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CURSO ESSENCIAL

PSIQUIATRIA
Miguel Bajouco
(miguelbajouco@gmail.com)
http://etc.ch/3X86
CASO CLÍNICO 1
Um homem de 28 anos recorre à consulta verbalizando por queixas de disfunção erétil e
diminuição da líbido com cerca de 1 mês de evolução. O doente não tem antecedentes de
queixas semelhantes e nega queixas urinárias ou alterações sensitivas na região genital. Trata-se
de um doente com história recente de um primeiro episódio psicótico, o qual implicou
internamento hospitalar do qual teve alta há 2 meses . Do ponto de vista psicopatológico não se
apura sintomatologia psicótica na avaliação atual. Além de um aumento ponderal recente de
cerca de 3Kg revisão, a revisão de sistemas é negativa. Ao exame físico o doente apresenta
ginecomastia e dor à palpação mamária.
Qual das seguintes é a mais provável causa destes sintomas?
A. Aumento da atividade dopaminérgica na via nigroestriada
B. Diminuição da atividade dopaminérgica na via mesocortical
C. Aumento da atividade dopaminérgica na via mesolimbica
D. Diminuição da atividade dopaminérgica na via tubero-infundibular
E. Diminuição da atividade dopaminérgica na via mesolimbica

Curso Essencial - Psiquiatria -


CASO CLÍNICO 1
Um homem de 28 anos recorre à consulta verbalizando queixas de disfunção eréctil por queixas
de disfunção erétil e diminuição da líbido com cerca de 1 mês de evolução. O doente não tem
antecedentes de queixas semelhantes e nega queixas urinárias ou alterações sensitivas na região
genital. Trata-se de um doente com história recente de um primeiro episódio psicótico, o qual
implicou internamento hospitalar do qual teve alta há 2 meses . Do ponto de vista
psicopatológico não se apura sintomatologia psicótica na avaliação atual. Além de um aumento
ponderal recente de cerca de 3Kg revisão, a revisão de sistemas é negativa. Ao exame físico o
doente apresenta ginecomastia e dor à palpação mamária
Qual dos seguintes fármacos é mais provável ser a causa dos sintomas ?
A. Clozapina
B. Aripiprazol
C. Cabergolina
D. Risperidona
E. Quetiapina

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CASO CLÍNICO 2
Uma mulher de 35 anos anos vem à consulta com a sua Médica de Família por queixas de sono não reparador
e por sentir que “já não vale nada”. As queixas de insónia e baixa auto-estima começaram há cerca de 3
meses, quando descobriu que o seu namorado se tinha envolvido afetivamente com uma colega de trabalho.
Após esta descoberta, terminou o relacionamento e não voltou sair com ninguém, preferindo ficar em casa
sozinha a ver TV. Sente que neste momento tem pouco interesse em se envolver emocionalmente com
alguém, mesmo quando os homens que conhece parecem ser o par certo. Embora continue a trabalhar no
mesmo escritório de contabilidade, tem tido dificuldades em cumprir prazos pelo cansaço que sente por não
dormir. Admite que ultimamente tem bebido mais vinho que o habitual como forma de “esquecer o ex-
namorado”. A doente não tem antecedentes psiquiátricos prévios mas tem história familiar de depressão por
parte da mãe, a qual fez tratamento com Duloxetina à qual teve boa resposta. Qual dos seguintes tratamentos
é o mais adequado para a situação desta doente?
A. Sertralina
B. Diazepam
C. Duloxetina
D. Psicoterapia
E. Zolpidem

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CASO CLÍNICO 3
Uma mulher de 55 anos vem a uma consulta de Psiquiatria, referenciada pelo seu Médico de Família por
queixas de humor deprimido, irritabilidade fácil, dificuldades de concentração, ansiedade elevada e insónia
com múltiplos despertares. A doente descreve que tem sempre os mesmos sonhos com os quais acorda
“muito aflita” e que por vezes “estou acordada e vêm-me as mesmas imagens à cabeça”. A doente acaba por
revelar o conteúdo desses sonhos e intrusões, os quais se referem a um episódio que ocorreu quando tinha 40
anos e foi abusada sexualmente por um primo. Refere que evita ir a festa de família por receio de se deparar
com essa pessoa. Afirma ainda que tem dificuldades em fazer amizades com pessoas do sexo oposto pois
sente-se sempre desconfiada.
Afirma que as suas queixas de humor deprimido só começaram há 3 meses mas as restantes estão presentes
há vários anos. A doente refere consumos alcoólicos que muito raramente são imoderados.
Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável desta doente?
A. Perturbação de Ansiedade Generalizada
B. Perturbação Depressiva Recorrente
C. Perturbação de Stress Pós-Traumático
D. Reação de Depressão e Ansiedade Mista
E. Alucinose Alcoólica
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CASO CLÍNICO 3
Uma mulher de 55 anos vem a uma consulta de Psiquiatria, referenciada pelo seu Médico de Família por
queixas de irritabilidade fácil, dificuldades de concentração, ansiedade elevada e insónia com múltiplos
despertares. A doente descreve que tem sempre os mesmos sonhos com os quais acorda “muito aflita” e que
por vezes “estou acordada e vêm-me as mesmas imagens à cabeça”. A doente acaba por revelar o conteúdo
desses sonhos e intrusões, os quais se referem a um episódio que ocorreu quando tinha 40 anos e foi abusada
sexualmente por um primo. Refere que evita ir a festa de família por receio de se deparar com essa pessoa.
Afirma ainda que tem dificuldades em fazer amizades com pessoas do sexo oposto pois sente-se sempre
desconfiada.
Qual dos seguintes tratamentos deverá ser evitado no caso desta mesma doente?
A. Sertralina
B. Diazepam
C. Duloxetina
D. Psicoterapia
E. Topiramato

