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série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Fundamentos de eletrotécnica

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Fundamentos de eletrotécnica

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Fundamentos de eletrotécnica

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CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDuCAÇÃO E TECNOLOgIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SENAI-DN – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAgEM INDuSTRIAL

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Fundamentos de eletrotécnica
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Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL
Fundamentos
de eletrotécnica
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© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul.

Esta publicação foi elaborada pela equipe da Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD, do SENAI do Rio Grande do Sul, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional do Rio Grande do Sul Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD

FICHA CATALOGRÁFICA

S491f

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional Fundamentos da eletrotécnica / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional do Rio Grande do Sul. Brasília: SENAI/DN, 2012. 188 p.: il. (Série Automação Industrial)

ISBN 978-85-7519-502-4

1.Eletrotécnica 2. Matemática 3. Magnetismo 4. Eletromagnetismo. I.Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional do Rio Grande do Sul. IITítulo .III.Série

CDU- 621.3

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Bibliotecário Responsável: Enilda Hack- CRB 599/10

Sede Setor Bancário Norte . Quadra 1 . Bloco C . Edifício Roberto Simonsen . 70040-903 . Brasília – DF . Tel.: (0xx61)3317-9190 http://www.senai.br

Lista de ilustrações

Figura 1 - Pizza

25

Figura 2 - Frações prórias

26

Figura 3 - Frações imprórias

26

Figura 4 - Frações aparentes

26

Figura 5 - Frações equivalentes

26

Figura 6 - Números mistos

27

Figura 7 - Decimais infinitos

30

Figura 8 - Decimais infinitos

30

Figura 9 - Conversão decimal binário

36

Figura 10 - Conversão decimal hexadecimal

37

Figura 11 - Função de 1º grau

41

Figura 12 - Função de 1º grau - 1

42

Figura 13 - Função de 1º grau - 2

42

Figura 14 - Função de 1º grau - 3

43

Figura 15 - Função de 1º grau - 4

43

Figura 16 - Função de 2º grau

43

Figura 17 - Vértice e eixo de simetria

45

Figura 18 - Circuito de LEDs

45

Figura 19 - Gráfico da função logarítmica

47

Figura 21 - Trigonometia básica arco

49

Figura 22 - Trigonometia básica ângulo

49

Figura 20 - Potenciômetro logarítmico

49

Figura 23 - Trigonometia básica

50

Figura 24 - Arco com o ângulo determindado

50

Figura 25 - Pitágoras

51

Figura 26 - Ciclo trigonométrico

51

Figura 27 - Função seno

52

Figura 28 - Valores notáveis do seno

52

Figura 29 - Gráfico da função seno

52

Figura 30 - Função cosseno

53

Figura 31 - Valores notáveis do cosseno

53

Figura 32 - Gráfico da função cosseno

53

Figura 33 - Função tangente

54

Figura 34 - Valores notáveis do tangente

54

Figura 35 - Gráfico da função tangente

54

Figura 36 - Relação trigonométrica

55

Figura 37 - Teorema de Pitágoras

55

Figura 38 - Bola de bilhar

59

Figura 39 - Átomo

60

Figura 40 - Experiência de Rutherford

60

Figura 41 - Modelo planetário do átomo

61

Figura 42 - Átomo 1

61

Figura 43 - Máquinas eletrostáticas antigas

62

Figura 44 - Repulsão

64

Figura 45 - Atração

64

Figura 46 - Eletrostática

64

Figura 47 - Pulseira antiestática

64

Figura 48 - Aterramento

64

Figura 49 - Eletrização por contato

65

Figura 50 - Equacionamento da distribuição de cargas

65

Figura 51 - Equacionamento da distribuição de cargas1

65

Figura 52 - Equacionamento da distribuição de cargas2

66

Figura 53 - Eletrização por atrito

66

Figura 54 - Eletrização por indução

67

Figura 55 - Tensão elétrica

68

Figura 56 - Simbologia do voltímetro em um circuito elétrico

69

Figura 57 - Simbologia de uma fonte

69

Figura 58 - Uma pilha

69

Figura 59 - Duas pilhas em série

69

Figura 60 - Pilhas em série e contrapostas

69

Figura 61 - Corrente elétrica

70

Figura 62 - Simbologia do amperímetro no circuito elétrico

70

Figura 63 - Simbologia do amperímetro ligado em série a um circuito elétrico

70

Figura 64 - Caminho do elétron livre

71

Figura 65 - Simbologia do ohmímetro no circuito

71

Figura 66 - Simbologia do ohmímetro ligado em paralelo no circuito elétrico

71

Figura 67 - Resistência elétrica

73

Figura 68 - Tensão alternada

74

Figura 69 - Determinação da corrente elétrica

77

Figura 70 - Determinação da tensão elétrica

78

Figura 71 - Determinação da resistência elétrica

79

Figura 72 - Multímetro

80

Figura 73 - Osciloscópio

83

Figura 74 - Osciloscópio 1

83

Figura 75 - Represenção característica Lei de Ohm

88

Figura 76 - Bipolo ôhmico

88

Figura 77 - Bipolo ôhmico 1

89

Figura 78 - Resistores em série

89

Figura 79 - Resistores em paralelo

90

Figura 80 - Resistores em paralelo 1

90

Figura 81 - Resistores em paralelo 2

91

Figura 82 - Resistores em paralelo 3

91

Figura 83 - Circuito elétrico

92

Figura 84 - Rede elétrica

92

Figura 85 - Circuito elétrico 1

93

Figura 86 - Representação de circuitos elétricos

93

Figura 87 - Circuito

94

Figura 88 - Representação das malhas ADEFA e BCDEB

94

Figura 89 - Malha

95

Figura 90 - Malha 1

95

Figura 91 - Malha 2

95

Figura 92 - Malha 3

95

Figura 93 - Malha ABEFA

95

Figura 94 - Malha BCDEB

95

Figura 95 - Esquema de circuito

97

Figura 96 - Esquema de circuito 1

