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Este procedimento foi atualizado em face do Convênio ICMS nº 142/2018.

ICMS/BA - Substituição tributária - Regras gerais

Resumo: Este procedimento trata das regras gerais acerca de substituição tributária nas operações internas e interestaduais.

Sumário

1. Quadro sinótico
2. Contribuinte substituto nas operações internas
3. Substituição tributária nas operações interestaduais
3.1 Inscrição do substituto tributário no Estado da Bahia
3.2 Convênios e protocolos
3.3 Aquisições interestaduais e de importação
4. Responsabilidade solidária
5. Inaplicabilidade da substituição tributária
6. Cálculo do imposto
6.1 Valor do imposto a reter
6.2 Exemplo de cálculo em operação interna de substituição tributária de mercadoria destinada a posterior comercialização
7. Mercadorias com imposto retido por antecipação
7.1 Utilização de crédito fiscal em substituição à emissão de nota fiscal para ressarcimento
7.2 Autorização de ressarcimento
7.3 Retenção ou antecipação do imposto realizada sem que haja convênio ou protocolo com a Bahia
7.4 Escrituração Fiscal Digital (EFD)
8. Crédito no caso de perda, extravio, desaparecimento, inutilização, sinistro ou quebra anormal de mercadorias
9. Crédito - Aquisições de estabelecimento substituído
10. Operações subsequentes à substituição ou antecipação tributária
11. Prazo de recolhimento
12. Fiscalização do estabelecimento responsável pela retenção do imposto
13. Consulta tributária
14. Infrações e penalidades

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1. Quadro sinótico

A antecipação do lançamento e do pagamento do ICMS ocorre sempre que for exigido o recolhimento do imposto em virtude da realização de
determinada operação ou prestação subsequente, prevista pela legislação, e compreende:
a) a substituição tributária por antecipação, que diz respeito às hipóteses em que a responsabilidade pelo pagamento do imposto devido
pelo contribuinte é transferida a terceiro, sendo exigida mediante a retenção do imposto pelo responsável;
b) a antecipação tributária propriamente dita, em que a lei determina que o próprio contribuinte ou responsável antecipe o pagamento
do imposto.

Neste texto, apresentaremos as principais características da substituição e antecipação tributária, com base na Lei nº 7.014/1996 e no
RICMS-BA/2012 , aprovado pelo Decreto nº 13.780/2012 , e no Convênio ICMS nº 142/2018 .

Apresentamos, a seguir, um quadro com as principais regras sobre substituição tributária.

PRINCIPAIS REGRAS

A antecipação do lançamento e do pagamento do ICMS ocorre sempre que for exigido o recolhimento do imposto em virtude
Conceito
da realização de determinada operação ou prestação subsequente, prevista pela legislação.

O remetente, seja industrial, comerciante, importador, entre outros, é considerado substituto tributário nas operações
Atribuição de
interestaduais com referência às operações internas subsequentes, ficando responsável pela retenção e pelo recolhimento
responsabilidade
do imposto.

Mercadorias sujeitas à Há uma grande quantidade de mercadorias sujeitas ao regime de substituição tributária nas operações internas e
substituição tributária interestaduais.

Inscrição de
O contribuinte substituto, definido em protocolos ou convênios, que remeter mercadorias para contribuinte localizado no
contribuinte de outra
Estado de Sergipe, deverá requerer sua inscrição no Cadastro de Contribuintes do Estado da Bahia.
Unidade da Federação

A base de cálculo da substituição tributária depende das operações e prestações que se pretende realizar e da espécie das
Base de cálculo mercadorias incluídas nesse regime, sendo aplicado, entre outros, o preço máximo estabelecido pelo remetente ou
autoridade competente, o valor de margem agregado, a pauta fiscal.
Crédito Na hipótese de perda, extravio, desaparecimento, inutilização, sinistro ou quebra anormal de mercadorias recebidas com
ICMS pago por antecipação, o contribuinte poderá utilizar como crédito fiscal o valor do imposto pago antecipadamente,
vedado, contudo, o crédito relativo ao ICMS da operação normal.

Emissão de documento
O contribuinte deve emitir nota fiscal e efetuar a EFD respectiva, obrigatória para os contribuintes do ICMS inscritos no
fiscal e Escrituração
cadastro estadual.
Fiscal Digital (EFD)

O contribuinte, a entidade representativa de classe de contribuintes ou os responsáveis têm o direito a efetuar consulta
Consulta tributária
sobre a interpretação e a aplicação da legislação tributária, em relação a fato determinado e de seu interesse.

