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TÉCNICO DE GERIATRIA

TOMAR
CONTEXTOS DE PRESTAÇÃO DE CUIDADOS AO IDOSO-
DOMICÍLIO, RESIDÊNCIAS AUTÓNOMAS E CENTROS DE
DIA
89002 – 25HORAS
OBJETIVOS:
• Identificar os principais objetivos, estratégias e técnicas de
intervenção no apoio domiciliário, nos centros de dia e nas
residências autónomas.
• Aplicar estratégias e técnicas de intervenção no apoio
domiciliário, nos centros de dia e nas residências autónomas.
• Reconhecer quem são os prestadores de cuidados dos idosos
e o seu papel.
• Diferenciar a resposta social formal, da resposta social
informal.
APOIO DOMICILIÁRIO
• Adquirir competências e atitudes teórico-práticas para o
exercício da profissão como auxiliar de apoio ao domicílio;
- Compreender o atual quadro de envelhecimento da
sociedade portuguesa atual;
- Realizar atividades de higiene, mobilização, alimentação,
animação e ocupação do idoso ou pessoa acamada; 
- Zelar pelo bem-estar geral do idoso e pessoa acamada,
garantindo o cumprimento das prescrições médicas.
• O apoio domiciliário representa uma mais-valia no
cuidar de uma pessoa idosa. Para o receber, o idoso não
precisa de sair do conforto do seu lar, o que por si só
constitui uma excelente alternativa aos lares de idade. O
apoio ao domicílio possibilita o acompanhamento e o
auxílio das tarefas do dia-a-dia de um idoso, desde a sua
higiene pessoal, à limpeza da casa, apoio psicológico, e
até a sua alimentação.
CONTINUAÇÃO
• O apoio domiciliário é a ajuda prestada por parte de outrem a uma pessoa com
dificuldades em realizar as suas tarefas e necessidades. O apoio ao domicílio pode
ser prestado por instituições particulares de solidariedade social (IPSS), que são
incentivadas pelo governo, e/ou outras entidades privadas. 
As IPSS podem ser de natureza associativa, como a Santa Casa da Misericórdia ou
de natureza fundacional, como por exemplo a Fundação Abreu Callado. Todas elas
têm como finalidade última o apoio nas diversas situações de instabilidade,
exclusão ou carência humana. Por exemplo, 
um idoso debilitado, por mais difícil que seja em admiti-lo, é uma das pessoas que
mais precisa do auxílio dos outros. A sua fragilidade requer cuidados constantes e
especiais, especialmente ao nível da saúde, alimentação e higiene pessoal. Ir
sozinho à casa de banho pode revelar-se uma grande dificuldade, assim como 
alimentar-se corretamente ou tomar a medicação adequada. 
Nesse sentido, o apoio domiciliário é usualmente uma boa alternativa para quem
não tem posses para cuidar de um idoso a tempo inteiro, ou para quem deseja que a
pessoa seja cuidada em casa. O apoio domiciliário é, sem dúvida, uma resposta de
qualidade às necessidades de todos os idosos e faz com que estes gozem de uma
maior qualidade de vida, no conforto do próprio lar.
•Para cuidar de uma pessoa idosa existem vários apoios domiciliários que podem ser disponibilizados.
Destacam-se os seguintes:
•Apoio a Idosos e Dependentes: O Apoio a Idosos e Dependentes é uma ação social desenvolvida pela 
Cruz Vermelha Portuguesa. Tem como objetivo prestar os cuidados essenciais no domicílio de uma pessoa
idosa e fá-lo pela disponibilização de transporte adaptado para pessoas com dificuldade de mobilidade e
pelos préstimos de ajudas técnicas que ajudam um idoso na prossecução diária das suas tarefas;
•O serviço de Telealarme: Este serviço faz parte do Programa de Apoio Integrado a Idosos e funciona através
de um protocolo desenvolvido entre a Segurança Social, o Ministério da Saúde, a Cruz Vermelha e a PT