98

Figura 97 - Esquema de circuito 2

98

Figura 98 - Esquema de circuito 3

98

Figura 99 -

Circuito ligado em série

103

Figura 100 -

Circuito ligado em série 1

104

Figura 101 - Circuito

105

Figura 102 - Circuito 1

106

Figura 103 - Divisores de tensão e corrente

109

Figura 104 - Divisor de corrente

109

Figura 105 -

Circuito misto

110

Figura 106 - Circuito 3

111

Figura 107 - Circuito 4

111

Figura 108 - Circuito misto 1

111

Figura 109 - Circuito 5

111

Figura 110 - Circuito equivalente

112

Figura 111 - Teorema da superposição - circuito

112

Figura 112 - Teorema da superposição - circuito 1

113

Figura 113 - Teorema da superposição - circuito 2

113

Figura 114 - Teorema de Thévenin - circuito

115

Figura 115 -

Teorema de Thévenin - circuito 1

115

Figura 116 -

Teorema de Thévenin - circuito 2

116

Figura 117 -

Teorema de Thévenin - circuito 3

116

Figura 118 -

Teorema de Thévenin - circuito 4

116

Figura 119 - Teorema de Norton - circuito

117

Figura 120 -

Teorema de Norton - circuito 1

118

Figura 121 -

Teorema de Norton - circuito 2

118

Figura 122 -

Teorema de Norton - circuito 3

118

Figura 123 -

Teorema de Norton - circuito 4

119

Figura 124 - Fios enrolados em forma helicoildal

123

Figura 125 - Simbologia de bobinas

123

Figura 126 - Indutores

125

Figura 127 -

Associação em série aditiva

126

Figura 128 - Associação em série subtrativa

126

Figura 129 - Associação em paralelo - circuito

127

Figura 131 - Perfil magnético de Automóvel

127

Figura 130 -

Associação em paralelo - circuito 1

127

Figura 132 - Bobinas

128

Figura 133 -

Sensor indutivo

128

Figura 134 -

Simbologia capacitores

129

Figura 135 - Capacitância de um capacitor

129

Figura 136 - Capacitor em paralelo

130

Figura 137 -

Capacitor em paralelo 1

130

Figura 138 - Associação de capacitores em série

131

Figura 139 - Capacitor

132

Figura 140 - Capacitor eletrolítico de 25uF 100V

132

Figura 141 - Capacitores cerâmicos

133

Figura 142 - Capacitores plásticos

133

Figura 144 - Capacitor de Von Musschenbroek

134

Figura 143 -

Capacitores eletrolíticos

134

Figura 145 -

Esquema elétrico

137

Figura 146 - Esquema elétrico 1

138

Figura 147 - Gráfico senoidal

138

Figura 148 - Representação fasorial

138

Figura 149 -

Gráfico senoidal 1

139

Figura 150 -

Representação fasorial 1

139

Figura 151 -

Gráfico senoidal 2

140

Figura 152 -

Representação fasorial 2

140

Figura 153 - Gráfico senoidal com três tensões

140

Figura 154 -

Representação fasorial 3

140

Figura 155 -

Resolução de circuitos RLC - circuito

141

Figura 156 -

Resolução de circuitos RLC - representação fasorial

141

Figura 157 - Resolução de circuitos RLC - representação fasorial 1

141

Figura 158 - Resolução de circuitos RLC - representação fasorial 2

142

Figura 159 - Resolução de circuitos RLC - circuito 1

142

Figura 160 - Resolução de circuitos RLC - representação fasorial 3

142

Figura 161 - Resolução de circuitos RLC - representação fasorial 4

142

Figura 162 - Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial

143

Figura 163 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 1

143

Figura 164 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 2

144

Figura 165 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 3

144

Figura 166 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 4

144

Figura 167 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 5

144

Figura 168 -

Impedância no circuito RLC em série - representação fasorial 6

144

Figura 169 -

Impedância da associação - Pitágoras

145

Figura 170 - Impedância da associação - Pitágoras 1

145

Figura 171 - Impedância no circuito RLC em série - circuito

145

Figura 172 -

Circuito RLC em paralelo

146

Figura 173 - Circuito RLC em paralelo 1

147

Figura 174 - Circuito RLC em paralelo - gráfico senoidal

147

Figura 175 -

Circuito RLC em paralelo - representação fasorial

147

Figura 176 -

Circuito RLC em paralelo - gráfico senoidal 1

148

Figura 177 - Circuito RLC em paralelo - representação fasorial 1

148

Figura 178 - Circuito RLC em paralelo - representação fasorial 2

148

Figura 179 - Circuito RLC em paralelo - circuito

148

Figura 180 -

Circuito RLC em paralelo - circuito 1

149

Figura 181 - Hidrelétrica

150

Figura 182 -

Gráfico da tensão alternada em graus

150

Figura 183 -

Gráfico da tensão alternada em radiano

150

Figura 184 - Tensão e corrente alternada - gráfico 1

151

Figura 185 -

Gráficos de ciclos e períodos de diversas formas de onda CA

151

Figura 186 -

Circuito resistivo puro

153

Figura 187 - Circuito resistivo puro - grafico senoidal

153

Figura 188 -

Circuito resistivo puro - gráfico fasorial

153

Figura 190 -

Circuito induivo puro - diagrama fasorial

155

Figura 191 -

Circuito capacitivo puro

155

Figura 192 -

Circuito capacitivo puro - diagrama fasorial

155

Figura 193 - Circuito RLC em paralelo 2

156

Figura 194 -

Determinação gráfica da frequência de ressonância

157

Figura 195 - Representação fasorial da correntes na ressonância

158

Figura 196 - Ressonância - circuito

159

Figura 197 -

Imã

163

Figura 198 -

Material ferromagnético

164

Figura 199 -

Material paramagnético

164

Figura 200 - Imã 2

164

Figura 201 - Imã 3

164

Figura 202 - Divisão de Imã

164

Figura 203 - Propriedades dos imãs

165

Figura 204 - Linhas de força representando o campo magnético

165

Figura 205 - Experiência

165

Figura 206 - Imã 4

165

Figura 207 -

Circuito não-energizado

166

Figura 208 - Circuito energizado

166

Figura 209 - Circuito desenergizado com as limalhas de ferro distribuídas aleatoriamente

