Manual 8288
Manual 8288
Vasconcelos
RESTAURANTE
RB 1º ano
UFCD 8288
Manual de Apoio
Re
Curso: Curso Profissional de Técnico de Restauração
Nome do Manual: Manual de Serviço de restaurante/bar – miseenplace e técnicas
de serviço
Disciplina: Restaurante
Data de elaboração: Janeiro 2009
Elaborado Por: José Martins
Verificado Por:
Director de Curso:
Formador: José Martins
ATENÇÃO:
Todos estes tempos são aproximados. A prática assim nos tem dado a experiência deste
conceito. O importante é deixar o cliente à sua vontade. Não se pode atropelar a sequência do
serviço, até porque ser rápido demais no atendimento pode ser uma deficiência. Por exemplo, o
cliente quer saborear o “couvert” e logo depois chega ao prato principal.
Receção do cliente
No momento em que o chefe de sala (Maître) recebe o cliente, o restaurante poderá encontrar-
se numa das seguintes situações:
Com bastante disponibilidade de lugares. Neste caso, o cliente tem todas as opções
para escolher uma mesa que seja do seu agrado;
Com pouca disponibilidade de lugares, tendo em vista a ocupação do restaurante.
Neste caso o chefe de sala verifica se há condições de acomodar os clientes,
consultando-os sempre sobre as opções disponíveis. Caso não existam condições, o
chefe de sala poderá oferecer como alternativa outras secções do hotel como “coffee-
shop”, grill, outro ponto de venda de comidas e bebidas ou eventualmente, tomar um
aperitivo no bar até ter uma mesa vaga.
Com nenhuma disponibilidade de lugar. O restaurante está totalmente ocupado. Nesta
situação o chefe de sala procede da mesma forma que o disposto no item anterior.
O chefe de sala (Maître) recebe o cliente à entrada do restaurante, fazendo uso das normas de
cortesia e etiqueta exigidas para tal. É desagradável ver um cliente “abandonado” à entrada do
restaurante. Cabe, pois, ao chefe de sala recebê-lo, podendo ele próprio conduzi-lo á mesa
escolhida, auxiliando-o a sentar-se. O impacto positivo causado no cliente nestes primeiros
instantes é fundamental para quebrar o gelo, isto é para deixá-lo à vontade. Neste sentido,
cabe ao chefe de sala:
Verificar se os clientes têm preferência por determinada mesa;
Encaminhar os clientes para o turno que estiver menos sobrecarregado;
Levar o cliente até á mesa, indo à frente do mesmo;
Sentar as senhoras voltadas para a sala, ou para vistas panorâmicas, mas nunca contra
a parede;
Auxiliar os clientes a instalarem-se à mesa.
Tirar o pedido
O chefe de sala ou o empregado de mesa solicita ao cliente, logo que este tenha tomado o seu
lugar à mesa, se deseja um aperitivo antes de fazer a escolha do prato. Em caso afirmativo, o
empregado de mesa traz o carro de bebidas para junto do cliente, oferecendo-lhe as diferentes
opções. Entretanto o empregado encarregue pela mesa providencia o “couvert”, geralmente
composto por pães diversos, manteiga, azeitonas, patés, etc. ou outras iguarias estimulantes do
apetite. Após ter-se adotado estes procedimentos iniciais, aperitivo e “couvert”, o responsável
pelo turno oferece a carta ao cliente pelo lado direito, obedecendo às regras de etiqueta, isto é,
primeiro às senhoras e depois aos cavalheiros. Após alguns momentos, o chefe de turno,
verificando que os clientes já fizeram a sua escolha, recolhe a carta e regista o pedido tanto de
bebidas como de comidas em comandas, separadamente, entregando-as ao empregado do
turno para dar sequência ao serviço.
Registar o pedido
A comanda é um talonário utilizado para anotar os pedidos de alimentos e bebidas solicitados
pelos clientes nos diversos pontos de venda de um hotel como: Restaurante, bar, piscina, etc.