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2. Contribuinte substituto nas operações internas

São responsáveis pelo lançamento e recolhimento do ICMS, na condição de sujeitos passivos por substituição, devendo fazer a retenção do
imposto devido na operação ou operações a serem realizadas pelos adquirentes, bem como do imposto relativo aos serviços prestados:
a) o contribuinte que efetuar saída de mercadorias destinadas a outro não inscrito ou desabilitado no cadastro, desde que as tenha
recebido sem a cobrança antecipada do imposto;
b) o contribuinte alienante, neste Estado, das mercadorias constantes no Anexo I do RICMS-BA/2012 , exceto na hipótese de tê-las
recebido já com o imposto antecipado;
c) o distribuidor de energia elétrica, gás natural, lubrificantes derivados ou não de petróleo e outros produtos da indústria química;
d) o industrial ou extrator dos seguintes produtos:
d.1) combustíveis líquidos ou gasosos derivados de petróleo;
d.2) gases derivados de petróleo;
e) o contratante de serviço ou terceiro que participe da prestação de serviço de transporte interestadual e intermunicipal;
f) o depositário, a qualquer título, em relação a mercadoria depositada por contribuinte;
g) o contribuinte autorizado pelo titular da Diretoria de Planejamento da Fiscalização, mediante celebração de termo de acordo;
h) o contribuinte que efetuar saída de mercadorias destinadas a microempreendedor individual (MEI), em relação aos valores que
excederem no mesmo exercício a 20% do limite de receita bruta previsto na Lei Complementar Federal nº 123/2006.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 8º , I a VIII)

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3. Substituição tributária nas operações interestaduais

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3.1 Inscrição do substituto tributário no Estado da Bahia

Serão inscritos no Cadastro de Contribuintes da Bahia (CAD-ICMS), na condição de Substituto/Responsável ICMS Destino, as pessoas jurídicas
de outra Unidade da Federação (UF) que efetuarem remessas de mercadorias:
a) sujeitas ao regime de substituição tributária para contribuintes estabelecidos no Estado da Bahia, observado o disposto em convênios
e protocolos dos quais a Bahia seja signatária.
b) destinadas a consumidor final localizado no Estado da Bahia, não contribuinte do imposto.

( RICMS-BA/2012 , art. 2º , III)

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3.2 Convênios e protocolos

Nas operações interestaduais, a substituição tributária é regida conforme o disposto nos convênios e protocolos para esse fim, celebrados
entre a Bahia e as demais UF interessadas.

O Convênio ICMS nº 142/2018 estabelece normas de substituição tributária nas operações interestaduais.

A relação das mercadorias sujeitas a esse regime está no RICMS-BA/2012 , Anexo 1.

A responsabilidade pelo pagamento do imposto, na condição de substituto tributário, é também atribuída:


a) ao contribuinte que realizar operação interestadual com petróleo e com lubrificantes e combustíveis líquidos ou gasosos derivados de
petróleo, em relação às operações subsequentes;
b) às empresas geradoras ou distribuidoras de energia elétrica, nas operações interestaduais, na condição de contribuinte ou de
substituto tributário, relativamente ao pagamento do imposto desde a produção ou importação até a última operação, sendo seu cálculo
efetuado sobre o preço praticado na operação final, assegurado seu recolhimento à UF onde deva ocorrer essa operação.

Nas operações interestaduais com as mercadorias de que tratam as letras "a" e "b", anteriores, que tenham como destinatário consumidor
final, o imposto incidente na operação será devido à UF onde estiver localizado o adquirente e será pago pelo remetente, na condição de
substituto tributário.

