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Psicologia do Desenvolvimento e

da Aprendizagem
SUMÁRIO
Aula nº5. Data: 23 de Março de 2012 – (Sexta,15.30h- 17.30h)
1. Noção de Desenvolvimento Humano
1.1. Conceitos e modelos do Desenvolvimento
2. Abordagem de algumas teorias explicativos do
desenvolvimento infantil e das suas implicações na
aprendizagem:

1. Teoria construtivista - Piaget e as pesquisas neopiagetianas;

1 Psicologia do Desenvolvimento e da aprendizagem


Desenvolvimento: uma visão holística
 períodos do desenvolvimento humano

2 Psicologia do Desenvolvimento e da aprendizagem


ABORDAGEM DE ALGUMAS TEORIAS
EXPLICATIVOS DO DESENVOLVIMENTO

Teoria construtivista - Piaget e as pesquisas neopiagetianas;

3 Psicologia do Desenvolvimento e da aprendizagem


Desenvolvimento cognitivo na infância

 Para quê perceber o desenvolvimento cognitivo?


 Se compreendermos como e quando os sistemas cognitivos se
desenvolvem podemos evitar ensinar o que as crianças ainda
não podem aprender, ou perder oportunidades para ensinar.
Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Piaget deixa claro que o desenvolvimento cognitivo é um prolongamento de processos


motores inatos, ou seja, a criança vem ao mundo equipada geneticamente para produzir
determinadas respostas motoras, que constituem a função sobre a qual as estruturas
mentais posteriores se irão construir.
Então, os dados biológicos dirigem inevitavelmente o desenvolvimento cognitivo.

A teoria do desenvolvimento cognitivo de Piaget mostra-nos como os nossos processos de


pensamento assumem formas dramaticamente diferentes, durante os diferentes períodos
de desenvolvimento.

5 Psicologia do Desenvolvimento e da aprendizagem


Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Destaca o papel da experiência e da aprendizagem pela acção no


desenvolvimento e na mudança. No entanto, é importante referir que nem
todos nós funcionamos em estado adulto de forma formal, que todo o
nosso desenvolvimento é pautado por este tipo de funcionamento existindo
áreas onde o nosso desenvolvimento ficou incompleto.
Assim, o desenvolvimento pode continuar se forem asseguradas condições
de apoio e experiências de aprendizagem novas e apropriadas.

6 Psicologia do Desenvolvimento e da aprendizagem


Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Esquema (são formas de processar informação e modificam-se à medida que o


ser humano cresce e aprende).

Existem dois tipos – esquemas sensório-motores ou acções


e
esquemas cognitivos que são conceitos

O processo é sempre o mesmo. A criança vai incorporando os novos objectos percebidos aos
esquemas de acção já formados (assimilação – consiste em interpretar novas experiências em
termos das estruturas mentais existentes sem que estas se alterem), mas por outro lado estes
esquemas de acção vão-se transformando (acomodação – consiste em alterar as estruturas
mentais existentes para integrar novas experiências) em função da assimilação e da
acomodação (Piaget, 1990).

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Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

À medida que contactamos com nova informação ajustamos ao nosso esquema,


mas simultaneamente assimilamos a nova aprendizagem aos esquemas
antigos.

“A mente procura um equilíbrio entre a assimilação e a acomodação para


eliminar inconsistências ou faltas entre a realidade e a representação da
mesma. Este processo designa-se de equilibração, é fundamental para a
adaptação humana” (Craig, 1996, cit. por Tavares, 2007: 117).

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Piaget e os estádios
Segundo Piaget o estádio que caracteriza o desenvolvimento cognitivo da criança
nesta fase é o estádio sensório-motor (0-24) – Inteligência sensório-motor.

Inteligência anterior à linguagem e ao pensamento e


potencia-se na percepção e no movimento;
Actividades sensoriomotoras;
Inteligência prática;
Termina com a permanência do objecto.
 Neste período, é importante referir:
 A importância da experiência, da prática, da interação com o
meio ambiente através dos sentidos
 Importância da riqueza e da qualidade do meio e da experiência
(estimulação sensorial – cores, sons, texturas, etc)

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Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Permanência do objecto – 18m - (a criança é capaz de saber que os objetos


existem embora estejam fora do seu alcance de visual)
- É uma espécie de memória elementar. A criança passa a reter na mente
uma imagem dos objectos desaparecidos;

- Emerge quando a criança percebe que um objecto embora não estando


no seu campo de visual, ele continua a existir;

- Com esta capacidade a criança sabe que a desaparição é apenas


temporária, não necessitando da busca visual permanente.

