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ÉTICA SEGUNDO IMMANUEL KANT

Ronaldo Luiz de Abreu 1 (Ceunsp)

RESUMO Trata o presente trabalho da ética kantiana, cuja base para a razão moral tem como fundamento a capacidade racional do ser humano, baseada num dever- ser. Também faz-se uma alusão aos Imperativos Categórico e Hipotético. Chegaremos ao ponto onde Kant afirma que uma lei deve ser aplicada a todos em igualdade, pois se é dado a um individuo praticar determinados atos, estes atos deverão ser igualados a todos os indivíduos. Palavras-Chave: ética – imperativos.

Introdução

.

Immanuel Kant nasceu em 22 de abril de 1727 na cidade de Künigsberg,

antigo império da Prússia e morreu em 1804. É considerado um dos mais influentes filósofos

da modernidade, sua idéias foram inspiradas em outros filósofos, como Hegel e Max, seus

ensinamentos influenciaram o Direito Internacional, a Pedagogia e a Sociologia.

A filosofia moral de Kant afirma que a base para toda razão moral é a

capacidade do homem de agir racionalmente. O fundamento para esta lei de Kant é a crença

de que uma pessoa deve comportar-se de forma igual a que ela esperaria que outra pessoa se

comportasse na mesma situação, tornando assim seu próprio comportamento uma lei

universal.

Kant em seu sistema ético descrito em seu trabalho “Metafísica da Ética”

(1797) fundamentou que, em uma crença de que a razão é a autoridade final para a

moralidade, ele acreditava que as ações de qualquer tipo precisam partir de um sentido de

dever ditado pela razão, e nenhuma ação realizada pó interesse ou pó obediência a lei ou

costumes pode ser considerada moral. Para Kant somente as ações realizadas “por dever” são

susceptíveis de valoração moral.

Também afirmou que nenhuma ação baseada apenas na obediência da lei deve

ser considerada como moral. A história comprovou esse conceito. Por exemplo: durante a

Segunda Guerra Mundial, as pessoas que obedeciam à lei nazista e seguiram as leis nazi-

1 O autor é discente do 10º semestre do Curso de Direito do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – CEUNSP.

fascistas não agiram humana e eticamente. Matar e torturar seres humanos inocentes nunca são atos morais, mesmo que a lei de um país permita ou até encoraje isso.

Imperativo Categórico e Imperativo Hipotético

Kant descreveu classes de mandamentos dados pela razão. E descreveu que todo ato, no momento de iniciar-se aparece à consciência moral sob duas classes de mandamentos que ele chama de “imperativos hipotéticos” e “imperativos categóricos” e distingue esses conceitos como:

“Imperativo Hipotético” – são sempre subordinados a uma condição, ou seja, enunciam um mandamento subordinado a determinadas condições que deve ser seguido para obter um resultado, como exemplo, “Se querer sarar, toma remédio”. “Imperativo Categórico” – por sua vez é desvinculada de qualquer condições e que foi colocado por Kant como “ Age de tal maneira que o motivo que te levou a agir possa se convertido em lei universal”

Na formulação do imperativo categórico, fundamentou a ética e moral humana, que implica no dever de atuar somente quando nossa máxima pode ser convertida em lei universal. Imperativo porque constituem um dever de atuação, categórico porque é

incondicional, não subordinado a nenhum fim. Responde portanto a formulação “dever fazer A”, sem atender as conseqüências que por ventura possam ocorrer. A esses imperativos categóricos próprios da moral, contrapõem os imperativos hipotéticos condicionados aos imperativos de ordem para lograr um interesse ( prazer, reconhecimento, recompensa,

utilidade

),

sua formulação é “se queres B, faça A”

Nesse contexto, qualificou os juízos morais como ações que não correspondem nem ao bem nem ao mal, ou mesmo alquilo que o homem faz efetivamente, mas estritamente aquilo que quer fazer. Esta postulação com respeito aos juízos morais, conduz a conclusão de que a única coisa que verdadeiramente pode ser boa ou má é a vontade humana

Um exemplo disso:

Motoristas podem estacionar seus veículos em fila dupla apenas em casos de emergência (por exemplo, com o propósito de resgatar uma pessoa). De acordo com a

filosofia moral de Kant, essa lei deve-se aplicar a toda e qualquer pessoa que se encontre nessa mesma situação. Isto significa que ninguém pode estacionar em fila dupla por motivo de preguiça ou porque não encontrou uma vaga livre. Pois se todas as pessoas estacionassem em fila dupla, e isso se tornasse uma lei universal, o trânsito ficaria confuso e a cidade viraria um caos.

Portanto, só é permitido estacionar em fila dupla em casos de emergência. As exceções a essa regra – os casos de emergência – ocorreriam em situações nas quais todas as pessoas estacionariam em fila dupla e/ou considerariam justificável o fato de outros terem feito isso.

A situação descrita acima exemplifica a lei moral de Kant que afirma que uma

pessoa deve agir numa situação da mesma forma que espera que todas as outras pessoas ajam.

Conclusão

A lei moral de Kant é baseada na idéia de que os seres humanos são racionais e

independentes. Em sua obra, Metafísicas da Ética (1797), Kant propõe que a razão humana é

a base da moralidade. Segundo Kant, toda ação deve ser tomada com um senso de responsabilidade ditado pela razão.

BIBLIOGRAFIA

KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. Trad. por Manuela P. dos Santos & Alexandre F. Morujão. Lisboa: Fundação Kalouste Gulbenkian, 1989

COBRA, Rubem Q. - Immanuel Kant. Disponível em : www.cobra.pages.nom.br, Internet, Brasília, 1997. Acesso: 25 Set 2006.