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3.3 Aquisições interestaduais e de importação

Será devido o imposto por antecipação tributária, na entrada:


a) da mercadoria ou do bem no território deste Estado ou no desembaraço aduaneiro, tratando-se de:
a.1) mercadorias enquadradas no regime de substituição tributária;
a.2) demais mercadorias destinadas a contribuinte não inscrito ou desabilitado no cadastro ou sem destinatário certo;
b) no momento da constatação da existência de estabelecimento desabilitado no cadastro, em relação ao estoque de mercadorias nele
encontrado.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 8º , § 4º)

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4. Responsabilidade solidária

A responsabilidade atribuída ao sujeito passivo por substituição não exclui a responsabilidade solidária do contribuinte substituído nas
entradas decorrentes de operações ou prestações interestaduais do contribuinte substituto, por força de convênio ou protocolo, que não
possua inscrição ativa neste Estado.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 8º , § 5º)

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5. Inaplicabilidade da substituição tributária

Salvo disposição em contrário prevista em Regulamento, não será feita a retenção ou a antecipação do ICMS quando a mercadoria se
destinar:
a) a estabelecimento filial atacadista situado neste Estado, no caso de transferência de estabelecimento industrial ou de suas outras
filiais atacadistas, localizado nesta ou em outra UF, ficando o destinatário responsável pela retenção do imposto referente às operações
internas subsequentes, hipótese em que será aplicada a margem de valor adicionado (MVA) prevista para a retenção por
estabelecimento industrial;
b) a outro contribuinte ao qual a legislação atribua a condição de responsável pelo pagamento do imposto por sujeição passiva por
substituição, em relação à mesma mercadoria, ficando o destinatário responsável pela retenção do imposto nas operações internas
subsequentes;
c) a estabelecimento industrial, inclusive microempresa (ME) e empresa de pequeno porte (EPP), que se dediquem à atividade industrial,
para utilização como matéria-prima, produto intermediário ou material de embalagem;
d) a estabelecimento prestador de serviço de qualquer natureza definido em lei complementar como de competência tributária dos
municípios, sendo a mercadoria destinada a emprego na prestação de tal serviço, a menos que haja indicação expressa de lei
complementar acerca da incidência do ICMS nos fornecimentos a serem efetuados pelo prestador;
e) às operações interestaduais com bens e mercadorias produzidas em escala industrial não relevante.

O sujeito passivo indicará, no campo "Informações Complementares" da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) que acobertar a operação, o dispositivo
em que se fundamenta a referida inaplicabilidade.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 8º , § 8º; Convênio ICMS nº 142/2018 , cláusula nona)

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6. Cálculo do imposto

A base de cálculo do imposto é a obtida pelo somatório das parcelas seguintes:


a) o valor da operação ou prestação própria realizada pelo substituto tributário ou pelo substituído intermediário;
b) o montante dos valores de seguro, frete, IPI e outros encargos cobrados ou transferíveis aos adquirentes ou tomadores de
serviço;
c) a MVA, inclusive lucro, relativa às operações ou prestações subsequentes.

Nas situações previstas em Regulamento, em substituição ao disposto nas letras anteriores, a base de cálculo para fins de substituição
tributária será o preço final a consumidor fixado ou sugerido pelo fabricante ou importador.

Para determinação da base de cálculo da substituição tributária nas aquisições interestaduais de mercadorias enquadradas nesse regime de
tributação, o percentual da MVA a ser aplicado sobre o valor da operação deverá ser ajustado ("MVA Ajustada"), calculado segundo a fórmula:
"MVA Ajustada = [(1+ MVA ST original) x (1 - ALQ inter) / (1-ALQ intra)] -1", onde:
a) "MVA ST original" é a margem de valor agregado prevista na legislação do Estado da Bahia para suas operações internas com os
produtos relacionados no Anexo 1 do RICMS-BA/2012;
b) "ALQ inter" é o coeficiente correspondente à alíquota interestadual aplicável à operação;
c) "ALQ intra" é o coeficiente correspondente à alíquota interna ou percentual de carga tributária efetiva, quando este for inferior à
alíquota interna, praticada pelo contribuinte substituto localizado no Estado da Bahia, nas operações com as mesmas mercadorias
listadas no Anexo 1 do RICMS-BA/2012 .

Em relação ao cálculo da base de cálculo da substituição tributária previsto no parágrafo anterior, na hipótese de a "ALQ intra" ser inferior à
"ALQ inter", deverá ser aplicada a "MVA - ST original".

As informações, relativas a entrada e saída de UF de acordos interestaduais, em que a Bahia seja signatária, e relativas a alterações na MVA
Ajustada aplicável nas operações interestaduais, com destino à Bahia, serão atualizadas no site "http://www.sefaz.ba.gov.br"

(Lei nº 7.014/1996 , art. 23 , II, § 3º; RICMS-BA/2012 , art. 289 , §§ 14, 15 e 16)

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6.1 Valor do imposto a reter
O valor do ICMS a ser retido ou antecipado será calculado, aplicando-se a alíquota prevista para a operação interna sobre a base de cálculo
mencionada no tópico 6. Do valor do imposto resultante serão deduzidos o tributo de responsabilidade direta do remetente pela operação
própria, destacado na documentação fiscal, bem como, quando for o caso, o imposto destacado no documento fiscal relativo ao serviço de
transporte.

