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Corpo de Bombeiros Militar de

Mato Grosso do Sul - CBM-MS

Soldado

Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos verbais, não verbais e mistos; gêneros e tipologias textuais. ..........1
2. Coerência Textual. ........................................................................................................................................................ 11
3. Semântica. ...................................................................................................................................................................... 13
4. Ortografia. ...................................................................................................................................................................... 16
5. Reconhecimento, emprego e sentido das classes gramaticais, processos de formação de palavras,
mecanismos de flexão dos nomes e verbos. ................................................................................................................ 20
6. Sintaxe (frase, oração e período, termos da oração, processos de coordenação e subordinação, concordância
nominal e verbal, transitividade e regência de nomes e verbos, padrões gerais de colocação pronominal,
mecanismos de coesão textual, substituição, deslocamento, paralelismo, pontuação). ...................................... 52
7. Crase. .............................................................................................................................................................................. 75
8. Figuras e vícios de Linguagem. .................................................................................................................................. 78
9. Diversas modalidades do uso da língua adequadas às várias situações de comunicação (variação linguística).
.............................................................................................................................................................................................. 83

Matemática
1. Números (naturais, inteiros, racionais e reais). ........................................................................................................1
2. Razão e proporção (grandezas direta e inversamente proporcionais, regra de três simples, porcentagens,
juros simples). ................................................................................................................................................................... 11
3. Média aritmética simples. ........................................................................................................................................... 18
4. Sistema de equações do 1º e 2º graus. ..................................................................................................................... 19
5. Sistema métrico (medidas de tempo, comprimento, superfície e capacidade). ............................................... 25
6. Noções de geometria (forma, perímetro, área, volume, teorema de Pitágoras e suas aplicações). .............. 27
7. Tratamento da informação (leitura, construção e interpretação de gráficos e tabelas). 8. Resolução de
situações-problema........................................................................................................................................................... 45

Raciocínio Lógico
1. Estruturas lógicas (princípios, equivalências, proposições categóricas) 2. Lógica de argumentação
(analogias, tipos de argumentos, inferências, deduções e conclusões). 3. Lógica sentencial (ou proposicional):
proposições simples e compostas, tabelas-verdade, equivalências, diagramas lógicos. ........................................1
4. Princípios de contagem e probabilidade. ................................................................................................................. 26
5. Operações em conjuntos. ............................................................................................................................................ 31
6. Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. ............................................. 34

Conhecimentos Gerais
1. FÍSICA: 1.1. Conhecimentos básicos e fundamentais. 1.2. O movimento, o equilíbrio e a descoberta de leis
físicas. .....................................................................................................................................................................................1
1.3. Energia, trabalho e potência. ......................................................................................................................................5
1.4. A mecânica e o funcionamento do universo. ............................................................................................................9
1.5. Fenômenos elétricos e magnéticos. ........................................................................................................................ 16
1.6. Oscilações, ondas, óptica e radiação. ...................................................................................................................... 26
1.7. O calor e os fenômenos térmicos. ........................................................................................................................... 48

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2. QUÍMICA: 2.1. Transformações químicas. 2.2. Representação das transformações químicas, materiais, suas
propriedades e usos. ......................................................................................................................................................... 54
2.3. Água. ............................................................................................................................................................................. 57
2.4. Transformações químicas e energia. ...................................................................................................................... 63
2.5. Dinâmica das transformações químicas. ............................................................................................................... 70
2.6. Transformação química e equilíbrio. ..................................................................................................................... 73
2.7. Compostos de carbono. ............................................................................................................................................. 82
2.8. Relações da Química com as tecnologias, a sociedade e o meio ambiente. 2.9. Energias químicas no
cotidiano. ............................................................................................................................................................................ 87
3. BIOLOGIA: 3.1. Moléculas, células e tecidos. ..........................................................................................................105
3.2. Hereditariedade e diversidade da vida. ...............................................................................................................135
3.3. Identidade dos seres vivos. ....................................................................................................................................156
3.4. Ecologia e ciências ambientais. .............................................................................................................................194
3.5. Qualidade de vida das populações humanas. .....................................................................................................222
4. GEOGRAFIA GERAL: 4.1. Situação geral da atmosfera e classificação climática. .............................................225
4.2. As características climáticas do território brasileiro. .......................................................................................229
4.3. Os grandes domínios da vegetação no Brasil. .....................................................................................................230
4.4. Produção e transformação dos espaços agrários. ..............................................................................................237
4.5. Fontes energéticas e suas relações econômicas. Setor Elétrico no Brasil......................................................243
4.6. Cartografia.................................................................................................................................................................250
4.7. Impactos ambientais. ..............................................................................................................................................259
4.7. Formação da Sociedade Urbano-Industrial brasileira.......................................................................................271
4.8. Diversidade Cultural e Organização do Espaço Brasileiro. ..............................................................................278
4.9. Globalização. .............................................................................................................................................................289

Atualidades
Tópicos relevantes e atuais dos acontecimentos da realidade brasileira nas áreas social, econômica, saúde,
educação, cultura (literatura, cinema, música, artes visuais), segurança pública, violência, política, meio
ambiente (aquecimento global e catástrofes naturais), habitação, ciência e tecnologia, transporte e direitos
humanos.. ..............................................................................................................................................................................1

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
1. Compreensão e interpretação relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
de textos verbais, não verbais código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
e mistos; gêneros e tipologias interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
textuais. criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de
Interpretação de Texto
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso, surpreendentes que não foram observados anteriormente.
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender, retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
primeiro, algumas definições importantes: isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
Texto menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
televisão também são formas textuais. explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
Interlocutor contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
É a pessoa a quem o texto se dirige. isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
Texto-modelo autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…) dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado, Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante interpretacao-texto.html
da sua vida.”
(Revista Capricho) Questões
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem O uso da bicicleta no Brasil
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem. A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
a você identificar o interlocutor preferencial do texto? como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes. oferecem mais vantagens.
A linguagem informal típica dos adolescentes. A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
assunto; prioridade sobre os automotores.
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
leitura; no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
menos duas vezes; e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
04) Inferir; a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
autor; bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor claro, nos impostos.
compreensão; No Brasil, está sendo implantado o sistema de
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
questão; o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las; parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a- ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
interpretacao-de-textos-em-provas/ Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não Televisão
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br.
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para Adaptado)
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com É correto concluir que, de acordo com o cartum,
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. pela TV são equivalentes.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação
mais ativa.
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de (C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
locomoção nas metrópoles brasileiras que não sabe se distrair.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir
devido à falta de regulamentação. a um programa de televisão.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
incentivado em várias cidades. idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
maioria dos moradores. Leia o texto para responder às questões:
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
demais meios de transporte. Propensão à ira de trânsito
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar. Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
objetivos centrais do texto é clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
ciclista. não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é também se engajam num comportamento de risco – algumas até
mais seguro do que dirigir um carro. agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta que este chegue onde precisa.
no Brasil. Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
locomoção se consolidou no Brasil. motorista a tomar decisões irracionais.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
dar prioridade ao pedestre. Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
03. Considere o cartum de Evandro Alves. Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
Afogado no Trânsito também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino. breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual:
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma,
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc.
incidente em uma violenta briga.
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que e com a finalidade para o qual foi escrito.
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver Tipos de Gêneros Textuais
tentado a agir só com a emoção.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/ Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias
tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos:
correto afirmar que narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à injuntivo.
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes.
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
comunitário do ato de dirigir.
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é
o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
agressiva.
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
experiências e atividades não só individuais como também
sociais.
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
emoções positivas por parte dos motoristas.
Texto Narrativo
Respostas Os textos narrativos apresentam ações de personagens no
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação,
desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de
Gêneros Textuais gêneros textuais narrativos:
Romance
Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo Novela
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa Crônica
maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características Contos de Fada
dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características Fábula
comuns em relação à linguagem e ao conteúdo. Lendas

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais Anúncios de classificados
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e
receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica Texto Dissertativo-Argumentativo
jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados
considerar seu contexto, função e finalidade. pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três
seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
injuntivo). Editorial Jornalístico
Carta de opinião
Distinguindo Resenha
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero Artigo
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é Ensaio
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
Veja também: Texto Dissertativo.

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Texto Expositivo e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito).
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas
ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação, escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de determinado assunto.
gêneros textuais expositivos: E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
Seminários expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
Palestras
Conferências Descrição
Entrevistas
Trabalhos acadêmicos
Enciclopédia Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
Verbetes de dicionários visão;
É um tipo de texto figurativo;
Texto Injuntivo
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) Predomínio de atributos;
objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso,
apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns Uso de verbos de ligação;
exemplos de gêneros textuais injuntivos: Frequente emprego de metáforas, comparações e outras
Propaganda figuras de linguagem;
Receita culinária
Bula de remédio Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
Manual de instruções
Regulamento Narração
Textos prescritivos
Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
Exemplos de gêneros textuais antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é É um tipo de texto sequencial;
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos Relato de fatos;
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
exemplo: Apresentação de um conflito;
“Domingo, 14 de junho de 1942
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, Uso de verbos de ação;
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de Geralmente, é mesclada de descrições;
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com
isso eu não contava.) O diálogo direto é frequente.
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que
não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me Dissertação
deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as
boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” É um tipo de texto argumentativo.
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. Defesa de um argumento:
a) apresentação de uma tese que será defendida,
Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal, b) desenvolvimento ou argumentação,
quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem c) fechamento;
intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto
ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da Predomínio da linguagem objetiva;
carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser Prevalece a denotação.
dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com
a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para Carta
finalizar a despedida.

Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais remetente e um destinatário;
características são a linguagem argumentativa e expositiva, É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário tipo de leitor;
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. É necessário que se utilize uma linguagem adequada com
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de visão daquele para quem o texto está sendo escrito.
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
desse texto é informar algo que aconteceu. Descrição

Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/ É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação


http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/ ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual. ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja
htm apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em
Tipos Textuais imagens.
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa
Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não
implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do
momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer) observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa

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forma, o que será importante ser analisado para um, não será - Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que
para outro. se usem então as formas nominais, o presente e o pretério
A vivência de quem descreve também influencia na hora de imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, verbos que indiquem estado ou fenômeno.
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento. - Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.
Exemplos:
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas A característica fundamental de um texto descritivo é essa
a penumbra dos ramos cobria o atalho. inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector) relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial,
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina,
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola Características Linguísticas:
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com O enunciado narrativo, por ter a representação de
ele do que conosco. um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela
temporalidade, na relação situação inicial e situação final,
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.) é atemporal.
Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão:
escola que o escritor frequentava. - Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores
Deve-se notar: de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os situar-se, existir, ficar).
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha - Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
grande medo ao pai); descrito;
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser - Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações,
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de sinestesias).
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é - Uso de advérbios de localização espacial.
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato,
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o Recursos:
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
traçar a cronologia de suas ações); Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas sol.
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) sereno, uma pureza de cristal.
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se muito crente.
antes...
A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
Características: Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
- Ao fazer a descrição enumeramos características, são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
comparações e inúmeros elementos sensoriais; altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- As personagens podem ser caracterizadas física e pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
psicologicamente, ou pelas ações; Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:
- A descrição pode ser considerada um dos elementos “ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central
constitutivos da dissertação e da argumentação; que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de
- é impossível separar narração de descrição; guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza; Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo: velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da
desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois
e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha
parecem conformados expressamente para esposas da multidão e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú
(...)” (Raul Pompéia – O Ateneu); de Ossos)
- Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não
existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus Descrição Subjetiva: quando há maior participação da
enunciados; emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são
transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar

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ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é Descrição de ambientes:
que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações - Introdução: comentário de caráter geral.
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) aroma (se houver).
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par- lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando quaisquer outros objetos.
por lei, de sobregoverno.” - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente.
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas)
Descrição de paisagens:
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
descritivos: outra referência de caráter geral.
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, (explicação do que se vê ao longe).
uma vez que eles indicam propriedades ou características que - Desenvolvimento: observação dos elementos mais
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do próximos do observador explicação detalhada dos elementos
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o - Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca
detalhe cria efeitos de sentido distintos. da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de
Bocage: Descrição de pessoas (I):
- Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
Magro, de olhos azuis, carão moreno, aspecto de caráter geral.
bem servido de pés, meão de altura, - Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor
triste de facha, o mesmo de figura, da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
nariz alto no meio, e não pequeno. - Desenvolvimento: características psicológicas
(personalidade, temperamento, caráter, preferências,
Incapaz de assistir num só terreno, inclinações, postura, objetivos).
mais propenso ao furor do que à ternura; - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
bebendo em níveas mãos por taça escura geral.
de zelos infernais letal veneno.
Descrição de pessoas (II):
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497. - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
aspecto de caráter geral.
O poeta descreve-se das características físicas para as - Desenvolvimento: análise das características físicas,
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria associadas às características psicológicas (1ª parte).
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer - Desenvolvimento: análise das características físicas,
relevo. associadas às características psicológicas (2ª parte).
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de geral.
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
suas características psicológicas e até emocionais (descrição estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
subjetiva). Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. sensibilidade.
Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
- Introdução: observações de caráter geral referentes à preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
procedência ou localização do objeto descrito. Por ser objetiva, há predominância da denotação.
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/ linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para
brilho, textura. descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua compõem, para descrever experiências, processos, etc.
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto
como um todo. Exemplo:
Folheto de propaganda de carro
Descrição de objetos constituídos por várias partes: Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir
- Introdução: observações de caráter geral referentes à o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando
procedência ou localização do objeto descrito. tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat
- Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de
partes que compõem o objeto, associados à explicação de como elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do
as partes se agrupam para formar o todo. ambiente.
- Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo Porta-malas - O compartimento de bagagens possui
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500
e brilho. litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado.
- Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em
utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para
sua totalidade. evitar a deformação em caso de colisão.

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Textos descritivos literários: Na descrição literária Elementos Estruturais (II):
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de Acontecimento O quê? Fato
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
podem ocorrer tanto em prosa como em verso. Modo Como? De que forma ocorreu o fato
Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Narração Resultado - previsível ou imprevisível.
Final - Fechado ou Aberto.
A Narração é um tipo de texto que relata uma história real,
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente,
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. como simples exemplos de uma narração. Há uma relação
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações verossimilhança à história narrada.
de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando personagens ou o fato a ser narrado.
situações que contêm essa vivência.
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), Existem três tipos de foco narrativo:
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração - Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem - Narrador-observador: é aquele que conta a história como
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a
texto recebe o nome de enredo. história é contada em 3ª pessoa.
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas - Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos
no episódio que está sendo contado. As personagens são íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos misturada com pensamentos dos personagens (discurso
próprios. indireto livre).
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do Estrutura:
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre - Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da
pelos advérbios de lugar. história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através conduzindo ao clímax.
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
A história contada, por isso, passa por uma introdução dos personagens.
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, Tipos de Personagens:
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) Os personagens têm muita importância na construção de um
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: podem ser apresentados direta ou indiretamente.
Ele). A apresentação direta acontece quando o personagem
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos aparece de forma clara no texto, retratando suas características
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada. suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.
Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
história. - Em 1ª pessoa:
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a
Elementos Estruturais (I): história e é o protagonista.
- Enredo: desenrolar dos acontecimentos. Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar,
- Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam eu estava lá e vi.
e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por
meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens - Em 3ª pessoa:
podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais
(trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa.
medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis, Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como
protagonistas ou antagonistas. sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo:
- Narrador: é quem conta a história.
- Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
- Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o Tipos de Discurso:
tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente
interior, subjetivo. para o personagem, sem a sua interferência.
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.

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APOSTILAS OPÇÃO
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente narrativo:
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde.
Sequência Narrativa: - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
personagens.
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: - Desenvolvimento: detalhes do fato.
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase - Conclusão: consequências do fato.
a outra.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: Caracterização Formal:
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
competência para fazer algo); da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim
devia fazer (é a mudança principal da narrativa); é de grande importância saber se o relato é feito em primeira
- uma em que se constata que uma transformação se deu e pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens do narrador; segundo, há uma inferência do último através da
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os onipresença e onisciência.
maus). Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a O narrador que usa essa técnica (característica comum no
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade,
efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento: espaço.
quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever Exemplo - Personagens
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo). “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Algumas mudanças são necessárias para que outras se Amâncio não viu a mulher chegar.
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um Não quer que se carpa o quintal, moço?
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
é preciso antes conseguir o dinheiro. escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
passado, os olhos).”
Narrativa e Narração (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado
Aberto, p. 5O)
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
é um componente narrativo que pode existir em textos que Exemplo - Espaço
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
imigração européia. (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
o que é narração?
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características: Exemplo - Tempo
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
essa condição); mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
requisito);
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal Tipologia da Narrativa Ficcional:
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Romance
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Conto
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Crônica
sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu - Fábula
turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão). - Lenda
- Parábola
Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre - Anedota
pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear - Poema Épico
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas, Tipologia da Narrativa NãoFiccional:
quando o narrador começa contando sua morte para em - Memorialismo
seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada. - Notícias
No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações - Relatos
de anterioridade e de posterioridade. - História da Civilização
Resumindo: na narração, as três características explicadas
acima (transformação de situações, figuratividade e relações Apresentação da Narrativa:
de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados) - visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em
devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só quadrinhos) e desenhos.
uma ou duas dessas características não é uma narração. - auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Dissertação fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento compõem o texto.
de trabalho e uma habilidade de expressão. - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
É em função da capacidade crítica que se questionam pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo futebol não é uma prova de alienação?”
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição curiosidade do leitor.
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade - Comparação: social e geográfica.
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
Observe-se que: distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas doença do século...”
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - Narração: narrar um fato.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial,
no momento em que se tornam primeirosministros); de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância, importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação este tipo de abordagem.
para primeiroministro). - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição.
Características: - Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é distintas.
temático; - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; favoráveis e desfavoráveis.
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de - Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior descrever uma cena.
importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, - Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
implicação, etc. prováveis resultados.
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de - Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem apresentar questionamento e reflexão.
características próprias a cada tipo de texto. - Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
  valores, juízos.
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
/ Conclusão. porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana, 1º Parágrafo – Introdução
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população
brasileira.” A. Tema: Desemprego no Brasil.
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma problemático.
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer
se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano! 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento
Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
momento! B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que
- Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É remetem a uma análise do tema em questão.
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da
solução no combate à insegurança.” realidade.
- Características: caracterização de espaços ou aspectos. D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de
- Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex: quem propõe soluções.
“Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem 7º Parágrafo: Conclusão
no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e F. Uma possível solução é apresentada.
2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos). G. O texto conclui que desigualdade não se casa com
(...)” modernidade.
- Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos

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recursos que permite uma segurança maior no momento de 3-
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes - A Santa Missa em seu lar.
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de - Terço Bizantino.
um texto dissertativo. - Despertar da Fé.
- Palavra de Vida.
Ainda temos: - Igreja da Graça no Lar.
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o
assunto que vai ser abordado. 4-
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
discutido. brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios
Argumentação: é um conjunto de procedimentos sociológicos e poluição.
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer pelos caminhos do crime.
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
tese. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: várias categorias.
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de
pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação; Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação; apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
- impõem-se sempre o raciocínio lógico; Exemplo:
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
(evitar-se o uso da primeira pessoa). felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
(Arthur Schopenhauer)
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
mais frases que explicitem tal ideia. encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente consequências (fatos decorrentes).
graves. (ideia secundária)”.
Vejamos: Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.
urgentemente.
Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos compreensíveis.
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
muita gente ao vício. porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
criados pelo homem. gás carbônico”.
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
apenas pela polícia. delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
atualmente. questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a seguintes ideias:
sociedade brasileira.
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: história do Brasil.
- O surgimento de várias entidades de defesa das populações
Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de indígenas.
coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, - A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio
funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento brasileiro.
necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se - A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena.
enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência,
classificação ou aleatoriamente. Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve
Exemplo: fazer a estruturação do texto.

1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:
causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida
de Televisão. (geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento.
número de emissoras que dedicam parte da sua programação à Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a
veiculação de programas religiosos de crenças variadas. hipótese ou a tese a ser defendida.

