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COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR JOSÉ ALOÍSIO ARAGÃO


ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL
RUA PIAUÍ, Nº. 720 - CENTRO
LONDRINA - PARANÁ

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

INTRODUÇÃO

VOLUME 1

LONDRINA
2012
2

SUMÁRIO

Marco Situacional____________________________________________________ 05
Apresentação ---------------------------------------------------------------------------------------------- 06
Introdução -------------------------------------------------------------------------------------------------- 09
Identificação ----------------------------------------------------------------------------------------------- 10
Missão ------------------------------------------------------------------------------------------------------- 10
Objetivos ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 10
Princípios --------------------------------------------------------------------------------------------------- 11
Filosofia do Colégio -------------------------------------------------------------------------------------- 11
Ensino Fundamental --------------------------------------------------------------------------------- 12
Ensino Médio ------------------------------------------------------------------------------------------- 12
Ensino Profissional ----------------------------------------------------------------------------------- 13
Aspectos Históricos e Legais da Escola ------------------------------------------------------------ 14
Contextualização ----------------------------------------------------------------------------------------- 15
Campo de Atuação --------------------------------------------------------------------------------------- 16
Aspectos Físicos ------------------------------------------------------------------------------------------ 17
Localização --------------------------------------------------------------------------------------------- 17
Vizinhança ---------------------------------------------------------------------------------------------- 17

Organização da Entidade Escolar / Regime Escolar________________________ 18


Turnos e Horários ---------------------------------------------------------------------------------------- 19
Distribuição dos Anos e Turmas ---------------------------------------------------------------------- 20
Equipe Diretiva e Pedagógica ------------------------------------------------------------------------- 20
Quadro do Pessoal Administrativo ---------------------------------------------------------------- 20
Quadro do Pessoal Pedagógico ------------------------------------------------------------------- 22
Quadro do Pessoal Docente ----------------------------------------------------------------------- 22
Caracterização da População ------------------------------------------------------------------------- 24
Perfil dos Pais ------------------------------------------------------------------------------------------ 24
Perfil dos Professores -------------------------------------------------------------------------------- 26
Perfil dos Alunos -------------------------------------------------------------------------------------- 27
Perfil dos Servidores --------------------------------------------------------------------------------- 28
Perfil dos Professores (as) Pedagogos (as) ---------------------------------------------------- 29
3

Estagiários de Cursos de Graduação da UEL ------------------------------------------------- 30


Análise de Dados Estatísticos: APROV / REP – IDEB ----------------------------------------- 31
Avaliação Institucional ----------------------------------------------------------------------------------- 35
Plano de Melhoria da Escola -------------------------------------------------------------------------- 50
Procedência -------------------------------------------------------------------------------------------- 50
Formação Continuada dos Professores --------------------------------------------------------- 52
Jornada de Humanidades: In/Exclusão e Juventude (s) ------------------------------------ 54
Fórum de Discussão do Estágio Supervisionado das Licenciaturas -------------------- 55
Outras ações a serem desenvolvidas no Colégio -------------------------------------------- 56
Normas de Convivência -------------------------------------------------------------------------------- 57
Tratamento e as Ações para Problemas Disciplinares ----------------------------------------- 58
Tratamento e Normas de Convivência para os Pais -------------------------------------------- 59

Projetos Desenvolvidos no Colégio_____________________________________ 61


Projeto de Teatro ----------------------------------------------------------------------------------------- 62
Concursos Literários ------------------------------------------------------------------------------------- 62
Viagem Cultural ------------------------------------------------------------------------------------------- 62
Fotonovela ------------------------------------------------------------------------------------------------- 62
Revista do Ano -------------------------------------------------------------------------------------------- 62
Projeto Rádio na Escola -------------------------------------------------------------------------------- 62
Projetos PIBID --------------------------------------------------------------------------------------------- 63
Prodocência ------------------------------------------------------------------------------------------------ 63

Marco Operacional___________________________________________________ 64
Órgãos Colegiados --------------------------------------------------------------------------------------- 65
Conselho Escolar ----------------------------------------------------------------------------------------- 68
Conselho de Classe ------------------------------------------------------------------------------------- 68
Professor Conselheiro ----------------------------------------------------------------------------------- 70
Representante de Classe ------------------------------------------------------------------------------ 72
Equipe Multidisciplinar ---------------------------------------------------------------------------------- 73
Formação Continuada dos Professores ------------------------------------------------------------ 73
Matrícula ---------------------------------------------------------------------------------------------------- 75
Frequência ------------------------------------------------------------------------------------------------ 75
4

Transferência ---------------------------------------------------------------------------------------------- 75
Adaptação Curricular ------------------------------------------------------------------------------------ 76
Aproveitamento de Estudos --------------------------------------------------------------------------- 77
Estágio Supervisionado – Educação Profissional ------------------------------------------------ 77
Estágio Não-Obrigatório – Educação Profissional ----------------------------------------------- 78
A Lei 11.788 -------------------------------------------------------------------------------------------- 79
Classificação e Reclassificação ---------------------------------------------------------------------- 81
Concepção de Inclusão --------------------------------------------------------------------------------- 82
Calendário Escolar --------------------------------------------------------------------------------------- 84
Organização dos Cursos, Sua Estrutura e Funcionamento ----------------------------------- 84

Marco Conceitual_____________________________________________________ 86
1. Que sujeitos queremos formar? ------------------------------------------------------------------- 87
2. Que saberes queremos discutir? ------------------------------------------------------------------ 88
3. Que sociedade queremos para viver? ----------------------------------------------------------- 89
4. Que escola queremos? ------------------------------------------------------------------------------ 90
5. Que educação queremos priorizar? -------------------------------------------------------------- 91
6. Que avaliação precisamos construir? ------------------------------------------------------------ 92
7. Que cultura queremos valorizar? ----------------------------------------------------------------- 94
8. Que conhecimentos queremos trabalhar? ------------------------------------------------------ 95
9. Que relações de poder queremos manter? ---------------------------------------------------- 96
10. Gestão democrática -------------------------------------------------------------------------------- 97
11. Processo ensino e aprendizagem --------------------------------------------------------------- 98
12. Cidadão e cidadania -------------------------------------------------------------------------------- 99
Considerações Finais ----------------------------------------------------------------------------------- 99
Bibliografia ------------------------------------------------------------------------------------------------- 100
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MARCO SITUACIONAL
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APRESENTAÇÃO

O Colégio Estadual José Aloísio Aragão – Colégio de Aplicação da


Universidade Estadual de Londrina tem por finalidade o aperfeiçoamento significativo da
política e da prática educativa escolar, promovendo em primeiro plano a qualidade de
ensino, nas dimensões política, social e técnica. Sob esta ótica, o processo educativo deve
voltar-se para a formação global do aluno com capacidade técnico-científica, humana e
social.
É claro que, esse processo resulta de um conjunto de relações com o
conhecimento e que deve ser vivenciado no contexto social em que acontece.
Portanto, o Projeto Político Pedagógico1 do Colégio de Aplicação/UEL é o
instrumento fundamental de promoção do saber científico escolar, é tomado numa
concepção de multi-integração ampla, gerando a necessidade da interdisciplinaridade,
passando a ser também objetivo da Instituição a reflexão, análise e redefinição curricular
com fins de ajustá-lo às constantes mudanças da realidade, à complexidade das exigências
profissionais e à rapidez das transformações e inovações científicas e tecnológicas. É claro
que não se esgota na análise curricular, mas estende-se à dimensão política e social da
socialização do conhecimento e no compromisso do colégio com a comunidade.
O PPP tem como objetivo geral a constituição coletiva de uma identidade
única, enquanto Colégio de Aplicação, superando-se a fragmentação do conhecimento, a
compartimentalização curricular, as reformulações não contextualizadas e as posturas
corporativas. Desse modo, o objetivo consiste, ainda, em resignificar o que seja o papel da
escola e sua função social, política e pedagógica na contemporaneidade.
Sabemos, contudo, que a escola busca o trabalho coletivo e cooperativo
através da gestão democrática e da participação na construção do Projeto Político
Pedagógico que tem o objetivo buscar um encaminhamento mais coerente para todo o
processo educativo e pedagógico do trabalho com os alunos desde os anos iniciais, anos
finais, até o Ensino Médio e Profissional. A prática educativa tem, nesse sentido, uma ação
intencional com sentido explícito e o compromisso definido coletivamente.
Em se tratando da construção e elaboração do PPP2 tem se constituído de
maneira coletiva e democrática, através do planejamento participativo. Essa construção se
dá a partir da comunidade interna e externa da escala, com propostas intencionadas e em
favor da educação de qualidade. Consiste também em um espaço para ser preenchido pela
utopia daqueles que desejam transformar a realidade das coisas: tornar as pessoas
melhores e mais justas.

1
Toda vez que citar Projeto Político Pedagógico lê-se PPP.
2
Projeto Político Pedagógico
7

O planejamento dos conteúdos de cada professor foi elaborado, a partir da


construção participativa no Projeto Político Pedagógico, a fim de que os objetivos propostos
no PPP sejam efetivamente constituídos no dia-a-dia superando o mero formalismo da
entrega de planos de curso no início e término do ano letivo, visando a continuidade da
formação do educando, quando há substituição de professores para a mesma disciplina, no
mesmo ano e em anos subseqüentes, evitando assim a fragmentação do processo ensino
aprendizagem e garantindo a qualidade do ensino.
A educação, fenômeno social e universal, é considerada atividade humana
necessária ao exercício da cidadania. Isto implica que cada grupo da sociedade tem como
obrigação cuidar da formação e do desenvolvimento do homem que dela participa, além de
prepará-los para uma vida ativa, participativa, transformadora nas mais variadas instâncias
sociais.
É importante ressaltar que a prática educativa, além de ser uma exigência
da vida social, também é elemento fundamental no provimento dos indivíduos, de
conhecimentos e cultura, que lhes permita uma atuação operante no meio em que vivem.
Isto na busca de transformação, em função de necessidades sociais, políticas e econômicas.
A forma como isto acontece pode ser caracterizada pela influência que o meio exerce sobre
o homem, que assimila e reconstrói os dados advindos desta interação, estabelecendo uma
relação cada vez mais ativa e transformadora com o contexto onde vive.
Cabe aqui caracterizar o que entendemos por educação, e no caso,
educação intencional, para determinarmos as ações que conduzirão aos objetivos
pretendidos pelo Colégio em seu Projeto Político Pedagógico. Conforme citação de Libâneo
(1992), podemos afirmar que educação corresponde neste contexto a toda “modalidade
intencional de influência e inter-relações que convergem para a formação de traços de
personalidade social e caráter implicando uma concepção de mundo, ideais, valores, modos
de agir, que se traduzem em convicções ideológicas, morais e políticas, princípios de ação
frente a situações reais de desafios da vida prática”.
Sendo assim, tomamos a educação em três dimensões que se completam:
como Instituição Social, inserida num momento histórico político; como Produto, que resulta
da ação educativa a partir de objetivos sociais e políticos, e como Processo, pela sua
característica de dinamismo, de transformações sucessivas, tanto no que diz respeito ao
desenvolvimento do sujeito que sofre a ação, como de desenvolvimento histórico do contexto
onde acontece a ação.
A partir deste prisma, podemos inserir a questão de ensino, que neste
projeto tem a conotação de ações, meios e condições para realização do processo ensino
aprendizagem. Este por sua vez refere-se a formação intelectual, desenvolvimento das
8

capacidades cognitivas, afetivas e psicomotoras através do domínio dos conhecimentos


sistematizados.
Assim o processo educativo que se desenvolve na escola possibilita a
assimilação e acomodação de conhecimentos e experiências já acumulados por gerações
anteriores durante os acontecimentos e tem sua continuidade nas transformações que
ocorrem em diversos contextos sócio-político-econômicos existentes.
Considerando que as finalidades educativas subordinam-se a escolha feita
frente a determinados modos de encarar a vida, o homem, a educação e as relações sociais,
“requerem uma direção de sentido para a formação dos indivíduos e processos que
assegurem a atividade prática que lhes correspondem” (LIBÂNEO, 1992). Isto significa que
para tornar efetivo o processo educativo, é preciso dar-lhe finalidade e meios conforme a
opção que se faça no que diz respeito ao tipo de sociedade que pretendemos.
Considerando assim, vemos, neste momento, a preparação dos educandos
para a participação na vida social como sendo o objetivo mais imediato da escola. Para que
isto aconteça são necessárias as condições para apropriação e possibilidades para análise
crítica desses conhecimentos frente ao contexto.
A apropriação dos conhecimentos sistematizados, a formação de
habilidades e práticas, permitirá ao aluno uma visão mais adequada do mundo em que vive
com uma interpretação dos fenômenos sociais e científicos mais condizentes com o seu
momento de vida. Permite, ainda, a ampliação da compreensão da natureza e da sociedade,
a aquisição de atitudes e convicções que o levem a posicionar-se frente aos problemas e
desafios da vida prática e, por último, a expressão elaborada dos acontecimentos que
correspondem aos interesses da maioria da sociedade, inserindo-se ativamente nos
movimentos de transformação.
A escola que queremos é democrática, organizada e acessível a todos,
facilitando aos seus usuários a aquisição de conhecimentos sistematizados já construídos no
decorrer do tempo. A posse destes conhecimentos permitirá todos os benefícios sociais
acumulados, sendo preciso que haja uma preocupação maior com o aumento da
escolarização, possibilitando o acesso e permanência destes educandos na escola. Alguns
fatores interferem nos baixos índices de acesso e permanência dos educandos associados à
estrutura e funcionamento do sistema escolar, estando em constante revisão, de modo que
os educadores possam propor novas práticas metodológicas, selecionar conteúdos
adequados ao desenvolvimento integral dos educandos numa perspectiva de promovê-los
como cidadãos, seja em relação a si mesmo, seja em relação à comunidade e à sociedade
em geral, tornando-se assim a meta primordial deste projeto, além da revitalização da
escola.
9

INTRODUÇÃO

Compreender o aluno como sujeito social é o grande desafio da escola,


visto que a concepção sobre quem é o sujeito-aluno, direciona uma prática intencional e
comprometida com uma formação humanística. Sabe-se que a sociedade, historicamente,
sofre grandes alterações em seus aspectos econômicos, culturais e políticos e,
conseqüentemente, a educação sofre alterações decorrentes dessas mudanças sociais mais
amplas.
Este projeto político pedagógico apresenta as intencionalidades,
esperanças e concretizações sobre uma educação básica refletida nesta proposta de
qualidade. Acredita-se que sem uma educação básica de qualidade e sem instituições de
ensino comprometidas com a consciência crítica de pessoas, nenhum país pode assegurar
um desenvolvimento próprio, genuíno e sustentável, e particularmente os países pobres e
em desenvolvimento.
O projeto apresenta uma análise do ensino em seus aspectos filosóficos,
políticos, metodológicos e curriculares que o compõem. Para tanto, busca-se a abordagem
crítica do conhecimento, visto que contempla toda a prática pedagógica de maneira
intencionada e emancipatória.
Em resposta à sociedade atual do conhecimento, pretende-se que a
educação escolar possa atuar como componente essencial do desenvolvimento cultural e
socioeconômico dos indivíduos, comunidades e sociedade global; superando o déficit de
conhecimentos e enriquecendo o diálogo entre os povos.
Para que a referida perspectiva seja atendida, compete às Instituições
proponentes da Educação Básica, o cumprimento às determinações legais, que considerem,
inicialmente, a Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
9394/96.
Nesse sentido, justifica-se a renovação do projeto político pedagógico
como expressão do dialogo, da interação entre profissionais de diversas áreas do
conhecimento, a fim que a educação crítica e transformadora se concretize, definida pelo
movimento dos professores com pleno domínio e compreensão da realidade social de seu
tempo, com a consciência crítica que lhe permita transferir e transformar as condições da
escola, da educação e da sociedade.
Ao nos respaldarmos na idéia de transformação, acreditamos que a
mudança se constitui pela reflexão e a ação, garantida pela estrutura curricular necessária
para a formação profissional e humana pretendida. Nesse sentido, o PPP do Colégio de
Aplicação trabalha na perspectiva de relação entre teoria e prática do conhecimento, de
modo a superar a dicotomia entre a reflexão e a ação pedagógica. Para que essa relação se
10

manifeste metodologicamente na formação dos alunos, pensa-se na veiculação de uma


proposta pedagógica curricular, visando à comunicação teoria-prática.

IDENTIFICAÇÃO

O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão – Ensino Fundamental,


Médio e Profissional, mais conhecido como “Colégio de Aplicação da UEL”, nasceu para
atender o disposto pelo Decreto Lei Federal nº 9053 de 12/03/1946, que exigia do Colégio de
Aplicação Pedagógica anexos às Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras que formavam
professores, visando contribuir nesta formação por meio de oferta de campos de estágios
curriculares e de experimentação pedagógica aos educandos de graduação.

MISSÃO

Oferecer ensino formal, qualificado, gratuito e democrático nos níveis de


ensino fundamental, médio e profissionalizante, servindo de campo de experimentação
pedagógica para a Universidade Estadual de Londrina, destinado à crianças, jovens e
adultos, moradores de Londrina e região, visando a preparação de pessoas para o exercício
da cidadania.

OBJETIVOS

• Promover o desenvolvimento da educação democrática;


• Promover uma parceria entre os alunos, pais e professores para realização de um
trabalho responsável e compartilhado no processo educacional;
• Levar os alunos a respeitar sua cultura e ambiente;
• Observar o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases, Constituição Federal, Estatuto
da Criança e do Adolescente e Regimento Escolar;
• Oferecer ensino de qualidade, proporcionando ao aluno sucesso em sua vida escolar
e social.
• Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das
conquistas e benefícios resultantes da criação cultural e da pesquisa científica e
tecnológica geradas na Instituição;
11

PRINCÍPIOS

A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios da


liberdade e dos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento
do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação profissional.
O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I. igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II. liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a
arte e o saber;
III. pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV. respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V. coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI. gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII. valorização do profissional da educação escolar;
VIII. gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação dos
sistemas de ensino;
IX. garantia de padrão de qualidade;
X. valorização da experiência extra escolar;
XI. vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas sociais.

FILOSOFIA DO COLÉGIO

Tem-se como filosofia de trabalho, a formação emancipada do aluno a fim


que este enquanto sujeito histórico e social desenvolva ações comprometidas com a
cidadania e o conhecimento elaborado. Nesse sentido, o objetivo está em formar o aluno
com visão da totalidade humana, desenvolvendo ainda o compromisso com os valores
estéticos, políticos e éticos nos quais se fundam a sociedade brasileira. Ainda, desenvolver a
compreensão crítica dos conteúdos socializados nos diferentes níveis de ensino, sendo
estes articulados com o contexto social e político vigente.
O Colégio se preocupa ainda com o desenvolvimento do conhecimento
com vista ao processo de investigação e ampliação dos conceitos de senso comum para os
conceitos científicos; através do pensamento crítico reflexivo e criativo. Para isso, a
apreensão dos conteúdos de forma contextualizada, interdisciplinar e sem a fragmentação,
consiste num dos caminhos para se alcançar os propósitos de ensino.
Diante disso, acreditamos e compreendemos a educação escolar como um
processo intencional, formalmente sistematizado a partir das contribuições da Filosofia, das
12

Ciências Humanas, Ciências Exatas e Sociais, no sentido de aproximar a escola com a vida
do aluno. Ora, a escola que se fecha para o social é meramente tecnicista.
Desse modo, priorizamos a participação democrática dos alunos, o que
acontece formalmente nos Conselhos de Classe Participativo, nas relações do dia-a-dia
entre professores, alunos e equipe técnico pedagógica. Com o objetivo de educar o indivíduo
e inseri-lo na sociedade democrática onde todos possam lutar pelos seus direitos, cumprindo
os seus deveres, mas exigindo que os outros também o façam, que sejam livres para expor
suas ideias, que dialoguem, que busquem soluções, que debatam, que não aceitem
imposições infundadas, nem corrupções e que não sejam alienados.
Diante disso, o Colégio está adequado aos objetivos gerais e específicos
da LDB3 e das Diretrizes Curriculares Nacional e Estadual que nos orientam quanto aos
objetivos filosóficos, políticos e pedagógicos.

Ensino Fundamental:
O ensino fundamental, com duração mínima de nove anos, obrigatório e
gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
I. O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno
domínio da leitura, escrita e cálculo;
II. A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das
artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III. O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem; tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV. O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de
tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
O ensino religioso, facultativo, constitui disciplina das escolas públicas de
Ensino Fundamental em consonância com a lei 9475/97.

Ensino Médio:
O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de
três anos, terá como finalidades:
I. A consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino
fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;
II. A preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar
aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas
condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores.

