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Trabalho Investigativo de Recursos Humanos

Trabalho Investigativo de Recursos Humanos

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03/15/2013

João Maria Funzi Chimpolo

Professor Universitário e Consultor de Empresas Doutorando em ciências Técnicas na especialidade de Gestão dos Recursos Humanos na Universidade de Holguin Cuba Mestre em Direcção e Administração de empresas ( Cuba – 2003 ) Engenheiro Industrial –Cuba - 2000 Director de empresa (2005 - Angola) Professor Orientador de Teses Coordenador dos Cursos de Ciências Económicas na Universidade de Belas Março de 2007 Setembro 2009

Colaboração de Lic:

José Maria Lumingo

Introdução

Presente em todos os subsistemas da organização, os Recursos humanos (RH), constitui um elemento essencial dentro desta. O factor humano não foi considerado da mesma forma com o passar do presente século, consequentemente os teóricos e práticos que se ocuparam, não o valorizaram que mesmo modo. Actualmente, quando parece estar longe a concepção do factor humano como factor de produção minimizando seu custo, se tenta considerá-lo como um recurso "motor" que permite incrementar a competitividade da empresa, obtendo sinergia entre o económico e o social. Enfim como um "capital humano" no qual se investe cada dia que passa,o desenvolvimento e evolução dos recursos humanos dentro da organização foram abordados desde diversos enfoques. A sua transcendência, resulta de vital importância à gestão dos RH, portanto é essencial seu estudo. “A gestão do RH é a acção ou efeito de administrar ou dirigir os RH; é a encarregada de obter a visão através de uma gestão estratégica dos RH em sua própria área. Dirigir é o processo de influir sobre as pessoas para

que estas se esforcem em obter as metas organizacionais. Administrar é uma actividade essencial que assegurar a coordenação de esforços individuais para o alcance das metas preconizadas” Portanto a gestão dos Recursos humanos conforma um sistema de distintas actividades ou subsistemas interdependentes estreitamente relacionados, aspecto que faz que qualquer alteração que ocorra em um, provoque influência sobre outros, os que provocam novas influências em outros e assim sucessivamente. É também um sistema aberto, já que são influídos e dependem em grande medida do meio, daí seu carácter contingencial ou situacional, ou seja, dependem da situação organizacional: de ambiente, da tecnologia empregada pela organização, das políticas e directrizes vigentes, da filosofia administrativa preponderante, da concepção que existe na organização sobre o homem e sua natureza e sobre tudo da quantidade e da qualidade dos RH disponíveis. Dentro dos subsistemas de gestão RH, destacam-se as descritas pelo Chiavenato: Subsistemas de provisão do RH: que inclui a investigação do mercado, a mão-de-obra, o recrutamento e a selecção. Subsistema de aplicação do RH; que inclui a análise e descrição dos cargos, integração ou indução, avaliação do mérito ou do desempenho de movimento do pessoal (tanto no sentido vertical como o horizontal ou diagonal. Subsistema de manutenção do RH. A remuneração (administração de salários) planos de benefícios sociais, higiene e segurança no trabalho. Subsistema de desenvolvimento do RH; que inclui o treinamento e os planos de desenvolvimento pessoal. Subsistema de controle do RH; que inclui banco de dados, sistemas de informação do RH e auditoria A investigação transcorre na empresa kwanda-lda; centro que por suas características, seu objecto social e sua missão é um dos mais importantes dentro do sistema de recursos humanos do município de Soyo. Seu maior valor constitui a força que o compõe e os desejos que a mesma tem de trabalhar e contribuir em cumprimento de suas metas. Daí nosso interesse de indagar em uma área tão sensível como é os Recursos humanos e como estes é administrado a partir de um dos seus subsistemas: o de manutenção.É então exigente que nos encontramos com um problema científico: A Gestão dos Recursos humanos da kwandalda viu-se afectada por dificuldades na aplicação do Subsistema de Manutenção

Importância do Estudo

Este estudo é importante porque os dados que viermos a colher poderão ser importantes para o exercício/aperfeiçoamento do sistema de recursos humanos na empresa kwanda-lda ,dada a importância da aplicação de métodos novos da gestão integral de recursos humanos que proporcionem uma segurança razoável dos recursos mais valiosos com que trabalham a empresa. É neste contexto que o Subsistema de Manutenção tem uma participação maior em seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo servirá como ferramenta que brinda a possibilidade de melhorar a eficiência e a eficácia sobre uma base científica.

Objecto de Estudo e Campo da Investigação.

O Objecto de Estudo desta investigação é os Recursos Humanos, o Campo de Investigação consiste no subsistema de manutenção dos recursos humanos (Compensação; Benefícios sociais; Higiene e segurança) da kwanda-lda, localizado no município do soyo na província de Zaire.

Objectivos do Estudo Com o presente trabalho, pretendemos alcançar os seguintes objectivos: Objectivo Geral: Propor um conjunto de Acções que suportem o aperfeiçoamento do subsistema de manutenção dos recursos humanos e que permita elevar a eficiência na gestão da kwanda-lda Objectivos Específicos:

Realizar uma análise teórica da Gestão dos Recursos humanos, particularmente do Subsistema de Manutenção. Caracterização da empresa objecto de estudo. Diagnosticar o comportamento da Segurança e saúde no trabalho, as Compensações e os beneficios sociais da empresa kwanda-lda Propor um Plano de Acções para melhorar o Subsistema de Manutenção dos Recursos humanos da empresa kwanda-lda a partir do diagnóstico dos sistemas que o compõem.

Formulação de Hipóteses Na base dos objectivos atrás mencionados, formulamos a seguinte hipótese: Se estabelecer-se um conjunto de acções para o Subsistema de Manutenção de RH, se conseguiria elevar os padrões de eficiência, eficácia da Gestão dos Recursos humanos na kwanda-lda. A investigação se estrutura em dois Capítulos. O Capitulo I aborda algumas questões teóricas referentes ao Sistema de Gestão dos Recursos humanos e dentro deste aprofundamos o Subsistema de Manutenção e os sistemas que o compõem recolhendo a posição de vários autores que já deram o seu contributo relativo a temática. O Capítulo II compreende inicialmente uma breve caracterização da empresa em estudo, posteriormente o diagnóstico do Subsistema de Manutenção da dita empresa e culmino com uma proposta de Plano de acções para melhorar este subsistema. Tipo de Investigação: Descritiva e Exploratória Materiais: Os materiais necessários para a realização desta investigação, basicamente está um computador com especial aplicação de Windows, pesquisas em Internet e bibliotecas, assim como na empresa objecto de investigação e o mercado das remunerações.

Métodologia Dada a natureza qualitativa da informação requerida, o estudo do caso será o instrumento metodológico central a ser utilizado nesta investigação.

Os métodos de investigação aplicados são:  Pesquisas bibliográficas em Internet e biblioteca  Entrevista à Direcção dos recursos humanos da Empresa em estudo. Métodos Teóricos:  Histórico;  Lógico (Dialéctico Sistémico)

Métodos Empíricos  Observação  Comunicação (entrevista)  Inquérito.

Delimitação da pesquisa A monografia aborda somente sobre o subsistemas de manutenção do quadro humano na organização fazendo menção aos recursos humanos da Kwanda-lda. E abordagem utilizada permite que a delimitemos de diferentes formas. Do ponto de vista estritamente teórico, a pesquisa está delimitada a analisar os subsistemas de manutenção da kwanda lda Do ponto de vista legal, a pesquisa é baseada na Lei que rege a actividade laboral do trabalhador angolano que é a LGT. Mas não se esquece do acordo colectivo da empresa, que é também um instrumento jurídico importante na regulação dos direitos e deveres dos trabalhadores. Do ponto de vista temporal, a pesquisa circunscreve-se ao período de 2008-2009, já que os dados disponíveis e utilizados para explicar os subsistemas de manutenção e desenvolvimento de recursos humanos da Kwanda Lda refere-se a este período.

CAPITULO I

1. EVOLUÇÃO HISTÓRICA DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMPRESAS

Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano, apresentando os princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência.

Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando tempos e métodos a fim de assegurar seus objectivos "de máxima produção ao mínimo custo", seguindo os princípios da selecção científica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em conjunto, da supervisão e da ênfase na eficiência.