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CASO CLÍNICO 3
Uma mulher de 55 anos vem a uma consulta de Psiquiatria, referenciada pelo seu Médico de Família por
queixas de irritabilidade fácil, dificuldades de concentração, ansiedade elevada e insónia com múltiplos
despertares. A doente descreve que tem sempre os mesmos sonhos com os quais acorda “muito aflita” e que
por vezes “estou acordada e vêm-me as mesmas imagens à cabeça”. A doente acaba por revelar o conteúdo
desses sonhos e intrusões, os quais se referem a um episódio que ocorreu quando tinha 40 anos e foi abusada
sexualmente por um primo. Refere que evita ir a festa de família por receio de se deparar com essa pessoa.
Afirma ainda que tem dificuldades em fazer amizades com pessoas do sexo oposto pois sente-se sempre
desconfiada.
A situação traumática experienciada pela doente aumenta o risco de qual dos seguintes?
A. Perturbação de Pânico
B. Perturbação de Personalidade Borderline
C. Ideação e Tentativa de Homicídio
D. Ideação e Tentativa de Suicídio
E. Ideação Paranóide

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CASO CLÍNICO 4
Um homem de 33 anos, com antecedentes de Esquizofrenia é trazido ao Serviço de Urgência pelas forças de
autoridade. O doente foi detido após ter provocado danos materiais numa loja de material informático. Na
entrevista apresenta discurso incoerente com solilóquios e está distrátil, parecendo estar a dialogar com
alguém que não está presente. O doente é medicado com haloperidol e acaba por ficar mais calmo. No
entanto, algumas horas depois, surge junto da equipa de enfermagem mais inquieto e gritar “ O que é que me
fizeram?”. Ao exame físico o doente apresenta uma contratura do pescoço para o lado direito e protusão da
língua.
Qual dos seguintes fármacos deverá ser administrado para tratar a situação que o doente apresenta agora?
A. Olanzapina
B. Propranolol
C. Clozapina
D. Lorazepam
E. Biperideno

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CASO CLÍNICO 5
Um homem de 35 anos, é trazido ao hospital depois de ter sido encontrado numa ponte na iminência de se
precipitar. O doente apresenta-se gravemente deprimido no contexto de eventos de vida negativos (ruína
financeira e divórcio). Verbaliza sentimentos de desesperança e apresenta ideação suicida ativa. O doente já
tinha estado medicado com um Venlafaxina mas descontinuou essa medicação há 3 semanas. O doente é
internado e inicia terapêutica com Sertralina e Diazepam. No dia seguinte apresenta-se muito choroso, agitado
e verbaliza ideias de culpa inapropriada. É lhe prescrito Olanzapina, e ao fim de dois dias apresenta-se mais
calmo mas não consegue sair da cama. Apresenta-se confuso e com discurso incoerente. Está sudorético e
febril (T - 40,2 ºC). Tem uma TA– 167/97 mmHg e frequência cardíaca de 115 bpm. Quando a equipa de
enfermagem o tenta retirar da cama verificam que os membros apresentam rigidez muscular com resistência
à mobilização
Qual dos seguintes hipóteses é mais provável de ter originado a situação que o doente apresenta agora?
A. Diazepam
B. Sertralina
C. Catatonia
D. Olanzapina
E. Agravamento do quadro psiquiátrico