( RICMS-BA/2012 , art. 318 , § 1º)

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6.2 Exemplo de cálculo em operação interna de substituição tributária de mercadoria destinada a posterior
comercialização

Ilustramos, a seguir, como será feito o cálculo do ICMS a pagar na venda de cimento, pela operação própria e por aquela realizada mediante
substituição tributária. Observe-se que os dados são fictícios:

EXEMPLO DE CÁLCULO

ICMS - Operação própria:


a) preço praticado pelo fabricante: R$ 2.000,00;
b) despesas cobradas do adquirente: R$ 200,00;
c) IPI (4%): R$ 88,00;
d) subtotal (a+b+c) = R$ 2.288,00.
ICMS - Operação própria: R$ 2.200,00 x 18% = R$ 396,00 (não se inclui o IPI).

Operação sob regime de substituição tributária:


a) margem de lucro ("d" x 20%): R$ 457,60;
b) preço de venda ao consumidor ("d" + "e") = R$ 2.745,60.
Base de cálculo da substituição tributária: R$ 2.745,60 x 18% = R$ 494,20.

Resultado das operações:


a) ICMS devido na operação própria (18% x 2.200,00) =R$ 396,00;
b) ICMS devido por substituição ("f" x 18%) = R$ 494,20;
c) ICMS efetivamente devido por substituição tributária ("h" - "g") = R$ 98,20.
Imposto retido: R$ 494,20 - 396,00 = R$ 98,20.
Total da operação R$ 2.386,20.

Conforme demonstrado no exemplo, há um valor do ICMS correspondente às operações próprias e outro correspondente às operações
realizadas pelo contribuinte substituto.

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7. Mercadorias com imposto retido por antecipação

Nas operações interestaduais para Estado signatário de convênio ou protocolo que preveja a retenção do imposto pelo regime de substituição
tributária, se as mercadorias já tiverem sido objeto de retenção ou antecipação do imposto, a fim de que não se configure duplicidade de
pagamento do tributo:
a) o remetente utilizará como crédito fiscal o imposto incidente na operação de aquisição mais recente das mesmas mercadorias, no
quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos" do livro Registro de Apuração do ICMS, total ou proporcionalmente, conforme o caso;
b) para efeito de ressarcimento do imposto anteriormente retido, o remetente emitirá outra nota fiscal, exclusiva para esse fim, em
nome do respectivo fornecedor que tenha retido originariamente o imposto, contendo as seguintes indicações, nos campos próprios,
vedada qualquer indicação no campo destinado ao destaque do imposto:
b.1) o nome, o endereço, o CNPJ e a inscrição estadual do fornecedor;
b.2) como Natureza da Operação: "Ressarcimento de ICMS";
b.3) a identificação da nota fiscal de saída para Estado signatário, que tiver motivado o ressarcimento;
b.4) o número, a série, se houver, e a data do documento fiscal de aquisição da mercadoria;
b.5) o valor do ressarcimento, que corresponderá ao valor do imposto retido, constante na nota fiscal de aquisição correspondente
à última entrada das mercadorias, total ou proporcionalmente, conforme o caso;
c) serão enviadas ao fornecedor:
c.1) cópia da GNRE referente ao recolhimento do ICMS-fonte na saída interestadual;
c.2) cópias reprográficas da nota fiscal de aquisição da mercadoria e da nota fiscal de saída;
d) o estabelecimento fornecedor que, na condição de responsável por substituição, houver efetuado a retenção do imposto, ao receber a
1ª via da nota fiscal emitida para fins de ressarcimento, visada, poderá deduzir o valor do imposto retido do próximo recolhimento a ser
feito à Unidade da Federação do contribuinte que tiver direito ao ressarcimento;
e) a nota fiscal de ressarcimento será escriturada:
e.1) pelo emitente, no livro Registro de Saídas, utilizando-se apenas as colunas "Documentos Fiscais" e "Observações", fazendo
constar nesta a expressão "Ressarcimento de imposto retido";
e.2) pelo destinatário do documento, sendo estabelecido neste Estado, no livro Registro de Apuração do ICMS, em folha destinada
à apuração do imposto por substituição tributária, no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos", com a expressão
"Ressarcimento de imposto retido".