Comunicações. Tem como objetivo o auxílio de todas as pessoas idosas que se encontram numa situação de
dependência física, psicológica ou social. No próprio domicílio é instalado um telefone especial com um
botão de alarme integrado e em caso de alguma dificuldade ou necessidade o idoso tem apenas de
pressionar o botão para entrar em diálogo com a operadora, que, imediatamente, solicita o apoio mais
adequado. O Telealarme é assim uma resposta social assente num sistema inovador de telecomunicações.
•O Serviço de Apoio Domiciliário (SAD): É uma forma de prestar cuidados personalizados e
individualizados a pessoas que, por motivos de doença, deficiência ou outro impedimento, não conseguem
assegurar de forma temporária ou permanente, a satisfação das suas necessidades básicas do dia-a-dia. O
SAD é institucionalizado pela Segurança Social e pode ser desenvolvido a partir de uma estrutura criada
com essa finalidade ou a partir de uma estrutura já existente - lar, centro de dia ou outra. É uma reposta
social que resulta num apoio contínuo nas 24 horas do dia e em casos de emergência. Este serviço encontra-
se disponível para adesão em todo o país e trata-se de uma rede de serviços organizada que trabalha em
parceria com os serviços locais de saúde e autarquia. Para aderir, pode fazê-lo no centro de saúde local ou
através da junta de freguesia;
•O Apoio Domiciliário Integrado (ADI): É um serviço existente em algumas estruturas da Cruz
Vermelha Portuguesa e tem como objetivo a prestação de apoio social e de saúde ao domicílio. Assegura
a prestação de cuidados de enfermagem e oferece a avaliação médica em casos de natureza preventiva e
curativa. É um serviço fundamental para idosos muito debilitados que não têm grande capacidade de
mobilidade;
•As Unidades de Apoio Integrado: As Unidades de Apoio Integrado (UAI) inserem-se no âmbito dos
Cuidados Continuados por parte do Governo e são dirigidas a todos os idosos acamados que têm
problemas crónicos de saúde. Têm como objetivo prestar os cuidados temporários, globais e integrados
às pessoas que, por motivos de dependência não se conseguem apoiar em pé no seu domicílio. As UAI
dirigem-se à casa dos idosos e, no próprio local, dão a assistência necessária a todos os que não carecem
de cuidados clínicos em internamento hospitalar. As UAI encontram-se em todo o país e destinam-se a
todas as pessoas com necessidade de cuidados de saúde continuados e de apoio social, qualquer que seja
a sua idade e origem. Para beneficiarem deste apoio podem fazê-lo no centro de segurança social da sua
área; 
•Linha do Cidadão Idoso (800 203 531): Esta é uma linha de apoio gratuita para todos os idosos. Dá
informações sobre os direitos e benefícios em áreas como a saúde, segurança social, habitação,
equipamentos e serviços e tempos livres. Encontra-se em funcionamento aos dias úteis das 9h00 às
17h00. Fora deste horário, a pessoa pode deixar as suas dúvidas e contacto num atendedor de chamadas,
que depois, será contactada de volta.
•Estes são os principais apoios domiciliários públicos que auxiliam o cuidar de uma pessoa idosa. Se os
considerar insuficientes, uma vez que tomar conta de um idoso é uma tarefa a realizar a tempo inteiro,
ocupando na maioria dos casos 24 horas, pode sempre optar pelo setor privado que, apesar de ter os
preços mais elevados, também dispõe de serviços de grande qualidade de apoio domiciliário.
8 DICAS PARA CUIDAR DE UMA
PESSOA DEPRIMIDA

