Índice
CAPITULO I...................................................................................................................................1
1. Introdução.................................................................................................................................1
1.1. Objectivos.........................................................................................................................2
1.1. 1. Geral..........................................................................................................................2
1.1.2. Específicos......................................................................................................................2
CAPITULO II..................................................................................................................................3
2. DESENVOLVIMENTO TEORICO........................................................................................3
2.1. Metodologia de Pesquisa..................................................................................................3
2.1.1. Método de Pesquisa...................................................................................................4
2.1.2. Técnicas de Pesquisa.................................................................................................6
2.1.3. Instrumentos de Pesquisa...........................................................................................8
2.1.4. Universo e Amostra de Pesquisa...............................................................................9
2.1.5. Tipos de Pesquisa....................................................................................................10
2.2. Conclusão........................................................................................................................14
3. Referências Bibliográficas.....................................................................................................15
CAPITULO I
1. Introdução
Durante muito tempo o homem iniciou uma jornada em busca do conhecimento para procurar
possíveis respostas para questões relativas a problemas do seu dia-a-dia.
O presente trabalho esta centrado principalmente ao estudo de metodologia de
pesquisa/investigação, como ferramenta necessária para desenvolvimento de trabalhos
científicos, seja para área de ciência como para área de letras. Desta forma podemos entender
que a utilização de métodos científicos não é de uso apenas na ciência, mas não há ciência sem a
utilização de métodos científicos.
Metodologia pode ser definida como sendo um estudo sistemático e lógico dos métodos
empregados nas ciências/letras, seus fundamentos, sua validade e sua relação com as teorias
científicas. Um método científico pode ser definido como uma série de regras básicas, as quais
devem ser executadas na geração de conhecimento que tem o intuito da ciência, isto é, um
método é usado para a pesquisa e comprovação de um determinado assunto.
Na verdade, método, em ciência, não se reduz a uma apresentação dos passos de uma pesquisa.
Não é, portanto, apenas a descrição dos procedimentos, dos caminhos traçados pelo pesquisador
para a obtenção de determinados resultados.
Quando se fala em método, busca-se explicitar quais são os motivos pelos quais o pesquisador
escolheu determinados caminhos e não outros. São estes motivos que determinam a escolha de
certa forma de fazer ciência.
1
1.1. Objectivos
1.1. 1. Geral
O trabalho tem como objectivo, debruçar sobre as metodologias de pesquisa ou de
investigação como uma ferramenta para elaboração de trabalhos científicos.
1.1.2. Específicos
Dar o conceito e identificar os tipos de métodos de pesquisa;
Identificar as técnicas recorridas numa pesquisa;
Identificar os instrumentos de pesquisa científica;
Identificar os diferentes tipos de pesquisa quanto à sua abordagem, sua natureza, seus
objectivos e seus procedimentos.
Seleccionar a modalidade de pesquisa adequada ao objecto de pesquisa.
2
CAPITULO II
2. DESENVOLVIMENTO TEORICO
Durante muito tempo o homem iniciou uma jornada em busca do conhecimento para procurar
possíveis respostas para questões relativas a problemas do seu dia-a-dia. Algumas destas
respostas eram, muitas vezes, explicadas de forma mística à medida que utilizavam a mitologia
para explicá-las.
Quando o homem passou a questionar estas respostas e a buscar explicações mais aceitáveis, por
meio da razão, excluindo suas emoções e suas crenças religiosas, passou-se a obter respostas
mais realistas, se aproximavam mais da realidade das pessoas e por isto, talvez, passaram a ser
mais bem aceitas pela sociedade.
Pode-se dizer que essa nova forma de pensar do homem foi que criou a possibilidade do
surgimento da ideia de ciência e que sua tentativa de explicar os fenómenos, por meio da razão,
foi o primeiro passo para se fazer ciência.
2.1. Metodologia de Pesquisa
Para definir uma metodologia, primeiro definimos a pesquisa por si só. Pesquisa é a investigação
e estudo sistemático, cujo objectivo é adquirir conhecimento a respeito de um determinado
assunto. Num processo de investigação deve explicar-se, detalhadamente, os princípios
metodológicos e métodos a utilizar. Então pode-se definir a metodologia:
Metodologia pode ser definida como sendo um estudo sistemático e lógico dos métodos
empregados nas ciências/letras, seus fundamentos, sua validade e sua relação com as teorias
científicas.