3
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
13

III. O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética


e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
IV. A compreensão dos fundamentos científicos tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.
O currículo do ensino médio observará o disposto na seção I do presente
capítulo e as seguintes diretrizes:
I. Destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da
ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da
sociedade e da cultura, a língua portuguesa como instrumento de comunicação,
acesso ao conhecimento e exercício da cidadania;
II. Adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos
estudantes;
III. Será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória,
escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro
das disponibilidades da instituição;

Ensino Profissional:
A educação profissional, integrada às diferentes formas de educação, ao
trabalho, à ciência e à tecnologia, conduz ao permanente desenvolvimento de aptidões para
a vida produtiva. O aluno matriculado ou egresso do ensino fundamental, médio e superior,
bem como o trabalhador em geral, jovem ou adulto, contará com a possibilidade de acesso à
educação profissional.
A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino
regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas
ou no ambiente de trabalho. O conhecimento adquirido na educação profissional, inclusive
no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento, certificação para
prosseguimento ou conclusão de estudos;
Os diplomas de cursos de educação profissional de nível médio, quando
registrados, terão validade nacional. As escolas técnicas e profissionais, além dos seus
cursos regulares, oferecerão cursos especiais, aberta à comunidade, condicionada a
matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade.
14

ASPECTOS HISTÓRICOS E LEGAIS DA ESCOLA

O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão foi criado em 20 de


junho de 1960 pelo Decreto nº 30178, como Ginásio Estadual de Aplicação, anexo à
faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina.
Em 1967, passou a ser Colégio Estadual pelo Decreto nº 6779, de 19 de
outubro de 1967, passando a ministrar o ensino secundário de 1º e 2º ciclos.
Em 06 de novembro de 1969, pelo Decreto nº 18110, com a criação da
Universidade Estadual de Londrina (artigo 12) foi transferido com todos os seus bens e
equipamentos para a Universidade Estadual de Londrina.
Em 1984 pela Resolução 855/84, de 02 de abril de 1984, do Conselho
Estadual de Educação, tornou-se Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão, Ensino de
1º e 2º Graus Regular e Supletivo de Londrina.
Atualmente funciona como um Órgão Suplementar da Universidade
Estadual de Londrina, vinculado ao Centro de Educação, Comunicação e Artes e
pedagogicamente ao Departamento de Educação. Tais documentos constituem os principais
pontos de partida para as discussões e proposições a respeito do assunto e, por este motivo,
considera-se fundamental citá-los. São eles:
• Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão é um Órgão Suplementar da
Universidade Estadual de Londrina.
• Decreto de criação do Ginásio Estadual de Aplicação nº 30178, de 20 de junho de
1960, publicado no Diário Oficial do Estado em 20 de junho de 1960.
• Decreto de elevação à categoria de Colégio nº 6779 de 12 de setembro de 1967,
publicado no Diário Oficial do Estado em 19 de setembro de 1967.
• Decreto de Reorganização Denominação nº 4628 de 14 de fevereiro de 1978,
publicado no Diário Oficial do Estado sob nº 243 de 20 de março de 1978.
• Em 18/07/79 foi inaugurado o Colégio de Aplicação no Campus Universitário. Em
1980 iniciou as atividades com educandos de 1ª a 4ª séries.
• Decreto de Autorização de Funcionamento do Estabelecimento de Ensino nº 4628 de
20 de fevereiro de 1978.
• Reconhecimento do Estabelecimento de Ensino – Resolução nº 2327 de 25 de
agosto de 1982.
• Curso de 2º Grau – Habilitação: Técnico em Laboratório de Prótese Odontológica –
Diurno e Noturno. Reconhecido de acordo com a Resolução nº 2327 de 25 de agosto
de 1982.
• Curso de 2º Grau – Habilitação: Técnico em Laboratório de Patologia Clínica –
Noturno. Reconhecido de acordo com a Resolução 2323 de 25 de agosto de 1982.
15

• Curso de 2º Grau Regular – Educação Geral. Reconhecido de acordo com a


Resolução nº 209 de 19 de janeiro de 1989.
• Curso de 1º Grau Regular. Reconhecido de acordo com a Resolução nº 2327 de 25
de agosto de 1982.
• Curso de 2º Grau – Supletivo Função Suplência Profissionalizante de Auxiliar de
Enfermagem. Resolução nº 3867/92 de 04 de novembro de 1992.
• Em 1998 pela Resolução 3120/98, de 31/08/98 tornou-se Colégio Estadual Professor
José Aloísio Aragão – Ensino Fundamental, Médio e Profissional.
• Em 1998 – Implantado CBA de acordo com Parecer nº 090/98 de 16/02/98.
• Ensino Médio 2ª/3ª séries – Resolução nº 209/89 e Ensino Médio de 1ª série (1º Ciclo
– Continuum) Parecer 785/98 de 30/12/98.
• Em 22/01/2004 pela Resolução nº 207/04 – Alteração na denominação e endereço
do Colégio: Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão – Ensino Fundamental e
Médio – Unidade I.Escola Estadual Professor José Aloísio Aragão – Ensino
Fundamental – Unidade II.
• Centro Estadual de Educação Profissional Professor José Aloísio Aragão – Unidade
III.
• Em 24/02/05 – Adequação da denominação e endereço do Colégio pela Resolução
nº 663/05 – Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão – Ensino Fundamental,
Médio e Profissional.
• Em 2008 – Implantado CBA, contínuo até 04 (quatro) anos de acordo com Decreto nº
743/07 – Resolução Secretarial nº 3879/08 – SEED.
• Em 2010 – Implantado CELEM – Centro de Línguas Estrangeiras Modernas – de
acordo com a Lei nº 11.161 de 05 de agosto de 2005; e, Instrução nº 019/200/ -
SUED/SEED.
• Em 2010 – Autorização de funcionamento pela SEED do Curso Técnico em Cuidados
com a Pessoa Idosa

CONTEXTUALIZAÇÃO

Londrina possui atualmente quinhentos e seis mil habitantes e abrangência


sócia econômica que atinge todo o norte do Paraná, sul de São Paulo e Mato Grosso do Sul,
influenciando de forma direta e indireta. Teve seu crescimento ligado à cultura cafeeira até a
geada de 1975, depois passou pelo “boom” da construção civil, no período de 1976 a 1990,
só então a cidade passou a diversificar sua economia. Atualmente sua economia é baseada
16

no comércio e na prestação de serviços. As indústrias aparecem com um crescimento


considerável e a construção civil retoma um lugar de destaque. São predominantes os
setores de construção civil, empreiteiras, seguidos por vestuário, calçados e artefatos de
tecidos.
Atualmente, Londrina vive a era do desenvolvimento comercial e de
prestação de serviços. Esse processo está dentro de uma política que visa, acima de tudo, a
qualidade de vida dos cidadãos.
Com este espírito e mantendo um caráter inovador, a 4ª cidade do Sul do
País, não investe apenas em industrialização, ela mantém projetos voltados à população que
incluem ações nos mais diversos setores, como: social, cultural, esportivo e ambiental. No
campo da telefonia conta com a Sercomtel S.A., companhia considerada referência para
todo o País e, portanto, motivo de orgulho para todos os londrinenses. Londrina é uma
cidade jovem, 76 (setenta e seis) anos, que cresce a cada dia com uma população formada
por 40 (quarenta) etnias diferentes, provenientes de todas as partes do mundo. A isso se
deve a riqueza cultural da cidade que está sempre aberta a todos que a visitam.
É uma cidade que se destaca nos eventos educacionais e culturais atraindo
pessoas de diversas partes do país em todas as modalidades de ensino.
Neste contexto temos o Colégio Estadual Prof. José Aloísio Aragão –
Colégio de Aplicação, no perímetro urbano traçado pela Companhia de Terras Norte do
Paraná. Com a localização central, sempre contando com o incentivo e a credibilidade dos
pais e da comunidade para que o mesmo dê continuidade às atividades educacionais,
suprindo as necessidades das famílias que trabalham fora e buscam um ambiente que
atenda integralmente aos filhos possibilitando a socialização e autonomia.
Os recursos materiais e humanos são oriundos da SEED/NRE e UEL. Na
busca de atualização, há troca de experiências com estagiários e docentes de Instituições de
Ensino Superior, contribuindo com a proposta pedagógica. Além disso, a comunidade
sempre esteve presente apoiando a equipe administrativa e pedagógica nas decisões. O
maior objetivo destas equipes é que os educandos tenham oportunidade de dar continuidade
nos estudos, principalmente prestando vestibular na Universidade Estadual de Londrina ou
outras instituições do ensino superior.

CAMPO DE ATUAÇÃO

O Colégio oferece:
• Ensino Fundamental I do 1º ao 5º ano;
• Ensino Fundamental II 6º ao 9º ano;
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• Ensino Médio – 1ª a 3ª séries;


• Curso Técnico em Enfermagem
• Curso Técnico em Cuidados com Pessoa Idosa

ASPECTOS FÍSICOS

Localização:
O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão – Ensino Fundamental,
Médio e Profissional está localizado em três endereços sendo:
• Ensino Fundamental de 1º ao 5º ano, no Campus Universitário, Rodovia Celso Garcia
Cid, PR 445, Km 379;
• Ensino Fundamental de 6º ao 9º ano e Ensino Médio de 1ª a 3ª séries do período
diurno e noturno à Rua Piauí, 720 – Centro. O que por um lado facilita o acesso dos
educandos, é falho no sentido de estar num local onde o barulho e o movimento das
ruas são fatores que interferem no cotidiano da Escola, embora não chegue a causar
problemas de ordem pedagógica.
• Curso Técnico em Enfermagem, situado à Rua Piauí, 720 – Centro.
• Curso Técnico em Cuidados com a Pessoa Idosa, situado à Rua Piauí, 720 – Centro.

Vizinhança:
Os vizinhos mais próximos do Colégio localizado no Campus Universitário:
Leste – CECA (Centro de Educação, Comunicação e Artes); Oeste – Terreno das futuras
instalações do Colégio de Aplicação; Norte – INTUEL (Incubadora Tecnológica da UEL); Sul
– Creche.
O Colégio do centro tem como vizinhança duas escolas na mesma quadra.
Uma é o Centro de Ciências à Saúde (CCS), onde funciona o Curso de Odontologia. Na
verdade, o Colégio de Aplicação divide o prédio como CCS, que ocupa toda parte térrea do
mesmo. Do outro lado separado por muro, funciona o Colégio Estadual Hugo Simás –
Ensino Fundamental e Médio.
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ORGANIZAÇÃO DA ENTIDADE
ESCOLAR

REGIME ESCOLAR
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TURNOS e HORÁRIOS

CURSO LOCAL HORÁRIO

Ensino Fundamental - 1º ao 5º ano Campus manhã: 8h00 às 12h00 / tarde: 13h30 às


17h30

Ensino Fundamental – 6º ao 9º ano Centro tarde: 13h15 às 17h40

Ensino Médio – 1ª a 3ª séries Centro manhã: 7h30 às 12h00 / noite: 18h45 às


22h45

Curso Técnico em Enfermagem Centro tarde: 13h30 às 17h30 / noite: 18h45 às


22h45

Curso Técnico em Cuidados com Centro noite: 18h45 às 22h45.


Pessoa Idosa

CELEM Centro noite: 17h00 as 18h40


noite: 18h40 as 20h20

Sala de Apoio Matemática (6º ano) Centro manhã: 8h00 às 10h00


tarde: 16h00 às 18h00

Sala de Apoio Língua Portuguesa (6º Centro manhã: 10h00 às 12h00


ano) tarde:14h00 às 16h00

Sala de Apoio Matemática (9º ano) Centro manhã: 8h00 às 10h00


tarde: 14h00 às 16h00

Sala de Apoio Língua Portuguesa (9º Centro manhã: 10h00 às 12h00


ano) tarde: 14h00 às 16h00

O horário de funcionamento do Colégio atende dentro das limitações legais


e de tempo, aos interesses da aprendizagem, favorecendo a todos indistintamente (1º ao 5º
ano, 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, 1ª a 3ª séries do Ensino Médio e Curso Técnico
em Enfermagem e em Cuidados com Pessoa Idosa) estando em consonância com a LDB.
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DISTRIBUIÇÕES DOS ANOS E TURMAS

ENSINO FUNDAMENTAL - 1º ao 5º ano – Campus

Manhã: 03 turmas e 01 contra turno


Tarde: 03 turmas e 01 contra turno
ENSINO FUNDAMENTAL - 6º ao 9º ano – Centro
Manhã: 01 turma Tarde: 11 turmas
01 turma de 9º ano 03 turmas de 6º ano
03 turmas de 7º ano
03 turmas de 8º ano
02 turmas de 9º ano
ENSINO MÉDIO – 1º ao 3º ano – Centro
Manhã: 10 turmas Noite: 06 turmas
04 turmas de 1ª séries 02 turmas de 1ª séries
03 turmas de 2ª séries 02 turmas de 2ª séries
03 turmas de 3ª séries 02 turmas de 3ª séries

CURSO TÉCNICO EM ENFERMAGEM – Centro


01 turma – Tarde
01 turma – Noite
CURSO TÉCNICO EM CUIDADOS COM A PESSOA IDOSA – Centro
02 turmas - Noite

Para distribuição e composição de turmas busca-se atender a demanda da


comunidade escolar e orientações advindas da SEED.

EQUIPE DIRETIVA E PEDAGÓGICA

Quadro de Pessoal Administrativo

NOME LOTAÇÃO FUNÇÃO CARGO FORMAÇÃO


ADRIANA REGINA DE JESUS UEL Gestão Direção Geral Doutorado
Técnico Agente Graduada
ANA PAULA GONÇALVES PEREIRA SEED Administrativo Educacional II
Secretaria Agente Graduada
ANDREA CRISTINA COBBO SEED Educacional II
Técnico Agente Médio
ANTONIO DA SILVEIRA SEED Administrativo Educacional II Completo
Técnico Agente Médio
ARTUR IANCKIEVICZ UEL Administrativo Universitário Completo
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Merendeira Agente Médio


CELINA DA SILVA SEED Educacional I Completo
Técnico em Agente Pós
Assuntos Universitário Graduado
DAVI MIRANDA UEL Universitários
Técnico Agente Médio
EDNA APARECIDA MACEDO SEED Administrativo Educacional II Completo
Técnico Agente Graduando
EDNA REGINA MARQUES MOLINA SEED Administrativo Educacional II
ELZA DE LOURDES PORPHIRIO DE Apoio Agente Fundamental
SOUZA SEED Operacional Educacional I incompleto
Técnico Agente Graduada
GLÁUCIA MARIA SIRIGATO UEL Administrativo Universitário
Técnico Agente Graduado
LUIS EDUARDO FERNANDES DA SILVA SEED Administrativo Educacional I
Merendeira Agente Médio
LUZIA DA SILVA EUGENIO SEED Educacional II incompleto
Apoio Agente Médio
LUZIA FAUSTINO PICCOLO SEED Operacional Educacional I completo
Apoio Agente Médio
MARIA ANTONIA GOMES GOTARDO SEED Operacional Educacional I completo
Apoio Agente Médio
MARIA DE FÁTIMA MACHADO SEED Operacional Educacional I completo
Apoio Agente Médio
MARIA FERNANDES FIDÊNCIO SEED Operacional Educacional I completo
Técnico Agente Graduanda
MARIA RITA OLIVEIRA SOUZA SEED Administrativo Educacional II
Técnico Agente Graduada
MARINA APARECIDA MARTINS SEED Administrativo Educacional II
MARTA REGINA FURLAN DE OLIVEIRA UEL Gestão Vice Diretora Doutorado
Apoio Agente Fundamental
NEIDE CRINCEVA SEED Operacional Educacional II Incompleto
Técnico Agente Graduado
OTONIEL CARVALHO PRADO UEL Administrativo Universitário
Técnico em Agente Pós
ROBERTO ANTONIO PEREIRA DE Assuntos Universitário Graduado
CAMARGO UEL Multimídia
Agente Pedagoga Graduada
ROSANA MARIA RIBEIRO UEL Universitário
Apoio Agente Médio
ROSEMEIRE PIRES GUTIERREZ SEED Operacional Educacional I Completo
ROSICLER APARECIDA MARTINS DA Técnico Agente Graduada
SILVA UEL Administrativo Universitário I
Técnico Agente Graduada
SOLANGE ALVES BASTOS DA SILVEIRA SEED Administrativo Educacional I
Apoio Agente Médio
TEREZA SADDOCK DA SILVA SEED Operacional Educacional II completo
Apoio Agente Médio
VITORIA DA PENHA MOLINA SEED Operacional Educacional II Completo
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Quadro de Pessoal Pedagógico

NOME LOTAÇÃO FUNÇÃO CARGO FORMAÇÃO


ANA CAROLINA DE ATHAYDE SEED Coordenadora Pós
RAYMUNDI BRAZ de Curso Graduada
CRISTIANE RODRIGUES REINA Professora Direção Auxiliar Pós
SORIANI SEED Graduada
EDSON BRITO NASCIMENTO SEED Professor Direção Auxiliar Graduado
SEED Professora Coordenadora Graduada
IVETE DE SOUZA DAGUIS de Curso
SEED Professora Pedagoga Pós
MARINALDA RIBEIRO DE QUEIROZ Graduada
ROSANA DE SOUSA PEREIRA LOPES SEED Professora Pedagoga Mestrado
Agente Pedagoga Graduada
ROSANA MARIA RIBEIRO UEL Universitário
SEED Professora Pedagoga Pós
SILVIA RENATA PINHEIRO BUENO Graduada
Agente Pedagoga Pós
SONIA APARECIDA DO NASCIMENTO UEL Universitário Graduada
SEED Professora Pedagoga Pos
VILMA APARECIDA MARTINS TIRONI Graduada

Quadro de Pessoal Docente

PROFESSOR DISCIPLINA FORMAÇÃO


ALINE URQUIZA Ativa Ciências Superior
Patologias Comuns no Superior
ALMEIR EVANGELISTA SANCHES Ativa Idoso
ANDERSON ALEX MAZIERI Ativa Geografia Especialista
ANDRÉ LUIZ RAMALHO Ativa Química Superior
Biossegurança e Especialista
ANGELA DE LOURDES CAPELESSO Ativa Supervisão de Estágio
Atividades Físicas e Superior
AUGUSTO RAIMUNDO DA SILVA Ativa Lazer
CAMILA BATISTA LANSSONI Ativa Nutrição Especialista
CINTIA APARECIDA MARQUES Biossegurança e outras Especialista
MARTINS NOVAES Ativa disciplinas
CLAUDIA DA SILVA KRYSZCZUN Ativa Filosofia Superior
CLAUDINEI FERREIRA DO Geografia Especialista
NASCIMENTO Ativa
CRISTIANE KELLY TAKAHARA DE LIMA Ativa Arte Especialista
DAIENE DE CASSIA SOUZA DA COSTA Ativa Educação Física Especialista
DANIELI DA SILVA MILANI Ativa Arte Superior
História do Especialista
envelhecimento e outras
DÉBORA CRISTINA DA SILVA Ativa disciplinas
EDILAINE MOIOLI MARAN Ativa Matemática Especialista
EDNA DE GASPARI GUIZELINI Ativa Sociologia Especialista
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EDNA OLIVEIRA MANZANO Ativa Língua Portuguesa Superior


ELIANA BALLAROTTI DO NASCIMENTO Ativa Arte Especialista
ELIANE PROVATE QUEIROZ MARTINS Ativa LEM – Inglês Mestre
Biossegurança e Superior
ELIZA HIROKO OSHIRO Ativa Supervisão
Higiene e Saúde e Superior
ERICA DE FÁTIMA PRIMO COELHO Ativa Supervisão
EVERTON AMIGONE CHINELLATO Ativa Física Superior
Sala de apoio e Superior
FABIANO LUIZ BARIZON PIRES Ativa Linguagem
FABIO LUIZ DA SILVA Ativa História Doutor
FRANCIELE SUSSAI LUZ Ativa Direitos Humanos Especialista
GERLI REZENDE F. SOARES Ativa Língua Portuguesa Especialista
GILBERTO PEREIRA ROCHA DE GODOI Ativa Geografia Superior
Assis. Enferm. e Especialista
GISELI APARECIDA BETIATE Ativa Supervisão
GUILHERME JACOBINO DA SILVA Ativa Ensino Religioso Superior
GUILHERME MARTINS Ativa Química Superior
IRENE DA SILVA GONÇALVES Ativa Supervisão de estágio Especialista
Laboratorista e Especialista
IVETE DE SOUZA DAGUIS Ativa supervisão
IZABEL MESQUITA Ativa Sala de Apoio Superior
JOSÉ LUIZ LEITE Ativa Língua Portuguesa Especialista
JULIANA MANTOVANI TEJO Ativa Ciências Superior
LAIR MARIA DA CRUZ CAETANO DE Biologia Especialista
FARIA Ativa
Assist. em Enfer. Especialista
LEANDRA FAGAN RODRIGUES Ativa supervisão
LESLIE FELISMINO BARBOSA Ativa Língua Portuguesa Mestre
LILIANE PEREIRA Ativa Língua Portuguesa Mestre
Laboratorista e Especialista
LINDA TSUIKO TATAKIHARA Ativa supervisão
LUCIANA MARIA GARCIA Ativa Física Superior
LUIZ ALBERTO KRYSZCZUN Ativa Filosofia Especialista
LUSANIRA FEITOSA VIANA MORENO Ativa História Especialista
MARIA APARECIDA DE SOUZA MORRO Ativa Língua Portuguesa Superior
MARIA ELIZA TORINO Ativa Biologia Especialista
MARIA LUCIA FERRAZ LIMA Ativa Readaptada Especialista
MARILENE BAPTISTA TARAMELLI Ativa Educação Física Especialista
MARILHA DE FATIMA S. PATRICIO Ativa Língua Portuguesa Especialista
MILENA DIAS DE OLIVEIRA Ativa Educação Física Superior
MILENA NALDI Ativa Supervisão de estágio Especialista
MOZART RODRIGUES Ativa LEM: Inglês Superior
NELCI REIS SALES DE ARAUJO Ativa Química Mestre
NELSON ANTONIO DA SILVA Ativa Matemática Superior
NIVIA CRISTINE BUENO Ativa LEM: Inglês Especialista
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OLINDA ROSA RIBAS Ativa Língua Portuguesa Especialista


OSVALDINO DE JESUS RIBEIRO Atividades Ocupacionais Superior
FERREIRA JUNIOR Ativa e laborativas
OTAVIO ALVES DA SILVA Ativa Física Especialista
REGINA CÉLIA TOSCA FAGOTTI Ativa Arte Especialista
RENE ALESSANDRA BETIO ARAUJO Ativa LEM: Inglês Especialista
RICARDO GREGORIO ATEM Ativa Educação Física Especialista
ROBERTO CESAR DE ANDRADE Ativa História Mestre
ROBSON ZAZULA Ativa Psicologia Mestre
RODRIGO AGUILAR CANTERO Ativa Geografia Especialista
ROGÉRIO MARTINS MARLIER Ativa Projetos Sociais Mestre
Assist. enferm. E Especialista
SANDRA REGINA CERVEJEIRA Ativa supervisão
SELMA A. PEREIRA Ativa Língua Portuguesa Superior
SIMONE APARECIDA TENORIO PINTO Ciências Superior
DA SILVA Ativa
SIMONE FRANCISCO Ativa Matemática Especialista
STEPHANIE FREIRE ARNS Ativa Filosofia Especialista
TACIANE TOMIOTTO TERRA AMARINS Ativa LEM: Inglês Superior
TANIA APARECIDA AMADUCCI Ciências Especialista
SCHNEIDER Ativa
TANIA KAWASSAKI Ativa Língua Portuguesa Especialista
TEREZA DE FATIMA R. CARVALHO Ativa Língua Portuguesa Especialista
TEREZINHA YOSHIKO TAKAKI Ativa Matemática Especialista
VERA LUCIA DE SANTO Ativa Readaptada Superior
VIVIANE ALMEIDA DE SOUZA Ativa Cuidador de Idoso Especialista
WANDER DE OLIVEIRA Ativa Matemática Especialista

CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO

Perfil dos Pais

O Colégio de Aplicação está localizado no Centro e Campus Universitário,


sendo constituído de famílias em condições sócio econômicas diversificadas. A maioria dos
pais são trabalhadores, apresentando renda mensal que varia de quatro a seis salários
mínimos. A escolarização dos pais, em grande parte, de nível médio, em seguida, ensino
superior completo e ainda, pós-graduação (mestrado e doutorado em sua minoria).
Por ser uma escola vinculada a Universidade, anteriormente atendia filhos
de servidores da instituição, hoje essa não é a característica primordial da escola.
Atualmente atendemos à comunidade de forma geral através do georreferenciamento
Segundo o instrumento de pesquisa aplicado, percebemos que os pais
estão satisfeitos com o espaço físico, localização, qualidade de ensino, nível do
25

professorado, há a interação entre família e escola, é continuidade na educação familiar e


orienta-se por princípios básicos, é um ambiente agradável de trabalho e estudo, com nível
de socialização excelente e, ainda, possibilita, ainda, atividades diversificadas e criativas a
fim de que o aluno tenha um formação crítica capaz de atuar com consciência e criticidade
no seu cotidiano social.
Sobre o sistema de avaliação do Colégio os pais se dizem satisfeitos, com
um percentual de participação bastante significativo dos mesmos nas reuniões para
discussão do desempenho acadêmico e entrega de boletins. O uniforme e a pontualidade
são cobrados diariamente pela Equipe Pedagógica e Direção do Colégio, que conta com o
respaldo dos pais que tem respondido prontamente quando comunicados.
Podemos destacar alguns itens que os pais classificam como positivos no
Colégio:
• Local considerado como segundo lar,
• Nível de socialização excelente,
• Colégio bem conceituado diante das demais escolas estaduais,
• Considerado organizado e com limites bem definidos para educandos e professores,
• Bom relacionamento entre coordenação, direção e pais onde a comunicação
acontece diretamente e imediatamente.
Alguns pais destacaram expectativas diante dos estudos dos filhos:
• Ensino de qualidade que proporciona a educação formal de todas disciplinas, além,
dos valores sócio-ético-morais, tais como solidariedade e fraternidade humana,
• Conclusão do ensino médio e continuidade nos estudos em nível superior ou ensino
profissionalizante,
• Desenvolvimento intelectual para que o aluno seja uma pessoa atuante, crítica na
sociedade,
• Para ser um bom profissional futuramente,
• Entrar em uma faculdade, concluir a graduação e se possível a pós-graduação,
• Que os conhecimentos adquiridos na educação básica sejam meios de capacitação
constante,
• Um ensino que condiz com a realidade que enfrentamos. Não adianta formar
cidadãos incapazes de assumir seu papel na sociedade,
• Que tenha uma base consistente para prestar um vestibular e o curso superior,
• Que conclua o ensino médio e profissionalizante,

Alguns pais apontaram necessidades de melhoria:


26

• Adequação do espaço físico com a construção de um outro prédio, com mais espaço
para os educandos andarem, brincarem e correrem no intervalo,
• Segurança,
• Educandos mais dedicados no cotidiano da escola,
• Modernização da biblioteca,
• Laboratório de informática para professores e alunos,
• Participação dos educandos em atividades extra-curriculares produzidos por eles e
pela escola com o apoio da equipe pedagógica,
• Pintura,
• Mais catracas,
• Serviço de secretaria com melhor atendimento ao público,
• Limpeza do prédio e quadra poliesportiva,
• Limitar o número de estagiários e filmes,
• Melhorar a comunicação dos pais e professores,
• Adequar as salas de aula.

