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 A Pluralidade das Ciências Sociais.

Diferenças básicas e autores clássicos


A Pluralidade das Ciências Sociais. Diferenças Básicas Autores Clássicos

 Marx, as sociedades seriam formadas pela conjugação


de três partes inseparáveis: a produtiva, a ideológica 
e a jurídico-política.

Durkheim, o social consiste em maneiras de agir, pensar e sentir, coletivas e não


individuais
 Weber, será toda ação humana em que o sujeito tem em mente, isto é, mentalizada, a
conduta ou ação Em ordem cronológica de aparecimento, são eles:
 Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber

 Admite-se hoje que as Ciências Sociais têm nesses três autores clássicos seus
principais referenciais.

 São três diferentes concepções científicas, de realidade social e três diferentes


propostas de método que não se combinam nem se completam. 
 de outros sujeitos.

Pluralidade de Pensamento

Há um pensamento equivocado de que um dos autores deveria prevalece sobre os outros


dois, como se maneira científica de pensar tivesse que ser necessariamente única, como
se a pluralidade no pensamento de uma ciência fosse um erro, uma etapa pré-científica. 
A PLURALIDADE de pensamento nas ciências sociais com a sua diversidade de
pensadores é a sua maior riqueza e a sua melhor demonstração de liberdade intelectual. 
Nenhum dos três autores pode ser considerado errado. Suas bases são diferentes, mas
não negam umas as outras. Elas apontam para diferentes caminhos, que demonstram
como diferentes maneiras de ver a realidade.

INFRAESTRUTURA PRODUTIVA

A INFRAE-STRUTURA produtiva (ou econômica) seria o grande conjunto de relações


sociais decorrentes de determinado tipo de propriedade de meios de produção.  
As relações sociais de produção, que têm como elemento ou objeto tudo aquilo que está
no processo social, vai da produção, passando pela circulação, pela distribuição e pela
troca, até o consumo final, como: força de trabalho, instrumentos de produção, fábricas,
caminhões, frigoríficos, supermercados e bens de consumo.

ESTRUTURA IDEOLÓGICA

A super-estrutura ideológica seria o grande conjunto de relações sociais que tem como
elemento as ideias socialmente significativas, isto é, aquelas que dizem respeito direta
ou indiretamente à vida dos homens em sociedades.

Os componentes dessas estruturas são: 


- a censura, explícita ou não.
- os meios de comunicação de massa.
- as escolas.
- as faculdades. 
- e demais formas sociais de produzir, permitir ou impedir ideias.

ESTRUTURA JURÍDICO-POLÍTICA

A superestrutura jurídico-política seria o conjunto de relações sociais, sobretudo em


instituições que dizem respeito ao emprego da violência legítima, isto é, consentida, em
sociedades de modo a garantir tarefas sociais específicas como executar, legislar e
julgar organizadas nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.  

ÉMILE DURKHEIM

Durkheim concebe como realidades sociais as maneiras de agir, isto é, de pensar e sentir
que seriam coletivas e não individuais, como, por exemplo, ideais e sentimentos
patrióticos, chamadas por ele de FATOS SOCIAIS.

FATOS SOCIAIS

Diferentes de muitas realidades encontradas em sociedades que não são propriamente


sociais, como comer, beber, dormir e raciocinar, que são de origem biológica ou
psicológica, os fatos sociais teriam origem coletiva e se manifestariam nas ações
individuais como coisas não espontâneas, isto porque seriam adquiridas por meio de
educação ou outras formas de exercer coerção nos indivíduos para que se comportem de
acordo com valores sociais e não de acordo com o que seriam seus possíveis impulsos e
forças naturais.

Para Durkheim o ponto mais importante é considerar que o social é decorrente da


interação entre indivíduos, mas será sempre diferente de qualquer realidade própria de
individualidades ou da soma do que for individual naqueles que participam da vida
coletiva.
Não há, portanto, continuidade entre o que os indivíduos são por natureza e o grupo e a
sociedade que formam.

As sociedades não representam ninguém, não são a vontade de ninguém, antes o


contrário: os homens é que representam as sociedades, aquilo que eles produziram
coletivamente, a consciência coletiva de cada uma delas
SOCIAL Assim como a água, que é realidade completamente diferente do oxigênio e do
hidrogênio que formam as suas moléculas, o social nada tem a ver com a realidade
biológica ou com a realidade psicológica dos indivíduos que vivem em um grupo ou em
uma sociedade.

MAX WEBER

Sociais são as acções cujos sujeitos, ao agirem, tenham em mente a conduta ou ação de
outros e se orientem por essa ação ou conduta.
o social deve ser definido de acordo com o que próprio sujeito da conduta ou ação
individual que tiver mentalizado.

Se ao agir leva em conta a conduta de outros e se orienta por ela, agirá socialmente,
caso contrário, não. Ao cientista social cabe apenas interpretar 
Ao dizer que os três autores clássicos das Ciências Sociais são diferentes entre si, é justo
dizer que Weber é o mais diferente
Marx e Durkheim destacam realidades coletivas como realidades fora e acima dos
indivíduos, respectivamente, classes e consciência coletiva, coisa que Weber não aceita
em hipótese alguma.

Se há algum sentido na existência das sociedades, nas instituições, nas pessoas jurídicas,
este sentido (consciente ou não) para Weber, só poderá estar nas pessoas individuais que
participam de ações comunitárias (ações nas quais os participantes têm o sentimento de
pertencer a um todo). 
Weber criou a chamada Sociologia Compreensiva, que consiste em interpretar os
sentidos, isto é, os motivos mentalizados pelos indivíduos quando agem socialmente
(Seja em ações puramente individuais, seja tomando parte em ações coletivas) 
Weber chamou de TIPO IDEAL o seu principal recurso interpretativo e apresentou uma
tipologia básica desses sentidos, bem como uma tipologia da dominação, caso especial
de poder, ponto fundamental da parte política de seu pensamento.
Existem três formas clássicas de pensar nas Ciências sociais que não se excluem, mas
também não se completam. Poderíamos dizer que são como diferentes línguas, idiomas,
cada uma com suas regras próprias, sua gramática, sua sintaxe. 
Ao contrário das línguas, as formas clássicas de pensar das Ciências Sociais não se
traduzem umas nas outras. Cada uma delas é uma forma independente de pensamento
que levanta os seus próprios problemas e tem a sua maneira própria de resolvê-los.
Assim é a pluralidade nas Ciências Sociais.