Ao relatar os seus resultados, o cientista deve também contar como chegou a eles, qual caminho
seguiu para alcançá-los. Trata-se, pois, da apresentação do que se chama de método científico. O
que caracteriza tal método?
3
2.1.1. Método de Pesquisa
Na verdade, método, em ciência, não se reduz a uma apresentação dos passos de uma pesquisa.
Não é, portanto, apenas a descrição dos procedimentos, dos caminhos traçados pelo pesquisador
para a obtenção de determinados resultados.
Conceito do método: É o caminho traçado pelos pesquisadores para atingir um determinado
objectivo ou um fim correcto.
Para Gil (1999), o método científico é um conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos
utilizados para atingir o conhecimento. Para que seja considerado conhecimento científico, é
necessária a identificação dos passos para a sua verificação, ou seja, determinar o método que
possibilitou chegar ao conhecimento. Segundo o autor, já houve época em que muitos entendiam
que o método poderia ser generalizado para todos os trabalhos científicos.
Quando se fala em método, busca-se explicitar quais são os motivos pelos quais o pesquisador
escolheu determinados caminhos e não outros. São estes motivos que determinam a escolha de
certa forma de fazer ciência. O método científico parte da observação organizada de fatos, da
realização de experiências, das deduções lógicas e da comprovação científica dos resultados
obtidos.
O método científico é fundamental para validar as pesquisas e seus resultados serem aceitos.
Dessa forma, a pesquisa, para ser científica, requer um procedimento formal, realizado de modo
sistematizado, utilizando para isto método próprio e técnicas específicas” (RUDIO, 1980).
[Link]. Tipos de método científico
De acordo com Almeida (2017), os métodos científicos podem ser classificados de varias
maneiras conforme esta explícito a seguir:
Método Indutivo
É tipo de método cuja a aproximação dos fenómenos caminha geralmente para planos cada vez
mais abrangentes, indo das constatações mais particulares às leis e teorias (conexão ascendente);
método que considera o conhecimento como baseado na experiência; a generalização deriva de
observações de casos da realidade concreta e são elaboradas a partir de constatações particulares.
4
Método Dedutivo
É um tipo de método que parte das teorias e leis, na maioria das vezes prevê a ocorrência dos
fenómenos particulares; se o conhecimento é insuficiente para explicar um fenómeno, surge o
problema; para expressar as dificuldades do problema são formuladas hipóteses; das hipóteses
deduzem‐se consequências a serem testadas ou falseadas (tornar falsas as con sequências
deduzidas das hipóteses); enquanto o método dedutivo procura confirmar a hipótese, o
hipotético‐dedutivo procura evidências empíricas para derrubá‐las.
Método Hipotético
Dedutivo que se inicia por uma percepção de uma lacuna nos conhecimentos, acerca da qual
formula hipóteses e, pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de
fenómenos abrangidos pela hipótese, se o conhecimento é insuficiente para explicar um
fenómeno, surge o problema; para expressar as dificuldades do problema são formuladas
hipóteses; das hipóteses deduzem‐se consequências a serem testadas ou falseadas.
Método dialéctico
É um método que entra no mundo dos fenómenos, através de sua acção recíproca, da contradição
inerente ao fenómeno e da mudança dialéctica que ocorre na natureza e na sociedade.
Empregado em pesquisa qualitativa, considera que os fatos não podem ser considerados fora de
um contexto social; as contradições se transcendem dando origem a novas contradições que
requerem soluções.
Método Histórico
Consiste em investigar acontecimentos, processos e instituições do passado para verificar a sua
influência na sociedade de hoje. Para melhor compreender o papel que actualmente
desempenham na sociedade, remonta aos períodos de sua formação e de suas modificações.
Método Comparativo
É utilizado tanto para comparações de grupos no presente, no passado, ou entre os atuais e os do
passado, quanto entre sociedades de iguais ou de diferentes estágios de desenvolvimento.
5
Método Monográfico
Consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, instituições, condições, grupos ou
comunidades, com a finalidade de obter generalizações.
Método Estatístico
Significa a redução de fenómenos sociológicos, políticos, económicos, entre outros, em termos
quantitativos. A manipulação estatística permite comprovar as relações dos fenómenos entre si, e
obter generalizações sobre sua natureza, ocorrência ou significado.