IMPORTANTE
Esta “permanência” para surgir tem que ser precedida por um conjunto de
experiências com qualidade que resultam de um ambiente estimulante.
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Piaget e os estádios
 Representação simbólica – 18/24 m – (através da combinação mental e não
pelo uso do tacto, o bebé representa mentalmente os acontecimentos e
objetos através do uso de símbolos. Passa-se da inteligência sensório-
motora para a inteligência simbólica.

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Sub-estádio Idade características exemplos
Designação (meses)

1 – exercícios reflexos 0-1 Exercícios dos reflexos Sucção começa logo que sente o mamilo

2 – reacções circulares primárias 1-4 Repetição dos reflexos (centrado no próprio corpo) Mamar no biberão

3 – reacções circulares secundárias 4-8 Mais interessados no ambiente. Repetem acções com Puxar alguma coisa e vê-la cair. Início da
resultados interessantes permanência do objecto

4 – coordenação de esquemas secundários 8-12 Actos intencionais dirigidos a objectivos Puxar um cordel de uma caixa de música. Procura o
objecto sempre no mesmo local

5 – reacções circulares terciárias 12-18 Curiosidade e experimentação. Exploram activamente o Solução para os problemas por tentativa e erro.
meio envolvente Procura objecto no último local onde foi escondido
se vir os deslocamentos

6 – associações mentais 18-24/30 Representação mental dos acontecimentos. Pensa e Conceito de objecto desenvolvido, procura em
antecipa acontecimentos. todos os locais possíveis

Adaptado de Lourenço, O. (2002); Papalia et all, 2006


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1º subestádio-Reflexos:
Os primeiros esquemas de acção ou sensório-motores são os
reflexos inatos (sucção, preensão, audição, visão, olfacto, o
tacto e o paladar) que se vão transformando, pela estruturação
do espaço e do tempo, em imagens mentais que a criança
guarda e que vai começar a usar com intencionalidade.

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psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

2º subestádio –reacções circulares primárias


As sensações, as percepções e os movimentos próprios da criança organizam-se em
“esquemas de acção” que progressivamente se transformam em reacções
circulares, implicando já a intencionalidade dos acontecimentos. Ex. a
sucção do polegar, começa por ser um reflexo que progressivamente se transforma
num hábito.

 “Reacções circulares: quando o bebé aprende a reproduzir acontecimentos agradáveis ou


interessantes que inicialmente são produzidos não intencionalmente como resultado, por exemplo,
de um reflexo” (Tavares, J. e outros, 2007: 45)

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psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

3º subestádio – reacções circulares secundárias.

O bebé repete acções interessantes agora para além do seu


próprio corpo, abrangendo objectos exteriores.

Deixa de estar circunscrito ao seu próprio corpo, começa a explorar outros


objectos – agarrar o guizo, faz gerir os objectos sobre o berço

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Permanência do objecto (incompleto) – 18m - a criança é capaz de saber que os


 4º subestádio -
objectos existem embora estejam fora do seu alcance de visual.

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5º subestádio – reacções circulares terciárias – o bebé explora activamente o mundo através


de estratégias de tentativas-erro para resolver problemas. A criança não comete o erro A-
não-B pois tem já a noção do deslocamento sucessivo do objecto, mas só os visíveis para os
invisíveis só consegue localizar um deslocamento.
6º subestádio - Representação simbólica – 18/24 m – através da combinação mental e
não pelo uso do tacto, o bebé representa mentalmente os acontecimentos e
objectos através do uso de símbolos. Passa-se da inteligência sensório-
motora para a inteligência simbólica.
O bebé deixa de estar limitado à estratégia tentativa-erro para resolver
problemas. A criança passa a poder imitar acontecimentos posteriores à sua
ocorrência – imitação diferida – e a dizer palavras relativas a pessoas ou
objectos ausentes pois já possui as imagens mentais correspondentes.

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Piaget e os estádios
Importante…
O bebé é um ser activo na construção do seu desenvolvimento

> interacção com o


meio
1º esquemas de acção reflexos: sucção, preensão, capacidades sensoriais (visão,
audição, tacto olfacto e paladar);
2º o mundo é caótico e existe o aqui e o agora, em slides – circunscrito a um espaço e
a um tempo;
3º não existe diferença entre o bebé e o mundo;
1º mês
4º reacções circulares – com a repetição dos comportamentos agradáveis, inicialmente
sem intencionalidade;
5º emergem os primeiros hábitos – comportamento intencional
4º mês
Piaget e os estádios
6º aumenta o interesse pelo mundo – repete acções que considera interessantes;
7º deixa de estar circunscrito ao seu próprio corpo, começa a explorar outros
objectos – agarrar o guizo, faz gerir os objectos sobre o berço;
8º aprende a relação entre as suas acções e as consequências sensoriais –
permanência do objecto; identifica os objectos, este funcionamento mental
permite a distinção entre o familiar e o estranho;
8 mês
9º permanência do objecto – as coisas passam a existir mesmo que se encontrem
fora do alcance visual;
10º o mundo deixa de ser tão caótico;
11º só procura o objecto no sitio onde o viu desaparecer – A não B
12º o comportamento do bebé torna-se mais intencional e deliberado – atinge com
maior sucesso o que pretende
12 meses
Piaget e os estádios
13º o bebé explora activamente o mundo – por tentativa e erro procura resolver os seus
problemas