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Desenvolvimento: exposição de elementos que vão e a comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se: palavra
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada preciosa é palavra dita na hora certa. Isso ajuda também na vida
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da amorosa, que será testada. Melhor conter as expectativas e ter
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos, calma, avaliando as próprias carências de modo maduro. Sentirá
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No vontade de olhar além das questões materiais – sua confiança
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos virá da intimidade com os assuntos da alma.
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve O reconhecimento dos diferentes gêneros textuais, seu
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já contexto de uso, sua função específica, seu objetivo comunicativo
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação e seu formato mais comum relacionam-se com os conhecimentos
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o construídos socioculturalmente. A análise dos elementos
objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese constitutivos desse texto demonstra que sua função é:
ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no
desenvolvimento. a) vender um produto anunciado.
Questões b) informar sobre astronomia.
c) ensinar os cuidados com a saúde.
01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE d) expor a opinião de leitores em um jornal.
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS. e) aconselhar sobre amor, família, saúde, trabalho.

Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006. 04. Leia o texto a seguir para responder à questão:
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como
práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais A outra noite
e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto
publicitário, seu objetivo básico é Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de
a) definir regras de comportamento social pautadas no vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de
combate ao consumismo exagerado. táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a
b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua
que visam à adesão ao consumo. cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de
c) defender a importância do conhecimento de informática cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.
pela população de baixo poder aquisitivo. Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou
d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas o sinal fechado para voltar-se para mim:
classes sociais economicamente desfavorecidas. - O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa.
e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a Mas, tem mesmo luar lá em cima?
máquina, mesmo a mais moderna. Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e
torpe havia uma outra – pura, perfeita e linda.
02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se - Mas, que coisa...
a partir de características gerais de um determinado gênero, Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu
identifique os gêneros descritos a seguir: fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente.
I. Tem como principal característica transmitir a opinião de Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.
pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas - Ora, sim senhor...
revistas têm uma seção dedicada a esse gênero; E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um “boa
II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado noite” e um “muito obrigado ao senhor” tão sinceros, tão
para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular, veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.
refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
possibilitam a criação de imagens; Rubem Braga
III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal Analisando as principais características do texto lido,
característica é a brevidade; podemos dizer que seu gênero predominante é:
IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens, a) Conto.
que geralmente se movimentam em torno de uma única ação, b) Poesia.
dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações c) Prosa.
encaminham-se diretamente para um desfecho; d) Crônica.
V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais e) Diário.
de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de Respostas
produtos, entre outros. 01 (B) \02. (C)\03.(E)\04. (D)
São, respectivamente:
a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
argumentativa. 2. Coerência Textual.
b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta Coerência
argumentativa.
A coerência textual não está na superfície do texto: a
03. construção de sentidos será feita de acordo com o conhecimento
Câncer 21/06 a 21/07 prévio de cada leitor
Quando você se propõe a escrever um texto, certamente se
O eclipse em seu signo vai desencadear mudanças na sua lembra de quem vai ler, não é verdade? Provavelmente, você
autoestima e no seu modo de agir. O corpo indicará onde você também se lembra de que alguns cuidados devem ser tomados
falha – se anda engolindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O para que o leitor compreenda o texto. Nessa tentativa de fazer-
que ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo exige uma se compreendido, você estabelece alguns padrões mentais que
“desintoxicação”. Seja comedida em suas ações, já que precisará diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido,
de energia para se recompor. Há preocupação com a família, certo?

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Pois bem, intuitivamente, você está seguindo um princípio estilística não provoca prejuízos para a interpretabilidade
básico para uma boa redação, chamado de coerência textual. de um texto, contudo, a mistura de registros — como o uso
Você pode até não conhecer a exata definição desse elemento concomitante da linguagem coloquial e linguagem formal —
da linguística textual, mas possivelmente evita construções deve ser evitada, principalmente nos textos não literários.
ininteligíveis em sua redação e recorre aos seus conhecimentos
sociocognitivos. A coerência é uma conformidade entre fatos Coerência genérica: Refere-se à escolha adequada do gênero
ou ideias, próprio daquilo que tem nexo, conexão, portanto, textual, que deve estar de acordo com o conteúdo do enunciado.
podemos associá-la ao processo de construção de sentidos do Em um anúncio de classificados, a prática social exige que ele
texto e à articulação das ideias. Por serem os sentidos elementos tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem como vender
subjetivos, podemos dizer que a coerência não pode ser ou comprar algum produto, e que sua linguagem seja concisa e
delimitada, pois o leitor é o responsável pela constituição dos objetiva, pois essas são as características essenciais do gênero.
significados do texto. Uma ruptura com esse padrão, entretanto, é comum nos textos
literários, nos quais podemos encontrar um determinado gênero
Três princípios básicos são necessários para assumindo a forma de outro.
compreendermos melhor o que é coerência textual: É importante ressaltar que em alguns tipos de texto,
1) Princípio da Não Contradição: Um texto deve apresentar especialmente nos textos literários, uma ruptura com os tipos de
situações ou ideias lógicas que em momento algum se coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos demais
contradigam; textos, a coerência contribui para a construção de enunciados
2) Princípio da Não Tautologia: A tautologia nada mais é cuja significação seja aceitável, ajudando na compreensão
do que um vício de linguagem que repete ideias com palavras do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência depende de
diferentes ao longo do texto, o que compromete a transmissão outros aspectos, como o conhecimento linguístico de quem
da informação; acessa o conteúdo, a situacionalidade, a informatividade, a
3) Princípio da Relevância: Um texto com informações intertextualidade e a intencionalidade.
fragmentadas torna as ideias incoerentes, ainda que cada
fragmento apresente certa coerência individual. Se as ideias não Fontes: http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/coerencia-
dialogam entre si, então elas são irrelevantes. textual.htm
É importante ressaltarmos que o uso adequado dos http://portugues.uol.com.br/redacao/tipos-coerencia.html
conectivos também colabora na construção de um texto coerente:
a coesão textual é um importante mecanismo de estruturação do Questões
texto, presente em dois movimentos essenciais: restrospecção
e prospecção. Lembre-se de que a coerência é um princípio de 01. Sobre a coerência textual, é incorreto afirmar:
interpretabilidade, portanto, cabe a você depreender os sentidos a) A coerência é uma conformidade entre fatos ou ideias,
do texto. própria daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos
associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à
Tipos de coerência articulação das ideias.
São seis os tipos de coerência: sintática, semântica, temática, b) Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos
pragmática, estilística e genérica. Conhecê-los contribui para a dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o
escrita de uma boa redação. responsável pela constituição dos significados do texto.
Você já deve saber que alguns elementos são indispensáveis c) A coerência é imaterial e não está na superfície textual.
para a construção de um bom texto. Entre esses elementos, Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de
está a coerência textual, fator que garante a inteligibilidade das interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um
ideias apresentadas em uma redação. Quando falta coerência, a mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações.
construção de sentidos fica seriamente comprometida. d) A não contradição, a não tautologia e o princípio da
É importante que você saiba que existem tipos de coerência, relevância são elementos básicos que garantem a coerência
elementos que colaboram para a construção da coerência global textual.
de um texto. São eles: e) A coerência textual dispensa o uso adequado dos
Coerência sintática: está relacionada com a estrutura conectivos, elementos que apenas colaboram para a estruturação
linguística, como termo de ordem dos elementos, seleção do texto sem apresentar relação direta com a semântica textual.
lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, eliminamos
estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado dos 02. Observe a tirinha Calvin e Haroldo, de Bill Watterson,
conectivos. e responda à questão:
Coerência semântica: Para que a coerência semântica esteja
presente em um texto, é preciso, antes de tudo, que o texto não
seja contraditório, mesmo porque a semântica está relacionada
com as relações de sentido entre as estruturas. Para detectar
uma incoerência, é preciso que se faça uma leitura cuidadosa,
ancorada nos processos de analogia e inferência.
Coerência temática: Todos os enunciados de um texto
precisam ser coerentes e relevantes para o tema, com exceção
das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser
evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência
temática.
Coerência pragmática: Refere-se ao texto visto como
uma sequência de atos de fala. Os textos, orais ou escritos,
são exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer
às condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo
a alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um
pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, esperamos
receber como resposta uma afirmação ou uma negação, jamais
uma sequência de fala desconectada daquilo que foi indagado.
Quando essas condições são ignoradas, temos como resultado a
incoerência pragmática.
Coerência estilística: Diz respeito ao emprego de uma
variedade de língua adequada, que deve ser mantida do início ao
fim de um texto para garantir a coerência estilística. A incoerência

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APOSTILAS OPÇÃO
Para cada situação interativa existe uma variedade de língua c) Apenas I e IV estão corretas.
adequada. O falante pode optar pela variedade padrão ou pela d) Apenas I e III estão corretas.
variedade não padrão e) I, III e IV estão corretas.

Sobre o nível de linguagem adotado por Calvin, podemos Respostas


afirmar que se trata, em relação aos tipos de coerência, de uma 01. (E)\02. (C)\03. (D)\04. (B)
a) incoerência pragmática.
b) incoerência genérica.
c) incoerência estilística. 3. Semântica.
d) incoerência temática.
e) incoerência semântica.

03. Observe o discurso de Calvin e responda à questão: Significação das palavras

Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que


por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente
com a ideia associada a este conjunto.

Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.


Exemplo:
- Alfabeto, abecedário.
A identificação de elementos textuais como as figuras de - Brado, grito, clamor.
linguagem é essencial para a interpretação de textos - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
A incoerência na fala de Calvin sobre a TV pode ser explicada Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
através da seguinte figura de linguagem: pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
a) Eufemismo. sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
b) Hipérbole. matizes de significação e certas propriedades que o escritor não
c) Paradoxo. pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
d) Ironia. aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios
e) Personificação. da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética
04. (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
Oito Anos A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
“Por que você é Flamengo - Adversário e antagonista.
E meu pai Botafogo - Translúcido e diáfano.
O que significa - Semicírculo e hemiciclo.
“Impávido colosso”? - Contraveneno e antídoto.
Por que os ossos doem - Moral e ética.
enquanto a gente dorme - Colóquio e diálogo.
Por que os dentes caem - Transformação e metamorfose.
Por onde os filhos saem - Oposição e antítese.
Por que os dedos murcham O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
quando estou no banho palavra que também designa o emprego de sinônimos.
Por que as ruas enchem
quando está chovendo Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
Quanto é mil trilhões - Ordem e anarquia.
vezes infinito - Soberba e humildade.
Quem é Jesus Cristo - Louvar e censurar.
Onde estão meus primos - Mal e bem.
Well, well, well
Gabriel (...)”. A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
(Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
Paulo, 2004) implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
Julgue as seguintes proposições:
I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
interrogativas sem ligação entre si, configurando então um texto vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
desprovido de coerência. - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
II. Embora o texto apresente uma série de interrogações - Aço (substantivo) e asso (verbo).
aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
linguísticos que nos permitem construir a coerência textual. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das considerada uma deficiência dos idiomas.
perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
grande número de questionamentos que povoam o imaginário
infantil. Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, no timbre ou na intensidade das vogais.
prejudica a construção de sentidos do texto. - Rego (substantivo) e rego (verbo).
- Colher (verbo) e colher (substantivo).
a) Todas estão corretas. - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
b) Apenas II e III estão corretas. - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).

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APOSTILAS OPÇÃO
- Para (verbo parar) e para (preposição). No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). figurado.
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
per+o). concreta) pode ter vários significados (conceitos).

Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e Fonte:


diferentes na escrita. http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de Denotação e Conotação
consertar). - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário;
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). exemplo:
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
- Paço (palácio) e passo (andar). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). próprio, comum, usual, literal.
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
anular). se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão dicionarístico.
(tempo de uma reunião ou espetáculo). - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico);
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). expressiva. Veja este exemplo:
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). seja tarde mais.
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações;
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). disciplina, limitação de conduta e comportamento.

Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na Questões


pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e 01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. participar.
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de usuários de distinguir essas variações como relevantes no
gado. conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros,
do palato. aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras de observações e reconhecer a organização geral da rede de que
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que participam.
têm dezenas de acepções. O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
Sentido Próprio e Figurado das Palavras recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
Pela própria definição acima destacada podemos perceber a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a sentimento de pânico experimentados por um número crescente
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
ela traz (denominada significado). quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
assim: sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum para o espírito.
que costumamos dar a uma palavra. (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
- Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que Revista USP, no 92. Adaptado)
podemos dar a uma palavra.
Vamos analisar a palavra  cobra utilizada em diferentes As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho
contextos: / estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento) adequados respectivamente em:
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que a) procurar / gostar de / ilustrar
adota condutas pouco apreciáveis) b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito c) interferir / propor / embrutecer
sobre alguma coisa, “expert”) d) intrometer-se / prezar / esclarecer
e) contrapor-se / consolidar / iluminar

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os restam na natureza, duas ONG ambientais apelaram para uma
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam- solução extrema: transportar os rinocerontes de helicóptero. A
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, ação utilizou helicópteros militares para remover 19 espécimes –
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, com 1,4 toneladas cada um – de seu habitat original, na província
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o de Cabo Oriental, no sudeste da África do Sul, e transferi-los para
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela a província de Lampopo, no norte do país, a 1.500 quilômetros
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres de distância, onde viverão longe dos caçadores. Como o trajeto
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os tem áreas inacessíveis de carro, os rinocerontes tiveram de
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos voar por 24 quilômetros. Sedados e de olhos vendados (para
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória evitar sustos caso acordassem), os rinocerontes foram içados
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele pelos tornozelos e voaram entre 10 e 20 minutos. Parece meio
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente brutal? Os responsáveis pela operação dizem que, além de mais
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de eficiente para levar os paquidermes a locais de difícil acesso, o
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – procedimento é mais gentil.
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, (BADÔ, F. A fuga dos rinocerontes
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e Superinteressante, nº 229, 2011.)
molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender A palavra radical pode ser empregada com várias acepções,
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: por isso denomina-se polissêmica. Assinale o sentido
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, dicionarizado que é mais adequado no contexto acima.
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma a) Que existe intrinsecamente num indivíduo ou coisa.
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris b) Brusco; violento; difícil.
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos c) Que não é tradicional, comum ou usual.
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; d) Que exige destreza, perícia ou coragem.
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e 07. O gavião
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a lua.
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) Olhamos todos para o céu em busca de algo mais sensacional e
comovente – o gavião malvado, que mata pombas.
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos? O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à
a) Armistício – destruição contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das
b) Claudicante – manco pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros
c) Reveses – infortúnios (qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar
d) Fealdade – feiura o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na
e) Opilados – desnutridos verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com que
a pomba come seu grão de milho.
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das pombas
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:  e também o lance magnífico em que o gavião se despenca sobre
a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-Exupéry, “a
crime!  verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar com um belo tiro
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente. pode também ser a verdade do caçador.
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente o
agora expiar seus crimes.  gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, pode
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro homem.
o bom censo.                      
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de  (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999. Adaptado)
tomate. 
O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
de exemplos de parônimos: homem. –, é empregado com sentido
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil). a) próprio, equivalendo a inspiração.
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). b) próprio, equivalendo a conquistador.
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta). c) figurado, equivalendo a ave de rapina.
d) Nenhuma das alternativas. d) figurado, equivalendo a alimento.
e) figurado, equivalendo a predador.
05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por 08. CONTRATEMPOS
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a mais horas do que coisas para se fazer com elas. Sempre faltou
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso. tempo para tanta coisa: faltou minuto para tanta música, faltou
a) taxa, cesta, assento dia para tanto sol, faltou domingo para tanta praia, faltou noite
b) conserto, pleito, ótico para tanto filme, faltou ano para tanta vida.
c) cheque, descrição, manga Existem dois tipos de pessoa. As pessoas com mais coisa que
d) serrar, ratificar, emergir tempo e as pessoas com mais tempo que coisas para fazer com
o tempo.
06. A fuga dos rinocerontes As pessoas com menos tempo que coisa são as que buzinam
Espécie ameaçada de extinção escapa dos caçadores da assim que o sinal fica verde, e ficam em pé no avião esperando
maneira mais radical possível – pelo céu. a porta se abrir, e empurram e atropelam as outras para entrar
primeiro no vagão do trem, e leem livros que enumeram os
Os rinocerontes-negros estão entre os bichos mais visados “livros que você tem que ler antes de morrer” ao invés de ler
da África, pois sua espécie é uma das preferidas pelo turismo de diretamente os livros que você tem de ler antes de morrer.
caça. Para tentar salvar alguns dos 4.500 espécimes que ainda Esse é o caso dele, que chega ao trabalho perguntando onde

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APOSTILAS OPÇÃO
é a festa, e chega à festa querendo saber onde é a próxima, e c) “Era, com efeito, contraproducente compensação a tão
chega à próxima festa pedindo táxi para a outra, e chega à outra luxuosos gastos de combates...”
percebendo que era melhor ter ficado na primeira, e quando d) “...os arcabouços esmirrados e sujos...”
chega a casa já está na hora de ir para o trabalho. e) “faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar
Ela sempre pertenceu ao segundo tipo de pessoa. Sempre teve cambaleante”
tempo de sobra, por isso sempre leu romances longos, e passou
tardes longas vendo pela milésima vez a segunda temporada de 10. O termo (ou expressão) em destaque, que está empregado
“Grey’s Anatomy” mas, por ter tempo demais, acabava sobrando em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em:
tempo demais para se preocupar com uma hérnia imaginária, a) Estou morta de cansada.
ou para tentar fazer as pazes com pessoas que nem sabiam que b) Aquela mulher fala mal de todos na vizinhança! É
estavam brigadas com ela, ou escrever cartas longas dentro da uma cobra.
cabeça para o ex-namorado, os pais, o país, ou culpar o sol ou c) Todo cuidado é pouco. As paredes têm ouvidos.
a chuva, ou comentar “e esse calor dos infernos?”, achando que d) Reclusa desde que seu cachorrinho  morreu, Filomena
a culpa é do mau tempo quando na verdade a culpa é da sobra finalmente saiu de casa ontem.
de tempo, porque se ela não tivesse tanto tempo não teria nem e) Minha amiga é tão agitada! A bateria dela nunca acaba!
tempo para falar do tempo.
Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava Respostas
correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A\06. C\07. E\08. D\09.
rápido, e ela percebeu que às vezes é bom correr para pensar E\10. D
menos, e pensar menos é uma maneira de ser feliz, e ambos
perceberam que a felicidade é uma questão de tempo. Questão
de ter tempo o suficiente para ser feliz, mas não o bastante para 4. Ortografia.
perceber que essa felicidade não faz o menor sentido.

(Gregório Duvivier. Folha de S. Paulo, 30.11.2015.


Adaptado) Ortografia

É correto afirmar que o título do texto tem sentido A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
a) próprio, indicando os obstáculos que cada personagem forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
encontra quando depara com o tempo. a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
b) próprio, fazendo referência às reações das pessoas às fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
atitudes das personagens. compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
c) figurado, indicando que o tempo é intangível, pouco forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
importando as consequências de subestimá-lo. que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
d) figurado, indicando o contraste na maneira como as oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
personagens se relacionam com o tempo. consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
e) figurado, se associado a “ele”, mas próprio, se associado a
“ela”, pois se trata do tempo real. O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
09. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, a A (á) b B (bê)
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, c C (cê) d D (dê)
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o e E (é) f F (efe)
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela g G (gê ou guê) h H (agá)
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres i I (i) j J (jota)
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os k K (cá) l L (ele)
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos m M (eme) n N (ene)
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória o O (ó) p P (pê)
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele q Q (quê) r R (erre)
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente s S (esse) t T (tê)
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de u U (u) v V (vê)
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – w W (dáblio) x X (xis)
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, y Y (ípsilon) z Z (zê)
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
molambos... Observação: emprega-se também o ç, que representa o
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, Emprego das letras K, W e Y
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma Utilizam-se nos seguintes casos:
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos derivados.
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de taylorista.
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. b) Em topônimos originários de outras línguas e seus
derivados.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
Em qual dos trechos foi empregada palavra ou expressão em unidades de medida de curso internacional.
sentido conotativo? Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
a) “A entrada dos prisioneiros foi comovedora” (quilômetro), Watt.
b) “Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
uma arma, nem um peito resfolegante...”