166

Figura 210 -

Circuito energizado com linhas de indução do campo magnético

167

Figura 211 -

Regra da mão direita

167

Figura 212 -

Atração

167

Figura 213 -

Repulsão

168

Figura 214 -

Campo eletromagnético em espira

168

Figura 215 - Direção campo eletromagnético em espira

169

Figura 216 - Campo eletromagnético em espira 1

169

Figura 217 -

Carretel

170

Figura 218 -

Bobina sem núcleo de ferro

170

Figura 219 - Bobina com núcleo de ferro

170

Figura 220 -

Espiral da bobina

170

Figura 221 - Espiral da bobina 1

170

Figura 222 - Representação da regra da mão direita

171

Figura 223 -

Representação da regra da mão direita 1

171

Figura 224 - Eletroimã

172

Figura 225 -

Eletroimã 1

172

Figura 226 - Circuito Magnético

172

Figura 227 - Entreferro

173

Figura 228 -

Entreferro 1

173

Figura 229 - Tipos de núcleo

175

Figura 230 - Forma de onda

175

Figura 231 - Transformador com mais de uma bobina

175

Figura 232 - Tape center

175

Figura 233 - Transformador trifásico

176

Figura 234 - Autotransformador trifásico

176

Quadro 1 - Fontes de energia geradoras de força eletromotriz

73

Quadro 2 - Observação da malha ABEFA

95

Quadro 3 - Observação da malha BCDEB

96

Tabela 1: Técnico em Automação Industrial

19

Tabela 2: Nomenclatura das casas decimais

29

Tabela 3: Múltiplos e submúltiplos do sistema métrico

32

Tabela 4: Prefixos de conversões

33

Tabela 5: Dígitos hexadecimais

36

Tabela 6: Resistividade dos principais tipos de condutores

73

Tabela 7: Força eletromotriz gerada por diferentes eletrodos

74

Tabela 8: Relação dos resultados adquiridos

100

Tabela 9: Principais tipos de capacitores

132

Lista de Abreviaturas

ABNT: Associação Brasileira de Normas Técnicas. IHM: Interface Homem Máquina. ANEEL: Agencia Nacional de Energia Elétrica. CLP: Controlador lógico programável. MVA: Mega Volt Amper. Y: Estela. Δ: Triângulo. PVI: Parcela variável por indisponibilidade.

VE:

Tensão de entrada.

VS:

Tensão de saída.

FCA: Fator de correção de agrupamento. FCT: Fator de correção de temperatura. RFF: Relé falta de fase.

TC: Transformador de corrente.

S: Potência aparente.

PE: Proteção equipotencial

NBR: Norma Brasileira Regulamentadora.

Nº: Numero.

NA: Normalmente Aberto NF: Normalmente Fechado A/D: Analógico para digital Term.: Termomagnético Q.T: Queda de tensão

IEC: International Electrotechnical Commission (Comissão Eletrotécnica Internacional).

CC ou DC: Corrente contínua

CLP: Controlador Lógico Programável I: Entrada analógica IRR: Receptor Infravermelho (Infrared Receiver) IRT: Transmissor Infravermelho (Infrared Transmiter)

LED: Diodo emissor de luz (Ligth Emmiting Diode) Q: Saída à relé V: Volts - Unidade de medida de Tensão Ω: Ohms - Unidade de medida de resistência elétrica BCD: Código Binário Decimal CI: Circuito integrado GND: Ponto comum ou Terra LED: Diodo emissor de luz MOS: Metal Oxide Semiconductor A: Ampére Ca: Corrente Alternada Cc: Corrente Contínua ℓ: Litro RPM- Rotações por Minuto V: Volt W: Watt Ladder: Linguagem de contatos elétricos R: Resistor Vs/Vo: Tensão de Saída Ve/Vi: Tensão de Entrada

Sumário

1 Introdução

19

2 Conceitos

21

2.1 Potência de base dez

21

2.1.1 Representando quantidades numéricas com potência de dez

22

2.1.2 Operações aritméticas com potências de 10

24

2.2 Números fracionários e decimais

25

2.2.1 Números fracionários

25

2.2.2 Números

decimais

29

2.3 Múltiplos e submúltiplos

32

2.3.1 Características do sistema métrico decimal

32

2.3.2 Prefixos métricos

32

2.4 Conversão de base numérica

34

2.4.1 Sistema de numeração binário

35

2.4.2 Conversão binário decimal

35

2.4.3 Conversão decimal binário

36

2.4.4 Sistema de numeração hexadecimal

36

2.4.5 Conversão hexadecimal decimal

37

2.4.6 Conversão decimal hexadecimal

37

2.5 Sistema linear

37

2.5.1 Classificação dos sistemas lineares

38

2.5.2 Equação linear

38

2.5.3 Sistema linear com solução por matrizes

39

2.6 Funções de 1º grau, 2º grau, exponencial, logarítmica e trigonometricas

41

2.6.1 Função de 1º grau

41

2.6.2 Função de 2º grau

43

2.6.3 Função

exponencial

45

2.6.4 Propriedades de potenciação

46

2.6.5 Equações exponenciais

46

2.6.6 Função logarítmica

46

2.6.7 Trigonometria básica

49

2.7 Representação gráfica de funções

51

2.7.1 Função

seno

51

2.7.2 Função cosseno

52

2.7.3 Função tangente

53

2.8 Relações trigonométricas

55

2.8.1 Teorema de Pitágoras

55

2.8.2 Relações trigonométricas de ângulos

56

3

Conceitos de Eletricidade Básica

59

3.1 Eletrostática

59

3.1.1 Carga elétrica

61

3.1.2 Princípios de eletrostática

63

3.1.3 Força elétrica – A lei de Coulomb

67

3.2 Grandezas elétricas

68

3.2.1 Tensão elétrica

68

3.2.2 Corrente elétrica

70

3.2.3 Resistência elétrica

71

3.3 Fontes de energia

73

3.4 Potência e energia elétrica

75

3.5 Instrumentos de medidas

77

3.5.1 Classificação dos instrumentos de medidas elétricas

77

3.5.2 Medição de corrente

77

3.5.3 Medição de tensão

78

3.5.4 Medição da resistência

79

3.5.5 Medição por meio de multímetro digital

80

3.5.6 Osciloscópio

82

4 Lei de Ohm e Kirchhoff

87

4.1 Lei de Ohm

87

4.2 Associação dos resistores

89

4.3 Leis de Kirchhoff

91

4.3.1

Aplicação das leis de Kirchhoff para a determinação de intensidades de cor-

rentes e tensões em redes elétricas

93

5 Circuitos de Corrente Contínua

103

5.1 Circuitos série de corrente contínua

103

5.1.1 Cálculo da tensão na associação em série

103

5.1.2 Cálculo da resistência equivalente de associação em série

104

5.2 Circuito paralelo de corrente contínua

106

5.2.1 Resistência equivalente de associação paralela

107

5.2.2 Associação paralela de resistores de mesmo valor

108

5.2.3 Associação paralela de dois resistores

108

5.2.4 Divisores de tensão e corrente

109

5.2.5 Divisor de corrente

109

5.3 Circuito misto

110

5.4 Teorema da superposição

112

5.5 Teorema de Thévenin

115

5.6 Teorema de Norton

117

6

Indutores e Capacitores

123

 