Perfil dos Professores

Os professores atuantes no Colégio de Aplicação da Universidade Estadual


de Londrina possuem uma formação condizente com as atividades desenvolvidas nas
diversas áreas do conhecimento (disciplinas), sendo que, são envolvidos nas discussões que
envolvem toda a organização do trabalho escolar, bem como as discussões entre escola e
comunidade. A maioria dos professores tem formação continuada em serviço a fim de que
seus conhecimentos sejam cada vez mais emancipados.
No tocante a participação dos professores nas atividades da escola, vemos
que a maioria dos professores está envolvido nos eventos diversos: conselho de classe,
reunião pedagógica, eventos extraclasse, eventos conforme calendário escolar (semana
cultural e esportiva, teatro, oficinas pedagógicas, evento de Humanidades entre outros).
No que se refere ao relacionamento em sala de aula com os alunos, de
forma geral, bem como, em pesquisa realizada com os professores, estes afirmaram que
estão satisfeitos na função que exercem e possuem um relacionamento interpessoal muito
bom com educandos e professores de outras áreas do conhecimento.
Os professores apontaram qualidades para aprimorar o processo de
integração na escola, destacando seriedade, competência, companheirismo,
profissionalismo, dedicação, comprometimento, parceria, amizade, coerência,
responsabilidade, honestidade e ética.
27

Na visão destes, os educandos desejam de seus professores:


conhecimento, firmeza, amizade, bom desempenho, profissionalismo, afetividade,
organização, dedicação e boas metodologias. E também, que sejam mediadores,
compreensivos, competentes, companheiros, coerentes, sérios e comprometidos.
Segundo os professores existem situações para aprimorar o ambiente,
tornando-o mais agradável com manutenção do diálogo, a humanização e valorização de
todos, e o cumprimento das regras pré-estabelecidas no início do ano letivo.
Os conteúdos são desenvolvidos em sala de aula dando prioridade ao
conhecimento. A metodologia utilizada visa sempre garantir a aprendizagem, e se destacam
aulas expositivas, pesquisas, debates, diálogo, leitura e análise de textos, documentos
diversos, análise de imagens, desenhos, pinturas, seminários, aulas práticas, leitura com
obras visuais, exercícios diversificados e avaliação.

Perfil dos Alunos (as)

O Colégio de Aplicação atende aproximadamente 1258 (um mil duzentos e


cinquenta e oito) educandos do Ensino Fundamental, Médio e Educação Profissional em três
períodos escolares. Atualmente o Colégio atende educandos provenientes de famílias em
condições sócioeconômicas diversificadas.
Os pais desempenham atividades profissionais variadas: pedreiros,
mecânicos, serventes, motoristas, carpinteiros, pintores, representantes comerciais,
empresários e professores.
A religião predominante dos educandos é a católica. Os pais possuem em
média de um a três filhos. A vida social e de lazer das famílias restringe à frequência a igreja,
clubes sociais e visitas familiares.
A orientação de tarefas e o incentivo aos estudos é constantemente
estimulada pela escola através do compromisso docente com a disciplina e com a
aprendizagem dos alunos. Algumas questões práticas foram levantadas e obtivemos o
seguinte resultado:
• Grande parte dos educandos prioriza a pontualidade no horário das aulas, a
realização das tarefas e outras atividades escolares,
• Todos os dias organizam o material escolar conforme o horário, atualizando os
cadernos,
• Alguns educandos prestam atenção na explicação dos professores e fazem
anotações pertinentes. Participam das atividades propostas respeitando as opiniões
dos colegas de sala.
28

Em ordem gradativa os educandos apresentam mais dificuldades nas


seguintes disciplinas: Física, Química, Matemática, Filosofia, Biologia, LEM: Inglês, Língua
Portuguesa, Sociologia, Geografia, Arte e Educação Física.
Os educandos pretendem que seja dada continuidade às seguintes ações:
• Conselho de classe participativo,
• Resolução de problemas,
• Exigência do uniforme completo,
• Relação interpessoal professor e aluno,
• Organização do material escolar (conscientização),
• Avaliação diversificada,
• Garantia de acesso eficiente à biblioteca escolar,
• Melhoraria da infra-estrutura do prédio, adequando iluminação, vidros e ventiladores.
• Salas de informática com acesso a internet,
• Aumento do espaço do pátio com arborização, evitando assim o concreto,
• Adequação da metodologia de algumas disciplinas,
• Analise e distribuição de educandos por turma de acordo com os critérios
pedagógicos estabelecidos,
• Recuperação de estudos e avaliações correspondentes ao conteúdo trabalhado,
• Melhorar o atendimento na secretaria do Colégio,
• Melhoria nos banheiros, colocando material de consumo básico como: toalha,
sabonete e papel higiênico.
• Direção acessível aos educandos com decisões sensatas,
• Adequação das salas de aula, principalmente, as pré-fabricadas,
• Interação entre os segmentos do Colégio,
• Orientação vocacional para o terceiro ano do ensino médio,
• Atividades extracurriculares aprimorando os processos de ensino e aprendizagem
como palestras, gincanas, campeonatos, excursões e teatro,
• Aulas práticas em laboratório de Física, Química e Biologia,
• Evitar aulas “blocadas” pois rendem menos conforme a disciplina,
• Cumprir rigorosamente a agenda de trabalhos e provas.

Perfil dos Servidores

Considerando a realização da pesquisa por amostragem com 11 (onze)


servidores do Colégio, fez-se o levantamento de dados, através de instrumentos de pesquisa
29

e os resultados dos colaboradores são oriundos de 06 (seis) agentes de execução e 05


(cinco) agentes operacionais.
Todos os servidores trabalham em período integral, alguns contratados
pela SEED/NRE e UEL. Dos 11 (onze) servidores, 10 (dez) estão satisfeitos com o trabalho
e apenas 1 (um) manifestou-se insatisfeito. Aqueles que demonstraram satisfação pelo
trabalho que fazem, buscam melhorar sempre seu próprio desempenho. O servidor justificou
que a insatisfação é devido à dualidade de gestão, remuneração insuficiente, encontram
limitação no desenvolvimento de seu trabalho, os acervos e materiais para os professores
são antigos e que o espaço físico de trabalho é muito pequeno.
Quanto ao relacionamento entre os colegas de trabalho, 04 (quatro)
servidores consideram ótimo e 07 (sete) bom. As sugestões para melhoria no
relacionamento interpessoal foram: atendimento com respeito; companheirismo; que sejam
sorridentes e bem humorados; Que sejam cooperativos; Que apresentem parceria.
Quando os servidores relatam sobre a auto-análise, vista do olhar dos
colegas, demonstram que são amáveis, respeitosos e colaboradores. Os servidores
percebem que os educandos estão satisfeitos com sua atuação, em função do atendimento
e respeito. Os educandos esperam deles enquanto servidores, alguns itens: Ambientes
limpos; Dialogar quando necessário; Sejam tratados com respeito; Bom relacionamento;
Compreensão; Dedicação; Amizade; Condições para que possam realizar seus estudos
satisfatoriamente.
Relatam que há necessidade de mudanças para tornar o ambiente mais
agradável, desde que, todos melhorem o companheirismo, a comunicação entre
direção/professores/servidores/ educandos e que tenham maior integração entre colegas de
trabalho, sendo bem humorados e unidos nos afazeres. Salientam o respeito e igualdade
entre todos com vistas a garantir melhorias no relacionamento interpessoal.

Perfil dos(as) Professores(as) Pedagogos(as)

As professoras pedagogas atuam com carga horária, variando de 20 a 40


horas semanais, sendo distribuídas da seguinte maneira:
• duas pedagogas para o ensino médio no período da manhã;
• uma pedagoga para o ensino médio no período da noite;
• para as séries iniciais do ensino fundamental contamos com duas professoras
pedagogas no período da manhã e duas no período da tarde (Campus).
30

• Nas séries finais do ensino fundamental que funciona no período da tarde atuam
duas professoras pedagogas no atendimento a educandos, pais, professores e
especialistas, subsidiando as decisões do gestor escolar.
Os educandos que colaboraram respondendo o instrumento de pesquisa,
quanto ao trabalho da Direção e Professoras Pedagogas responderam que:
• 162 alunos sempre tiveram suas expectativas atendidas;
• 252 alunos relatam que às vezes tem suas expectativas atendidas;
• 56 alunos disseram que nunca tiveram suas expectativas atendidas;
Os alunos que participaram da pesquisa apresentaram algumas
alternativas para a melhoria do trabalho administrativo e pedagógico:
• Interação entre coordenação pedagógica e sala de aula, incentivando-os e dando
oportunidades de desenvolverem seus talentos;
• Ouvir as críticas dos alunos quanto ao desempenho dos professores, pois
consideram a maioria dos professores autoritários;
• Flexibilidade quanto a determinados assuntos;
• Atendimento as individualidades não generalizando as dificuldades;
• Neutralidade ao ouvir alunos e professores;
• Intervenção da equipe junto aos professores que precisam alterar o ritmo de aula,
adequando a metodologia e facilitando a explicação e a aprendizagem dos alunos;
• Capacitação docente continuada aprimorando o relacionamento professor/aluno e a
metodologia de ensino;
• Unificação das informações entre Direção, Professores, Alunos e Pedagogos;
• Adequação do horário de aulas, evitando aulas geminadas, pois, o rendimento é
baixo;
• Atuação direta junto aos professores para melhoria na elaboração das avaliações
evitando erros, dualidade de interpretação e clareza no enunciado;
• Exigência no uso do uniforme;
• Melhoria no controle da entrada e saída dos alunos através da catraca;
• Evitar o excesso de estagiários dificultando o encaminhamento dos conteúdos
propostos durante o bimestre.

Estagiários de Cursos de Graduação da UEL

O Colégio Estadual Prof. José Aloísio Aragão, recebe prioritariamente


graduandos dos diferentes Cursos de Licenciatura, servindo como campo de estágio
31

curricular e extracurricular. Também é campo de pesquisa e extensão a diversos projetos


vinculados ao Ensino Fundamental, Médio e Educação Profissional.
O Colégio possui Estágio Curricular no Curso Técnico em Cuidados com a
Pessoa Idosa e Enfermagem, realizado em várias instituições públicas na área de Saúde,
além do Hospital Universitário: Unidades Básicas, Hospital da Zona Norte, Hospital da Zona
Sul, Santa Casa, Corpo de Bombeiros, Centros de Educação Infantil e outros.

ANÁLISE DOS DADOS ESTATÍSTICOS: APROV/REP – IDEB

QUANTIDADES DE ALUNOS 1186

QUANTIDADES DE PROFESSORES 80

AUTORIZAÇÃO DE FUNCIONAMENTO

DECRETO: 4628/78 DOC 20/02/78

IDEB DA ESCOLA OBSERVADO 41031520


Ensino Fundamental
2005 2007 2009
Anos Iniciais 5,7 5,8 6,2
Anos Finais 5,2 5,1 5,7
Fonte: Prova Brasil e Censo Escolar

O Colégio Professor José Aloisio Aragão – Colégio de Aplicação


obteve o resultado do ENEM 578,62 em 2010, sendo classificada com a segunda
melhor colocação da cidade de Londrina, tendo 73% de participação dos alunos
matriculados.

Anos Iniciais do Ensino Fundamental (Indicadores Educacionais – Rede


Pública referente ao ano de 2007)

BRASIL UF MUNICÍPIO ESCOLA


Aprovação 84,6 91,1 92,9 97,2
Prova Brasil 171,40 184,62 188,81 203,89
L. Portuguesa
Prova Brasil 189,14 205,20 211,20 227,65
Matemática
IDEB 4,0 4,8 5,0 5,8
32

Anos Finais do Ensino Fundamental (Indicadores Educacionais – Rede Pública


referente ao ano de 2007)
BRASIL UF MUNICÍPIO ESCOLA
Aprovação 78,2 82,4 77,3 81,8
Prova Brasil 228,93 235,71 242,24 269,76
L. Portuguesa
Prova Brasil 240,56 252,18 257,64 300,34
Matemática
IDEB 3,5 4,0 3,9 5,1

2008
ENSINO FUNDAMENTAL – 1ª a 4ª SÉRIE
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 57 0 0 57
2 64 0 0 64
3 63 0 0 63
4 56 7 0 63
Sub Total 240 7 0 247
ENSINO FUNDAMENTAL - 5ª. A 8ª. SÉRIE
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
5 80 25 0 105
6 97 6 0 103
7 91 11 0 102
8 61 9 0 70
Sub Total 329 51 0 380
Total 569 58 0 627
% 90,75 9,25 0,00 100,00

ENSINO MÉDIO – 1º ao 3º ano (noite)


SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 86 52 1 139
2 96 7 0 103
3 129 2 0 131
Sub Total 311 61 1 373
ENSINO MÉDIO – 1º ao 3º ano (noite)
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 29 14 17 60
2 42 23 6 71
33

3 41 12 11 64
Sub Total 112 49 34 195
Total 423 110 35 568
% 74,47 19,37 6,16 100,00
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - ENFERMAGEM
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 28 0 7 35
2 29 1 1 31
3 22 0 1 23
4 22 0 0 22
Sub Total 101 1 9 111
Total #REF! #REF! #REF! #REF!
% #REF! #REF! #REF! #REF!

2009
ENSINO FUNDAMENTAL – 1ª a 4ª série
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 61 0 0 61
2 63 0 0 63
3 64 0 0 64
4 60 6 0 66
Sub Total 248 6 0 254
ENSINO FUNDAMENTAL - 5ª. A 8ª. série
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
5 94 11 0 105
6 90 14 1 105
7 92 12 1 105
8 95 9 0 104
Sub Total 371 46 2 419
Total 619 52 2 673
% 91,98 7,73 0,30 100,00
ENSINO MÉDIO – 1º ao 3º ano (Manhã)
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 97 42 0 139
2 95 7 0 102
3 103 0 0 103
Sub Total 295 49 0 344
ENSINO MÉDIO – 1º ao 3º ano (Noite)
34

SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL


1 25 20 18 63
2 33 22 11 66
3 48 19 5 72
Sub Total 106 61 34 201
Total 401 110 34 545
% 73,58 20,18 6,24 100,00
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL - ENFERMAGEM
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 0 0 0 0
2 29 0 5 34
3 0 0 0 0
4 26 0 1 27

2010
ENSINO FUNDAMENTAL 1ª. A 4ª. SÉRIE
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 0 0 0 0
2 58 0 0 58
3 61 1 0 62
4 58 9 0 67
Sub Total 177 10 0 187
ENSINO FUNDAMENTAL 5ª. A 8ª. SÉRIE
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
5 94 10 1 105
6 90 13 2 105
7 86 16 2 104
8 101 3 1 105
Sub Total 371 42 6 419
Total 548 52 6 606
% 90,43 8,58 0,99 100,00
ENSINO MÉDIO
Ensino Médio Manhã
SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 119 24 0 143
2 101 2 1 104
3 103 2 0 105
Sub Total 323 28 1 352
Ensino Médio Noite
35

SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL


1 39 12 7 58
2 39 17 13 69
3 60 7 6 73
Sub Total 138 36 26 200
Total 241 38 26 305
% 79,02 12,46 8,52 100,00

EDUCAÇÃO PROFSSIONAL - ENFERMAGEM


SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 31 0 5 36
2 30 0 2 32
3 26 0 2 28
4 30 1 2 33

EDUCAÇÃO PROFSSIONAL - CUIDADOR DE IDOSO


SÉRIE APROVADO REPROVADO ABANDONO TOTAL
1 39 4 18 61
2 15 1 2 18

AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL

O estudo consiste na analise do contexto escolar, tendo como parâmetro a


avaliação institucional realizada em 2011 na escola em questão.
Faz-se necessário ressaltar que a partir do documento organizado pelo
Ministério da Educação e Cultura (Inep - MEC)4 no que tange aos indicadores de qualidade
da educação, realizamos uma avaliação institucional pautada nos seguintes aspectos:
ambiente educativo; prática pedagógica; avaliação; gestão escolar democrática; formação e
condições de trabalho dos profissionais da escola; ambiente físico escolar; acesso,
permanência e sucesso na escola. Neste sentido, os indicadores puderam nos orientar para
pensar e repensar o cotidiano da nossa escola.
No que tange as condições gerais do ambiente educativo, 70% dos
professores e profissionais pedagogos do Colégio de Aplicação puderam afirmar que: o
ambiente educacional é em parte, acolhedor, amigável, estimulador e promotor da inclusão,
como veremos no gráfico abaixo:
4
Inep-MEC (coordenadores). Indicadores da qualidade na educação. Ação Educativa, Unicef, PNUD, Inep – MEC. São
Paulo: Ação Educativa, 2004.
36

Pode-se perceber por meio do gráfico em relação as condições gerais, que


todos os envolvidos entre eles: professores, pedagogos, alunos, diretores, técnico de apoio
operacional e administrativo, contribuem para esse contexto, buscando desta maneira,
construir um ensino qualidade.
Em relação a prática pedagógica, pudemos perceber que 55% dos
entrevistados afirmaram que a relação entre professor e alunos é em parte, amigável,
respeitosa, solidária, porém com algum distanciamento, como veremos no gráfico abaixo:

Isto posto, a relação entre professor e aluno é de extrema significância no


processo de ensino e aprendizagem, uma vez que, é na e pela interação social que o
homem não só tem acesso ao saber acumulado pelos seus antecedentes como, ao fazê-lo,
constitui-se enquanto sujeito, transformando esses valores - pela mediação - em postulados.
De fato, as relações estabelecidas no social são “[...] inteiramente determinada pela estrutura
37

do meio onde cresce e se desenvolve o organismo. Por isso toda a educação é de natureza
social, queira-o ou não” (VYGOTSKY, 2001 p.63).
Pensando na escola e na relação entre ensino e aprendizagem é
interessante afirmar que a experiência pessoal do aluno se torna a base principal do trabalho
pedagógico. VYGOTSKY (2001 p.63) estabelece: “Em termos rigorosos, do ponto de vista
científico não se pode educar o outro. É impossível exercer influência imediata e provocar
mudanças no organismo alheio, é possível apenas a própria pessoa educar-se, ou seja,
modificar as suas reações inatas através da própria experiência”, claro que constituídas a
partir das relações sociais.
Desta forma, o Colégio de Aplicação/UEL tem repensado suas diretrizes
pedagógicas e diretivas a fim de que a relação docente e discente seja realmente
significativa no processo de formação do pensamento humano elaborado. Para isso, a
perspectiva se volta para o papel docente mediador, oportunizando no processo de ensino
um diálogo aberto ao conhecimento.
Em se tratando da relação entre funcionários e alunos, podemos inferir que
49% dos entrevistados afirmam que existe respeito mutuo entre alunos e funcionários, porém
a relação é um pouco distante e com poucas demonstrações de amizade e solidariedade.