• A depressão é uma das doenças mais recorrentes do


século XXI, afetando homens e mulheres de todas as
idades. Quem sofre de depressão parece ter estagnado,
não encontra forças para enfrentar o quotidiano e chega a
pensar que a vida não tem qualquer significado. Lidar
com uma pessoa deprimida não é fácil, mas também não
é impossível.
COMPREENDER A DOENÇA
• A depressão é uma doença como qualquer outra e a melhor
forma de lidar com uma pessoa deprimida é saber exatamente
quais os efeitos que a depressão causa no doente, o que este
sente e qual a melhor forma de lidar com tudo isso. Ler muito
sobre o assunto, acompanhar a pessoa deprimida ao médico, 
participar em comunidades reais ou virtuais são as principais
formas de compreender a depressão e saber dar resposta às
angústias e necessidades da pessoa deprimida. Não saber o que
é uma depressão e de que forma se manifesta, dificulta a
compreensão dos comportamentos da pessoa deprimida.
APOIO EMOCIONAL
• A depressão não é uma doença que passa de um
momento para o outro, ou seja, demora tempo a passar –
meses e, em alguns casos, até anos. Durante esse tempo,
aquilo que a pessoa deprimida mais necessita – para
além do acompanhamento médico – é o apoio emocional
de quem a rodeia. Compreensão, paciência e carinho são
os fatores chaves para quem está a cuidar de uma pessoa
deprimida. Mostre empatia, seja um bom ouvinte, dê
muitos abraços e, quando na dúvida sobre o que fazer ou
dizer, pergunte sempre: “como posso ajudar?”.
SABER DISTINGUIR A PESSOA
DA DOENÇA
• É muito difícil lidar com e ajudar uma pessoa deprimida,
principalmente quando ela expressa emoções tão
intensas como a tristeza, pessimismo, raiva e frustração. 
Faça os possíveis para se lembrar que é a doença que est
á a falar e não a pessoa.
 Evite tentar convencer a pessoa deprimida que aquilo
que sente não é real e que ela pode simplesmente
“animar-se” para que isso passe. Em vez de dar
conselhos e sugestões, mantenha-se neutro, ouça e
ofereça-se para ajudar naquilo que for preciso.
DELINEAR UM PLANO
• Ninguém pode ficar sentado em casa à espera que uma depressão
passe por si só ou que os medicamentos façam o seu efeito de um
dia para o outro – se assim for, ela nunca desaparecerá. É preciso
delinear um plano de ação em conjunto com a pessoa deprimida: é
preciso saber quais são as coisas que parecem piorar a depressão e
evitá-las, mas também perceber quais as atividades que dão um
novo alento à pessoa deprimida e repeti-las. Outros cuidados
básicos que podem melhorar a qualidade de vida de uma pessoa
deprimida passam pela 
toma adequada e atempada dos medicamentos, fazer uma dieta
alimentar saudável, dormir o suficiente, praticar exercício físico,
participar numa terapia individual ou de grupo e ter algum tipo de
agenda social. A depressão não precisa de ser uma doença
incapacitante e é preciso vencê-la, um passo de cada vez.
TEMPO DE QUALIDADE
JUNTOS
• É crucial que a depressão não domine a vida da pessoa
deprimida e nem a daquelas que diariamente convivem com
essa pessoa. Quais são as coisas que normalmente fazem
juntos? Façam-nas! Quantas mais vezes, melhor. A diversão
é um dos melhores remédios para a depressão. Num estado
de depressão é extremamente importante manter uma vida
o mais normal e otimista possível. Normal é bom – não
deixe que a pessoa deprimida coloque a sua vida
em standby por causa da depressão.
TAREFAS DIÁRIAS
• Para uma pessoa deprimida, até os gestos e rotinas mais
mundanas do dia-a-dia se tornam um enorme suplício –
tudo custa, tudo é demais, tudo é fonte de stress e não
apetece fazer nada. Uma das formas mais simples de
apoiar uma pessoa deprimida é ajudá-la com as suas
pequenas tarefas diárias: pode ser algo tão simples como ir
buscar os miúdos à escola, ajudá-lo a fazer o jantar, na
limpeza da casa ou fazer as compras de supermercado.
Ficará surpreendido com o efeito positivo que este tipo de
ação terá numa pessoa deprimida, que se sentirá
imediatamente mais aliviada.
SAIR DE CASA
• Uma pessoa deprimida tem uma enorme tendência para se
desligar do mundo e fechar-se em casa, o que só dificulta
ainda mais a situação. Quanto mais tempo a pessoa
deprimida se isolar, mais difícil será ela voltar ao “mundo
real”. Só o facto de estar ao ar livre e a apanhar sol já é
extremamente benéfico para uma pessoa deprimida, mas
pode ainda juntar a isso uma pequena caminhada, uma
tarde de jardinagem, um almoço fora ou uma sessão de
cinema com um grupo de amigos mais íntimos. Pode
custar inicialmente, mas este tipo de atividades são uma
lufada de ar fresco para a pessoa deprimida.
CUIDAR DE SI
• Quem cuida de uma pessoa que está doente, também preci
sa de se cuidar
, caso contrário pode facilmente ficar fisicamente exausto,
emocionalmente desgastado e com elevados índices de
ansiedade e stress. É crucial que quem cuida de uma
pessoa deprimida não concentre cada minuto do seu dia
nessa pessoa, no seu estado e nos seus problemas – é
necessário que continue a fazer a sua vida normal, sem
descurar os momentos de lazer, sem sentimentos de culpa.
Se sentir que já não consegue mais ou que precisa de uma
pausa, peça apoio a um familiar ou amigo e descanse
durante uns dias. Se não estiver em plena forma, não será
grande ajuda para a pessoa deprimida.
CUIDADOS A TER COM UMA
PESSOA ACAMADA

• Para minimizar o desconforto e a vergonha que as


pessoas acamadas muitas vezes sentem, existem
cuidados básicos a seguir, principalmente no que toca
aos posicionamentos, à alimentação, à higiene e à saúde,
para que o doente possa sentir-se sempre confortável e
seguro.
CONTINUAÇÃO

• Para quem passa longos períodos de tempo numa cama,


convém que esta esteja sempre limpa e cómoda. Utilize
lençóis 100% algodão – evita a transpiração do doente e
podem ser lavados a altas temperaturas, o que é
importante se a pessoa tiver uma doença infecciosa ou se
sofre de incontinência. No Verão, coloque uma manta de
algodão leve e, no Inverno, um cobertor de lã mais
pesado.
CONTINUAÇÃO

• Se necessário, mude diariamente os lençóis da cama. Se


não, mantenha-os sempre bem esticados e livres de
migalhas ou outros vestígios de comida. Os lençóis
enrugados são desconfortáveis, podem restringir a
circulação e contribuir para a formação de feridas.
CONTINUAÇÃO
• O utente deve sair da cama para que esta possa ser mudada, permitindo-lhe
também realizar algum exercício e distrair-se. Caso não seja possível, mudar
os lençóis requererá alguma destreza: Retire a almofada e o lençol de cima;
• Com uma mão no braço ou ombro e outra na perna dobrada, rode o doente
para o bordo da cama, puxando-o na sua direcção;
• Certifique-se que o doente está seguro e numa posição fixa;
• Retire o lençol de baixo e liberte-o até às costas do doente;
• De seguida, coloque o lençol limpo, aproximando-o das costas do doente;
• Agora, desloque o doente para o outro lado da cama, utilizando a mesma
técnica;
• Retire o lençol sujo e estique o lençol de baixo completamente;
• Mude a fronha da almofada;
• Posicione o doente novamente e certifique-se que está confortável;
• Termine com o lençol de cima e a manta ou cobertor.
CONTINUAÇÃO
• Para o doente poder comer, ver televisão, ler ou receber visitas,
será necessário sentá-lo na cama, o que pode ser feito por uma ou
duas pessoas. Se o fizer sozinho, peça ao doente para dobrar as
pernas, agarrando-o com um braço por baixo destas e outro por
baixo das axilas. No momento da mudança de posição, e para
facilitar a mesma, o doente deve enterrar os pés e fazer a máxima
força possível com as pernas. Se tiver ajuda, devem posicionar-se
um de cada lado do doente; colocando cada um o braço debaixo
dos glúteos do acamado e dando as mãos. De seguida coloquem o
outro braço por de trás das suas costas, até ao ombro oposto. Peça
ao doente para dobrar as pernas, levantar a cabeça e colocar os
seus braços por cima dos vossos ombros. Por fim, e tal como um
“baloiço”, erga a pessoa pelas costas e empurre os glúteos para
baixo.
CONTINUAÇÃO
• Ajudar um doente a levantar-se e a deslocar-se para uma poltrona é outra prática comum que
requer força e firmeza: Comece por sentar a pessoa no bordo da cama, colocando um braço por
baixo dos ombros e outro por baixo dos seus joelhos, que devem estar ligeiramente flectidos;
• O doente deve colocar os braços em volta do seu pescoço ou ombros e a rotação é feita com a
ajuda dos glúteos;
• Já sentado, coloque uma toalha ou um pano grande em volta da cintura do acamado e agarre-o
pelas extremidades;
• De seguida, deve apertar, com os seus pés, os joelhos e os pés do doente, de forma a bloqueá-
los;
• Agora,com a ajuda do pano, que deve ser puxado firmemente pelas pontas, pode levantá-lo,
apertando-o contra si;
• Segue-se a deslocação para a poltrona, que deve ser feita com passos muito pequenos, sempre
com recurso ao pano e com o doente encostado a si;
• Parasentar a pessoa na poltrona, basta inverter o movimento anterior: de braços esticados e
joelhos flectidos, ambos devem-se afastar e abaixar simetricamente, até o doente se conseguir
sentar;
• Verifique se o doente está confortável, apoiando-o com almofadas se necessário.
• Para voltar a deitar a pessoa, inverta o processo.
CONTINUAÇÃO

• Mudar frequentemente o acamado de posição é necessário


para evitar, entre outras complicações, as feridas. Posicione
o doente próximo de si, cruzando os seus braços por cima
do peito e a perna mais próxima por cima da outra; se vai
virar o doente para o outro lado, mantenha-se do mesmo
lado da cama; se o quiser virar na sua direcção, vá para o
lado oposto; coloque uma mão no seu ombro e outra na
anca, fazendo-o rolar na sua direcção ou afastando-o de si;
verifique se está bem posicionado e acomode-o com
almofadas.
CONTINUAÇÃO
• Dar banho a um acamado é muito importante: para além dos cuidados higiénicos essenciais, proporciona
uma sensação de bem-estar e de relaxamento. A si, permite-lhe avaliar o estado da pele da pessoa, aplicar
um creme hidratante e ministrar pequenas massagens que activam a circulação.Para começar, puxe os
lençóis para trás, ajude o doente a despir-se e coloque-o junto de si, num dos lados da cama;
• Utilize uma toalha para o tapar e outra para o secar;
• Peça ao doente para testar a água e inicie o banho com recurso a uma luva própria: comece pela cara,
mas não utilize sabonete nesta zona;
• Passe para a zona do peito, lave, passe por água e seque;
• Estenda os seus braços (um de cada vez) e coloque uma toalha debaixo do mesmo para o elevar.
Enquanto repete todo o processo, deixe-o imergir as mãos no recipiente para lavar as unhas;
• Tape o peito com a toalha e repita o processo na zona abdominal;
• Se houver necessidade, pode trocar a água do recipiente;
• Utilizando a mesma técnica com a toalha, lave e seque as pernas, imergindo também os pés no
recipiente;
• Troque novamente a água;
• Posicione o acamado de lado e cubra o restante corpo enquanto lava as costas, nádegas e ancas;
• Por fim, vista o acamado.
CONTINUAÇÃO
• Os mesmos cuidados devem ser seguidos no que toca à
higiene oral, a lavar o cabelo, a fazer a barba e ao tratamento
das unhas (mãos e pés).
• As feridas são comuns nos acamados, por isso, quando
surgem, é necessário tratá-las imediatamente para prevenir
infecções. As feridas devem ser bem limpas com água e sabão
ou uma solução anti-séptica, seguida da aplicação de uma
pomada antibiótica e depois tapadas com gaze esterilizada. Se,
após uma semana, a ferida não estiver cicatrizada, se a zona
adjacente estiver sensível, vermelha ou inchada ou se a pessoa
se queixar de dores, consulte o seu médico.
CONTINUAÇÃO

• Organizar e administrar correctamente os medicamentos


da pessoa acamada é crucial. Para que não haja enganos
em termos de dosagem e horários de toma, mantenha
uma lista actualizada e utilize as caixas de distribuição
de comprimidos como auxiliar.
CONTINUAÇÃO
• Servir as refeições a uma pessoa acamada também exige
cuidados próprios: posicione-a de forma adequada, ajude-a
a lavar as mãos e estenda uma toalha no seu peito; opte por
utilizar uma colher, que é mais segura, e uma pequena
palhinha no copo, para que possa beber mais facilmente;
alterne os alimentos sólidos com os líquidos e mantenha a
sua boca sempre limpa. No final, lave-lhe as mãos, a cara e
os dentes.
CONTINUAÇÃO
• Para os momentos normalmente relacionados com as idas à casa de
banho, pode assistir o acamado com o auxílio de uma
arrastadeira.Coloque umas luvas e aqueça a arrastadeira;
• Ajude a pessoa a posicionar-se correctamente – com os joelhos
flectidos e os pés pousados na cama, eleve as ancas e coloque a
arrastadeira, ajudando a pessoa a sentar-se;
• Se não for possível, vire a pessoa de lado, coloque a arrastadeira na
posição correcta e volte a virar o acamado;
• Cubra o acamado, coloque o papel higiénico à sua beira e, se
possível, ausente-se, dando à pessoa alguma privacidade;
• Se for necessário, ajude o acamado a limpar e a lavar-se;
• Lave e desinfecte a arrastadeira;
• Deite fora as luvas que utilizou.
CONTINUAÇÃO
• Para limitar a propagação de bactérias e de infecções, deve
lavar as mãos antes e depois de lidar com pessoas acamadas.
• Enquanto estiver a cuidar, a alimentar, a dar banho ou a
mudar o acamado de posição, é importante falar
continuamente com ele, explicando o que está a fazer e o
porquê. Desta forma, consegue tranquilizá-lo e obter a sua
colaboração, o que acaba por facilitar todos os movimentos.
Nunca apresse um doente acamado, respeite o seu próprio
ritmo. Tente motivar a pessoa para fazer o máximo que pode
sozinha.
CUIDADOS GERAIS A TER COM
IDOSOS

• Embora muitos idosos façam questão de manter a sua


independência, as pessoas com idade superior a 80 anos
precisam de alguns cuidados gerais. Saiba o que pode
fazer para tornar os dias dos idosos ainda mais
agradáveis, física e emocionalmente.
COMO FAZER?

• Quando os idosos chegam a uma certa idade, é natural que os


filhos pensem logo num local onde terão cuidados 24 horas
por dia, caso de um lar para seniores. No entanto, isso nem
sempre é a melhor opção para o idoso. Cuidar de um idoso
também é falar abertamente com ele para saber quais são as
suas vontades e necessidades. Explore todas as opções, desde
ficar a viver sozinho, levar o idoso para a sua casa ou para a
de outros familiares, antes de considerar a opção de um lar.
VIVER COM A FAMÍLIA

• Se a escolha recair sobre levá-lo para a sua casa ou então


passar temporadas em várias casas de família próxima
(alternar entre as casas dos filhos, por exemplo), é
importante que fale com o idoso acerca deste plano.
Enquanto alguns poderão adorar a ideia de poder estar com
todos em diferentes alturas, outros poderão sentir que estão
a ser “despachados” de um lado para o outro e poderão não
sentir-se confortável com as mudanças constantes.
VIVER NUM LAR
• Se a opção lar for bem aceite pelo idoso, é importante que
faça uma boa pesquisa dos lares de terceira idade
disponíveis. Estes podem variar muito, não só em termos de
preço, mas também no que respeita às condições oferecidas
e o ambiente em geral. É importante escolher um lar que
combine na perfeição com a personalidade do idoso, por
isso, visite vários e peça referências a amigos e conhecidos.
Uma vez instalado no lar, é importante que visite
frequentemente o idoso, planeando também saídas ou fins-
de-semana passados em família.
CASA SEGURA
• Para idosos que preferem continuar a viver nos seus lares, os
cuidados mais importantes passam pela segurança em casa.
Certifique-se que a casa está bem iluminada e que existem
luzes de presença para a noite; tenha em conta a disposição
dos móveis para assegurar uma fácil mobilidade dos idosos;
evite a existência de tapetes escorregadios; adapte o
WC/banheiro com barras de apoio se achar necessário;
coloque os números de telefone da família, vizinhos e amigos
junto ao telefone, escritos em números bem visíveis; veja se
na cozinha têm tudo o que precisam à mão, para evitar que o
idoso suba para cadeiras ou bancos; faça o mesmo com os
restantes armários, colocando o que mais utilizam em
prateleiras mais baixas.
AJUDA EXTERNA
• Por mais independente que seja um idoso, os cuidados gerais
que necessitam podem passar por alguma ou até muita ajuda
externa. Um idoso pode precisar de ajuda para fazer a sua
higiene pessoal, para ir às compras e/ou confeccionar as suas
refeições, para efectuar a limpeza da casa, para ir ao médico,
ver o correio e pagar as contas, entre muitas outras tarefas do
dia-a-dia. É importante delinear um plano para decidir quem
vai fazer o quê e quando, comunicando tudo isto ao idoso
para que ele saiba aquilo com que pode contar. Se tiver que
faltar a um compromisso prévio com o idoso, avise-o
previamente e encontre uma alternativa. Se necessário,
contrate ajuda externa.
SAÚDE DE FERRO
• Vigiar e cuidar da saúde de um idoso é fundamental. Quer
tenham ou não alguma doença ou problema de saúde, os
idosos devem ser vigiados de perto: assegure-se que fazem
uma dieta alimentar equilibrada, que efectuam algum tipo
de exercício físico, que bebem muita água e que não
descuram a toma dos seus medicamentos diários (neste caso
pode adquirir uma caixa divisória que facilita não só a
organização dos medicamentos a tomar ao pequeno-almoço,
almoço e jantar, mas também o seu controlo). Sempre que
possível, deve acompanhar o idoso ao médico, bem como
ter cópias do seu historial, exames e medicamentos.
VIDA SOCIAL
• Só porque alguém tem mais de 80 anos de idade não significa que
tem de passar os seus dias enfiados em casa em frente à televisão. É
essencial motivar o idoso para sair de casa e ter algum tipo de vida
social – nem que seja ir tomar um chá com as amigas todas as
semanas, dar uma pequena caminhada ou até inscrever-se num centro
de convívio para idosos. Sempre que puder, a família também deve
estar presente para fazer companhia ao idoso. A companhia física, o
carinho e uma boa conversa é o melhor presente que pode dar a um
idoso que, com a sua experiência de vida, tem sempre histórias para
contar. Para além disso, é importante manter o idoso a par das
notícias do seu círculo pessoal e até do mundo, para que não sintam
que estão a ser esquecidos, simplesmente porque já são “velhos” e
“não vão entender”.
COMO CONVERSAR E LIDAR
COM UM IDOSO TEIMOSO

• Conversar e lidar com um idoso teimoso ou casmurro


não é tarefa fácil, porque é muito complicado para o
idoso acatar as opiniões e sugestões de outros,
principalmente para aqueles que sempre estiveram
habituados a dar ordens e a tomar as decisões mais
importantes na vida familiar. Saiba como conversar e
lidar com um idoso teimoso, só assim será ouvido e
respeitado.
A RESISTÊNCIA À CONDIÇÃO DE
IDOSO
• A maioria das pessoas não gosta que lhes seja dito o que devem fazer ou como se
devem comportar perante um determinado cenário. No caso de um idoso obstinado é
ainda pior porque, geralmente, uma pessoa casmurra coloca barreiras ao que lhe é dito
e recusa toda e qualquer opinião que vá contra as suas ideias.
À medida que uma pessoa caminha para a velhice, o seu 
estado de saúde fica enfraquecido e debilitado e é natural que não consiga desempenhar
determinadas tarefas a que antes estava habituado. Nestas circunstâncias o idoso
precisa de auxílio, pois pode cometer erros que se podem revelar fatais.
No entanto, convencer um idoso a executar tarefas como tomar os medicamentos, ir ao
médico, ou até mesmo fazer algum tipo de exercício, pode revelar-se uma tarefa
hercúlea para quem está a cuidar dessa pessoa. Pior ainda é quando é um 
filho que está a cuidar do seu pai, pois os laços familiares fazem com que a resistência
seja maior. Uma pessoa teimosa coloca maiores entraves à aceitação de ordens e
recomendações de um filho, porque foram eles que estiveram sempre na liderança e na
tomada de decisões e não querem perder a sua independência. Um filho quer apenas o
melhor para o seu pai, contudo esta inversão de papéis pode conduzir ao conflito entre
pais e filhos, conflito esse que só é sanado através da compreensão e do diálogo.
COMO LIDAR COM UM IDOSO
TEIMOSO

• Para lidar com um idoso teimoso existem técnicas


específicas que podem ser utilizadas de forma a defender
o interesse de todos os intervenientes. Contudo, ao
aplicá-las, deve privilegiar o diálogo, ser assertivo no seu
discurso e, acima de tudo, compreensivo. Conheça-as em
seguida:
CONTINUAÇÃO
•Aja de acordo com a sua posição: Independentemente de ser um filho, enfermeiro ou
pessoa particular que está a cuidar de um idoso, deve agir de acordo com a sua posição,
pois ser-lhe-ão exigidas responsabilidades e poderá ser acusado de negligência, caso
alguma coisa de mal aconteça à pessoa idosa.
Terá toda a legitimidade para agir e tomar as decisões mais sensatas, pois 
os cuidados a ter com um idoso são enormes e os perigos podem ser grandes: pode
deflagrar um incêndio em casa porque a pessoa idosa se esqueceu de desligar o gás; pode
um idoso morrer porque não tomou os medicamentos corretos; ou pode cair na 
casa de banho e não ser socorrido a tempo. São muitas dúvidas e medos que podem ser
evitados de acordo com a sua tomada de posição;
•Não tenha o objetivo de agradar às pessoas: Se tem a consciência que está a tomar a
melhor decisão face a uma determinada situação, independentemente de esta magoar
outrem, tome-a! Nunca adote medidas de modo a ser popular ou a fazer a vontade a um
idoso, só pelo simples facto de ele ser idoso, pois, no fundo, pode estar a prejudicá-lo mais.
Por exemplo: todos os idosos querem a sua privacidade e independência e querem ficar na
sua própria casa. Ao fazer-lhe a vontade, pode estar a adotar a pior atitude, pois ninguém o
vai socorrer em caso de emergência;
• Fale com autoridade e seja irredutível nas suas decisões: Ao ter um discurso seguro e
assertivo vai fazer-se ouvir e ser respeitado. Assim, as suas decisões e ações não serão
opcionais para a pessoa idosa, mas antes uma obrigação. As pessoas perdem o respeito
quando a pessoa que está na liderança volta atrás numa determinada decisão. Por
exemplo, ao não deixar uma pessoa idosa conduzir por reconhecer que ela já não tem as
capacidades necessárias para o fazer, não abra exceções apenas porque a distância é
curta ou porque se trata apenas de um passeio. Os acidentes acontecem e podem dever-
se ao desleixe e à má preparação do condutor;
• Apresente provas concretas: Para impedir que um idoso actue de uma determinada
forma, fundamente a sua argumentação no máximo de provas físicas que consiga
arranjar. Apresente-lhe relatórios médicos, a opinião de oftalmologistas, mostre-lhe
estatísticas de casos semelhantes e dessa forma conseguirá demovê-lo dos seus intentos.
Por exemplo: perante a insistência em continuar ao volante, mostre-lhes estatísticas da
Direção Geral de Viação (DGV) no que diz respeito aos acidentes de viação que ocorrem
e que envolvem pessoas idosas. A prova dos factos exercerá um peso fundamental para
ultrapassar a teimosia ou relutância em continuar a conduzir;
• Mostre-lhe que está do lado dele: Um idoso é considerado uma “criança” de
maioridade que requer muitos cuidados, atenção e muito carinho. Faça ver à pessoa
idosa que está do seu lado, mostre-lhe o seu desassossego, porque no fundo não é tão
infundado quanto isso, dadas as coisas menos agradáveis que podem acontecer se não
forem alvos de um acompanhamento constante. Não deixe que a pessoa idosa se isole no
seu próprio mundo, graças à sua própria teimosia e demonstre-lhe a infinidade de 
actividades divertidas que ainda podem ser feitas.
CONTINUAÇÃO
• O Que Os Idosos Devem Fazer
• Ao caminhar para a velhice, um idoso deve colocar a sua teimosia de parte e ouvir o que os
outros têm para dizer, só assim terá um maior conforto e qualidade de vida.
Ao rejeitarem o auxílio de outros, por teimosia, orgulho ferido ou em recusar aceitar a sua
condição de idoso, uma pessoa pode cometer determinados erros e colocar em risco a sua
própria vida. Aceite o auxílio de quem mais lhe quer bem.
• Aceite a posição em que se encontra: A vida muda, assim como o corpo humano e a posição
de fragilidade em que se encontra neste momento é aquela em que os seus pais estavam no
passado e aquela em que os seus filhos estarão no futuro. Reconheça as suas limitações, pois
será a melhor forma de ser compreendido e respeitado.
Ao longo da vida um pai dá a melhor educação aos seus filhos para que estes a possam utilizar
nas mais diversas situações. Quando você atinge a velhice, as ações de um filho serão
certamente para o beneficiar, colocando em prática toda a educação e ensinamentos que
receberam ao longo de uma vida.
• Não coloque restrições à ajuda de outros: Ser ajudado não um obstáculo. Saber que existem
pessoas que gostam de si, que querem conversar consigo, ou ajudá-lo a tomar as melhores
decisões é uma bênção e conduz a uma vida mais saudável.
CENTROS DE DIA
• O Centro de Dia é uma resposta social, que contribuiu
para a valorização pessoal, partilha de conhecimentos e
experiências pessoais, proporcionando ainda durante o
dia a resolução de necessidades básicas pessoais,
terapêuticas e sócio - culturais às pessoas afectadas por
diferentes graus de dependência, contribuindo para a
manutenção da pessoa no seu meio familiar.
OBJECTIVOS

• Melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas e


possibilitar a manutenção dos seus utentes, nos seus
próprios domicílios.
• Potencializar um conjunto de acções destinadas a
promover a convivência, participação e integração dos
indivíduos na vida social.
SERVIÇOS PRESTADOS
• Apoio social e burocrático, quando necessário.
• Alimentação.
• Higiene pessoal.
• Higiene habitacional.
• Tratamento de roupas.
• Cuidados de saúde a nível de enfermagem.
• Acompanhamento ao exterior / médico, quando solicitado.
• Convívio, passeios e visitas guiadas.
• Atividades de animação.
RESIDÊNCIAS AUTÓNOMAS
OBJETIVOS

• O objectivo geral da residência de idosos visa desenvolver


actividades de apoio social a pessoas idosas, criando
estruturas de alojamento colectivo de pequena dimensão
que prestem, nas 24h do dia, em sete dias por semana,
cuidados de saúde, higiene e conforto. Fornece
alimentação, promove a autonomia e o bem-estar
biopsicossocial, através de situações de convívio e
animação social.
• Destinam-se à habitação temporária ou permanente, de pessoas com 65 ou mais
anos, que por razões familiares, dependência, isolamento, solidão ou insegurança,
não possam permanecer na sua residência, podendo também destinar-se a pessoas
adultas de idade inferior a 65 anos, desde que em situações de exceção devidamente
justificadas.
• A designação residência, embora maioritariamente utilizada por instituições com
tipologias habitacionais (apartamentos e/ou moradias), as ditas residências assistidas,
também é utilizada por algumas instituições com alojamento em quartos, para se
demarcarem da conotação asilar associada à palavra “lar”. Designações como
residência geriátrica, residência sénior, residência de idosos, clube de idosos, clube de
repouso, clube sénior, hotel de idosos ou hotel sénior, constituem o léxico de
instituições mais recentes.
• Embora partilhem do mesmo objetivo, os lares diferem entre si no modelo de
alojamento, que poderá ser em tipologias habitacionais (residências) e/ou em
quartos (lares), assim como nas atividades que desenvolvem, nas comodidades de que
dispõem, nos serviços e nos cuidados de saúde que prestam ou nos valores que
cobram. Salvo algumas exceções, os lares recebem idosos, com diversos graus de
dependência. As residências assistidas, embora se enquadrem nos mesmos
pressupostos e finalidades, devido às suas características, são indicadas para idosos
autónomos ou pouco dependentes, apresentando-se como um hotel ou condomínio,
concebido para idosos que desejam elevados padrões de conforto e serviços
complementares de manutenção da saúde.
PRESTADORES DE CUIDADOS A
IDOSOS
• O exercício do papel do prestador de cuidados compreende não só
uma ampla atribuição de funções, mas também uma grande
complexidade no processo subjacente. O conhecimento, a mestria, a
interacção/comunicação e a entrega/vinculação constituem atributos
essenciais a tamanha missão. O Conselho Internacional de
Enfermeiros (2011) define-o enquanto: “Papel do indivíduo: interagir
de acordo com as responsabilidades de cuidar de alguém, interiorizar
a expectativa mantida pelas instituições de cuidados de saúde e
profissionais de saúde, membros da família e sociedade
relativamente aos comportamentos apropriados ou inapropriados do
papel de um prestador de cuidados; expressar estas expectativas sob
a forma de comportamentos e valores; sobretudo relativamente a
cuidar de um membro da família dependente”. O trabalho em rede.
CUIDADOS INFORMAIS
• Cuidados informais consistem no acompanhamento que,
efectivado por familiares ou outras pessoas próximas, se
responsabiliza pela assistência da pessoa idosa no seu dia-a-dia,
na promoção da sua qualidade de vida e garantindo que as suas
necessidades diárias são satisfeitas. Cuidadores informais são
pessoas que desempenham esta função numa base informal, sem
preparação profissional prévia ou qualquer vínculo contratual e
sem qualquer tipo de remuneração.
• Os cuidados informais representam uma mais-valia, numa
sociedade que ainda não é capaz de dar uma resposta satisfatória
às necessidades de cuidados por parte da população idosa.
CUIDADOS FORMAIS
• A doença, quando instalada de forma crónica e progressiva, no
idoso, pode suscitar condições em que é necessária uma
intervenção especializada, na garantia dos cuidados adequados.
Nestes momentos, a presença do cuidador informal é fundamental,
mas os cuidados devem ser conduzidos e orientados pela equipa de
saúde.
• Os cuidados profissionais consistem num conjunto de cuidados
prestados ao idoso, por uma equipa médica, de enfermagem,
fisioterapia, psicologia, etc., na articulação de conhecimentos
científicos disponíveis em múltiplas áreas disciplinares. Em
situações de agudização e agravamento de doença, de alteração do
estado normal do idoso, estes cuidados devem ser garantidos, quer
em meio hospitalar, quer no domicílio, pelo profissional de saúde.