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APOSTILA de Célula Vegetal

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO AGRONOMIA DISCIPLINA: BIOQUÍMICA DOCENTE: KALIENE DA SILVA CARVALHO

CÉLULAS VEGETAIS

........................................................................................ DIVISÃO CELULAR:............................................04 3..... VACÚOLO:.......................................... 1............................ COMPLEXO DE GOLGI:....................................................................................11 11............ CITOSOL:........................................................................ SITES CONSULTADOS:........ PLASTÍDEOS:....................03 2......................................................................................................................................................................................................11 12......................................................................................06 5...............09 9.................. MITOCÔNDRIA E CLOROPLASTO:...................................................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:...... MICROCORPOS:.........................08 7................................................................................. MEMBRANA PLASMÁTICA:..05 4..12 2 ................................................ NÚCLEO:......................................... RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO:..............................12 13.. PLASMODESMAS:.......SUMÁRIO Pág............10 10.......... INTRODUÇAO:.............12 14.07 6...............08 8.......................................................................

Foi empregado na biologia em 1665. “sementes em recipiente”. todos os vegetais executam processos similares e estão baseados no mesmo plano arquitetural. As células são as unidades fundamentais da vida em estrutura e função. INTRODUÇAO: Segundo TAIZ & ZEIGER. As paredes celulares secundárias. o corpo vegetativo é composto de três órgãos: a folha. mais espessas e resistentes que as primárias.. A grande diversidade de tamanhos e de formas vegetais é familiar a todos nós. em tamanho. Há dois tipos de parede: primária e secundária. cujo significado é despensa ou câmara. lumes vazios de células mortas. sustentação. sementes nuas) e as angiospermas (também do grego. denominando-se entrenó a região localizada entre os nós. são depositadas quando a maior parte do crescimento está concluído. bem como transportar os produtos da fotossíntese para os tecidos e órgãos não-fotossintetizantes. cada uma das quais apresenta ainda uma existência parcialmente independente. o termo CÉLULA deriva-se do latim cella. na verdade. fixação e absorção de água e de minerais. água e nutrientes minerais) durante todo o seu ciclo de vida. convertendo a energia luminosa em energia química. As plantas terrestres são estruturalmente reforçadas para dar suporte a sua massa. pois as células são as unidades básicas que definem a estrutura do vegetal. caracterizando células jovens e em crescimento. delimitadas por paredes celulares. 2009). perdem água por evaporação para evitar a dessecação além de apresentarem mecanismos para transportar água e sais minerais do solo para os locais de fotossíntese e de crescimento. ou sementes contidas em uma urna). o caule. Os vegetais desenvolveram a capacidade de crescer em busca dos recursos essenciais (luz. As paredes secundárias devem sua resistência e rigidez à lignina. A estrutura do vegetal. 2007). as algas verdes captam a energia da luz solar. (RAVEN et al. pelo botânico inglês Robert Hooke. e a raiz com respectivamente funções de fotossíntese. As “células”que Hooke observou eram. mas a expressão é apropriada. As paredes celulares primárias são tipicamente finas (menos de 1 µm). Os menores organismos são constituídos por uma única célula. de menos de 1 cm até mais do que 100 m de altura. Entre os principais elementos que caracterizam os vegetais podemos citar que eles são os produtores primários da Terra. Os maiores são constituídos por bilhões de células. Há duas categorias de espermatófitas as gimnospermas (do grego. 3 . para descrever as unidades individuais de uma estrutura do tipo favos de mel que ele observou em microscópio primitivo. (TAIZ & ZEIGER. 2009. Os nós ligam as folhas ao caule.1. Os vegetais variam. A morfologia também é surpreendentemente diversa. As células vegetais são delimitadas por paredes celulares rígidas sendo esta uma diferença fundamental entre os vegetais e os animais. apresenta o mesmo plano básico de todas as espermatófitas.