Cada sector possui a sua própria comanda.
Como nada deve ser entregue sem comanda, cabe a cada empregado trazer sempre consigo os
quatro instrumentos básicos para o exercício do seu trabalho: bloco de comanda, esferográfica,
saca-rolhas e isqueiro.
O chefe de sala ou o chefe de turno deve iniciar anotando o prato de entrada e, após
(separadamente), o prato principal. Fica claro que o cliente “1” pediu como entrada canja e,
como prato principal frango à moda da casa; que o cliente “2” pediu como entrada creme de
aspargos e como prato principal bife com batatas fritas e que o cliente “3” pediu sopa
minestrone como entrada e frango grelhado como prato principal. Os números 1, 2, 3, indicam
a posição em que se encontram os clientes à mesa. Esses números geralmente seguem o
sentido dos ponteiros do relógio, a partir de um determinado ponto no restaurante. Como uma
das vias fica no “guéridon”, o empregado poderá localizar facilmente os pedidos feitos, sem
aborrecer os clientes estando a perguntar que quem como o quê. Evidente que não é
necessário escrever na comanda o que é entrada e o que é prato principal pois isso faz parte da
rotina de trabalho num restaurante.
Deve-se preencher a comanda em frente ao cliente e ouvir atentamente o pedido, evitando
assim repetições do pedido por parte do cliente. No final repetir para o cliente o pedido a fim de
evitar confusões quer para o cliente quer para a cozinha. Ao anotar o pedido fazer alguns
complementos como bem passado/ mal passado e escrever com letra legível.
Recolha do pedido
Ao recolher o pedido da cozinha, o empregado deve verificar se o mesmo corresponde a uma
das suas mesas. Se houver algum problema, deve-se devolver o pedido à cozinha e avisar o
cliente sobre uma possível demora.
Apresentação da conta
É o próprio cliente que pede a conta quando tiver terminado a refeição. Não cabe ao chefe de
sala ou ao empregado perguntar-lhe se a deseja. Seria uma falta de educação. A amabilidade e
a cortesia devem estar presentes em todos os momentos. Desde a entrada, até à saída do
cliente. A conta depois de pedida é apresentada discretamente ao cliente que a solicitou á sua
direita. Após o pagamento e caso o cliente deixe gratificação, esta deve permanecer na mesa
até á saída do cliente.
Saída do cliente
Terminada a refeição, no momento em que o cliente se prepara para sair, o chefe de turno ou
o chefe de sala deve ocupar-se do cliente, isto é, verificar se não ficou nada esquecido e
acompanhá-lo até á saída do restaurante, despedindo-se do mesmo e agradecendo a sua
presença. Com a saída do cliente, a brigada inicia novamente a mise-en-place para a próxima
entrada.
Fecho do restaurante
Ao concluir os turnos de atendimento ao público, a brigada de restaurante deve de executar as
seguintes tarefas:
Colocar todos os utensílios, ménages, pratos, talheres e outros objetos nos seus
devidos lugares (aparadores, armários, etc.);
Proceder à recolha da roupa suja, encaminhando-a para a lavandaria e trocando-a por
roupa limpa, nos respetivos horários;
Desligar as luzes e os aparelhos elétricos que foram utilizados.
Cozinha
Pastelaria
Cafetaria
Economato
Despensa
Cave do dia
Room service
Copa (secção de lavagem)
Rouparia/Lavandaria
Serviços técnicos
De entre estas secções podemos considerar as suas funções dentro da área do restaurante.
A selecção do equipamento dos sectores de produção, bem como o tipo e capacidades que
mais se adaptam às necessidades de uma operação, assim como o desenho e distribuição dos
circuitos para que tudo funcione perfeitamente, são factores extremamente importantes no
sucesso de uma operação de restaurante.