Método Tipológico
Apresenta certas semelhanças com o método comparativo. Ao comparar fenómenos sociais
complexos, o pesquisador cria tipos ou modelos ideais (que não existam de fato na sociedade),
construídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenómeno.
Método Estruturalista
O método parte da investigação de um fenómeno concreto, eleva-se, a seguir, ao nível abstracto,
por intermédio da construção de um modelo que represente o objecto de estudo, retomando por
fim ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada e relacionada com a experiência do
sujeito social.
2.1.2. Técnicas de Pesquisa
Segundo Gil (2006) para a realização da pesquisa, é necessário o emprego de técnicas de
pesquisa. As técnicas são procedimentos que operacionalizam os métodos. Para todo método de
pesquisa, correspondem uma ou mais técnicas.
Há diversas técnicas de análise de dados que podem ser utilizadas em pesquisas de natureza
qualitativa ou quantitativa.
Análise de conteúdo
A análise de conteúdo é um “ conjunto de técnicas de análise das comunicações” (BARDIN,
1977) que tem por objectivo enriquecer a leitura e ultrapassar as incertezas, extraindo conteúdos
6
por trás da mensagem analisada. Segundo Trivinõs (1987), “a análise de conteúdo é um método
que pode ser aplicado tanto na pesquisa quantitativa, como na investigação qualitativa.
Estatística descritiva univariada
As técnicas univariadas, segundo Malhotra (2001), são utilizadas quando há uma única medida
de cada elemento na amostra ou quando, havendo várias medidas de cada elemento, cada
variável é estudada isoladamente. Mattar (2001) complementa colocando que se o número de
variáveis for, respectivamente, um, dois ou mais de dois, a técnica estatística pode ser
classificada como univariada, bivariada ou multivarida.
Estatística multivariada
A estatística multivariada pode ser definida como um conjunto de métodos estatísticos utilizados
em situações nas quais diversas variáveis são medidas simultaneamente, em cada elemento
amostral. Em geral, as variáveis são correlacionadas entre si e quanto maior o numero de
variáveis, mais complexa torna-se a análise por métodos comuns de estatística univariada”
(MINGOTI, 2005).
7
2.1.3. Instrumentos de Pesquisa
Os instrumentos de pesquisa são fundamentais para que o pesquisador levante dados iniciais e
mesmo avalie o alcance das acções de intervenção realizadas. Entre os instrumentos utilizados
mais comuns estão as observações, os questionários, as entrevistas. Além desses valem destacar
alguns instrumentos de pesquisa com grupos, como grupo de discussão ou o grupo focal.
Técnica de Documentos
Uma técnica utilizada é a busca por documentos: arquivos, registos estatísticos, diários,
biografias, jornais, revistas, entre outros, que possam ajudar na pesquisa.
Em levantamento bibliográfico sobre o uso de entrevista na pesquisa em educação, a
pesquisadora Ana Cláudia Sacramento nos esclarece que de uma forma ampla a entrevista é um
instrumento de pesquisa que visa obter informações de interesse a uma investigação.
Além disso, dentro das entrevistas, precisa haver algumas questões básicas para que as respostas
possam sair naturalmente dos entrevistados. Ela precisa ser vista como um trabalho no qual o
resultado é essencial para que a pesquisa seja verídica, pois o que interessa é fazer com que eles,
os sujeitos falem.
Técnica de Observação
Uma técnica bastante comum é a observação. Geralmente utilizada como uma parte importante
no desenvolvimento da pesquisa, é organizada para registar as informações obtidas durante a sua
execução.
Técnica de Entrevista
A entrevista é uma técnica que utiliza perguntas ao entrevistado como forma de aquisição de
informações específicas. Na entrevista se faz a colecta de dados, diagnóstico e orientação.
Técnica de Questionário
Outra técnica bastante utilizada é o questionário. Um questionário deve ser composto por
questões bem apresentadas, as quais serão enviadas aos entrevistados na forma impressa ou
8
virtual. Importante é construir esse questionário com o auxílio de um orientador, ou basear-se em
algum modelo já validado.
Técnica de Testes
Testar é fazer uma prova, envolve sentido de medida (precisão). É realizar uma comparação com
base em critério definido.