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CASO CLÍNICO 6
Um homem de 40 anos, vem a uma consulta de Psiquiatria por queixas de fadiga física e mental. Afirma ”sinto-
me tão cansado que sou capaz de dormir 15 horas por dia. Neste momento arrasto-me até ao trabalho mas
não consigo fazer nada porque falta-me motivação e não me consigo concentrar”. O esposa reporta que o
doente tem-se isolado e não quer sair da cama durante o dia. O doente tem antecedentes de 4 episódios
depressivos que começaram aos 20 anos. Tem também história de internamento há 2 anos no contexto de
quadro de alterações do comportamento, energia aumentada, diminuição da necessidade de sono e uso dos
recursos financeiros da empresa onde trabalhava para concretizar uma ideia que considerava brilhante e que
segundo o próprio “iria revolucionar a indústria automóvel”, levando ao seu despedimento. Ao exame do
estado mental apresenta-se lentificado, com choro fácil, humor deprimido e ideação suicida ativa. O doente
não tem antecedentes de abuso de substâncias. Tem antecedentes familiares de depressão por parte da mãe
com boa resposta a Amitriptilina. Qual dos seguintes tratamentos é o mais adequado para a situação clínica
do doente?
A. Bupropriom
B. Escitalopram
C. Venlafaxina
D. Quetiapina
E. Amitriptilina
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CASO CLÍNICO 7
Um jovem de 18 anos é trazido ao Serviço de Urgência de madrugada pelos amigos por apresentar ansiedade
elevada. Os amigos descrevem que estavam numa festa e que de repente o doente começou a balancear o
corpo e a dizer ”não consigo respirar....acho que vou morrer”. Segundo os amigos, começou a verbalizar
discurso estranho “Vai haver um atentado terrorista....eles estão ali fora naquela carrinha branca”. Os amigos
do doente referem que tentaram mostrar-lhe que não havia ninguém no exterior da casa onde estavam mas
insistiu que os estava a ver. Antes da festa “estava bem...o habitual...bem-disposto”. Tem antecedentes de dor
lombar como resultado de um acidente de mota e toma ”alguma medicação analgésica”. Ao exame físico
apresenta-se apirético, TA – 130-85 mmHg, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 18
ciclos/min, oximetria 98% em ar ambiente. Na avaliação realizada apresenta-se ansioso, reservado, injecção
conjuntival, xerostomia, discurso empastado. Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável?
A. Perturbação Psicótica Aguda e Transitória
B. Intoxicação por Opióides
C. Perturbação de Pânico
D. Intoxicação por Cocaína
E. Intoxicação por Cannabis

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CASO CLÍNICO 8
Uma jovem de 18 anos vem com a mãe à consulta. Esta mostra-se preocupada com a perda de peso e as
alterações de humor da filha. A jovem perdeu 5 Kg nos últimos 3 meses e tem estado muito irritável, o que
contrasta com a sua personalidade prévia. A mãe diz que ela subitamente começou a ser muito seletiva em
relação à comida e que frequentemente recusa-se a comer porque “diz que simplesmente não tem apetite”.
A mãe também está preocupada com o facto da filha dormir pouco. Quando confrontada com as
preocupações da mãe, responde do seguinte modo: “então não é saudável ser magra e estar em
forma?!....não consigo perceber porque é que a minha mãe está preocupada”. A doente nega ter qualquer
problema e diz sentir-se “muito bem” e com muita energia. Ao exame físico a doente apresenta peso de 46 Kg
para uma estatura de 1,55 m; apresenta eritema das conchas nasais e do septo nasal e um acne facial
moderado. TA: 135/75 mmHg; FC 130 bpm; Temperatura – 37ºC; Sat O2 – 99%
Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável?
A. Perturbação Afetiva Bipolar Tipo II
B. Anorexia Nervosa
C. Perturbação mental e do comportamento devido ao consumo de MDMA
D. Bulimia
E. Perturbação mental e do comportamento devido ao consumo de Cocaína

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CASO CLÍNICO 9
Uma mulher de 50 anos é trazida ao Serviço de Urgência pelo INEM, o qual foi chamado depois da doente ter
apresentado episódio súbito de perda força muscular nos membros inferiores. Uma amiga com quem estava
no momento, refere que a doente teve a notícia recente e inesperada de que o marido tem uma doença
oncológica grave. Trata-se de uma doente sem antecedentes patologia psiquiátrica ou não psiquiátrica. Na
avaliação dos sinais vitais apresenta TA – 115/70 mmHg, FC – 85 bpm, FR – 12/min. Ao exame físico apresenta
tónus muscular normal, reflexos osteotendinosos normais, sinal de Babinski negativo. A marcha é lenta mas
normal. Força muscular na extremidades é 3/5, simétrica. Sem outras alterações ao exame físico
Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável?
A. Síndrome de Munchausen
B. Perturbação de Conversão
C. Perturbação Dismórfica Corporal
D. Simulação
E. Perturbação de Personalidade Histriónica