Os objectivos de um planeamento moderno dos sectores de produção devem ter em conta:
Cozinha
A cozinha é uma das secções que mais serviços prestam em abastecimento e apoio ao
restaurante. Nela são transformados inúmeros produtos em iguarias que depois vão ser
consumidas no restaurante.
Não basta que o pessoal seja competente e diligente, que apenas se utilizem bons artigos na
confecção dos alimentos, e que os métodos de preparação sejam os mais adequados. É
necessário, igualmente, que as instalações e o equipamento da cozinha proporcionem as
condições de trabalho que tornem possível a boa execução das tarefas e o integral
aproveitamento dos esforços, garantindo o rendimento capaz de fazer face ás exigências
normais e extraordinárias da exploração.
Daí a necessidade de se proceder ao estudo prévio, criterioso e competente, a que deverá
obedecer o planeamento da cozinha dos estabelecimentos hoteleiros.
Para isso, deverão considerar-se, entre outros, os seguintes factores:
Nestes termos, não seria possível criar um tipo único de cozinha que pudesse considerar-se
ajustado a todos os casos.
Logicamente o desdobramento das instalações da cozinha será tanto maior quanto for a
capacidade do estabelecimento e as exigências dos trabalhos da exploração.
Colocar à disposição do pessoal os materiais e utensílios necessários ao desempenho das
tarefas, constitui importante condição para uma conveniente independência no trabalho,
contribuindo, igualmente, para a eliminação de choques e conflitos entre os elementos da
brigada de cozinha. De fazer notar que este tipo de atitude e pensamento deverá ser aplicável a
outros sectores da hotelaria incluindo o da restauração.
RODA
Local de saída do serviço da cozinha para o respetivo ponto de venda (restaurante, room
service, banquetes, etc.). É constituído por uma bancada fria e uma bancada quente, aquecida
por meio de raios infra vermelhos, onde são colocadas, respetivamente, as confeções frias e
quentes.
Nesta zona deve encontrar-se um quadro com divisões numeradas que correspondem às mesas
existentes no restaurante, onde são colocados os comprovantes respeitantes aos pedidos dos
clientes.
É indispensável a presença do chefe neste local durante o período das refeições, na medida em
que é necessária a coordenação de todo o serviço de cozinha, a verificação da qualidade e
apresentação dos pratos e o controlo das porções servidas sendo tudo isto ao mesmo tempo
controlado e verificado pelo pessoal do restaurante que for levantar os pedidos.
Cafetaria
Embora a cafetaria esteja de certo modo ligada ao room service, também abastece várias
coisas ao restaurante, de um modo geral, são as bebidas quentes. É sem dúvida um dos
departamentos mais importantes do hotel. Nele são preparados os pequenos-almoços,
ressalvando-se o caso em que exista room service, ao qual cabe a incumbência, entre outras
atribuições, a preparação e distribuição dos pequenos-almoços.
À cafetaria compete preparar todo o tipo de infusões (café, chá, chocolate, etc.) cereais, ovos,
torradas, etc., necessárias ao serviço de pequenos-almoços.
Além disso, todo o tipo de pão torrado necessário para as refeições de almoço e jantar.
Room Service
A central do room service deverá situar-sa em local criteriosamente escolhido, perto da cozinha
e cafetaria do estabelecimento, dada a sua estreita ligação com estes sectores.
A sua actuação poderá limitar-se a assegurar o serviço de refeições ou pequenos consumos,
nos quartos dos hóspedes, ou competir-lhe, igualmente, a confecção dso pequenos almoços –
sobretudo no caso em que a central do room service se encontre distante da cafetaria.
A área ocupada pelas respectivas instalações deverá variar de acordo com a capacidade do
estabelecimento, a natureza dos trabalhos a desempenhar, a maior ou menor autonomia do
sector e as características do equipamento disponível.
A ligação telefónica dos quartos ao room service deverá fazer-se nas melhores condições
técnicas, sob pena de graves problemas funcionais, que importa evitar.