14º a criança adquire a noção de deslocamento


18 meses
15º representação mental dos acontecimentos e dos objectos através de símbolos –
representação simbólica;
24 meses
16º passagem da inteligência sensória-motora para a inteligência simbólica;
17º a criança e os objectos existem no mesmo espaço mas são diferentes;
18ª o desenvolvimento de competências perceptivo-motoras – o uso da linguagem para
traduzir pensamentos e sentimentos;
19º o desenvolvimento da linguagem reflecte uma interacção entre a vertente: física –
sons; cognitiva + emocional – significado; social – interacção;
Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

Estádio intuitivo ou pré-operatório (2-6) – pensamento pré-operatório no qual a


criança, ainda, não desenvolve o uso do princípio lógico do pensamento.

Durante este período, o pensamento sofre uma transformação qualitativa. As crianças deixam de estar
circunscritas ao seu meio sensorial imediato. Surge a possibilidade de representação elementar (acções,
percepções coordenadas interiormente).
Aumento substancial da capacidade de armazenamento de imagens;

Aumento substancial do vocabulário, especialmente da capacidade de compreender e usar palavras


(ambientes ricos promovem uma linguagem mais desenvolvida);

A linguagem oral funciona como um forte impulsionador do desenvolvimento;

Nesta fase as crianças são profundamente egocêntricas e isso manifesta-se na sua forma de expressão
linguística;

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Pensamento mágico fruto de uma imaginação prodigiosa da criança, ou seja não é muito importante a “verdade”
mas aquilo que intuitivamente ela assume como verdadeiro. Um querer tornar os seus desejos em realidade,
sem preocupações lógicas.

Ex: amigos imaginários; histórias mirabolantes; tem conversas consigo próprias ou com objectos
inanimados.

Dois subestádios:
Pré-conceptual (2-4). Nele se destaca o egocentrismo intelectual, ou seja, a criança acha que o mundo
foi criado para ela; Não consegue compreender as relações entre as coisas nem o ponto de vista dos
outros. Acha que a lua a segue…
e
Pensamento intuitivo (4-6) – pensamento subjectivo, imediato e directo, não reversível sem lógica
do conjunto, percepcionando um acontecimento em partes separadas.
As crianças neste período não se preocupam com a precisão mas dedicam-se a imitar e a experimentar. A
vantagem do modo intuitivo é que as crianças são capazes de livres associações, fantasias e significados
únicos ilógicos.
A estrutura mental é amplamente intuitiva e imaginativa; O pensamento intuitivo é muito importante para o
desenvolvimento da criatividade.

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psicológicas: Estádios do desenvolvimento segundo Piaget

O pensamento dominante é o simbólico, no qual as ideias substituem a experiência


concreta - pensamento infantil que envolve o uso das palavras, gestos, imagens e acções
para representar ideias, pensamentos e comportamentos.

Nesta fase no entanto, a criança já tem um pensamento que lhe permite distinguir entre o real e
o imaginário. Podendo já aprender sequências de números e algumas letras, começando a
emergir alguns atributos do estágio seguinte.

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Desenvolvimento infantil
 Período pré-operatório (2-6)

 Pensamento intuitivo ou pré-operatório – ausência de princípios lógicos do pensamento;


pensamento subjectivo, imediato e directo. Pensamento não reversível; sem lógica de
conjunto.
 Egocentrismo intelectual – interpreta as situações usando o seu próprio ponto de vista
numa perspectiva autocentrada;
 Pensamento mágico – imaginação prodigiosa; um querer tornar os seus desejos em
realidade, sem preocupações lógicas;
 Pensamento dominado pela fantasia – sem diferenciação entre o essencial e o superficial;
a parte e o todo;

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Desenvolvimento infantil
Desenvolvimento cognitivo
 Um dos factores do desenvolvimento cognitivo é sem dúvida a actividade social que se desenvolve nesta
fase devido aos desafios que o mundo apresenta à criança. Esta é rentabilizada pelo uso da fantasia.

 Os educadores têm um papel vital na forma como apresentam o mundo ,definindo a forma de pensar
da criança em contexto social.