6.1 Indutores

123

6.1.1 Indutância (L)

124

6.1.2 Associação de indutores

125

6.2 Capacitores

128

6.2.1 Capacitância de um capacitor

129

6.2.2 Associação de capacitores

129

6.2.3 Reatância capacitiva (XC)

131

6.2.4 Principais tipos de capacitores

132

7

Circuitos RLC em Corrente Alternada

137

7.1 Circuitos RLC em CA

137

7.1.1 Associação RLC em série

137

7.1.2 Resolução de circuitos RLC

141

7.1.3 Impedância no circuito RLC em série

143

7.1.4 Circuito RLC em paralelo

146

7.2 Circuitos corrente alternada

149

7.2.1 Tensão e corrente alternada

150

7.2.2 Circuito resistivo puro

153

7.2.3 Circuito indutivo puro

154

7.2.4 Circuito capacitivo puro

155

7.2.5 Ressonância

157

8

Magnetismo, Eletromagnetismo e Transformadores

163

8.1 Magnetismo e eletromagnetismo

163

8.1.1 Campo magnético

165

8.1.2 Eletromagnetismo

166

8.1.3 Campo eletromagnético em espiras

168

8.1.4 Força de atração eletromagnetica em eletroimãs

171

8.2 Transformadores

173

8.2.1 Transformador monofásico

173

8.2.2 Transformadores com mais de uma bobina no primário e no secundário

175

8.2.3 Transformador trifásico

176

8.2.4 Autotransformador trifásico

176

Referências

179

Minicurrículo dos Autores

180

Introdução

1
1
Introdução 1 Nesta unidade curricular conheceremos os principais assuntos que contribuem para o desen- volvimento das

Nesta unidade curricular conheceremos os principais assuntos que contribuem para o desen- volvimento das competências de um técnico em Automação industrial, que proporcionará a aqui- sição de fundamentos técnicos e científicos necessários à Automação industrial, bem como capaci- dades sociais, organizativas e metodológicas adequadas a diferentes situações profissionais.

Esta unidade curricular “Fundamentos da Eletrotécnica” favorece aos alunos, através dos fundamen- tos de eletroeletrônica aplicáveis aos sistemas de controle e Automação, a construção de uma base con- sistente que possibilite o desenvolvimento das competências profissionais do Técnico em Automação Industrial. Considera o desenvolvimento de fundamentos matemáticos, elétricos e eletrônicos. (DCN-DN)

Ainda nesta unidade curricular iremos reconhecer fundamentos de eletricidade aplicáveis aos sistemas de Controle e Automação. É importante identificar os tipos de instrumentos de teste. Aplicar fundamentos de eletricidade na medição de grandezas elétricas. E ainda, inter- pretar representações gráficas aplicáveis aos sistemas Automatizados de manufatura.

A seguir são descritos na matriz curricular os módulos e as unidades curriculares previstos e as respectivas cargas horárias.

Tabela 1: Técnico em Automação Industrial

Módulos

denoMInAção

unIdAdes CurrICulAres

CArgA

CArgA HorárIA

HorárIA

Módulo

Módulo Básico

Fundamentos técnicos e

• Fundamentos da Comunicação

100h

340h

científicos

• Fundamentos da Eletrotécnica

140h

• Fundamentos da Mecânica

100h

Módulo

Fundamentos técnicos e

• Acionamento de Dispositivos

160

h

340h

Introdutório

científicos

Atuadores

 

• Processamento de Sinais

180

h

Específico I

Manutenção e Implemen-

• Gestão da Manutenção

34h

340 h

tação de equipamentos e

• Implementação de Equipamentos

136h

dispositivos

Dispositivos

• Instrumentação e Controle

• Manutenção de Equipamentos e

102h

Dispositivos

68h

Específico II

Desenvolvimento de

Desenvolvimento de Sistemas de

100h

340h

sistemas de controle e

Controle

Automação

• Sistemas Lógicos Programáveis

160h

• Técnicas de Controle

80h

Fonte: SENAI

Conceitos

2
2
Conceitos 2 Para iniciarmos os estudos de Fundamentos de Eletrotécnica há a necessidade da compre- ensão

Para iniciarmos os estudos de Fundamentos de Eletrotécnica há a necessidade da compre- ensão de alguns conhecimentos relativos aos fundamentos técnicos e científicos, são eles:

Potência de Base 10;

Números decimais e fracionários;

Múltiplos e submúltiplos;

Conversão de base numérica;

Resolução de sistemas lineares;

Funções de 1 0 grau, 2 0 grau, Exponencial, Logarítmica e Trigonométricas;

Representação gráfica de funções;

Relações trigonométricas.

2.1 PotênCIA de bASe dez

Potência de base dez é uma forma prática de representar e utilizar algebricamente quanti- dades numéricas e também converter unidades de medidas maiores em unidades de medidas menores e vice-versa. A Potência de base dez possui algumas propriedades que são utilizadas nestas conversões, são elas:

Propriedades:

Multiplicação de Potências = conserva a base e soma os expoentes.

10 m x 10 n = 10 (m+n)

Divisão de Potências = conserva a base e diminui os expoentes.

10 m : 10 n = 10 m / 10 n = 10 (m-n)

Potência de Potências = conserva a base e multiplica os expoentes.

(10 m ) n = 10 (m.n)

22
22

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Veja alguns exemplos destas propriedades:

10 2 x 10 3 = 10 (2+3) = 10 5

10 3 : 10 2 = 10 (3-2) = 10 1

(10 2 ) 3 = 10 (2x3) = 10 6

Compreenda, ainda, as seguintes propriedades:

10 0 = 1

10 1 = 10

10 -1 = 1/10

10 -n = (10 -1 ) n = 1 / 10n

10 n =

10 x 10 x 10 x 10

x 10

nº de fatores

sendo n > 0:

n = 10 x 10 x 10 x 10 x 10 nº de fatores sendo n

O “n” indica quantas vezes multiplicamos um número pela base dez.