Nas considerações da Administração Científica de Taylor, a organização é comparada com uma máquina, que segue um projecto pré-definido; o salário é importante, mas não é fundamental para a satisfação dos funcionários; a organização é vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado; a qualificação do funcionário passa a ser supérflua em consequência da divisão de tarefas que são executadas de maneira repetitiva e monótona e finalmente, a administração científica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das empresas. Em 1911, Taylor publicou o livro considerado como a "bíblia" dos organizadores do trabalho: PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que tornou-se um best-seller no mundo inteiro. Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagraram uma "febre" de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do TQC (Total Quality Control), ocorrido ao longo do pós-guerra.

As propostas básicas de Taylor: planeamento, padronização, especialização, controle e remuneração, trouxeram decorrências sociais e culturais da sua aplicação, pois representaram a total alienação das equipes de trabalho e da solidariedade em grupo, fortes e vivazes no tempo da produção artesanal.

Apesar das decorrências negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de Taylor acarretaram, não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de produção em massa.

Paralelamente aos estudos de Taylor, Henri Fayol que era francês, defendia princípios semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto os métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da Administração Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados Unidos Traçando-se um paralelo entre a Administração Científica e a Administração Clássica, conclui-se que enquanto Taylor estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol a estudava privilegiando as tarefas da organização.

A ênfase dada pelo primeiro era sobre a adopção de métodos racionais e padronizados e máxima divisão de tarefas enquanto o segundo enfatizava a estrutura formal de empresa e a adopção de princípios administrativos pelos altos escalões.

Na história da evolução da Administração não se pode esquecer a valiosa contribuição de Elton George Mayo, o criador da TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS, desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos e mais recentemente, com novas ideias, com o nome de Teoria do Comportamento Organizacional. Ela foi, basicamente, o movimento de reacção e de oposição à Teoria Clássica da Administração, com ênfase centrada nas PESSOAS. Teve como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a administração, o desenvolvimento das chamadas ciências humanas (psicologia e sociologia), as ideias da filosofia pragmática de John Dewey e da Psicologia Dinâmica de Kurt Lewin e as conclusões do Experimento de Hawthorne, já bastante estudado e discutido nas escolas de administração.

Desta forma, não é de se estranhar que a Administração moderna, utilize largamente certos conceitos e princípios descobertos e utilizados nas Ciências Matemáticas (inclusive a Estatística), nas Ciências Humanas (como a Psicologia, Sociologia, Biologia, Pedagocia etc.), nas Ciências Físicas (como a Física, Química etc.), como também no Direito, Engenharia etc.

1.1.PLANO DE INCENTIVOS SALARIAIS

Com o plano de incentivo salarial, Taylor procurava conciliar os interesses da empresa em obter um custo de produção cada vez mais reduzido e, consequentemente, maior produtividade e maior rendimento, com os interesses dos operários em obter salários mais elevados.

Essa identidade de interesses de patrões e empregados quanto à participação nos ganhos proporcionados pela Administração Cientifica levou Taylor a julgar que, o que era bom para a empresa (eficiência = maior lucro) era igualmente bom para os empregados (maior produção = maior salário). Realmente, a implantação da Administração Cientifica levou o operário americano a ser um dos operários mais bem pagos do mundo industrializado e detentor de elevado padrão de vida, graças aos seus salários.

Com a Administração Cientifica implantou-se o conceito de homo economicus, isto é, do homem económico. Segundo esse conceito, toda pessoa é concebida como profundamente influenciada por recompensas salariais, económicas e materiais. Em outros termos, o homem procura o trabalho não porque gosta dele, mas como um meio de ganhar a vida através do salário que o trabalho proporciona. O homem é exclusivamente motivado a trabalhar pelo medo da fome e pela necessidade de dinheiro para viver. Assim, as recompensas salariais e os prêmios de produção (e o salário baseado na produção) influenciam profundamente os esforços individuais.

Essa estreita visão da natureza humana - o homem econômico - não se limitava a ver o homem como um empregado por dinheiro. Pior ainda, via, no operário da época, um indivíduo limitado e mesquinho, preguiçoso e culpado pela vadiagem e desperdício das empresas e que deveria ser controlado continuamente através do trabalho previamente racionalizado e do tempo-padrão. 1.2.CONDIÇÕES NO TRABALHO Taylor e seus seguidores verificaram que a eficiência depende não somente do método de trabalho e do incentivo salarial, mas também de um conjunto de condições que garantam o

bem-estar físico do trabalhador e diminuam a fadiga. As condições no trabalho que mais preocuparam os engenheiros da Administração Cientifica foram as seguintes: a) Adequação de instrumentos e ferramentas de trabalho e de equipamentos de produção para minimizar o esforço do operador e a perda de tempo na execução da tarefa; b) Arranjo físico das máquinas e equipamentos para racionalizar o fluxo da produção; c) Melhoria do ambiente físico de trabalho de maneira que o ruído, a ventilação, a iluminação, o conforto geral no trabalho não reduzam a eficiência do trabalhador; d) Projecto de instrumentos e equipamentos especiais para cargos específicos, como transportadores, seguidores, contadores e outros utensílios para reduzir movimentos desnecessários. Com a Administração Cientifica, as condições no trabalho passam a ser consideradas como importantes elementos no aumento da eficiência. O conforto do operário e a melhoria do ambiente físico (iluminação, ventilação, aspectos visuais da fábrica, eliminação do ruído etc.) passaram a ser muito valorizados, não porque as pessoas o merecessem, mas porque eram essenciais para a obtenção da eficiência do trabalhador. 1.3.A ABORDAGEM NEOCLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO

Verifica-se que os princípios de Administração, a departamentalização, a racionalização do trabalho, a estruturação linear ou funcional, enfim, a abordagem clássica, nunca foram totalmente substituídos por outra abordagem, sem que alguma coisa fosse mantida. Todas as teorias administrativas se assentaram na Teoria Clássica, seja como ponto de partida, seja como critica para tentar uma posição diferente, mas a ela relacionada Intimamente.

1.4. AS MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES NA FUNÇÃO RH Actualmente, lidar com pessoas em contexto organizacional tornou-se uma actividade completamente diferente do que se fazia há poucos anos. A visão que se tem hoje sobre a área de recursos humanos é diferente de sua tradicional configuração quando era designada por administração de pessoal. Estas deixaram de ser vistas como simples recursos com determinadas competências para executar as tarefas e para alcançar os objectivos da organização, para passarem a ser consideradas pessoas na verdadeira acepção da palavra: com valores, crenças, atitudes, aspirações e objectivos individuais.

De acordo com Cabral – Cardoso (2000) durante a revolução industrial, haviam poucas preocupações sociais e de segurança no local de trabalho. Os chamados Welfare officers, funcionários encarregados de zelar pela melhoria das condições de trabalho e de alojamento e pelo apoio aos trabalhadores mais necessitados, estão na origem daquilo que mais tarde viria a designar-se por função pessoal. Foi na década de vinte do século passado, com aumento na dimensão organizacional e com estruturação segundo os princípios das escolas burocrática e administrativas europeia, que se detecta a funcionalização da gestão e o aparecimento de gestores especificamente responsáveis pelo pelouro do pessoal. Até a segunda guerra mundial a administração de pessoal ocupava-se essencialmente com o recrutamento, disciplina, cotagem dos tempos de trabalho e pagamentos aos operários e empregados. Depois da segunda guerra, vulgarizou-se a designação “ administração de pessoal” passando esta função a integrar outras actividades, como a administração dos salários, a formação básica e a participação ou aconselhamento da administração da empresa na negociação e contratação colectivas adoptando-se a designação de relações industriais, cuja acção centravase na resposta a problemas concretos e imediatos, sem qualquer preocupação de natureza estratégica e sem grande fundamentação teórica que enquadrasse a sua acção. Nos últimos tempos ocorreram muitas transformações no ambiente externo das organizações, motivadas por vários factores como mudanças económicas, tecnológicas, sociais, culturais, políticas, legais, demográficas e ecológicas que actuam de maneira conjugada e sistemática, propiciando imprevisibilidades e incertezas para as organizações. Com efeito, torna-se necessário responder às diferentes solicitações, através de inovações, modificações e adaptações ao nível das estruturas da organização do trabalho e da gestão dos RH (Nunes, 2005). Dentro deste contexto, os recursos humanos é uma das áreas da gestão empresarial que mais sofreu mudanças. “A atenção da gestão concentra-se no grupo de indivíduos que possuem as competências nucleares da empresa e que fazem a diferença em termos da competitividade” (Cabral-cardoso, 1998:19). Como refere Chiavenato (1999), as empresas perceberam que as pessoas constituem o elemento do seu sistema nervoso que introduz a inteligência nos negócios e a racionalidade nas decisões. Tratar as pessoas como recursos organizacionais é um desperdício de talentos e de massa encefálica produtiva. Assim, hoje fala-se em gestão de pessoas, na qual elas são vistas como

parceiros e colaboradores do negócio da empresa, e não mais em recursos humanos como meros funcionários remunerados em função do tempo disponibilizado á organização. A visão de pessoas como recursos apresenta características diferentes da visão de pessoas como parceiros, conforme o quadro nº1 que se segue: Pessoas como recursos Pessoas como parceiros Colaboradores agrupados em Empregados isolados no Cargo; Horário rigidamente estabelecido; Preocupação com normas e regras; equipa; Metas negociadas e partilhada; Preocupações e resultados; Atendimento e satisfação do Subordinação com o chefe; Fidelização à organização; cliente; Vinculação a missão e a visão; Interdependência entre colegas e Dependência da chefia; Alienação em relação à organização; Partição e comprometimento; Ênfase na ética e na Ênfase na especialização; Executores de tarefas; Ênfase nas destrezas manuais; Mão-de-Obra Fonte: Chiavenato (1999, p7). responsabilidade; Fornecedoras de Actividade; Ênfase do conhecimento; Inteligência e talento equipe;