Neste sentido, a equipe diretiva numa perspectiva de gestão democrática


tem se preocupado com essa relação social cotidiana na escola, no sentido de assegurar o
respeito, a tolerância e o sentimento de reciprocidade e de profissionalismo no trato com os
alunos e demais envolvidos na escola.
Outra preocupação abstraída nesse diagnóstico foi de que o tempo do
recreio não tem sido monitorado, segundo os 79% dos entrevistados. Essa falta de
38

monitoramento provoca ações livres e sem direcionamento dos alunos, além disso, atitudes
que podem ser revertidas em incentivo ao Bullying e outra forma de inibição e exclusão,
como segue a demonstração do gráfico abaixo:

Em contrapartida e, acreditando que a escola em todo o seu tempo de


atividade e funcionamento deve estar compromissada com a prática educativa do educando,
vemos a necessidade de uma reflexão mais coerente e condizente com as intervenções
diante aos alunos, estimulando-os e possibilitando-lhes situações de aprendizagens
coerentes com a sua fase em desenvolvimento.
Ainda nesta investigação, pudemos identificar informações importantes
quando considerada a prática pedagógica e a avaliação. Questionados acerca do local onde
ocorrem as práticas pedagógicas, percebemos que 67% dos entrevistados afirmaram que as
práticas pedagógicas eventualmente acontecem fora da sala de aula e exclusivamente com
a presença do professor e dos alunos, como demonstra o gráfico abaixo:
39

Faz-se necessário ressaltar que foi possível constatar que são raras as
situações em que os alunos saem da escola para outras atividades, limitando-se apenas ao
processo de ensino aprendizagem em sala de aula nas respectivas disciplinas e de maneira
fragmentada. Diante disso, a comunidade escolar percebe a necessidade de pensarmos em
atividades contextualizadas e significativas, podendo assim, possibilitar aos alunos uma
relação entre a leitura de mundo e a leitura da palavra. Estes objetivos estão sendo
construídos por meio da parceria estabelecida entre o Colégio de Aplicação e as
Licenciaturas da Universidade Estadual de Londrina, coordenada pelo Fórum Permanente
das Licenciaturas (FOPE).
Dado a discussão sobre à avaliação da aprendizagem dos alunos, vimos
por meio do gráfico abaixo que segundo os entrevistados, 52% afirmaram que, além dos
aspectos informativos (notas), o professor utiliza elementos formativos para gerar o conceito
final; há pouco estímulo à auto-avaliação; e existem atividades interdisciplinares com
regularidade.

No que tange ao tempo de recuperação este acontece após aplicação das


provas e conforme o rendimento dos alunos, na seqüência o professor oferece a avaliação
para recuperar os conteúdos trabalhados, conforme consta na enquete, em que 34% dos
entrevistados afirmam.
40

A respeito das reuniões pedagógicas, conforme o Calendário anual


aprovado pela SEED e NRE, os professores têm alguns momentos que podem discutir
temas diversos envolvendo o dia-a-dia da escola com a equipe pedagógica e diretiva. Por
meio da avaliação institucional constatamos que 43% dos entrevistados, afirmam que existe
um calendário de reuniões periódicas visando organizar os tempos e as situações de
aprendizagem na escola, conforme demonstra o gráfico abaixo:

Quanto ao Projeto Político Pedagógico, este foi discutido em reuniões


pedagógicas, possibilitando aos docentes, profissionais da educação, equipe pedagógica e
diretiva expressar suas leituras e propostas em relação ao processo de ensino e
aprendizagem, tornando-se assim, um instrumento de debate e, de possíveis alternativas de
41

mudança. Conforme os entrevistados 52% dos professores informaram que o PPP foi
construído com a participação da comunidade escolar e constitui as diretrizes das atividades
curriculares e da organização da escola e se expressa nas práticas cotidianas, traduzindo os
compromissos institucionais, diretrizes filosóficas e pedagógicas estabelecidas para uma
escola de qualidade, como veremos abaixo:

Sabemos que o compromisso da educação básica tem como objetivo


contribuir com a formação humana e cientifica dos alunos, tendo como parâmetro a
preparação para o exercício da cidadania e do trabalho, possibilitando que este domine
conhecimentos e tenha atitudes necessárias para fazer parte de um sistema político,
participando assim, dos processos de produção da sobrevivência, desenvolvendo pessoal e
socialmente. Neste sentido, o projeto político-pedagógico como ação emancipatória ou
edificante, possibilita que todos os envolvidos no processo possam contribuir efetivamente
para uma escola melhor preparada e adequada à formação técnica e emancipatória do
individuo.
Para tanto, a gestão escolar precisa ser democrática, no intuito de
possibilitar espaço para o diálogo, pontos de vista, leituras complexas, opiniões. Neste
processo, todos os envolvidos com a educação devem participar em favor da inovação, da
melhoria, haja vista que as mudanças devem surgir da própria escola. No caso do Colégio
de Aplicação/UEL o PPP como instrumento de inovação e mudança vem sendo refletido e
discutido em momentos de reunião com os professores, equipe pedagógica e equipe
diretiva, como demonstra o gráfico abaixo no que se refere a gestão escolar democrática.
42

Faz-se necessário ressaltar que o trabalho pautado em uma gestão escolar


democrática é processual, portanto, devemos introduzir mudanças no sistema educacional
com o objetivo de reformar, inovar, trazer novidade. Nesse sentido, o novo só adquire
sentido a partir do momento em que ele entra em relação com o já existente.
No tocante a infra-estrutura, vemos que mesmo com algumas mudanças
que vem acontecendo no Colégio, ainda temos uma realidade a ser revista, no que tange a
acessibilidade de pessoas com deficiência. As pessoas entrevistadas no total de 76%
afirmam segundo o gráfico abaixo que, considerando as instalações da escola, estas são
inadequadas às condições de acesso para Pessoas com Deficiência (Pcd).

Considerando, nesse sentido, ser importante rever as condições físicas da


escola, temos, a partir das possibilidades, buscado parcerias para que essas questões sejam
revistas. Desse modo, esse é o desafio de mudança para o Colégio de Aplicação/UEL.
43

No caso das instalações gerais, principalmente as salas de aula, temos


conforme resposta dos 70% entrevistados, segundo o gráfico abaixo, de que estas atendem,
em parte, as dimensões para o número de alunos, acústica, ventilação, mobiliário e limpeza.
Realmente essa questão também tem sido nosso foco de discussão, uma vez que nos 50
anos de Colégio, o próprio tempo tem gerado essas fragilidades.

Já o espaço físico da escola em geral – fora da sala de aula – os 67%


entrevistados afirmaram que a escola apresenta condições mínimas de organização, limpeza
e cuidado, murais com poucas informações. Compreendendo que o ambiente físico é
fundamental para uma educação de qualidade, claro que em conjunto com outros fatores, a
equipe diretiva tem debruçado seus olhares para a melhoria nas instalações.
Diante dessa dificuldade presenciada no Colégio de Aplicação – Centro e,
mediante ao trabalho que até então vinha sendo realizado com a equipe de apoio (limpeza e
cozinheira), percebemos que era necessária algumas intervenções no campo da
organização, orientação e distribuição de funções, o que não tinha até o presente momento.
Alguns sobrecarregados de funções e outros com pouco trabalho no colégio. Desse modo, a
equipe diretiva pensou num projeto de intervenção junto à equipe, com tais estratégias:
reuniões com a equipe de apoio a fim de orientar quanto ao trabalho a ser desenvolvido no
colégio, bem como a necessidade de termos um ambiente limpo e bem organizado. Ainda,
dispusemos de uma formação continuada com palestrantes, envolvendo algumas temáticas:
Coleta Seletiva, Manipulação de Alimentos, Relacionamento Interpessoal, entre outros
temas.
Como melhor distribuição do trabalho e das funções, elencamos para cada
funcionário, suas atividades diárias, em que este recebeu tomando ciência das funções a
serem desenvolvidas. No quadro das funções tivemos o cuidado de registrar toda a
44

necessidade da escola, no que tange a organização dos ambientes e a limpeza dos


mesmos.
Outra situação vivenciada no Colégio era a entrada e saída de funcionários
em horário de expediente e sem qualquer fiscalização. A citar alguns que entravam
diariamente atrasados e, saídas antecipadas. Dessa realidade elaboramos um registro em
que as saídas antecipadas e atrasos, bem como outras situações, todas devem ser
registrados por escrito, com data, horário e motivo; sendo ainda, assinado pelo funcionário e
pela direção e ou equipe pedagógica.
Essa dificuldade inicial pode ser superada com um trabalho melhor organizado
e, que tem refletido com uma escola mais limpa; sem falar das melhorias nas condições
desses trabalhadores, já que são motivados a realizar suas funções uma vez que são
também supervisionados cotidianamente.

A biblioteca também merece um olhar especial, quando 43% das pessoas,


afirmam que as instalações precisam ser revistas no que tange a apropriação para estudos
individuais e em grupo. Quanto ao acervo é parcialmente adequado aos níveis de ensino que
a escola oferece e atende, em parte, as necessidades dos alunos.
Diante do que fora afirmado na enquete, temos avançado nas melhorias da
biblioteca, principalmente com a aquisição de novas referências para o acervo tanto para os
alunos do ensino fundamental, ensino médio e profissionalizante. Ainda, a biblioteca dispõe
de um acervo rico para a pesquisa e desenvolvimento de aulas e projetos pelos professores
que ministram aulas no colégio.
45

Em se tratando do trabalho desenvolvido na Biblioteca, podemos perceber


que em 2010 - ano do cinqüentenário do Colégio de Aplicação – não se restringiu apenas na
realização de eventos comemorativos à data, mas também por significativas mudanças e
investimentos que vieram somar à já conceituada instituição. Entre eles, ações de incentivo à
leitura e (re)descoberta de um ambiente agradável e de grandes possibilidades: a biblioteca.
A intenção foi fazer com que o ambiente não ficasse restrito às atividades pedagógicas e que
o aluno pudesse tê-lo como um lugar de referência também para o lazer: realizar leituras por
prazer.
Além de todas as melhorias no espaço físico e na rotina administrativa da
biblioteca, no decorrer do ano letivo, as professoras de Língua Portuguesa, em parceria com
as bibliotecárias, desenvolveram projetos de leitura direcionados aos estudantes do Ensino
Fundamental II. Ao fazer tal opção didática, tinham em mente que a característica básica de
um projeto é que ele tem um objetivo compartilhado por todos os envolvidos, que se
expressa num produto final em função do quais todos trabalham e que terá,
necessariamente, destinação, divulgação e circulação social internamente na escola ou fora
dela. Além disso, os projetos permitem dispor do tempo de forma flexível, pois o tempo tem o
tamanho necessário para conquistar o objetivo: pode ser de alguns dias ou de alguns meses.
Quando são de longa duração, têm a vantagem adicional de permitir que os alunos se
envolvam no planejamento das atividades, aprendendo a controlar o tempo, dividir e
redimensionar as tarefas, avaliar os resultados em função do plano inicial.
Sabemos que a missão da escola consiste em ensinar os alunos a ler e a
escrever e aprimorar tais competências fazendo-os perceberem a importância e a
funcionalidade da leitura e da escrita, uma vez que essas são condições essenciais para
formá-los leitores ativos e críticos dos diversos textos com os quais irão se deparar ao longo
da vida. Por isso mesmo, os momentos de leitura que oportunizamos foram (e são)
46

especialmente elaborados com vistas a tornar claros aspectos do conjunto dos textos que
talvez os alunos não percebam, mas que são imprescindíveis para sua compreensão. Dessa
forma, procuramos fazê-los refletir sobre a finalidade da leitura, sobre como determinados
textos devem ser lidos, quais pistas eles nos fornecem e como podemos explorá-las para
melhor compreendê-lo, o que nos falam e como o fazem e, ainda, como reelaborá-los de
maneira coerente, tudo para que sejam capazes de atribuir e construir significados que os
ajudem a compreender o mundo ao seu redor.
Dessa forma, a idealização desse projeto oportunizou leituras de obras de
diferentes gêneros e a criação das condições para que o aluno desenvolvesse seu
repertório, o senso crítico e, fazendo ainda com que percebesse os acontecimentos ao seu
redor, assumindo um posicionamento diante deles e sabendo defendê-lo. Tudo para seu
desenvolvimento pessoal e acadêmico.
As aulas de leitura e práticas relacionadas que antes eram realizadas na sala
de aula, passaram à acontecer, semanalmente, no espaço físico da biblioteca. A partir de
então, os alunos puderam estar mais próximos do acervo, conhecer as diversas obras
disponíveis, os materiais para consulta nas diversas áreas do conhecimento, os almanaques,
as revistas, entre outros materiais de leitura e escolher, por conta própria, o título que mais
lhe agradasse. Esses momentos possibilitaram ainda que os educandos recebessem
orientações sobre como ler as referências catalográficas e encontrar o exemplar desejado
nas estantes.
As atividades desenvolvidas geraram momentos de descontração e muito
aprendizado, onde alunos e professores puderam vivenciar experiências significativas.
Foram leituras orais expressivas feitas ora pelas professoras ora pelos alunos,
dramatizações, discussões sobre a diversidade de gêneros e das práticas de recepção dos
mesmos, autores e seus estilos. Falamos ainda sobre o trabalho dos ilustradores, sobre os
direitos autorais, a questão do plágio, da importância da referência bibliográfica nos
trabalhos escolares e de muitos outros assuntos. Esses momentos foram especialmente
valorosos porque os alunos tiveram abertura também para falar sobre o que leram, trocarem
impressões e aprender com a experiência do companheiro de classe. Outra estratégia
focada neste aspecto foi o incentivo à produção de sinopse das obras lidas que deveriam ser
compartilhadas com os colegas com o intuito de aguçar sua curiosidade por ela.
Foram proporcionadas também leituras livres, desprovidas da mediação da
professora, buscando evitar que o aluno associasse leitura a uma série de atividades ou
deveres a serem cumpridos. Nosso desejo era manter vivos o entusiasmo e o desejo de ler,
além de incentivar a leitura autônoma. Os encontros eram ansiosamente aguardados e, se
por algum inconveniente, não pudéssemos ir ao encontro dos livros (e então eles vinham até
nós, na sala de aula) os alunos ficavam inconformados. As aulas na biblioteca contribuíram
47

também para que os alunos estreitassem ainda mais os laços com as colaboradoras e se
sentissem menos tímidos e mais confiantes para esclarecerem dúvidas ou pedirem
informações sempre que precisavam. Não podíamos deixar de aproveitar a ocasião propícia
para reforçar os cuidados com os materiais de leitura desde o manuseio até o cumprimento
dos prazos para devolução dos mesmos. Práticas que foram acatadas e puderam ser
evidenciadas no decorrer no ano.
Foi gratificante perceber o envolvimento deles com os projetos e o impacto
disso no seu aprendizado e desejo de ler. Constantemente, recebíamos feedbacks dos
alunos relatando suas impressões dos livros lidos, das discussões travadas com os colegas
sobre determinada obra, das indicações recebidas e dadas. Não demoraram a surgir
também questionamentos e sugestões que eram acolhidos, estudados e viabilizados caso
atendessem às necessidades da comunidade escolar e houvesse condições para tal. A
exemplo disso, a ampliação do prazo de devolução dos empréstimos que passou de uma
para duas semanas da data de retirada ou ainda, a confecção, pelos alunos, de uma lista de
títulos para possível aquisição. Era o trabalho frutificado! Estávamos conseguindo despertar
no aluno uma sensação de pertencimento fazendo com que se sentisse parte integrante e
responsável pela manutenção e melhoria daquele espaço.
As atividades conjuntas do professorado e das bibliotecárias contribuíram para
o aumento da frequência dos alunos naquele ambiente, bem como a significativa elevação
do número de empréstimos. Em todo o mundo pesquisadores e estudiosos salientam que,
quanto mais cedo se busca desenvolver as competências básicas leitora nas crianças,
menores as dificuldades no emprego dessa habilidade à medida que se desenvolvem.
Na verdade, as ações que moveram (e movem) a incentivar a leitura de
nossos educandos não estão relacionadas apenas à necessidade de se expandir o uso e a
familiaridade com livros, revistas ou jornais, mas naquilo que se desvela desse ato: que a
leitura possa contribuir para a sua formação para que ele esteja apto a progredir nos estudos
e no trabalho, ter condições de intervir na sociedade, exercendo sua cidadania e ajudando a
melhorar o país onde vivemos.
No que se refere aos laboratórios, percebemos que algumas conquistas
também foram alcançadas. Atualmente a escola conta com um Laboratório de Ciências e de
Informática para os alunos, em que professores podem utilizar esses espaços para melhor
viabilizar o ensino de qualidade. Alguns encontros práticos podem ser planejados nas aulas,
a fim de que o processo de ensino e aprendizagem aconteça significativamente. No entanto,
55% dos entrevistados afirma que é pouco equipados e com quantidades insuficientes para
atender as necessidades dos professores e alunos.
No laboratório de informática, dispomos do Paraná Digital em que os
professores realizam suas horas/atividades com pesquisas, planejamento; ainda, o
48

PROINFO (Programa Nacional de Tecnologia Educacional) que tem como objetivo promover
o uso pedagógico da informática na rede pública de educação básica.

A respeito das atividades promovidas pelo Colégio de Aplicação, 52% dos


entrevistados afirma que a escola não é utilizada pela comunidade em nenhuma situação, a
escola não procura estimular a participação da comunidade, exceto nas festas promovidas
pela própria escola.

No que tange a promoção de atividades, temos realizado anualmente a


Jornada de Humanidades, sendo que em 2010 aconteceu a III Jornada com o tema
IN/EXCLUSÃO e JUVENTUDE (S) nos dias 02 3 03 de maio de 2011 com o objetivo de
49

promover oficinas temáticas para os alunos dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio e
Educação Profissionalizante. É um projeto em parceria com a Universidade Estadual de
Londrina e envolve tais projetos e grupos: PRODOCÊNCIA, Projeto de Extensão Semanas
de Sociologia nas Escolas da Rede Publica; GEEMAS, PIBID, FOPE e LENPS.
As características físicas do entorno mostram que são parcialmente
favoráveis ao relacionamento e desempenho escolar dos alunos, parcialmente organizado e
limpo. Nesse sentido, 55% dos entrevistados tem essa leitura.

Considerando todos os itens avaliativos apresentados e, acreditando que o


caminho é o do dialogo, dos intercâmbios, o Colégio de Aplicação/UEL vem desde 2010
atuando no intuito de melhorias em favor de uma escola melhor adequada tanto pedagógica,
política e fisicamente para a formação emancipatória dos alunos. A tarefa é ressignificar o
papel do sujeito frente às relações sociais, de maneira que vá alem da utilidade, para uma
formação critica e consciente do processo. A integração entre o ensino e o trabalho constitui-
se na maneira de sair da alienação crescente, reunificando o homem com a sociedade.
Longe de uma visão utilitarista, em que assim como descreve Marx (apud
GADOTTI, 1998 p.133) que visa à especialização precoce como ocorre com a chamada
profissionalização, reservada unicamente a classe trabalhadora; a escola busca como
principio educativo, a formação emancipada do sujeito, dando-lhe condições para agir a
partir de propósitos certos e coerentes. Desse modo, acreditamos na educação como um
fenômeno vinculado à produção social total.
50

PLANO DE MELHORIA DA ESCOLA

Algumas iniciativas têm sido feitas em favor da melhoria no que se refere ao


trabalho pedagógico e diretivo da escola. Todos os setores têm sido chamados para o
trabalho de qualidade, desde o apoio operacional até a equipe diretiva. Nesse sentido,
através da gestão democrática e do trabalho coletivo e participativo temos envolvido os
funcionários, professores, pedagogos ao objetivo maior da educação: formação
emancipatória e de qualidade dos sujeitos envolvidos, no caso, os alunos.
Segue abaixo algumas estratégias pensadas e desenvolvidas no Colégio de
Aplicação – Centro (Anos Inciais e Finais do Ensino Fundamental, Médio e Educação
Profissionalizante) e Centros de Educação Infantil Campus/UEL e Hospital Universitário,
tendo com base o período de 2011 a 2014:

PRODOCENCIA

O projeto PRODOCÊNCIA tem como objetivo geral contribuir para reflexão e


formação inicial e continuada dos professores, em diferentes contextos, a respeito das
implicações educacionais, políticas e sociais da educação inclusiva, promovendo a
integração entre os diferentes níveis educacionais, no enfrentamento dos desafios da
educação inclusiva, da disseminação da cultura inclusiva e do fomento de novas
metodologias de ensino.
E uma proposta da Universidade Estadual de Londrina com o propósito de
contribuir para a formação continuada dos professores. Nesse sentido, temos como objetivos
específicos, elaborar metodologias de ensino e de pesquisa que possibilitem enriquecer a
prática docente, com vistas à inovação dos processos de ensino-aprendizagem, ao
enfrentamento das desigualdades socioeducacionais e das práticas de exclusão, através da
ação interdisciplinar e da articulação duradoura entre universidade e ensino básico; desse
modo, possibilitar o enriquecimento, a valorização e a socialização de boas práticas
docentes de inclusão na escola, que tenham sido geridas ou sugeridas por professores da
educação básica em atividades de ensino, pesquisa ou extensão. Ainda, discutir com
professores atuantes e em formação temáticas e questões relacionadas às experiências de
inclusão e exclusão que colaborem para a formação crítica dos professores e para a
alteração de práticas e comportamentos no cotidiano escolar.
Para tanto, tem sido constituída algumas estratégias de execução do projeto,
tendo como principais ações: 1. Interação entre as licenciaturas e as escolas da educação
básica, por meio de reuniões sistemáticas e trabalhos integrados; 2. Organização de fóruns
temáticos e ciclos de formação continuada nas escolas; 3. Organização de diferentes
51

eventos internos e externos a universidade, envolvendo as diferentes licenciaturas que


compõem o projeto; 4. Implementação de ações para o desenvolvimento de práticas
inclusivas nas escolas e na UEL; 5. Organização de um Caderno de Metodologia de Ensino
e de Pesquisa, com planos de aula, relatórios de atividades e artigos de professores e
alunos da universidade, do Museu e das escolas; 6. Organização de uma Revista Eletrônica
com artigos de professores e de alunos da universidade, do Museu e das escolas; 7. Mostra
de Práticas Pedagógicas Inclusivas nas escolas e na UEL; 8. Avaliação; 9. Disseminação.
Ainda, no projeto, prevê reuniões mensais com os professores participantes e
quinzenalmente com os coordenadores pedagógicos e diretores das escolas (nível
fundamental I, II e Ensino Médio). Também realizaremos reuniões quinzenais com os
docentes e discentes (graduandos e pós-graduandos) envolvidos com o projeto na
universidade para planejamento das atividades. Os temas previstos para serem trabalhados
nos ciclos de formação são: Escola e diversidade cultural; Escola, inclusão/exclusão social,
econômica, política e cultural; Educação e evasão escolar; Desigualdades sociais e
Diversidade Cultural; Escola e questões étnico raciais: sistema de cotas na Universidade e a
implantação da Lei 10639 nas escolas; Diversidade e relações de poder na escola;
homofobia, questões de gênero e práticas de exclusão na escola; Arte na Diversidade.
Para tanto, as estratégias metodológicas visam em várias atividades:
discussão de textos, vivências, discussão de casos, discussão de vídeos, planejamento de
condições de ensino e palestras. As atividades terão dois momentos de reflexão, a partir de
temáticas propostas por diferentes cursos, ou seja, partiremos da reflexão de assuntos mais
gerais e contextuais para entrarmos depois no aprofundamento de temas mais específicos,
relacionados às necessidades educacionais especiais. Estas ações serão realizadas pelos
discentes envolvidos no projeto sob a supervisão dos docentes.
Pretende-se ainda, realizar mensalmente, na própria universidade, no Colégio
de Aplicação da UEL, seminários temáticos e/ou ciclos de formação com professores da
educação básica, para discutir e fomentar novas metodologias de ensino e novos processos
de ensino e de aprendizagem, mas que levem em consideração os conhecimentos já
adquiridos pelos professores sobre as diferentes temáticas a serem abordadas, tentando, na
medida do possível, estabelecer interfaces entre estes conteúdos os preceitos estabelecidos
por eles no Projeto Político Pedagógico da escola; b) fomentar debates que inter relacionem
a discussão do currículo com as seguintes temáticas: racismo, diversidade, desigualdade,
evasão escolar, relações de poder, questões de gênero, homofobia, educação, cultura
indígena, de modo a tornar os professores ainda mais questionadores a respeito dos
fenômenos a serem desnaturalizados, estranhados e problematizados na escola, nos
documentos oficiais e nas práticas dos órgãos que discutem políticas de educação pública;
c) aprimorar o processo de formação inicial e continuada dos profissionais da educação;
52

potencializar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem dos alunos da educação


básica; discutir a inclusão científica no processo de ensino e aprendizagem; promover
metodologias inovadoras baseadas na investigação e na prática; fomentar experiências
metodológicas e práticas docentes de caráter inovador nos processos de ensino e
aprendizagem dos futuros docentes; fortalecer os projetos e as disciplinas já existentes junto
ao curso; promover novas metodologias de prática de ensino inclusivas; apoiar ações
voltadas para o desenvolvimento das práticas inclusivas nas licenciaturas e na educação
básica
É fundamental enfatizar que todas as etapas do projeto serão
concretizadas na interação entre as seguintes licenciaturas: Letras: habilitação
Inglês/Espanhol; Letras Vernáculas e Clássicas; Química; Filosofia; Ciências Sociais;
História; Ciências Biológicas; Matemática; Pedagogia; Física; Educação Física; Artes
Visuais.
Espera, contudo, que através da PRODOCÊNCIA possa-se contribuir para a
superação de problemas identificados nas avaliações feitas nos cursos de Licenciatura e
melhoria no processo de formação inicial e continuada dos professores. Enfim, o
pressuposto que norteia este projeto é que a prática de reflexão e estudos
teóricos/metodológicos possibilitarão aos participantes desenvolverem a compreensão de
que a inclusão é um processo possível, desde que haja comprometimento e aprimoramento
profissional dos envolvidos e a escola possa prover as condições necessárias à participação
e aprendizagem tanto aos alunos com NEE, quanto aos que vivenciam práticas diversas de
exclusão.

