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Tutoria 3 – Regulação da Pressão Arterial

1- Esquematizar o ciclo cardíaco


2- Compreender o controle neural na regulação da PA
3- Entender a atuação do barorrelfexo para a regulação do PA
4- Entender o sistema renina-angiotensina-aldosterona
5- Entender o mecanismo de ação dos fármacos adrenérgicos e antiadrenérgicos

1- Esquematizar o ciclo cardíaco


É o período que decorre entre o início de um batimento cardíaco até o início do batimento seguinte
( contração atrial  contração ventricular  relaxamento ventricular). É iniciado pela geração de um
potencial de ação de nodo sinoatrial ( marca-passo natural do coração) que se propaga por todo o coração.
O ciclo circadiano consiste de um período de relaxamento em que o coração se enche de sangue seguido por
um período de relaxamento em que o coração se enche de sangue seguido por um período de contração,
quando o coração de esvazia:
 Sístole: Período de contração da musculatura, durante o qual o coração ejeta sangue. Dura cerca de
0,15 segundos.
 Diástole: Período de relaxamento da musculatura, durante o qual o coração se enche de sangue.
Durante de 0,3 segundos.
1º Sistole atrial: o ciclo cardíaco começa com a sístole atrial, a qual é iniciada por uma excitação atrial
2º Contração ventricular isovolumétrica: a sístole ventricular começa com o fechamento da valva
atriventricular esquerda ( mitral).
3º Ejeção ventricular rápida: a valva da aorta finalmente se abre, e o sangue sai o ventrículo e entra no
sistema arterial em alta velocidade ( ejeção rapida)
4º ejeção ventricular reduzida : a veolocidade de ejeção diminui à medida que a sítole ventricular se
aproxima de seu fim ( ejeção reduzida). O fechamento da valva arótica marca o final dessa fase.
5º relaxamento ventricular isovolumétrico : já que o ventrículo é um compartimento fechado, novamente
segue-se um período de relaxamento isovolumétrico.
6º enchimento ventricular rápido: quando a valva atriventricular esquerda se abre, o sangue que estava
represado no atrio durante a sístole se projeta para dentro do ventrículo. A fase de enchimento passivo
rápido sinaliza o início da diástole
7º enchimento ventricular reduzido: o ciclo cardíaco termina com o enchimento reduzido. Esta fase também
é conhecida como diástase, geralmente desaparece quando a FC aumenta, porque a duração do ciclo é
grademente reduzia às custas da diástole..

2- Compreender o controle neural na regulação da PA.

O sistema circulatório apresenta 2 caminhos distintos para monitorar e manter a pressão arterial . O
primeiro é de rápida ativação e auxilia a compensar as alterações da pressão em curto prazo. Conhecido
como um reflexo barorreceptor, esse sistema ultiliza alças de retroalimentação simples, que incluem
sensores para monitorar a pressão e o fluxo, um integrador para comparar os valores da pressão atual com o
valor pré-estabelecido, e mecanismos efetores que realizam quaisquer ajustes necessários. O segundo é um
sistema de lenta ativação , que manipula a pressão arterial média,, por meio de alterações no volume do
sangue circulante por modificar a função renal.
VIAS DE CONTROLE A CURTO PRAZO

 Sensores
3 grupos principais de sensores forncenem ao integrador ( localizado no tronco encefálico) informações
sobre a pressão arterial e o fluxo no sistema circulatório: os barorreceptores arteriais de alta pressão, os
receptores cardiopulmonares de baixa pressão e os quimiorreceptores.
- barorreceptores: os barorreceptores da aorta e das carótidas são os meios primários de detecção de
alterações da PAM. Monitoram a pressão arterial indiretamente, respondendo à distensão da parede arterial.
- Receptores cardiopulmonares um segundo grupo de barorreceptores é encontrado em regiões de baixa
pressão do sistema circulatório. Esses receptores fornecem ao SNC informações sobre o “ enchimento” do
sistema vascular e o seu principal papel está na modulação da função renal. Entretanto, já que o enchimento
está correlacionado com a pré-carga ventricular, também tem um papel na manutenção da PAM.
- Quimiorreceptores: os quimiorreceptores monitoramos níveis de metabólitos locais, que refletem a
adequação da pressão e do fluxo de perfusão.