Assim:

1x10 0 =1x1=1

1x10 1 =1x10=10

1x10 2 =1x10 x 10=100

2x10 2 =2x10x10=200

sendo n<0:

O “n” indica quantas vezes dividimos um número pela base dez. Assim:

1x10 -1 =

1x10 -2 = 1 / 10 2 =1 / 10x10 =1/100=0,01

1x10 -3 = 1 / 10 3 =1 / 10x10x10=1/1000=0,001

1 / 10 1 =1 / 10 =0,1

2.1.1 RepResentando quantidades numéRicas com potência de dez

Considere a necessidade de efetuar uma operação algébrica (soma, subtração, divisão ou multiplicação) com uma carga elétrica elementar, E=0,00000000000000000016C (Coulomb). A utilização dessa quantidade na for- ma como foi expressa é, na prática, inviável. Para viabilizar sua utilização, vamos reescrevê-la na forma de potência de dez.

Assim: 0,00000000000000000016 C = 1,6x10 -19 C.

>

>

2 CONCEITOS

23
23

Para representar numerais menores que a unidade (1) como numerais inteiros, devemos deslocar a casa decimal, ou seja, deslocar a vírgula para a direita, até ob- ter uma casa de inteiros. A seguir, multiplicamos o número obtido por 10 elevado a uma potência negativa igual ao número de casas decimais deslocadas.

Observe:

0,

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

1

6

0

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

1,

6

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

deslocamos a vírgula 19 vezes para a direita

1,6

Agora, devemos multiplicar o numeral obtido (1,6) por 10, 10 elevado a uma potência negativa igual ao número de casas deslocadas (19). Fica, por- tanto, 1,6x10 -19 .

Considere, agora, a distância percorrida pela luz durante um ano. Essa gran- deza é denominada 1 ano-luz e equivale à distância de 94600000000000 metros. Para representar essa distância em metros com potência de dez, devemos des- locar a casa decimal, ou seja, a vírgula para a esquerda, até obter uma casa de inteiros. A seguir, multiplicamos o número obtido por 10, elevado a uma potência igual ao número de casas deslocadas.

Assim:

9

4

6

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

0

9,

4,

6,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0,

0

13

12

11

10

9

8

7

6

5

4

3

2

1

9,46

deslocamos a vírgula 13 vezes para a esquerda

Agora, multiplicamos o número obtido por 10, elevado a uma potência igual ao número de casas deslocadas. Fica, portanto, a distância percorrida pela luz du- rante um ano, igual a 9,46x10 13 metros.

Para converter um número expresso como uma potência positiva de 10 num número decimal, deslocamos a casa decimal para a direita tantas casas ou posi- ções quanto o valor do expoente.

Exemplos:

3,14x10 2 = 314

234,16x10 6 = 234160000

>

>

>

>

24
24

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Para converter um número expresso como uma potência negativa de 10 num número decimal, deslocamos a vírgula para a esquerda tantas casas quanto o valor do expoente.

Exemplos:

567,67x10 -2 = 5,6767

345,8x10 -3 = 0,3458

2.1.2 opeRações aRitméticas com potências de 10

Adição e subtração:

Para efetuar a adição de dois ou mais numerais expressos em potência de 10, somamos ou subtraímos os numerais conservando o expoente, quando estes fo- rem iguais, conforme demonstrado no exemplo a seguir.

Exemplos:

5x10 3 +15x10 3 = (5+15)x10 3 = 20x10 3

5x10 3 - 15x10 3 = (5-15)x10 3 = -10x10 3

Porém, quando os expoentes não são iguais, devemos ajustá-los ao mesmo ex- poente antes de efetuar a adição, conforme é demonstrado no exemplo a seguir.

Exemplo:

6x10 3 + 9x10 2

->

60x10 2 + 9x10 2 = (60+9)x10 2 = 69x10 2

Observe que 6x10 3 = 60x10 2 . Quando diminuímos em uma vez o expoente devemos aumentar uma casa decimal.

Multiplicação:

Para efetuar a multiplicação de dois ou mais numerais expressos em potência de 10, multiplicamos os coeficientes e somamos os expoentes.

Exemplo:

8x10 2 x 4x10 5 = (8x4) (2+5) = 32x10 7

divisão:

Para efetuar a divisão de dois ou mais numerais expressos em potência de 10, dividimos os coeficientes e subtraímos os expoentes.

Exemplo:

8x10 5 ÷ 4x10 2 = (8÷4) (5-2) = 2x10 3

2 CONCEITOS

25
25
SAIBA MAIS A divisão de dois ou mais numerais expressos em potência de 10 resolveram,

SAIBA

MAIS

A divisão de dois ou mais numerais expressos em potência de 10 resolveram, por exemplo, o problema de repartir grandes quantidades de terras em pedaços menores.

Vamos compreender melhor a importância do uso destes números.

2.2 númeroS frACIonárIoS e deCImAIS

Por muito tempo o ser humano utilizou apenas os números inteiros; porém, com o passar do tempo e a necessidade de efetuar medições, foi necessária a criação de outros tipos de números, surgindo, então, os números fracionários ou racionais. Eles resolveram o problema, de por exemplo, repartir grandes quanti- dades de terras em pedaços menores. Vamos compreender melhor a importância do uso destes números.

2.2.1 númeRos fRacionáRios

Os numerais fracionários surgiram para facilitar a representação e a opera- ção com os números não-inteiros utilizados no cotidiano.

Quando dividimos a unidade (inteiro) em partes iguais e tomamos uma ou mais partes, estamos tomando uma fração da unidade. Fazendo uma analogia com uma pizza, ela inteira é a unidade, e cada pedaço cortado dela é uma fração da pizza.

e cada pedaço cortado dela é uma fração da pizza. Figura 1 - Pizza Fonte: Autor

Figura 1 - Pizza Fonte: Autor

As frações são representadas pelo conjunto dos números racionais, represen- tado pela letra Q.

Definimos os números racionais como:

D= {

Dos resultados acima temos, então, que:

a

b

a

como: D= { Dos resultados acima temos, então, que: a b a Z; b Z* }

Z; b

D= { Dos resultados acima temos, então, que: a b a Z; b Z* } Q

Z* }

Q

vem de “quotient” e significa quociente.

Z

representa o conjunto dos números inteiros

Z* representa o conjunto dos números inteiros excluindo o zero.

26
26

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

No exemplo da pizza, dividimos a unidade em seis partes iguais e tomamos uma parte. O pedaço da pizza que tomamos é representado pela fração: a/b , onde: “a” é o “numerador” e “b” é o denominador. Numa fração, lemos em primeiro lugar o numerador e em segundo lugar o denominador. Quando o denominador é um número natural entre 2 e 9, devemos ler como: 2 = meio; 3 = terço; 4 = quar- to; 5= quinto; 6 = sexto; 7 = sétimo; 8 = oitavo e 9 = nono.