A instalação adoptada deverá permitir a ligação directa dos quartos ao room service – sem
passar pela central telefónica – tornando-se obrigatória a existência, neste local, de um número
variável de telefones, permanentemente assistidos por empregados, com conhecimento de
línguas estrangeiras, aos quais competirá receber os pedidos dos hóspedes, e a sua
transmissão ao pessoal do sector, para execução.
O desempenho eficiente dos trabalhos do room service obriga à existência de material
adequado, em qualidade e número, à natureza do serviço e exigências da exploração.
Por outro lado, a têndencia conhecida de grande número de clientes para se apropriarem de
algumas peças mais interessantes do faqueiro do estabelecimento, a pretexto de hipotéticas
colecções, aconselha a que se exerça apertada vigilância sobre este material.
A adopção no room service de material diferente do utilizado no restaurante oferece a
vantagem de evitar disputas entre o pessoal dos dois sectores, permitindo, ao mesmo tempo,
definir com maior rigor as responsabilidades decorrentes do seu extravio ou inutilização.
Uma das razões mais frequentes que decorrem da lentidão do room service é, sem dúvida, a
falta ou insuficiência de elevadores de serviço.
Com efeito, nos estabelecimentos em que não existem elevadores para uso exclusivo do
pessoal do room service, ou são em número insuficiente, o serviço de refeições, ou pequenos
consumos, nos quartos, é invariavelmente lento, exigindo, ainda um esforço extraordinário por
parte dos empregados. Álem disso, os choques e atritos do pessoal do room service com outros
utentes dos elevadores (em especial bagageiros) são, em tais casos, frequentes, constituindo
sério obstáculo à fluêncis dos trabalhos da exploração.
A fim de colmatar os inconvinientes apontados, deverão existir nos estabelecimentos hoteleiros
uma quantidade de elevadores, em número adequado às necessidades, para uso exclusivo do
pessoal do room service.
Copa ou (office) do restaurante
À instalação, ou zona, onde se procede à lavagem, limpeza e armazenamento do material do
serviço de mesa, dá-se o nome de copa.
O espaço destinado à copa deverá permitir a instalação racional de todo o equipamento
destinado a utilizar nas exigências do serviço, garantindo, ao mesmo tempo, a indispensável
liberdade de movimentos do pessoal.
A circunstância de a copa se situar, normalmente, junto aos circuitos de ligação entre a
cozinha e o restaurante não deverá impedir ou dificultar a circulação entre as duas zonas,
tornando-se indispensável evitar que o trânsito dos empregados de mesa interfira com os
movimentos do pessoal da copa.
Por outro lado, a necessidade de evitar a passagem de fumos e odores da cozinha para o
restaurante, aliada à conveniência de se ocultarem as instalações da cozinha das vistas dos
clientes, aconselham à criação de uma pequena antecâmara entre a copa e o restaurante.
A implantação racional da copa, relativamente às instalações da cozinha, constitui, sem dúvida,
fator decisivo para a fluência dos respetivos circuitos.
No planeamento das instalações da copa deverão ter-se em consideração as operações
vulgarmente realizadas neste local, ou seja:
Rouparia/Lavandaria
A rouparia/Lavandaria abastece diariamente, uma vez, em alguns casos duas, as roupas
necessárias para os serviços do restaurante e outros sectores do hotel como a cozinha,
andares, etc.
Como serviço de apoio, é vasto, em virtude de receber, lavar, engomar, armazenar e distribuir
uma larga quantidade e variedade de roupa para fornecer os mais diferentes sectores de um
hotel.
A rouparia tem como principal função fazer a troca das roupas sujas por lavadas e armazenar
as roupas prontas. A lavandaria tem como função lavar e engomar as roupas entregues pela
rouparia e devolvê-las à mesma depois de prontas para armazenar.