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CASO CLÍNICO 10
Uma mulher de 30 anos, vem à consulta por queixas de fadiga física e mental. Trabalha na área da investigação
biomédica e recentemente recebeu um importante prémio pelo seu trabalho. Inicialmente ficou muito
contente e motivada mas atualmente sente-se sem energia para trabalhar e não se consegue concentrar.. Na
entrevista, apura-se que desde a adolescência, apresenta mudanças súbitas do humor, com fases em que
sente falta de energia e não tem ânimo que alternam com fases em que se sente mais confiante, motivada e
com energia. Tais fases têm duração variável, de dias a semanas e não tem relação estabelecida com
acontecimentos de vida. A doente reporta ainda que quando foi para o ensino secundário tinha
comportamentos de auto-mutilação que nunca mais ocorreram desde essa altura. Não tem antecedentes de
episódios depressivos ou psicóticos. Consome “erva” para relaxar algumas vezes por mês e consome bebidas
alcoólicas apenas em situações sociais.. O exame físico e os exames complementares de diagnóstico não
revelam alterações. Ao exame do estado mental apresenta humor deprimido e dificuldades de concentração,
mantendo reatividade emocional positiva.
A. Perturbação Afetiva Bipolar Tipo II
B. Ciclotimía
C. Perturbação da Personalidade Borderline
D. Perturbação do Humor induzida por substâncias
E. Perturbação do Humor devido a condição médica
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CASO CLÍNICO 11
Um homem com antecedentes de diagnóstico de Perturbação Esquizoafetiva é trazido ao Serviço de Urgência
por quadro de mal-estar, anorexia, náuseas e dor abdominal. Esteve internado um mês antes por episódio
maníaco associado a delírios e alucinações, tendo havido necessidade de efetuar ajuste da medicação nessa
altura. Desde então tem estado estabilizado do ponto de vista psicopatológico. O doente não tem
antecedentes de doença física e não tem hábitos alcoólicos ou de consumo de substâncias psicoativas. Ao
exame físico apresenta sensibilidade álgica aumentada no quadrante superior direito do abdómen. O exame
neurológico revela tremor fino da extremidades nos membros superiores. Ao exame do estado mental,
apresenta-se sonolento, com alguma distratibilidade, estando orientado em relação ao próprio mas apenas
parcialmente orientado no tempo (sabe o ano mas erra o dia da semana e o mês). Não se apura
sintomatologia psicótica no momento da avaliação e o instinto de conservação está mantido. Sinais vitais: TA -
105/60 mmHg; FC - 95 bpm; Temperatura – 38ºC; Sat O2 – 99%.

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CASO CLÍNICO 11
Os resultados do estudo analítico são os seguintes:
Hemograma Bioquímica
Hematócrito – 42% Azoto Ureico – 30 mg/dl
Plaquetas – 180000/mm3 Creatinina – 1,2 mg/dl
Leucócitos – 9200/ mm3 Bilirrubina Total – 2,1 mg/dl
Fosfatase alcalina - 110
Aspartato aminotransferase (TGO) – 360 U/L
Alaninaminotransferase (TGP) – 520 U/

Qual das seguintes medicações é a causa mais provável destes achados clínicos e analiticos?
A. Valproato de Sódio
B. Lítio
C. Haloperidol
D. Lamotrigina
E. Bupropion

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CASO CLÍNICO 12
Um homem de 28 anos, com obesidade mórbida, recorre a consulta médica por ”sentir-se em baixo” por ter
sido preterido em relação a outro colega na escolha para um cargo importante na empresa onde trabalha.
Afirma que “sinto que sou uma pessoa sempre triste, pelo menos desde a altura em que frequentava o ensino
secundário”, com exceção de um 1 mês em que estava a passar férias com os primos no Algarve e soube que
tinha conseguido o seu primeiro trabalho. Sempre trabalhou como programador informático e quando não
está a trabalhar passa o resto do tempo a dormir: “durmo 11 a 12 horas por dia”. Diz que nunca teve relações
amorosas porque “sei à partida que me acham gordo e feio e por isso já sei que vou ser rejeitado”. Refere que
”acabo por refugiar na comida...é a forma que encontrei para estar menos triste”. Apesar dos sentimentos de
tristeza quase constantes, consegue divertir-se a jogar videojogos com os colegas e amigos. Não tem
antecedentes de doença não-psiquiátrica e nega uso de álcool ou outras substâncias psicoativas. Tem
antecedentes familiares de Perturbação Depressiva por parte da mãe e irmã mais velha.
Qual dos seguintes é o diagnóstico mais provável?
A. Perturbação de Personalidade Evitante
B. Ciclotimía
C . Perturbação Depressiva Recorrente
D. Perturbação Depressiva Persistente (Distimia)
E. Perturbação do Ajustamento
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CASO CLÍNICO 12
Qual dos seguintes será o tratamento mais adequado para este doente ?
A. Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
B. Fluoxetina
C . Lítio
D. Triiodotironina
E. Diazepam