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES: AVALIAÇÃO DO PROCESSO


DE ENSINO E APRENDIZAGEM

A partir do trabalho desenvolvido pela professora pedagoga do Departamento


de Educação na Universidade Estadual de Londrina em que em formato de curso de longa
duração, tem possibilitado através de estratégias metodológicas momentos de reflexão e
diálogo. A programação do projeto baseia-se conforme cronograma abaixo:
53

CONCEPÇÕES DE AVALIAÇÃO E SUAS FINALIDADES


Objetivos:
Atividade 1 Identificar a concepção de
Representação do que é avaliação. avaliação, evidenciando os
Apresentação e reflexão. sentimentos que desperta sua
ocorrência.
Atividade 2
Ler em grupos os textos 1, 2, 3 do livro Avaliar para
Aprender, de Neus Sanmarti e:
- Apresentar as principais ideias do texto;
Identificar as finalidades
conferidas à avaliação da
- As contribuições que este possibilita para sua prática;
aprendizagem, entendendo seu
papel no processo de ensino e
- Expressar de forma criativa uma conclusão sobre o
aprendizagem.
estudo realizado.

Atividade 3
Exposição oral: Conceito e Finalidades da avaliação
PARA O PORTFÓLIO:
- Dados de identificação
- Atividade 1: Colocar o desenho realizado no encontro.
- Atividade 2: Relatar no portfólio o que este encontro te fez pensar e as contribuições que
este possibilitou
CRITÉRIOS E OBJETIVOS
Atividade 1 Compreender a relação entre
Atividade com os textos e as palavras selecionadas. avaliação e objetivos.

Perceber a importância de
critérios bem definidos.
Atividade 2
Exposição oral: os objetivos e os critérios de avaliação.
Distinguir a avaliação da
aprendizagem dos instrumentos
que lhe oferecem subsídios.

INSTRUMENTOS AVALIATIVOS (A PROVA FORMATIVA)


Atividade 1 Refletir sobre a importância da
Expor a opção do instrumento que usará no 2° bimest re e diversificação dos instrumentos
a justificativa avaliativos.

Atividade 2
Reconhecer a prova em sua
Exposição sobre a prova
função formativa.

CONSELHO DE CLASSE E AUTO-AVALIAÇÃO


Atividade 1 Identificar características da auto-
Exposição oral: auto-avaliação avaliação e suas contribuições.
Propor diferentes possibilidades para colocar em prática a
auto-avaliação. Refletir sobre a importância da
54

Atividade 2 organização do conselho de


classe.
Discussão sobre os diferentes aspectos que envolvem o
Conselho de Classe.

CONSELHO DE CLASSE FINALIZAÇÃO DO TRABALHO


Atividade 1
Discussão sobre os diferentes aspectos que envolvem o Propor encaminhamentos e
Conselho de Classe (continuação) metas a serem cumpridas após
conclusões expostas no conselho
de classe.
Atividade 2
Entrega dos portfólios e avaliação do trabalho. Apresentar as contribuições deste
trabalho para sua prática
pedagógica.

Nesse sentido, acredita-se que as discussões são pertinentes e necessárias


para uma atuação docente mais atuante do processo de ensino e aprendizagem.

JORNADA DE HUMANIDADES: IN/EXCLUSÃO e JUVENTUDE (S)

A III Jornada com o tema IN/EXCLUSÃO e JUVENTUDE (S) aconteceu nos


dias 02 e 03 de maio de 2011 com o objetivo de promover oficinas temáticas para os alunos
dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio e Educação Profissionalizante.
É um projeto em parceria com a Universidade Estadual de Londrina e envolve
os seguintes segmentos: Departamento de Educação e de Ciências Sociais da Universidade
Estadual de Londrina, Programa de Consolidação das Licenciaturas - PRODOCÊNCIA,
Projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão, Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à
Docência - PIBID, Fórum das Licenciaturas - FOPE, Associação de Pais e Mestres,
Conselho Escolar, Equipe Diretiva e Pedagógica, Professores, alunos apoio operacional e
administrativo do Colégio Professor José Aloísio Aragão – Colégio de Aplicação.
55

Imagem autorizada pelo aluno da 8ª série – Produção do cartaz do evento

No respectivo ano letivo de 2011, a maior contribuição da Jornada consistiu


em ter a participação dos professores das diversas licenciaturas da Universidade Estadual
de Londrina, como o desenvolvimento de oficinas e temáticas pedagógicas e, ainda,
produção científica em anais do evento, com resumo e trabalho completo, no caso, artigo
científico.
No caso das oficinas pedagógicas, tivemos temas diversos e que muito
contribuiu para a formação dos alunos, a citar alguns deles: Diversidade, Sexualidade na
Adolescência, Drogas, Eu posso escolher: fracasso ou sucesso; Juventude e tribos urbanas;
O discurso excludente e a marginalização de grupos sociais; Violência: amar pode, agredir
não...; O lugar da diferença: leituras da sociologia e da arte; Atitude representa identidade
pessoal; Pós Modernidade, Juventudes e Contracultura; Oficina de dança; A fotografia como
linguagem expressiva para a formação cidadã; Literatura de Cordel, entre outras temáticas.
A Jornada de Humanidades já esta fazendo parte das ações do Colégio de
Aplicação, estando sistematizada como projeto permanente no Projeto Político Pedagógico.

FORUM DE DISCUSSAO DO ESTAGIO SUPERVISIONADO DAS LICENCIATURAS –


COLÉGIO DE APLICAÇAO E UEL

O encontro para apresentação e discussão do Estagio Supervisionado das


Licenciaturas da Universidade Estadual de Londrina será realizado no período de 2011 a
2014 com a presença dos professores supervisores das respectivas licenciaturas e
professores do Colégio de Aplicação, tendo como objetivo repensar a práxis pedagógica e os
56

principio que norteiam a proposta curricular da escola, proporcionando assim, uma relação
mais próxima entre Educação Básica e Ensino Superior.

OUTRAS AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS NO COLEGIO ESTADUAL PROFESSOR


JOSE ALOISIO ARAGÃO

 Realimentação do Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar.


 Participação do Colégio Aplicação no Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão,
Câmara de Graduação e FOPE.
 Instauração de uma comissão para realizar estudos e estabelecer propostas sobre a
gestão administrativa e pedagógica do Colégio Estadual Prof. José Aloisio Aragão,
bem como política de atuação dos Cursos de Graduação no referido órgão.
 Visita ao Colégio de Aplicação da UEM agendada com a direção desse
estabelecimento, com o intuito de estabelecer diálogos e intercambio entre os
Colégios de Aplicação.
 Participação na elaboração do Programa de Consolidação das Licenciaturas -
 Participação na elaboração do programa de Consolidação das Licenciaturas –
PRODOCENCIA.
 Reformulação do Programa Estagiários do Colégio de Aplicação
 Criação de mais uma turma do curso de Técnico de Enfermagem;
 Instalação de laboratório para as aulas práticas do curso profissionalizante Cuidados
com a pessoa idosa;
 Participação dos alunos do Ensino Médio (1º e 2º anos) do Colégio na iniciação
científica em parceria com a Pró Reitoria de Pós Graduação da UEL;
 Elaboração de plano de ação para o ano de 2012 de acordo com os resultados da
Avaliação Diagnóstica realizada durante a capacitação dos professores, pedagogos e
servidores do Colégio (centro e Campus);
 Atendimento aos estagiários da Universidade Estadual de Londrina.
 Apresentação da proposta para o Laboratório de Tecnologia da UEL – LABTED
 Atendimento e Acompanhamento da organização escolar e Orientação pedagógica
aos professores quanto ao planejamento anual, bimestral, planos de aula referente a
conteúdos, metodologias e instrumentos de avaliação
 Divulgação do Projeto Jovens Embaixadores aos alunos do 3º ano
 Organização das peças teatrais a serem apresentadas no Teatro Ouro Verde no mês
de novembro.
 Participação na Olimpíada Brasileira de Matemática da Escola Pública,
 Oficinas de Matemáticas envolvendo professores e estagiários do Departamento de
Matemática da UEL - projeto PIBID
57

 Integração da equipe para distribuição das atividades administrativas e pedagógicas


a curto, médio e longo prazo, atendendo as três instâncias (SEED, NRE e UEL)
 Assessoramento aos professores na hora atividade, atendendo as especificidades da
disciplina e alunos, tais como organização do livro de freqüência de classe e
replanejamento.
 Palestra sobre Cultura e Diversidade Cultural
 Eleição para composição das instâncias colegiadas APMF e Conselho Escolar.
 Palestra no Anfiteatro do CESA sobre Avaliação Escolar, envolvendo família-escola e
comunidade.
 Apresentação dos dados do ENEM/IDEB nas reuniões administrativas e pedagógicas
para repensar o colégio por modalidade de ensino
 Elaboração das atividades administrativas e pedagógicas para Semana Cultural e
Esportiva
 Entrega dos livros didáticos do Ensino Médio vinculados ao Programa Nacional Livro
Didático 2011.
 Agendamento de reuniões com os pais para falar sobre o desempenho acadêmico
dos discentes.
 Oferta de sala de apoio para alunos que apresentam dificuldades de aprendizagem.
 Sistematização do Projeto E- radiar em parceria com a Rádio UEL FM. Visita a Rádio
Universidade FM para conhecer a proposta de trabalho, estrutura física e
funcionamento
 Participação da Semana da Matemática na UEL, envolvendo alunos e professores do
8ª anos do Ensino Fundamental.
 Divulgação e realização da Oficina de Construção de cadernos artesanais no
contraturno com uma artista plástica aos alunos matriculados nos 7º e 8º anos do
Ensino Fundamental e 1º e 2º anos do Ensino Médio.
 Organização e elaboração das atividades correspondentes a Olimpíada de Português
trabalhando gêneros literários diferenciados.

NORMAS DE CONVIVÊNCIA

As normas de convivência e o tratamento dispensado aos educandos, pais,


professores e servidores são elaborados e colocados em prática, respeitando os princípios e
fins da educação nacional, contidos na LDB (Lei nº 9394/96) artigos 2º e 3º, diferentes
manifestações culturais e incentivando a expressão de idÉias, a troca de experiências e de
opiniões, a participação da comunidade escolar nas decisões da escola.
58

Segundo Brandão, a “educação é um processo de humanização que se dá


ao longo de toda a vida, ocorrendo em casa, na rua, no trabalho, na igreja, na Escola e de
muitos modos diferentes”. Se quisermos fazer da escola um espaço onde estes
conhecimentos são aprimorados, temos que democratizar, isto é, participar da comunidade
na qual estamos inseridos abrindo espaços para que esta participe efetivamente da Escola.
O relacionamento do Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão
(Colégio de Aplicação) com a comunidade se dá em dois âmbitos. O primeiro sendo o
relacionamento da Escola com a comunidade familiar, procurando conhecer quais são as
experiências e expectativas trazidas desta comunidade. Isto ocorre através de reuniões e
atendimento individual à família, tendo como objetivo estabelecer um sistema de
acompanhamento dos pais às atividades desenvolvidas na Escola e de torná-los sujeitos do
processo educativo, juntamente com os professores e educandos. Também com isto é
possível subsidiar a Escola de informações a respeito da realidade concreta dos educandos
que nesta Escola vêm de Londrina e outros municípios.
Ainda com relação à comunidade escolar, uma outra forma de
relacionamento se dá através da APMF, da qual participam pais e professores do Colégio do
centro e do campus, sendo também um espaço democrático onde decisões a respeito do
andamento da Escola são tomadas.
O Colégio como Órgão Suplementar da Universidade Estadual de Londrina
usufrui toda a estrutura física da UEL, como também dos serviços prestados à comunidade
através dos Centros, Departamentos e Órgãos Suplementares. O Colégio é um espaço onde
docentes e estagiários, dos diversos cursos da UEL, trabalham em parceria com os
professores do Colégio.

TRATAMENTO E AS AÇÕES PARA PROBLEMAS DISCIPLINARES

O Regimento Escolar deverá assegurar os seguintes direitos aos alunos, além


daqueles contidos na legislação em vigor, tais como:
• Conhecer no ato da matrícula as disposições constantes no Regimento Escolar e
Regulamento Interno (manual do aluno);
• Receber orientação dos diversos setores do colégio;
• Utilizar serviços e dependências do colégio;
• Participar de agremiações estudantis;
• Ter ciência de seu rendimento escolar e frequência;
• Solicitar revisão de notas e resultados em avaliações;
• Solicitar segunda chamada de exames e avaliações.
59

Além dos direitos dos alunos, o Regimento Escolar estabelecerá os


seguintes deveres, além daqueles contidos na legislação em vigor, que serão cumpridos
pelos alunos, para melhor desenvolvimento do processo educacional:
• Atender às determinações dos diversos setores do Colégio;
• Comparecer pontualmente às aulas e demais atividades escolares;
• Participar de todas atividades programadas e desenvolvidas pelo Colégio;
• Cooperar na manutenção da higiene e conservação das instalações escolares;
• Tratar alunos, estagiários, professores e demais servidores com respeito;
• Entregar os trabalhos escolares com pontualidade;
• Trazer todo material referente às atividades do dia;
• Apresentar-se devidamente uniformizado;
• Zelar pelo bom nome do Colégio;
• Não se ausentar do Colégio sem a devida autorização;
• Devolver cartas, advertência, boletins e etc., dentro do prazo estipulado;
• Cumprir as normas e regulamentos para a atividade nos laboratórios.
Para garantir a proteção e a segurança dos alunos será proibido:
• Permanecer no Colégio sem comparecer às aulas a não ser quando autorizado;
• Comparecer ao Colégio com roupas inadequadas;

TRATAMENTO E NORMAS DE CONVIVÊNCIA PARA OS PAIS

O objetivo do Colégio consiste em envolver os pais nas discussões e


atividades da escola com a participação na educação escolar de seus filhos. A relação entre
escola e família consiste na participação nas reuniões bimestrais, no Conselho Escolar e
Associação de Pais, Mestres e Funcionários nos contatos constantes das Professoras
Pedagogas e Direção com pais, mães e/ou responsáveis.
O relacionamento dos pais consta no Regimento Escolar que
regulamentará seus direitos, prerrogativas e deveres da seguinte forma. O pai ou
responsável, além dos direitos outorgados por toda a legislação aplicável, terá ainda as
seguintes prerrogativas:
• Ser respeitado na condição de pai ou responsável interessado no processo
educacional desenvolvido na Escola;
• Ter conhecimento efetivo das disposições contidas no Regimento;
• Ser informado sobre o Sistema de Avaliação da Escola;
60

• Ser informado no decorrer do ano letivo sobre a freqüência e rendimento escolar


obtidos pelo aluno;
• Recorrer no prazo estabelecido no presente Regimento o pedido de revisão de notas
do aluno;
• Apresentar à Organização Pedagógico-Administrativa as irregularidades detectadas
pela comunidade no processo administrativo e pedagógico da Escola,
proporcionando assim a possibilidade de correção;
• Participar de associações e/ou agremiações afins.
Aos pais e/ou responsável, além de outras atribuições legais, compete:
• Matricular o aluno na escola, de acordo com a legislação vigente;
• Propiciar condições para o comparecimento e permanência do aluno na Escola;
• Providenciar e dispor de todo material básico solicitado, necessário ao
desenvolvimento das atividades escolares;
• Respeitar os horários estabelecidos pela escola;
• Requerer transferência ou cancelamento de matrícula quando responsável pelo aluno
menor de idade;
• Identificar-se na Secretaria da Escola, para que seja encaminhado ao setor
competente que tomará as devidas providências;
• Comparecer às reuniões pedagógicas e/ou administrativas, quando convocado;
• Orientar seu filho quanto a hábitos de higiene e de cuidados na conservação das
instalações escolares;
• Cumprir as disposições deste Regimento, no que lhe couber.
61

PROJETOS DESENVOLVIDOS NO
COLÉGIO
62

PROJETO DE TEATRO
Desenvolvido na disciplina de Língua Portuguesa, trabalhando o conteúdo: texto dramático
com diferentes enfoques nos 1º, 2º, 3º anos. Os dramaturgos são escolhidos com base nos
conteúdos trabalhados em sala.

CONCURSOS LITERÁRIOS
Tem como objetivo incentivara leitura e produção de diversos textos literários. A disciplina de
Língua Portuguesa promove a participação de alunos em concursos literários (Ciranda de
poesia, concurso de crônicas, entre outros).

VIAGEM CULTURAL
O professor de Língua Portuguesa promove uma viagem à São Paulo com o objetivo de
levar os alunos para conhecer o museu da Língua Portuguesa. Para ampliar o conhecimento
em artes e história, intimamente ligados à literatura. Outros museus também são visitados:
MASP, MAN, Pinacoteca, etc.

FOTONOVELA
O professor de Língua Portuguesa desenvolve, especificamente no 2º ano do Ensino Médio,
a interação dos alunos com obras literárias em prosa, que serão transformadas em discurso
direto. Aliada à produção textual utiliza fotografia dos próprios alunos como personagens da
fotonovela montada.

REVISTA DO ANO:
Registro dos acontecimentos, eventos e opiniões das turmas dos terceiros anos.

PROJETO RÁDIO NA ESCOLA


É um projeto que visa proporcionar a estudantes, do Ensino Fundamental II e Ensino Médio
do Colégio de Aplicação, a experiência de produção radiofônica, como possibilidade para a
construção do conhecimento e formação do pensamento crítico. O projeto pretende
promover a articulação entre a universidade e a escola pública, pela melhoria da Educação,
por meio de uma prática interativa. A cooperação de docentes, técnicos administrativos da
Radiodifusão Educativa, estudantes de graduação dos cursos de Comunicação Social,
63

Música e Pedagogia, com professores e estudantes das escolas envolvidas, é uma forma de
promover a função educativa da radiodifusão pública universitária.

PROJETOS PIBID:
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) possibilita concessão de
bolsas de iniciação à docência para alunos de cursos de licenciaturas e para coordenadores
e supervisores responsáveis institucionalmente. Atualmente o Colégio de Aplicação conta
com as seguintes licenciaturas contempladas pelo PIBID: Pedagogia, Ciências Sociais,
Língua Inglesa e Filosofia.

PRODOCENCIA:
O Programa de Consolidação das Licenciaturas - PRODOCÊNCIA é uma proposta da
Universidade Estadual de Londrina, e está vinculado à Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e à Diretoria de Educação Básica
Presencial, e é formado pelos seguintes cursos de graduação: Letras: habilitação
Inglês/Espanhol; Letras Vernáculas e Clássicas; Química; Filosofia; Ciências Sociais;
História; Música; Ciências Biológicas; Matemática; Pedagogia; Física; Educação Física e
Artes Visuais. A principal intenção do projeto é contribuir para a reflexão e a formação inicial
e continuada dos professores, em diferentes contextos, a respeito das implicações
educacionais, políticas e sociais da educação inclusiva, promovendo a integração entre os
diferentes níveis educacionais, no enfrentamento dos desafios da educação inclusiva, da
disseminação da cultura inclusiva e do fomento de novas metodologias de ensino. Faz-se
necessário ressaltar que o PRODOCENCIA tem como objetivo também articular a relação
entre Universidade Estadual de Londrina e Colégio de Aplicação.
64

MARCO OPERACIONAL
65

ÓRGÃOS COLEGIADOS

APMF

A Associação de Pais, Mestres e Funcionários é uma instituição


jurídica de direito privado, representativa de Pais, Mestres e Funcionários do Instituto
de Educação Estadual de Londrina, não tendo caráter político partidário, religioso,
racial e nem fins lucrativos, não sendo remunerados os seus dirigentes e
conselheiros, sendo constituída por prazo indeterminado.
A APMF é regida por Estatuto próprio, aprovado e homologado em
Assembléia Geral, convocada especificamente para este fim e objetiva,
aprimoramento do ensino, assistência ao educando, integração família-escola-
comunidade, gerenciamento e administração de recursos financeiros próprios e
aqueles repassados através de convênios, de acordo com as prioridades
estabelecidas em reunião conjunta com o Conselho Escolar.