Chiavenato (1999), salienta ainda que as mudanças do século XX proporcionaram o aparecimento de três eras organizacionais distintas: a era industrial clássica; a era industrial neoclássica e a era da informação. 1. Era industrial clássica – Período logo após a revolução industrial, que se estendeu até meados de 1950. A estrutura organizacional dominante era burocrática, centralizadora, com ênfase na departamentalização funcional, centralização das decisões no topo da hierarquia, estabelecimento de regras e regulamentos internos para disciplinar e padronizar o comportamento das pessoas. A cultura organizacional predominante era voltada para o passado e para a conservação das tradições e valores tradicionais. As pessoas eram consideradas como recursos de produção, juntamente com outros recursos organizacionais como máquinas, equipamentos e capital, na conjunção típica dos três factores tradicionais de produção: natureza, capital e trabalho. Dentro dessa concepção, a administração de pessoas designava-se por relações industriais. Nesta era surgem os antigos departamentos de pessoal, órgãos destinados a fazer cumprir as exigências legais respeitantes ao emprego. 2. Era da industrialização neoclássica – Período que se estende entre as décadas de 1950 – 1990, teve início logo após a segunda guerra mundial, quando o mundo começou a mudar mais rápido e intensamente. As transacções comerciais passaram da amplitude local para regional, e de regional para internacional, tornando-se cada vez mais intensas e menos previsíveis, acentuando a competição entre as empresas. A teoria clássica foi substituída pela teoria estruturalista. A teoria das relações humana foi substituída pela teoria comportamental. Ao longo do período surge a teoria de sistemas e, no seu final a teoria da contingência. A cultura reinante nas organizações, aos poucos deixou de privilegiar as tradições antigas e passou a concentrar-se no presente, dando lugar á inovação e mudança de hábitos e de maneiras de pensar e de agir. A antiga concepção de relações industriais foi substituída por uma nova maneira de administrar as pessoas denominada por administração de recursos humanos. As pessoas eram vistas como recursos vivos e inteligentes e não como factores inertes de produção; os RH como o mais importante recurso organizacional e factor determinante do sucesso empresarial. O intenso desenvolvimento tecnológico começou a influenciar o comportamento das organizações e das pessoas que a elas participavam. O mundo continuava a mudar e as mudanças tornavam cada vez mais rápidas. Nesta era surgem os departamentos de recursos humanos que substituíram os antigos departamentos de relações industriais, que além das tarefas operacionais e burocráticas desenvolviam funções operacionais e tácticas como órgãos prestadores de serviços especializados, recrutamento,

selecção, formação, avaliação, remuneração, higiene e segurança do trabalho e de relações laborais e sindicais. 3. Era da informação – Teve início na década de 1990, sendo a época em que estamos a viver actualmente. Caracteriza-se principalmente pelas mudanças que se tornaram rápidas, imprevisíveis, turbulentos e inesperadas. A tecnologia da informação trouxe desdobramentos imprevisíveis e transformou o mundo numa verdadeira aldeia global, o que proporcionou condições favoráveis para o surgimento da globalização da economia. A competitividade tornou-se intensa e complexa entre as organizações. Tratando-se de uma época em que todos dispõem da informação em tempo real, são mais bem sucedidas as organizações capazes de tomar a informação e transformá-la rapidamente numa oportunidade de novo produto ou serviço, antes que outros o façam. Assim, o capital financeiro deixou de ser o recurso mais importante cedendo lugar ao conhecimento. Mais importante do que dinheiro é saber sobre como usá-lo e aplicá-lo de forma rentável. Como tal, os factores tradicionais de produção – terra, mão-de-obra e capital – produzem retornos cada vez menores, o conhecimento torna-se básico e o maior desafio passa a ser a produtividade do conhecimento. Tornar o conhecimento útil e produtivo passou a ser a maior responsabilidade da gestão. O emprego migrou-se do sector industrial para o sector de serviços e o trabalho manual substituído pelo trabalho mental. As pessoas e os seus conhecimentos e habilidades mentais passaram a ser a principal base da organização. A antiga administração de recursos humanos cedeu lugar a uma nova abordagem: A gestão de pessoas, na qual as pessoas deixaram de ser vistas como simples recursos (humanos) organizacionais para serem abordadas como seres dotadas de inteligência, personalidade, conhecimentos, habilidades, destrezas, aspirações e percepções singulares. São os novos parceiros da organização. A cultura organizacional passa a privilegiar a mudança e a inovação com foco no futuro e no destino da organização. Nesta era, aparecem as equipas de gestão com pessoas que substituem os departamentos de RH e de gestão de pessoas. As pessoas passaram de gentes passivos, que são administrados, para gentes activos e inteligentes que ajudam a administrar os demais recursos da organização. Sendo parceiros da organização, tomam decisões a respeito de suas actividades, cumprindo metas para alcançar os resultados previamente negociados e que satisfazem as necessidades e as expectativas do cliente. Com efeito, a administração de RH transformou-se em gestão de pessoas, passando de uma área fechada, hermética, monopolística e centralizada para tornarse aberta, amigável compartilhadora e descentralizadora.

1.5.POLITICAS DOS RECURSOS HUMANOS

Em função da racionalidade organizacional, da filosofia e cultura organizacional surgem as políticas. Políticas são regras estabelecidas para governar funções e assegurar que elas sejam desempenhadas de acordo com os objectivos desejados. Constituem orientação administrativa para impedir que empregados desempenhem funções indesejáveis ou ponham em risco o sucesso de funções específicas. Assim, políticas são guias para a acção. Servem para fornecer respostas às questões ou aos problemas que podem ocorrer com certa frequência, fazendo com que os subordinados procurem, desnecessariamente, seus supervisores para esclarecimento ou solução de cada caso. As políticas de recursos humanos referem-se às maneiras pelas quais a organização pretende lidar com seus membros e, por intermédio deles, atingir os objectivos organizacionais, permitindo condições para o alcance de objectivos individuais. As políticas de recursos humanos variam enormemente conforme a organização, devido aos seguintes factores:

Antecedentes históricos da organização; Cultura organizacional e racionalidade; Contexto ambiental; factores económicos, políticos, sociais, culturais, tecnológicos etc. Localização geográfica; Relações com sindicatos; e Políticas e restrições governamentais.

A longo prazo, as políticas de recursos humanos, quando bem delineadas e desenvolvidas, podem levar às seguintes consequências:

Aprimoramento das técnicas de administração de recursos humanos; Aplicação de sadios princípios de administração, do topo à base da organização, principalmente no que se refere às necessidades de relações humanas de boa qualidade; Adequação de salários e benefícios sociais às necessidades do pessoal; Retenção de recursos humanos qualificados e altamente motivados dentro da organização;

Garantia da segurança pessoal do trabalhador em relação ao emprego e às oportunidades dentro da organização; Obtenção de efectiva participação dos empregados.

Cada organização desenvolve a política de recursos humanos mais adequada à sua filosofia e às suas necessidades. A Gestão de Recursos Humanos trabalha com três dimensões fundamentais, tais como, o Individuo, o Trabalho e o Desenvolvimento. Perante a interligação destes três aspectos inseparáveis, a gestão de recursos humanos é constituída de subsistemas interdependentes, como se pode verificar no quadro nº 2. Esses subsistemas são os seguintes: Políticas de Recrutamento de Recursos Humanos Políticas de Afectação de Recursos Humanos Políticas de Manutenção de Recursos Humanos Políticas de Desenvolvimento de Recursos Humanos Políticas de Controlo de Recursos Humanos

Subsistemas dos RH Recrutamento

Actividades Planeamento de Recursos Humanos; Recrutamento de pessoal; Selecção de pessoal; Integração de Pessoal

Afectação

Descrição e análise de funções; Movimentação de pessoal; Plano de carreiras; Avaliação do desempenho humano.