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CASO CLÍNICO 13
Uma jovem 19 anos é trazida ao Serviço de Urgência por queixas de vómitos, dor abdominal intensa, paragem
de emissão de gases e fezes nas últimas 24 horas. À inspecção a doente apresenta aspecto emagrecido, fácies
de dor, áreas de alopecia na região occipital, distensão abdominal.
O TAC abdominal revela distensão de todo o intestino delgado com ponto de obstrução a nível do íleo distal.
A doente foi submetida a laparotomia exploratória com achado de massa intraluminal móvel no íleo distal (20
cm da válvula ileocecal) sugestiva de bezoar. Teve alta ao 3º dia pós-operatório.
A doente não tem antecedentes médicos relevantes e não tem hábitos medicamentosos. Tem antecedentes
familiares de Perturbação Obsessivo-Compulsiva por parte da mãe.
Qual dos seguintes é a causa mais provável da situação descrita?
A. Anorexia
B. Bulimia
C . Tricotilomania
D. Lúpus
E. Perturbação do Ajustamento

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CASO CLÍNICO 13
Qual o tratamento mais adequado para a situação clínica anterior?
A. Sertralina
B. Fluvoxamina
C . Venlafaxina
D. Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
E. Mirtazapina

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CASO CLÍNICO 14
Um mulher de 30 anos recorre a consulta de Psiquiatria, professora, recorre por queixas de ansiedade,
cansaço, e insónia. Refere que desde há dois anos está sempre preocupada se fechou a porta de casa e
desligou o fogão indo verificar se o fez várias vezes quer durante o dia quer à noite. A doente afirma que sabe
que fechou a porta e desligou o fogão mas não consegue parar de pensar nisso até ir verificar. Depois de
verificar volta a pensar que deveria verificar tudo de novo porque, se não o fizer, é possível que entre algum
ladrão ou a cas se incendeie. Refere ainda que quando corrige as fichas de avaliação dos alunos, verifique
vezes sem conta as classificações que registou com receio de se ter enganado em alguma. Apesar de
reconhecer que estes receios “não fazem sentido”, afirma que não consegue controlar. Afirma que ocupa
várias horas do dia e da noite ocupada com estes pensamentos e a fazer verificações o que leva a que não
consiga cumprir os prazos de entrega das notas aos seus alunos, bem como se sente exausta por não conseguir
dormir. Nega antecedentes psiquiátricos e uso de substâncias psicoativas. Sem alterações no exame físico.
Parâmetros vitais normais. Qual o tratamento mais adequado para esta situação clínica ?
A. Venlafaxina + Psicoterapia Cognitivo Comportamental
B. Olanzapina + Psicoterapia Cognitivo Comportamental
C . Sertralina + Valproato de Sódio
D. Fluvoxamina
E. Mirtazapina
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CASO CLÍNICO 15
Um mulher de 40 anos recorre a consulta com o seu médico de família. Reporta queixas de falta de energia e
insónia. Descreve que se sente assim desde há cerca de 1 mês. Afirma que ultimamente já nem lhe apetece ir
correr ao fim do dia ou ir ao cinema como anteriormente. Afirma também que já não tem prazer em ir
almoçar com as amigas porque perdeu o apetite. Como fatores precipitantes a doente refere que tem tido
maior sobrecarga a nível laboral e têm ocorrido alguns conflitos a nível familiar. A doente não tem
antecedentes pessoais ou familiares de doença mental. O estudo analítico não revela alterações. Os
parâmetros analíticos são normais.
Qual o tratamento mais adequado para esta doente?

A. Duloxetina
B. Citalopram
C . Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
D. Escitalopram e Psicoterapia Cognitivo-Comportamental
E. Mirtazapina

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CASO CLÍNICO 16
Homem de 35 anos referenciado para consulta Psiquiatria, contabilista. O doente apresenta ansiedade
elevada, humor deprimido e insónia inicial. Descreve pensamentos ansiogénicos sobre a contaminação por de
todos os objetos em que toca. Sempre que toca num objeto tem que ir lavar as mãos , em média durante 15
minutos, o que sucede várias vezes ao dia. Usa produtos de limpeza como lixívia o que tem provocado lesões
cutâneas, estando a ser acompanhado em consulta de Dermatologia. Apura-se já foi medicado pelo Médico
de Família com ISRS mas o doente refere que “não notou diferença....”, perdendo várias horas do seu dia com
estes comportamentos, o que já levou a que fosse despedido por não conseguir cumprir prazos de entrega do
IRS dos clientes.