PRESIDENTE:
JORGE LUIZ RIVAIL DE OLIVEIRA
RG: 1.342.692-9 / PR
CPF: 275.772.799-00
Profissão: Contador
Endereço: Rua Itaguaí, 135 – Jardim Tsukamoto – Londrina
CEP: 86027-380

VICE-PRESIDENTE:
EDEVARDES ILHE CORREIA SILVA
RG: 1.176.376-6 / PR
CPF: 187.670.369-53
Profissão: Comerciante
Endereço: Rua Pará, 939 – Centro -
CEP: 86010-450

1ª SECRETÁRIA:
ROSANA MARIA RIBEIRO
RG: 3.122.362-6 / PR
CPF: 362.287.109-15
Profissão: Pedagoga
Endereço: Rua Silvio Zancarli, 27 – Jardim Espanha
CEP: 86027-430

2º SECRETÁRIO:
ANTONIO DA SILVEIRA
RG: 801.535-0 / PR
CPF: 160.457.779-72
Profissão: Servidor Público Estadual
66

Endereço: Avenida Garibaldi Delibeador, 231 – Apto 181 - Londrina


CEP: 86050-280

1ª TESOUREIRA:
MARIA MALVINA CARARO YOKOGAWA
RG: 3.418.216-7 / PR
CPF: 414.165.709-34
Profissão: Bancária
Endereço: Rua Brasil, 649 – Apto 1004 – Centro - Londrina
CEP: 86010-200

2º TESOUREIRO:
FOKITI CHIBA
RG: 1.127.828 / PR
CPF: 204.196.519-34
Profissão: Administrador
Endereço: Rua Mato Grosso, 1679 – Apto 701 - Centro – Londrina
CEP: 86010-180

1º DIRETOR SÓCIO-CULTURAL ESPORTIVO


CLAUDINEI FERREIRA DO NASCIMENTO
RG: 5.050.737-8 / PR
CPF: 841.127.199-49
Profissão: Professor
Endereço: Rua Xingu, 312 – Vila Nova - Londrina
CEP: 86025-390

2º DIRETOR SÓCIO-CULTURAL ESPORTIVO:


MARTA REGINA FURLAN DE OLIVEIRA
RG: 6.399.496-0 / PR
CPF: 020.323.309-38
Profissão: Pedagoga
Endereço: Rua Carlos Inácio Alves, 671 – Vale do Cedro – Londrina
CEP: 86038-390

ASSESSORIA TÉCNICA:
ADRIANA REGINA DE JESUS
RG: 5.921.031-9 / PR
CPF: 852.880.989-72
Profissão: Pedagoga
Endereço: Rua Vigiliato José da Cunha, 685 – Jardim Alpes - Londrina
CEP: 86075-020

ANA ELISA DA COSTA MOREIRA


RG: 5.444.529-6 / PR
CPF: 979.071.209-00
Profissão: Pedagoga
Endereço: Rua Araçatuba, 580 – Parque Alvorada
CEP: 86000-001

CONSELHO DELIBERATIVO E FISCAL:


DAVI MIRANDA
RG: 3.863.193-4 / PR
CPF: 515.440.329-00
Profissão: Servidor Público Estadual
67

Endereço: Rua Amazonas, 644 – Centro – Londrina


CEP: 86026-090

ANDERSON ALEX MAZIERI


RG: 5.196.260-5 / PR
CPF: 756.766.219-15
Profissão: Professor
Endereço: Rua Josephina Colombo, 1302 – Conjunto Semíramis - Londrina
CEP: 86088-060

MARIA FATIMA DA SILVA


RG: 1.202.305 / PR
CPF: 280.414.379-15
Profissão: Aposentada
Endereço: Rua Paranaguá, 2035 – Apto 101
CEP: 86015-030

CARLOS ALBERTO MILANI


RG: 3.985.298-5 / PR
CPF: 557.716.379-04
Profissão: Contador
Endereço: Rua Isaias Nunes da Silva, 183 – Jardim Delta - Londrina
CEP: 86065-405

ALESSANDRO FABIO FUKUGAWA


RG: 7.009.264-6 / PR
CPF: 024.488.659-81
Profissão: Operador de Equipamentos
Endereço: Rua Sapopema, 73 – Conjunto Lindóia - Londrina
CEP: 86031-290

MOZART RODRIGUES
RG: 4.121.881-9 / PR
CPF: 562.569.499-00
Profissão: Professor
Endereço: Rua Paranoá, 190 – Jardim Brasília - Ibiporã
CEP: 86000-200

IVANETE FERREIRA MAYRINK GIANSANTE


RG: 3.436.264-5 / PR
CPF: 497.516.039-00
Profissão: Pedagoga
Endereço: Avenida Juscelino Kubsticheck, 989 – Apto 601 - Centro
CEP: 86020-000

SÉRGIO PRUDENCIO
RG: 4.571.538-8 / PR
CPF: 641.939.939-49
Profissão: Operador de Máquinas
Endereço: Rua Estephania Michelin Bom Stein, 55 – Jardim Maria do Carmo - Londrina
CEP: 86000-000
68

CONSELHO ESCOLAR (ANEXO 1)

O Conselho Escolar é um órgão colegiado representativo dos diferentes


segmentos que compõem a Comunidade Escolar, sendo o mesmo, presidido pela Direção
do Estabelecimento de Ensino. Este órgão objetiva, em linhas gerais:

• Democratizar as relações no âmbito da escola, visando à qualidade de ensino,


através de uma educação transformadora que prepare o indivíduo para o exercício da
plena cidadania;
• Promover a articulação entre os segmentos da comunidade escolar e os setores da
escola, a fim de garantir o cumprimento da sua função que é ensinar; estabelecer,
para o âmbito da escola, diretrizes e critérios gerais relativos à sua organização,
funcionamento e articulação com a comunidade, de forma compatível com as
orientações da política educacional da Secretaria de Estado da Educação,
participando e responsabilizando-se pelo social e coletivamente, pela implementação
de suas deliberações.
• O Conselho Escolar será constituído de acordo com o princípio de representatividade,
devendo abranger a comunidade escolar, sendo presidido pelo Diretor Geral do
Colégio, na qualidade de dirigente do Projeto Político Pedagógico.
• As eleições para o Conselho Escolar realizar-se-ão em reunião de cada segmento
que o compõe, com convocação específica para este fim, feita pelo presidente do
Conselho.
• O Conselho Escolar reunir-se-á ordinariamente, mensalmente por convocação de seu
presidente e, extraordinariamente, sempre que necessário.

CONSELHO DE CLASSE

O Conselho de Classe é órgão colegiado de natureza consultiva e


deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político
Pedagógico da escola e no Regimento Escolar, com a responsabilidade de analisar as ações
educacionais, indicando alternativas que busquem garantir a efetivação do processo ensino
e aprendizagem. A finalidade da reunião do Conselho de Classe após analisar as
informações e dados apresentados, é a de intervir em tempo hábil no processo ensino-
aprendizagem, oportunizando ao aluno formas diferenciadas de apropriar-se dos conteúdos
curriculares estabelecidos.
69

O Conselho de Classe constitui-se em um espaço de reflexão pedagógica,


onde todos os sujeitos do processo educativo, de forma coletiva, discutem alternativas e
propõem ações educativas eficazes que possam vir a sanar necessidades/dificuldades
apontadas no processo ensino/aprendizagem.
O Conselho de Classe tem por finalidade:
• Estudar e interpretar os dados da aprendizagem, correlacionando-os com o trabalho
do professor, buscando atingir os objetivos explicitados no Projeto Político
Pedagógico;
• Acompanhar e aperfeiçoar o processo de ensino do professor e de aprendizagem do
aluno;
• Analisar os resultados da aprendizagem pautando-se nos objetivos propostos,
considerando: o desempenho da turma; a organização e complexidade dos
conteúdos de ensino e as metodologias de ensino utilizadas, evitando a comparação
dos educandos entre si.

São atribuições do Conselho de Classe:


• Emitir parecer sobre assuntos referentes ao processo ensino-aprendizagem,
respondendo a consultas feitas pela Direção Geral e Organização Pedagógica;
• Analisar informações sobre os conteúdos curriculares, encaminhamentos
metodológicos e processos de avaliação;
• Propor medidas, visando melhor aproveitamento escolar, pautadas pelo respeito aos
educandos, pela integração e bom relacionamento com os mesmos;
• Estabelecer, quando necessário, planos viáveis de recuperação de estudos, em
consonância com o Projeto Político Pedagógico do Estabelecimento de Ensino;
• Colaborar com a Organização Pedagógica na elaboração e execução dos planos de
adaptação de educandos transferidos, quando se fizer necessário;
• Decidir, no Conselho de Classe Final (4º bimestre), sobre aprovação ou reprovação
de educandos que, após a apuração dos resultados finais, não tenham atingido o
mínimo requerido pelo Estabelecimento, levando-se em consideração o
desenvolvimento do aluno dentro do processo.

Constituem o Conselho de Classe:


• Diretor Geral;
• Vice-Diretor;
• Diretor Auxiliar;
70

• Professores/as Pedagogos/as que atuam no turno ao qual pertence à turma;


• Coordenadores dos Cursos Profissionalizantes;
• Professores/as que atuam numa mesma turma;
• Coordenadores de Estágio (quando for o caso);
• Representantes dos educandos da turma, indicados pelos seus pares para o
respectivo ano letivo; (facultativo)
• Representantes de pais e ou responsáveis de dois educandos da turma, convocados
pelos/as professores/as pedagogos/as; (facultativo)
• Representante dos servidores técnico-administrativos que atuem no turno ao qual
pertence à turma;
• Representante dos servidores de serviços gerais que atue no turno ao qual pertence
à turma.
§ 1º - Tem direito a voto, no Conselho de Classe, somente os professores que atuam
na turma.
§ 2º - Todos os membros do Conselho de Classe têm direito à voz.
§ 3º - O Conselho de Classe é aberto à participação, como ouvinte, da comunidade
escolar;
§ 4º - A manifestação verbal de pessoas da comunidade escolar, que não sejam
membros do Conselho de Classe, será permitida somente após solicitação ao Conselho e
aprovação pela maioria de seus membros.
Das reuniões do Conselho de Classe será lavrada Ata em livro próprio, por
secretário ad hoc garantindo-se o registro, divulgação ou comunicação aos interessados.

PROFESSOR CONSELHEIRO

O Colégio Estadual Prof. José Aloísio Aragão possui em cada turma um


professor conselheiro e um representante de sala que são eleitos nas respectivas turmas por
possuir características em que os educandos identificam com a capacidade de liderar e
influenciar positivamente o grupo, inspirando-os a se unirem na tomada de decisões
acertadas e eficazes, destacando:
• Desenvolver junto aos educandos o “espírito de escola”, levando-o a entender o
verdadeiro sentido de escola como uma unidade de trabalho dependente da
colaboração de todos.
• Orientar o líder para objetivos comuns da classe, desenvolvimento da solidariedade,
exterminando os sub-grupos, integrando os educandos segregados.
71

• Manter diálogo com os educandos difíceis e desinteressados do programa escolar.


• Criar um clima de confiança, respeito para dar um “Feedback” construtivo.Cientificar
os educandos de sua responsabilidade promovendo a auto disciplina.
• Levar seus orientandos a acatarem as decisões de seus superiores como algo que
vem beneficiar e aprimorar sua formação e desenvolvimento.
• Encaminhar à Coordenação Pedagógica, os educandos que necessitam de
assistência.
• Dar aulas ocasionais de higiene e boas maneiras.
• Informar à Coordenação Pedagógica sobre os interesses e hábitos dos educandos,
para que possam traçar perfil psicológico dos educandos.
• Trabalhar para obtenção de informações válidas, relativas à classe auxiliado pelo
Coordenador Pedagógico para ajudar ao mesmo produzir o máximo rendimento.
• Estimular os educandos a fazerem as atividades complementares, mostrando seu
enriquecimento pessoal.
• Facilitar o fluxo de informação.
• O professor conselheiro deve procurar conhecer individualmente o aluno, incentivar
suas aptidões, respeitar suas limitações, procurando sempre não rotulá-los e junto a
Coordenação Pedagógica, trabalhar os casos que necessitam de atendimento
individualizado.

ENSINO FUNDAMENTAL – TARDE PROFESSORES CONSELHEIROS


6º ano A Fábio Luiz da Silva
6º ano B Regina Célia Tosca Fagotti
6º ano C Anderson Aparecido Novaes
7º ano A Nívia Cristine Bueno
7º ano B Rodrigo Aguilar Cantero
7º ano C Fábio Luiz da Silva
8º ano A Roberto César de Andrade
8º ano B Edilaine Moioli Maran
8º ano C Marilda Aparecida Martins da Costa
9º ano A Edilaine Moioli Maran
9º ano B Fernanda Frasson
9º ano C Claudinei Ferreira do Nascimento

ENSINO MÉDIO - MANHÃ PROFESSORES CONSELHEIROS


1º ano A Renê Alessandra Betio Araujo
1º ano B Edson de Brito Nascimento
1º ano C Lair Maria da Cruz Caetano
2º ano A Luiz Alberto Kryszczun
2º ano B Anderson Alex Mazieri
2º ano C Luiz Alberto Kryszczun
72

3º ano A Daiene de Cássia Souza da Costa


3º ano B Edna de Gaspari Guizelini
3º ano C Roberto César de Andrade
3º ano D Claudinei Ferreira do Nascimento

ENSINO MÉDIO - NOITE PROFESSORES CONSELHEIROS


1º ano D Mozart Rodrigues
1º ano E Luiz Alberto Kryszczun
2º ano D Cristiane Kelly Takahara de Lima
2º ano E Ricardo Gregório Atem
3º ano E Lusanira Feitosa Viana Moreno
3º ano F Lair Maria da Cruz Caetano de Faria
Técnico Cuidado com a Pessoa Idosa Claúdia da Silva Kryszczun
Técnico em Enfermagem Ivete de Souza Daguis

REPRESENTANTE DE CLASSE

Ao aluno eleito entre os pares como representante de sala caberá:


• Facilitar a interação e integração do grupo de modo a trabalharem harmoniosamente.
• Zelar pelo aprimoramento da turma e representa-la junto aos professores,
coordenação pedagógica, direção e demais autoridades.
• Servir de intermediário entre a classe e a coordenação pedagógica, professores e
administração, no que diz respeito à defesa dos seus direitos e cumprimentos dos
seus deveres.
• Promover atividades que satisfaçam a seus anseios tais como: excursões,
competições esportivas, desde que tenha autorização prévia da Direção.
• Saber o motivo da ausência do professor junto à coordenação pedagógica, após
aguardar os dez minutos seguintes ao sinal.
• Zelar pela conservação do patrimônio escolar e avisar quando isso não ocorrer aos
órgãos competentes.
• Levar ao conhecimento dos colegas instruções regulamentares, circulares, avisos e
editais expedidos pela Direção e outros órgãos.
• Comparecer as reuniões de conselho de classe e outras que seja convidado para
avaliação de suas atividades.
• Fazer solicitações em termos adequados ao professor conselheiro da turma,
coordenação pedagógica, quanto ao bom andamento do ensino, visando maior
rendimento escolar da turma.
73

• Cumprir tarefas sugeridas pela coordenação e com o apoio desta e do professor


conselheiro com o objetivo da melhoria da turma e de sua liderança.
• Interessar pelo bem do grupo evitando usá-lo para interesses pessoais.

EQUIPE MULTIDISCIPLINAR

Dentre as ações competentes á escola no contexto social, incorpora-se as ações


pertinentes a equipe pedagógica e docentes a disseminação de temas contemporâneos,
dentre eles o ensino de história e cultura Afro-brasileira e Africana. Como desdobramento
dessas ações a escola compõe uma equipe de profissionais da educação que têm como
compromisso inserir, organizar e orientar discussões que permeiam a valorização, respeito e
conhecimento da diversidade étnico-cultural.
O objetivo da equipe multidisciplinar não se restringe a divulgar os temas
contemporâneos, mas oportunizar á comunidade escolar uma ampla visão, leitura e
valorização da cultura negra brasileira.

MEMBROS DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR


CRISTIANE REINA SORIANI (COORDENADORA)
ANA PAULA GONÇALVES PEREIRA
FÁBIO LUIZ DA SILVA
MARILENE BAPTISTA TARAMELLI
WANDER DE OLIVEIRA
ANDERSON ALEX MAZIERI
TELMA DE FÁTIMA POZZOBOM ARAUJO

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES

A formação continuada contribui para a melhoria na formação dos


professores e por consequência dos alunos contribuindo com a qualificação da ação docente
no sentido de garantir uma aprendizagem efetiva e uma escola de qualidade para todos.
Através desta é possível buscar uma autonomia intelectual e profissional construída a partir
da colaboração, flexibilidade, articulação e interação entre os membros envolvidos no
74

processo educativo onde o foco volta-se para a institucionalização e fortalecimento do


trabalho coletivo como meio de reflexão teórica e construção da prática pedagógica.
A formação continuada é exigência da atividade profissional no mundo atual,
vai além da oferta de cursos de atualização ou treinamento, deve integrar-se no dia-a-dia da
escola, assumindo então um papel essencial da profissionalização docente.
Com este processo formativo é possível desencadear uma dinâmica de
interação entre os saberes pedagógicos produzidos no desenvolvimento da formação
docente e pelos professores do sistema de ensino, em sua prática docente, bem como,
subsidiar a reflexão permanente sobre a prática docente, com o exercício da crítica do
sentido e da gênese da cultura, da educação e do conhecimento e subsidiar o
aprofundamento da articulação dos componentes curriculares.
Passa então a fazer parte dos programas de formação continuada, questões
como ética, cidadania, gestão democrática, avaliação formativa, metodologia de pesquisa e
ensino, novas tecnologias de ensino e todos os temas sociais contemporâneos.
Para que o Processo de Ensino seja desenvolvido com sucesso e cumpra
sua proposta pedagógica na íntegra é necessário investir na capacitação contínua dos
profissionais atuantes no Centro Educativo. Neste sentido deverá ser ofertada capacitação
que contemple cursos de atualização, aperfeiçoamento e principalmente de formação
pedagógica que é a necessidade maior dos profissionais da Educação Profissional.
A capacitação ofertada pela própria Secretaria de Estado e Educação -
SEED e realizada pela Mantenedora, leva em consideração as necessidades prioritárias dos
docentes, sem gerar ônus para os mesmos, contemplando os profissionais que atuam neste
Centro, principalmente para que os professores incorporem a sua prática, a concepção que
norteia o plano de curso.
Ainda se tratando da capacitação, afirmamos que a mesma, poderá ser
desenvolvida na forma de Grupos de Estudos, Seminários, Encontros, sejam de profissionais
locais ou estaduais, gerando sempre uma troca de experiência e a ampliação de
conhecimentos que assegurem o crescimento pessoal e profissional, bem como, revitalize
sua prática pedagógica.
Sendo assim os profissionais do Colégio Estadual Professor José Aloísio
Aragão participam no mínimo dos seguintes eventos de capacitação:
• Semana pedagógica (realizada no início de cada ano letivo);
• Grupos de Estudo (realizados no decorrer de cada ano letivo);
• Reuniões Pedagógicas realizadas na escola.
• Participação da formação proposta pelo PRODOCENCIA/UEL.
• Participação e organização de eventos relacionados à Educação Básica.
75

MATRÍCULA
A matrícula é o ato formal que vincula o educando a um Estabelecimento
de Ensino autorizado, conferindo-lhe a condição de aluno. É requerida pelo interessado ou
por seus responsáveis, quando menor de 18 anos, e deferida ou não pelo Diretor Geral do
Estabelecimento, em conformidade com a legislação vigente. Em caso de impedimento do
interessado ou de seus responsáveis, a matrícula poderá ser requerida por procurador.
No ato da matrícula é dever da Direção do Estabelecimento de Ensino dar
ciência ao aluno e/ou seu responsável do respectivo Regimento Escolar. O período de
matrícula será estabelecido no calendário do Estabelecimento de Ensino, conforme
orientações do Núcleo Regional de Ensino.

FREQUÊNCIA

Será obrigatória a frequência às aulas e a todas as atividades escolares,


apurada do primeiro ao último dia do período letivo e exigida a frequência mínima de 75%
(setenta e cinco por cento) do total de horas letivas para aprovação. É vetada a recuperação
de frequência.
Os eventos causadores de faltas, porventura invocados, poderão produzir
efeitos disciplinadores, jamais o cancelamento destas faltas. São dispensados da frequência
às aulas práticas de Educação Física os educandos enquadrados nas situações prescritas
pela Lei n.º. 10.793/03.
São isentos de frequência às aulas os educandos amparados pelo Decreto
Lei nº l.044/69 e pela Lei Federal nº 6.202 /75, pelo prazo comprovadamente necessário,
durante o qual o Estabelecimento prestará assistência ao aluno no seu domicílio.
Aos educandos que se encontrem nas situações previstas no artigo anterior
será permitido o seguinte atendimento especial:
I – dispensa de frequência, enquanto perdurar, comprovadamente a
situação excepcional;
II – atribuição de exercícios, provas, testes, trabalhos e tarefas para a
elaboração e execução domiciliar que serão computados para avaliação conforme as
possibilidades da escola.

TRANSFERÊNCIA

A transferência será processada normalmente entre o término de um e o início


de outro período letivo e nos casos especiais em qualquer época, sempre que solicitada por
76

requerimento, por quem de direito, ao Diretor Geral do Colégio. Ainda, a transferência será
efetivada em conformidade com as determinações legais aplicáveis.
A documentação de transferência será expedida, no prazo de 30 (trinta) dias,
a partir da solicitação. Quando o Colégio não puder fornecer de imediato, aos interessados,
os documentos formais definitivos para a transferência, será fornecida declaração provisória
na qual constarão os seguintes dados:
• Identificação do estabelecimento;
• Identificação do aluno;
• Série concluída com aprovação ou reprovação;
• Compromisso de expedição de documento definitivo no prazo de 30 (trinta) dias;
• Síntese do sistema de avaliação do rendimento escolar;
• Fotocópia da Matriz Curricular se for o caso;
• Assinatura da direção geral e da secretaria executiva com os respectivos atos de
designação.
No caso de transferência em curso o aluno deverá receber, além do histórico
escolar, ficha individual de transferência, com síntese do sistema de avaliação. O
Estabelecimento de Ensino não poderá recusar-se a conceder transferência a qualquer de
seus educandos para outro Estabelecimento de Ensino se mantida a legislação vigente.