O valor do ICMS retido por substituição tributária a ser ressarcido não poderá ser superior ao valor retido quando da aquisição do respectivo
produto pelo estabelecimento.

Quando for impossível determinar a correspondência do ICMS retido à aquisição do respectivo produto, será tomado o valor do imposto retido
quando da última aquisição do produto pelo estabelecimento, proporcional à quantidade saída.

Esclareça-se que os contribuintes sujeitos à Escrituração Fiscal Digital (EFD) devem utilizar este sistema de escrituração, conforme Ato
Cotepe/ICMS nº 44/2018 .
( RICMS-BA/2012 , art. 301 , I a V, §§ 2º e 3º)

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7.1 Utilização de crédito fiscal em substituição à emissão de nota fiscal para ressarcimento

Em substituição ao procedimento recomendado, poderá o contribuinte:

a) utilizar como créditos fiscais ambas as parcelas do imposto, o normal e o antecipado, total ou proporcionalmente, conforme o caso, a
serem lançados no quadro "Crédito do Imposto - Outros Créditos" do Registro de Apuração do ICMS; ou

b) estornar o débito fiscal correspondente, relativo à saída, destacado no documento fiscal, no quadro "Crédito do Imposto - Estornos de
Débitos" do Registro de Apuração do ICMS.

Esclareça-se que os contribuintes sujeitos à Escrituração Fiscal Digital (EFD) devem utilizar este sistema de escrituração, conforme Ato
Cotepe/ICMS nº 44/2018 .

( RICMS-BA/2012 , art. 301 , § 1º; Ato Cotepe/ICMS nº 44/2018 )

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7.2 Autorização de ressarcimento

O ressarcimento deverá ser autorizado pelo órgão fazendário em cuja circunscrição se localize o contribuinte, discriminando as operações
interestaduais envolvidas, salvo as operações com combustíveis e lubrificantes, que serão autorizadas pela Coordenação de Fiscalização de
Petróleo e Combustíveis (Copec).

( RICMS-BA/2012 , art. 301 , § 4º)

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7.3 Retenção ou antecipação do imposto realizada sem que haja convênio ou protocolo com a Bahia

Na saída interestadual de mercadoria que já tiver sido objeto de retenção ou antecipação do imposto, não havendo convênio ou protocolo
entre a Bahia e a UF de destino que disponha sobre a substituição tributária para a mesma espécie de mercadoria, o contribuinte poderá:
a) utilizar como créditos fiscais ambas as parcelas do imposto, o normal e o antecipado, total ou proporcionalmente, conforme o caso,
desde que comprove que a mercadoria foi entregue ao destinatário; ou
b) estornar o débito fiscal correspondente, relativo à saída, destacado no documento fiscal, no quadro "Crédito do Imposto - Estornos
de Débitos" do livro Registro de Apuração do ICMS.

( RICMS-BA/2012 , art. 302 )

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7.4 Escrituração Fiscal Digital (EFD)

Os contribuintes sujeitos à EFD, em vez da escrituração mencionada nos subitens anteriores, deverão efetuar os lançamentos de acordo com
o Ato Cotepe/ICMS nº 44/2018 e o Manual de Orientação e Escrituração Fiscal Digital - EFD ICMS IPI, previsto nesse Ato, instituído pela
Nota Técnica 2018.001.

Os contribuintes substitutos deverão escriturar o correspondente documento fiscal:


a) nos registros próprios (C100 e C190), os dados relativos à sua própria operação;
b) no registro C195, vinculado ao registro mencionado na letra "a", os valores do imposto retido e da respectiva base de
cálculo.

Os valores relativos ao imposto retido serão totalizados no último dia do período de apuração, para lançamento a débito no registro E210.

Por outro lado, em relação às operações com produtos recebidos com imposto retido, os contribuintes substituídos deverão escriturar no
registro C100 (entradas) da EFD o documento fiscal das entradas e das saídas, sem crédito e sem débito do imposto.

O valor do imposto retido ou da parcela do imposto retido, indicado no documento fiscal de aquisição, deverá ser informado no registro C195
e C197 da EFD.

