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RELATÓRIO PARA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO I – OBSERVAÇÃO (FIL 392)

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

O presente relatório de Estágio Supervisionado I em Filosofia descreve em seu conteúdo os


eventos e atividades relacionadas às experiências vividas durante o período de atividade de
observação que ocorreu no Campus Ouro Preto do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG),
Bauxita, na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Em sala de aula é desenvolvida uma
abordagem teórico-filosófica acerca da importância do ensino de filosofia para a formação do
cidadão, traz para a discussão um panorama da Filosofia Antiga sob a ótica de filósofos/temas
como a passagem do mito ao logos e a compreensão da alegoria e por meio da apresentação de
filósofos representantes daquele período áureo da filosofia grega. Assim filósofos como Platão
e Aristóteles são estudados por meio de temas como a Alegoria da caverna de Platão e mais
temas como “Do Amor de amigo ao Amor Sagrado” e outros temas tratados por este filósofo,
o que pensava desenvolve-se no texto argumentos que põe em evidência a atual situação do
ensino de filosofia.

A presente atividade propõe-se entre outros objetivos tratar dos assuntos que dizem
respeito ao espaço pedagógico onde se desenvolveu o Estágio Supervisionado I do Ensino de
Filosofia bem como se propõe a discutir algo que se mostra de uma grande relevância diante
das atuais necessidades de justificativas para a presença da filosofia no Ensino Médio, pois, o
mesmo traz em seu cerne a discussão acerca da importância que a filosofia tem no âmbito da
formação do cidadão e qual o seu papel nesse processo.

No que diz respeito à fundamentação filosófica essa atividade aborda as questões referentes ao
“SER CIDADÃO”, e num segundo momento mostra-nos a importância da conceitualização
como objeto da filosofia no ensino médio.
CARACTERIZAÇÃO DO ESPAÇO PEDAGÓGICO

ORGANIZAÇÃO GERAL

IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR: Instituto Federal de Educação, Ciência e


Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), Campus Ouro Preto.

ENTIDADE MANTENEDORA: Governo Federal, Ministério da Educação.

CNPJ: 10.626.896/0002-53

LOCALIZAÇÃO: R. Pandiá Calógeras, 898, Bauxita, CEP 35400-000, Fone: (31) 3559 2100,
Ouro Preto – MG, http://www.ouropreto.ifmg.edu.br

CARACTERIZAÇÃO DA ESTRUTURA FUNCIONAL DA ESCOLA

NÍVEIS DE ENSINO: Ensino Médio, Profissionalizante, Tecnólogo e Licenciatura.

MODALIDADES ESPECIAIS: Ensino Médio integrado.

QUANTIDADE DE ALUNOS POR TURMA E TURNO: São 37 turmas (manhã e tarde), à


noite não tem turmas de Ensino Médio Integrado, somente subsequente e graduação. A
quantidade de alunos por turma é de uma média de 40 alunos e a Instituição IFMG no Campus
Ouro Preto tem 6 professores de filosofia.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA ESCOLA: 07h00min às 12h00min horas, 13h00min


às 17h00min, e 18h00min às 22h00min.

CARACTERIZAÇÃO DO PÚBLICO PARTICIPANTE DA ESCOLA NO NÍVEL DE


ENSINO MÉDIO

O perfil geral dos alunos e familiares no nível médio: com uma faixa etária entre 14 e 18 anos,
o nível socioeconômico desses alunos é em sua maioria da chamada classe média e classe média
baixa, com algumas exceções no nível da classe C, mas também alunos cujos pais têm
rendimentos da classe B.
CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS: HUMANOS, ADMINISTRATIVOS, DIDÁTICOS
E OUTROS.

Espaço físico da escola: com uma ótima estrutura física e acessibilidade a cadeirantes e pessoas
com outras necessidades especiais, a escola oferece um número grande de salas de aulas. Salas
essas que são amplas e arejadas, iluminadas, mas carece de estruturas antirruídos. Os alunos
podem estudar na biblioteca que tem um acervo de razoável para bom, com ambiente adequado
às necessidades mais urgentes. Há também cinco laboratórios de informática e uma área para
esportes com duas quadras poliesportivas e uma piscina.

