Processo Penal Português
Sequência pre ordenada de atos que tem determinados poderes e direitos que cumpre
uma pre ordenação que cumpre os fins do processo
Importância do processo dentro da nossa ordem jurídica
Processo penal é um dos barómetros do funcionamento de uma democracia
Funções da ordem jurídica
o Função primaria ou prescritiva (hetero regulação)
Condicionar a conduta dos membros da sociedade e com isso
influenciar a ação concreta o que nos leva a adotar comportamentos
que visam proteger a vida em sociedade
Principio de ação porque modela a ação em concreto
Enquanto critério de sanção (tornar real e efetivo) para tornar
eficazes os seus objetivos práticos
o Sanções positivas- isenções fiscais, atribuições de
bolsa a ordem jurídica ao atingir um objetivo concede
uma sanção positiva
o Sanções criminais- são as mais negativas que estão
presentes na ordem jurídica
o Função secundaria ou organizatória
Este diretamente relacionada com o processo penal, a ordem jurídica
organiza-se a si próprio de maneira a poder de auto-regulação. Os
termos da sua realização concreta
Fixa regras quanto ao modo de proceder e cria, institui orgãos dotados
de poderes com vista a realizar os objetivos que proclama na função
primária
Modo de proceder dos órgãos criando regras operatórias e de
procedimentos
O poder tem de ser disciplinado não pode ser aplicado sem controlo
O processo está relacionado com o exercício do poder
A existência do processo permite a racionalização do exercício do
poder
Trata-se de uma fórmula de controlo do poder
Processo penal tem uma dupla importância
o legitima o exercício do poder
o e ao mesmo tempo limita o exercício do poder
ex. Escutas telefónicas 187 CPP
O que se entende por processo penal
o Conjunto ordenado e e evolutivo de atos que tem como objeto o crime
abrangendo uma fase cognitiva (conhecimento e esclarecimento) de
investigação e julgamento de factos e uma fazes executiva que tem haver com
o cumprimento da sanção, sentenças condenatórias
Poder punitivo do estado desencadeado a partir do momento em que é praticado um
crime. Averiguar quem o praticou e quais as consequências do mesmo
o Este poder apenas pode ser exercido no processo penal
o O direito penal e o processo penal estão intimamente ligados
Princípio do acusatório art 32 nº5 CRP
o Imputação formal solene de determinados factos com relevância penal a uma
determinada pessoa com vista a que a pessoa seja julgada em tribunal. Estes
poderes não podem estar concentrados na mesma entidade nem na mesma
pessoa
Poder de punição do estado
Poder acusatório criminal 219 CRP MP tem o poder enquanto titular da ação criminal
Poder de investigação criminal
o Poder que o MP exerce, o grosso é feito direta ou indiretamente mas também
tem poderes de esclarecimento autónomo o juiz julga a acusação tendo
poderes para investigar autonomamente para investigar a acusação apenas na
fase de julgamento
Poder de julgamento criminal – cabe ao tribunal que exerce o poder judicial
Inquérito saber se foi praticado um crime, por quem e determinar a responsabilidade
dessa pessoa, recolher e organizar provas com decisão de acusar 262 e ss CPP
TRIBUNAL
Dimensão jurisdictional
DIMENSÃO ACUSATÓRIA
MP E ASSISTENTE
Apenas possui o poder de decisão na fase de inquérito
E assistente o antigo ofendido pode se tornar assistente o assistente pode não ser o
ofendido 68,69,70 CPP
O assistente pode acusar independentemente do MP mas colabora com este. A
atuação do assistente não é vinculado ao MP, o assistente tem poder autónomos há
casos em que a atuação do assistente tem o poder principal, nos crimes privados, nos
crimes públicos e semi públicos e o MP
São intervenientes e podem alterar o processo penal
DIMENSÃO DEFENSIVA
Arguido e o defensor
Atividade essencialmente publica atividade inquisitória e instrutória, atividade
essencialmente publica porque faz parte de um dos poderes que integra o poder
punitivo do estado
—
Investigsação criminal em Portugal
Materialmente a investigação criminal é policial art 3 LOIC
Atividade inquisitória procurar saber se foi ou não praticado um crime e quem o praticou-
meios ocultos de aquisição de prova a única fase em que o processo pode estar sujeito a
segredo de justiça
Atividade instrutória saber se alguém deve ou não ser acusado para a posteriori ser acusado,
para tal é necessário provas 283 CPP, 262 nº1 e CPP e art 1 LOIC atividade probatória
Atividade de investigação criminal como atividade restritiva de direitos
Processo penal democrático tem 3 finalidades
Realização da justiça penal através da descoberta da verdade material
Proteção e salvaguarda de direitos fundamentais das pessoas dos visa dos no ora
cesso penal concreto
Restabelecimento da paz jurídica violada
A realização da justiça penal, condenar os criminosos e a ninguém atribuir pena a quem
nenhum crime cometeu
Recurso a meios coercitivos de investigação são admissíveis para garantir a existência
de meios probatórios e as medidas de coação e medidas de garantia patrimonial
Meios coercivos- implicam a restrição de direitos fundamentais, buscas, escutas,
agentes infiltrados. A necessidade de ir prestar declarações é obrigatório para as
testemunhas ir prestar depoimento
A necessidade de assegurar meios reativos contra medidas que limitem os direitos
fundamentais dos cidadãos, reclamações, habeus corpus.
Reconhecemos na investigação criminal a existência de meios coercitivos
A defesa penal como uma figura central é um elemento de legitimação do poder
punitivo do estado , o poder do estado só é devidamente aplicado e justo quando
existe a possibilidade de uma defesa penal
A boa justiça penal só pode dizer que está assegurada no caso em que haja uma ampla
defesa processual ao arguido
A defesa penal é toda a atividade (atos praticados, métodos, estratégias) realizada no
âmbito do processo penal integralmente considerado por quem ou no interesse de
quem por ele (o processo) se mostra atingido visando resistir à pretensão do autor do
processo e consequentemente afastar ou atenuar as sanções jurídicas que possam
surgir do processo.
Dimensão defensiva é de garantia porque cumpre no processo uma importante função
de legitimar e limitar o exercício dos poderes processuais do estado sempre no
interesse do processualmente visado
o E de validade- através do reconhecimento de valores e de exigências favoráveis
ao arguido
O arguido/ defensor/defendido como sujeito processual art 61 e ss CPP art 8 da CRP,
declaração universal dos direitos humanos art 10 e 11; art 14 dos pactos internacional dos
direitos politicos convenção europeia dos direitos humanos garantia jurisdictional
O arguido deve puder aceder e ter conhecimento pleno de todas as suspeiçoes que
sobre este caem
A possiblidade de recorrer de por ex. a uma medida de coação
Reconhecimento ao arguido relativamente a execução da sua estratégia processual
decisão autónoma, esclarecimento da verdade material ou optar pelo direito ao
silencio
Faculdade de assistênciab técnica em todos os momentos processuais ou seja, um
advogado tem de estar presente- equilibro processual igualdade de armas
Princípio da ampla defesa é um direito fundamental do arguido este está sujeito ao regime de
direitos liberdades e garantias
Auto e hetero-defesa-técnica
Defesa realizada diretamente pelo defensor ou pelo intermédio do defensor
Atos que tanto podem ser praticados pelo arguido (prova por declarações) 343 e 261
CPP ou pelo defensor e atos que so podem ser praticados pelo defensor e outros que
exigem a sua
Atos em que é necessário a presença do defensor art 64
O defensor
Função que salvaguarda exclusivamente no processo os interesses pessoais e
processuais do arguido
O defensor tem por função orientar tecnicamente o arguido e assegurar o cabal
cumprimento das finalidades do processo controla os poderes do MP e pelo juiz
posições de autoridade
Estatuto geral do defensor 62 a 67 o defensor como sujeito processual DEFENSOR DO
ARGUIDO
O assistente um dos requisitos para uma pessoa ser admitida como assistente no
processo tem de ter sempre advogado este não é sujeito processual é apenas um
mandatário do assistente
Privilégio contra a auto incriminação
O processualmente visado não pode ser exigido a contribuir voluntariamente para a
sua própria incriminação, sendo valida a recusa de colaboração com as autoridades na
descoberta da verdade material.
Direito ao silêncio- traduz-se no direito que é reconhecido ao arguido em não prestar
declações relativamente aos factos de que este e é suspeito
Desde não pode resultar um prejuízo para o arguido
Quanto à identificação do arguido todas estas informações tem de ser dadas ao
advogado art 61
Art 343
Privilégio contra a auto incriminação
o Tem relevância pre processual qualquer pessoa que pretenda colaborar com
as autoridades pode invocar este privilegio acórdão do prof
o Este privilegio admite restrições nomeadamente quanto à identidade art 61
CRP e 18 CRP
o O nosso sistema processual penal pretende que se torne impossível tirar
conclusões conrrarias ao que se pretende quando uma pessoa se recusa a
testemunhar apesar da UE já ter vindo a permitir que isto aconteça em casos
específicos onde a única pessoa que pode explicar aquele facto em concreto é
apenas aquela pessoa, aqui é permitido tirar ilações contrarias ao direito à não
autocriminação
Ponto 3.5 do sumário
O sistema penal reconhece direitos ao arguido
Coloca-se a questao se não existe uma atividade privada ao favor ??
Art 69º
Não há nenhuima norma legal que expressamente reconheça esta possibilidade
A lei de organização da investigação criminal parece recusar a existência de detetives
privados
Embora a lei não o afirme há princípios que justificam este reconhecimento de
liberdade de investigação não com a mesma liberdade que é conferida ao as OPC
Liberdade de investigação ligada à possibilidade de invesrtigação art 27, 37 nº1 e
direito de livre informação art 44 CRP pode extrair-se a liberdade de investigação todos
estes direitos traduzem uma ideia de li vereda de de investigação
Porém esta investigação terá de ser realizada com limites, decorrentes dos direitos
fundamentais de 3, a privacidade, a imagem, o domicilio art 126 CPP, meios proibidos
de prova