Manutenção

Compensação; Benefícios sociais; Higiene e segurança; Relações trabalhistas.

Desenvolvimento

Formação; Desenvolvimento de pessoas; Desenvolvimento organizacional

Controlo

Indicadores de gestão; Sistemas de informação; Auditoria organizacional

Quadro II: Os subsistemas de Administração de Recursos Humanos e suas principais atribuições. Fonte: Chiavenato (1997, p 167) Adaptação do autor.

1.6.SUBSISTEMA DE MANUTENÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

Do ponto de vista de RH, a empresa dinâmica é aquele que não apenas capta e aplica seus recursos humanos adequadamente, mas os mantém na empresa. Quando falamos de manutenção na empresa, estamos a falar do plano da compensação monetário ou melhor, manutenção dos recursos humanos exigem uma serie de cuidados especiais, entre os quais destaca-se:

Os planos de compensação monetária (Administração de salários e remunerações), Benefícios sociais, Higiene e segurança no trabalho e a relação sindical. Estes elementos que compõem o subsistema de manutenção são os que propusemos desenvolver e abordar ao longo deste trabalho1.

A compensação monetária e benefício social, fazem parte do sistema de recompensa com o qual a empresa brinda seus participantes, no sentido de mantê-los satisfeitos e motivados e de induzi-los a permanecer na empresa e a vestir sua camisa. O sistema de recompensa inclui, salários e remunerações, As organizações para além de se preocuparem em captar e aplicar adequadamente os recursos humanos, também procuram mantê-lo satisfeitos a longo prazo na organização. Isto requer o estabelecimento de um sistema de manutenção que visa a satisfação e motivação dos funcionários, assegurando as condições físicas, psicológicas e sociais para sua permanência na organização.

O subsistema de manutenção do pessoal, compreende as áreas de compensação (administração de salários e benefícios sociais), higiene e segurança do trabalho, além de relações trabalhistas. Como os demais subsistemas, está, numa gestão centrada no cargo, fundamentava-se em estabelecer salários e carteiras de benefício que respeitassem o equilíbrio interno e externo, ou seja a tradicional área de administração de cargos e salários; o que importava era manter faixas salariais equacionadas a partir das responsabilidades que o cargo exigia (Coopers & 4 Lybrand, 1997). As actividades de higiene, medicina e segurança no trabalho, bem como de relações no trabalho, fundamentavam-se no evitar problemas, dentro de uma relação de forças entre a classe trabalhadora e a empresariado. (Marras, 2.000 e Lucena 1990) _______________________________
1.

idalberto Chavenato,capital humano nas organizações ,8ªEd,pg ....

Dentro de uma nova postura, na qual o cargo passa a ser periférico e as competências e habilidades do ocupante assumem o papel central, os modelos de manutenção do pessoal na organização( compensação e remuneração) variável, passaram a ter lugar de destaque; como exemplo, o modelo de remuneração por habilidades e competências e os programas de participação nos lucros e resultados que buscam compensar o trabalhador pelo potencial que este tem e pelo valor que agrega a empresa (Coopers & Lybrand, 1997). Por outro lado, as relações no trabalho focam-se na negociação e entendimento entre a classe trabalhadora e o empresariado (Lucena, 1990) e as questões de higiene, medicina e segurança passaram a adoptar uma postura preventiva de problemas, a qualidade de vida no trabalho (Marras, 2.000) De acordo com Chiavenato (1999), os processos de Manutenção de pessoas na organização, são aqueles que se utilizam para criar condições ambientais e psicológicas satisfatórias para as actividades das pessoas. Envolvem a administração da disciplina, higiene, segurança e a qualidade de vida e manutenção de relações sindicais. Em algumas organizações, segundo o autor, esse processo é deficiente por se aproximarem do modelo de ordem e de obediência com ênfase na disciplina rígida e padronizada através de regras e regulamentos impostos. Em outras organizações, os processos de manutenção de pessoas aproximam-se do modelo de auto-determinação e auto-realização das pessoas, com ênfase na flexibilidade do sistema e na

motivação intrínseca das pessoas. O modelo enfatiza a liberdade e a autonomia das pessoas e privilegia a diferenciação e a diversidade, baseando-se nas diferenças individuais das pessoas. O trabalho de Neves (2000), refere existir na maioria das organizações planos de segurança, serviços de medicina no trabalho e acção sindical. As reivindicações quando existem, relacionam-se predominantemente com condições de trabalho, segurança de emprego e estatuto remuneratório. São subsistemas de manutenção de recursos humanos: administração de salários, planos de benefícios sociais, higiene e segurança no trabalho e relações trabalhistas, conforme demonstrado na figura nº1 Manutenção de Recursos Humanos a seguir.

Fig nº1 Manutenção de Recursos Humanos Fonte: Recursos Humanos – Edição Compacta (Chiavenato, 1997)

1.6.1.POLÍTICAS DE MANUTENÇÃO DE RECURSOS HUMANOS

a) Critérios de remuneração directa dos participantes, tendo-se em vista a avaliação de funções e os salários no mercado de trabalho, e posição da organização frente a essas duas variáveis; b) Critérios de remuneração indirecta dos participantes, tendo-se em vista os programas de benefícios sociais mais adequados à diversidade de necessidades existentes no universo de cargos da organização, e considerando a posição da organização frente às práticas do mercado de trabalho; c) Como manter uma força de trabalho motivada, de moral elevada, participativa e produtiva dentro de um clima organizacional adequado; d) Critérios relativos às condições físicas ambientais de higiene e segurança que envolvem o desempenho das tarefas e atribuições do universo de funções da organização; e) Relacionamento de bom nível com sindicatos e representações do pessoal.

1.6.2.AVALIAÇÃO DO PROCESSOS DE MANUTENÇÃO DE PESSOAS

Todos esses processos de manutenção de pessoas (Remunerar, conceder benefícios e serviços sociais compatíveis com um padrão de vida saudável, proporcionar um ambiente físico e psicológico de trabalho agradável e seguro, assegurar relações sindicais amigáveis e cooperativas) são importantes na definição da manutenção das pessoas na organização e, mais do que isso, em sua motivação para o trabalho e para alcance dos objectivos organizacionais.

Em algumas empresas, esses processos de manutenção, ganham uma nota muito baixa, por se aproximarem do modelo de Homem económico (que trabalha exclusivamente pelo salários), pela rigidez e inflexibilidade, e por seu carácter genérico e padronizado, tratando todas pessoas pela média, sem responder as suas diferenças individuas e as suas diferentes contribuições à organização. Em outras organizações esses processos de manutenção ganham uma nota muito alta, por se aproximarem do modelo de homem complexo, por sua flexibilidade e adaptabilidade às pessoas e pelo respeito às diferenças indivíduas e às diferentes contribuições ao sucesso da organização. O desafio está em trazer paulatinamente e firmemente as características desses processos de manutenção de pessoas para o lado direita da figura nº2 abaixo.2

_______________________________
2

Idalberto Chavenato ,Capital humanos nas organizações, 8ª ed compact,pg

Modelo de Homem Económico -Rigidez -padronizado e genérico

Manutenção do pessoal

Modelo de homem complexo -flexibilidade -sujeito a diferenças individuais

Fonte: Capital humano nas organizações, Idalberto Chiavenato.

1.6.3.COMPENSAÇÃO (ADMINISTRAÇÃO DE SALÁRIOS)

A recompensa constitui um elemento fundamental para estimulo e motivação dos empregados, com vista ao alcance dos objectivos organizacionais, por um lado, e a satisfação dos objectivos individuais por outro lado. Conforme Chiavenato (1999), processos de recompensar pessoas referem-se aos processos utilizados para incentivar os funcionários e satisfazer suas necessidades individuais mais elevadas. Incluem recompensa, remuneração e benefícios e serviços sociais. Segundo o autor, os sistemas de recompensas também variam entre as organizações. Algumas ainda utilizam processos fixos e rígidos, genéricos e padronizados, tradicionais e ultrapassados, enquanto outras usam os mais avançados e flexíveis para incentivar e motivar os seus funcionários. Como tal, distinguem-se duas abordagens: Uma tradicional, na qual predomina o modelo do homo economicus, isto é, a suposição de que as pessoas são motivadas exclusivamente por incentivos salariais, financeiros e materiais. A remuneração obedece a padrões rígidos e imutáveis, atende processos padronizados de avaliação de cargos dentro de uma política de generalização que se aplica a todos funcionários, indistintamente e sem levar em conta suas diferenças individuais de desempenho. A remuneração é baseada no tempo e não no desempenho, com ênfase no passado do funcionário e em valores fixos e estáticos.

