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ÉTICA PROFISSIONAL

Aula 1 – Conceitos, princípios e


valores da ética profissional para o
exercício da profissão

Formador: Edson da Silva Almeida


Objetivos

• Conhecer a história da ética no mundo;

• Definir os conceitos relativos à ética geral e profissional;

• Definir as normas do direito e as normas da moral;

• Conhecer os valores éticos universais.


Introdução

Nesta aula, você estudará a ética e a sua influência sobre a sociedade em que
vive, sua história, que valores foram construídos a partir da filosofia sobre os atos
humanos e suas transformações na sociedade.

Sua vida profissional está ligada diretamente com os conceitos de ética que serão
expostos. Você notará que suas relações profissionais e pessoais serão
influenciadas por estes conceitos e suas aplicações.

Desejo que você se torne um profissional melhor aproveitando todo o


conhecimento aprendido e aplicado.

Boa aula!
O que é ética?

Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A


palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.

Em um sentido menos filosófico e mais prático podemos compreender um pouco


melhor esse conceito examinando certas condutas do nosso dia a dia quando nos
referimos, por exemplo, ao comportamento de alguns profissionais tais como um
médico, jornalista, advogado, empresário, um político e até mesmo um professor.

Para esses casos, é bastante comum ouvir expressões como: ética médica, ética
jornalística, ética empresarial e ética pública.
Normas do direito e
normas da moral
É importante que você saiba diferenciar, entender e relacionar esses dois
conceitos fundamentais: o direito e a moral. Essas duas áreas são diferentes entre
si, mas podem assumir relação e até mesmo sobreposições. Veja:

• Direito: estabelece regras sociais para um determinado espaço delimitado. Este


é baseado em normas formais de conduta, já a moral tem relação com os
grupos e seus códigos;

• Moral: a moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como forma
de garantir o seu bem-viver. Na realidade, a moral tem a ver com os costumes.
O imperativo categórico

Ao introduzir a ética em sua obra filosófica, Kant fez surgir uma nova versão da
antiga Regra de Ouro, aquela regra ditada pelos grandes Mestres da humanidade:
"Faça para os outros o que você gostaria que fizessem a você.“

Kant ampliou a regra para algo assim: "Faça para os outros o que gostaria que
todos fizessem para todos."

Com isso, Kant queria evitar o problema das diferentes ideias que cada pessoa
tem sobre o que gostaria que se fizesse a elas. Queria enfrentar o "relativismo
moral", essa moralidade circunstancial tão generalizada hoje em dia: a noção de
que o que é certo depende da situação ou do contexto.

Ele não concordava com a doutrina do utilitarismo, ou seja, a de que "os fins
justificam os meios". Como podemos nortear nossas ações com base nos
resultados, se até mesmo os planos que melhores foram traçados podem ser
desvirtuados? O resultado do que fazemos, muitas vezes, não é absolutamente o
que pretendíamos, portanto é um desvirtuamento moral basear nossos
julgamentos nos resultados.
Ética aristotélica

A ética aristotélica inicia-se com o estabelecimento da noção de felicidade. Neste


sentido, pode ser considerada uma ética eudemonista por buscar o que é o bem
agir em escala humana, o agir segundo a virtude. A felicidade é definida como uma
certa atividade da alma que vai de acordo com uma perfeita virtude.

Partindo dessa definição, faz-se necessário um estudo sobre o que é uma virtude
perfeita e, também, o estudo da natureza da virtude moral. Como a virtude moral é
consistida por uma mediedade relativa à nós, analisaremos o conceito de mediania
(mediedade ou justa-medida) assim como aparece no livro II de Ética a Nicômaco.
Utilitarismo

É uma escola filosófica que nasceu no século XVIII, na Inglaterra. Ela estabelece a
prática das ações de acordo com sua utilidade, baseando-se em preceitos éticos.
Assim, uma atitude só deve ser concretizada se for para a tranquilidade de um
grande número de pessoas.

Portanto, antes da efetivação de uma ação, ela deve ser avaliada sob o ponto de
vista dos seus resultados práticos.
Relativismo
É uma doutrina que prega que algo é relativo,
contrário de uma ideia absoluta, e variam
conforme a época, o lugar, o grupo social.

Fonte: Revista Pasquin 1988.


Deontologia
Deontologia é uma filosofia que faz parte da filosofia moral contemporânea, que
significa ciência do dever e da obrigação. Deontologia é um tratado dos
deveres e da moral. É uma teoria sobre as escolhas dos indivíduos, o que é
moralmente necessário e serve para nortear o que realmente deve ser feito.
Princípio do duplo efeito

É uma tese da filosofia moral, normalmente atribuída a São Tomás de Aquino. Ela visa
explicar em que circunstâncias é permitido tomar uma ação tendo ao mesmo tempo
consequências positivas e negativas (ou seja, um duplo efeito). Ela enuncia diversas
condições necessárias para que uma ação possa ser moralmente justificada mesmo
quando comporte um efeito ruim:

• A ação deve ser ela mesma boa ou moralmente neutra;


• O efeito positivo deve resultar do ato e não do efeito negativo;
• O efeito negativo não deve ter sido diretamente desejado, mas deve ter sido previsto e
tolerado;
• O efeito positivo deve ser mais forte que o negativo, ou ainda, ambos devem ser iguais.

Em suma, esta tese sustenta que existem situações onde é justificado produzir uma
consequência ruim se ela é apenas um efeito colateral da ação e não intencionalmente
buscado.
Princípio da universalidade
(Kant)
Kant, através deste princípio, diz que uma ação, para ser ética, deve ser universal.
Em outras palavras, você deve concordar que a melhor decisão que você tomou é
aquela que todos tomariam.

Valores éticos universais:

• Honestidade • Respeito ao próximo;


• Justiça; • Integridade;
• Compaixão; • Lealdade;
• Compromisso; • Solidariedade.
Conclusão

A ética faz parte da vida das pessoas. Sem observar estes princípios o homem
não viveria em sociedade.

Portanto, devemos, em todos os momentos de nossas vidas, aplicar as regras da


vivência em sociedade e não deseje ao próximo aquilo que não desejas a você.
Referências

ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970.

AMOEDO, S. Ética do trabalho: na era pós-qualidade. Rio de Janeiro:


Qualitmark, 1997.

LORENZETTI, J. P. A ética a nicômaco: atualização e comentários. Porto Alegre:


Viamão, 2003. Disponível em: <http://www.consciencia.org/cgi-
bin/topdl/download.pl?file=aristjosemar.rtf>. Acesso em: 25 nov. 2014.