Departamentos: há um conselho escolar formado por presidente, vice-presidente, tesoureiro,


secretário representante dos professores, representantes dos funcionários, representantes dos
alunos e representantes dos pais. Todo o conselho se volta para determinar às datas de reuniões
com os pais, comunicação do desempenho dos alunos por meio de boletim escolar, a
comunicação das supostas faltas dos alunos e principalmente o desenvolvimento do diálogo
com a família e acima de tudo, o acolhimento para a participação nas atividades da escola.

Recursos Humanos: o corpo administrativo é formado por uma diretora geral, um chefe de
gabinete, um gerente de gestão de pessoas e coordenadores que são designados pelos
professores de cada área (conjunto de disciplinas afins). Com um corpo de funcionário de: uma
bibliotecária, vigilantes, porteiros e auxiliares de serviços gerais são desempenhados por uma
empresa terceirizada. A equipe de especialistas da escola é formada por cinco orientadores
educacionais, uma assistente de serviço social e uma psicóloga.

Recursos didáticos: a escola dispõe de laboratório de informática, sala de vídeo, biblioteca e


ambientes para jogos e laboratórios de física, química, mineração e metalurgia.

ESTRUTURA ADMINISTRATIVA – PEDAGÓGICA

1.2.1 Regimento Escolar e Regulamento Interno: a escola oferece uma proposta


pedagógica curricular onde o aluno é inserido diretamente nela, para que a construção do
projeto político pedagógico se dê dentro da própria escola com a participação de todos. A escola
ainda conta com um regimento escolar de normas e regras diretas com os deveres dos alunos e
dos demais profissionais.

1.2.1.1. Calendário escolar: o calendário escolar que vai de fevereiro a dezembro e com um
sistema de avaliação bimestral. No total, os dias letivos são 208.

PLANEJAMENTO

Plano escolar: Os eventos que a escola promove estão de acordo com o planejamento que, por
sua vez, está em comunicação direta com os alunos, professores, pais e funcionários.

REUNIÕES

De pais e professores: As reuniões com os pais acontecem uma vez a cada semestre.

1.3 PROPOSTA PEDAGÓGICA DA ESCOLA

1.3.1 O projeto Político pedagógico da Unidade de Ensino: Atualmente o ensino vem


tomando uma dimensão mais significativa no universo do aluno, onde suas experiências e seu
conhecimento de mundo têm maior importância.

A importância da conscientização do indivíduo e o seu crescimento como sujeito político, social


e transformador, o que supõe a democratização dos conteúdos nos levando a necessidades de
um planejamento participativo, visando a realização e a transformação da comunidade na qual
está inserida.

Esta proposta se compromete a compreender alguns fatores que afetam a aprendizagem do


aluno, de modo a encontrar novas alternativas para diminuir ou até mesmo contribuir para a
extinção de evasão escolar, partindo do princípio de que se faz necessário uma mudança efetiva
na prática pedagógica, tornando uma educação escolar mais humana e mais participativa,
determinando metas, ações, prazos e responsáveis. (mais informações em anexo)
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Para que possamos abordar esse tema com maior precisão a partir da análise do que está
presente nos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs, ou das Leis de Diretrizes e Bases –
LDB ou PNE. Esses documentos foram desenvolvidos com a proposta de facilitar e melhorar a
qualidade da educação no ensino fundamental e médio. Não trabalharemos com a proposta
aprovada pelo atual governo, quando relega a terceiro plano o ensino da Filosofia no Ensino
Médio.

O CENÁRIO DAS LEIS QUE REGEM A EDUCAÇÃO BRASILEIRA

Os PCNs Elaborados a partir da análise das sugestões de docentes de universidades públicas e