Como exemplo temos: 1/6, neste caso lemos: “um sexto”. Porém quando o de- nominador é maior do que 10, lemos o numeral, acompanhado da palavra “avos”.

Retomando o exemplo da pizza se fosse tamanho família, ela estaria dividida em 12 pedaços, ou seja, cada pedaço desta pizza seria representado como 1/12 e sendo assim, lemos “um doze avos”.

Frações próprias: são as frações menores que a unidade.

1 2 V V
1
2
V
V

Figura 2 - Frações prórias Fonte: Autor

Numerador

Denominador

Nas frações próprias, o numerador

é menor que o denominador.

Frações impróprias: são frações maiores que a unidade.

impróprias: são frações maiores que a unidade. 7 4 Figura 3 - Frações imprórias Fonte: Autor

7

4

Figura 3 - Frações imprórias Fonte: Autor

Nas frações impróprias, o numerador é maior que o denominador.

Frações aparentes: são frações em que o numerador é sempre múltiplo do denominador.

em que o numerador é sempre múltiplo do denominador. Figura 4 - Frações aparentes Fonte: Autor

Figura 4 - Frações aparentes Fonte: Autor

12

As frações aparentes repre-

4

sentam inteiros.

Frações equivalentes: são frações que representam o mesmo valor.

equivalentes: são frações que representam o mesmo valor. Figura 5 - Frações equivalentes Fonte: Autor Para

Figura 5 - Frações equivalentes Fonte: Autor

Para obtermos uma fração equivalente a outra, bas- ta multiplicar ou dividir o numerador e o denominador pelo mesmo número.

2 CONCEITOS

27
27

números mistos: são números que representam uma parte inteira e mais uma fração.

que representam uma parte inteira e mais uma fração. = Figura 6 - Números mistos Fonte:

=

que representam uma parte inteira e mais uma fração. = Figura 6 - Números mistos Fonte:

Figura 6 - Números mistos Fonte: Autor

extração de inteiros: é a representação de uma fração imprópria por um

número misto. Sendo a fração imprópria

significa evidenciar a parte inteira e a parte fracionária. Para tanto, devemos divi-

dir o numerador pelo denominador. O quociente será a parte inteira. O resto será o numerador e conservamos o mesmo denominador.

4 3 , representá-la com um número misto

Assim:

3

4

3 1 quociente

1 resto

1 inteiro , sobra 1

Dai: inteiro

 

1

1

sobra

V

3

denominador

obtendo uma fração imprópria a partir de um número misto:

Multiplicamos a parte inteira pelo denominador e adicionamos o numerador ao produto obtido, mantendo o denominador.

Considere agora o número misto 1

1

parte inteira

x

3

denominador

Executando:

Dai: 1

1

3

->

+

1

3

1

=

4

numerador

(numerador da fração)

4

3

Redução de frações ao mesmo denominador

Para reduzir duas os mais frações ao mesmo denominador, devemos efetuar três procedimentos:

1º Calcular o m.m.c. (mínimo múltiplo comum).

2º Dividir o m.m.c. pelos denominadores das frações dadas.

>

28
28

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3º Multiplicar o quociente encontrado em cada divisão pelo numerador da res- pectiva fração. O produto encontrado é o novo numerador.

Tendo as frações:

3

4 ;

1

2 ;

5

6

1º Determinação do m.m.c:

4

2

6

2

1

3

1

1

3

1

1

1

2 2 3 12
2
2
3
12

2º Divisão do mmc pelos respectivos denominadores:

12

÷

4 = 3

12 ÷

2 = 6

12

÷

6 = 2

3º Multiplicação dos respectivos numeradores pelo quociente encontrado:

3x3

12

6x1

12

2x5

12

Ficando, então:

9

12

6

12

10

12

operação com frações

Adição e subtração

Adição e subtração com o mesmo denominador: Adicionamos ou subtraímos os numeradores e mantemos o denominador.

Assim:

7

8

+

5

8

=

12

8

ou

7

8

-

5

8

=

2

8

Adição e subtração de frações com denominadores diferentes: reduzimos as frações ao mesmo numerador calculando o mmc e procedemos, agora, à soma ou à subtração de frações com o mesmo denominador.

Assim:

Multiplicação:

3

4

+

2

5

=

15

20

+

8

20

=

23

20 ou

3

-

2

=

15

-

8

=

7

4

5

20

20

20

A multiplicação de frações é efetuada multiplicando os numeradores entre si e os denominadores entre si.

Assim:

5

6

x

7

4

=

35

24

Numa multiplicação de frações, costumamos simplificar os fatores comuns ao numerador e ao denominador antes de efetuá-la. Exemplo:

4 x 5 -> 4 x 5 -> 4 x 1 = 4 5 8
4
x
5
->
4
x
5
->
4
x
1
=
4
5
8
5
8
1
8
8

=

Simplificado

1

2

2 CONCEITOS

29
29

Divisão de frações:

A divisão de duas frações é efetuada multiplicando a primeira fração pela fra-

ção inversa da segunda.

Alguns procedimentos devem ser observados:

Transformar os números mistos em frações impróprias, se for o caso.

Transformar os números inteiros em frações aparentes, se for o caso.

3º Simplificar.

4º Multiplicar os numeradores e os denominadores entre si.

5º Extrair os inteiros.

3 4 5 20 Exemplo: 4 = x = 7 5 7 3 21 3
3
4
5
20
Exemplo: 4
=
x
=
7
5
7
3
21
3
5
3
7
21
=
x
=
4
7
4
5
20

= 1

1

20

2.2.2 númeRos decimais

Os numerais decimais surgiram da necessidade de efetuar operações aritméti- cas por meio de números inteiros sem o uso de frações. O método foi desenvolvi- do por Simon Stevin (1548-1620), matemático e engenheiro holandês.

Os números decimais têm origem nas frações decimais. Como por exemplo:

A

fração

2 1 dá origem ao numeral decimal 0,5.

casa decimal:

Casa decimal é a posição que um algarismo (signo gráfico que representa um núme- ro) ocupa após a vírgula. A vírgula separa a parte inteira da parte fracionária do número.