Qual o tratamento mais adequado para a situação clínica descrita?


A. Venlafaxina e Risperidona
B. Sertralina e Electroconvulsivoterapia
C . Psicoterapia Cognitivo Comportamental
D. Electroconvulsivoterapia
E. Escitalopram e Olanzapina

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CASO CLÍNICO 17
Mulher de 36 anos vem a consulta de Psiquiatria, referindo que ” está na fossa”. Refere que desde há 1 mês
dorme 13 horas por dia, não tem energia ou interesse nas atividades do dia-a-dia ou no trabalho. A doente
tem antecedentes de internamento no último ano por período em que apresentou alterações do
comportamento com heteroagressividade dirigida ao marido, sobretudo quando este a confrontava com o
facto de estar acordado toda a noite, a fazer compras online e a investir as usando para isso o dinheiro das
poupanças de ambos numa start-up de bioengenheira, a qual acabou por falir. Nessa altura, a doente tinha
um discurso com uma cadência muito elevada e verbalizava um plano que dizia ser “brilhante para acabar
com fome no mundo”. Após o internamento a doente teve alta medicada com Lítio 400 mg. A última litémia
realizada há 1 mês é 0.6
Qual o tratamento mais adequado para a situação clínica?
A. Manter Lítio e iniciar Fluoxetina
B. Manter Lítio e adicionar Valproato de Sódio
C . Trocar Lítio por Quetiapina
D. Trocar Lítio por Fluoxetina + Olanzapina
E. Aumentar dose de Lítio

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CASO CLÍNICO 18
Um jovem de 20 anos, estudante de Medicina é trazido ao Serviço de Urgência pelos seguranças do hospital.
O doente estava a provocar distúrbios numa aula, afirmando que “descobriu uma cura para o cancro”.
Mostra-se muito excitado com a sua descoberta mas revoltado pelo facto do professor da aula não o levar a
sério. Afirma que esta descoberta por certo ira levá-lo a ganhar o Prémio Nobel. Diz também que “descobriu a
cura para muitas outras doenças”. O seu discurso é muito rápido, dificilmente interrompível, saltando de um
assunto para o outro. Está muito distrátil e não consegue parar de andar para trás e para a frente no gabinente
médico.
Tem antecedentes de depressão aos 19 anos e história familiar de Doença Poliquística Renal por parte do pai.
A temperatura é de 37,1 ºC; FC – 140/80 e FC – 106 bpm. Não tem alterações ao exame físico.

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CASO CLÍNICO 18
Os resultados do estudo analítico são os seguintes:
Hemograma Bioquímica
Hemoglobina – 13,1 g/dl Azoto Ureico – 30 mg/dL
Hematócrito – 39 % Creatinina – 1,9 mg/dL
Plaquetas – 220 00/mm3 Na+ – 138 mEq/L
Leucócitos – 9200/ mm3 K+ - 4,1 mEq/L
Cl- – 106 mEq/L
Ca2+ – 9,2 mg/dL
Glicose – 110 mg/dL

Qual das seguintes medicações é a mais adequada para o tratamento a longo prazo da situação deste
doente?
A. Haloperidol
B. Lítio
C. Topiramato
D. Valproato
E. Bupropion