A troca de roupas de serviço deve ser feita em horários determinados com escala definida pela
governanta, tendo em conta as necessidades do hotel e dos seus serviços. O horário de troca
de roupas deve estar afixado nas dependências dos sectores, bem como na rouparia, devendo
ser integralmente cumprido.
No momento de trocar a roupa suja pela roupa lavada o responsável pela troca deve apresentar
a lista (rol) de roupa suja correspondente.
A chefe de rouparia ou a pessoa responsável por ela indicada, deve fazer a contagem da roupa
apresentada e verificar se confere com o rol.
Após a contagem e verificação, a roupa deve ser entregue troca por troca, na mesma
quantidade.
Não deve ser permitida a entrega de roupas que não constem do rol, sob qualquer pretexto.
Se eventualmente a rouparia não tiver a totalidade da roupa para entregar, pode emitir um vale
provisório a devolver contra a entrega da roupa em falta, no menor tempo possível.
No caso de qualquer secção necessitar de roupas para alem do seu stock normal, por curto
período e para fazer face a qualquer serviço extraordinário, pode fazer um vale provisório,
assinado pelo chefe do departamento, devendo, porém, a roupa ser devolvida logo que cessem
as razões da sua utilização.
A roupa em serviço nas secções deve constar de inventário, pelo qual são responsáveis os
chefes das secções.
Cave do dia
Esta secção dá o seu apoio ao restaurante e está sob a orientação do chefe de mesa ou da
pessoa por ele indicada.
Nesta secção encontra-se um stock fixo de todas as bebidas que constam na carta dos vinhos,
incluindo bebidas espirituosas, águas, refrigerantes e cervejas, sendo o seu stock diariamente
reposto mediante requisição interna ao economato, acompanhado do vasilhame. Este deve ser
entregue devidamente arrumado nas respetivas grades.
A cave do dia deve situar-se em local próximo do restaurante – de preferência junto da copa,
ou qualquer outra zona de serviço.
A quantidade de bebidas guardadas na cave do dia, varia segundo a categoria, dimensão e
volume do serviço de refeições do restaurante.
O espaço ocupado pela cave do dia, deverá permitir a arrumação criteriosa de todas as
bebidas, de forma a facilitar a sua busca em horas de serviço, e permitir o fácil controlo das
respetivas existências, no fim das refeições.
Além de um número adequado de prateleiras, a cave do dia deverá incluir obrigatoriamente
armários frigoríficos, de capacidade adequada, destinados às bebidas que, pela sua natureza,
devem ser servidas fresca
Todos os empregados de mesa têm livre acesso à cave do dia, devendo levantar cada garrafa,
ou garrafas, mediante o registo da respetiva venda.
A cave do dia deverá poder fechar-se, fora das horas do seu funcionamento, de forma a evitar
furtos ou outros abusos.
Economato
São as instalações onde são armazenados os géneros, mercadorias e outros artigos necessários
ao serviço de refeições e bebidas do estabelecimento.
No economato encontra o restaurante um valioso polo de abastecimento, quer direta, quer
indiretamente, dos mais variados produtos que nele diariamente são consumidos.
Localizado, normalmente, na cave do edifício, o economato deverá situar-se junto do local de
receção de mercadorias e, sempre que possível, perto da cozinha principal do estabelecimento.
De dimensões variáveis, consoante a capacidade e exigências de consumo do estabelecimento,
as instalações e equipamento do economato dependem, ainda, da maior ou menor facilidade de
reaprovisionamento no mercado.
Com efeito, quanto maiores forem as dificuldades na obtenção das mercadorias, tanto mais
importantes e complexos serão os locais e equipamentos do economato, dada a necessidade de
proceder à compra e armazenamento de maiores quantidades de provisões.
Despensa
Considera-se despensa o local onde se procede ao armazenamento dos artigos, géneros e
mercearias utilizadas no serviço de refeições, até à sua requisição pelas secções de consumo.
As mercadorias deverão ser colocadas, em prateleiras ou armários, quer nas paredes ou
distribuídos pela superfície, ou ainda em câmaras frigorificas de refrigeração ou congelação, no
caso de artigos de mais fácil deterioração.