ADAPTAÇÃO CURRICULAR

A adaptação de estudos é o conjunto de atividades pedagógicas


desenvolvidas, sem prejuízo das atividades normais da série ou período em que o aluno se
matricular para que possa seguir com proveito o novo currículo. A adaptação far-se-á pela
base nacional comum. Pode ser realizada durante os períodos letivos ou entre eles a critério
da escola.
Para efetivação do processo de adaptação, o setor responsável do
estabelecimento deverá comparar o currículo, especificar as adaptações a que o aluno
estará sujeito, elaborar um plano próprio, flexível e adequado a cada caso e ao final do
processo elaborar a ata de resultados e registrá-los no Histórico Escolar do aluno e no
Relatório Final encaminhado à SEED.
No curso Técnico em Enfermagem e Técnico Cuidados com a Pessoa Idosa o
Estabelecimento proporcionará estudos de adaptação aos educandos de outro
estabelecimento com plano curricular diferente, desde que haja vaga e condições de
adaptação, segundo a legislação vigente. Caberá aos/às Professores/as Pedagogos/as, à
77

Coordenação de Curso e ao Corpo Docente, a decisão sobre a necessidade ou não de


estudos de adaptação, após análise dos respectivos planos curriculares.

APROVEITAMENTO DE ESTUDOS

Havendo aproveitamento de estudos, o Estabelecimento transcreverá no


Histórico Escolar a carga efetivamente cumprida pelo aluno, com aproveitamento na escola
de origem para fins de cálculo de carga horária total do curso.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

O Colégio atende a Lei 11.788/08 e a deliberação 02/09 do CEE e a instrução


006/09 SUED/SEED. Os estágios serão realizados no Hospital Universitário Regional do
Norte do Paraná e em outras instituições ou locais apropriados para o desenvolvimento dos
objetivos do curso.
O Estabelecimento definirá, em plano próprio, estágio dentro das
características da formação profissional que oferece, conforme o determinado na legislação
em vigor, dentro de cada disciplina.
O Estágio será realizado de forma que haja integração entre as áreas
hospitalar e de saúde pública, dentro de cada disciplina.
Ao Estabelecimento caberá a supervisão do Estágio, ficando a cargo da
Coordenação do Curso e do Supervisor(a) de Estágio a organização, a orientação e o
acompanhamento durante a sua realização de acordo com os respectivos Planos.
O Estágio será acompanhado pelos seguintes instrumentos:
I - Fichas individuais de observação;
II - Relatório periódico do aluno;
III- Relatório de desempenho do aluno a ser concluído no término das
etapas.
O aproveitamento do aluno no estágio será avaliado pelos seguintes critérios:
I - Cumprimento da carga horária estabelecida;
II - Desempenho compatível com os instrumentos estabelecidos nas áreas
cognitivas, psicomotoras e afetivas.

Os resultados das avaliações serão expressos de acordo com aproveitamento


no desenvolvimento dos objetivos propostos para cada disciplina. Ao término do estágio de
78

cada disciplina será avaliado o desempenho global dos educandos dentro dos objetivos
propostos para cada disciplina.
O aluno deverá cumprir integralmente a carga horária prevista na Matriz
Curricular para o Estágio. O rendimento exigido para aprovação no estágio é 60% (sessenta
por cento) de aproveitamento no desenvolvimento dos objetivos propostos, atingida a média
final mínima de 6,0 (seis vírgula zero).

ESTÁGIO NÃO-OBRIGATÓRIO – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

O Estágio Curricular não obrigatório, ainda que vise a preparação para o


trabalho produtivo, vai além da formação articulada para o mercado de trabalho, constitui-se
em atividade complementar à formação acadêmico e/ou profissional realizada por livre
escolha do educando. O estágio deverá estar em consonância com os objetivos gerais do
Projeto Político Pedagógico da unidade escolar (inserir objetivos do PPP) e atender aos
pressupostos da Proposta Curricular dos níveis de ensino conforme Legislação vigente.
Para que o Estágio Curricular não obrigatório possibilite ao educando a
conquista de sua emancipação socioeconômica e política através da aquisição de
conhecimentos que permitam a atuação do educando no mundo do trabalho, a formação do
sujeito deve ser contemplada pelas diferentes disciplinas em prol da aquisição pelo aluno de
subsídios teóricos historicamente construídos que possam ser integrados a prática do
Estágio e permitam a utilização do estágio para além da escola, para a formação integral do
sujeito.
A legislação referente ao Estágio Curricular dispõe na Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional 9394/96: Art. 82. Os sistemas de ensino estabelecerão as
normas para realização dos estágios dos alunos regularmente matriculados no ensino médio
ou superior em sua jurisdição.
Segue-se a LDBEN 9394/96 as Diretrizes Curriculares Nacionais para o
Ensino Médio, instituída pela Resolução CNE/CEB Nº 03 de 26 de junho de 1998 que
estabelece:
Art. 4º. As propostas pedagógicas das escolas e os currículos constantes
dessas propostas incluirão competências básicas, conteúdos e formas de tratamento dos
conteúdos, previstas pelas finalidades do ensino médio estabelecidas pela lei:
IV - domínio dos princípios e fundamentos científico-tecnológicos que
presidem a produção moderna de bens, serviços e conhecimentos, tanto em seus produtos
como em seus processos, de modo a ser capaz de relacionar a teoria com a prática e o
79

desenvolvimento da flexibilidade para novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento


posteriores;
E culmina em 2008, com a Lei 11.788 de 25 de Setembro de 2008, que
dispõe sobre o estágio de estudantes; altera a redação do art. 428 da Consolidação das Leis
do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de maio de 1943, e a Lei no
9.394, de 20 de dezembro de 1996; revoga as Leis nos 6.494, de 7 de dezembro de 1977, e
8.859, de 23 de março de 1994, o parágrafo único do art. 82 da Lei no 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, e o art. 6o da Medida Provisória no 2.164-41, de 24 de agosto de 2001;
e dá outras providências.

A Lei 11.788 dispõe:

Art. 1º Estágio é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no


ambiente de trabalho, que visa à preparação para o trabalho produtivo de educandos que
estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior, de educação
profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino
fundamental, na modalidade profissional da educação de jovens e adultos.
§ 1º O estágio faz parte do projeto pedagógico do curso, além de integrar o
itinerário formativo do educando.
§ 2º O estágio visa ao aprendizado de competências próprias da atividade
profissional e à contextualização curricular, objetivando o desenvolvimento do educando
para a vida cidadã e para o trabalho.
Art. 2º O estágio poderá ser obrigatório ou não obrigatório, conforme
determinação das diretrizes curriculares da etapa, modalidade e área de ensino e do projeto
pedagógico do curso.
§ 1º Estágio obrigatório é aquele definido como tal no projeto do curso, cuja
carga horária é requisito para aprovação e obtenção de diploma.
§ 2º Estágio não obrigatório é aquele desenvolvido como atividade
opcional, acrescida à carga horária regular e obrigatória.
Como descrito acima o Estágio Curricular não obrigatório ofertado pelo
Colégio Estadual Profº José Aloisio Aragão, tem sua base legal na Lei LDBEN 9394/96, na
DCNEM de 98 e na Lei 11.788 de 25 de Setembro de 2008, além de estar regulamentado
pelo PPP e Regimento Interno da Instituição.
Para que as atividades do estágio extracurricular não obrigatório ocorram
se faz necessário o estabelecimento de direitos e deveres dos sujeitos envolvidos: Agente de
integração (intermediário), Unidade de Ensino (escola de ensino regular), Instituição
Concedente (unidade sede do estágio) e o Estagiário (aluno).
80

Quanto a Unidade de Ensino (na figura do Pedagogo) se faz necessário o


cumprimento dos seguintes itens:
I – Acompanhar as práticas de estágio desenvolvidas pelo aluno, de forma
não presencial através de relatórios emitidos semestralmente pela Unidade Concedente;
II - Informar aos professores das turmas que tiveram alunos que realizam
estágio não obrigatório para que os professores possam contribuir com a relação teoria e
prática;
III – Observar e registrar junto com o aluno a relevância do estágio para a
sua formação para o mundo de trabalho.

Quanto a Unidade Concedente/Agente de Integração se faz necessário o


cumprimento dos seguintes itens:
I – Firmar termo de compromisso (3 vias);
II – Plano de estágio constando às atividades desenvolvidas pelo
estagiário;
III – Vinculação das atividades com o campo de formação acadêmico/
profissional;
IV – Vinculação a uma situação real de trabalho;
V – Adoção de horário de Estágio que não coincida com o horário de aulas;
VI – O aluno não pode ter vínculo empregatício com a instituição que
pretende estabelecer o vínculo como estagiário;
VII – O estágio não pode exceder a 2 (dois) anos;
VIII- Estabelecer termo de compromisso entre as instâncias envolvidas e
zelar por seu cumprimento;
IX – Emitir relatório semestral das atividades/desempenho do estagiário e
enviar a unidade de ensino.

Quanto ao papel do aluno estagiário se faz necessário o cumprimento dos


seguintes itens:
I – Cumprir as normas estabelecidas no termo de compromisso firmado
com a Unidade concedente;
II – Estabelecer horário do Estágio de acordo com as orientações da
Unidade, desde que não interfiram no período escolar;
Desta forma, fica estabelecido os itens que devem ser cumpridos e os
responsáveis para sua execução na modalidade de Estágio Curricular não obrigatório.
81

CLASSIFICAÇÃO E RECLASSIFICAÇÃO

Classificação é o procedimento que o estabelecimento adota, segundo


critérios próprios, para posicionar o aluno em série, fase ou período, ciclo ou etapa
compatível com a idade, experiência e desempenho, adquiridos por meios formais ou
informais.
A classificação pode ser realizada:

I – por promoção, para educandos que cursaram com aproveitamento, a


série, etapa, ciclo, período ou fase anterior na própria escola;
II – por transferência, para candidatos procedentes de outras escolas do
país ou do exterior considerando a classificação na escola de origem;
III – independente de escolarização anterior, mediante avaliação feita pela
escola, que defina o grau de desenvolvimento e experiência do candidato e
permita sua inscrição na série ou ciclo adequado.

Fica vedada a classificação para o ingresso na primeira série do Ensino


Fundamental.
A classificação tem caráter pedagógico centrado na aprendizagem, e exige
as seguintes medidas administrativas para resguardar os direitos dos educandos, das
escolas e dos profissionais:
I – proceder avaliação diagnóstica documentada pelo professor ou equipe
pedagógica;
II – comunicar o aluno ou responsável a respeito do processo a ser iniciado
para obter deste o respectivo consentimento;
III – organizar comissão formada por docentes, técnicos e direção da
escola para efetivar o processo;
IV – arquivar atas, provas, trabalhos ou outros instrumentos utilizados;
V – registrar os resultados no histórico escolar do aluno.

Reclassificação é o processo pelo qual a escola avalia o grau de


desenvolvimento e experiência do aluno matriculado no Ensino Fundamental e Ensino
Médio, levando em conta as normas curriculares gerais, a fim de encaminhar o aluno ao
período (ano/série) de estudos compatível com sua experiência e desempenho,
independentemente do que registre o seu histórico escolar.
82

O resultado do processo de reclassificação realizado pela escola,


devidamente documentado, será encaminhado à SEED para registro. Caberá ao órgão
competente da SEED, acompanhar durante dois anos, o aproveitamento escolar do aluno
beneficiado por processo de reclassificação, nos casos que julgar necessários. Fica vedada
a classificação ou reclassificação para etapa inferior a anteriormente cursada.

CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO

A educação inclusiva deve ser realizada sob uma ação e uma abordagem
humanística e democrática. É uma reestruturação da prática e das políticas educacionais
vivenciadas nas instituições de ensino de forma que estas respondam à diversidade de
alunos.
Busca perceber e atender às necessidades educativas especiais de todos
os sujeitos - alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma
a promover a inserção social, a aprendizagem e o desenvolvimento social. Logo, o ensino
inclusivo não deve ser confundido com educação especial, visto que, este é, desde sua
origem um sistema separado de educação das crianças com algumas deficiências – fora do
ensino regular – baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência
não podem ser supridas nas escolas regulares.
A educação inclusiva é uma prática pedagógica dinâmica e flexível,
significativa na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos
professores e nas relações família-escola. Entretanto, para que a escola se torne inclusiva
são necessárias: mudança de mentalidade de toda equipe nela inserida, adaptações de
conteúdos, metodologias adequadas, recursos humanos e físicos que dêem suportes para
atender essa demanda.
Sobre esta questão, ainda, há obrigatoriedade do ensino de História e
Cultura Afro - brasileira, africana e indígena na educação básica. (Leis 10639/03 e 11645/08,
Instrução 017/06- SUED/SEED, Deliberação 04/06 CEE). Logo, o Projeto Político
Pedagógico deve garantir que a organização dos conteúdos de todas as disciplinas da matriz
curricular contemple ao longo do ano letivo a educação das relações Étnico-Raciais e o
ensino da História e Cultura Afro Brasileira e Africana, ao lado das indígenas, na perspectiva
de proporcionar aos alunos uma educação compatível com uma sociedade democrática,
multicultural e pluriétnica.
Combater o preconceito e outras condutas discriminatórias não deve ser
compreendida como tarefa exclusiva da escola, mas sim de toda a sociedade. É inegável
que pela escola passaram estudos equivocados sobre as produções teóricas, artísticas e
83

políticas realizadas pelo povo negro/indígena. A valorização da identidade negra/indígena e


da importância de uma educação que não negue a participação histórica do povo negro para
a construção de uma sociedade.
Contemplando, também, a temática da inclusão, o Parecer 01/09, Parecer
04/09, Instrução Conjunta 02/2010- SEED/SUED/DAE e Orientações Pedagógicas 001/2010
DEDI/SEED estabelecem sobre Nome Social de Travestis e Transexuais. Estas leis
recomendam às instituições do Sistema Estadual de Ensino do Paraná, por meios de seus
colegiados, a promoção de amplo debate sobre a inclusão do nome do aluno e/ou da aluna
travesti ou transexual nos documentos escolares internos.
Logo, a transformação desse processo está centrada no reconhecimento
da diversidade, da vida e do conhecimento, e a participação do cidadão na transformação
cultural de sua comunidade (Declaração de Educação para todos, art. 1º).
Esses conteúdos foram aprofundados e divulgados com a Declaração de
Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais (Brasil, 1994), que traz
importante modificação nos objetivos e formas de atendimento na educação especial. A
meta é incluir todas as crianças, inclusive as que têm deficiências graves ou dificuldades de
aprendizagem, no Ensino Regular (Brasil, 1994, pp. 17 e 18).
Nessa linha de ação surge o conceito de “necessidades educacionais
especiais”, que se refere a todas as crianças ou jovens cujas necessidades decorrem de
suas capacidades ou de suas dificuldades de aprendizagem e tem, portanto, necessidades
educacionais especiais ou diferenciadas em algum momento de sua escolaridade. Assim, os
desafios que enfrentam as escolas, é o de desenvolver uma pedagogia centrada na criança
(Brasil, 1994, p. 17-18).
O movimento de inclusão considera uma política pública que tenha como
objetivo a modificação do sistema, a organização e estrutura de funcionamento educativo, e
diversidade como eixo central do processo de aprendizagem na classe comum. O conceito
de inclusão aponta a necessidade de aprofundar o debate sobre a diversidade. Isso implica
em buscar compreender a heterogeneidade, as diferenças individuais e coletivas, as
especificidades do humano e, sobretudo as diferentes situações vividas na realidade social e
no cotidiano escolar.
Em discussão passa necessidade pela reflexão sobre os conceitos
historicamente construídos acerca dos alunos com deficiências, cristalizados no imaginário
social e expressos na prática pedagógica centrada na limitação, nos obstáculos e nas
dificuldades, que se encontram, muitas vezes, ainda presentes na escola.
A inclusão está fundada na dimensão humana e sóciocultural que procura
enfatizar formas de interação positiva, possibilidades, apoio às dificuldades e acolhimento
das necessidades dessas pessoas, tendo como ponto de partida a escuta dos alunos, pais e
84

comunidade escolar. Neste sentido, é importante que também recurso físicos de adaptação
e adequação dos espaços, e humanos com especialistas das diversas áreas estejam bem
próximos a escola para que a inclusão aconteça de fato
Quanto à avaliação na escola inclusiva, ela deve ser elaborada planejada para
todos de maneira com que o aluno possa demonstrar o que aprendeu de acordo com suas
potencialidades verbalmente, por escrito, através de atos ou atitudes.

CALENDÁRIO ESCOLAR (ANEXO 2)

O Calendário Escolar, a ser elaborado anualmente deverá atender ao disposto


na legislação vigente, bem como, às normas baixadas em instrução específica da Secretaria
de Estado da Educação, geralmente, no final do ano letivo são definidas as datas no coletivo
da escola. É elaborado e encaminhado para apreciação e aprovação do Conselho Escolar e
posteriormente encaminhado ao Núcleo Regional de Educação para homologação.

ORGANIZAÇÃO DOS CURSOS, SUA ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

O Colégio mantém, de acordo com autorização dos órgãos competentes:


 I – Ensino Fundamental: reconhecido pela Resolução nº. 2327/82, e com o mínimo
de 800 horas anuais. (Renovação do Reconhecimento Resolução nº 4446/08)
a) As Séries Iniciais do Ensino Fundamental funcionam nos períodos da manhã e da
tarde no Prédio do Campus;
b) As Séries Finais do Ensino Fundamental funcionam no período da tarde no Prédio
Centro.
 II – Ensino Médio: reconhecido pela Resolução nº. 209/89, com o mínimo de
800 horas anuais. (Renovação do Reconhecimento Resolução nº 4447/08)
a) Manhã e Noite no Prédio Centro.
 III – Educação Profissional I: Curso Técnico em Enfermagem: reconhecido
pela Resolução nº. 4964/06.
a) Manhã e Noite, com Estágios que ocorrem fora deste turno.

O Curso Profissional está organizado em quatro semestres, sendo:


 I - semestre – de 320 horas teóricas, 60 horas práticas e 120 horas de
estágios supervisionados;
85

 II - semestre – de 320 horas teóricas, 60 horas práticas e 220 horas de


estágios supervisionados;
 III - semestre – de 340 horas teóricas, 40 horas práticas e 240 horas de
estágios supervisionados;
 IV - semestre – de 260 horas teóricas, 40 horas práticas e 160 horas de
estágios supervisionados.

Este Curso tem duração de 1816 horas, sendo 2180 horas aula.
 III – Educação Profissional II: Curso Técnico em Cuidados com a Pessoa
Idosa autorizado pela Resolução 3676/10.
a) Noturno, com Estágios fora deste turno.

O Curso Profissional está organizado em três semestres, sendo:


 I – 1º semestre – de 420 horas/aula teóricas e 20 horas de estágios;
 II – 2º semestre – de 400 horas/aula teóricas, 40 horas práticas e 20 horas de
estágios;
 III – 3º semestre – de 360 horas teóricas, 120 horas práticas e 20 horas de
estágios;
Este Curso tem duração de 1250 horas, sendo 1500 horas/aula.
86

MARCO CONCEITUAL
87

1. QUE SUJEITO QUEREMOS FORMAR?

O ser humano constitui-se em uma trama de relações sociais, à medida em


que adquire o seu modo de ser, age no contexto das relações sociais nas quais vive, produz,
consome e sobrevive.
Com isso queremos dizer que cada um emerge no seu modo de ser um
conjunto de relações sociais. São as ações, as reações, os modos de agir, as condutas
normatizadas ou não, as censuras, as convivências sadias ou neuróticas, as relações de
trabalho, de consumo, etc, que constituem prática, social e historicamente o ser humano.
Numa dimensão geral, o ser humano é o “conjunto das relações sociais”
das quais participa de forma ativa. Ele é prático, ativo, uma vez que é pela ação que modifica
o meio ambiente que o cerca, tornando-o satisfatório às suas necessidades; ele também
caracteriza-se pela posse ou não dos meios sociais de produção, transformando a realidade
e construindo a si mesmo no seio de relações sociais e determinadas.
Na sociedade moderna, o ser humano é um ser prático que age no
contexto da trama das relações sociais desta sociedade, que em última instância,
caracteriza-se pela posse ou não de meios sociais de produção.
Consequentemente, o ser humano é social, na medida em que vive e
sobrevive socialmente. Vive articulado com o conjunto dos seres humanos de gerações
passadas, presentes e futuras. Não se dá isoladamente. A sua prática é dimensionada por
suas relações com os outros. Em síntese, o ser humano é ativo, vive determinadas relações
sociais, de produção, num determinado momento do tempo. Como conseqüência disso, cada
ser humano é propriamente o conjunto das relações sociais que vive de forma prática, social
e histórica. (LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1993).
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para os sujeitos que queremos formar:
 Sujeitos autônomos e éticos, familiarizados com o
conhecimento e a cultura historicamente produzidos
 Sujeitos críticos, ativos e conscientes de que a educação é o
único caminho para um futuro melhor.
 Sujeitos que não sejam passivos e alheios aos avanços da
sociedade, mas capazes de transformar o meio e a realidade em que
vivem.
 Sujeitos que com criatividade possam valorizar a vida, lutando
pelos seus ideais.
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 Sujeitos que se tornem cidadãos apropriando e aprimorando o


conhecimento adquirido e que façam uso dele para o bem comum,
percebendo nas relações sociais a aplicabilidade desse conhecimento.
 Sujeitos que saibam localizar-se no tempo, no espaço, na
comunidade, no mundo percebendo a correlação dos saberes
adquiridos.

2. QUE SABERES QUEREMOS DISCUTIR?

Pode-se falar em diferentes tipos de saberes ou de conhecimentos tais


como: conhecimento sensível, intuitivo, afetivo, intelectual, lógico, racional, artístico, estético,
axiológico, religioso, prático, teórico, etc.
O saber que diretamente interessa à educação é aquele que emerge como
resultado do processo de aprendizagem, com resultado do trabalho educativo, Ora, para
chegar a esse resultado, a educação tem que tomar como referência, como matéria-prima de
sua atividade, o saber objetivo produzido historicamente.
O saber metódico, sistemático, científico, elaborado que predomina sobre o
saber espontâneo, “natural”, assistemático é a especificidade da educação que passa a ser
determinada pela forma escolar. (SAVIANI, Dermerval. Pedagogia Histórico-Crítica:
primeiras aproximações).
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para os saberes que queremos discutir:
 Os saberes eruditos historicamente construídos que forneçam
aos educandos uma fundamentação teórica para reflexão e a ação.
 Saberes que propiciem a pesquisa e a investigação.
 É preciso aprender sobre a condição humana, a compreensão e
ética, entender a era planetária em que vivemos e saber que o
conhecimento, qualquer que seja ele, está sujeito ao erro e à ilusão.
 Que os saberes científicos sejam contemplados em todas as
áreas do conhecimento, e que sejam subsídios para resolver problemas
e novas conquistas no seu aprendizado.
 Saberes de conhecimento de mundo, discutindo conhecimentos
sobre drogas, sexualidade, paz, violência e outros temas que vão de
encontro à realidade, entendendo assim o processo de autonomia e
cumprimento das obrigações e deveres impostos pela sociedade.
89

 Saberes que possam aprimorar o conhecimento adquirido e


oferecer subsídios para que os educandos tenham condições de
transportar para o cotidiano a sua aprendizagem.