A outra diz respeito á abordagem moderna onde predomina o modelo do homem complexo, isto é, a suposição de que as pessoas são motivadas por uma enorme variedades de incentivos, como o salário, os objectivos e as metas a atingir, a satisfação no cargo na organização, a necessidade de auto-realização etc. A remuneração obedece a esquemas flexíveis, atende a processos personalizados, dentro de uma política de adequação às diferenças individuais entre as pessoas e o seu desempenho. A remuneração é baseada nas metas e resultados a serem alcançados pelas pessoas, com ênfase no desempenho futuro e em valores variáveis e flexíveis. O trabalho de Neves (2000), refere que a definição de uma política salarial é uma prática corrente em todas organizações. Nos sectores da administração pública ou privado, as regras são determinadas e impostas pela tutela, com base nas políticas salariais definidas para o sector público ou privado do estado. Nos restantes sectores, a definição da política salarial considera o valor do mercado, os resultados alcançados e, em alguns casos, o desempenho individual 3 1.6.3.1.DEFINIÇÃO: Compensação: é o sistema de incentivos e recompensa que a organização estabelece para remunerar e recompensar as pessoas que nele trabalham. A compensação é a área que lida com a recompensa que o indivíduo recebe como retorno pela execução de tarefas organizacionais. É basicamente uma relação de intercâmbio entre as pessoas e a organização. Cada trabalhador transacciona o seu trabalho para obter recompensa financeira e não financeiro.

1.6.3.2.TIPOS DE COMPENSAÇÃO A compensação financeira pode ser directo ou indirecto: -Compensação Financeiro directo: consiste no pagamento que cada empregado recebe na forma de salários, bónus, prémios e comissões. _________________________________
3

BILHIM, João Abreu de Faria. (2002). “Questões Actuais de Gestão de Recursos

Humanos”, Lisboa: Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, pp. 113 – 148.

O salário representa o elemento. O salário é uma retribuição em dinheiro ou equivalente pago pelo empregador ao empregado em função do cargo que este exerce e dos serviços que este presta durante determinado período de tempo. O salário poder ser directo ou indirecto. O salário directo é aquele recebido como contraprestação dos serviços no cargo ocupado. -Compensação Financeira Indirecta: é o salário indirecto decorrente de cláusulas de convenção colectiva e de plano de benefícios sócias oferecidos pela organização. O salário indirecto inclui: ferias, gratificações, adicionais (de periculosidade, de insalubridade, adicional nocturno, adicionais de tempo de serviço), participações nos resultados, horas extraordinárias, bem como os correspondes monetários dos serviços e benefícios sociais oferecidos pela organização (como alimentação e transporte subsidiada, seguro de vida em grupo etc.). A soma de salários directos e indirectos constitui a remuneração. O salário representa uma das mais complicadas transacções, pois quando uma pessoa aceita um cargo ela está se comprometendo a uma rotina diária, a um padrão de actividade e a uma ampla faixa de relações interpessoais dentro de uma organização e, para tanto ,recebe Salários. Assim em troca desse elemento simbólico e intercambiavel (o dinheiro) o homem é capaz de empenhar parte de si mesmo, do seu esforço e da sua vida4.

1.6.3.2.CONCEITO DE ADMINISTRAÇÃO DOS SALÁRIOS

A administração de salário: é um conjunto de normas e procedimentos que visam estabelecer e/ou manter estruturas de salários equitativas e justas na organização. Com um estabelecimento e manutenção de estruturas de salários compensados, o serviço de salário e remunerações (SSR) propõe-se a atingir os seguintes objectivos:

______________________________
4

CHIAVENATO IDALBERTO. (2009). “Remuneração, Benefícios e Relações de

Trabalho”, (6ª ed.). Brasil: Mamole Ltda, pp. 1-19, 179-202.

1. Remunerar cada empregado de acordo o valor do cargo que ocupa. 2. Recompensa-lo adequadamente por seu desempenho e dedicação. 3. Obter dos empregados a aceitação do sistema de remuneração adoptados pela empresa.

4. Atrair e reter os melhores candidatos para os cargos. 5. Ampliar a flexibilidade da organização, dando-lhes os meios adequados a movimentação do pessoal, racionalizando as possibilidade de desenvolvimento 6. Manter equilíbrio entre os interesses financeiros da organização e sua politica de relações com os empregados.

1.6.3.4.POLITICA SALARIAL

Politica Salarial: é o conjunto de princípios e directrizes que reflecte a orientação e a filosofia da organização no que tange aos assuntos de remuneração de seus colaboradores. Assim, as normas presentes e futuras, bem como as decisões sobre caso individual devem orientar-se por esses princípios e directrizes. A política salarial não é estática. Pelo contrário ela é dinâmica e evolui pela aprendizagem, aperfeiçoando-se com sua aplicação frente a situações que se modificam com rapidez: Uma politica deve ter como conteúdo: 1. Estrutura de cargos e salários: Isto é, classificação dos cargos e as fixas salários para classe de cargos. 2. Salários de Admissão para as diversas classes salariais: os salários de admissão para cada cargo coincidem com o limite inferior da classe salarial. 3. Previsões de reajusto salariais sejam por determinação legal seja espontânea. 1.7.BENEFÍCIOS S OCIAIS

1.7.1.DEFINIÇÃO : Benefícios sociais: são as facilidades, conveniências, vantagens e serviços oferecidos pelas empresas aos seus funcionários com o objectivo de fazer com que eles poupem esforços e preocupação sobre estes aspectos e são meios indispensáveis na manutenção da força de trabalho para garantir a satisfação e produtividade. São também definidos como benefícios indirectos, vantagens adicionais ao salário ou compensações, concedidos por liberdade das organizações ou empresas, em espécie ou diferidos no tempo. Os benefícios sociais incluem, entre diversas compensações, pagamento sem causa ou a beneficiários não identificados, salários indirectos, beneficiário não identificado, veículos de

utilização mista, tributação da pessoa física e tratamento na declaração de ajuste anual do beneficiário.

0 Salário pago em relação ao cargo ocupado constitui somente uma parcela do pacote de compensações que as organizações costumam oferecer aos seus empregados. A remuneração geralmente é feita de muitas outras formas além do pagamento em salário: uma considerável parte da remuneração total é constituída de benefícios sociais e de serviços sociais. Um dos custos de maior relevância e importância para as organizações é representado pela remuneração -directa ou indirecta dos seus empregados, em todos os níveis hierárquicos. A remuneração directa, isto é, o salário dentro dessa abordagem, é proporcional ao cargo ocupado, enquanto a remuneração indirecta isto é, os serviços e benefícios sociais são geralmente comuns para todos os empregados, independentemente do cargo ocupado. O quadro nº3 mostra-nos as vantagens dos beneficios sociais e os seus obejectivos.

1.7.2.VANTAGENS DOS BENEFÍCIOS SOCIAIS E SEUS OBJECTIVOS Vantagem dos Benefícios Para Organização Eleva a moral dos empregados Para o Empregado Oferece conveniências não avaliáveis em dinheiro

Eleva a lealdade do empregado face á empresa

Aumenta a satisfação no trabalho

Aumenta o bem-estar do empregado

Contribui para o desenvolvimento pessoal e bem-estar individual

Facilita o recrutamento e a retenção do pessoal

Oferece meios de melhor relacionamento social entre os empregados

Aumenta a produtividade e diminui o custo unitário de trabalho

Reduz sentimentos de insegurança

Reduz distúrbios e queixas

Oferece compensação extra

Quadro nº 3 Fonte: Idalberto chiavenato, 8ªed.Capital humano nas organizações

Os planos de benefícios sociais estão geralmente apontados para certos objectivos. Os objectivos referem-se às expectativas de curto e longo prazo da organização em relação aos resultados dos planos. Quase sempre, os objectivos básicos dos planos de benefícios sociais são: Melhoria da qualidade de vida dos empregados Melhoria do clima organizacional Redução da rotação de pessoal e do absenteísmo Facilidade na atracção e na manutenção de recursos humanos Aumento da produtividade em geral Algumas organizações recorrem a organismos específicos nesta área, com vista a promover segurança e garantia neste âmbito. Para isso recorrem aos seguintes serviços: Estudo e seguimento de Planos de Previdência Desenho de planos de reforma: Valorização actuária dos direitos e obrigações dos compromissos da empresa Cobertura de riscos pessoais Vida e acidentes para grupos Seguros de saúde Seguros de assistência em viagem Seguros de poupança