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APOSTILAS OPÇÃO
Emprego de X e Ch Emprego das Letras S e Z
Emprega-se o X: Emprega-se o S:
1) Após um ditongo. 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
Exemplos: caixa, frouxo, peixe radical
Exceção: recauchutar e seus derivados
Exemplos:
2) Após a sílaba inicial “en”. análise- analisar catálise- catalisador
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca casa- casinha, casebre liso- alisar
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
“en-” 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), ou origem
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa
3) Após a sílaba inicial “me-”. chinês- chinesa milanês- milanesa
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos:
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
inglesas aportuguesadas. palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
5) Nas seguintes palavras: Exemplos:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, metamorfose, virose
xingar, etc.
5) Após ditongos
Emprega-se o dígrafo Ch: Exemplos:
1) Nos seguintes vocábulos: coisa, pouso, lousa, náusea
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, 6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc. derivados
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia Exemplos:
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
da palavra. Veja os exemplos: quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos repus, repusera, repusesse, repuséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep.
7) Nos seguintes nomes próprios personativos:
Emprega-se o G: Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem 8) Nos seguintes vocábulos:
abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), Emprega-se o Z:
vertiginoso (de vertigem) 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
radical
4) Nos seguintes vocábulos: Exemplos:
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. raiz- enraizar cruz-cruzeiro

Emprega-se o J: 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a


1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear partir de adjetivos
Exemplos: Exemplos:
arranjar: arranjo, arranje, arranjem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
despejar: despejo, despeje, despejem rígido- rigidez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
enferrujar: enferruje, enferrujem surdez
viajar: viajo, viaje, viajem
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica substantivos
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j colonizar- colonização realizar- realização
Exemplos:
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja - 4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
lisonjeador nojo- nojeira Exemplos:
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita
jeito- ajeitar
5) Nos seguintes vocábulos:
4) Nos seguintes vocábulos: azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
traje, pegajento

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APOSTILAS OPÇÃO
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no /ss/ - máximo, próximo
contraste entre o S e o Z
Exemplos: /s/ - texto, extenso
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) Exemplos: excelente, excitar

Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Emprego das letras E e I
exemplos: Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exame exato exausto exemplo existir exótico pode não ser nítida. Observe:
inexorável

Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs Emprega-se o E:


Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Observe: Exemplos:
magoar - magoe, magoes
Emprega-se o S: continuar- continue, continues
Nos substantivos derivados de verbos terminados em
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: Exemplos: antebraço, antecipar
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
versão expelir- expulsão 3) Nos seguintes vocábulos:
estender- extensão suspender- suspensão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
converter - conversão repelir- repulsão orquídea, etc.

Emprega-se Ç: Emprega-se o I :
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos: Exemplos:
ater- atenção torcer- torção cair- cai
deter- detenção distorcer-distorção doer- dói
manter- manutenção contorcer- contorção influir- influi

Emprega-se o X: 2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)


Em alguns casos, a letra X soa como Ss Exemplos:
Exemplos: Anticristo, antitetânico
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
trouxe 3) Nos seguintes vocábulos:
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
Emprega-se Sc: etc.
Nos termos eruditos
Exemplos: Emprego das letras O e U
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, Emprega-se o O/U:
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. algumas palavras. Veja os exemplos:

Emprega-se Sç: comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,


Na conjugação de alguns verbos realização)
Exemplos:
nascer- nasço, nasça soar (emitir som) e suar (transpirar)
crescer- cresço, cresça
descer- desço, desça Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
moleque.
Emprega-se Ss:
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
“mitir”, “ceder” e “cutir”
Exemplos: Emprego da letra H
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
discutir- discussão Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
exceder- excesso repercutir- repercussão forma devido a sua origem na forma latina hodie.

Emprega-se o Xc e o Xs: Emprega-se o H:


1) Inicial, quando etimológico
Em dígrafos que soam como Ss Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar 2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
Exemplos: flecha, telha, companhia
Observações sobre o uso da letra X
1) O X pode representar os seguintes fonemas: 3) Final e inicial, em certas interjeições
/ch/ - xarope, vexame Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.

/cs/ - axila, nexo 4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo


elemento, se etimológico
/z/ - exame, exílio Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.

Língua Portuguesa 18
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APOSTILAS OPÇÃO
Observações: Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha 2) Utiliza-se inicial minúscula:
ele não é utilizado. a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
Exemplos:
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja: b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
herbívoro, hispânico, hibernal. Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas segunda, sexta, domingo, etc.
1) Utiliza-se inicial maiúscula: primavera, verão, outono, inverno
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Exemplos: c) Nos pontos cardeais.
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Exemplos:
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
“Auriverde pendão de minha terra, sudoeste.
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que à luz do sol encerra Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
As promessas divinas da Esperança…” pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
(Castro Alves) Exemplos:
Nordeste (região do Brasil)
Observações: Ocidente (europeu)
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o Oriente (asiático)
uso da letra maiúscula.
Lembre-se:
Por Exemplo: Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
“Aqui, sim, no meu cantinho, se letra minúscula.
vendo rir-me o candeeiro,
gozo o bem de estar sozinho Exemplo:
e esquecer o mundo inteiro.” “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
se letra minúscula. Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
Por Exemplo: a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Exemplos:
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Crime e Castigo ou Crime e castigo
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
d) Nos nomes mitológicos. Santa Maria ou santa Maria.
Exemplos:
Dionísio, Netuno. c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
e) Nos nomes de festas e festividades. Exemplos:
Exemplos: Português ou português
Natal, Páscoa, Ramadã. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
ONU, Sr., V. Ex.ª.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, fono24.php
políticos ou nacionalistas. Emprego do Porquê
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Orações
União, etc. Interrogativas Exemplo:

Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula (pode ser Por que devemos nos
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. substituído por: preocupar com o meio
Exemplo: Por por qual motivo, ambiente?
Todos amam sua pátria. Que por qual razão)
Exemplo:
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: Equivalendo
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. a “pelo qual” Os motivos por que não
Exemplos: respondeu são desconhecidos.
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário

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APOSTILAS OPÇÃO
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
Exemplos:
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
talvez seja _____ chorou.
Você ainda tem coragem de
Final de (A) porquê / porque;
Por perguntar por quê?
frases e seguidos (B) por que / porque;
Quê
de pontuação (C) porque / por que;
Você não vai? Por quê?
(D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
Não sei por quê!
Exemplos: 03.
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
julguem.
que”. padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
Função de respectivamente, preenchidas por:
Exemplos: (A) mal ... por que ... intuíto
substantivo
(B) mau ... por que ... intuito
– vem
Não é fácil encontrar o (C) mau ... porque ... intuíto
acompanhado
Porquê porquê de toda confusão. (D) mal ... porque ... intuito
de artigo ou
(E) mal ... por quê ... intuito
pronome
Dê-me um porquê de sua
saída. 04. Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com
a norma-padrão.
1. Por que (pergunta) Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da
2. Porque (resposta) corrupção e das fraudes.
3. Por quê (fim de frase: motivo) (A) a … concenso … acerca
4. O Porquê (substantivo) (B) há … consenso … acerca
(C) a … concenso … a cerca
Emprego de outras palavras (D) a … consenso … há cerca
(E) há … consenço … a cerca
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
nenhuma senão criticar. 05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais flexionadas de acordo com a norma-padrão.
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
desta situação crítica. (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
pouco esta semana. Respostas
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
Traz - do verbo trazer.
5. Reconhecimento, emprego e
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. sentido das classes gramaticais,
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
vultuosa e deformada.
processos de formação de
Questões palavras, mecanismos de flexão
dos nomes e verbos.
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre
........................ praticar atividade física..........................benefícios Classes de Palavras
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para Artigo
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
avanço da idade. Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
(Ciência Hoje, março de 2012) se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e número dos substantivos.
respectivamente, com:
Classificação dos Artigos
(A) porque … trás … previnir
(B) porque … traz … previnir Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
(C) porquê … tras … previnir precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
(D) por que … traz … prevenir Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
(E) por quê … tráz … prevenir de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
matei um animal.

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Combinação dos Artigos Eles estavam na casa dos amigos.
É muito presente a combinação dos artigos definidos e Os marinheiros permaneceram em terra.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
assumida por essas combinações:
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
Preposições Artigos com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
- o, os Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
a ao, aos - Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de do, dos de revistas, jornais, obras literárias.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo.
em no, nos
por (per) pelo, pelos Morfossintaxe
a, as um, uns uma, umas Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
à, às - - com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
da, das dum, duns duma, dumas a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
na, nas num, nuns numa, numas substantivo:
pela, pelas - - A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida Questões
por crase.
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
Constatemos as circunstâncias em que os artigos se A) Estes são os candidatos que lhe falei.
manifestam: B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
“ambos”: E) Muito é a procura; pouca é a oferta.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do A) O Amazonas é um rio imenso.
artigo, outros não: B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar E) Os Lusíadas são um poema épico
toda uma espécie:
O trabalho dignifica o homem. 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
O Pedro é o xodó da família. C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas... Respostas
1-B / 2-C / 3-D
- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o Substantivo
pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
(qualquer classe) os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
também nomeiam:
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -lugares: Alemanha, Porto Alegre...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -sentimentos: raiva, amor...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -estados: alegria, tristeza...
aproximação numérica: -qualidades: honestidade, sinceridade...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos. -ações: corrida, pescaria...
- O artigo também é usado para substantivar palavras Morfossintaxe do substantivo
oriundas de outras classes gramaticais:
Não sei o porquê de tudo isso. Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
cujo (e flexões). direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
Este é o homem cujo amigo desapareceu. como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
Este é o autor cuja obra conheço. núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
venham especificadas.
Eles estavam em casa.

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
1-  Substantivos Comuns e Próprios espécie.
Observe a definição: Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e radical. É um substantivo simples.
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. elemento.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
mesma espécie de forma genérica. O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
Estamos voando para Barcelona. elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie  
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é Substantivos Primitivos e Derivados
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Meu limão meu limoeiro,
particular. meu pé de jacarandá...

Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de


nenhum outro dentro de língua portuguesa.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
LÂMPADA MALA O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão.
Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
existência própria, que são independentes de outros seres. São palavra.
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, Flexão dos substantivos
independentemente de outros seres. O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo Plural: meninos
real e do mundo imaginário. Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Diminutivo: menininho
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc. Flexão de Gênero
  Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
Observe agora: sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao
Beleza exposta gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual. artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
O substantivo beleza designa uma qualidade. Um Natal inesquecível
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que Os reis da praia
dependem de outros para se manifestar ou existir.  
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar. A história sem fim
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato. Uma cidade sem passado
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades, As tartarugas ninjas
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
e sem os quais não podem existir. Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).   Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
3 - Substantivos Coletivos ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
abelha, mais outra abelha. – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário feminino. Classificam-se em:
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra - Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
abelha... a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. fêmea.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas). o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por Comuns de Dois Gêneros:
meio do artigo.
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista. Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Saiba que: Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
são masculinos. que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
variam em seu significado. artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o o colega - a colega
capital (dinheiro) e a capital (cidade) um jovem - uma jovem
artista famoso - artista famosa
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a. - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
aluno - aluna gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao preferência pelo masculino:
masculino. O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
freguês - freguesa carochinha.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
formas: a personagem.
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã personagem.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana fotográfico Ana Belmonte.

d) Substantivos terminados em -or: Observe o gênero dos substantivos seguintes:


- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz Masculinos
o tapa
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o eclipse
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o lança-perfume
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o dó (pena)
o sanduíche
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o clarinete
por -a: o champanha
elefante - elefanta o sósia
o maracajá
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o clã
no feminino: o hosana
bode – cabra boi - vaca o herpes
o pijama
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores: Femininos
czar – czarina réu - ré a dinamite
a áspide
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a derme
a hélice
- Epicenos: a alcíone
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a filoxera
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a clâmide
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a omoplata
o masculino e o feminino. a cataplasma
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a pane
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a mascote
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a gênese
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a entorse
A cobra macho picou o marinheiro. a libido
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
Sobrecomuns: grega terminados em -ma:
o grama (peso)
Entregue as crianças à natureza. o quilograma
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o plasma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o apostema
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o diagrama
se refere a palavra. Veja: o epigrama
A criança chorona chamava-se João. o telefonema
A criança chorona chamava-se Maria. o estratagema
Outros substantivos sobrecomuns: o dilema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o teorema
criatura. o apotegma
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o trema
cônjuge de Marcela faleceu o eczema

Língua Portuguesa 23
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APOSTILAS OPÇÃO
o edema Flexão de Número do Substantivo
o magma
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. indica um ser ou um grupo de seres, e
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
Gênero dos Nomes de Cidades: característica do plural é o “s” final.

Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. Plural dos Substantivos Simples
A histórica Ouro Preto.
A dinâmica São Paulo. a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
A acolhedora Porto Alegre. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
Uma Londres imensa e triste. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
plural).
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. Exceção: cânon - cânones.

Gênero e Significação: b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em


“ns”.
Muitos substantivos têm uma significação no masculino e homem - homens.
outra no feminino.
Observe: c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
pelo acréscimo de “es”.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os revólver – revólveres raiz - raízes
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente Atenção: O plural de caráter é caracteres.
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
proibição de trânsito) no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
o cabeça (chefe) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
a cabeça (parte do corpo)
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas
o cisma (separação religiosa, dissidência) maneiras:
a cisma (ato de cismar, desconfiança) - Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
o cinza (a cor cinzenta) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
a cinza (resíduos de combustão) maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).

o capital (dinheiro) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas


a capital (cidade) maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
o coma (perda dos sentidos) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
a coma (cabeleira) - Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa) g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
maneiras.
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
de outros sacramentos) - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
a crisma (sacramento da confirmação) - substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
o cura (pároco) látex - os látex.
a cura (ato de curar)
Plural dos Substantivos Compostos
o estepe (pneu sobressalente) A formação do plural dos substantivos compostos depende
a estepe (vasta planície de vegetação) da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
o guia (pessoa que guia outras) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
a guia (documento, pena grande das asas das aves) simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
o grama (unidade de peso) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
a grama (relva)
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
o caixa (funcionário da caixa) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
a caixa (recipiente, setor de pagamentos) Algumas orientações são dadas a seguir:

o lente (professor) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


a lente (vidro de aumento) substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
o moral (ânimo) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
a moral (honestidade, bons costumes, ética) numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

o nascente (lado onde nasce o Sol) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando
a nascente (a fonte) formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
falantes

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APOSTILAS OPÇÃO
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos Observe o exemplo:
Este jogador faz gols toda vez que joga.
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
formados de:
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de- Plural com Mudança de Timbre
colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo- Certos substantivos formam o plural com mudança de
vapor e cavalos-vapor timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
substantivo + substantivo que funciona como determinante chamado metafonia (plural metafônico).
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
anterior.
palavra-chave - palavras-chave Singular Plural Singular Plural
bomba-relógio - bombas-relógio corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
notícia-bomba - notícias-bomba esforço esforços ovo ovos
homem-rã - homens-rã fogo fogos poço poços
forno fornos porto portos
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: fosso fossos posto postos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora imposto impostos rogo rogos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o louva-a-deus e os louva-a-deus
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-te-vi e os bem-te-vis
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o bem-me-quer e os bem-me-queres
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
Plural das Palavras Substantivadas
a) Há substantivos que só se usam no singular:
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
flexões próprias dos substantivos.
b) Outros só no plural:
Pese bem os prós e os contras.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
O aluno errou na prova dos noves.
(naipes de baralho), as fezes.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
variam no plural.
bem (virtude) e bens (riquezas)
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Plural dos Diminutivos
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
sentido de plural:
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
Aqui morreu muito negro.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
animai(s) + zinhos = animaizinhos
improvisadas.
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
Flexão de Grau do Substantivo
farói(s) + zinhos = faroizinhos
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
tren(s) + zinhos = trenzinhos
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
flore(s) + zinhas = florezinhas
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
mão(s) + zinhas = mãozinhas
normal. Por exemplo: casa
papéi(s) + zinhos = papeizinhos
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
funi(s) + zinhos = funizinhos
Classifica-se em:
pé(s) + zitos = pezitos
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Plural dos Nomes Próprios Personativos
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
aumento. Por exemplo: casarão.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Os Napoleões também são derrotados.
Pode ser:
As Raquéis e Esteres.
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
diminuição. Por exemplo: casinha.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
terminam em “s” ou “z”).
os shows os shorts os jazz
Questões
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
as regras de nossa língua:
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os clubes os chopes
ocorre com o plural de
os jipes os esportes
(A) reco-reco.
as toaletes os bibelôs
(B) guarda-costa.
os garçons os réquiens

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APOSTILAS OPÇÃO
(C) guarda-noturno. Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
(D) célula-tronco. português
(E) sem-vergonha.
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam americanas
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
franco-italianas
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
portuguesas
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
errada: portuguesa
A) Catalães.
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
B) Cidadãos.
brasileiras
C) Vulcães.
D) Corrimões. Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
Respostas
1-D / 2-D / 3-C Flexão dos adjetivos

Adjetivo O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou Gênero dos Adjetivos


característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa classificam-se em: 
bondosa. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, outra para o feminino.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade.  Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Morfossintaxe do Adjetivo: somente o último elemento.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto americana. 
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
Adjetivo Pátrio para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
alguns deles: feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Estados e cidades brasileiros: político-social.

Número dos Adjetivos


Alagoas alagoano
Amapá amapaense Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
Aracaju aracajuano ou aracajuense
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Amazonas amazonense ou baré simples.
Por exemplo:
Belo Horizonte belo-horizontino
mau e maus
Brasília brasiliense feliz e felizes
ruim e ruins
Cabo Frio cabo-friense boa e boas
Campinas campineiro ou campinense
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
Adjetivo Pátrio Composto  de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
Observe alguns exemplos: originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana Veja outros exemplos:
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
Competições teuto-inglesas Motos vinho (mas: motos verdes)
Paredes musgo (mas: paredes brancas).
América américo- / Por exemplo: Companhia Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
américo-africana
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo- Adjetivo Composto
franceses
É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que

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APOSTILAS OPÇÃO
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um
ficará invariável. Por exemplo: ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
nas formas:
Camisas rosa-claro. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Ternos rosa-claro. que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Olhos verde-claros. secretário é muito inteligente.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. sufixos.
Por exemplo:
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
Superioridade Sintético fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor
mau-pior Questões
alto-superior
grande-maior 01. Leia o texto a seguir.
baixo-inferior
Violência epidêmica
Observe que: 
a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas epidêmicas.
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
pequeno. centros urbanos e se dissemina pelo interior.
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de As estratégias que as sociedades adotam para combater a
dois elementos. violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
qualidades de um mesmo elemento. ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
enfermidades.
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
Inferioridade nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Sou menos passivo (do) que tolerante. agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de

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APOSTILAS OPÇÃO
seus desejos. Pronome
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
desenvolvimento psicológico pleno. se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
A revisão de estudos científicos permite identificar três alguma forma.
fatores principais na formação das personalidades com maior A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
inclinação ao comportamento violento: [substituição do nome]
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes [referência ao nome]
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
lhes impuseram limites de disciplina. Essa moça morava nos meus sonhos!
3) Associação com grupos de jovens portadores de [qualificação do nome]
comportamento antissocial. Grande parte dos pronomes não possuem significados
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
violência crescente nas cidades. apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver específica para cada pessoa do discurso.
preso.
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
mais sólidas com o mundo do crime. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
superlotadas. [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que do pronome seja coerente em termos de gênero e número
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
construir cadeias novas para substituir as velhas. este se apresenta ausente no enunciado.
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los da nossa escola neste ano.
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento adequada]
artístico. [neste: pronome que determina “ano” = concordância
adequada]
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) [ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada]
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
corresponde a – características de epidemias. Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. Pronomes Pessoais
A) água fluvial – água da chuva.
B) produção aurífera – produção de ouro. São aqueles que substituem os substantivos, indicando
C) vida rupestre – vida do campo. diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”,
E) costela bovina – costela de porco. “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: quem fala.
A) azul-celeste Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções
B) azul-pavão que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso
C) surda-muda oblíquo.
D) branco-gelo
Pronome Reto
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
estão no grau superlativo absoluto sintético: Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
A) Arquimilionário/ ultraconservador; exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
B) Supremo/ ínfimo; Nós lhe ofertamos flores.
C) Superamigo/ paupérrimo;
D) Muito amigo/ Bastante pobre Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
Respostas flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
1-B / 2-C / 3-D quadro dos pronomes retos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular: eu

Língua Portuguesa 28
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APOSTILAS OPÇÃO
- 2ª pessoa do singular: tu Atenção:
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 1ª pessoa do plural: nós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 2ª pessoa do plural: vós -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
- 3ª pessoa do plural: eles, elas tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como fazei + o = fazei-os
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi dizer + a = dizê-la
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a viram + o: viram-no
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. repõe + os = repõe-nos
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome retém + a: retém-na
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas tem + as = tem-nas
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
verbo indicadas pelo pronome reto. Pronome Oblíquo Tônico
Fizemos boa viagem. (Nós)
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
Pronome Oblíquo precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
indireto) ou complemento nominal. configurado:

Ofertaram-nos flores. (objeto indireto) - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo


Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
oração. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos. Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
Pronome Oblíquo Átono repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
Ele me deu um presente. pronomes costumam ser usados desta forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado: Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não há nenhuma acusação contra mim.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não vá sem mim.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
- 1ª pessoa do plural (nós): nos Atenção:
- 2ª pessoa do plural (vós): vos Há construções em que a preposição, apesar de surgir
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito
Observações: expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se reto.
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a Não vá sem eu mandar.
função de objeto indireto na oração.
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
diretos como objetos indiretos. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
objetos diretos. companhia.
Ele carregava o documento consigo.
Saiba que:
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com
com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo, nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no- por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas algum numeral.
nos exemplos que seguem:
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
- Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a Ele disse que iria com nós três.
vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram. Pronome Reflexivo
pouco. São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
No português do Brasil, essas combinações não são usadas; Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo
até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro.  verbo.

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. na 3ª pessoa.
Eu não me vanglorio disso. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou


Assim tu te prejudicas. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
Conhece a ti mesmo. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes de Tratamento
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores difícil.
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento Observações:
cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus 1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da
alteração fonética da palavra senhor.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a - Muito obrigado, seu José.
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento 2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse.
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português Podem ter outros empregos, como:
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente; a) indicar afetividade.
em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à - Não faça isso, minha filha.
linguagem litúrgica, ultraformal ou literária. b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos.
Observações: c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos. 3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o
Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este pronome possessivo fica na 3ª pessoa.
encontro. Vossa Excelência trouxe sua mensagem?
Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o 4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade. concorda com o mais próximo.
Trouxe-me seus livros e anotações.
- Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao 5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, átonos assumem valor de possessivo.
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.)
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
Pronomes Demonstrativos
b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam- Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a
se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto.

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
discurso. aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
No espaço: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
está perto da pessoa que fala. pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro nisso, no, etc.
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
fala.
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro Pronomes Indefinidos
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo.
  São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de indeterminada.
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação plantadas.
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
destinatária). não se quer revelar. 
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que Classificam-se em:
envia a mensagem).
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
No tempo: do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
ao ano presente. outrem, quem, tudo.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Algo o incomoda?
um passado próximo. Quem avisa amigo é.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
referindo a um passado distante. - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
  expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
invariáveis, observe: Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões.
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo. Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
pronomes indefinidos adjetivos:
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s): Menos palavras e mais ações.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem. Alguns se contentam pouco.
- próprio(s), própria(s):
Os próprios alunos resolveram o problema. Os pronomes indefinidos podem ser divididos
em variáveis e invariáveis. Observe:
- semelhante(s):
Não compre semelhante livro. Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto,
- tal, tais: outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
Tal era a solução para o problema. tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns,
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
Note que: nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em cada.
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
salientar algum termo anterior. Por exemplo: São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso. qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for,
Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte! seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que Cada um escolheu o vinho desejado.
aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam. Indefinidos Sistemáticos
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer, Ao observar atentamente os pronomes indefinidos,
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
de). de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse. afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo;
d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
lugar. que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa;
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.

Língua Portuguesa 31
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APOSTILAS OPÇÃO
Essas oposições de sentido são muito importantes na Emprestei tantos quantos foram necessários.
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas (antecedente)
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes Ele fez tudo quanto havia falado.
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem (antecedente)
parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
prático. precedido de preposição.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer. É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
Pronomes Relativos
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
São aqueles que representam nomes já mencionados antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as A casa onde morava foi assaltada.
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.
Quem casa, quer casa. j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
numa só frase.
Observe: O futebol é um esporte.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O povo gosta muito deste esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Note que: ocorrer a elipse do relativo “que”.
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído (que) fumava.
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
um substantivo. Pronomes Interrogativos

O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais) se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais) interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações).

b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter preferes.
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza passageiros desembarcaram.
ou depois de determinadas preposições:
Sobre os pronomes:
Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de
ambiguidade.) sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando
desempenha função de complemento. Vamos entender,
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.) função exerce. Observe as orações:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá-
refere a uma oração. lo.

Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
sua vocação natural. exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto.
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente, função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais, Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso,
das quais. o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia
Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas. ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe).
(antecedente) (consequente) Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente “ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo: entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”)

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
estiver no infinitivo ou gerúndio. estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
Eu desejo lhe perguntar algo. se referem.
Eu estou perguntando-lhe algo. I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
amizades.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente superficial de amizade.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu se aos pronomes eu e você.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.
transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe Respostas
apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando 01. A\02. E\03. B
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das Verbo
redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização ocorrência (nascer); desejo (querer).
do conceito de amizade. O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou possíveis significados. Observe que palavras como corrida,
diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
“seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu Estrutura das Formas Verbais
que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas. apresentar os seguintes elementos:
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu essencial do verbo. Por exemplo:
nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r
si.
Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em: São três as conjugações:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet- 1ª - Vogal Temática - A - (falar)
estamudando-amizade-619645.shtml>. 2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)
Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
tempo e o modo do verbo. então, pessoais.
Por exemplo: 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) possível”. Por exemplo:
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
plural). apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) A fruta amadureceu.
As frutas amadureceram.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados pessoais na linguagem figurada:
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a Teu irmão amadureceu bastante.
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do animais; eis alguns:
verbo: põe, pões, põem, etc. bramar: tigre
bramir: crocodilo
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas cacarejar: galinha
coaxar: sapo
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos cricrilar: grilo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no Os principais verbos unipessoais são:
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim ser (preciso, necessário, etc.).
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
bastante.)
Classificação dos Verbos Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Classificam-se em: 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências conjunção que.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical. Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
fumar.)
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações (Sujeito: que não vejo Cláudia)
no radical ou nas desinências. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os provavelmente causaria problemas de interpretação em certos
principais verbos impessoais são: contextos.
a)  haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do
ou fazer (em orações temporais). indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo) tempos, modos e pessoas.
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Era primavera quando a conheci. d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma
Estava frio naquele dia. forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer, curtas (particípio irregular). Observe:
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado. Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Anexar Anexado Anexo
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Dispersar Dispersado Disperso
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Eleger Elegido Eleito
d) São impessoais, ainda: Envolver Envolvido Envolto
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
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Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de, Matar Matado Morto
indicando suficiência. Ex.: 
Morrer Morrido Morto
Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem, Pegar Pegado Pego
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
Soltar Soltado Solto
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,

Língua Portuguesa 34
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APOSTILAS OPÇÃO
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
em sua conjugação. nós, serdes vós, serem eles.
Por exemplo: 
ESTAR - Modo Indicativo
Ir Pôr Ser Saber Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
vou ponho sou sei eles estão.
vais pus és sabes Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
ides pôs fui soube estávamos, vós estáveis, eles estavam.
fui punha foste saiba Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
foste seja
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
f) Auxiliares
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
São aqueles que entram na formação dos tempos
estiveram.
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
                        
Futuro do Presente Composto: terei estado.
  Vou                       espantar           as          moscas.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
                   
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
haver.
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
Conjugação dos Verbos Auxiliares
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
SER - Modo Indicativo
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
estiverdes, quando eles estiverem.
vós éreis, eles eram.
Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
estai vós, estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
fôramos, vós fôreis, eles foram.
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.
nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
Formas Nominais
Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
Infinitivo: estar
vós sereis, eles serão.
Gerúndio: estando
Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
Particípio: estado
SER - Modo Subjuntivo
ESTAR - Formas Nominais
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
Infinitivo Impessoal: estar
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
estarem.
se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
Gerúndio: estando
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
Particípio: estado
Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele

for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
HAVER - Modo Indicativo
Futuro Composto: tiver sido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles
SER - Modo Imperativo
hão.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
vós, sejam eles.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram.
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles
houveram.
SER - Formas Nominais
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
Formas Nominais
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão.
Infinitivo: ser
Futuro do Presente Composto: terei havido.
Gerúndio: sendo
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele
Particípio: sido
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam.
Futuro do Pretérito Composto: teria havido.

Língua Portuguesa 35
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APOSTILAS OPÇÃO
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo - 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
Modo Subjuntivo ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. no radical do verbo. Por exemplo:
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se Arrependi-me de ter estado lá.
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
houvessem. um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
houverdes, quando eles houverem. se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
Futuro Composto: tiver havido. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
Modo Imperativo respectivos pronomes): 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Eu me arrependo 
hajam eles. Tu te arrependes 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Ele se arrepende 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Nós nos arrependemos 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Vós vos arrependeis 
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles. Eles se arrependem

HAVER - Formas Nominais  - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
haverdes, haverem. faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
Infinitivo Pessoal: haver transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Gerúndio: havendo conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Particípio: havido chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
TER - Modo Indicativo ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
penteou-me.
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,  
eles têm. Observações:
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós sintática.
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. exercem funções sintáticas.
Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós Por exemplo:
teremos, vós tereis, eles terão. Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto
Futuro do Presente: terei tido. direto) - 1ª pessoa do singular
Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam. Modos Verbais
Futuro do Pretérito composto: teria tido.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo
TER - Modo Subjuntivo e Imperativo verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três
modos: 
Modo Subjuntivo Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo:
Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que Eu sempre estudo.
nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham. Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele exemplo: Talvez eu estude amanhã.
tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem. Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido. exemplo: Estuda agora, menino.
Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem. Formas Nominais
Futuro Composto: tiver tido. Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo,
Modo Imperativo advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais.
Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós, Observe: 
tende vós, tenham eles. - a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo
Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles. substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta)
Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
termos nós, por terdes vós, por terem eles. O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro.
os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três
acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja: apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal;
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:

Língua Portuguesa 36
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APOSTILAS OPÇÃO
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Por exemplo: estudado bastante, não passou no teste.
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
advérbio. Por exemplo:  Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
advérbio) levará as encomendas.
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. visitaremos.
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Presente do Indicativo
- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e pessoal
grau. Por exemplo: CANTAR VENDER PARTIR
Terminados os exames, os candidatos saíram. cantO vendO partO O
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantaS vendeS parteS S
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo canta vende parte -
(adjetivo verbal). Por exemplo: cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
Tempos Verbais
Pretérito Perfeito do Indicativo
Tomando-se como referência o momento em que se fala,
a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos. 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
Veja: pessoal
CANTAR VENDER PARTIR
1. Tempos do Indicativo canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantoU vendeU partiU U
Eu estudo neste colégio. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaSTES vendeSTES partISTES STES
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi
interrompido. Pretérito mais-que-perfeito
- Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado. 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite. 1ª/2ª e 3ª conj.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve CANTAR VENDER PARTIR - -
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual. cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames. cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram. cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
(forma simples)
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve Pretérito Imperfeito do Indicativo
ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã. 1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve CANTAR VENDER PARTIR
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado cantAVA vendIA partIA
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal, cantAVAS vendIAS partAS
os alunos já terão terminado o teste. CantAVA vendIA partIA
- Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias. cantAVAM vendIAM partIAM
- Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato Futuro do Presente do Indicativo
passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
viajado nas férias. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
2. Tempos do Subjuntivo cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento cantar á vender á partir á
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame. cantar emos vender emos partir emos
- Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas cantar eis vender eis partir eis
posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que cantar ão vender ão partir ão
ele vencesse o jogo.

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APOSTILAS OPÇÃO
Futuro do Pretérito do Indicativo Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
CANTAR VENDER PARTIR Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIA venderIA partirIA Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA Imperativo Negativo
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarIAM venderIAM partirIAM negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que tu cantes Não cantes tu
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que ele cante Não cante você
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que nós cantemos Não cantemos nós
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. Observações:
CANTAR VENDER PARTIR - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantE vendA partA E A Ø (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantES vendAS partAS E A S ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantE vendA partA E A Ø fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEIS vendAIS partAIS E A IS sede (vós).
cantEM vendAM partAM E A M
Infinitivo Impessoal
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a CANTAR VENDER PARTIR
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse Infinitivo Pessoal
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente. 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal cantar vender partir
1ª /2ª e 3ª conj. cantarES venderES partirES
CANTAR VENDER PARTIR cantar vender partir
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarDES venderDES partirDES
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarEM venderEM partirEM
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS Questões
cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos
Futuro do Subjuntivo ___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada
Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
-STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo- alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a do texto.
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa (A) sejam … mantesse
correspondente. (B) sejam … mantivessem
(C) sejam … mantém
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess. (D) seja … mantivessem
1ª /2ª e 3ª conj. (E) seja … mantêm
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø 02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
cantaRES vendeRES partiRES R ES apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução
cantaR vendeR partiR R Ø verbal em destaque expressa ação
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS (A) concluída.
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES (B) atemporal.
cantaREM vendeREM PartiREM R EM (C) contínua.
(D) hipotética.
Imperativo (E) futura.

Imperativo Afirmativo 03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar,


mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais
Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”.
do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, (A) considerar ao acaso, sem premeditação.
sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:  (B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela.
(C) adotar como referência de qualidade.
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo (D) julgar de acordo com normas legais.
Eu canto --- Que eu cante (E) classificar segundo ideias preconcebidas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas de designação: Eis
1-B / 2-C / 3-E de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
Advérbio para quê?(finalidade)

O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Locução adverbial 


na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Exemplo:
contiguidade. Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Há locuções adverbiais que possuem advérbios
em que esse processo se desenvolve.  correspondentes.
Exemplo:
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
exemplos: flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
você está até bem informado.
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
alheio, representando uma qualidade, característica. inconstitucionalissimamente, etc;
Diminutivo: diminui a intensidade.
O artista canta muito mal. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos Questões
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde, Único)
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, advérbios: AÍ e ainda.
ao lado, em volta Considerando que advérbio é a palavra que modifica
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe circunstâncias expressas por eles.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, A) Lugar e negação.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, B) Lugar e tempo.
indubitavelmente C) Modo e afirmação.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, D) Tempo e tempo.
simplesmente, só, unicamente E) Intensidade e dúvida.
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente

Língua Portuguesa 39
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APOSTILAS OPÇÃO
02. Leia o texto a seguir. prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
sucesso, de duas amigas… como preposições.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
de um engano... para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí… 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições.
03. Leia o texto a seguir. Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
Cultura matemática
Hélio Schwartsman 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito trás de.
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou preposição, mas das palavras às quais ela se une.
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na Esse processo de junção de uma preposição com outra
manga da camisa. palavra pode se dar a partir de dois processos:
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
preposição a + artigos definidos o, os 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + o = ao preposições:
preposição a + advérbio onde Destino = Irei para casa.
a + onde = aonde Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
Preposição + Artigos Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + o(s) = do(s) Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + a(s) = da(s) tratamento.
De + um = dum Instrumento = Escreveu a lápis.
De + uns = duns Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
De + uma = duma Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
De + umas = dumas Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + o(s) = no(s) Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + a(s) = na(s) Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + um = num Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + uma = numa Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
Em + uns = nuns Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Em + umas = numas Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
A + à(s) = à(s)
Por + o = pelo(s) Questões
Por + a = pela(s)
01. Leia o texto a seguir.
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + esta(s) = desta(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + esse(s) = desse(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + essa(s) = dessa(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + aquele(s) = daquele(s) em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + aquela(s) = daquela(s) O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + isto = disto de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + isso = disso que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aquilo = daquilo “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + aqui = daqui duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + aí = daí pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + ali = dali instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
De + outro = doutro(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
De + outra = doutra(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + este(s) = neste(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + esta(s) = nesta(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + esse(s) = nesse(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + aquele(s) = naquele(s) que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + aquela(s) = naquela(s) a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + isto = nisto Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
Em + isso = nisso o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
Em + aquilo = naquilo implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquele(s) = àquele(s) disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
A + aquela(s) = àquela(s) não é o mais importante.
A + aquilo = àquilo “Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
Dicas sobre preposição devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal ao bom comportamento”.
oblíquo e artigo. Como distingui-los? Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
e feminino. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
A dona da casa não quis nos atender. já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
Como posso fazer a Joana concordar comigo? pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
atitude”.
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
um tratamento adequado. minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
ou a função de um substantivo. egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
da família tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado) ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.

No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Morfossintaxe da Conjunção
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar propriamente uma função sintática: são conectivos.
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
de falar. Subordinativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Conjunções coordenativas
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Dividem-se em:
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
a revisão da minha pena. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
02. Considere o trecho a seguir. não só...como também.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de compensação.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Ex. Estudei, mas não entendi nada.
instituição. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.
D) com ...a
E) para ...de - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
Estudei muito, por isso mereço passar.
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
expressa ideia de finalidade. (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
957,70 para R$ 1.915,40. - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
comprovar o crime. do verbo), porquanto.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
o exame clínico”... Conjunções subordinativas
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz - CAUSAIS
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. vez que, como (= porque).
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
policial de dizer quem está embriagado...
- COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que.
1-B / 2-B / 3-B Ela fala mais que um papagaio.

Conjunção - CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou mesmo que, apesar de, se bem que.
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas - CONFORMATIVAS
Principais conjunções conformativas: como, segundo,
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: conforme, consoante
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: Cada um colhe conforme semeia.
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
3ª oração: quando viu as amiguinhas.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a - CONSECUTIVAS
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As Expressam uma ideia de consequência.
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
“tão”, “tamanho”).
Observe: Gosto de natação e de futebol. Falou tanto que ficou rouco.
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está - FINAIS
ligando termos de uma mesma oração. Expressam ideia de finalidade, objetivo.

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
Todos trabalham para que possam sobreviver. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
(=para que), que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora. A) Porém.
B) Contudo.
Importante: C) Todavia.
D) Entretanto.
Diferença entre orações causais e explicativas E) Conquanto.

Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
explicativa. nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
porque não havia cemitério no local.” da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
la é colocá-la no início do período, introduzida pela convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
em outra cidade. Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente estrofe:
dependentes uma da outra. “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
vida ou morte − será arte?”
Questões
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte
01. Leia o texto a seguir. na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem identidade social.
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de (Belarmino Tavares, inédito)
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
passado. Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, relação de causa e efeito:
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor A) ser poeta e militante político / confronto entre
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para subjetividade e atuação social
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a B) ser poeta e militante político / divisão permanente em
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam cada um de nós
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de E) participar ativamente da política / formular hipóteses
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem com ar de convicção
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!”
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos: nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança! verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
Locução Interjetiva
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
enunciação. Exemplos:
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Psiu!
Ora bolas!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
Quem me dera!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
Virgem Maria!
espere!”
Meu Deus!
Psiu!
Ai de mim!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
Valha-me Deus!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
Graças a Deus!
silêncio!”
Alto lá!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
Muito bem!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
Observações:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
exemplo:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
Ué! = Eu não esperava por essa!
tristeza, dor, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
Ah, deve ser muito interessante.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
b) Sintetizar uma frase apelativa
podem aparecer como interjeições.
Cuidado! Saia da minha frente.
Viva! Basta! (Verbos)
As interjeições podem ser formadas por:
Fora! Francamente! (Advérbios)
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
porque sozinha pode constituir uma mensagem.
bolas!
Socorro!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
Ajudem-me! 
da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
Silêncio!
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Fique quieto!
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
que exprimem ruídos e vozes. e seis.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Flexão dos numerais
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
depois do “ó” vocativo. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiro segundo milésimo
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeira segunda milésima
diminutivo ou no superlativo. primeiros segundos milésimos
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! primeiras segundas milésimas
Interjeições, leitura e produção de textos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Usadas com muita frequência na língua falada informal, em funções substantivas:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante flexionam-se em gênero e número:
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Teve de tomar doses triplas do medicamento.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens partes
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
publicitários. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ É o que ocorre em frases como:
morf89.php “Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico: Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
um, dois, cem mil, etc. da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: comunitárias de seu bairro.
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc. Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada: Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
dobro, triplo, quíntuplo, etc. um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
Leitura dos Numerais três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
Separando os números em centenas, de trás para frente, cinco quinto quíntuplo quinto
obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no seis sexto sêxtuplo sexto
início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos sete sétimo sétuplo sétimo
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”. oito oitavo óctuplo oitavo

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO
nove nono nônuplo nono Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
dez décimo décuplo décimo palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
onze décimo primeiro - onze avos de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
doze décimo segundo - doze avos formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
treze décimo terceiro - treze avos significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos Classificação dos morfemas:
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos Radical
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Há um morfema comum a todas as palavras que estamos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos analisando: escol-.
dezenove décimo nono - dezenove avos É esse morfema comum – o radical – que faz com que as
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos consideremos palavras de uma mesma família de significação –
quarenta quadragésimo - quarenta avos os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos significação principal.
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos Afixos
oitenta octogésimo - oitenta avos Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma
noventa nonagésimo - noventa avos nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante,
cem centésimo cêntuplo centésimo o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol
duzentos ducentésimo - ducentésimo criou  subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de
trezentos trecentésimo - trecentésimo afixos.
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo Quando são colocados antes do radical, como acontece
quinhentos quingentésimo - quingentésimo com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo arização, surgem depois do radical os afixos são chamados
setecentos septingentésimo - septingentésimo de sufixos.
oitocentos octingentésimo - octingentésimo Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe
novecentos nongentésimo gramatical, são capazes de introduzir modificações de
ou noningentésimo - nongentésimo significado no radical a que são acrescentados.
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo Desinências
bilhão bilionésimo - bilionésimo Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
Questões modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo
temos exemplos de numerais: do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo).
A) ordinais; Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam
B) cardinais; as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim
C) fracionários; das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há
D) romanos; desinências nominais e desinências verbais.
E) Nenhuma das alternativas.
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos
02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as
empregados. desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro. Para a indicação de número, costuma-se utilizar o
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. morfema –s,  que indica o plural em oposição à ausência de
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro. morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas;
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. menino/meninos; menina/meninas.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de
plural assume a forma -es:
03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 mar/mares;
são, respectivamente revólver/revólveres;
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, cruz/cruzes.
nongentésimo
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo Desinências verbais: em nossa língua, as desinências
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-
Respostas pessoais):
1-B / 2-D / 3-B   cant-á-va-mos
cant-á-sse-is
Estrutura e formação das palavras cant: radical
cant: radical
Observe as seguintes palavras: -á-: vogal temática
escol-a -á-: vogal temática
escol-ar
escol-arização -va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito
escol-arizar imperfeito do indicativo)
sub-escol-arização -sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito
imperfeito do subjuntivo)
Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, pessoa do plural)
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por -is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar pessoa do plural)
pelo acréscimo do elemento destacável: ar.

Língua Portuguesa 46
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APOSTILAS OPÇÃO
Vogal temática en----- ---tard--- --ecer 
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, prefixo radical sufixo
surge sempre o morfema –a.
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado Outros tipos de derivação
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
apresentam vogais temáticas. derivação imprópria.

Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas 1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação
combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está
terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar)
escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: 2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada)
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente
vogal temática. na classe gramatical.
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva
Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam da conjunção porque)
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui,
Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira substantivo)
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à Outros processos de formação de palavras:
terceira conjugação.
  - Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos
primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug. de línguas diferentes.
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra automóvel (auto: grego; móvel: latim)
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse sociologia (socio: latim; logia: grego)
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego)
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-
Vogal ou consoante de ligação  formacao-de-palavras-i.htm

As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que - Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta-
surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra
possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente
exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, metropolitano – metrô
chaleira, tricota. extraordinário – extra
otorrinolaringologista – otorrino
Processos de formação de palavras: telefone – fone
1-) Composição pneumático – pneu
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição; - Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando
justaposição e aglutinação. imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum-
1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.
formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:  
Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. - Siglas: As siglas são formadas pela combinação das
1.2-) Aglutinação:  ocorre quando os elementos que letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um
formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano).
(plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre) As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não
ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba
Derivação por acréscimo de afixos  por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)  
pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode Questões
ser: prefixal, sufixal e parassintética.
1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por 01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam
acréscimo de prefixo. pelo mesmo processo:
In------ --feliz        des----------leal A) ajoelhar / antebraço / assinatura
Prefixo radical  prefixo radical B) atraso / embarque / pesca
C) o jota / o sim / o tropeço
2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por D) entrega / estupidez / sobreviver
acréscimo de sufixo. E) antepor / exportação / sanguessuga
Feliz---- mente    leal------dade
Radical sufixo   radical sufixo 02. A palavra “aguardente” formou-se por:
A) hibridismo
3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo B) aglutinação
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o C) justaposição
sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”). D) parassíntese
Por parassíntese formam-se principalmente verbos. E) derivação regressiva
En-- -----trist- ----ecer
Prefixo radical  sufixo 03. Que item contém somente palavras formadas por
justaposição?

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APOSTILAS OPÇÃO
A) desagradável - complemente c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães
B) vaga-lume - pé-de-cabra
C) encruzilhada - estremeceu d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
D) supersticiosa - valiosas anões/anãos
E) desatarraxou - estremeceu
e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/
04. “Sarampo” é: guardiães, cirugiões/cirurgiães
A) forma primitiva
B) formado por derivação parassintética f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/
C) formado por derivação regressiva
ermitãos/ermitães
D) formado por derivação imprópria
E) formado por onomatopeia
9) Plural dos diminutivos com a letra z
Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se
05.As palavras são formadas através de derivação
zinhos (ou zinhas).
parassintética em
Ex.: coraçãozinho
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. corações → coraçõe → coraçõezinhos
C)caça, pesca, choro, combate.
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. azulzinha
azuis → azui → azuizinhas
Respostas
01. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B) 10) Plural com metafonia (ô → ó)

Flexão nominal e verbal. Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da
vogal o; outras, não.
Flexão nominal Veja a seguir.

Flexão de número Com metafonia


Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
admitem a flexão de número: singular e plural. singular (ô) plural (ó)
Ex.: animal − animais coro - coros
corvo - corvos
Palavras simples destroço - destroços
1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S. forno - fornos
Ex.: ponte − pontes fosso - fossos
bonito − bonitos poço - poços
rogo - rogos
2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.
Ex.: éter − éteres Sem metafonia
avestruz − avestruzes
Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer. singular (ô) - plural (ô)
adorno - adornos
3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES. bolso - bolsos
Ex.: ananás − ananases, endosso - endossos
Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis. esgoto - esgotos
Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus estojo - estojos
gosto - gostos
4) Palavras terminadas em IL:
a) átono: trocam IL por EIS. 11) Casos especiais:
Ex.: fóssil − fósseis aval − avales e avais
cal − cales e cais
b) tônico: trocam L por S. cós − coses e cós
Ex.: funil − funis fel − feles e féis
mal e cônsul − males e cônsules
5) Palavras terminadas em EL:
a) átono: plural em EIS. Palavras compostas
Ex.: nível − níveis 1) Os dois elementos variam.
b) tônico: plural em ÉIS. Quando os compostos são formados por substantivo mais
Ex.: carretel − carretéis palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome).
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos
6) Palavras terminadas em X são invariáveis. couve-flor − couves-flores
Ex.: o clímax − os clímax segunda-feira − segundas-feiras

7) Há palavras cuja sílaba tônica avança. 2) Só o primeiro elemento varia.


Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere quanto Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque
de caráter. cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor)

8) Palavras terminadas em ÃO b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim


Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES. ou semelhança).
Veja alguns muito importantes. Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)
a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões. navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola)

b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. Observações


Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É
plural em ÃOS. uma situação polêmica.

Língua Portuguesa 48
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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.

b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é 1) Com a troca de o ou e por a.
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a Ex.: lobo − loba
questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja, mestre − mestra
analisando bem as outras opções.
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas
3) Apenas o último elemento varia. vezes com alterações do radical.
a) Quando os elementos são adjetivos.
Ex.: hispano-americano − hispano-americanos Veja alguns femininos importantes.
Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se ateu − atéia
flexionam: surdos-mudos. bispo − episcopisa
b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ conde − condessa
e BEL. duque − duquesa
Ex.: grão-duque − grão-duques frade − freira
grã-cruz − grã-cruzes ilhéu − ilhoa
bel-prazer − bel-prazeres judeu − judia
marajá − marani
c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer monje − monja
elemento invariável (advérbio, pigmeu − pigméia
interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo.
Ex.: arranha-céu − arranha-céus Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou
sempre-viva − sempre-vivas seja, possuem uma única forma para masculino e feminino.
super-homem − super-homens Podem ser:
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo
d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos designar os dois sexos.
(representam sons). Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha
Ex.: reco-reco − reco-recos 2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos,
pingue-pongue − pingue-pongues podendo então ser masculinos ou femininos.
bem-te-vi − bem-te-vis Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o
patriota − a patriota
Observações 3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os
a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma animais.
alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo

b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois Observações


no plural. a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é
Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta.
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado
4) Nenhum elemento varia. epiceno. É algo discutível.
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas
a) Quando há verbo mais palavra invariável. costumam trocar. Veja alguns que convém gravar.
Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo Masculinos - Femininos
champanha - aguardente
b) Quando há dois verbos de sentido oposto. dó - alface
Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha eclipse - cal
formicida - cataplasma
c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em grama (peso) - grafite
substantivos). milhar - libido
Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as- plasma - omoplata
outras soprano - musse
suéter - preá
Observações telefonema
a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
sem-teto e sem-terra. d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros.
Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris. Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc.

b) Admitem mais de um plural: Flexão de grau


pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os
terra-nova − terras-novas ou terra-novas processos de flexão.
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo.
xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
Grau do substantivo
c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
o bem-me-quer − os bem-me-queres 1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração.
o joão-ninguém − os joões-ninguém Ex.: chapéu
o lugar-tenente − os lugar-tenentes
o mapa-múndi − os mapas-múndi 2) Aumentativo
a) sintético: chapelão
Flexão de gênero b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc.
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
admitem a flexão de gênero: masculino e feminino. 3) Diminutivo
Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário. a) sintético: chapeuzinho
Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação. b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc.

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; b) milhar, alface, musse
analítico, por meio de outras palavras. c) cataplasma, lança-perfume, champanha
d) cal, soprano, laringe
Grau do adjetivo
1) Normal ou positivo: João é forte. Respostas
2) Comparativo 1–B/ 2–D /3–C /4–A
a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que)
b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do Flexão verbal
que)
c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como) 1) Número: singular ou plural
3) Superlativo Ex.: ando, andas, anda → singular
a) absoluto andamos, andais, andam → plural
sintético: João é fortíssimo.
analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais 2) Pessoas: são três.
etc.) a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes
eu (singular) e nós (plural).
b) relativo Ex.: escreverei, escreveremos
de superioridade: João é o mais forte da turma.
de inferioridade: João é o menos forte da turma. b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos
pronomes tu (singular) e vós (plural).
Observações Ex.: escreverás, escrevereis
a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento
do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde
ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante, aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural).
demasiadamente, enorme etc. Ex.: escreverá, escreverão

b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem 3) Modos: são três.


sempre graus de superioridade. a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva,
Ex.: O carro é menor que o ônibus. indubitável.
menor (mais pequeno): comparativo de superioridade. Ex.: vendo
Ele é o pior do grupo.
pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade. b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa,
hipotética.
c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem Ex.: que eu venda
apresentar dúvidas.
acre − acérrimo c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma
amargo − amaríssimo ordem.
amigo − amicíssimo Ex.: venda!
antigo − antiquíssimo
cruel − crudelíssimo 4) Tempos: são três.
doce − dulcíssimo a) Presente: falo
fácil − facílimo
feroz − ferocíssimo b) Pretérito
fiel − fidelíssimo perfeito: falei
geral − generalíssimo imperfeito: falava
humilde − humílimo mais-que-perfeito: falara
magro − macérrimo
negro − nigérrimo Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o
pobre − paupérrimo imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado
sagrado − sacratíssimo ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em
sério − seriíssimo relação a outra ação, também passada.
soberbo – superbíssimo Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito)
Eu cantava aquela música. (imperfeito)
Questões Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito)

1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural. c) Futuro


a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores do presente: estudaremos
b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis do pretérito: estudaríamos
c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
d) o mel – os meles, o gol – os goles Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples,
temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem
2) Está mal flexionada em número a palavra: divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.
a) o paul − os pauis
b) o látex − os látex 5) Vozes: são três
c) a gravidez − as gravidezes
d) o caráter − os caráteres a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal.
Ex.: O carro derrubou o poste.
3) Assinale o item em que todas as palavras são masculinas.
a) dinamite, pijama, eclipse b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
b) grafite, formicida, omoplata analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar.
c) grama (peso), dó, telefonema Ex.: O poste foi derrubado pelo carro.
d) suéter, faringe, clã sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se.
Ex.: Derrubou-se o poste.
4) Marque a opção em que todas as palavras são femininas.
a) agravante, aguardente, libido

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos,
apassivadora) na sétima lição: concordância verbal. couberdes, couberem

c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece 3) Do infinitivo impessoal derivam:
um pronome reflexivo. a) o imperfeito do indicativo.
Ex.: O garoto se machucou. Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam
b) o futuro do presente.
Formação do imperativo Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo caberão
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo. c) o futuro do pretérito.
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,
Bebo → beba caberiam
bebes → bebe (tu) bebas d) o infinitivo pessoal.
bebe beba → beba (você) Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes,
bebemos bebamos → bebamos (nós) caberem
bebeis → bebei (vós) bebais e) o gerúndio.
bebem bebam → bebam (vocês) Ex.: caber → cabendo
Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam. f) o particípio.
Ex.: caber → cabido
2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra
não. Tempos compostos
Ex.: beba Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter
bebas → não bebas (tu) ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar.
beba → não beba (você)
bebamos → não bebamos (nós) 1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais
bebais → não bebais (vós) particípio do verbo principal.
bebam → não bebam (vocês) Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do
Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do
bebais, não bebam. subjuntivo

Observações 2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais


a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular, particípio do principal.
eu; a terceira pessoa é você. Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo
b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo
presente do indicativo. Eis o seu imperativo:
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam 3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.
negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é
sejam futuro do presente)
c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos Verbos irregulares comuns em concursos
passar para tu, e vice-versa. É importante saber a conjugação dos verbos que seguem.
Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu) Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais
Peça agora a sua comida. (tratamento: você) problemáticos.
d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo 1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem
afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da integralmente o verbo pôr.
desinência s. Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc.
Ex.: faze (tu) ou faz (tu) pus → compus, repus, expus etc.
dize (tu) ou diz (tu)
e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego 2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o
do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos. verbo ter.
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc.
Tempos primitivos e tempos derivados tiveste → retiveste, mantiveste etc.

1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira 3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente
pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo. o verbo vir.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc. Ex.: vierem → intervierem, provierem etc.
dizes vim → intervim, convim etc
diz
Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não 4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular. ver.
Ex.: eu sou → que eu seja Ex.: vi → revi, previ etc.
eu sei → que eu saiba víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc.

2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa Observações


do singular saem: a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo
a) o mais-que-perfeito. primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem
Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos, a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles,
coubéreis, couberam vale a mesma regra explicada acima.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente
b) o imperfeito do subjuntivo. se fala por aí)
Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos
coubésseis, coubessem querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante.

c) o futuro do subjuntivo.

Língua Portuguesa 51
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APOSTILAS OPÇÃO
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, 16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito
cremos, crestes, creram. perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo,
no futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos,
6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo acompanha o verbo ver.
fechado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera;
Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se provesse, provesses, provesse etc.
diz) provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei,
Eu inteiro (e não intéro) proverás, proverá etc.

7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir, 17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir,
expelir, repelir: ressarcir, demolir,
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos, acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos
aderimos, aderem. sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos, verbos.
adirais, adiram. Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis

Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira Questões


pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do
presente do subjuntivo. 1) Marque o erro de flexão verbal.
a) Teus amigos só veem problemas na empresa.
8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar: b) Eles vêm cedo para o trabalho.
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo, c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça.
enxáguas, enxágua d) Viemos agora tentar um acordo.

b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue, 2) Assinale a única forma verbal correta.
enxágues, enxágue a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado.
b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi, engarrafamento.
arguimos, arguis, argúem c) Carlos preveu uma desgraça.
d) Eu não intervinha no seu trabalho.
10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do
subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos, 3) Aponte a frase sem erro no que toca à flexão verbal.
apazigueis, apazigúem a) Os funcionários reporam a mercadoria.
b) Se ele manter a calma, poderá ser aprovado.
11) Mobiliar: c) Quando eu revesse o processo, acharia o erro.
a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília, d) Àquela altura, já tínhamos intervindo na conversa.
mobiliamos, mobiliais, mobíliam
4) Assinale a frase com erro de flexão verbal.
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie, a) Eu já reouve meu relógio.
mobiliemos, mobilieis, mobíliem b) Isso não condizeria com meus ideais.
c) Enquanto depúnhamos, ele procurava novas provas.
12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule, d) Quando contiverdes as emoções, sereis felizes.
polimos, polis, pulem
5) Assinale a opção que apresenta um verbo que não é
13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros defectivo.
terminados em ear) a) polir, abolir
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia, b) adequar, falir
passeamos, passeais, passeiam c) acontecer, doer
b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie, d) precaver, reaver
passeemos, passeeis, passeiem
Respostas
Observações 1-D / 2-D / 3-B / 4-A / 5-B
a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam
o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois
presentes.
6. Sintaxe (frase, oração e
b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto. período, termos da oração,
Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia processos de coordenação e
subordinação, concordância
14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares. nominal e verbal, transitividade
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam
e regência de nomes e verbos,
Observações padrões gerais de colocação
a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas. pronominal, mecanismos de
b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar, coesão textual, substituição,
apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei. deslocamento, paralelismo,
Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam
medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem
pontuação).
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do
presente do indicativo e,
consequentemente, em todo o presente do subjuntivo. Análise Sintática
Ex.: requeiro, requeres, requer
requeira, requeiras, requeira A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide
requeri, requereste, requereu e classifica as orações que o constituem e reconhece a função
sintática dos termos de cada oração.

Língua Portuguesa 52
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APOSTILAS OPÇÃO
Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo, “E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet)
função sintática e núcleo de um termo da oração.
As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição):
reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança “Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo
o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a Branco)
comunicação com o ouvinte ou o leitor. “Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias)
Frase, Oração e Período são fatores constituintes de “Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de (Domingos Carvalho da Silva)
uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas
em parágrafos minuciosamente construídos. Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro
Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora
revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até ascendente ora descendente.
o período mais complexo, elaborado segundo os padrões Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser
sintáticos do idioma. São exemplos de frases: integralmente captados se atentarmos para o contexto em que
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se
Socorro! explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”,
Muito obrigado! usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
Que horror! pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do
Sentinela, alerta! que aparentemente diz.
Cada um por si e Deus por todos. A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
Grande nau, grande tormenta. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo
Por que agridem a natureza? de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” tom com que a proferimos. Observe:
(Adonias Filho) Olavo esteve aqui.
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) Olavo esteve aqui?
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos Olavo esteve aqui?!
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em Olavo esteve aqui!
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo,
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo) Questões

As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, 01. Marque apenas as frases nominais:
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, (A) Que voz estranha!
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + (B) A lanterna produzia boa claridade.
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= (C) As risadas não eram normais.
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as (D) Luisinho, não!
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases
nominais as que se apresentam sem o verbo. 02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
Exemplo: Tudo parado e morto. exclamativa, optativa ou imperativa.
(A) Você está bem?
Quanto ao sentido, as frases podem ser: (B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
(C) Que alívio!
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, (D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou (E) Você se machucou?
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: (F) A luz jorrou na caverna.
Paulo parece inteligente. (afirmativa) (G) Agora suma, seu monstro!
Nunca te esquecerei. (negativa) (H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
Neli não quis montar o cavalo velho, de pelo ruço. (negativa)
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta modelo:
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de Luisinho ficou pra trás. (declarativa)
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação: Lusinho, fique para trás. (imperativa)
Por que chegaste tão tarde?  
Gostaria de saber que horas são. (A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos.
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) (B) Luisinho procurou os fósforos no bolso.
(C) Os meninos olharam à sua volta.
Imperativas: aquela através da qual expressamos uma
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. 04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm verbos.
Contém uma ordem, proibição, exortação ou pedido: Assinale, pois, as frases verbais:
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa) (A) Deus te guarde!
Não cometa imprudências. (negativa) (B) As risadas não eram normais.
“Não me leves para o mar.” (negativa) (C) Que ideia absurda!
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos.
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma (E) Tão preta como o túnel!
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, (F) Quem bom!
etc.: (G) As ovelhas são mansas e pacientes.
Como eles são audaciosos! (H) Que espírito irônico e livre!
Não voltaram mais!
Respostas
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo:
Bons ventos o levem! 01. “a” e “d”
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios!

Língua Portuguesa 53
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APOSTILAS OPÇÃO
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) Sujeito Predicado
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
declarativa Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho,
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta! Um vento áspero sacudia as árvores.

04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
Oração fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
casos, através de reticências. núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Socorro! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Com licença!
Que rapaz impertinente! Exemplo:
Muito riso, pouco siso.
A padaria está fechada hoje.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como está fechada hoje: predicado nominal
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração a padaria: sujeito
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina banhou-se na cachoeira. sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
A menina – sujeito sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
banhou-se na cachoeira – predicado Exemplo:
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
As formigas invadiram minha casa.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em as formigas: sujeito = termo determinante
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara invadiram minha casa: predicado = termo determinado
algo», «o tema do que se vai comunicar». Há formigas na minha casa.
O predicado é a parte da oração que contém “a informação há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, sujeito: inexistente
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
seja, o predicado, é «é eterno». sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
que identificamos por ser o termo que concorda em número e um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Exemplos:
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Eu acompanho você até o guichê.
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e Vocês disseram alguma coisa?
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos: sujeito = substantivo próprio
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados O andar deve ser uma atividade diária.
em três grandes níveis: o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente oração substantiva subjetiva:
da Passiva).
É difícil optar por esse ou aquele doce...
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, É difícil: oração principal
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva

Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos: por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
amanhã. da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Então têm por características básicas: apresentar-se como
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Exemplo:
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo sujeito: Carolina = termo determinante
fertiliza o Egito. predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa determinado
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se Nesse exemplo podemos observar que a concordância é
açudes. (= Açudes foram construídos.) estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos,
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele
trancou-se no quarto. segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
bem naquele restaurante. nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
Observações: núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
- Sujeito formado por pronome indefinido não é verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
Ninguém lhe telefonou. dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente Minha empregada é desastrada.
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com predicado: é desastrada
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.” tipo de predicado: nominal
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
Pode ser omitido junto de infinitivos. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Aqui vive-se bem. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Devagar se vai ao longe.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. predicado: demoliu nosso antigo prédio
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o sujeito
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles tipo de predicado: verbal
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.
Os manifestantes desciam a rua desesperados.
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a predicado: desciam a rua desesperados
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o
língua. sujeito; desesperados = atributo do sujeito
Exemplos: tipo de predicado: verbo-nominal
É fácil este problema!
Vão-se os anéis, fiquem os dedos. Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” responsável também por definir os tipos de elementos que
(José de Alencar) aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um é necessário um complemento que, juntamente com o verbo,
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer

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APOSTILAS OPÇÃO
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia Comprei um terreno e construí a casa.
do predicado. “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, Maricá)
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: (Guedes de Amorim)

“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
depois de algozes) complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da Consideramos o caso extraordinário.
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Inês trazia as mãos sempre limpas.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina O povo chamava-os de anarquistas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) Julgo Marcelo incapaz disso.

Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
forma o predicado. ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
As flores murcharam. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
Os animais correm. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
As folhas caem. diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um
João puxou a rede. complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara Exemplos:
Resende) “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” adolescente.” (Ciro dos Anjos)
(Camilo Castelo Branco) “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos variam de significação conforme sejam usados como transitivos
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com diretos ou indiretos.
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim) dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) Exemplos:
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Oferecemos flores à noiva.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, Ceda o lugar aos mais velhos.
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto formação do predicado nominal. Exemplos:
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: A Terra é móvel.
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, A água está fria.
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: O moço anda (=está) triste.

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APOSTILAS OPÇÃO
A Lua parecia um disco. As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de Procurei o livro, mas não o encontrei.
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Ninguém me visitou.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto O objeto direto tem as seguintes características:
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Normalmente, não vem regido de preposição;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com verbo ativo: Caim matou Abel.
dificuldades.; Parece que vai chover. - Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
por Caim.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam O objeto direto pode ser constituído:
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda. (intransitivo) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
O homem anda triste. (de ligação) - Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê. (intransitivo) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) - Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
objeto. livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
meus escritos?”
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: esfera semântica:
A bandeira é o símbolo da Pátria. “Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
A mesa era de mármore. (Vivaldo Coaraci)
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na Machado)
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava de Assis)
atrasado.) Em tais construções é de rigor que o objeto venha
O menino abriu a porta ansioso. acompanhado de um adjunto.
Todos partiram alegres.
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda principalmente:
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
coisas.; Onde está a criança que fui? hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
um verbo transitivo. Exemplos: - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
O juiz declarou o réu inocente. Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
O povo elegeu-o deputado. deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em ali”.
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
choque com o mundo me causara.” duas criaturas que só tinham uma à outra”.
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
Termos Integrantes da Oração principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
compreensão do enunciado. São os seguintes: - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Complemento Nominal; médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
- Agente da Passiva. conheço desde os seus mais tenros anos”.
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: ambos...”.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a com, contra, de, em, para e por.
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!. Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar) o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.” Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com Observações: O complemento nominal representa o
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
expressão. de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado) Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
significação dos verbos:
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e pelos pronomes:
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. As flores são umedecidas pelo orvalho.
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
verdade ao moço.) ativa:
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe Observações:
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados ruas. (certo)
adjuntos adverbiais.
Termos Acessórios da Oração
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos Termos acessórios são os que desempenham na oração
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser,
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço- três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é adverbial e aposto.
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os adnominal).
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
quem conto são poucas. água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio,
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço,

Língua Portuguesa 58
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APOSTILAS OPÇÃO
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
de repente. de Lourdes Teixeira)
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes Assis)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj. apelo (ó, olá, eh!):
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo: Questões
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã. 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade
em:
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do (B) enfrentamos MUITAS novidades
sujeito: (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (E) assumimos MUITO conflito e confusão
cores.
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo respectivamente:
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos: (A) sujeito – objeto direto;
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; (B) sujeito – aposto;
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc. (C) objeto direto – aposto;
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (D) objeto direto – objeto direto;
(Graciliano Ramos) (E) objeto direto – complemento nominal.

O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto
vezes, está elíptico. Exemplos: indireto.
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. (A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)

Língua Portuguesa 59
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APOSTILAS OPÇÃO
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Pessoa) Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar OCA OCA OCA
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
Guimarães) “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Assis)
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) (Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase (Coelho Neto)
o sujeito de “fez”?
(A) o prêmio; - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
(B) o jogador; introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
(C) que; O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(D) o gol; OCA OCS
(E) recebeu.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
há predicativo do sujeito: que as introduzem. Pode ser:
(A) como o povo anda tristonho!
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
(C) ele nos garantiu que viria; mas também, não só... mas ainda.
(D) no Rio não faltam diversões; Saí da escola / e fui à lanchonete.
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. OCA OCS Aditiva

Respostas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção


01. D\02. C\03. D\04. C\05. A que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
Período
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma A espada vence, mas não convence.
oração) “É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
verbais, duas orações) - Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo.
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão.
tempo (também chamada de misto). OCA OCS Conclusiva

Período Composto por Coordenação – Orações Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Coordenadas que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos Vives mentindo; logo, não mereces fé.
de infância. Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
3ª oração: recordamos os tempos de infância ora... ora, seja... seja, quer... quer.
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de OCA OCS Alternativa
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
sintaticamente. Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
As orações independentes de um período são chamadas conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
orações coordenadas é chamado de período composto por coordenativa alternativa.
coordenação.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e Venha agora ou perderá a vez.
sindéticas. “Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
Assis)

Língua Portuguesa 60
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APOSTILAS OPÇÃO
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço Período Composto por Subordinação
muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.” Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
(Luís Jardim) Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
Todos querem sua participação. (objeto direto)
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
porque, pois, porquanto. causa)
Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
OCA OCS Explicativa Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção orações com a mesma função sintática:
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa com função de adjunto adnominal)
explicativa. Todos querem / que você participe. (oração subordinada
com função de objeto direto)
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
Veríssimo)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
Questões certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
01. Relacione as orações coordenadas por meio de menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
conjunções: subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. é classificado como período composto por subordinação. As
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
  
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar Orações Subordinadas Adverbiais
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
(A) causa As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
(B) explicação que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(C) conclusão (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
(D) proporção que as introduz:
(E) comparação
  - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
sublinhada pode indicar uma ideia de: visto que.
(A) concessão Não fui à escola / porque fiquei doente.
(B) oposição OP OSA Causal
(C) condição
(D) lugar O tambor soa porque é oco.
(E) consequência Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
   Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. Sousa)
1. Correu demais, ... caiu.
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. - Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se,
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
detalhes. Irei à sua casa / se não chover.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. OP OSA Condicional

(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos
(B) por isso, porque, mas, portanto, que ofensores.
(C) logo, porém, pois, porque, mas Se o conhecesses, não o condenarias.
(D) porém, pois, logo, todavia, porque “Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto Andrade)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência
05. Reúna as três orações em um período composto por tenha êxito.
coordenação, usando conjunções adequadas. - Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Os dias já eram quentes. Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
A água do mar ainda estava fria. que, mesmo que.
As praias permaneciam desertas. Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
OP OSA Concessiva
Respostas Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
01. Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram. arriscou uma opinião.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
  Por mais que gritasse, não me ouviram.
02. E\03. C\04. B
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
fria, por isso as praias permaneciam desertas.

Língua Portuguesa 61
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APOSTILAS OPÇÃO
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
OP OSA Conformativa diminuindo.

O homem age conforme pensa. Orações Subordinadas Substantivas


Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao integrantes que e se. Elas podem ser:
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
OP OSA Temporal principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
O grupo quer / que você ajude.
Formiga, quando quer se perder, cria asas. OP OSS Objetiva Direta
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês mestre exigia a presença de todos.)
de Maricá) Mariana esperou que o marido voltasse.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
que, porque (=para que), que. - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
OP OSA Final principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Necessito / de que você me ajude.
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” OP OSS Objetiva Indireta
(Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = viagem.)
para que) Aconselha-o a que trabalhe mais.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Daremos o prêmio a quem o merecer.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = Lembre-se de que a vida é breve.
para que não deixasse)
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (= Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
porque), pois que, visto que. É importante / que você colabore.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. OP OSS Subjetiva
OP OSA Consecutiva
A oração subjetiva geralmente vem:
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. - depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
J. Veiga) ele voltará amanhã.
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.
prolongar minha viagem. - depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, da reunião.
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
menos ou mais). É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é
Ela é bonita / como a mãe. necessária.)
OP OSA Comparativa Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa.
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.” Importa que saibas isso bem.
(Marquês de Maricá)
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. - Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. É aquela que exerce a função de complemento nominal de um
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua
daquele olhar. inocência. (complemento nominal)
Estou convencido / de que ele é inocente.
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam OP OSS Completiva Nominal
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
subentendido o verbo ser (como a mãe é). Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona dele.)
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. Estava ansioso por que voltasses.
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto Sê grato a quem te ensina.
mais, quanto menos. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
(Graciliano Ramos)
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
OSA Proporcional OP - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
À medida que se vive, mais se aprende. vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. felicidade. (predicativo)

Língua Portuguesa 62
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APOSTILAS OPÇÃO
O importante é / que você seja feliz. Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
OP OSS Predicativa Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Orações Reduzidas
Minha esperança era que ele desistisse. Observe que as orações subordinadas eram sempre
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Não sou quem você pensa. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
do país. (aposto) - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do (infinitivo)
país. - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
OP OSS Apositiva - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. formas nominais são chamadas de reduzidas.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração da oração desenvolvida.
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
saúde, tornou-se realidade. Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, OSA Temporal
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: reduzida de infinitivo.
Não sei quando ele chegou.
Diga-me como resolver esse problema. Precisando de ajuda, telefone-me.
Se precisar de ajuda, / telefone-me.
Orações Subordinadas Adjetivas OSA Condicional
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem condicional, reduzida de gerúndio.
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
adnominal em oração subordinada adjetiva: Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) vestiário.
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada OSA Temporal
adjetiva) Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio.
As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem Observações:
ser classificadas em:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
referem. Exemplo: desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. cidade.
OP OSA Restritiva - O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica Exemplos:
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não Preciso terminar este exercício.
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar. Ele está jantando na sala.
Essa casa foi construída por meu pai.
Pedra que rola não cria limo. - Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
Os animais que se alimentam de carne chamam-se reduzida. Exemplo:
carnívoros. O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
escreveram. coordenada sindética aditiva)
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Mariano) gerúndio.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
novo livro. oração principal, que traz o efeito.
OP OSA Explicativa OP Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
Deus, que é nosso pai, nos salvará. imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por

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coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. (ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O atrasados.
período agora é composto por coordenação, pois a oração Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
ter chorado.
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. Casos referentes a sujeito simples
OP OSA Comparativa OSA Condicional
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
Questões núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 

01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
para ser mãe”, a oração destacada é: substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
(A) subordinada substantiva objetiva indireta singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
(B) subordinada substantiva completiva nominal Observação:
(C) subordinada substantiva predicativa - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
(D) coordenada sindética conclusiva no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o
(E) coordenada sindética explicativa plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada.
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na 3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas,
realidade.” A oração sublinhada é: representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de,
(A) adverbial conformativa uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar
(B) adjetiva com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo
(C) adverbial consecutiva que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria
(D) adverbial proporcional dos alunos resolveram ficar.
(E) adverbial causal
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
(A) para se encaixarem. um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
(B) para seu encaixotamento. Observação:
(C) para que se encaixassem. - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
(D) para que se encaixem. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(E) para que se encaixariam. necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir doação de alimentos. 
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
orações seguintes? de formatura. 
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
(C) O aluno fez-se passar por doutor. que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
(D) Precisa-se de operários. que atuaram na Copa América.
(E) Não sei se o vinho está bom.
7) Em casos relativos à concordância com locuções
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
oração sublinhada é: quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
(A) subordinada substantiva completiva nominal atermos a duas questões básicas:
(B) subordinada substantiva objetiva indireta - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
(C) subordinada substantiva predicativa o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
(D) subordinada substantiva subjetiva concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
(E) subordinada substantiva objetiva direta   / Alguns de nós o receberão.
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
Respostas no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
01. B\02. A\03. D\04. E\05. B de nós o receberá.  

Concordância Verbal 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes nós quem contamos toda a verdade para ela.
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
a função de subordinado.  “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número Em casa sou eu que decido tudo.   
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
chegou

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10) No caso de o sujeito aparecer representado por (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o comê-las sem receio!
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:    (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% janela do hotel!
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações: 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  cotidianas com os outros.
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos alguma coisa que também quer se expressar.
que os determinam: Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
este permanece no singular, contanto que o predicativo também Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
criação de Machado de Assis.    cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
mundial. as sentem.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
potência mundial.  2005. p 250)

Casos referentes a sujeito composto A frase em que se respeitam as normas de concordância


verbal é:
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando atraem.
relacionado a dois pressupostos básicos: (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as atraem.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá nos atraem.
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
Tu e ele são primos. atraem.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto nos atraem.
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.   03. Uma pergunta

3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com decisão: - Quem sofrerá?
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do considerar.
mundo. (Salvador Nicola, inédito)

5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
Questões tomar decisões sem medir suas consequências.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual sobrevir consequências imprevistas e injustas.
alternativa? (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas

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com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa geral mostrada acima.
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo a) Um adjetivo após vários substantivos
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até ou concorda com o substantivo mais próximo.
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
o que, se não permite estimar o número de civilizações
extra terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
expectativas. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da - Ela tem pai e mãe louros.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos - Ela tem pai e mãe loura.
complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
matemático do que biológico: complexidade engendra para o plural.
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre - O homem e o menino estavam perdidos.
espécies cujo subproduto é a inteligência. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se próximo.
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o Comi delicioso almoço e sobremesa.
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as Provei deliciosa fruta e suco.
chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
28/10/2012) Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
A frase em que as regras de concordância estão plenamente
respeitadas é: c) Um substantivo e mais de um adjetivo
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. 2- coloca o substantivo no plural.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
criatividade e planejamento. d) Pronomes de tratamento
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar Vossa Santidade esteve no Brasil.
a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. As cartas estão anexas.
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um A bebida está inclusa.
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a Precisamos de nomes próprios.
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. Obrigado, disse o rapaz.

05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
concordância verbal está correta em: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois singular e o adjetivo no plural.
acabou os créditos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
que executa diversos serviços para os clientes.
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para g) É bom, é necessário, é proibido
os passageiros que chegavam à cidade. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas precedido de artigo ou outro determinante.
lembranças que seu tio lhe deixou. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
para bater um papo com o motorista. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
é proibida.
Respostas
01. C\02. A\03. C\04. E\05. C h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Concordância Nominal Comi muitas frutas durante a viagem.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos Os sapatos estavam caros.
demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 2- Como advérbios: são invariáveis.
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos Comi muito durante a viagem.
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
Comprei caro os sapatos.
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
concordam em gênero e número com o substantivo. i) Mesmo, bastante
- A pequena criança é uma gracinha. 1- Como advérbios: invariáveis
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

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2- Como pronomes: seguem a regra geral. (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. necessária)
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. (B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
j) Menos, alerta bastantes)
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
Preciso de menos comida para perder peso. (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
Estamos alerta para com suas chamadas. (meio/ meia)

k) Tal Qual 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:


1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
consequente. (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o
As garotas são vaidosas tais qual a tia. assunto.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
criança viciadas.
l) Possível (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” parentes.
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. Respostas
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 01. D\02. D\03. B
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
cidade. 04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio

m) Meio 05. C
1- Como advérbio: invariável. Regência Verbal e Nominal
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
Comi meia (metade) laranja pela manhã. ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
n) Só frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
1- apenas, somente (advérbio): invariável. desejado, que sejam corretas e claras.
Só consegui comprar uma passagem.
2- sozinho (adjetivo): variável. Regência Verbal
Estiveram sós durante horas.
Termo Regente:  VERBO
Questões A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
nominal: O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam conhecermos as diversas significações que um verbo pode
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
(C) Alguma solução é necessária, e logo! Observe:
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
não pode prosperar. prazer”, satisfazer.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter “agradar a alguém”.
certa autonomia econômica.
Saiba que:
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de O conhecimento do uso adequado das preposições é um
gênero, número ou pessoa): dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a também nominal). As preposições são capazes de modificar
diferença.” completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. exemplos:
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às Cheguei ao metrô.
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. Cheguei no metrô.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
longe... No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
compreensivo. no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
03. A concordância nominal está INCORRETA em: muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
envolvimento da empresa.
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
desnecessária. acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
e a campanha. formas em frases distintas.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
desnecessárias. Verbos Intransitivos
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
parênteses. aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.

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a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.

Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Pedi-lhe                 favores.
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
quem” ou “ao que” se responde. subentendida.
Respondi ao meu patrão. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondemos às perguntas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondeu-lhe à altura. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto ir entregar-lhe os catálogos em casa).
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
analítica. Veja: popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O questionário foi respondido corretamente.

Língua Portuguesa 68
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APOSTILAS OPÇÃO
Preferir A torcida chamou o jogador mercenário.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou ao jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem CUSTAR
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
no próprio verbo (pre). Frutas e verduras não deveriam custar muito.

Mudança de Transitividade versus Mudança de 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
Significado transitivo indireto.
Muito custa          viver tão longe da família.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
apresentam mudança de significado. O conhecimento das        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Indireto                                     Reduzida de Infinitivo

AGRADAR Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que


1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
acariciar. Observe o exemplo abaixo:
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Custei para entender o problema. 
quando o revê. Forma correta: Custou-me entender o problema.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
não perde oportunidade de agradá-lo. IMPLICAR
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido a) dar a entender, fazer supor, pressupor
pela preposição “a”. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou. b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
acarretar, provocar
ASPIRAR Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar povo.
(o ar), inalar.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) 2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
envolver
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
como ambição.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
elas) indireto e rege com preposição “com”.
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o PROCEDER
exemplo: 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
ASSISTIR adjunto adverbial de modo.
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar As afirmações da testemunha procediam, não havia como
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. Você procede muito mal.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
estar presente, caber, pertencer. preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Exemplos: Procedeu-se aos exames.
Assistimos ao documentário. O delegado procederá ao inquérito.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino. QUERER
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar vontade de, cobiçar.
introduzido pela preposição “em”. Querem melhor atendimento.
Assistimos numa conturbada cidade. Queremos um país melhor.

CHAMAR 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,


1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, estimar, amar.
solicitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Quero muito aos meus amigos.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Ele quer bem à linda menina.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode Despede-se o filho que muito lhe quer.
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
preposicionado ou não.

Língua Portuguesa 69
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APOSTILAS OPÇÃO
VISAR Substantivos
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, Admiração a, por
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Devoção a, para, com, por
O homem visou o alvo. Medo a, de
O gerente não quis visar o cheque. Aversão a, para, por
Doutor em
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Obediência a
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Atentado a, contra
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Dúvida acerca de, em, sobre
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Ojeriza a, por
público. Bacharel em
Questões Horror a
Proeminência sobre
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Capacidade de, para
correto da regência do verbo, EXCETO: Impaciência com
(A) Faço entrega em domicílio. Respeito a, com, para com, por
(B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas. Adjetivos
(D) Ana reside em São Paulo. Acessível a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Diferente de
Necessário a
02. Assinale a opção em que o verbo Acostumado a, com
chamar é empregado com o mesmo sentido que Entendido em
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Nocivo a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Afável com, para com
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Equivalente a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Paralelo a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Agradável a
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Escasso de
(E) mandou chamar o médico com urgência. Parco em, de
Alheio a, de
03. A regência verbal está correta na alternativa: Essencial a, para
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Passível de
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Análogo a
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Fácil de
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Preferível a
Ansioso de, para, por
04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado Fanático por
com regência certa, exceto em: Prejudicial a
(A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera. Apto a, para
(B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz. Favorável a
(C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso; Prestes a
(D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do Ávido de
mágico; Generoso com
(E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos. Propício a
Benéfico a
05. A regência verbal está INCORRETA em: Grato a, por
(A) Proibiram-no de fumar. Próximo a
(B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos. Capaz de, para
(C) Prefiro Português a Matemática. Hábil em
(D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da Relacionado com
amiga. Compatível com
(E) O jovem aspira à carreira militar. Habituado a
Relativo a
Respostas Contemporâneo a, de
01. B\02. A\03. D\04. B\05. D Idêntico a

Regência Nominal Advérbios


    Longe de Perto de
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes paralelamente a; relativa a; relativamente a.
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Questões
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja: 01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva
Obedecer a algo/ a alguém. ser empregada, de acordo com a regência nominal.
Obediente a algo/ a alguém. (A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados (C) Sirlene tem horror ____ aves.
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. população.

Língua Portuguesa 70
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APOSTILAS OPÇÃO
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... - Preposição seguida de gerúndio:
simpatia. Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
(A) a, por, menos indicado à pesquisa escolar.
(B) do que, por, menos
(C) a, para, menos - Conjunção subordinativa:
(D) do que, com, menos Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
(E) do que, para, menos
Ênclise
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
seguidos pela mesma preposição: A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
(A) ávido, bom, inconsequente aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
(B) indigno, odioso, perito ênclise vai acontecer quando:
(C) leal, limpo, oneroso
(D) orgulhoso, rico, sedento - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
(E) oposto, pálido, sábio Amem-se uns aos outros.
Sigam-me e não terão derrotas.
04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir
Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que - O verbo iniciar a oração:
completa corretamente as lacunas da frase acima é: Diga-lhe que está tudo bem.
(A) as quais, de cujo Chamaram-me para ser sócio.
(B) a que, no qual
(C) de que, o qual - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
(D) às quais, cujo “a”:
(E) que, em cujo Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
05. Com relação à Regência Nominal, indique a alternativa
em que esta foi corretamente empregada. - O verbo estiver no gerúndio:
(A) A colocação de cartazes na rua foi proibida. Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
(B) É bom aspirar ao ar puro do campo. despreocupada.
(C) Ele foi na Grécia. Despediu-se, beijando-me a face.
(D) Obedeço o Código de Trânsito.
- Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
Respostas Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
01. D\02. A\03. D\04. D\05. A mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Colocação dos Pronomes Oblíquos Mesóclise
Átonos
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a futuro do presente ou no futuro do pretérito:
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se realizará)
referem. Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
proposta a você)
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, Fontes:
lhes, nos e vos. http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
oração em relação ao verbo: htm

1. próclise: pronome antes do verbo Questões


2. ênclise: pronome depois do verbo
3. mesóclise: pronome no meio do verbo 01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição
de estrutura nominal por pronome em:
Próclise (A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
lhes antecipadamente.
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: (B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
- Palavras com sentido negativo: verbo fabricar se extraiu-lhe.
Nada me faz querer sair dessa cama. (C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
Não se trata de nenhuma novidade. (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
conhecê-las.
- Advérbios: (E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
Nesta casa se fala alemão.
Naquele dia me falaram que a professora não veio. 02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
- Pronomes relativos: com a norma-padrão, a nova redação deveria ser
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. (A) Basta apresenta-lo.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. (B) Basta apresentar-lhe.
(C) Basta apresenta-lhe.
- Pronomes indefinidos: (D) Basta apresentá-la.
Quem me disse isso? (E) Basta apresentá-lo.
Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o
- Pronomes demonstrativos: sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a
Isso me deixa muito feliz! norma-padrão?
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! (A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho –
conhecia-o

Língua Portuguesa 71
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APOSTILAS OPÇÃO
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá - imediatamente (tempo)
– tinha encontrado-o. - não raro (tempo)
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no - concomitantemente (tempo)
Museu – relatá-las-ão. - igualmente (semelhança, conformidade)
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus - segundo (semelhança, conformidade)
antepassados? – explicou-lhes. - conforme (semelhança, conformidade)
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de - quer dizer (exemplificação, esclarecimento)
um museu virtual – Lhes vinham perguntando. - rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento).
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso
04. A substituição do elemento grifado pelo pronome cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: qualidade de vida.
(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os - Coesão por referência: existem palavras que têm a função
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la de fazer referência, são elas:
(D) que desviava a água = que lhe desviava - pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os...
(E) supriam a necessidade = supriam-na - pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso...
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele...
Respostas - pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo...
01. D/02. E/03. C/04. D - pronomes relativos: que, o qual, onde...
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá...
Coesão
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal
Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição o objetivo que tanto almejava.
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao - Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa,
outro. objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a
entre as frases e os parágrafos. repetição no corpo do texto.

Observe a coesão presente no texto a seguir: Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”;
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”;
política agrária do país, porque consideram injusta a atual João Paulo II: Sua Santidade;
distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura Vênus: A Deusa da Beleza.
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem- Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária.
terra.” Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, importante da geração a qual representou.
2007, p. 566
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do agrupados em conjuntos.
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
texto. Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os
principais são: Questões

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela 01.


coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados Texto 1 – Bem tratada, faz bem
(orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções,
alguns advérbios e locuções adverbiais. Sérgio Magalhães, O Globo

Veja algumas palavras e expressões de transição e seus O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O
respectivos sentidos: carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão
- inicialmente (começo, introdução) cultural que se deu no consumo do tabaco?
- primeiramente (começo, introdução) Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este
- primeiramente (começo, introdução) jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o
- antes de tudo (começo, introdução) privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao
- desde já (começo, introdução) transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado
- além disso (continuação) que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso
- do mesmo modo (continuação) típico de cidade rodoviária e dispersa.
- acresce que (continuação) Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta
- ainda por cima (continuação) geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento
- bem como (continuação) global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente
- outrossim (continuação) básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- enfim (conclusão) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)
- dessa forma (conclusão) O transporte também esteve no centro dos protestos de
- em suma (conclusão) junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a
- nesse sentido (conclusão) moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para
- portanto (conclusão) o debate do tema.
- afinal (conclusão)
- logo após (tempo) “Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”
- ocasionalmente (tempo)
- posteriormente (tempo) Substituindo o termo destacado por uma oração
- atualmente (tempo) desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
- enquanto isso (tempo) (A) para que se debatesse o tema;

Língua Portuguesa 72
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APOSTILAS OPÇÃO
(B) para se debater o tema; 4. Leia o texto para responder a questão.
(C) para que se debata o tema; As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são,
(D) para debater-se o tema; sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma universidade
(E) para que o tema fosse debatido. pública e de qualidade. No vestibular, que é o princípio de
tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo dados do
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os candidatos
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. convencionais a vagas de medicina nas federais foi de 787,56
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A diferença
adequadamente o gerúndio “advertindo” é: entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ entrevistou
(A) com a advertência de; educadores e todos disseram que essa distância é mais do que
(B) quando adverte; razoável. Na verdade, é quase nada. Se em uma disciplina tão
(C) em que adverte; concorrida quanto medicina um coeficiente de apenas 3%
(D) no qual advertia;
(E) para advertir. separa os privilegiados, que estudaram em colégios privados,
dos negros e pobres, que frequentaram escolas públicas, então
03. Texto III - Corrida contra o ebola é justo supor que a diferença mínima pode, perfeitamente, ser
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África igualada ou superada no decorrer dos cursos. Depende só da
Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, disposição do aluno. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro
mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear (UFRJ), uma das mais conceituadas do País, os resultados do
o avanço da doença tenham sido eficazes. último vestibular surpreenderam. “A maior diferença entre
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações as notas de ingresso de cotistas e não cotistas foi observada
registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas, no curso de economia”, diz Ângela Rocha, pró-reitora da UFRJ.
e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A “Mesmo assim, essa distância foi de 11%, o que, estatisticamente,
escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção não é significativo”.
de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia (www.istoe.com.br)
está fora de controle.
O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. Para responder a questão, considere a passagem – A
De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%.
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização O pronome eles tem como referente:
Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade (A) candidatos convencionais e cotistas.
um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas (B) beneficiados.
localidades afetadas. (C) dados do Sistema de Seleção Unificada.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica (D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos.
por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade (E) pontos.
vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o
restante é formado por doações voluntárias. 03. Leia os quadrinhos para responder a questão.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,
e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento
bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC
dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6
bilhões.
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais
crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento
de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado
a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus
cargos. Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua
reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram portuguesa, é:
limitados e mal liderados. (A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um capacete.
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais (B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de
possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. levar um capacete.
Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África (C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um
Ocidental, com representantes dos países afetados. capacete.
Espera-se também maior comprometimento das potências (D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre
mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, de levar um capacete.
que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné, (E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade,
respectivamente. leva um capacete.
A comunidade internacional tem diante de si um desafio
enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Respostas
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta 01. (C)/02. (C)/03. (D)/04. (A)/05. (C)
a favor da doença.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ Paralelismo
opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml:
Acesso em: 08/09/2014) Paralelismo é o nome que damos à organização de ideias
e expressões de estrutura idêntica. Temos dois tipos de
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o paralelismo: o sintático, relacionado aos termos de mesma
referente do termo em destaque. estrutura sintática dentro de uma frase; o semântico, relacionado
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – às ideias semelhantes dentro de uma frase.
organização
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS Paralelismo Sintático
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade Exemplo de paralelismo sintático:
da situação A preservação do meio ambiente representa não só um
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade dever de cidadania, mas também a sobrevivência do planeta.
internacional

Língua Portuguesa 73
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APOSTILAS OPÇÃO
Os termos não só e mas também vem para ligar dois 4- Em frases de estilo direto
fragmentos gramaticalmente semelhantes. É possível concluir,  Maria perguntou:
desta forma, que os conectivos tem papel fundamental no - Por que você não toma uma decisão?
paralelismo sintático. A frase estaria incorreta se fosse colocada
desta forma: Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
A preservação do meio ambiente representa não só um súplica, etc.
dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. - Sim! Claro que eu quero me casar com você!

Paralelismo Semântico 2- Depois de interjeições ou vocativos


- Ai! Que susto!
Exemplo de paralelismo semântico - João! Há quanto tempo!
Marcos gosta de chocolate e de pipoca.
Ponto de Interrogação
Gostar de chocolate e pipoca constituem uma frase com Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
ideais coerentes. A situação, no entanto, fugiria do paralelismo “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
semântico se fosse a seguinte: Reticências
Marcos gosta de chocolate e de jogar futebol. 1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
Apesar de termos o paralelismo sintático, não temos o
semântico. Gostar de chocolate e jogar futebol representam duas 2- Indica interrupção violenta da frase.
coisas diferentes, que não caberiam numa sequência semântica “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
lógica.
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
Fonte: http://rachacuca.com.br/educacao/redacao/paralelismo/ - Este mal... pega doutor?

Pontuação 4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


- Deixa, depois, o coração falar...
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais Não se usa vírgula
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
portuguesa. diretamente entre si:

Ponto a) entre sujeito e predicado.


1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.              V.T.D.I.              O.D.                      O.I.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal.
Ponto e Vírgula ( ; ) A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma despertou reações entre os empresários.
importância. adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de Usa-se a vírgula:
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- Para marcar intercalação:
2- Separa partes de frases que já estão separadas por a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vírgulas. vem caindo de preço.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
e cobertor. produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
decreto de lei, etc. mão dos lucros altos.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola; - Para marcar inversão:
- Caminhada na praia; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Reunião com amigos. Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Dois pontos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
1- Antes de uma citação c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: de 1982.

2- Antes de um aposto - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos


- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde em enumeração):
e calor à noite. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
rotina de sempre. Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

Língua Portuguesa 74
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APOSTILAS OPÇÃO
- Para isolar: notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros.
- o aposto: (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
trânsito caótico. notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
outros.
- o vocativo: (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
Ora, Thiago, não diga bobagem. seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
Questões outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
língua portuguesa. outros.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse outros.
ajudar a revelar quem era a sua dona.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou após o acréscimo das vírgulas.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
ajudar a revelar quem era a sua dona. instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora ou acione o código na internet.
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse código foi acionado.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou criança foi encontrada.
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro
ajudar a revelar quem era a sua dona. às, areias do Guarujá.
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou de quem a encontrou e informar um ponto de referência
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona. Resposta
1-C 2-C 3-B 4-D 5-E
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo: 7. Crase.
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula Crase
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a
em: qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
A) Duas explicações, do treinamento para consultores indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
vendas associadas aos dois temas. e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a
B) Duas explicações do treinamento para consultores crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
vendas associadas aos dois temas. Observe:
C) Duas explicações do treinamento para consultores Vou a + a igreja.
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção Vou à igreja.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
vendas associadas aos dois temas. No exemplo acima, temos a ocorrência da
D) Duas explicações do treinamento para consultores preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
vendas associadas aos dois temas. elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
os outros exemplos:
E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção Conheço a aluna.
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de Refiro-me à aluna.
vendas associadas aos dois temas. No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
regência nominal e à pontuação. Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais especificados.

Língua Portuguesa 75
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APOSTILAS OPÇÃO
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: Crase diante de Nomes de Lugar

1-) diante de substantivos masculinos: Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
Andamos a cavalo. artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
Fomos a pé. diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
2-) diante de  verbos no infinitivo: a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
A criança começou a falar. regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
Ela não tem nada a dizer. ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Por exemplo:
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
França.)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
Entreguei a todos os documentos necessários. Alegre.) 
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem.
- Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes volto DE, crase PRA QUÊ?”
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, Vou à praia. = Volto da praia.
ocorrerá crase. Por exemplo:
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) ocorrerá crase. Veja:
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Cláudio para sair mais cedo.) Irei à Salvador de Jorge Amado.

4-) diante de numerais cardinais: Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Chegou a duzentos o número de feridos Aquela (s), Aquilo
Daqui a uma semana começa o campeonato.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Casos em que a crase SEMPRE ocorre: regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

1-) diante de palavras femininas: Refiro-me a + aquele atentado.


Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Preposição Pronome
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. Refiro-me àquele atentado.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Este aparelho é posterior à invenção do telefone. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): Aluguei aquela casa.
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho. preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. Veja outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
3-) na indicação de horas: Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Acordei às sete horas da manhã. Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Elas chegaram às dez horas. Não obedecerei àquele sujeito.
Foram dormir à meia-noite.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
que participam palavras femininas. Por exemplo: A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
à tarde às ocultas às pressas à medida que quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a
à noite às claras às escondidas à força ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do
termo regido feminino por um termo regido masculino. 
à vontade à beça à larga à escuta
Por exemplo:
às avessas à revelia à exceção de à imitação de A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos:
à proporção
à luz à sombra de à frente de São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
que
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
à Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
semelhança às ordens à beira de responder nenhuma das questões.
de A sessão à qual assisti estava vazia.

Língua Portuguesa 76
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APOSTILAS OPÇÃO
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:
Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo c) a - aqueles - à - a 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos d) à - àqueles - a - a 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: e) a - aqueles - à - há

Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a 04. Leia o texto a seguir.


Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Comunicação
Roberto.
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um autor
2-) diante de pronome possessivo feminino: ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma queda de
Observação: é facultativo o uso da crase diante de popularidade em termos de venda. Ou, quando teatrólogo, em
pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. E, entre nós, o
artigo. Observe: suave fantasma de Cecília Meireles recém está se materializando,
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está tantos anos depois.
esperando por você. Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está a solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro
esperando por você. que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
efervescente.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. Sua
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por afinidades.
frases abaixo das seguintes formas: É como, na vida, se faz um amigo.
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho − para que
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
reproduzidos uns dos outros.

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APOSTILAS OPÇÃO
Mas acontece que há também autores xerox, que nos invadem Comparação: Ocorre comparação quando se estabelece
com aqueles seus best-sellers... aproximação entre dois elementos que se identificam, ligados
Será tudo isto uma causa ou um efeito? por conectivos comparativos explícitos – feito, assim como,
Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já foi tal, como, tal qual, tal como, qual, que nem – e alguns verbos –
civilizado. parecer, assemelhar-se e outros.

(Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1. Exemplos: “Amou daquela vez como se fosse máquina.
ed., 2005. p. 654) Beijou sua mulher como se fosse lógico.

Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação Metáfora: Ocorre metáfora quando um termo substitui
festiva e efervescente. outro através de uma relação de semelhança resultante da
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o subjetividade de quem a cria. A metáfora também pode ser
segmento grifado for substituído por: entendida como uma comparação abreviada, em que o conectivo
A) leitura apressada e sem profundidade. não está expresso, mas subentendido.
B) cada um de nós neste formigueiro.
C) exemplo de obras publicadas recentemente. Exemplo: “Supondo o espírito humano uma vasta concha, o
D) uma comunicação festiva e virtual. meu fim, Sr. Soares, é ver se posso extrair pérolas, que é a razão.”
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
Metonímia: Ocorre metonímia quando há substituição de
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional uma palavra por outra, havendo entre ambas algum grau de
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ semelhança, relação, proximidade de sentido ou implicação
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará- mútua. Tal substituição fundamenta-se numa relação objetiva,
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em real, realizando-se de inúmeros modos:
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma
vida digna. - A causa pelo efeito e vice-versa:
(Disponível em:
www.metropolitana.com.br/blog/qual_e_a_importancia_da_ “E assim o operário ia
ressocializacao_de_presos. Acesso em: 18.08.2012. Adaptado) Com suor e com cimento*
Erguendo uma casa aqui
Assinale a alternativa que preenche, correta e Adiante um apartamento.”
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma- *Com trabalho.
padrão da língua portuguesa.
A) à … à … à - O lugar de origem ou de produção pelo produto:
B) a … a … à
C) a … à … à Comprei uma garrafa do legítimo porto*.
D) à … à ... a *O vinho da cidade do Porto.
E) a … à … a
- O autor pela obra:
Respostas
1-B / 2-A / 3-B / 4-A / 5-D Ela parecia ler Jorge Amado*.
*A obra de Jorge Amado.
- O abstrato pelo concreto e vice-versa:
8. Figuras e vícios de Linguagem.
Não devemos contar com o seu coração*.
*Sentimento, sensibilidade.

Figuras de Linguagem Sinédoque: Ocorre sinédoque quando há substituição de


um termo por outro, havendo ampliação ou redução do sentido
As figuras de linguagem ou de estilo, de acordo com Renan usual da palavra numa relação quantitativa. Encontramos
Bardine, são empregadas para valorizar o texto, tornando sinédoque nos seguintes casos:
a linguagem mais expressiva. É um recurso linguístico para
expressar experiências comuns de formas diferentes, conferindo - O todo pela parte e vice-versa:
originalidade, emotividade ou poeticidade ao discurso.
As figuras revelam muito da sensibilidade de quem as “A cidade inteira (1) viu assombrada, de queixo caído, o
produz, traduzindo particularidades estilísticas do autor. A pistoleiro sumir de ladrão, fugindo nos cascos (2) de seu cavalo.”
palavra empregada em sentido figurado, não-denotativo, passa *1 O povo. 2 Parte das patas.
a pertencer a outro campo de significação, mais amplo e criativo.
- O singular pelo plural e vice-versa:
As figuras de linguagem classificam-se em:
1) figuras de palavra; O paulista (3) é tímido; o carioca (4), atrevido.
2) figuras de harmonia; *3 Todos os paulistas. 4 Todos os cariocas.
3) figuras de pensamento;
4) figuras de construção ou sintaxe. - O indivíduo pela espécie (nome próprio pelo nome comum):

1) FIGURAS DE PALAVRA Para os artistas ele foi um mecenas (5).


As figuras de palavra são figuras de linguagem que consistem *5 Protetor.
no emprego de um termo com sentido diferente daquele
convencionalmente empregado, a fim de se conseguir um efeito Modernamente, a metonímia engloba a sinédoque.
mais expressivo na comunicação.
Catacrese: A catacrese é um tipo de especial de metáfora,
São figuras de palavras: “é uma espécie de metáfora desgastada, em que já não se sente
a) comparação e) catacrese nenhum vestígio de inovação, de criação individual e pitoresca.
b) metáfora f) sinestesia É a metáfora tornada hábito lingüístico, já fora do âmbito
c) metonímia g) antonomásia estilístico.” (Othon M. Garcia)
d) sinédoque h) alegoria

Língua Portuguesa 78
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: folhas de livro, pele de tomate, dente de alho, berro por seu berro pelo seu erro
montar em burro, céu da boca, cabeça de prego, mão de direção, quero que você ganhe que você me apanhe
ventre da terra, asa da xícara, sacar dinheiro no banco. sou o seu bezerro gritando mamãe.”

Sinestesia: A sinestesia consiste na fusão de sensações Onomatopeia: Ocorre quando uma palavra ou conjunto de
diferentes numa mesma expressão. Essas sensações podem ser palavras imita um ruído ou som.
físicas (gustação, audição, visão, olfato e tato) ou psicológicas
(subjetivas). Exemplo: “O silêncio fresco despenca das árvores.
Veio de longe, das planícies altas,
Exemplo: “A minha primeira recordação é um muro velho, no Dos cerrados onde o guaxe passe rápido…
quintal de uma casa indefinível. Tinha várias feridas no reboco Vvvvvvvv… passou.”
e veludo de musgo. Milagrosa aquela mancha verde [sensação
visual] e úmida, macia [sensações táteis], quase irreal.” (Augusto 3) FIGURAS DE PENSAMENTO
Meyer)
As figuras de pensamento são recursos de linguagem que se
Antonomásia: Ocorre antonomásia quando designamos referem ao significado das palavras, ao seu aspecto semântico.
uma pessoa por uma qualidade, característica ou fato que a
distingue. São figuras de linguagem de pensamento:

Na linguagem coloquial, antonomásia é o mesmo que apelido, a) antítese d) apóstrofe g) paradoxo


alcunha ou cognome, cuja origem é um aposto (descritivo, b) eufemismo e) gradação h) hipérbole
especificativo etc.) do nome próprio. c) ironia f) prosopopéia i) perífrase

Exemplos: Antítese: Ocorre antítese quando há aproximação de


“E ao rabi simples(1), que a igualdade prega, palavras ou expressões de sentidos opostos.
Rasga e enlameia a túnica inconsútil;
*1 Cristo Exemplo: “Amigos ou inimigos estão, amiúde, em posições
Pelé (= Edson Arantes do Nascimento) trocadas. Uns nos querem mal, e fazem-nos bem. Outros nos
O poeta dos escravos (= Castro Alves) almejam o bem, e nos trazem o mal.” (Rui Barbosa)
O Dante Negro (= Cruz e Souza)
O Corso (= Napoleão) Apóstrofe: Ocorre apóstrofe quando há invocação de uma
pessoa ou algo, real ou imaginário, que pode estar presente
Alegoria: A alegoria é uma acumulação de metáforas ou ausente. Corresponde ao vocativo na análise sintática e é
referindo-se ao mesmo objeto; é uma figura poética que utilizada para dar ênfase à expressão.
consiste em expressar uma situação global por meio de outra
que a evoque e intensifique o seu significado. Na alegoria, todas Exemplo: “Deus! ó Deus! onde estás, que não respondes?”
as palavras estão transladadas para um plano que não lhes é (Castro Alves)
comum e oferecem dois sentidos completos e perfeitos – um
referencial e outro metafórico. Paradoxo: Ocorre paradoxo não apenas na aproximação
de palavras de sentido oposto, mas também na de idéias que
Exemplo: “A vida é uma ópera, é uma grande ópera. O tenor se contradizem referindo-se ao mesmo termo. É uma verdade
e o barítono lutam pelo soprano, em presença do baixo e dos enunciada com aparência de mentira. Oxímoro (ou oximoron) é
comprimários, quando não são o soprano e o contralto que outra designação para paradoxo.
lutam pelo tenor, em presença do mesmo baixo e dos mesmos
comprimários. Há coros numerosos, muitos bailados, e a Exemplo: “Amor é fogo que arde sem se ver;
orquestra é excelente… (Machado de Assis) É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
2) FIGURAS DE HARMONIA É dor que desatina sem doer;” (Camões)

Chamam-se figuras de som ou de harmonia os efeitos Eufemismo: Ocorre eufemismo quando uma palavra ou
produzidos na linguagem quando há repetição de sons ou, ainda, expressão é empregada para atenuar uma verdade tida como
quando se procura “imitar”sons produzidos por coisas ou seres. penosa, desagradável ou chocante.

As figuras de linguagem de harmonia ou de som são: Ex:“E pela paz derradeira(1) que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague” (Chico Buarque)
a) aliteração c) assonância *1 paz derradeira: morte
b) paronomásia d) onomatopéia
Gradação: Ocorre gradação quando há uma seqüência de
Aliteração: Ocorre aliteração quando há repetição da palavras que intensificam uma mesma idéia.
mesma consoante ou de consoantes similares, geralmente em
posição inicial da palavra. Exemplo: “Aqui… além… mais longe por onde eu movo o
passo.” (Castro Alves)
Exemplo: “Toda gente homenageia Januária na janela.”
Hipérbole: Ocorre hipérbole quando há exagero de uma
Assonância: Ocorre assonância quando há repetição da idéia, a fim de proporcionar uma imagem emocionante e de
mesma vogal ao longo de um verso ou poema. impacto.

Exemplo: “Sou Ana, da cama Exemplo: “Rios te correrão dos olhos, se chorares!” (Olavo
da cana, fulana, bacana Bilac)
Sou Ana de Amsterdam.”
Ironia: Ocorre ironia quando, pelo contexto, pela entonação,
Paronomásia: Ocorre paronomásia quando há reprodução pela contradição de termos, sugere-se o contrário do que as
de sons semelhantes em palavras de significados diferentes. palavras ou orações parecem exprimir. A intenção é depreciativa
ou sarcástica.
Exemplo: “Berro pelo aterro pelo desterro

Língua Portuguesa 79
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APOSTILAS OPÇÃO
Exemplo: “Moça linda, bem tratada, 1 Zeugma do verbo: “e foram assassinados…”
três séculos de família,
burra como uma porta: Anáfora: Ocorre anáfora quando há repetição intencional de
um amor.” (Mário de Andrade) palavras no início de um período, frase ou verso.

Prosopopéia: Ocorre prosopopéia (ou animização ou Exemplo: “Depois o areal extenso…


personificação) quando se atribui movimento, ação, fala, Depois o oceano de pó…
sentimento, enfim, caracteres próprios de seres animados a Depois no horizonte imenso
seres inanimados ou imaginários. Desertos… desertos só…” (Castro Alves)

Também a atribuição de características humanas a seres Pleonasmo: Ocorre pleonasmo quando há repetição da
animados constitui prosopopéia o que é comum nas fábulas mesma ideia, isto é, redundância de significado.
e nos apólogos, como este exemplo de Mário de Quintana: “O
peixinho (…) silencioso e levemente melancólico…” a) Pleonasmo literário: É o uso de palavras redundantes para
reforçar uma ideia, tanto do ponto de vista semântico quanto
Exemplos: “… os rios vão carregando as queixas do caminho.” do ponto de vista sintático. Usado como um recurso estilístico,
(Raul Bopp) enriquece a expressão, dando ênfase à mensagem.

Um frio inteligente (…) percorria o jardim…” (Clarice Exemplo: “Iam vinte anos desde aquele dia
Lispector) Quando com os olhos eu quis ver de perto
Quando em visão com os da saudade via.” (Alberto
Perífrase: Ocorre perífrase quando se cria um torneio de de Oliveira)
palavras para expressar algum objeto, acidente geográfico ou
situação que não se quer nomear. “Ó mar salgado, quando do teu sal
São lágrimas de Portugal” (Fernando Pessoa)
Exemplo: “Cidade maravilhosa
Cheia de encantos mil b) Pleonasmo vicioso: É o desdobramento de ideias que
Cidade maravilhosa já estavam implícitas em palavras anteriormente expressas.
Coração do meu Brasil.” (André Filho) Pleonasmos viciosos devem ser evitados, pois não têm valor de
reforço de uma idéia, sendo apenas fruto do descobrimento do
4) FIGURAS DE SINTAXE sentido real das palavras.

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a Exemplos: subir para cima, entrar para dentro, repetir de
desvios em relação à concordância entre os termos da oração, novo, ouvir com os ouvidos, hemorragia de sangue, monopólio
sua ordem, possíveis repetições ou omissões. exclusivo, breve alocução, principal protagonista
Elas podem ser construídas por:
a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma; Polissíndeto: Ocorre polissíndeto quando há repetição
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto; enfática de uma conjunção coordenativa mais vezes do que exige
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage; a norma gramatical ( geralmente a conjunção e). É um recurso
d) ruptura: anacoluto; que sugere movimentos ininterruptos ou vertiginosos.
e) concordância ideológica: silepse.
Exemplo: “Vão chegando as burguesinhas pobres,
Portanto, são figuras de linguagem de construção ou sintaxe: e as criadas das burguesinhas ricas
a) assíndeto e) elipse i) zeugma e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.”
b) anáfora f) pleonasmo j) polissíndeto (Manuel Bandeira)
c) anástrofe g) hiperbato l) sínquise
d) hipálage h) anacoluto m) silepse Anástrofe: Ocorre anástrofe quando há uma simples
inversão de palavras vizinhas (determinante / determinado).
Assíndeto: Ocorre assíndeto quando orações ou palavras
deveriam vir ligadas por conjunções coordenativas, aparecem Exemplo: “Tão leve estou (1) que nem sombra tenho.” (Mário
justapostas ou separadas por vírgulas. Quintana)
*1 Estou tão leve…
Exigem do leitor atenção maior no exame de cada fato, por
exigência das pausas rítmicas (vírgulas). Hipérbato: Ocorre hipérbato quando há uma inversão
completa de membros da frase.
Exemplo: “Não nos movemos, as mãos é que se estenderam
pouco a pouco, todas quatro, pegando-se, apertando-se, Exemplo: “Passeiam à tarde, as belas na Avenida. ” 1 (Carlos
fundindo-se.” (Machado de Assis) Drummond de Andrade)
*1 As belas passeiam na Avenida à tarde.
Elipse: Ocorre elipse quando omitimos um termo ou
oração que facilmente podemos identificar ou subentender no Sínquise: Ocorre sínquise quando há uma inversão violenta
contexto. Pode ocorrer na supressão de pronomes, conjunções, de distantes partes da frase. É um hipérbato exagerado.
preposições ou verbos. É um poderoso recurso de concisão e
dinamismo. Exemplo: “A grita se alevanta ao Céu, da gente. ” 1 (Camões)
*1 A grita da gente se alevanta ao Céu.
Exemplo: “Veio sem pinturas, em vestido leve, sandálias
coloridas.” Hipálage: Ocorre hipálage quando há inversão da posição do
1 Elipse do pronome ela (Ela veio) e da preposição de (de adjetivo: uma qualidade que pertence a uma objeto é atribuída a
sandálias…) outro, na mesma frase.

Zeugma: Ocorre zeugma quando um termo já expresso na Exemplo: “… as lojas loquazes dos barbeiros.” 2 (Eça de
frase é suprimido, ficando subentendida sua repetição. Queiros)
*2 … as lojas dos barbeiros loquazes.
Exemplo: “Foi saqueada a vida, e assassinados os partidários
dos Felipes.” 1

Língua Portuguesa 80
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APOSTILAS OPÇÃO
Anacoluto: Ocorre anacoluto quando há interrupção (A) Eufemismo.
do plano sintático com que se inicia a frase, alterando-lhe a (B) Hipérbole.
seqüência lógica. A construção do período deixa um ou mais (C) Paradoxo.
termos – que não apresentam função sintática definida – (D) Metonímia.
desprendidos dos demais, geralmente depois de uma pausa (E) Hipérbato.
sensível.
04. A linguagem por meio da qual interagimos no nosso
Exemplo: “Essas empregadas de hoje, não se pode confiar dia a dia pode revestir-se de nuances as mais diversas: pode
nelas.” (Alcântara Machado) apresentar-se em sentido literal, figurado, metafórico. A opção
em cujo trecho utilizou-se linguagem metafórica é
Silepse: Ocorre silepse quando a concordância não é feita (A) O equilíbrio ou desequilíbrio depende do ambiente
com as palavras, mas com a ideia a elas associada. familiar.
(B) Temos medo de sair às ruas.
a) Silepse de gênero: Ocorre quando há discordância entre (C) Nestes dias começamos a ter medo também dentro dos
os gêneros gramaticais (feminino ou masculino). shoppings.
(D) Somos esse novelo de dons.
Exemplo: “Quando a gente é novo, gosta de fazer bonito.” (E) As notícias da imprensa nos dão medo em geral.
(Guimarães Rosa)
05. No verso “Essa dor doeu mais forte”, pode-se perceber a
b) Silepse de número: Ocorre quando há discordância presença de uma figura de linguagem denominada:
envolvendo o número gramatical (singular ou plural). (A) ironia
(B) pleonasmo
Exemplo: Corria gente de todos lados, e gritavam.” (Mário (C) comparação
Barreto) (D) metonímia

c) Silepse de pessoa: Ocorre quando há discordância entre o Respostas


sujeito expresso e a pessoa verbal: o sujeito que fala ou escreve 01. D\02. D\03. B\04. D\05. B
se inclui no sujeito enunciado.
Vícios de Linguagem
Exemplo: “Na noite seguinte estávamos reunidas algumas
pessoas.” (Machado de Assis) Ao contrário das figuras de linguagem, que representam
realce e beleza às mensagens emitidas, os vícios de linguagem
Questões são palavras ou construções que vão de encontro às normas
gramaticais. Os vícios de linguagem costumam ocorrer por
01. Ao dizer que os shoppings são “cidades”, o autor do texto descuido, ou ainda por desconhecimento das regras por parte
faz uso de um tipo de linguagem figurada denominada do emissor. Observe:
(A) metonímia.
(B) eufemismo. Pleonasmo Vicioso ou Redundância
(C) hipérbole. Diferentemente do pleonasmo tradicional, tem-se pleonasmo
(D) metáfora. vicioso quando há repetição desnecessária de uma informação
(E) catacrese. na frase.

02. Identifique a figura de linguagem presente na tira Exemplos:


seguinte: Entrei para dentro de casa quando começou a anoitecer.
Hoje fizeram-me uma surpresa inesperada.
Encontraremos outra alternativa para esse problema.

Observação: o pleonasmo é considerado vício de linguagem


quando usado desnecessariamente, no entanto, quando usado
para reforçar a mensagem, constitui uma figura de linguagem.

Barbarismo
É o desvio da norma que ocorre nos seguintes níveis:
(A) metonímia 1) Pronúncia
(B) prosopopeia a) Silabada: erro na pronúncia do acento tônico.
(C) hipérbole Por Exemplo: Solicitei à cliente sua rúbrica. (rubrica)
(D) eufemismo
(E) onomatopeia b) Cacoépia: erro na pronúncia dos fonemas.
Por Exemplo: Estou com poblemas a resolver. (problemas)
03.
Está tão quente que dá para fritar um ovo no asfalto. c) Cacografia: erro na grafia ou na flexão de uma palavra.
Exemplos:
O dito popular é, na maioria das vezes, uma figura de Eu advinhei quem ganharia o concurso. (adivinhei)
linguagem. Entre as 14h30min e às 15h desta terça-feira, O segurança deteu aquele homem. (deteve)
horário do dia em que o calor é mais intenso, a temperatura
do asfalto, medida com um termômetro de contato, chegou a 2) Morfologia
65ºC. Para fritar um ovo, seria preciso que o local alcançasse Exemplos:
aproximadamente 90 ºC. Se eu ir aí, vou me atrasar. (for)
Disponível em: http://zerohora.clicrbs.com.br. Acesso em: Sou a aluna mais maior da turma. (maior)
22 jan. 2014.
3) Semântica
O texto cita que o dito popular “está tão quente que dá para Por Exemplo: José comprimentou seu vizinho ao sair de casa.
fritar um ovo no asfalto” expressa uma figura de linguagem. O (cumprimentou)
autor do texto refere-se a qual figura de linguagem?

Língua Portuguesa 81
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APOSTILAS OPÇÃO
4) Estrangeirismos d) A violência da campanha do governo do Estado entra em
Considera-se barbarismo o emprego desnecessário de nova fase.
palavras estrangeiras, ou seja, quando já existe palavra ou e) Campanha do governo do Estado contra a violência entra
expressão correspondente na língua. em nova fase.

Exemplos: 02. Todas as sentenças a seguir apresentam duplo sentido,


O show é hoje! (espetáculo) exceto:
Vamos tomar um drink? (drinque)
a) Maria pediu a Márcia para sair.
Solecismo b) O advogado disse ao réu que suas palavras convenceriam
É o desvio de sintaxe, podendo ocorrer nos seguintes níveis: o juiz.
c) Crianças que comem doce frequentemente têm cáries.
1) Concordância d) A mala foi encontrada perto do banco.
Por Exemplo: Haviam muitos alunos naquela sala. (Havia) e) A mãe pediu que o filho dirigisse o carro dela.

2) Regência 03.
Por Exemplo: Eu assisti o filme em casa. (ao)
Carnavália
3) Colocação Repique tocou
Por Exemplo: Dancei tanto na festa que não aguentei-me em O surdo escutou
pé. (não me aguentei em pé) E o meu corasamborim
Cuíca gemeu, será que era meu, quando ela passou por mim?
Ambiguidade ou Anfibologia [...]
Ocorre quando, por falta de clareza, há duplicidade de ANTUNES, A.; BROWN, C.; MONTE, M. Tribalistas, 2002
sentido da frase. (fragmento).
Exemplos:
Ana disse à amiga que seu namorado havia chegado. (O No terceiro verso, o vocábulo “corasamborim”, que é a junção
namorado é de Ana ou da amiga?) coração + samba + tamborim, refere-se, ao mesmo tempo,
O pai falou com o filho caído no chão. (Quem estava caído no a elementos que compõem uma escola de samba e à situação
chão? Pai ou filho?) emocional em que se encontra o autor da mensagem, com o
coração no ritmo da percussão.
Cacofonia
Ocorre quando a junção de duas ou mais palavras na frase Essa palavra corresponde a um:
provoca som desagradável ou palavra inconveniente.
a) estrangeirismo, uso de elementos linguísticos originados
Exemplos: em outras línguas e representativos de outras culturas.
Uma mão lava outra. (mamão) b) neologismo, criação de novos itens linguísticos, pelos
Vi ela na esquina. (viela) mecanismos que o sistema da língua disponibiliza.
Dei um beijo na boca dela. (cadela) c) gíria, que compõe uma linguagem originada em
determinado grupo social e que pode vir a se disseminar em
Eco uma comunidade mais ampla.
Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais d) regionalismo, por ser palavra característica de
ou semelhantes, provocando dissonância. determinada área geográfica.
Por Exemplo: A divulgação da promoção não causou e) termo técnico, dado que designa elemento de área e de
comoção na população. atividade.

Hiato 04. Assinale a sequência correta:


Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando
dissonância. I. O pleonasmo consiste em intensificar o significado de um
Exemplos: elemento do texto por meio da redundância, isto é, da repetição
Eu a amo. da ideia já expressa por esse elemento.
Ou eu ou a outra ganhará o concurso. II. A ambiguidade não pode ser considerada um vício de
linguagem, já que não provoca qualquer tipo de dificuldade para
Colisão a interpretação de um texto.
Ocorre quando há repetição de consoantes iguais ou