3. QUE SOCIEDADE QUEREMOS PARA VIVER?

Uma determinada época histórica é constituída por determinados valores,


com formas de ser e viver que buscam a plenitude.
Enquanto estas concepções se envolvem ou são envolvidas pelos homens,
em busca da plenitude, a sociedade está em constante mudança. Se os valores rompem o
equilíbrio, começam a decair; esgotam-se, não correspondem aos novos anseios da
sociedade. Mas, como esta não morre, novos valores começam a buscar a plenitude. A esse
período chamamos transição. Toda transição é mudança, mas não vice-versa (atualmente
estamos numa época de transição).
Não há transição que não implique um ponto de partida, um processo e um
ponto de chegada. Todo amanhã se cria num ontem, através de um hoje. De modo que o
nosso futuro baseia-se no passado e se corporifica no presente. Temos de saber o que
fomos e o que somos, para saber o que seremos. (FREIRE, Paulo. Educação e Mudança.
São Paulo: Paz e Terra, 1979).
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque na sociedade que queremos para viver:
 Uma sociedade mais justa, fraterna e igualitária.
 Uma sociedade que respeita a igualdade e a liberdade com
responsabilidade, na qual as pessoas não percam a dignidade e que se
tenha solidariedade, além de sensibilidade.
 Uma sociedade que atenda às necessidades básicas do
cidadão, fazendo cumprir seus direitos de educação, saúde e lazer.
 Uma sociedade que mesmo diante das dificuldades, encontre
soluções para a sua transformação, superando as desesperanças,
decepções, corrupções e a desonestidade.
 Uma sociedade justa, onde possamos viver mais unidos e com
menos desigualdades, o que só é possível tendo a educação como
alicerce.
 Uma sociedade justa com igualdade para todos e não só para
alguns privilegiados.
90

 Uma sociedade que priorize a liberdade, o respeito a legados


culturais, morais e das relações humanas. Uma sociedade na qual o
mundo do trabalho seja acessível tanto para a participação, quanto para
a aquisição e administração dos meios de produção.
 Uma sociedade de paz, amor e respeito, sem vandalismo.
 Uma sociedade que possamos modificar aceitando as
diferenças com humildade e com o dever de desenvolvermos um
trabalho de conscientização e respeito mútuo.
 Uma sociedade que promova o ensino profissionalizante
concomitante ao ensino médio, que possibilite a formação integral e
democrática dos adolescentes.

4. QUE ESCOLA QUEREMOS?

‘‘A escola é uma instituição cujo papel consiste na socialização do saber


sistematizado” (SAVIANI). Os objetivos em relação à educação escolar na perspectiva
histórico-crítica são:
• Identificar as formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber
mais objetivo, produzido historicamente, reconhecendo as condições de
sua produção e compreendendo as suas principais manifestações, bem
como suas tendências atuais de transformação.
• Converter o saber objetivo em saber escolar de modo a torná-los
assimiláveis pelos educandos e adequados ao espaço e tempo
escolares.
• Prover os meios necessários para que os educandos não apenas
assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas apreendam o
processo de sua produção, bem como as tendências de sua
transformação.
• A escola, em vista do desenvolvimento dos itens acima, visa uma
transformação qualitativa, consciente da ação do aluno enquanto agente
histórico.
91

O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como


destaque para que escola queremos:
 Uma escola organizada e funcional que atenda
pedagogicamente às necessidades do educando para que ele seja o
tipo de sujeito que queremos formar.
 Uma escola que ofereça conhecimento, satisfação e formação a
todos que nela atuem ou que dela usufruam.
 Uma sociedade integrada à escola e que a mesma seja
mantenedora dos fundamentos do conhecimento, de modo que ambas
possam contribuir na formação do homem.
 Uma escola que se preocupe com o processo ensino
aprendizagem ajudando nas dificuldades e medos dos educandos,
dando embasamento para a superação e modificação do meio em que
estão inseridos.
 Uma escola atraente onde os educandos tenham vontade de
estar presentes e se relacionem com os agentes educativos,
acontecendo, em mão dupla, aprendizagem significativa.
 Uma escola que esteja aberta para as críticas e sugestões,
sendo o trabalho coletivo o eixo centralizador de todas as suas
atividades.

5. QUE EDUCAÇÃO QUEREMOS PRIORIZAR?

A educação é um fenômeno próprio dos seres humanos e significa afirmar


que ela é, ao mesmo tempo uma exigência do e para o processo de trabalho, bem como é,
ela própria um processo de trabalho. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, a
identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da
espécie humana, para que eles se tornem humanos e de outro lado, concomitantemente, à
descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo.
A educação é uma segunda natureza, que se produz, deliberada e
intencionalmente através de relações pedagógicas historicamente determinadas que se
travam entre os homens. Ela preocupa-se com a identificação dos elementos naturais e
culturais necessários à constituição da humanidade em cada ser humano e a descoberta das
formas adequadas ao cumprimento desses objetivos.
92

A educação, segundo Saviani, é concebida como atividade mediadora no


seio da prática social global e serve ao objetivo de “promover o homem”, isto é, tem o
objetivo de possibilitar ao homem tornar-se cada vez mais um ser histórico-social consciente.
E isso se dá sempre em função da formação de um determinado tipo de homem. Assim, a
educação é sempre uma mediação valorativa, isto é, dirigida por valores, uma mediação
que indica um determinado posicionamento. Não é, portanto, neutra.
Sendo assim, a educação que priorizamos deve:
• Distinguir entre essencial/fundamental e acidental/acessório,
destacando a importância do clássico.
• Organizar os meios para se chegar à socialização do saber
sistematizado, que é o papel principal da escola.
• Ser o lugar de escrever, ler, contar os rudimentos das ciências
naturais e sociais.
• Dar vida e importância ao currículo, através do conjunto das
atividades nucleares desenvolvidas na escola e definindo os elementos
que compõem o processo de transmissão-assimilação dos
conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos sistematizados.
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para a educação que queremos priorizar:

 Uma educação que traga o equilíbrio entre o conhecimento, a


razão e a emoção, valorizando o respeito mútuo, possibilitando
condições do educando decidir, criar, entender, analisar e agir na
sociedade, participando ativamente da mesma.
 Uma educação em que o aluno possa participar ativamente na
sociedade.
 Uma educação formal e informal onde haja a experimentação e
a sua aplicabilidade em todas as áreas do conhecimento.
 Uma educação que priorize a formação profissional, de saúde,
de assistência social, cultura, lazer e esporte.

6. QUE AVALIAÇÃO PRECISAMOS CONSTRUIR?

A avaliação é uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho


docente, que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem.
93

Através dela, os resultados que vão sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do
professor e dos educandos são comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar
progressos, dificuldades, e reorientar o trabalho para as correções necessárias.
É também uma reflexão sobre o nível de qualidade do trabalho escolar,
tanto do professor, como dos educandos. Os dados coletados no decurso do processo de
ensino, qualitativos ou quantitativos, são interpretados em relação a um padrão de
desempenho e expressos em juízo de valor (muito bom, bom, satisfatório, etc) acerca do
aproveitamento escolar.

A avaliação é uma tarefa complexa que não se resume à realização


de provas e atribuição de notas. A mensuração apenas proporciona
dados que devem ser submetidos a uma apreciação qualitativa. A
avaliação, assim, cumpre funções pedagógico-didáticas, de
diagnóstico e de controle em relação às quais se recorre a
instrumentos de verificação do rendimento escolar. (LIBÂNEO, José
Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1991).

Portanto, a avaliação é uma apreciação qualitativa sobre dados relevantes


do processo ensino aprendizagem, que auxilia o professor a tomar decisões sobre o seu
trabalho. Os dados relevantes se referem às várias manifestações das situações didáticas
nas quais o professor e os educandos estão empenhados em atingir os objetivos do ensino.
A apreciação qualitativa desses dados, através da análise de provas, exercícios, respostas
dos educandos, realização de tarefas, etc., permite uma tomada de decisão para o que deve
ser feito em seguida (LUCKESI).

Nesse sentido, a avaliação que queremos construir embasa-se na


perspectiva pedagógica histórico-crítica, considerando os princípios e os objetivos
constantes no processo ensino aprendizagem
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para que avaliação queremos construir:

 Uma avaliação capaz de demonstrar a evolução qualitativa da


apreensão dos conteúdos e da produção científica dos educandos.
 Uma avaliação que promova crescimento, que seja diagnóstica,
formativa, que não se limite a uma nota, oportunizando ao educando
uma auto-análise de seu processo de aprendizagem, e
conseqüentemente, uma mudança de atitude com vistas ao
aperfeiçoamento do mesmo.
94

 Uma avaliação baseada no planejamento que apresente


diversos tipos de instrumentos avaliativos que promovam a
aprendizagem durante todo o processo.
 Uma avaliação contínua e permanente, buscando a apreensão
dos conteúdos não assimilados.
 Uma avaliação construtiva, onde educador e educando tenham
parâmetros para repensar o seu fazer pedagógico.

7. QUE CULTURA QUEREMOS VALORIZAR?

Tradicionalmente, a concepção dominante considera que a única cultura


digna desse nome é a cultura erudita. Cultos, portanto, seriam os intelectuais, os que
estudaram e que tiveram acesso à cultura letrada. O povo seria inculto porque suas formas
de consciência e de saber são espontâneas e assistemáticas. Em contraposição a essa
tendência, firma-se uma outra que conclui que só a cultura popular é digna desse nome, é a
cultura legítima, autêntica.
Para essa abordagem, cultura erudita seria uma cultura espúria, artificial;
deveríamos trabalhar com a cultura popular, porque ai está a verdade, a força, a
consistência. A outra seria uma cultura ornamental, que só serviria para legitimar
mecanismos de um poder obtido pela força material. Em suma, o que parece importante
entender é o seguinte: essa dicotomia entre saber erudito como saber da dominação e o
saber popular, como saber autêntico, próprio da libertação, é uma dicotomia falsa. Nenhum
saber erudito é puramente burguês dominante, nem a cultura popular é puramente popular.
A cultura popular incorpora elementos da ideologia da cultura dominante
que, ao se converter em senso comum, penetram nas massas. Então, a questão
fundamental parece ser a seguinte: como a população pode ter acesso às formas do saber
sistematizado de modo a expressar a forma elaborada, os seus interesses e os interesses
populares? Chegaríamos assim a uma cultura popular elaborada e sistematizada. Isto
aponta na direção da superação desta dicotomia, porque se o povo tem acesso ao saber
erudito, o saber erudito não é mais sinal distintivo de elites, quer dizer, ele se torna popular.
A cultura popular entendida como aquela cultura que o povo domina, pode
ser a cultura erudita, que passou a ser dominada pela população. A isto se liga a questão do
ponto de partida versos ponto de chegada. A acusação de que descuidamos da cultura
popular é injusta.
95

O processo pedagógico tem que realizar no ponto de chegada o que no


ponto de partida não está dado. A cultura popular, do ponto de vista escolar, é da maior
importância enquanto ponto de partida. Não é, porém, a cultura popular que vai definir o
ponto de chegada do trabalho pedagógico nas escolas. Se as escolas se limitarem a reiterar
a cultura popular, qual será a sua função? Para desenvolver cultura popular, essa cultura
assistemática e espontânea, o povo não precisa de escola. Eles a desenvolvem por obra de
suas próprias lutas e relações práticas.
O povo precisa da escola para ter acesso ao saber erudito, ao saber
sistematizado, em conseqüência, para expressar de forma elaborada os conteúdos da
cultura popular que correspondem.” (SAVIANI, Dermeval. Pedagogia Histórico-crítica:
primeiras aproximações. Pág. 83 e 84).
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para a cultura que queremos valorizar:
 Uma cultura de paz, justiça e de solidariedade, valorizando e
respeitando a diversidade cultural.
 Uma cultura que elabore e reestruture os valores étnicos e
sociais, ampliando os conhecimentos adquiridos no meio escolar e
transferindo-os para o meio em que estão inseridos.
 Uma cultura historicamente construída, onde o educando e
educador necessitem refletir e tomar atitudes.
 Uma cultura na qual os indivíduos participem e sejam
conscientes de tudo o que acontece no ambiente em que vivem. E que
todos usem seus conhecimentos para conquistar avanços.
 Uma cultura que se perpetue e que tenha em seus
fundamentos, valores construídos no seu interior.
 Em síntese, na construção de sociedades democráticas e
pluralistas, o papel da escola é o de promover o convívio, para que se
aprenda a respeitar as diferentes formas de expressão cultural.

4. QUE CONHECIMENTOS QUEREMOS TRABALHAR?

Quando se fala de uma prática crítica, parte-se do pressuposto de que,


embora indispensável, o conhecimento da realidade não é suficiente por si só para a
efetivação desta prática dirigida por valores conscientes e conseqüentes.
96

O objetivo do conhecimento crítico da realidade não tem um fim em si


mesmo, mas pauta-se na necessidade urgente de transformar essa realidade. Essa é uma
escolha crítica e histórica de possibilidades existentes. Ela é crítica porque procura entender
intensivamente a realidade humana e histórica, porque procura utilizar as possibilidades
concretas escolhidas, para transformar essa realidade.
Uma teoria crítica da educação está servindo, com base em fatores
objetivos, a uma prática orientada por fins e valores conscientes, que contribuam para a
superação das relações de dominação. Os futuros indivíduos são aqueles que nós
educamos em nossa sociedade presente.
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para que conhecimentos queremos trabalhar:

 Os conhecimentos científicos, artísticos e filosóficos


historicamente construídos.
 Os conhecimentos que instrumentalizem os educandos para
atuar na sociedade.
 O conhecimento universal, sem exclusão ou fragmentação,
cujo acesso seja ilimitado.
 O conhecimento que instigue a curiosidade, a criatividade; e
que estimule a atitude de confiança com a própria vida.
 Conhecimentos diversificados, não utópicos, mas que possam
ser parâmetros para o mercado de trabalho. Não só conhecimentos
científicos, mas uma formação humanizada e comunicativa.

5. QUE RELAÇÕES DE PODER QUEREMOS MANTER?

Pensar as relações de poder no interior da escola é pensar, a um só tempo,


as amplas formas de legitimação da sociedade capitalista brasileira. É sob a égide de todo o
poder político e econômico mais amplo e dos movimentos gerados pela cultura do grupo
particular, que se analisa o fluxo de poder na escola. Dessa forma não se perde a
perspectiva de uma análise mais ampla e de uma aproximação mais significativa sobre os
papéis desempenhados na instituição escolar. É a estrutura burocrática interna refletindo,
contrapondo e até reproduzindo as contradições da estrutura social brasileira mais geral.
As posições hierárquicas nas relações de poder tentam não evidenciar e/ou
alterar os esquemas de poder já constituídos, o que poderia provocar desestruturações
97

indesejáveis para um grupo que se pensava harmônico. (...) O grupo possui suas próprias
regras e dinâmicas internas para fazer circular o poder.
Consideramos que a escola deveria ter como base o nível de atuação dos
serviços, agrupados em três esferas:
• Administrativa: Direção, Vice-Direção, Direção Auxiliar e Secretário;
• Pedagógica: Docentes, Equipe Pedagógica e Bibliotecário.
• Serviços de Apoio: Segurança, Auxiliar de Serviços Gerais, Técnico
Administrativo, Técnico Operacional (Laboratorista).
O corpo docente, diretores e pedagogas apontam os seguintes itens como
destaque para que relações de poder queremos manter:
 Relações participativas, democráticas, de respeito e defesa das
hierarquias sociais democraticamente constituídas.
 Uma relação de poder que respeite as individualidades na qual
ninguém se sinta superior, nem inferior, e sim atuando em posições
diferentes, porém, interdependentes.
 Não queremos manter uma relação de poder sobre ninguém,
mas apenas de ordem e de ajuda, para que os educandos e
educadores consigam realizar seus deveres.
 Relações democráticas respeitando os direitos de todos os
agentes educativos.
 As relações de poder devem estar pautadas na coerência das
situações, no respeito e no diálogo.
 Relação de poder democrática e comunicativa em que todos
são ouvidos e valorizados, independentemente de suas funções.

6. GESTÃO DEMOCRÁTICA:

É um princípio consagrado pela Constituição vigente e abrange dimensões


pedagógica, administrativa e financeira. Ela exige uma ruptura histórica na prática
administrativa da escola, com enfrentamento das questões de exclusão e reprovação e da
não permanência do aluno na sala de aula. Esse compromisso implica a construção coletiva
de um projeto político pedagógico ligado à educação das classes populares.
A gestão democrática exige a compreensão em profundidade dos
problemas propostos pela prática pedagógica. Ela visa romper com a separação entre
98

concepção e execução, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática. Busca resgatar o
controle do processo e do produto do trabalho pelos educadores.
A gestão democrática implica principalmente o repensar da estrutura de
poder da escola, tendo em vista que a socialização do poder propicia a prática da
participação coletiva, favorecendo a reciprocidade, a solidariedade e a autonomia, que
vivenciadas atenuam o individualismo e eliminam a exploração e a opressão dos envolvidos
no processo.
A busca da gestão democrática inclui, necessariamente, a ampla
participação dos representantes dos diferentes segmentos da escola nas decisões/ações
administrativo-pedagógicas ali desenvolvidas. (VEIGA, Ilma Passos Alencastro. Projeto
Político Pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas: Papirus Editora , 1995).

7. PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM

Segundo Cotrim (1991):

Aprender é desenvolver a capacidade de processar informações e


ligar em estímulos do ambiente, organizando os dados disponíveis da
experiência. Em conseqüência admite-se o princípio da
aprendizagem significativa que supõe, como passo inicial, verificar
aquilo que o aluno já sabe. O professor precisa saber (compreender),
o que os educandos dizem e fazem; o aluno precisa compreender o
que o professor procura dizer-lhes. A transferência da aprendizagem
dá-se a partir do momento da síntese, isto é, quando o aluno supera
a visão parcial e confusa e adquire uma visão mais clara e
unificadora (Cotrim, Gilberto. Educação para uma escola
democrática. São Paulo: Saraiva, 1991).

Considerando as afirmativas acima, vemos que o currículo deve ser


amplamente aperfeiçoado, estudado, mas sabemos também que há necessidade de exata
compreensão do significado de ensinar e aprender, conceitos que formam o núcleo do
currículo, como uma coluna dorsal que faz a sustentação do corpo.
Libâneo define o termo ensinar como:

O processo que se caracteriza pelo desenvolvimento e transformação


progressiva das capacidades intelectuais dos educandos em direção
ao domínio dos conhecimentos e habilidades e sua aplicação”,
enquanto que aprender, para o mesmo autor, seria “a assimilação
ativa de conhecimentos e de operações mentais, para compreendê-
los e aplicá-los, conscientes e autonomamente.
99

8. CIDADÃO E CIDADANIA

O termo cidadania tem muitas conotações. Preliminarmente poderíamos


entender que ser cidadão é ter assegurado o direito à participação social de modo
consciente – o que, por sua vez, só é possível quando o ser humano tem garantido o direito
ao trabalho. Em outras palavras, a cidadania aqui definida não possui o mesmo sentido que
lhe é atribuído pela concepção liberal, na qual a noção vincula-se à criação dos meios que
assegurem ao indivíduo o direito à propriedade. Pelo contrário, admitimos que o exercício da
cidadania ocorre quando os indivíduos têm acesso às riquezas sociais que, através do
trabalho, ajudam a construir. Isso não significa por outro lado, entender a cidadania como
direito a uma profissionalização na escola secundária, nem mesmo como preparo ao
vestibular.
Bem diferente disso, o direito ao trabalho deve ser entendido como
possibilidade de o indivíduo compreender as relações sociais que organizam essa atividade
em nossa sociedade brasileira contemporânea. De tal modo que essa compreensão
contribua nas formulações que esse indivíduo elabora para participar das riquezas sociais.
(MEKSENAS, Paulo. Sociologia. São Paulo: Cortez, 1993).
Para que possamos ser educadores afinados com o nosso tempo, temos
que tomar parte no processo pedagógico, sendo um dos agentes decisivos na sua autoria. É
sempre bom lembrar que “as exigências das relações entre cidadania e democracia não se
situam apenas no plano dos princípios abstratos, mas ao contrário, implicam práticas e
situações bem concretas, pois essas é que tecem a vida real das pessoas”. (SEVERINO,
1994).

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Este projeto político pedagógico se constitui numa iniciativa e compromisso


com a educação para emancipação do indivíduo. A todo o momento, teve-se a preocupação
em não perder a crítica, bem como as diretrizes filosóficas, políticas e pedagógicas voltadas
a educação de qualidade. Espera-se que seja concretizado numa ação coletiva entre
professores, pedagogos, equipe diretiva e alunos, a fim de tornar a formação dos educandos
não somente para a utilidade (mercado de trabalho), mas para a emancipação, ou seja, para
a vida. Que essas intencionalidades contidas nesse projeto, possam despertar um novo
100

repensar pedagógico, viabilizado por metodologias condizentes com a construção crítica do


conhecimento elaborado.

BIBLIOGRAFIA

COTRIM, Gilberto. Educação para uma escola democrática. São Paulo: Saraiva,
1991
ADORNO, Theodor W. Educação e Emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1995. Cap. 8. Educação e Emancipação.
BECKER, Fernando. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre:
Artmed, 2001.
BIZERRA, M. C. Alternativas didáticas: lições da prática. Revista de Educação
AEC, Brasília, vol. 29, n.116, pp.41-53, julho-set 2000.
COELHO, I. Diretrizes Curriculares e Ensino de Graduação. 1998, p.15
FREITAS. Helena C.L. A reforma do ensino superior no campo da formação dos
professores da educação básica. In: EDUCAÇÃO E SOCIEDADE, Campinas:
CEDES, XX (68), 17-44, dez. 99.
GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórica. Campinas, SP:
Autores Associados, 2002.

GADOTTI, Moacir. Pedagogia da práxis, 2.ª ed., São Paulo, Cortez, 1998.

HERNÁNDEZ, Fernando e VENTURA, Montserrat. A organização do currículo por


projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998.

VIGOTSKI, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.