 O desenvolvimento do vocabulário, incluindo a capacidade de compreensão e uso da palavra, é


especialmente notável (Ex. uma criança com 2 anos compreende 200 palavras, uma criança com 5 anos
compreende duas mil).

 Ao nível da linguagem as crianças neste período não se preocupam com a precisão mas dedicam-se a
imitar sons e a experimentar e dizer muitas palavras diferentes. A vantagem do modo intuitivo é que as
crianças são capazes de livres associações, fantasias e significados únicos ilógicos.

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Características e estrutura formal do
raciocínio do pré-operatório
• Centração – a criança centra-se na dimensão mais saliente (eg. prova
dos líquidos)

• Egocentrismo (não distingue o ponto de vista do próprio do ponto de vista dos outros)

• Irreversibilidade (não percebe a existência de uma operação que anula outra - eg.
Prova dos líquidos)

• Triunfo da afirmação sobre a negação (já que a negação implica de alguma


forma reversibilidade – prova de afirmação /negação (Piaget, 1974 in Lourenço pág. 301/2)

Lourenço, O. (2002). Psicologia de desenvolvimento cognitivo. Coimbra: Almedina.


Características e estrutura formal do
raciocínio do pré-operatório
• Subordinação das transformações às configurações ( para a criança é
mais importante a forma do que a operação envolvida)

• Confusão entre transformações relevantes e irrelevantes (eg


conservação dos líquidos “tem mais porque é mais alto”)

• Compreensão de relações autónomas em termos subjectivos


– Pensamento animista (humanizar o que não o é: eg desenhar o sol com
olhos e sorriso, falar com flores)
– Finalista (ver razões onde há apenas causas)
– Artificialista (perceber a acção humana onde ela não existe)
– Transdutivo (generaliza do particular para o particular)

Lourenço, O. (2002). Psicologia de desenvolvimento cognitivo. Coimbra: Almedina.


O símbolo e a linguagem (2-7anos)

• Desenvolvimento da linguagem e da utilização de símbolos, a


importância de utilizar a linguagem na interacção com
crianças desta faixa etária – ler histórias, falar muito com elas
• A aprendizagem para eles é intuitiva – gostam de se ouvir
• Treinam falar – livres associações e fantasias, desenvolvem
explicações ilógicas para as coisas: amigos imaginários, falar
com objectos, falar sozinhas, inventar histórias sobre a sua
vida
Abordagem do desenvolvimento perspectivado por várias teorias
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A criança na idade escolar encontra-se no estádio das operações concretas (7-12).


O pensamento é mais concreto e mais lógico. A criança já pode medir, pesar e calcular
quantidades;
O pensamento é menos intuitivo e egocêntrico e mais lógico com a capacidade de realizar
operações mentais –
“são acções interiorizadas, isto é, executadas já não materialmente, mas
interiormente e simbolicamente; acções que podem combinar-se de todas as
maneiras e, em especial, que podem ser invertidas, sendo reversíveis” (Tavares, J. e
outros, 2007: 59).

É a fase por excelência para o desenvolvimento de competências e actividades como:


contar; classificar; construir; e manipular.

As actividades agora podem ter regras e estas são lei que não podem ser
alteradas.

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O pensamento é operatório e caracteriza-se pelo desenvolvimento sequencial


de uma ideia, de acordo com princípios lógicos – raciocínio, reversível,
flexível e mais complexo e lógico.

Podem estabelecer-se relações de causa efeito, especialmente se à sua


frente tem um objecto e observa as suas transformações.
Isto exige experimentação, manipulação e muita acção sobre o
ambiente físico.
A reversibilidade de pensamento permite que a criança entenda que
é possível somar mas também é subtrair e que essas operações estão
relacionadas.

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Abordagem do desenvolvimento perspectivado por
várias teorias psicológicas

BIBLIOGRAFIA

 GOLSE, B. (1998). O Desenvolvimento Afectivo e Intelectual da criança. (3ª. Ed.). Porto Alegre: Artmed,
p. 30-31.
 TAVARES, J. & ALARCÃO, I. (2005). Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem. Coimbra:
Almedina.
 TAVARES, J., Pereira, A.S., Gomes, A.A., Monteiro, S. e Gomes, A. (2007). Manual de Psicologia do
desenvolvimento e aprendizagem. Porto: Porto Editora.
 SOARES, I. (2009). Relações de vinculação ao longo do desenvolvimento. Braga: Psiquilibrios.
 SPRINTHALL, N. A. & SPRINTHALL, R. C. (1993) Psicologia Educacional. Uma abordagem
desenvolvimentista. Lisboa: McGraw-Hill, p. 102-152.

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