A preocupação com o factor humano conduz a um particular sentido de responsabilidade social das empresas. Neste campo podem recorrer aos seguintes serviços: Desenho e implementação de Planos de Saúde, gestão Técnica de Seguros de Saúde, gestão de Sinistros, tratamento e Processamento de Despesas, pagamentos / Reembolsos, Controle, Consultadoria e Auditoria Técnica e Comercial, Comunicação-programas de comunicação junto dos colaboradores

1.8. QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Toda organização gostaria de ser melhor lugar para se trabalhar. Todas as pessoas também gostariam de trabalhar numa organização com condições de estada adequada. A qualidade de vida implica criar, manter e melhorar o ambiente de trabalha seja em suas condições físicas (higiene e segurança) seja em suas condições psicológicos e sociais. Tudo isso redunda a qualidade de vida das pessoas na organização. E, por extensão, a qualidade vida das pessoas fora da organização.

1.8.1.HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO

Do ponto de vista da ARH a saúde e segurança das pessoas constituem uma das principais bases para preservação da forca de trabalho adequada. De modo genérico. Higiene e segurança no trabalho constituem duas actividades intimamente relacionadas no sentido de garantir condições pessoais e materiais de trabalho capazes de manter certo nível de saúde dos empregados. Segundo o conceito emitido pela Organização Mundial de Saúde é um estado completo de bem-estar físico mental e social e que não consiste somente ausência de doença ou de enfermidade. A Higiene do trabalho: é um conjunto de normais e procedimentos que visa a protecção da integridade física e mental do trabalhador preservando dos riscos de saúde inerentes as tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas. A higiene está relacionada com o diagnostico e com a prevençaõ de doenças ocupacionais a partir do estudo e controlo de duas variaveis, o homem e o seu ambiente de trabalho um plano de higiene de trabalho,geralmente envolve o seguinte conteúdo : a) Um plano organizado

b) Serviços médicos adequados c)Prevenção de risco a saúde d) Serviços adicionais.

1.8.2.OBJECTIVOS DA HIGIENE DO TRABALHO

A higiene do trabalho ou higiene industrial, tem carácter eminentemente preventivo, pois objectiva a saúde e o conforto do trabalhador, evitando que a doenças se ausenta provisória ou definitivamente do trabalho. Entre os objectivos principais da higiene do trabalho estão: Eliminação das causas das doenças profissionais. Redução dos efeitos prejudica provocados pelo trabalho em pessoas doentes ou portadoras de defeitos físicos. Prevenção de agravamento de doenças e de lesões Manutenção da saúde os trabalhadores e aumento da produtividade por meio de controlo do ambiente do trabalho. O trabalho das pessoas é profundamente influenciado por três grupos de condições: Condições ambientais de trabalho: Como iluminação, temperatura, ruído. Condições de tempo: como duração da jornada de trabalho, horas extras, período de descanso etc. Condições sociais: como organização informal, relacionamentos, status etc.

1.9.RELAÇÕES LABORAL

O subsistema de manutenção, do RH impõe relacionamento constante entre as organizações, colaboradores e entidades representativas. As relações com as pessoas podem desdobrar-se em relações interna com os próprios colaboradores no quotidiano da organização e relações externa com os representantes dos colaboradores como os sindicatos.

1.9.1.RELAÇÕES COM OS EMPREGADOS São actividades de RH, associadas com o tratamento e movimentação dos colaboradores dentro da organização. São as relações internas da organização com seus colaboradores e relacionada com promoções, transferência, demições e afastamento por reforma. Disciplina e medidas disciplinares são também aspectos cruciais dessas relações internas. Contudo a ARH actua na retaguarda como função de Staff.

1.9.2.MOVIMENTAÇÃO DO PESSOAL As organizações se caracterizam por uma constante movimentação das pessoas através da estrutura organizacional. È o continua fluxo de capital humano dentro da organização, esta movimentação envolve admissões tal como: Transferência Promoções Afastamento por reforma Desligamentos

1.10.CONFLITOS NO TRABALHO As pessoas nunca têm objectivos e interesses idênticos. As diferenças de objectivos e interesses pessoais sempre conduzem a alguma espécie de conflitos. Em geral a maioria parte dos conflitos organizacionais é provocada por conflitos pessoais. Um aspecto crítico da ARH é a solução de conflito dentro de uma postura global e de longo prazo. Quando adequadamente solucionados e resolvidos os conflitos conduzem a mudança organizacionais que predisponham a inovação. Contudo quando os conflitos são apenas parcialmente resolvidos ou inadequadamente resolvido criam um contencioso entre a organização, seus participantes e os sindicatos representativos pode afectar negativamente o desempenho organizacional.

1.10.1DEFINIÇÃO DE CONFLITO :

Conflito: Significa existência de ideias, sentimentos, actitudes ou interesses antagónico e colidentes que podem chocar-se. Sempre que se fala em acordo, aprovação, coordenação, resolução, unidade, consetimento, constencia, harmonia, deve-se lembrar que essas palavras pressupõe a existência ou a eminência dos seus opostos como desacordo, desaprovação, dessenção, desentendimento, incogurencia, desordenacia, oposição o que significa conflito. O conflito é condição geral do mundo animal. O homem sobressaísse dentre os animais por sua capacidade de atenuar embora nem sempre de eliminar essa condição. A sociedade e a civilização, requeistos básicos da vida humana são viáveis graças ao elevado grau de congruência de objectivos entre os homens ou pelo menos por alguns mecanismos ou regras de conduta que impõe ordem e acomodação. Existem três condições antecedentes que são inerentes a vida organização e que tendem a gerar conflitos: a) Diferenciação de actividades b)Recursos compartilhados c)Actividades interdependentes. O Conflito é um processo decorrente de duas condições desencadeantes a saber: a) Percepção da incompatibilidade de objectivos b) Percepção de oportunidade de interferência O conflito pode ter resultados construtivos ou destrutivos para as partes envolvidas sejam elas pessoais grupos ou organizações. Assim o desafio reside em administrar conflito de modo a maximizar os efeitos construtivos e minimizar os efeitos destrutivos. A maneira pela qual um conflito é resolvido influencia os resultados construtivos ou destrutivos que ele produz, por tento os futuros episódios de conflitos. Um conflito pode ser resultados de três maneiras a saber: a) Resolução ganhar/perdeu b) Resolução perder/perder. c) Resolução ganhar/ganhar. A resolução do conflito na organização poder ser feita por meio de convenção colectiva de trabalho ou acordo colectivo estabelecido nas negociações.

1.10.2.CONVENÇÃO COLECTIVA Convenção colectiva de trabalho ou acordo colectivo de trabalho é o acordo de carácter normativo pelo qual dois ou mais sindicatos representativos de categoria económica e profissionais estipulam condições de trabalho aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações indivíduas de trabalho. A vigência do acordo colectivo é de no máximo dois anos. Assim toda convenção colectiva tem uma amplitude no tempo e no espaço. Celebração de convenção colectiva de trabalho é um dos meios mais utilizados na solução de conflitos colectivos evitando greves e possibilitando, por meio de negociações e consequente acordo entre as partes, manter a paz social baseada no consenso entre as partes. A convenção colectiva prescreve em detalhas quais as condições de trabalho que regerão os contratos individuais de trabalho na organização envolvidas a saber: Horário de trabalho, horários de descanso, descansa semanal remunerado, (aos domingos e feriados), jornada semanal de trabalho, salário profissional (Salário mínimo da categoria, também chamado de salário normativa ou salário piso), índice de reajuste salarial, índice de produtividade da categoria, aumento real de salários em relação a inflação, condições de trabalho da mulher, e do menor, adicionais de periculosidade, adicionais de horas extraordinárias, nos dias normais, domingos e feriados, condições de desligamento do pessoal, equiparação salarial etc. Assim a convenção colectiva exige um processo prévio de negociações colectiva entres as partes: é a chamada negociação colectiva. A negociação colectiva pode ser feita em três nineis: No nível da empresa, no nível do sindicato e no nível da união de sindicatos. O subsistema de manutenção de recursos humanos envolve também as relações externas da organização com as entidades representativas de seus colaboradores, isto é com os sindicatos. Essas relações são chamadas relações laborais por envolver questões ligadas ao trabalho do pessoal e que são negociadas e acordadas com os sindicatos. 1.11.Legislação Laboral Angolana

A lei geral do trabalho no seu capítulo I, artigo 1º,ponto 1 estabelece os princípios gerais e o âmbito de aplicação da LGT e ilustra seguinte:

1. A Lei Geral do Trabalho aplica-se a todos os trabalhadores prestando serviços remunerados por conta dum empregador no âmbito da organização e sob a autoridade e direcção deste.

No capítulo II, a LGT, consagra a constituição da relação jurídico-laboral (contrato de trabalho) e sua constituição na sua I secção, artigo 8º . No capitulo V a LGT aborda a questão das condições de prestação do trabalho , na sua secção I fala da segurança e higiene no trabalho,e na secção II retrata a medicina no trabalho. No capitulo VII a lei fala das remunerações e outros direitos economicos do trabalhador. Aborda as questoes de salario minimo nacional (secçaõ II), liquidação e pagamento de salarios ( secção III) compesançaõ e descontos sobre o salario ( secção IV),protecçaõ do salarios(secçãoV), Economatos (secção VI) e outros direitos economicos dos

trabalhadores(secçãoVII). No capitulo III , na sua secção II, a lei fala da desciplina laboral e no capitulo XII na secção III, a lei fala da conciliação nos conflitos individuais de trabalho. 5

CAPITULO II

ESTUDO DE CASO DA EMPRESA KWANDA-LDA

2.1.APRESENTAÇÃO HISTORICA DA EMPRESA EM ESTUDO

A kwanda-lda é uma empresa que opera no município do soyo, na província do Zaire e foi inaugurado pelo Presidente da república José Eduardo dos Santos, em Novembro de 1982. A kwanda-lda é uma empresa de direito angolano, resultado da sociedade entre a Saipem um empresa do direito Italiano que despõe de 48% da acções e a Sonangol uma empresa do direito angolano com uma cifra de 52% das acções escritas. No âmbito de realização do seu objecto social e dos seus projectos, a kwanda lda, desenvolve para os seus clientes todas as actividades de apoio nomeadamente: apoio logístico; gestão portuária; serviços médicos; alojamento; alimentação; manutenção; mecânica e

electricidade; transportes; alocação de pessoal e equipamento; prestação de serviços especializados e outros de infra-estrutura relacionados com a indústria petrolífera. A empresa localiza-se no Soyo, e a sua sede em Luanda. • LUANDA - Sede

• SOYO - Base Logística Kwanda

A Kwanda-Lda também pode estender a sua actividade dedicando-se a outros ramos de actividade no âmbito do sector petrolífero quer em território angolano ou no estrangeiro. Os seus principais clientes são: a Esso, Halliburten, a Bechtel( Projecto AngolaNLG), a Chevron, a Total fina-Elf e muitos outros que operam na base logística do kwanda. A empresa controla e tutela três grandes áreas de serviços a saber: Serviços gerais, Serviços de materiais & mecânica e serviços portuários. Uma parte de serviços é terciarizada e são importantes fontes de receitas para a empresa. Neste momento o serviço portuário é o que mais receitas traz para empresa, influenciado fortemente pelo projecto de AngolaLNG. A figura nº2 abaixa a macro estrutura da empresa.

2.2. EXTRACTO DA MACRO ESTRUTURAS DA EMPRESA KWANDA-LDA

CONSELHO DE GERÊNCIA

DIRECÇÃO GERAL

ESTRUTURA ORGANICA DA EMPRESA Director Geral Dir. Geral.

Adj Dir. Qualidade Director de HSE Procurment

Dir. AFC

Chefe Base

da

Subempreiteiro

Direcção. RH Dir. do RH

Serviços de salarios e Remunerações.

Fonte: Manuel de gestão de empresa Kwanda-lda Com o inicio de macro projecto de AngolaLNG, a kwanda viu-se na necessidade de reformar os seus serviços garantindo desta forma, maior qualidade de vida aos seus colaboradores, na medida que o projecto vai sendo cada vez mais exigente para os desafios futuros. Uma das características das empresas petrolíferas e as que com elas trabalham é o zelo e o cuidado na aplicação do subsistema de manutenção do pessoal em todas as vertentes. A kwanda assegura o subsistema do pessoal através da sua direcção dos recursos humanos. 2.3.A missão dos Recursos Humanos da kwanda-lda O processo de Gestão dos Recursos Humanos e seus sub-processos seguintes têm a missão:  Gerir os Recursos Humanos da Kwanda em consonância com as Politicas da Empresa e dos Grupos Sonangol e Saipem.  Processar todas compensações do pessoal efectivo.  Optimizar a alocação de efectivos às diversas áreas funcionais, adequando as disponibilidades às competências requeridas  Assegurar comunicação interna.  Assegurar um serviço eficaz satisfazendo as expectativas do pessoal  Assegurar movimento do pessoal (vistos, viagens e outras formalidades relevantes)  Melhoria das competências dos seus recursos humanos é um dos factores essenciais para obtenção da qualidade e melhoria da eficiência da Kwanda Lda.  A competência do pessoal cujas actividades afectam a qualidade do serviço ou produto será baseada na educação adequada, formação, habilidade e experiência.

 Cabe a cada responsável do processo assegurar a competência dos respectivos operadores de processos.

2.4.SERVIÇOS DE ADMINISTRAÇÃO DE SALÁRIOS E REMUNERAÇÕES DA KWANDA LDA O serviço de salários e remunerações assegura o subsistema de manutenção (Administração de salários, benefícios sócias e a segurança e a higiene no trabalho) bem como a sua aplicação. O serviço de salarios e remunerações é uma area da contabilidade emprestado aos recursos humanos 6 2.4.1.Objectivos e Campos de Aplicação O serviço de salários e remunerações utiliza uma Instrução de Trabalho para o processamento do salário e remunerações da kwanda lda, destinando-se a descrever as actividades e as responsabilidades no processo de gestão, cálculo e registo de Salários e Remunerações, de forma eficaz e garantindo o respeito pelas normas legais, fiscais e da pela NP EN ISO 9001: 2000. Esta instrução aplica-se ao processamento de todas as remunerações a pagar pela KwandaLda, aos seus trabalhadores e é conhecida e respeitada por todos os Serviços e colaboradores intervenientes no processo 7 2.4.2.Documentos de referência no Serviço de Salários e Remunerações.  A Lei 02/2000, Lei Geral do Trabalho;  A Lei 10/99, Imposto sobre Rendimento do Trabalho, actualização no Decreto executivo nº62/03 de 29 de Outubro de 2003  A Lei 18/90, Segurança Social, actualização 27/10 Decreto n.º 7/99, de 28 de Maio  O Acordo colectivo do trabalho da kwanda  Guia de Utilização do PAIE – Junho de 2001.

_______________________________ 6 CHIAVENATO, Idalberto. O capital Humano das Organizações. 8º Ed. São paulo: Atlas, 2004. 7 Manuel de instrução de processamento de salários e remunerações, pg 2

2.4.3.Ciclo de Administração de Salário do pessoal da kwanda-lda

Durante minha pesquisa na kwanda Lda., um dos pontos que me despertou interesse é como o subsistema de manutençaõ é aplicado na kwanda-lda. È interesse nosso abordar primeiro da administração do salario por ser a principal fonte de motivação do pessoal, quando sabemos que, todo trabalhador espera que o seu salário seja pago oportunamente, de acordo com o que está regulado no seu acordo colectivo, na LGT, e no seu contracto de trabalho. A kwanda lda, com objectivo de responder ao compromisso salarial que tem com os seus trabalhadores, o processamento dos salários, é feita cumprindo forma sistemática, um ciclo mensal que inicia da seguinte forma : ABERTURA, PROCESSAMENTO DE EFECTIVIDADE, VERIFICAÇÃO, CORRECÇÃO DE ERROS OU DESVIOS, PROCESSAMENTO DE ABONOS E DESCONTOS, REGISTO E ACTUALIZAÇÃO DE DOSSIERS DE TRABALHADORES, CALCULO, VALIDAÇÃO E FECHO.

1.

ABERTURA

O processamento de salários é feito com base nas Folhas de Ponto ( Time sheet), informações e registos de remunerações e descontos referentes ao período de 23 anterior a 22 do mês em que se inicia o processo. Quero com isto dizer que a empresa tem 8 dias do mês anterior e 22 dias do mês posterior perfazendo 30 dias úteis do trabalha feito.