Tabela 2: nomenclatura das casas decimais

VAlor

noMe

CAsAs deCIMAIs

1x10 -1

décimo

1

1x10 -2

centésimo

2

1x10 -3

milésimo

3

1x10 -4

décimo de milésimo

4

1x10 -5

centésimo de milésimo

5

1x10 -6

milionésimo

6

1x10 -7

décimo de milionésimo

7

1x10 -8

centésimo de milionésimo

8

1x10 -9

bilionésimo

9

30
30

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

ConTInuAção TAbelA 2: nomenclatura das casas decimais

VAlor

noMe

CAsAs deCIMAIs

1x10 -10

décimo de bilionésimo

10

1x10 -11

centésimo de bilionésimo

11

1x10 -12

trilionésimo

12

1x10 -13

décimo de trilionésimo

13

1x10 -14

centésimo de trilionésimo

14

1x10 -15

quatrilhonésimo

15

1x10 -16

décimo de quatrilhonésimo

16

1x10 -17

centésimo de quatrilhonésimo

17

1x10 -18

quintilhonésimo

18

1x10 -19

décimo de quintilhonésimo

19

1x10 -20

centésimo de quintilhonésimo

20

Decimais Infinitos

Fonte: Autor

Também chamados de dízima periódica, apresentam repetição de algarísmos.

Exemplo: 1,456860733773 ou 2,222222222222 Representação: InTeIros FrACIonAdos Classe dos milhões Classe dos
Exemplo:
1,456860733773
ou
2,222222222222
Representação:
InTeIros
FrACIonAdos
Classe
dos milhões
Classe dos milhares
Classe das unidades
décimo
centésimos
milésimos
c
d
u
c
d
u
c
d
u
c: centena
d: dezena
u: unidade

Figura 7 - Decimais infinitos Fonte: Autor

Para separar as classes dos inteiros usamos o ponto, e para separar a parte in- teira da parte fracionária usamos a vígula.

Exemplo:

para separar a parte in- teira da parte fracionária usamos a vígula. Exemplo: Figura 8 -

Figura 8 - Decimais infinitos Fonte: Autor

2 CONCEITOS

31
31

operações com números decimais

Adição e subtração

Para adicionar números decimais, devemos posicionar o número inteiro abaixo de número inteiro, vírgula abaixo de vírgula e casa decimal abaixo de casa decimal.

Exemplos:

Somando os números:

+

3,

20,

456

12

23,

576

<- três casas decimais

<- duas casas decimais

Subtraindo os números:

-

33,

20,

456

12

13,

336

<- três casas decimais

<- duas casas decimais

Multiplicação e divisão

 

3,

456

+

20,

12

23,

576

33,

456

-

20,

12

13,

336

acertando a posição da virgula

acertando a posição da virgula

Para multiplicar números decimais, multiplicamos os números decimais como se fossem naturais e no produto colocamos a vírgula contando da di- reita para a esquerda um número de casas decimais igual à soma das casas decimais dos fatores.

Exemplo:

3,456 x 20,12

456

3,

20,

-

12

69,53472

<- três casas decimais <- duas casas decimais <- cinco casas decimais

Para multiplicar um número decimal por 10,100,1000,

deslocamos a vírgula

para a direita tantas casas quantos forem os zeros do multiplicador.

Exemplo: 2,35x100 = 235

Para dividir um número decimal por 10,100,1000,

deslocamos a vírgula no

dividendo para a esquerda tantas casas quantos forem os zeros do divisor.

Exemplo: 67,789 ÷ 10 = 6,7789

32
32

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

2.3 múLtIPLoS e SubmúLtIPLoS

Em 1795 foi introduzido na França o Sistema Métrico Decimal que, por sua ra- cionalidade, logo se espalhou por todo o mundo. Vários sistemas foram utilizados desde então, a exemplo do Metro-Quilograma-Segundo (MKS) e do Centímetro- -Grama-Segundo (CGS), que usavam as bases do sistema métrico decimal, até que em 1960, durante a 11ª CONFERÊNCIA DE PESOS E MEDIDAS realizada em Pa- ris, foi formulado um novo sistema baseado também do Sistema Métrico Decimal, ao qual se denominou SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI). Este Sistema passa por revisões periódicas.

VOCÊ SABIA? Até meados do século XVIII, as unidades de medida eram arbitrárias, variando de

VOCÊ

SABIA?

Até meados do século XVIII, as unidades de medida eram arbitrárias, variando de um país para outro, o que trazia enormes transtornos nas conversões. Por causa disso, os cientistas propuseram unidades de medida universais.

2.3.1 caRacteRísticas do sistema métRico decimal

O sistema métrico é de base decimal e apresenta múltiplos e submúltiplos, ra- cionalmente escolhidos, utilizando prefixos gregos e latinos, segundo potências de dez, conforme demonstrado no quadro a seguir:

Tabela 3: Múltiplos e submúltiplos do sistema métrico

Valores

Prefixos

Símbolos

Valores

Prefixos

Símbolos

10

18

exa

E

10

0

1

unidade

   

fundamental

10

15

peta

P

10

-1

deci

d

10

12

terá

T

10

-2

centi

c

10

9

giga

G

10

-3

mili

m

10

6

mega

M

10

-6

micro

μ

10

3

quilo

k

10

-9

nano

n

10

2

hecto

H

10

-12

pico

p

10

1

deca

D

10

-15

femto

f

10

0

1

unidade

10

-18

atto

a

 

fundamental

 

Fonte: Autor

2.3.2 pRefixos métRicos

Em eletricidade básica algumas unidades de medidas podem ser ou muito pequenas ou muito grandes para serem expressas. Por exemplo: no caso de resis- tência frequentemente são utilizados valores de resistência da ordem de milhares de ohms. O prefixo “k” (quilo) é uma forma conveniente de se representar mil, assim como o prefixo “M” (mega) milhão.

2 CONCEITOS

33
33

Dessa forma, um resistor de 12.000 Ω (ohm: unidade de medida para resistência elétrica) pode ser representado, convenientemente, por 12k Ω (doze quiloohm), e um resistor de 1.000.000 de ohms pode ser representado por 1M Ω (um megaohm). Os prefixos “kilo” e mega referem-se aos múltiplos da unidade fundamental.

No caso da corrente elétrica, é muito frequente a utilização de milésimos ou milionésimos de ampères (A = unidade de medida de intensidade de corrente elétrica). Assim, uma corrente de 0,001A pode ser representada por 1mA (miliam- père), que é um submúltiplo da unidade fundamental, enquanto uma corrente de 0,000002A pode ser representada por 2μA (microampères).