Nas secções de produção existem as zonas de armazenagem que se dividem em duas zonas:
Serviços técnicos
O apoio dado por estes serviços ao restaurante vai desde a rede de frio, de aquecimento, de
instalação elétrica e de canalização aos móveis e utensílios.
Os problemas de manutenção poderão ser minimizados se todos estiverem conscientes de que,
ao detetarem um problema, devem fazer uma comunicação do mesmo aos serviços técnicos.
Cada um pode e deve agir como “informador” num esforço de equipa, concentrando-se em
reduzir os problemas de manutenção.
Os defeitos e problemas devem ser detetados e comunicados aos responsáveis pela sua solução
antes de o cliente tomar conhecimento deles. Todos podem ajudar a evitar que problemas
simples e de fácil solução se transformarem em problemas maiores e com maior custo para
serem resolvidos.
Um parafuso solto ou em falta, um tampo de mesa oscilante, uma cadeira com defeito são
coisas simples que se resolvem rapidamente. Mas, se não forem comunicados, estes problemas
podem crescer e tornar-se graves, podendo até originar acidentes.
Serviço à francesa
É aquele em que o empregado recolhe o serviço
na cozinha (travessas com iguarias e pratos);
verifica se o mesmo está de acordo com o pedido
e transporta-o para a sala.
Há necessidade de uma
segunda ou mais passagens
para repetição
Em alguns casos, os convivas
não se sentem à vontade a
servirem-se
Serviço à inglesa- direto
Os procedimentos até ao transporte das travessas com iguarias
e dos pratos para a sala do Restaurante são semelhantes ao
método anterior.
Para isso, o empregado utilizará o talher de serviço, mas desta vez com a colher na mão direita
e o garfo na mão esquerda.
Serviço à russa
Este tipo de serviço está praticamente retirado da prática pela sua morosidade.
RECEPÇÃO DE MATÉRIAS-PRIMAS
Todo o género alimentício não conforme deve ser rejeitado
Na receção de matérias-primas devem ser controlados os seguintes parâmetros:
ARMAZENAGEM
A armazenagem dos géneros alimentícios deve ser feita o mais rápido possível aquando da sua
receção. Antes do armazenamento todos os produtos devem ser retirados das suas embalagens
exteriores, tendo o cuidado de manter a integridade do rótulo ou etiqueta de identificação
ARMAZENAGEM NO ECONOMATO
As “despensas” devem ser um local seco, bem arejado, limpo e organizado.
Os alimentos devem ser arrumados por categorias, e de maneira a que os primeiros a entrar
sejam os primeiros a sair, sempre tendo em conta o prazo de validade.
Os alimentos devem ser arrumados por categorias, e de maneira a que os primeiros a entrar
sejam os primeiros a sair, sempre tendo em conta o prazo de validade.
As prateleiras devem ser de material resistente, não tóxico, lavável e facilmente desinfetável.
Devem-se encontrar afastadas da parede e pavimento, com uma distância mínima de 20cm.
NÃO ESQUECER
Mesmo quando ensacados, NUNCA colocar produtos alimentares em contacto
direto com o chão!
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Alguns cuidados:
. Todos os produtos devem manter o rótulo ou a etiqueta de origem voltada para a frente;
. Os produtos alimentares líquidos e aquosos, farinhas, açúcar, sal, devem ser arrumados nas
prateleiras inferiores, de modo a evitar que derramem sobre outros produtos;
. Os produtos considerados não conformes devem ser corretamente identificados como tal –
“impróprio para consumo” e mantidos isolados dos restantes;
. As substâncias perigosas ou não comestíveis, devem ser acompanhadas de uma indicação
adequada e armazenadas em recipientes ou contentores separados e fechados de forma
segura.
O primeiro produto a entrar no frigorífico/ arca é o primeiro a sair!
