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Poder Familiar

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O Estatuto da Mulher Casada34

foi um grande marco pela igualdade jurídica

da mulher, pois, mesmo que não tenha conseguido alterar a chefia da sociedade

conjugal, modificou importantes dispositivos relativos ao Pátrio Poder do Código Civil

de 1916, tendo grande destaque o fim da incapacidade jurídica frente ao casamento.35

Em relação a novidade advinda do Estatuto da Mulher Casada, a que mais

nos interessa neste trabalho diz respeito diretamente ao Pátrio Poder, sendo a alteração

30

CC/1916, art. 392: “Extingue-se o Pátrio Poder: I – pela morte dos pais ou do filho; II – Pela emancipação, nos
termos do parágrafo único do art. 9º, parte Geral; III – Pela maioridade; IV – Pela adoção.”

31

CC/1916, art. 325: “No caso de dissolução da sociedade conjugal por desquite amigável, observar-se-á o que
os cônjuges acordarem sobre a guarda dos filhos.”

32

COMEL, Denise Damo. Do poder familiar. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003, p. 31.

33

CC/1916, art. 327: “Havendo motivos graves, poderá o juiz, em qualquer caso, a bem dos filhos, regular, por

maneira diferente da estabelecida nos artigos anteriores, a situação deles para com os pais.

34

Lei n.º 4.121 de 27 de agosto de 1962.

35

COMEL, Denise Damo. Do poder familiar. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2003, p. 33.

20

do artigo 38036

do Código Civil de 1916, dispositivo que perdurou até a promulgação

da Constituição Federal de 1988. Nota-se que ao final deste artigo esta disposto que

“na falta de um [...] passará o outro a exercê-lo com exclusividade”, então por lógica

que não havendo impedimento por partes dos genitores, o exercício do Pátrio Poder na

constância do casamento deverá ser exercido de forma conjunta. Comel considera que

esta mudança significou a aquisição, por parte da mulher, do direito subjetivo inerente

ao Pátrio Poder, levando em consideração que pelo fato de este ser atribuído ao

“marido em colaboração da mulher”, manteve-se a chefia da família pelo marido, só

que agora com a previsão da participação da mulher, ficando este fato evidenciado no

parágrafo único em que se prevê a predominância da vontade do marido sobre a

mulher, ainda que tenha ressalvado a mulher recorrer ao juiz para a solução da

divergência.37

Portanto em se tratando ao Pátrio Poder o pai continuava em primeiro

plano enquanto que à mulher cabia o papel de coadjuvante.

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