(Ato Cotepe-ICMS nº 44/2018 ; RICMS-BA/2012 , art. 247 , 248 e 249 )

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8. Crédito no caso de perda, extravio, desaparecimento, inutilização, sinistro ou quebra anormal de mercadorias

Na hipótese de perda, extravio, desaparecimento, inutilização, sinistro ou quebra anormal de mercadorias recebidas com ICMS pago por
antecipação, quando devidamente comprovadas tais ocorrências, sendo impossível a revenda das mercadorias, o contribuinte poderá utilizar
como crédito fiscal o valor do imposto pago antecipadamente, vedado, contudo, o crédito relativo ao ICMS da operação normal, devendo a
nota fiscal, emitida para esse fim, especificar as quantidades e espécies de mercadorias, seu valor e o imposto recuperado, bem como conter
observação acerca do motivo determinante desse procedimento.

Se não for possível a realização desse crédito, é assegurado ao contribuinte substituído o direito à restituição do valor do imposto pago por
força da substituição tributária, uma vez que o fato gerador presumido não se realizou.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 33 , § 4º; RICMS-BA/2012 , art. 293 )


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9. Crédito - Aquisições de estabelecimento substituído

Nas saídas, para este Estado, de mercadorias que já tiverem sido objeto de antecipação ou substituição tributária, o documento fiscal poderá
conter o destaque do imposto, para aproveitamento como crédito fiscal pelo destinatário, nas hipóteses a seguir indicadas, não podendo o
destaque do imposto ter base de cálculo superior à adotada para apuração do tributo efetivamente antecipado, quando conhecida pelo
emitente do documento fiscal, ou valor superior ao preço de mercado das mercadorias, quando a base de cálculo do valor antecipado não for
por ele conhecida, observada, em qualquer caso, a alíquota aplicável, devendo o remetente estornar o débito correspondente, no final do
mês, no item "008 - Estornos de Débitos" do Registro de Apuração do ICMS:
a) mercadorias destinadas a outro estabelecimento para emprego como matéria prima, produto intermediário ou material de embalagem
na industrialização de produtos tributados, bem como para aplicação ou emprego na viabilização ou desempenho da atividade comercial,
da extração, da geração ou da prestação, sendo estas tributadas;
b) mercadorias destinadas a estabelecimento de produtor rural ou extrator inscrito no CAD-ICMS na condição normal, para utilização
como insumo;
c) mercadorias destinadas a fornecedores de refeições, restaurantes, cantinas, bares, hotéis, motéis, pousadas e similares, para
emprego no preparo de refeições ou de produtos alimentícios sujeitos a tributação;
d) mercadorias destinadas a supermercados, para emprego no preparo ou confecção de produtos sujeitos à tributação;
e) combustíveis, lubrificantes e outras mercadorias destinadas a empresas de transporte, para emprego em prestações de serviços
tributadas pelo ICMS, observada a ressalva constante no inciso III do caput do art. 270 do RICMS;
f) mercadorias ou serviços adquiridos por contribuinte para o Ativo Imobilizado.

Se o documento fiscal não for emitido nos termos do parágrafo anterior, poderá o destinatário utilizar o crédito, nas aquisições efetuadas
neste Estado, adotando os seguintes procedimentos:
a) emitir nota fiscal para este fim, tendo como natureza da operação "Recuperação de crédito";
b) indicar ou relacionar na nota fiscal o documento ou documentos de aquisição, e calcular sobre o valor total o crédito a ser utilizado,
pela alíquota vigente para as operações internas, não podendo o destaque do imposto ter base de cálculo superior ao preço de mercado
das mercadorias.

O contribuinte sujeito à EFD emitente da nota fiscal fará o lançamento de estorno no Registro E110.

( RICMS-BA/2012 , art. 292 , §§ 1º e 2º; Manual de Escrituração Digital)

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10. Operações subsequentes à substituição ou antecipação tributária

Ocorrido o pagamento do ICMS por substituição ou antecipação tributária, as operações internas subsequentes com as mesmas mercadorias
ficam desoneradas de tributação; por conseguinte, é vedada, salvo exceções expressas, a utilização do crédito fiscal pelo adquirente. Tal
vedação estende-se ao crédito relativo ao imposto incidente sobre os serviços de transporte das mercadorias objeto de antecipação ou de
substituição tributária.