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CASO CLÍNICO 19
Um jovem de 20 anos, universitário vem ao Serviço de Urgência devido a história de mal-estar, febre e dor na
no joelho com uma semana de evolução. Não tem sintomas adicionais. Afirma “isto deve ter sido um mau-
jeito que dei no treino de basquete....só espero conseguir estar bem para o jogo do próximo fim-de-semana”.
O doente tem antecedentes de depressão, atualmente estável e em tratamento com Fluoxetina. Tem
antecedentes familiares de Diabetes Mellitus por parte do pai. Ao exame físico apresenta edema local, dor à
palpação com limitação dolorosa da mobilização. Os parâmetro vitais são: Temperatura – 38,5 ºC, FC – 140/80,
FC – 110 bpm e FT – 13/min. O doente é informado que tem provável artrite séptica e que será necessário
realizar uma artroscopia. No entanto, o doentes recusa, dizendo que não gosta de nada que envolva agulhas.
“Prefiro só fazer só medicação para a dor e descansar. O médico explica os riscos de não fazer o procedimento
e que pode dar uma anestesia local para que não sinta dor. Apesar disso o doente continua a recusar o
procedimento.
Qual das seguintes opções é a mais indicada na gestão da situação deste doente?
A. Internar o doente dado que a artrite séptica é uma situação de potencial risco de vida
B. Dar alta ao doente e informar que pode voltar a qualquer altura.
C . Pedir avaliação por Psiquiatria para avaliar a sua capacidade de decisão
D. Dar alta mas informar o treinador de basquete que o doente não pode competir
E. Dizer ao doente que os seus pais serão informados uma vez que está a recusar um tratamento necessário
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CASO CLÍNICO 20
Um homem de 35 anos, vem a consulta de seguimento com o seu Psiquiatra-Assistente. O doente iniciou
acompanhamento há cerca de de 9 meses por quadro de humor deprimido, anedonia, pensamentos
negativos em relação ao futuro, baixa-auto-estima, dificuldades de concentração e ideação suicida. Foi
medicado com Venlafaxina 75 mg que teve que ser aumentada para 150 mg por resposta parcial inicial.
Encontra-se em remissão desde há 6 meses. Na consulta diz ”Dr., acho que está na altura de tirarmos esta
medicação...não quero ficar dependente desta medicação para toda a vida”. O doente tem antecedentes de
Síndrome de Dependência Alcoólica, em remissão de consumos há vários anos nos quais recaiu na altura do
início do episódio descrito, estando atualmente em remissão dos mesmos. O doente tem história pessoal de 2
outros episódios depressivos., o primeiro há 4 anos e outro há 2 anos.
Qual a opção mais adequada em relação à gestão da doença deste doente?
A. Reduzir Venlafaxina para 75 mg e continuar o tratamento durante pelo menos 3 anos
B. Reduzir Venlafaxina para 75 mg e descontinuar antidepressivo ao fim de 1 mês
C . Manter Venlafaxina 150 mg durante pelo menos 2 anos
D. Substituir Venlafaxina por um SSRI e manter durante pelo menos 3 anos
E. Substituir Venlafaxina dado o risco de recorrência depressiva

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CASO CLÍNICO 21
Um homem de 60 anos vem à consulta acompanhado pela esposa, a qual descreve que desde há
1 ano o marido apresenta progressiva dificuldade em fazer atividades do dia-a-dia como
conduzir, gerir o orçamento familiar. A esposa afirma que o marido “parece que já não é a
mesma pessoa” pois tornou-se sempre foi uma pessoa cordial e calma e agora tem
comportamentos de impulsividade, come de forma descontrolada, especialmente doces.
Quando contrariado torna-se agressivo e quando tem que mudar a rotina fica muito ansioso e
inquieto. Ao exame do estado mental apresenta-se apático, parcialmente orientado no tempo e
no espaço. Fácies inexpressivo. Apresenta estereotipias motoras. Durante a entrevista não se
apuram alterações do pensamento ou sensopercepção. O doente tem antecedentes de episódio
depressivos ao longo da vida. Ao exame físico apresenta-se apirético, a tensão arterial é de
145/95 mmHg , a frequência cardíaca é de 115 bpm e a frequência respiratória é de 30/min. O
estudo analítico revela hiperglicémia. Qual o diagnóstico mais provável?
A. Demência de Alzheimer
B. Demência Fronto-Temporal
C. Perturbação Afetiva Bipolar – Episódio Misto
D. Demência de Corpos de Lewy
E. Perturbação Afetiva Bipolar – Episódio Maníaco
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CASO CLÍNICO 22
Um homem de 45 anos observado em consulta de Psiquiatria. Mora com os pais e está
desempregado. Segundo os pais, o filho passa os dias sentado a ver televisão, fuma 1 a 2 maços
de tabaco por dia. Afirmam que quando tentam estabelecer uma conversa, o doente apenas
responde com frases curtas. Dizem “parece indiferente ao que se passa”. O doente esteve a
frequentar uma formação profissional mas não conseguiu terminar a mesma pois “não conseguia
concentrar-se”. Dizem-se desesperados porque já são idosos e receiam o que acontecerá ai filho
quando morrerem. O doente tem antecedentes de internamentos, o primeiro dos quais aos 18
anos, por episódios em que apresentava desconfiança em relação a toda gente e dizia ouvir toda
gente a insultá-lo. Desde o último internamento há 10 anos nunca mais apresentou este tipo de
sintomas. Qual das seguintes é a mais provável causa dos sintomas atuais?
A. Aumento da atividade dopaminérgica na via nigroestriada
B. Diminuição da atividade dopaminérgica na via mesocortical
C. Aumento da atividade dopaminérgica na via mesolimbica
D. Diminuição da atividade dopaminérgica na via tubero-infundibular
E. Aumento da atividade dopaminérgica na via mesocortical
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CASO CLÍNICO 23
Um homem de 45 anos, dá entrada no hospital de depois de sofrer fratura do fémur direito e da tíbia após
acidente de viação grave. Inicialmente encontra-se calmo e com discurso coerente. Cerca de 12 horas depois,
o doente começa a apresentar estado de agitação psicomotora, hipervigilância e discurso paranóide. Reclama
junto do pessoal de enfermagem que ouve pessoas no corredor que o estão a insultar, facto que não
corresponde ao observado pelo pessoal de enfermagem. Nos registos hospitalares não existem antecedentes
médicos relevantes. A nível de antecedentes psiquiátricos verifica-se que tem história de abuso de cocaína,
canábis e bebidas alcoólicas. Tem consumo tabágico médio de cerca de 2 maços de cigarros. Ao exame do
estado mental o doente apresenta-se vigil, orientado no tempo e no espaço, com atenção captável e fixável. A
temperatura corporal é 37,2ºC, TA – 140/90 mmHg, FC- 95 bpm, FR – 18/min. O doente teve alta 24 horas
depois, não apresentando as alterações descritas.
Qual o diagnóstico mais provável ?
A. Perturbação Psicótica Aguda e Transitória
B. Reacção Aguda ao Stress
C . Delirium Tremens
D. Alucinose Alcoólica
E. Perturbação de Personalidade Paranóide