particulares, técnicos de Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de
instituições representativas de diferentes áreas do conhecimento, especialistas e educadores,
estendidos ainda em encontros regionais organizados pelas delegacias do Ministério da
Educação - MEC nos Estados da Federação onde também tiveram participação professores,
técnicos de Secretarias Municipais e Estaduais e representantes de entidades ligadas ao ensino.
São resultados de todas as discussões e propostas que contribuíram para a reelaboração do
currículo escolar que já não atendia as necessidades da realidade técnico - científica atual e da
condição social do cidadão. Então, partindo-se do entendimento de que as constatações sobre
as mudanças e evoluções que ocorreram no conhecimento no que diz respeito às produções e
relações sociais em geral, demandavam uma renovação no currículo das escolas brasileiras,
pois se percebeu que o modelo tecnicista vigente de educação não mais satisfazia as
necessidades para a sociedade atual, qual seja, da década de 90 que foi quando efetivamente se
revelou essa nova necessidade que surge por conta das novas tecnologias que eram e são
constantemente superadas, e exigem não mais uma formação especializada que acumule
conhecimentos em determinada área do saber, mas uma formação que permita ao cidadão
dialogar, utilizar e refletir sobre as diferentes áreas do saber. Daí então surge à proposta de uma
formação geral do cidadão, não mais específica como foi nas décadas anteriores. Pois como
podemos constatar ao fazermos uma consulta a LDB, encontramos na Lei n° 5.692/71 que o 2°
grau caracterizava-se basicamente por duas finalidades “preparar para o prosseguimento dos
estudos e habilitar para o exercício de uma profissão técnica”. Foi essa a base para o ensino por
décadas.
Diante da necessidade evidente de uma reforma nos Parâmetros Curriculares Nacionais, tendo-
se depois de muitos debates acerca desse assunto elaborando-se as reformas necessárias. Em
1996 entrou em vigor a Lei n° 9.394/96, que trouxe em seu escopo mudanças significativas,
pois “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e a prática social” (Art. 1°
inciso 2°)

Observadas essas mudanças no cenário das Leis da educação brasileira, podemos então partir
para o desenvolvimento do tema proposto, qual seja, “O Papel da Filosofia e sua importância
na formação do cidadão”. Uma vez iniciado o processo de mudança, por meio da Lei
supracitada o cenário da educação no Brasil nunca mais seria o mesmo, pois diante da
necessidade de uma formação cidadã que permitisse uma leitura crítica do mundo e suas
mudanças por parte do cidadão fez-se necessário à reintrodução de disciplinas como filosofia e
sociologia que já apresentavam sua importância na LDB de 96. Vejamos como o conhecimento
desses saberes já aparece como necessárias na formação do cidadão que deveria ter “domínio
dos conhecimentos de Filosofia e Sociologia necessários ao exercício da cidadania” (Lei n°
9.394/96 Art. 36. inciso 1°. Item. III). E introduzidas definitivamente em 2008, através da Lei
n° 11.684/08 que no Art. 1° do Item I, altera o Art. 36 da Lei n° 9.394/96, as quais passam a
vigorar da seguinte maneira: “serão incluídas a filosofia e a Sociologia como disciplinas
obrigatórias em todas as séries do ensino médio” (Art. 1°, Item IV).

Vimos então que diante do panorama da educação pragmática e tecnicista vividos no Brasil, o
ensino de filosofia tem sua importância evidenciada pela obrigatoriedade de sua presença no
currículo do ensino médio. No entanto, quando pensávamos que a educação brasileira tinha,
pelo menos, se livrado dos preconceitos e arbitrariedades em relação ao aprendizado e estudos
de assuntos que não são voltados para o tecnicismo o professorado é surpreendido com uma
proposta do ministro da educação, do novo comando do governo da chapa que ganhou as
eleições em 2014. Proposta esta que elimina algumas disciplinas do currículo do Ensino Médio
e dentre essas disciplinas a Filosofia. Para nossa felicidade nos Institutos Federais de Educação
Ciência e Tecnologia ainda é oferecida aos alunos a disciplina de Filosofia. No Campus Ouro
Preto do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Minas Gerais todas as turmas
têm no currículo a disciplina de Filosofia, a qual é complementada pela disciplina de Sociologia.
2.2 O PAPEL DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO

A filosofia ressurge depois de décadas com a tarefa de colaborar com a formação do cidadão e
desenvolver nele a criticidade e o pensamento próprio, vejamos o que nos diz Silvio Gallo, um
dos conhecidos filósofos da educação, ao falar sobre o papel da filosofia, ele nos mostra sua
importância, pois “oferece aos jovens a oportunidade de desenvolver um pensamento crítico e
autônomo. Em outras palavras, a Filosofia permite experimentar um ‘pensar por si mesmo”
(GALLO, 2007). Assim cumprindo, o que seria determinado para os alunos do ensino médio
pela LDB que diz que ao concluir o ensino médio o jovem deve ter conhecimentos que sejam
capazes de lhes possibilitarem “o aprimoramento do educando como ser humano, incluindo a
formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual, e o pensamento crítico” (Sec. IV.
Art. 35. Item III).

