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Química analítica:

Cromatografia gasosa

Palmas
2017
Introdução
Análise química - Aplicação de um processo para identificar ou
quantificar uma substância;

Técnicas e procedimentos: Manuais


Químicos
Instrumentais
Análise química qualitativa – Identificação de substâncias ou componente;

Análise química quantitativa – Quantificação de substâncias ou componente;

CROMATOGRAFIA – Técnica de separação analítica

Cromatografia gasosa

Química analítica: Cromatografia gasosa


Cromatografia - Princípios

M. TSWEET (1903): Separação de misturas de pigmentos vegetais em


colunas recheadas com adsorventes sólidos e solventes.

Éter de
petróleo
Mistura de
pigmentos
(extrato vegetal)
CaCO3
Pigmentos
separados

Cromatografia [do grego]:


kroma (cor) + graph (escrever)

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Cromatografia - Princípios

Princípio básico de separação de compostos de uma mistura por


cromatografia

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Cromatografia - Princípios

AFINIDADE SEPARAÇÃO

Fase estacionária: campo de flores


Fase móvel: vento
Mistura analisada: enxame de abelhas
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Cromatografia - Classificação

• Planar:
Cromatografia em camada delgada (CDC)
Cromatografia em papel (CP)

• Em coluna:
Cromatografia supercrítica – Fase móvel: fluido supercritico

Cromatografia líquida - Fase móvel: líquida


Fase estacionária: sólida

Cromatografia gasosa – Fase móvel: gás


Fase estacionária: sólida ou líquida

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Cromatografia - Classificação

A cromatografia gasosa se divide em dois tipos:


• Cromatografia gás-sólido (CGS)

- Fase estacionária: sólidos (sílica, carvão grafitinizado, polímeros


porosos);
- Princípio de retenção: adsorção, volatilidade;

• Cromatografia gás-líquido (CGL)

- Líquido mantido estacionário em suporte inerte;


- Princípio de retenção: solubilidade, volatilidade;

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Cromatografia Gasosa – Parâmetros de separação

• Quais misturas podem ser separadas por cromatografia gasosa?

Misturas cujos constituintes sejam VOLÁTEIS

De forma geral: CG é aplicável para separação e análise de misturas


cujos constituintes tenham PONTOS DE EBULIÇÃO de até 300ºC e
sejam termicamente estáveis

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação

Colunas capilares (Golay)


1960 Detector por captura de elétrons (Lovelock e Lipsky)
Detector de ionização em chama – FID (McWilliam e Dewar)
Detector por densidade de gás (Martin e James)
Primeiro equipamento comercial (Griffin e George)

Separação de ácidos orgânicos por CGL: primeiro


cromatógrafo (Martin e James)
1950

CGL proposta (Martin e Synge)


1940 CGS (rudimentar)

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação

2
1
6

4
3
1 – Reservatório de gás e controle de vazão/pressão
2 – Injetor (vaporizador) de amostra
3 – Coluna cromatográfica e forno da coluna
4 – Detector
5 – Eletrônica de tratamento (amplificação) de sinal
6 – Registro de sinal (registrador ou computador)
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Cromatografia Gasosa - Instrumentação

Cromatógrafo gasoso da Varian

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação

Fase móvel

Fase
estacionária

Biblioteca Detector
NIST
(Mass Spectral Library)

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação
FASE MÓVEL
Gás de arraste: NÃO interage com a amostra – Apenas a carrega
através da coluna. (He, H2, N2)

Requisitos:
• INERTE – Não deve reagir com a amostra, fase estacionária ou
superfícies do instrumento;
• PURO – Isento de impurezas que possam degradar a fase
estacionária;

Impurezas típicas em gases e seus efeitos:

H2O, O2
oxida/hidrolisa a fase estacionária
Hidrocarbonetos

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação
FASE MÓVEL
• CUSTO – Gases de alta pureza

C A = 99,995% (4.5)
Pureza

B B = 99,999% (5.0)
A C = 99,9999% (6.0)

Custo

• COMPATIBILIDADE COM O DETECTOR – Cada detector demanda


um gás de arraste específico para melhor funcionamento.

