

_______________________________________________________

PULSOS:

TIBIAL POST D pres( ) aus. ( ) diminuído ( )

PEDIOSO D pres( ) aus. ( ) diminuído ( )

TIBIAL POST E pres( ) aus. ( ) diminuído ( )

PEDIOSO E pres( ) aus. ( ) diminuído ( )

Índice Tíbio- braquial: D_____; E________


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Faz tratamento da dor neuropática:

Que droga/dose (S) utiliza:

PÉ DIABÉTICO: NEUROPÁTICO ( ) VASCULAR ( ) MISTO ( )

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: 0( )1( )2( )3( )

Teste com Monofilamento de 10g SORRI-BAURU®:


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Descrição de amputações e úlceras: