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Processo Penal em Portugal: Estrutura e Funções

O documento aborda o processo penal em Portugal, destacando sua importância na ordem jurídica e na democracia, além de suas funções primária e secundária. Discute o poder punitivo do Estado, a relação entre direito penal e processo penal, e os direitos do arguido, enfatizando a defesa como elemento essencial para garantir justiça. Também menciona a investigação criminal e os direitos fundamentais envolvidos, incluindo o privilégio contra a auto-incriminação.

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Processo Penal em Portugal: Estrutura e Funções

O documento aborda o processo penal em Portugal, destacando sua importância na ordem jurídica e na democracia, além de suas funções primária e secundária. Discute o poder punitivo do Estado, a relação entre direito penal e processo penal, e os direitos do arguido, enfatizando a defesa como elemento essencial para garantir justiça. Também menciona a investigação criminal e os direitos fundamentais envolvidos, incluindo o privilégio contra a auto-incriminação.

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Processo Penal Português

 Sequência pre ordenada de atos que tem determinados poderes e direitos que cumpre
uma pre ordenação que cumpre os fins do processo
 Importância do processo dentro da nossa ordem jurídica
 Processo penal é um dos barómetros do funcionamento de uma democracia
 Funções da ordem jurídica
o Função primaria ou prescritiva (hetero regulação)
 Condicionar a conduta dos membros da sociedade e com isso
influenciar a ação concreta o que nos leva a adotar comportamentos
que visam proteger a vida em sociedade
 Principio de ação porque modela a ação em concreto
 Enquanto critério de sanção (tornar real e efetivo) para tornar
eficazes os seus objetivos práticos
o Sanções positivas- isenções fiscais, atribuições de
bolsa a ordem jurídica ao atingir um objetivo concede
uma sanção positiva
o Sanções criminais- são as mais negativas que estão
presentes na ordem jurídica
o Função secundaria ou organizatória
 Este diretamente relacionada com o processo penal, a ordem jurídica
organiza-se a si próprio de maneira a poder de auto-regulação. Os
termos da sua realização concreta
 Fixa regras quanto ao modo de proceder e cria, institui orgãos dotados
de poderes com vista a realizar os objetivos que proclama na função
primária
 Modo de proceder dos órgãos criando regras operatórias e de
procedimentos
 O poder tem de ser disciplinado não pode ser aplicado sem controlo
 O processo está relacionado com o exercício do poder
 A existência do processo permite a racionalização do exercício do
poder
 Trata-se de uma fórmula de controlo do poder
 Processo penal tem uma dupla importância
o legitima o exercício do poder
o e ao mesmo tempo limita o exercício do poder
 ex. Escutas telefónicas 187 CPP
 O que se entende por processo penal
o Conjunto ordenado e e evolutivo de atos que tem como objeto o crime
abrangendo uma fase cognitiva (conhecimento e esclarecimento) de
investigação e julgamento de factos e uma fazes executiva que tem haver com
o cumprimento da sanção, sentenças condenatórias
 Poder punitivo do estado desencadeado a partir do momento em que é praticado um
crime. Averiguar quem o praticou e quais as consequências do mesmo
o Este poder apenas pode ser exercido no processo penal
o O direito penal e o processo penal estão intimamente ligados
 Princípio do acusatório art 32 nº5 CRP
o Imputação formal solene de determinados factos com relevância penal a uma
determinada pessoa com vista a que a pessoa seja julgada em tribunal. Estes
poderes não podem estar concentrados na mesma entidade nem na mesma
pessoa
Poder de punição do estado
 Poder acusatório criminal 219 CRP MP tem o poder enquanto titular da ação criminal
 Poder de investigação criminal
o Poder que o MP exerce, o grosso é feito direta ou indiretamente mas também
tem poderes de esclarecimento autónomo o juiz julga a acusação tendo
poderes para investigar autonomamente para investigar a acusação apenas na
fase de julgamento
 Poder de julgamento criminal – cabe ao tribunal que exerce o poder judicial
 Inquérito saber se foi praticado um crime, por quem e determinar a responsabilidade
dessa pessoa, recolher e organizar provas com decisão de acusar 262 e ss CPP

TRIBUNAL
Dimensão jurisdictional

DIMENSÃO ACUSATÓRIA
MP E ASSISTENTE
 Apenas possui o poder de decisão na fase de inquérito
 E assistente o antigo ofendido pode se tornar assistente o assistente pode não ser o
ofendido 68,69,70 CPP
 O assistente pode acusar independentemente do MP mas colabora com este. A
atuação do assistente não é vinculado ao MP, o assistente tem poder autónomos há
casos em que a atuação do assistente tem o poder principal, nos crimes privados, nos
crimes públicos e semi públicos e o MP
 São intervenientes e podem alterar o processo penal

DIMENSÃO DEFENSIVA
Arguido e o defensor
 Atividade essencialmente publica atividade inquisitória e instrutória, atividade
essencialmente publica porque faz parte de um dos poderes que integra o poder
punitivo do estado


Investigsação criminal em Portugal
Materialmente a investigação criminal é policial art 3 LOIC
Atividade inquisitória procurar saber se foi ou não praticado um crime e quem o praticou-
meios ocultos de aquisição de prova a única fase em que o processo pode estar sujeito a
segredo de justiça
Atividade instrutória saber se alguém deve ou não ser acusado para a posteriori ser acusado,
para tal é necessário provas 283 CPP, 262 nº1 e CPP e art 1 LOIC atividade probatória

Atividade de investigação criminal como atividade restritiva de direitos


Processo penal democrático tem 3 finalidades
 Realização da justiça penal através da descoberta da verdade material
 Proteção e salvaguarda de direitos fundamentais das pessoas dos visa dos no ora
cesso penal concreto
 Restabelecimento da paz jurídica violada
A realização da justiça penal, condenar os criminosos e a ninguém atribuir pena a quem
nenhum crime cometeu
 Recurso a meios coercitivos de investigação são admissíveis para garantir a existência
de meios probatórios e as medidas de coação e medidas de garantia patrimonial
 Meios coercivos- implicam a restrição de direitos fundamentais, buscas, escutas,
agentes infiltrados. A necessidade de ir prestar declarações é obrigatório para as
testemunhas ir prestar depoimento
 A necessidade de assegurar meios reativos contra medidas que limitem os direitos
fundamentais dos cidadãos, reclamações, habeus corpus.
 Reconhecemos na investigação criminal a existência de meios coercitivos
 A defesa penal como uma figura central é um elemento de legitimação do poder
punitivo do estado , o poder do estado só é devidamente aplicado e justo quando
existe a possibilidade de uma defesa penal
 A boa justiça penal só pode dizer que está assegurada no caso em que haja uma ampla
defesa processual ao arguido
 A defesa penal é toda a atividade (atos praticados, métodos, estratégias) realizada no
âmbito do processo penal integralmente considerado por quem ou no interesse de
quem por ele (o processo) se mostra atingido visando resistir à pretensão do autor do
processo e consequentemente afastar ou atenuar as sanções jurídicas que possam
surgir do processo.
 Dimensão defensiva é de garantia porque cumpre no processo uma importante função
de legitimar e limitar o exercício dos poderes processuais do estado sempre no
interesse do processualmente visado
o E de validade- através do reconhecimento de valores e de exigências favoráveis
ao arguido
O arguido/ defensor/defendido como sujeito processual art 61 e ss CPP art 8 da CRP,
declaração universal dos direitos humanos art 10 e 11; art 14 dos pactos internacional dos
direitos politicos convenção europeia dos direitos humanos garantia jurisdictional
 O arguido deve puder aceder e ter conhecimento pleno de todas as suspeiçoes que
sobre este caem
 A possiblidade de recorrer de por ex. a uma medida de coação
 Reconhecimento ao arguido relativamente a execução da sua estratégia processual
decisão autónoma, esclarecimento da verdade material ou optar pelo direito ao
silencio
 Faculdade de assistênciab técnica em todos os momentos processuais ou seja, um
advogado tem de estar presente- equilibro processual igualdade de armas

Princípio da ampla defesa é um direito fundamental do arguido este está sujeito ao regime de
direitos liberdades e garantias

Auto e hetero-defesa-técnica
 Defesa realizada diretamente pelo defensor ou pelo intermédio do defensor
 Atos que tanto podem ser praticados pelo arguido (prova por declarações) 343 e 261
CPP ou pelo defensor e atos que so podem ser praticados pelo defensor e outros que
exigem a sua
 Atos em que é necessário a presença do defensor art 64
O defensor
 Função que salvaguarda exclusivamente no processo os interesses pessoais e
processuais do arguido
 O defensor tem por função orientar tecnicamente o arguido e assegurar o cabal
cumprimento das finalidades do processo controla os poderes do MP e pelo juiz
posições de autoridade
 Estatuto geral do defensor 62 a 67 o defensor como sujeito processual DEFENSOR DO
ARGUIDO
 O assistente um dos requisitos para uma pessoa ser admitida como assistente no
processo tem de ter sempre advogado este não é sujeito processual é apenas um
mandatário do assistente
Privilégio contra a auto incriminação
 O processualmente visado não pode ser exigido a contribuir voluntariamente para a
sua própria incriminação, sendo valida a recusa de colaboração com as autoridades na
descoberta da verdade material.
 Direito ao silêncio- traduz-se no direito que é reconhecido ao arguido em não prestar
declações relativamente aos factos de que este e é suspeito
 Desde não pode resultar um prejuízo para o arguido
 Quanto à identificação do arguido todas estas informações tem de ser dadas ao
advogado art 61
 Art 343
 Privilégio contra a auto incriminação
o Tem relevância pre processual qualquer pessoa que pretenda colaborar com
as autoridades pode invocar este privilegio acórdão do prof
o Este privilegio admite restrições nomeadamente quanto à identidade art 61
CRP e 18 CRP
o O nosso sistema processual penal pretende que se torne impossível tirar
conclusões conrrarias ao que se pretende quando uma pessoa se recusa a
testemunhar apesar da UE já ter vindo a permitir que isto aconteça em casos
específicos onde a única pessoa que pode explicar aquele facto em concreto é
apenas aquela pessoa, aqui é permitido tirar ilações contrarias ao direito à não
autocriminação

Ponto 3.5 do sumário


 O sistema penal reconhece direitos ao arguido
 Coloca-se a questao se não existe uma atividade privada ao favor ??
 Art 69º
 Não há nenhuima norma legal que expressamente reconheça esta possibilidade
 A lei de organização da investigação criminal parece recusar a existência de detetives
privados
 Embora a lei não o afirme há princípios que justificam este reconhecimento de
liberdade de investigação não com a mesma liberdade que é conferida ao as OPC
 Liberdade de investigação ligada à possibilidade de invesrtigação art 27, 37 nº1 e
direito de livre informação art 44 CRP pode extrair-se a liberdade de investigação todos
estes direitos traduzem uma ideia de li vereda de de investigação
 Porém esta investigação terá de ser realizada com limites, decorrentes dos direitos
fundamentais de 3, a privacidade, a imagem, o domicilio art 126 CPP, meios proibidos
de prova

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