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação

FASE ESTACIONÁRIA

• SELETIVA – Deve interagir diferencialmente com os componentes


da amostra

Fase estacionária seletiva:


Separação adequada dos
constituintes da amostra

Fase estacionária pouco seletiva:


Má resolução mesmo com coluna
de boa eficiência

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação
COLUNAS
• Empacotadas
- Tubos de aço, teflon ou vidro preenchidos com a
fase estacionária

- Comprimento: 0,5 a 5 metros


- Diâmetro interno: 3 a 6 milimetros

• Capilares
Revestimento de Comprimento:
poliimida 5 a 100 metros
Sílica fundida
Diâmetro interno:
Fase estacionária 0,1 a 0,5 mm

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Cromatografia Gasosa - Instrumentação
COLUNAS

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Cromatografia Gasosa - Aplicações

Figura 1. Identificação de antibióticos em leite bovino por cromatografia gasosa


Fonte: Fagerquist et al. (2015)

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Cromatografia Gasosa - Aplicações

Figura 2. Análise de óleo de açaí por cromatografia gasosa


Fonte: Silva (2012)

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Cromatografia Gasosa –- Aplicações

• ALIMENTOS
- Análise de ácidos graxos e triglicerídeos
- Compostos voláteis responsáveis pelos aromas característicos dos alimentos
- Análise de açúcares e aminoácidos

• AMBIENTAL
- Pesticidas e organoclorados
- Hidrocarbonetos
- Aminas e fenóis

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Cromatografia Gasosa - Aplicações

• FARMACÊUTICA

• QUÍMICA FORENSE/TOXICOLOGIA
- Doping
- Metabólitos de drogas

• QUÍMICA INDUSTRIAL

• PETROQUÍMICA

• BIOCOMBUSTÍVEIS

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Cromatografia Gasosa
CONSIDERAÇÕES
• VANTAGENS

- Alto poder de resolução


- Análise de uma grande quantidade de componentes de uma única
amostra
- Alta sensibilidade
- Requer pequenas quantidades de amostras
- Permite análise quantitativa e qualitativa

• LIMITAÇÕES

- Substâncias voláteis e termicamente estáveis


- Custo elevado

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Referências bibliográficas

AQUINO NETO, F. R. de; NUNES, D. S. S. Cromatografia – princípios básicos e técnica afins. Rio de Janeiro: Interciência,
2003.

COLLINS, C.; BRAGA, G. L.; BONATO, P. S. Fundamentos de cromatografia. Campinas: UNICAMP, 2006.

FAGERQUIST, C. K.; LIGHTFIELD, A. R.; LEHOTAY, S. J. Confirmatory and quantitative analysis of β-Lactam antibiotics in
bovine milk by dispersive solid-phase extraction and gas chromatography - mass spectrometry. Analytical
Chemistry, 2005, v. 77, n. 5, p 1473–1482.

HARRIS, D. C. Análise química quantitativa. 7ª ed. Rio de Janeiro: LTC, 2008.

MENDHAN, J.; DENNEY, R. C.; BARNES J. D.; THOMAS, M. Vogel: Análise química quantitativa. 6ª ed. Londres: LTC, 2002.

SKOOG, D. A.; HOLLER, F. J.; NIEMAN, T. A. Princípios de análise instrumental. 5ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2002.

SKOOG, D. A.; WEST, D. M.; HOLLER, F. J.; CROUCH, S. R.; Fundamentos de química analítica. São Paulo: Editora Cengage
Learning, 2008.

SILVA, A. E. S. Identificação e quantificação via técnicas cromatográficas de ácidos graxos com potencial farmacológico
em frutos amazônicos. Dissertação (Mestrado em Tecnologia de Materiais). Universidade de São Paulo. São Paulo, 2012.

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