Veja a seguir alguns exemplos do uso destes prefixos nas conversões:

Tabela 4: Prefixos de conversões

12.500 Ω

12,5k Ω

ou 12k5 Ω

4.700.000 Ω

4,7M Ω

ou 4M7 Ω

35.000V

35kV

 

1.500V

1,5kV

 

0,0034A

3,4mA

 

200mA

0,2A

 

14.000μA

0,014A

ou 14mA

2.200W

2,2kW

 

Fonte: Autor

Frequentemente é necessário converter uma unidade de medida maior em outra menor ou vice-e-versa, principalmente quando desejamos efetuar opera- ções como soma e subtração.

Assim, para somar 0,23V (V (volt) = unidade de medida de tensão elétrica) com 2mV, é necessário que as unidades de medidas sejam iguais, ou V (volt) ou mV (milivolt), ou seja necessitamos igualar as unidades de medida. E para tal deve- mos fazer com que 0,23V se transforme em 230mV.

Logo: 230mV + 2mV = 232mV ou, ainda, podemos transformar 2mV em 0,002V, neste caso temos: 0,23V + 0,002V = 0,232V.

FIQUE ALERTA Quando o deslocamento no sentido vertical for para cima, desloque a vírgula para

FIQUE

ALERTA

Quando o deslocamento no sentido vertical for para cima, desloque a vírgula para a esquerda.

Quando o deslocamento no sentido vertical for para baixo, desloque a vírgula para a direita.

Considere sempre a unidade fundamental (UF) = 10 0 .

Lembre-se de que qualquer número inteiro pode ser mentalizado como um número precedido de uma vírgula e zeros, em conformidade com a aproximação desejada.

Vejamos os exemplos de conversão de unidades a seguir:

Converter 12.000mV em V (volt):

34
34

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Analisando a Tabela 4, anterior, verificamos que, para converter 12.000mV para

V (volt), o deslocamento no sentido vertical ocorre para cima. Isto significa que

devemos deslocar a vírgula para a esquerda. Mas, quantas casas devemos deslo- car à esquerda? A diferença entre os expoentes do mV (10 -3 ) para a unidade fun- damental (10 0 ) é 3. Logo, deverão ser deslocadas três casas à esquerda.

Assim: 12.000mV = 12V

Levando em conta que 12.000 pode ser escrito como 12.000,00

e deslocando

a vírgula 3 casas à esquerda, teremos então 12,000, que é representado por 12.

Converter 4.500V em kV (kilovolt):

Neste caso, o deslocamento vertical também é para cima e por isso a vírgu-

la deve ser deslocada à esquerda. A diferença entre os expoentes também é 3.

Logo: 4.500V = 4,5kV.

Um resistor de 33.000 Ω pode ser representado como 33x(1x10 3 ) onde na base

10 o expoente 3 faz o deslocamento em três casas, sendo assim: 33.000 Ω = 33K Ω.

2.4 ConverSão de bASe numérICA

Na grande maioria das vezes, ao ouvirmos a palavra “números”, a associamos ao sistema decimal, porque é com ele que estamos acostumados a operar. O sis- tema decimal está fundamentado em algumas regras que são base para qualquer outro sistema. Sendo assim, é importante estudar estas regras e aplicá-las aos sis- temas de numeração binária, decimal e hexadecimal.

Uma das regras demonstra que um dígito (numeral) no sistema decimal (base 10) tem dois significados: um é o valor propriamente dito do dígito, e o outro está relacionado com a posição do dígito no número (peso).

Vamos compreender melhor com o seguinte exemplo:

O numeral 7 no número 70 corresponde a sete dezenas, ou seja 7 x 10, de-

vido à posição que ele ocupa no número. Este princípio é aplicável a qualquer sistema de numeração onde os dígitos possuem “pesos” determinados por seu posicionamento. Sendo assim, um sistema de numeração genérico pode ser expresso da seguinte maneira:

N = dn . Bn +

Onde:

N = representação do número na base B

dn = dígito na posição n

+ d3. B 3 + d2. B 2 + d1 . B 1 + d0 . B 0

B

= base do sistema utilizado

n

= valor posicional do dígito.

2 CONCEITOS

35
35

Veja como os número 1587 fica representado no sistema decimal:

N = d3 . B 3 + d2 . B 2 + d1 . B 1 + d0 . B 0

1587 = 1 . 10 3 +

1000 + 500

5 . 10 2 +

80

+

7

8 . 10 1 + 7 . 10 0

+

2.4.1 sistema de numeRação bináRio

O sistema binário utiliza dois dígitos (base 2) para representar qualquer quan-

tidade. De acordo com a definição de um sistema de numeração qualquer, o nú- mero binário 1101 pode ser representado da seguinte forma:

1101

= 1 . 2 3 + 1 . 2 2

+

0 . 2 1 + 1 . 2 0

1101

=

8

+

4

+

0

+ 1

= 13

Note que os índices foram especificados em notação decimal, o que possibilita a con- versão binária-decimal como descrito acima. Através do exemplo anterior, podemos no- tar que a quantidade de numerais necessária para representar um número qualquer, no sistema binário, é muito maior quando comparada ao sistema decimal. A grande vanta- gem do sistema binário reside no fato de que, possuindo apenas dois dígitos, eles são fa- cilmente representados por uma chave aberta e uma chave fechada, ou um relé ativado e um relé desativado, ou um transistor saturado e um transistor cortado; o que torna sim- ples a implementação de sistemas digitais mecânicos, eletromecânicos ou eletrônicos.

Em sistemas eletrônicos, o dígito binário (0 ou 1) é chamado de BIT, enquanto um conjunto de 8 bits é denominado BYTE.

2.4.2 conveRsão bináRio decimal

A conversão de um número do sistema binário para o sistema decimal é efe-

tuada simplesmente adicionando os pesos dos dígitos binários 1, como mostra- mos os exemplos a seguir:

Solução:

a) 1 . 2 4 + 1 . 2 3 + 0 . 2 2 + 1 . 2 1 + 0 . 2 0

11010 =

11010 =

16

+

8

+

0

+

2

+ 0

11010 = 26 (D)

b) 1100100 = 1 . 2 6 + 1 . 2 5 + 0 . 2 4 + 0 . 2 3 +

64 +

1100100 = 100 (D)

1100100 =

32

+

0

+

0

+