 Integrador central : ( aferentes sensoriais)


- Centros de controle: o bulbo contém um conjunto de núcleos que compõe o centro cardiovascular.
Algumas células nessa área promovem vasoconstrição, quando ativadas, e são conhecidas como centro
vasomotor. Ouutro grupo compreende o centrocardioacelerador, qual aumenta a FC e a inotropia
miocárdica, quando ativado. Um terceiro grupo ( o centro cardioinibidor) diminui a FC quando ativado.
- Alças de retroalimentação: a pressão arterial é um produto do DC e da resistência vascular sistêmica
( RVS) ( PAM= DCxRVS) e os centros de controle ajustam ambos os parâmetros simultaneamente. O
controle pe exercicido por meio de alças simples de retroalimentação.
- Integraçao com outras vias centrais e periféricas: existem várias aferencias para o centro cardiovascular de
outras regiões do encéfalo e da periferia:
----- Tronco encefálico: contem centro respiratório que controla a respiração , logo trabalham em íntima
colaboração mútua para manter a Po2 e Pco2 arterial em nível ótimo.
-----Hipotálamo: os centros hipotalâmicos auxiliam a coordenar as respostas vasculares frente as alterações
nas temperaturas interna e externa do corpo.
----- Cortex: os centros corticais de controle são responsáveis por alterações no desempenho cardiovascular
induzidas pelas emoções
-----Centros de dor: podem ocasionar profundas alterações na pressão sanguínea, mediante manipulação das
eferências do centro cardiovascular.

 Vias Efetoras
Os centros cardiovasculares ajudam a função vascular e cardíaca por meio do SNA. O centro cardioinibidor
diminui a FC. Sua atuação ocorre por meio de fibras parassimpáticas que trafegam pelo vergo vago em
direção aos nodos sinoatrial ( AS) e atrioventricular (AV).Os centros cardioaceleradores e vasomotor atuam
por meio de nervos simpáticos. O centro cardiacelerador aumenta a FC pela manipulação da exitabilidade
dos nodos AS e AV. O vasomotor controla os vasos de resistência, as veias e as glândulas suprarrenais.

VIAS DE CONTROLE A LONGO PRAZO


- Perda de água : a perda de agua é controlada pelo ADH ( homonio antidiurético) . Em alta concentração
( que é o que ocorre quando há perda de agua) o ADH promove o aumento da RVS ( resistência vascular
sistêmica)
- Perda de sódio: os osmorreceptores detectam a “salinidade” dos líquidos corporais. Logo se a osmolaridade
do tecido permanecer elevada, os osmoreceptores necessitarão reter água, o que resultara no aumento da PA.

3- Entender a atuação do barorrelfexo para a regulação do PA


Os barorreceptores são sensores de pressão localizados nas paredes do seio carotídeo e do arco aórtico. Eles
transmitem informações sobre a pressão arterial aos centros vasomotores cardiovasculares no tronco
encefálico.
Os barorreceptores do seio carotídeo são reativos aos aumentos ou diminuições da PA, enquanto os
barorreceptores do arco aórtico são principalmente sensíveis aos aumentos de PA.
Após ascender ao tronco encefálico, as informações são integradas no bulbo, no núcleo do trato solitário. O
bulbo direcionará as mudanças da atividade de vários centros cardiovasculares , direcionando o
aumento ou diminuição no fluxo eferente dos sitemas nervosos simpático e parassimpático
O fluxo eferente parassimpático exercerá a diminuição da frequência cardíaca. Já o fluxo simpático possui
quatro funções: efeito sobre o nodo AS ( aumentando a frequencia cardíaca), efeito sobre o musculo
cardíaco ( aumentando a contratilidade e volume sistólico), efeito sobre as arteríolas ( produzindo
vasoconstrição e aumentando a RPT) e efeito sobre as veias ( produzindo vasoconstrição).

4- Entender o sistema renina-angiotensina-aldosterona


A renina é uma enzima proteolítica sintetizada pelas células justaglomerulares na parede das arteríolas
glomerulares aferentes. Essas células formam uma parte do aparelho justaglomerular ( AJG), o qual detecta
e regula a captação de Na+ pelo túbulo renal. Quando o AJG é apropriadamente estimulado, libera renina
na circulação sanguínea. Ali, a renina quebra o angiotensinogênio para liberar angiotensina I. Esta ultima
serve como um subatrato para a enzima conversora de angiotensina ( ECA). A eca é expressa em muitos
tecidos, inclusive nos rins, mas a conversão ocorre principalmente durante a passagem pelos pulmões. O
produto é a Ang-II, a qual contrai os vasos de resistência, estimula a liberação de ADH pela neuro-hipófise,o
qual estimula a sede e promove a liberação de aldosterona pelo córtex da suprarrenal. A aldosterona tem
como alvo as células principais do epitélio do túbulo coletor renal. Essa proteína atua mediante a
modificação da expressão de genes que codificam os canais e as bombas de NA+ , razão pela qual leva cerca
de 48h para essa via de controle da pressão atingir sua efetividade máxima.

5- Entender o mecanismo de ação dos fármacos adrenérgicos e antiadrenérgicos

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