O contribuinte substituído, na operação subsequente que realizar com mercadoria recebida com imposto retido ou antecipado, emitirá
documento fiscal, sem destaque do imposto, que conterá, além dos demais requisitos exigidos, a seguinte declaração, ainda que por meio de
carimbo: "ICMS pago por substituição tributária".

( RICMS-BA/2012 , arts. 290 e 292 , caput)

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11. Prazo de recolhimento

O recolhimento do imposto será feito, nos seguintes prazos:


a) até o dia 9 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador, em relação às operações próprias, pelos contribuintes sujeitos ao
regime de conta-corrente fiscal de apuração do imposto;
b) até o dia 15 do mês subsequente ao da ocorrência do fato gerador, em relação às operações de saída de mercadorias do
estabelecimento com substituição tributária;
c) antes da entrada, em território baiano, de mercadorias procedentes de outra Unidade da Federação ou do exterior, sujeitas à
antecipação tributária, se o contribuinte não se enquadrar na letra "d", a seguir;
d) até o dia 25 do mês subsequente ao da emissão do MDF-e, vinculado ao documento fiscal, desde que preencha cumulativamente os
requisitos indicados a seguir, nas hipóteses de que tratam as alíneas "a", "b" e "c" e o item 2 da alínea "g" do inciso III do caput do art.
332, exceto em relação às operações de importação de combustíveis derivados de petróleo e as operações com açúcar, farinha de trigo,
mistura de farinha de trigo, trigo em grãos, charque, jerked beef, enchidos (embutidos) e produtos comestíveis resultantes do abate de
aves e gado bovino, bufalino, suíno, caprino e ovino;
d.1) possua estabelecimento em atividade no Estado da Bahia, há mais de 6 meses, e já tenha adquirido mercadoria de outra
Unidade da Federação;
d.2) não possua débito inscrito em Dívida Ativa, a menos que a sua exigibilidade esteja suspensa;
d.3) esteja adimplente com o recolhimento do ICMS;
d.4) esteja em dia com as obrigações acessórias e atenda regularmente as intimações fiscais.

O titular da diretoria de administração tributária da região do domicílio fiscal do contribuinte poderá, com base em informações acerca do
investimento e da capacidade contributiva do contribuinte que assegurem o cumprimento da obrigação relativa à antecipação tributária,
dispensar o requisito previsto na letra "d.1", anterior.

( RICMS-BA/2012 , art. 332 , §§ 2º e 3º)

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12. Fiscalização do estabelecimento responsável pela retenção do imposto
A fiscalização do sujeito passivo por substituição tributária será exercida, conjunta ou isoladamente, pelas UF envolvidas nas operações,
condicionando-se a administração tributária da UF de destino ao credenciamento prévio na administração tributária de localização do
estabelecimento a ser fiscalizado.

O credenciamento prévio não será exigido quando a fiscalização for exercida sem a presença física da autoridade fiscal no local do
estabelecimento a ser fiscalizado.

(Convênio ICMS nº 142/2018 , cláusula vigésima nona)

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13. Consulta tributária

O contribuinte, a entidade representativa de classe de contribuintes ou os responsáveis têm o direito a efetuar consulta sobre a interpretação
e a aplicação da legislação tributária, em relação a fato determinado e de seu interesse.

A consulta conterá a descrição completa e exata da matéria objeto da dúvida, bem como, se for o caso, a informação da ocorrência de fatos
ou atos passíveis de gerar obrigação tributária principal, e será encaminhada via Internet.

É competente para responder à consulta a respeito da legislação tributária estadual o diretor de tributação da Secretaria da Fazenda.

( RPAF-BA/1999 , arts. 55 , 56 e 67 , I)

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14. Infrações e penalidades

O contribuinte estará sujeito, entre outras, às seguintes multas:


a) 60% do valor do imposto, quando não for recolhido por antecipação, nas hipóteses regulamentares;
b) 60% do valor do imposto, quando não for retido pelo sujeito passivo por substituição;
c) 150% do valor do imposto, quando for retido pelo sujeito passivo por substituição sem recolhimento
tempestivo.

(Lei nº 7.014/1996 , art. 42 , II, "d" e "e", e V, "a")

Legislação Referenciada

Ato Cotepe/ICMS nº 44/2018

Convênio ICMS nº 142/2018

RICMS-BA/2012

RPAF-BA/1999

Lei Complementar Federal nº 123/2006

Lei nº 7.014/1996

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