logo as moléculas de fosfolipídeos são anfipáticas. um tecido meristemático interno. 2. nos quais a divisão celular é seguida pela progressiva expansão celular. normalmente por alongamento. Os meristemas apicais são os mais ativos e estão localizados nos ápices do caule e da raiz. por essa razão. limita o tamanho do protoplasto. no caso dos cloroplastos. o qual envolve dois meristemas laterais: o câmbio e o felogênio. Todas apresentam a mesma estrutura básica de organização eucariótica: possuem núcleo. Uma vez concluído o alongamento em uma determinada região. onde ocorrem quase todas as divisões nucleares (mitose) e celulares (citocinese).Segundo RAVEN et al. As cadeias dos ácidos graxos são variáveis no comprimento. Além disso. a parede celular pode desempenhar um papel ativo na defesa contra bactérias e fungos patogênicos. A parede celular determina em grande parte o tamanho e a forma da célula. O crescimento vegetal é primário e secundário. a colina. Também ligado a esse grupo fosfato encontra-se um componente variável. constituídos de milhões de células com funções especializadas. MEMBRANA PLASMÁTICA: A membrana plasmática ou plasmalema permite que a célula absorva e retenha certas substâncias. Segundo TAIZ & ZEIGER. na qual proteínas estão embebidas. 2007 a parede celular é rígida e. a textura do tecido e a forma final do órgão vegetal. evitando a ruptura da membrana plasmática quando o protoplasto aumenta pela entrada de água na célula. recebendo e processando informação da superfície do patógeno e transmitindo essa informação à membrana plasmática da célula vegetal. Há meristemas apicais também nas gemas axilares para os ramos laterais. enquanto exclui outras. De acordo com o modelo do mosaico fluido elas consistem de uma dupla camada (bicamada) de fosfolipídeos ou. Os grupos da cabeça são altamente polares (hidrofílicos) e as cadeias hidrocarbonadas não polares dos ácidos graxos são hidrofóbicas. Os vegetais são organismos multicelulares. As raízes laterais surgem do periciclo. denominado grupo de cabeça. O crescimento primário resulta da atividade dos meristemas apicais. Elas delimitam as organelas internas da célula e regulam os fluxos de íons e metabólitos para dentro e para fora de tais compartimentos. o glicerol ou o inositol. Os fosfolipídeos constituem uma classe de lipídeos na qual dois ácidos graxos são covalentemente unido a um grupo fosfato.. pode ocorrer o crescimento secundário. estando envoltas por uma membrana que define seus limites. como a serina. de glicosilglicerídeos. Os tipos celulares são frequentemente identificados pela estrutura de suas paredes. 2009. um citoplasma e organelas subcelulares. refletindo íntima relação entre a estrutura da parede e a função da célula. o crescimento vegetal está concentrado em regiões especificas de divisão celular chamadas meristemas. 4 .

periféricas e ancoradas. A informação genética restante da célula está contida em duas organelas semiautônomas os cloroplastos e as mitocôndrias. podendo ser dissociadas da membrana com soluções altamente salinas. Figura 01: (A) Membrana Plasmática. tais genes e suas seqüências interpostas são referidos como o genoma nuclear. o retículo endoplasmático e outras endomembranas consistem de proteínas embebidas em uma bicamada fosfolipídica. Fonte: Taiz & Zeiger 2009. NÚCLEO: Segundo TAIZ & ZEIGER. sendo o espaço entre as duas membranas denominado espaço perinuclear e as duas membranas do envoltório unem-se em determinados pontos formando os poros nucleares. 2009) (Figura 01). O núcleo é o local de armazenamento e replicação dos 5 . como as iônicas ou as de hidrogênio. As proteínas associadas à bicamada lipídica são de três tipos: integrais. (C) Estruturas químicas e modelos de espaço preenchido com fosfolipídeos. 2009. Já as periféricas são ligadas à superfície da membrana por ligações não covalentes.mas em geral consistem de 14 a 24 carbonos. 3. o que evita o empacotamento dos fosfolipídeos na bicamada. Coletivamente. As proteínas integrais são embebidas ou seja atravessam completamente a bicamada lipídica . Enquanto que as proteínas ancoradas estão covalentemente ligadas à superfície da membrana por meio das moléculas de lipídeos. o núcleo é a organela que contêm a informação genética responsável pela regulação do metabolismo. Resultando assim no aumento da fluidez da membrana. O núcleo é limitado por uma dupla membrana denominada envoltório nuclear. (TAIZ & ZEIGER. Há a presença de ligações duplas cis que cria uma flexão na cadeia. crescimento e diferenciação da célula.

RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO: Segundo TAIZ & ZEIGER.maristas.htm. 4. passando-a para as células filhas no curso da divisão celular. em quase todas as células. Na tradução ocorre a síntese de uma proteína específica a partir de aminoácidos. 2009. as cisternas. determinando quais moléculas protéicas são por ela produzidas e quando devem ser produzidas. Figura 02: Núcleo Fonte:www. de acordo com a seqüência codificada pelo RNA mensageiro. O RE rugoso (RER) difere do liso por apresentar ribossomos na sua superfície.org. denominada nucléolo (sítio de síntese dos ribossomos) onde os genes do RNA ribossômico estão agrupados. Já o rugoso é o local de síntese de proteínas de membrana e proteínas a serem secretadas para o exterior da célula ou 6 .cromossomos. 2007 o núcleo é a estrutura mais proeminente nas células eucarióticas. O núcleo contém uma região densamente granular. enquanto o liso tende a ser tubular. Tais membranas formam sáculos achatados ou tubulares. Segundo RAVEN et al. constituídos de DNA e suas proteínas associadas sendo este complexo conhecido como cromatina. embora possa ser observada uma transição gradual entre os dois tipos. formando uma região chamada de organizadora do nucléolo. (Figura 02). Há dois tipos de retículo: o liso e o rugoso. Ele desempenha duas importantes funções: (1) controla as atividades que estão ocorrendo na célula. o retículo endoplasmático (RE) é uma rede de endomembranas. além disso.br/colegios/assuncao/pa Envoltorio nuclear gs/site_colegio/espaco/célula_vegetal/texto1. cujas membranas são bicamadas lipídicas típicas com proteínas integrais e periféricas intercaladas. Quanto às diferenças funcionais podemos observar que o RE Liso (REL) atua como o principal sítio de síntese de lipídeos e formação de membranas. (2) armazena a maior parte da informação genética da célula. os quais estão relacionados à síntese de proteínas. (Figura 03).. o RER tende a ser lamelar. Os ribossomos são os sítios da síntese protéica que se inicia com a transcrição – a síntese de uma molécula de RNA que possui uma seqüência de bases complementar a um gene específico.

Figura 04: Complexo de Golgi.htm plantas/cell_vegetal.ar/plantas/ Fonte: http://www. o Golgi desempenha um papel importante na formação da parede celular. são sintetizados os polissacarídeos não-celulosicos da parade celular (hemicelulose e pectina) e várias glicoproteínas são processadas. Nessa organela. (TAIZ & ZEIGER.edu. Nas células vegetais. as proteínas destinadas à secreção atravessam a membrana do RER e entram no lume do retículo. 2009) Figura 03: Retículo Endoplasmático. O complexo de Golgi desempenha um papel fundamental na síntese e na secreção de polissacarídeos complexos (polímeros compostos de diferentes tipos de açúcares) e na adição de cadeias laterais de oligossacarídeos nas glicoproteínas. A secreção de proteínas pelas células inicia no retículo endoplasmático rugoso. A estrutura completa é estabilizada pela presença de elementos intercisternas. que são ligações cruzadas de proteínas que mantêm as cisternas unidas. A rede trans do Golgi está situada na face trans. que envolve também o complexo de Golgi e as vesículas que se fusionam à membrana plasmática. 5. Está é a primeira etapa na rota de secreção. COMPLEXO DE GOLGI: O complexo de Golgi (Figura 04) consiste de uma ou mais pilhas de três a dez sáculos membranosos achatados.biologia. Fonte: http://www. este apresenta regiões distintas: as cisternas próximas à membrana plasmática são denominadas face trans e as cisternas próximas ao centro da célula chamam-se de face cis. e uma rede irregular de túbulos e vesículas denominada rede trans do Golgi (RTG). ou cisternas.ar/ cell_vegetal. incluindo as glicoproteínas ricas em hidroxiprolina. com a qual as vesículas fusionam-se e esvaziam seus conteúdos na região da parede celular. As cisternas medianas localizam-se entre as cisternas trans e as cis.edu.htm 7 .para os vacúolos. As vesículas secretoras derivadas do Golgi transportam os polissacarídeos e as glicoproteínas até a membrana plasmática. Cada pilha individual é chamada de corpo de Golgi ou dictiossomo.biologia.

Cada vacúolo é delimitado por uma membrana vacuolar ou tonoplasto. VACÚOLO: Segundo TAIZ & ZEIGER. um processo no qual a energia liberada pelo metabolismo do açúcar é usada para a síntese de ATP (trifosfato 8 . Figura 05: Vacúolo. podendo. ácidos orgânicos. assim. O acúmulo ativo de solutos produz uma força osmótica para a absorção de água pelo vacúolo. 2009. MITOCÔNDRIA E CLOROPLASTO: Segundo TAIZ & ZEIGER.htm 7. Tais produtos residuais podem ser tóxicos ou pelo menos não suficientemente aceitáveis para desencorajar a sua ingestão por herbívoros. Segundo CAMPBELL. auxiliando. produzidas em quantidades maiores do que a planta é capaz de secretar para o ambiente.br/colegios/assu ncao/pags/site_colegio/espaco/célula_vege tal/texto1.maristas. Fonte:www. As mitocôndrias (Figura 06) são os sítios celulares da respiração. O vacúolo contém água e íons inorgânicos dissolvidos. A pressão de turgor gerada por essa absorção de água proporciona a rigidez estrutural necessária para manter uma planta herbácea ereta. que é necessária para a expansão da célula vegetal. enzimas e vários metabólicos secundários. Suas enzimas de degradação passam para o citoplasma à medida que a célula entra em senescência. contêm seu próprio DNA e a maquinaria para síntese protéica. açúcares.org. 2009. Evoluíram de bactérias endossimbiontes e são organelas semi-autônomas visto que embora possuam seus próprios genomas e possam se dividir independentemente da célula ambas dependem do núcleo para a grande parte das suas proteínas. os quais. uma célula vegetal típica apresenta dois tipos de organelas produtoras de energia: as mitocôndrias e os cloroplastos. Ambos os tipos estão separados do citosol por uma dupla membrana (uma interna e outra externa). muitas vezes. 2000 uma importante função dos vacúolos é a de isolar substâncias residuais tóxicas para a célula. exercem funções na defesa vegetal. as células vegetais vivas e maduras apresentam grandes vacúolos centrais.6. constituir um mecanismo de defesa para o vegetal. que podem ocupar de 80 a 90% do seu volume total. assim. a reciclagem de nutrientes valiosos para a parte viva da planta.

Os plastídeos sem pigmentos são os leucoplastos. O ATP pode. grana). as reações de transferência de elétrons desencadeadas pela luz resultam em um gradiente de prótons pela membrana do tilacóide. laranja ou vermelha de muitos frutos e flores. as lamelas do estroma. As mitocôndrias variam de forma esférica a tubular. Durante a fotossíntese. As proteínas localizadas sobre a membrana ou nela embebidas apresentam atividades especiais de transporte e enzimáticas. 8. O compartimento delimitado pela membrana interna. contêm as enzimas da rota do metabolismo intermediário. denominado ciclo de Krebs. O compartimento fluido que circunda os tilacóides. é análogo à matriz mitocondrial. os tilacóides. um plastídeo de reserva de amido. os cloroplastos têm um terceiro sistema de membranas. 2009). o ATP é sintetizado quando o gradiente de prótons é dissipado pela ATP sintase. As proteínas e os pigmentos (clorofilas e carotenóides). (TAIZ & ZEIGER. PLASTÍDEOS: Os plastídeos que contêm maiores concentrações de pigmentos carotenóides do que de clorofila são chamados de cromoplastos. Eles são um dos responsáveis pelas cores amarela. então. onde a energia é necessária para a realização de reações específicas. As membranas do cloroplastos são ricas em glicosilglicerídeos contêm clorofila e suas moléculas associadas constituem o sitio da fotossíntese. Assim como na mitocôndria. O tipo mais importante de leucoplasto é o amiloplasto. Os grana adjacentes estão conectados por membranas. A membrana interna é altamente impermeável à passagem de H+. A membrana interna da mitocôndria apresenta quase 70% de proteína e contém alguns fosfolipídeos que são únicos da organela. estão embebidos na membrana do tilacóide. que atuam nos eventos fotoquímicos da fotossíntese. 9 . Uma pilha de tilacóides forma um granum (plural. mas todas apresentam uma membrana externa lisa e uma membrana interna altamente convoluta. o estroma. Os cloroplastos (Figura 07) são organelas envolvidas por uma dupla membrana. Além das membranas interna e externa. ou seja. Tal característica permite a formação de gradientes eletroquímicos. Tais invaginações da membrana interna são denominadas cristas. a matriz mitocondrial. A dissipação desses gradientes pela enzima transmembrana ATP sintase está associada à fosforilação do ADP para formar ATP. ser disponibilizado para outras regiões celulares. assim como das folhas no outono. ela atua como uma barreira de movimento de prótons.de adenosina) a partir do ADP (difosfato de adenosina) e do Pi (fosfato inorgânico). denominadas plastídeos.

uma monocamada fosfolipídica derivada do RE. interna. O peróxido. os quais podem ser translocados pela planta jovem para produzir energia para o crescimento. uma classe de organelas esféricas envoltas por uma única membrana e especializadas para uma das várias funções metabólicas. MICROCORPOS: As células vegetais também apresentam microcorpos. conforme mostra a reação a seguir: H2O2 oxigênio.Figura 06: (A) Diagrama de uma mitocôndria. (B) Uma eletromicrografia daapresentando a complexidade da organização. As oleosinas podem também auxiliar a ligação de outras proteínas à superfície da organela. potencialmente prejudicial. 9. evitando a sua fusão. Uma das funções das oleosinas parece ser a manutenção de cada oleossomo como uma organela distinta. mitocôndria de uma célula da folha da grama(D) Diagrama de um cloroplasto. O glioxissomo está presente nas sementes que armazenam óleos. As proteínas oleosinas estão presentes na meia unidade de membrana. havendo consumo líquido de todo o produzido nessas reações é degradado nos peroxissomos pela enzima catalase. eles são os únicos entre as organelas que são envolvidos por uma “meia unidade de membrana” ou seja. Os peroxissomos têm função na remoção de hidrogênios de substratos orgânicos. 2009). incluindo a localização da H+-ATPaseFigura 07: (C) Uma vista tridimensional de relacionada à síntese de ATP na membranapilhas de grana e lamelas do estroma. Os dois tipos principais de microcorpos são os peroxissomos e os glioxissomos. consumindo O2 no processo. Os peroxissomos são encontrados em todos os organismos eucariontes. Fonte: Taiz & Zeiger (2009). estando presentes nas células fotossintéticas dos vegetais. H2O + ½ O2. Os glioxissomos contêm as enzimas do ciclo do glioxilato que auxiliam na conversão dos ácidos graxos armazenados em açúcares. os óleos acumulam-se nessas organelas também conhecidas como corpos lipídicos ou esferossomos. 10 . de acordo com a seguinte reação: RH2 + O2 R + H 2O2 onde R é o substrato orgânico. Bermuda. Fonte: Taiz & Zeiger (2009). Os oleossomos são organelas de reserva de lipídeos. (TAIZ & ZEIGER.

2009). ou ciclo celular. Os filamentos intermediários constituem um grupo diverso de elementos fibrosos helicoidais de 10 nm de diâmetro.10. o citoesqueleto. compostos de monômeros polipeptídicos lineares de vários tipos. Os microfilamentos estão envolvidos na corrente citoplasmática e no crescimento apical. G2 e M. compostos de uma forma especial encontrada no músculo : a actina globular ou actina-G. O DNA nuclear é preparado para a replicação em G1 pela organização de um complexo pré- 11 . Os microtúbulos são cilindros ocos com diâmetro externo de 25 nm.(Figura 08 e 09).. manutenção da forma celular e diferenciação celular. citocinese. Fonte: Taiz & Zeiger (2009). Também apresenta um papel fundamental nos processos de mitose. Essa rede proporciona uma organização espacial para as organelas e serve como um arcabouço para os movimentos das organelas e de outros componentes do citoesqueleto. microfilamentos e estruturas semelhantes aos filamentos intermediários. meiose. (TAIZ & ZEIGER. Os microfilamentos são sólidos. Três tipos de elementos do citoesqueleto foram identificados nas células vegetais: microtúbulos. Os filamentos intermediários ocorrem no citosol e no núcleo das células vegetais. com diâmetro de 7 nm.(2007) monômeros proteícos. S. Figura 08: Microtúbulos e filamentos deFigura 09: Modelo atual de formação de filamentos intermediários a partir de actina. Fonte: Raven et al. As quatro fases do ciclo celular são designadas G1. depósito da parede. DIVISÃO CELULAR: O ciclo de divisão celular. CITOSOL: O citosol está organizado em uma rede tridimensional de proteínas filamentosas. são compostos de polímeros da proteína tubulina. Os microtúbulos apresentam função na mitose e na citocinese. 11. é o processo pelo qual ocorre a reprodução da célula e do seu DNA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:  CAMPBELL. 12 . 14. 2009).  RAVEN. Porte Alegre: Artmed. 2009).maristas. P.biologia. os citoplasmas formam um continuum. 2000.replicação nas origens de replicação ao longo da cromatina. Além do aumento da comunicação entre as células relacionadas pela origem clonal. O DNA é replicado durante a fase S é as células em G2 preparam-se para a mitose. 2009. 13. que contêm os precursores da parede celular.R. Guanabara Koogan. Fisiologia Vegetal. (TAIZ & ZEIGER. Eles originam-se pela evaginação da membrana na superfície da célula ou por ramificação dos plasmodesmas primários. Existem dois tipos de plasmodesmas: o primário e o secundário. EICHHORN. O desenvolvimento dos plasmodesmas primários proporciona a continuidade direta e a comunicação entre as células que são relacionadas pela origem clonal. 848 p. Biologia Vegetal. então. EVERT.E.830p. fusionam-se com a placa celular (a futura lamela média). após suas paredes terem sido depositadas. E. 2007.F. Rio de Janeiro.org. Os plasmodesmas secundários formam-se entre as células.edu. Porte Alegre: Artmed. (TAIZ & ZEIGER.  TAIZ. htm. 11:00 horas.ar/plantas/cell_vegetal. de 40 a 50 nm de diâmetro. 10:30 horas.H. ZEIGER. 3ª edição. Disponível em: http://www. K. 752 p.htm. os plasmodesmas secundários permitem a continuidade simplástica entre as células de origens diferentes. Os plasmodesmas primários formam-se durante a citocinese.br/colegios/assuncao/pags/site_colegio/espaco/celula_vegetal/texto1. Bioquímica. L. referido como simplasto. 12. Acesso:17/01/2009. PLASMODESMAS: Os plasmodesmas são extensões tubulares da membrana plasmática. Visto que a maioria das células vegetais é interconectada dessa maneira. SITES CONSULTADOS: Disponível em: http://www.Acesso:17/01/2009. quando as vesículas derivadas do Golgi. S. O transporte intercelular de solutos por intermédio dos plasmodesmas é. 4a edição. chamado de transporte simplástico. que atravessam a parede celular e conectam os citoplasmas das células adjacentes. M.

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