2.1.4. Universo e Amostra de Pesquisa
Amostra é um subgrupo de uma população, constituído de n unidades de observação e que deve
ter as mesmas características da população, seleccionadas para participação no estudo. O
tamanho da amostra a ser retirada da população é aquele que minimiza os custos de amostragem
e pode ser com ou sem reposição. amostra, ou população amostral, é uma parte do universo
escolhido seleccionada a partir de um critério de representatividade (Vergara, 1997).
O universo, é o conjunto de elementos que possuem as características que serão objecto do
estudo.
De acordo com Mattar (2001), existe enorme variedade de tipos de amostra e de planos de
amostragem. No entanto, é necessário estabelecer uma diferenciação fundamental entre
amostragens probabilísticas e não probabilísticas.
Amostragens não-probabilísticas
É um tipo de amostragem em que existe uma dependência, pelo menos em parte, do julgamento
do pesquisador ou do entrevistador de campo para a selecção dos elementos da população para
compor a amostra (MATTAR, 2001)
Amostragens probabilísticas
É um tipo de amostragem em que cada elemento da população pode ser seleccionado para
compor a amostra e tem uma chance conhecida e diferente de zero. Uma amostra dita
probabilística significa que o pesquisador tem controlo sobre o erro amostral da pesquisa. Assim,
somente as amostras probabilísticas fornecem estimativas precisas da população (MATTAR,
2001).
9
2.1.5. Tipos de Pesquisa
A pesquisa científica faz parte de toda a vida académica, seja na graduação, pós-graduação ou
extensão. Para o desenvolvimento de qualquer pesquisa, há a necessidade de se elaborar um
projecto. Ele é realizado por:
Alunos de graduação: No desenvolvimento de projecto de monografia ou participação em
Programas de Iniciação Científica.
Alunos de pós-graduação: No desenvolvimento de projecto de monografia de especialização ou
projecto para ingresso nos cursos de mestrado ou doutorado.
Professores: No desenvolvimento de projectos de pesquisa para serem apresentadas a agências
de fomento, a fim de pleitear recursos financeiros.
Com relação às escolhas metodológicas, as pesquisas podem ser classificadas quanto a
abordagem, quanto à natureza, e quanto à escolha do objecto de estudo.
Quanto à abordagem
Quanto a abordagem, a pesquisa pode ser qualitativa e quantitativa.
Pesquisa qualitativa
A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o
aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. Os pesquisadores
que adoptam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto que defende um modelo único de
pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que
pressupõe uma metodologia própria.
Pesquisa quantitativa
A pesquisa quantitativa, que tem suas raízes no pensamento positivista lógico, tende a enfatizar o
raciocínio dedutivo, as regras da lógica e os atributos mensuráveis da experiência humana. Por
outro lado, a pesquisa qualitativa tende a salientar os aspectos dinâmicos, holísticos e individuais
da experiência humana, para apreender a totalidade no contexto daqueles que estão vivenciando
o fenómeno (POLIT, BECKER E HUNGLER, 2004, p. 201).
10
Quanto a natureza
Segundo Malhotra (2001), as pesquisas podem ser classificadas, em termos amplos, como
aplicada e básica.
Pesquisa básica
Objectiva gerar conhecimentos novos, úteis para o avanço da Ciência, sem aplicação prática
prevista. Envolve verdades e interesses universais.
Pesquisa aplicada
Objectiva gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas
específicos. Envolve verdades e interesses locais.
Quanto aos objectivos
Quanto a pesquisa pode ser exploratória, descritiva e explicativa.
Pesquisa exploratória
Este tipo de pesquisa tem como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema,
com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. A grande maioria dessas pesquisas
envolve:
Levantamento bibliográfico;
Entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado;
Análise de exemplos que estimulem a compreensão (GIL, 2007).
Essas pesquisas podem ser classificadas como: pesquisa bibliográfica e estudo de caso (GIL,
2007).
Pesquisa descritiva
A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que deseja
pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenómenos de determinada realidade
(TRIVIÑOS, 1987). São exemplos de pesquisa descritiva: estudo de caso, análise documental,
pesquisa ex-post-facto.
11
Para Triviños (1987, p. 112), os estudos descritivos podem ser criticados porque pode existir
uma descrição exacta dos fenómenos e dos fatos. Estes fogem da possibilidade de verificação
através da observação.