O COTIDIANO DA REGÊNCIA

Meu contato com o Instituto Federal de Minas Gerais no Campus Ouro Preto se inicia no
segundo semestre do ano de 2017 por conta da disciplina FIL393 denominada Estágio
Supervisionado I. Um dos objetivos dessa disciplina do curso de licenciatura de filosofia é a
realização de observações das escolas que contemplam em seu currículo pedagógico a
disciplina de filosofia. Nas primeiras observações na escola busquei identificar as bases
metodológicas que alicerçam a prática docente da professora ou do professor de Filosofia no
ensino médio. No plano pedagógico do professor de filosofia da escola identifiquei os objetivos
da disciplina, conteúdos, procedimentos e avaliação dos alunos e alunas. O objetivo principal
da disciplina de filosofia naquela Instituição de Ensino é desenvolver no aluno e na aluna a
reflexão sobre as questões que esses alunos e alunas vivem em seu cotidiano, as culturas
humanas como processo de desenvolvimento e conquista de cidadania. Trabalhando para
conscientizar o aluno ou aluna na sua condição de cidadão brasileiro, assumido com
responsabilidade, sendo crítico e solidário com seu papel nas instituições em que vive.
OS CONTEÚDOS TRABALHADOS NESTE PLANO PEDAGÓGICO SÃO:

Os Pré-socráticos, Platão e Aristóteles.

Os procedimentos apresentados no documento, para alcançar o objetivo geral são: leitura,


reflexão e problematização de textos, sínteses, elaboração de painéis, debates, seminários,
dramatizações, visita. A avaliação e feita através de tarefas de consulta a trabalhos e
apresentações, escrita e/ou oral dos alunos e alunas da classe.

A orientadora pedagógica da escola naquele momento também explica que os conteúdos são
trabalhados em bimestres. A cada dois meses é feita a avaliação nos alunos e alunas sobre o
conteúdo.

AUTO-AVALIAÇÃO

Com respeito a minha auto-avaliação, posso confirmar o cumprimento de minha carga horária
referente ao exigido para cumprimento da carga horária, desenvolvendo minhas atividades de
maneira satisfatória. Ao longo do segundo semestre do ano de 2017, como estagiário, participei
de maneira efetiva nas atividades propostas na disciplina de Estágio Supervisionado I.
Observação das aulas de filosofia na escola, observações do cotidiano da escola, elaboração e
aplicação do instrumento sócio antropológico, entrevista com o professor de filosofia da escola,
planejamento e elaboração das aulas e prática docente.

As observações das aulas de filosofia no ensino médio me possibilitaram a experiência mais


próxima da profissão. Conhecer a prática social cotidiana do professor. Com as orientações da
coordenadora da disciplina de Estagio Supervisionado tive a oportunidade de aprender como é
trabalhar a teoria em relação à realidade escolar da disciplina de Filosofia. Compreender como
o planejamento do trabalho de ensino é importante.

A experiência na prática de ensino me proporcionou aprender as dinâmicas no processo


educativo: a) a relação entre teoria e prática; b) domínio metodológico; c) a busca de referências
bibliográficas; d) processo de ensino-aprendizagem dos alunos e alunas; e) coerência na
construção pedagógica em relação com a realidade social dos alunos e alunas. Além disso, pude
desenvolver habilidades e competências na maneira de trabalhar os conteúdos com os alunos e
alunas. Melhor articulação na comunicação, melhor redação, capacidade de analisar os
principais dilemas da prática docente, compromisso com as aulas, sensibilidade com questões
com a realidade dos alunos e alunos trabalhadores, etc.

Em suma, considero minha formação na prática docente como professor ter alcançado o
objetivo da disciplina FIL 393. Considero-me capaz de lecionar conteúdos de filosofia no
ensino médio, levando em consideração abordagens teórico-metodológicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A prática da docência é uma experiência fundamental para a formação de profissionais