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CASO CLÍNICO 24
Um homem de 20 anos é trazido ao Serviço de Urgência pela PSP. Nas 2 últimas semanas tem
apresentado comportamento estranho em casa, verbalizando que “os extraterrestres do planeta
Nambu se preparam para invadir a Terra”. Nos últimos dois dias trancou-se no quarto para que e
tem recusado quaisquer cuidados de higiene nos últimos 5 dias. Tem estado medicado com
Haloperidol Injetável de Longa Duração desde há 4 meses. O doente tem 2 internamentos
anteriores por alterações do comportamento semelhantes que começaram aos 18 anos.
Inicialmente foi tratado com Risperidona mas sem melhoria significativa e com aparecimento de
tremor e rigidez articular. O exame físico e os exames laboratoriais não demonstram alterações
de relevo.
Qual dos seguintes exames complementares de diagnóstico será mais útil na gestão da doença?
A. Perfil Lipídico
B. Função Renal
C. Doseamento da Proteína C-Reativa
D. Hemograma
E. Enzimas Hepáticas
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CASO CLÍNICO 24
Um homem de 20 anos é trazido ao Serviço de Urgência pela PSP. Nas 2 últimas semanas tem
apresentado comportamento estranho em casa, verbalizando que “os extraterrestres do planeta
Nambu se preparam para invadir a Terra”. Nos últimos dois dias trancou-se no quarto para que e
tem recusado quaisquer cuidados de higiene nos últimos 5 dias. Tem estado medicado com
Risperidona Injetável de Longa Duração desde há 4 meses. O doente tem 2 internamentos
anteriores por alterações do comportamento semelhantes que começaram aos 18 anos.
Inicialmente foi tratado com Haloperidol mas sem melhoria significativa e com aparecimento de
tremor e rigidez articular. O exame físico e os exames laboratoriais não demonstram alterações
de relevo.
Neste doente, qual dos achados neuroimagiológicos seria mais provável encontrar?
A. Atrofia do caudado
B. Alargamento dos ventrículos laterais
C. Aumento do volume da amígdala
D. Aumento do volume do hipocampo
E. Anomalias estruturais no córtex orbitofrontal e no estriado
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CASO CLÍNICO 25
Um homem de 40 anos, técnico de reparação informática, é trazido ao Serviço de Urgência pelas forças da
autoridade por provocar desacatos numa loja de produtos electrónicos porque queria tinha proposta para
vender o novo supercomputador que estava a desenvolver. Há cerca de 3 semanas, saiu de casa, dizendo à
mulher que não podia continuar casado porque tinha que concretizar o grande sonho da sua vida de ir para
Silicon Valley para fundar uma empresa que irá revolucionar a tecnologia. Não tem dormido mais de 4 horas
nas últimas 3 semanas. O doente tem antecedentes de Doença Bipolar e Hipercolesterolémia. Atualmente
está medicado com Lítio e Atorvastatina. Ao exame do estado mental apresenta-se humor em elação,
taquipsiquia com fuga de ideias e ideação delirante de grandiosidade. Analiticamente apresenta Creatinina
plasmática de 2,8 mg/dl. O doente tem antecedentes de 4 internamentos no último ano por alterações do
humor. Neste doente, qual o passo seguinte em termos de abordagem terapêutica da situação clínica?
A. Carbamazepina
B. Olanzapina
C. Lítio e Ácido Valpróico
D. Ácido Valpróico e Quetiapina
E. Lítio e Risperidona

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