LEMBRE-SE:
Os produtos de limpeza e substâncias perigosas podem estar armazenados na despensa desde
que devidamente separados dos produtos alimentares, por exemplo em armários reservados e
identificados.
ARMAZENAGEM NO FRIO
Os produtos de limpeza e substâncias perigosas podem estar armazenados na despensa desde que
devidamente separados dos produtos alimentares, por exemplo em armários reservados e identificados.
LEMBRE-SE QUE:
Todos os produtos devem estar devidamente acondicionados, em recipientes ou sacos
transparentes próprios para produtos alimentares, sem contacto direto com o ar e munidos de
etiquetas com a data de entrada de cada produto na câmara e com o respetivo rótulo
(devidamente isolado no caso de recorte de cartão).
CÂMARA DE REFRIGERAÇÃO
Os alimentos crus refrigerados devem ser mantidos a temperaturas entre . 1 e 4ºC
A arrumação dos alimentos no frigorífico deve ser feita por grupos de modo a minimizar os
perigos de contaminação cruzada e a transmissão e absorção de cheiros.
O frigorífico não deve estar completamente cheio para permitir que o ar circule e arrefeça ou
mantenha frios os alimentos.
CÂMARA DE CONGELAÇÃO
Os alimentos congelados devem ser conservados a uma temperatura igual ou inferior a-18ºC
(e.g. -19ºC, -22ºC).
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Os aparelhos de conservação de congelados servem, APENAS, para
manter os produtos adquiridos já neste estado.
A congelação de produtos frescos só é permitida se for feita em
EQUIPAMENTO ADEQUADO!!!
PREPARAÇÃO, CONFECÇÃO E
DISTRIBUIÇÃO
PREPARAÇÃO
A preparação dos diferentes tipos de alimentos (carne, peixe e vegetais), e de alimentos em
diferentes fases de processo (crus, confecionados), deve ser efetuada em zonas perfeitamente
distintas e facilmente identificáveis.
Caso as cozinhas não tenham condições para a existência dessas zonas distintas, poder-se-á
utilizar a mesma zona para a preparação dos diferentes alimentos, desde que em tempos
diferentes e após uma limpeza e desinfeção adequadas.
NÃO ESQUECER
Os alimentos que não são confecionados de imediato NÃO podem ficar “ESQUECIDOS” nas
bancadas!
Durante a preparação deve seguir-se o sistema de Marcha em Frente, sem cruzamentos nem
retrocessos.
CONFECÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Os alimentos de natureza animal devem ser confecionados de modo que o centro do alimento
atinja uma temperatura mínima de 75ºC.
Os alimentos a servir quentes devem ser mantidos no calor a temperaturas superiores a 65ºC,
até ao momento da distribuição.
Os alimentos a servir frios devem ser mantidos em câmara de refrigeração, entre 0 e 4ºC
.
ALIMENTOS “MAL PASSADOS” DEVEM SER EVITADOS!
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Após a confeção, os alimentos que não são consumidos de imediato, devem ser refrigerados
o mais rapidamente possível. A temperatura deve descer dos 65ºC até aos 5ºC num período
máximo de 2 horas, através de equipamento certificado para o efeito.
As temperaturas de confeção, de manutenção e de arrefecimento dos alimentos devem ser
regularmente controladas e registadas, tendo sempre o cuidado de desinfetar o termómetro
antes deste ser introduzido no alimento.
No aquecimento de alimentos pré-confecionados o interior do alimento (centro térmico) deve
atingir
uma temperatura de 75ºC no período máximo de 1 hora após ter sido retirado da refrigeração.
NÃO ESQUECER
NUNCA deixar os alimentos já confecionados junto dos alimentos crus!
DESCONGELAÇÃO
A descongelação deve ser feita à temperatura de refrigeração (0ºC
- 4ºC), no mínimo tempo possível, quer por razões de ordem higiosanitárias,
quer por razões nutritivas.