competentes. O trabalho desenvolvido na disciplina de Estágio Supervisionado orienta os
futuros profissionais da educação a fazer pedagógico com compreensão da realidade social. A
Escola do Campus Ouro Preto do IFMG, tem 73 anos de existência, sua origem se dá como
Escola Técnica Federal de Ouro Preto, em 2001 é transformada no Centro Federal de
Tecnologia de Ouro Preto e hoje é um dos Campus (Campi) do Instituto Federal de Minas
Gerais (IFMG), é uma instituição de ensino público federal e que enfrenta as dificuldades de
toda instituição pública de ensino do país para oferecer ensino de qualidade. Como tantas
instituições de ensino no Brasil, a Escola do Campus Ouro Preto do IFMG sofre com a falta de
uma política educacional séria, que possibilite melhores condições de ensino e melhores
condições salariais para os profissionais da educação. O resultado de uma inadequada política
para educação se reflete nos índices de abandono escolar, reprovação e baixa porcentagem de
concluintes no ensino médio. Outra questão que afeta a educação, é a persistência de problemas
históricos que a sociedade brasileira não consegue superar. O ensino tende a refletir a
desigualdade social existente na sociedade. Uma escola elitista, pois atende a poucos e precária
porque faltam recursos financeiros adequados às necessidades pedagógicas.

Ao analisar a Projeto Político Pedagógica da escola, percebi que existe a intenção de melhorar
a qualidade do ensino. A Escola do Campus Ouro Preto do IFMG não é indiferente a mudanças
na educação. A Instituição busca, mesmo em condições precárias, oferecer mais opções de
ensino, além do que é formalmente exigido. Sempre buscando consultar a comunidade local. A
proposta de ensino da Escola do Campus Ouro Preto do IFMG segue a Tendência Progressista
“Crítico-Social dos Conteúdos”. Isso é uma forma de fazer com que não se perpetue a lógica
da falsa consciência produzida pelo capitalismo. Onde o ensino é baseado na internalização dos
valores do sistema capitalista. Os alunos e alunas acabam sendo alienados da realidade. Uma
forma de reprodução da sociedade. (Mészáros, 2005).

O resultado da missão da escola se reflete no trabalho do professor de Filosofia. A metodologia


proposta, pelo professor de filosofia da escola, busca fazer com que os alunos e alunas
compreendam e façam reflexões críticas da realidade. Este profissional é dotado de autonomia
no que diz respeito ao planejamento de suas aulas, mas sempre buscando discutir com a
coordenação pedagógica em cada bimestre. No plano pedagógico do professor de filosofia da
escola neste ano de 2018, identifiquei os objetivos da disciplina, conteúdos, procedimentos e
avaliação dos alunos e alunas. O objetivo principal da disciplina de filosofia neste momento é
desenvolver no aluno e na aluna o conhecimento das características da humanidade, as culturas
humanas como processo de desenvolvimento e conquista de cidadania. Trabalhando para
conscientizar o aluno ou aluna na sua condição de cidadão brasileiro, assumido com
responsabilidade, sendo crítico e solidário com seu papel nas instituições em que vive. Mas o
desafio do projeto pedagógico é grande perante a complexidade da sociedade. Mesmo com as
propostas metodológicas adequadas, em minhas observações em sala de aula foi possível
perceber a ideologia da falsa consciência nos alunos e alunas. A forma de pensar que legitima
a ordem social estabelecida. Alunos e alunas que promovem os valores do capitalismo, como o
individualismo. Mas isso não é um fator impossível de se reverter, pois ao reconhecê-las fica
mais fácil fazer com que os alunos e alunas questionem tal visão de mundo e não se conformem
com a ideologia do capital. Neste sentido, a incorporação da disciplina de filosofia no ensino
médio vem para contribuir na formação de pessoas capazes de refletir sobre essa realidade. Não
somente os problemas da educação, mas discutir as diferentes questões nos âmbitos da vida,
como política, religião, cultura, economia, tecnologia, etc. Desmistificando ideologias e
desenvolvendo o pensamento crítico. Cabe ao educador e educadora agir contra a lógica do
capital, a partir de um projeto curricular que possibilite transformações na maneira de pensar,
buscando mais justiça, em que os sujeitos não se deixem ser explorados pelo capitalismo.
REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - Lei Federal no 4.024/1961.


Disponível no endereço eletrônico: www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/htm.

GALLO, S., KOHAN, W. O. (Orgs.). Filosofia no ensino médio. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000.

GALLO, S.; CORNELLI, G.; DANELON, M. (Orgs.). Filosofia do ensino de filosofia.


Petrópolis: Vozes, 2003.

MÉSZÁROS, István. A Educação para além do capital. São Paulo: Boitempo, 2005.