Pesquisa explicativa
Este tipo de pesquisa preocupa-se em identificar os factores que determinam ou que contribuem
para a ocorrência dos fenómenos (GIL, 2007). Ou seja, este tipo de pesquisa explica o porquê
das coisas através dos resultados oferecidos. Segundo Gil (2007), uma pesquisa explicativa pode
ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de factores que determinam um
fenómeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.
Quanto aos procedimentos
De acordo com Fonseca (2002), a pesquisa possibilita uma aproximação e um entendimento da
realidade a investigar, como um processo permanentemente inacabado. Ela se processa através
de aproximações sucessivas da realidade, fornecendo subsídios para uma intervenção no real.
Pesquisa experimental
O estudo experimental segue um planeamento rigoroso. As etapas de pesquisa iniciam pela
formulação exacta do problema e das hipóteses, que delimitam as variáveis precisas e
controladas que atuam no fenómeno estudado (TRIVIÑOS, 1987). Para Gil (2007), a pesquisa
experimental consiste em determinar um objecto de estudo, seleccionar as variáveis que seriam
capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável
produz no objecto.
Pesquisa bibliográfica
A pesquisa bibliográfica é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e
publicadas por meios escritos e electrónicos, como livros, artigos científicos, páginas de web
sites. Qualquer trabalho científico inicia-se com uma pesquisa bibliográfica, que permite ao
pesquisador conhecer o que já se estudou sobre o assunto. Existem porém pesquisas científicas
que se baseiam unicamente na pesquisa bibliográfica, procurando referências teóricas publicadas
12
com o objectivo de recolher informações ou conhecimentos prévios sobre o problema a respeito
do qual se procura a resposta (FONSECA, 2002).
Pesquisa documental
A pesquisa documental trilha os mesmos caminhos da pesquisa bibliográfica, não sendo fácil por
vezes distingui-las. A pesquisa bibliográfica utiliza fontes constituídas por material já elaborado,
constituído basicamente por livros e artigos científicos localizados em bibliotecas.
A pesquisa documental recorre a fontes mais diversificadas e dispersas, sem tratamento analítico,
tais como: tabelas estatísticas, jornais, revistas, relatórios, documentos oficiais, cartas, filmes,
fotografias, pinturas, tapeçarias, relatórios de empresas, vídeos de programas de televisão, etc.
(FONSECA, 2002).
Pesquisa de campo
A pesquisa de campo caracteriza-se pelas investigações em que, além da pesquisa bibliográfica
e/ou documental, se realiza colecta de dados junto a pessoas, com o recurso de diferentes tipos de
pesquisa (FONSECA, 2002).
Pesquisa de levantamento
Fonseca (2002) aponta que este tipo de pesquisa é utilizado em estudos exploratórios e
descritivos, o levantamento pode ser de dois tipos: levantamento de uma amostra ou
levantamento de uma população (também designado censo).
13
2.2. Conclusão
Neste contexto, conclui-se que num processo de investigação ou pesquisa deve explicar-se,
detalhadamente, os princípios metodológicos e métodos a utilizar. Existem variedades métodos,
e depende do pesquisador ou investigador, dependendo do objecto e da natureza da pesquisa,
seleccionar o método de abordagem que entender mais adequado para a sua investigação
científica.
Uma pesquisa é uma ferramenta da máxima importância para incrementar o conhecimento e,
deste modo, promover o progresso científico permitindo ao Homem um relacionamento mais
eficaz com o seu ambiente, atingindo os seus fins e resolvendo os seus conflitos.
É de salientar que investigar é um esforço de elaborar conhecimento sobre aspectos da realidade
na busca de soluções para os problemas expostos. Também, podemos citar mais uma vez que
uma investigação é conduzida para resolver problemas e para alargar conhecimentos sendo,
portanto, um processo que tem por objectivo enriquecer o conhecimento já existente.
Por fim, podemos concluir que a técnica de entrevistas abertas é a mais adequada a finalidades
exploratórias, sendo bastante utilizada para o afinar de questões e para uma formulação mais
precisa dos conceitos relacionados.
14
3. Referências Bibliográficas
1. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15287: informação e
documentação - projeto de pesquisa: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2005.
2. FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002. Apostila. GIL,
A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
3. TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em
educação. São Paulo: Atlas, 1987.
15