Após o fecho de um mês, procede-se entre os dias 26 e 28, á abertura do seguinte no programa de processamento de salarios ( PAIE). As Folhas de Ponto individuais, são recepcionadas para o SSR, até 30 de mês a que digam respeito com tolerancia ate ao dia 5 do mês seguinte.

2.

PROCESSAMENTO DE EFECTIVIDADE

A efectividade é feita depois de terminar um determinado mês, procedendo ao ordenamento das folhas de ponto por ordem sequencial numérica. Inicio do processamento dos salários com o lançamento da efectividade constante em todas as folhas de ponto. Esta fase decorre na 1ª semana de cada mês, apenas são processados os dados registados nas folhas de ponto, ou seja dias trabalhados, ausências, horas extra, subsídios inerentes a dias trabalhados, etc. 3. VERIFICAÇÃO

Feito a efectividade e lançado no programa de processamento de salários, os técnicos do SSR, analisam os documentos e fazem a primeira impressão (rascunho) para verificação dos seguintes registos:  Jornal de salário, modelo 2  Listas para Bancos por n.º de conta bancária  Lista de trabalhadores por ordem de matrícula  Lista de trabalhadores por Centro de Custo (CI)  Mapa de Controlo de férias por Centro de Custo (CI)  Mapa de Controlo de faltas por Centro de Custo (CI) Com esta verificação, é possível sempre apurar em tempo útil os seguintes desvios ou não conformidades:  Trabalhadores sem registo de efectividade (inexistência de Folha de Ponto)  N.º de contas bancárias em falta  Anomalias na efectividade dos trabalhadores.  Incorrecções nos dados fundamentais, Nome, Função, Centro de Custo

4.

CORRECÇÃO DE ERROS E DESVIOS

Nesta fase é de imediato iniciadas as acções correctivas necessárias, em particular mas não limitadas a:  Obter as Folhas de Ponto dos Trabalhadores sem efectividade.  Caso não tenha sido elaborado nenhum registo de efectividade, apurar as razões (falha de comunicação de trabalhador que deixou de pertencer á Empresa, falha de comunicação de ausência prolongada, baixa médica e/ou suspensão de contrato etc.)  Esclarecer, sempre que necessário, os colaboradores que devem preencher as Folhas de Ponto, sobre a forma e modo de realizar os registos de efectividade.  Alertar os responsáveis dos Centros de Trabalho para eventuais desvios no cumprimento das normas respeitantes á prestação de trabalho e/ou carga horária.

5.

PROCESSAMENTO DE ABONOS DE DESCONTOS

O processamento de bónus de família e de desconto, tem uma fase que custumam ser processados pelo SSR, sem interromper outros processamentos, e é feito de 10 a 17 de Cada mês. Chegada está data, passa-se então ao lançamento de abonos pontuais, relatados nas folhas de ponto, não gerados e/ou calculados automaticamente pelo PAIE, (Ex. prémios de produção, subsidio de férias, etc.), e aos gerados com comprovativo autónomo (ex: Indemnizações, reembolsos, ajudas de custo. etc.). O abono de Família é calculado e processado automaticamente pelo PAIE, com base nos dados registados no dossier do trabalhador

6.

DESCONTOS

Os descontos obrigatórios a favor do Estado e da Segurança Social, são calculados e processados e registados automaticamente pelo PAIE, de acordo com legislação em vigor, sendo igualmente emitidos mensalmente os correspondentes extractos globais com os registos individuais de matéria colectável ou incidência para pagamento às duas entidades, incluindo no caso da S. Social a quotização por parte da Empresa. Os descontos institucionais a pedido escrito do trabalhador, tais como a quotização para o seu Sindicato, são calculados e processados e registados automaticamente pelo PAIE, como base no pedido registado no dossier.

Todos os outros descontos (Ex. comparticipação de despesas médicas, bilhetes de avião, avanços de caixa etc.) são processados, para compensação no mês a que digam respeito e/ou em que for emitido o comprovativo, ou para compensação parcelar e/ou deferida, por cálculo a programar no PAIE de forma a respeitar o limite legal de 25% do salário.

7.

COMPROVATIVOS E CONCILIAÇÃO DE CONTAS

A conciliação de contas entre o SSR e os Serviços de Contabilidade o custuma ser efectuado efectuada até ao dia 10 do mês corrente, procedendo-se aos descontos/abonos acumulados desde o fecho dos salários do mês anterior, tendo como base o mapa de conciliação, sempre suportado com os comprovativos em falta num dos serviços. A partir dessa data o SSR, reserva diariamente uma hora, para lançar todos os descontos e abonos cujos justificativos sejam remetidos ao SSR no dia anterior. Todo e qualquer abono, não gerado pela Folha de Ponto, só pode ser processado mediante justificativo visado por entidade com expresso poder de assinatura. Os descontos, excepto os legalmente obrigatórios, só são efectuados mediante comprovativo escrito, com valor contabilístico e expressamente autorizado pelo trabalhador.

8.

REGISTO E ACTUALIZAÇÃO DE DOSSIERS DE TRABALHADORES

O tratamento informático e registo dos dados pessoais e profissionais de todos os trabalhadores da Kwanda lda, no PAIE é feito logo após a admissão, devendo as fichas ser permanentemente actualizadas. Cada novo trabalhador é exigido o processo completo ,como:  Dados e cópia de documentos pessoais de Identificação – BI, Carta de Condução; BI da esposa; cédula ou BI dos filhos (menores)  Dados e cópia de certificados de habilitações literárias e/ou profissionais, especializações certificações e outras que comprovem a sua adequação a o posto/função, conforme estipulado no ACT.  Contrato de trabalho e fundamentação, ficha de solicitação/recrutamento, da contratação e tipo de contrato, e Centro de Custos de afectação.  Eventuais adendas por regime especial.  Conta bancária onde se deverá efectuar o pagamento de salários.

9. A Manutenção e Actualização de Dados

A manutenção e actualização das fichas individuais dos trabalhadores no PAIE, permitindo o tratamento informático e registo dos dados pessoais e profissionais do trabalhador atendendo ao seu impacto no processamento de salários. Em particular, mas não limitada, as seguintes informações, é comunicado de imediato ao SSR o Fim de contrato do contrato do trabalhador, por vontade do trabalhador ou por iniciativa da empresa documentos que expressão:  Rescisão de contrato a pedido do trabalhador  Rescisão de contrato por decisão da Empresa  Caducidade de contrato (por morte, invalidez, reforma, etc.)  Suspensão de contrato (Licença sem vencimento, doença prolongada, etc.)  Alterações contratuais, quer no tipo, função enquadramento ou regime de trabalho.  Alterações de ordem familiar (casamento, nascimento de filhos, morte de conjugue ou filho, etc.)

10.

SALDOS DE CONTAS

Ao processar os saldos de contas dos trabalhadores com fim de relação jurídico-laboral com a Kwanda-lda, a empresa costuma:  Fazer dupla verificação do saldo de contas, com o AFC – serviços de contabilidade  Encerrar o dossier do trabalhador no PAIE, emitindo a FICHA INDIVIDUAL INFORMÁTICA, que reflecte em resumo a sua actividade laboral e salarial enquanto trabalhador da Empresa.

11.

CÁLCULO

A componente de processamento do ciclo termina de17 à 20 de cada mês, sendo então solicitada taxa de câmbio aos Serviços de Contabilidade. Fixada esta, faz-se o Calculo dos Boletins de Salário, e as impressões.

12.

VALIDAÇÃO E DESPACHO

Caso não se estime haver erros, omissões e/ou desvios, os Jornais de Salários são apresentados para validação do HRCI e AFC - de 20 a 21 de cada mês. Uma vez validados são despachados para Contabilização, iniciando-se em simultâneo a impressão e despacho de: a) EXTRACTOS dos SALÁRIOs PAGO EM BANCO – para Depósito por Instituição bancária - 22 de cada mês para que não haja atrasos do pagamento de salários. A kwanda trabalha com três bancos quando precisa pagar os salarios que são: BCI, BAI e BFA. b) EXTRACTOS IRT – para pagamento do Imposto sobre Rendimento de Trabalho – até 22 de cada mês, para cumprir o compromisso com estado. c) EXTRACTOS SEGURANÇA SOCIAL – Para pagamento das quotizações e a reforma dos trabalhadores e da Empresa – até 22 de cada mês,

d) EXTRACTOS SINDICATO - Para pagamento das quotizações dos trabalhadores, até 30 de cada mês.

13.

DESPACHO PARA O PSL

Até 30 de cada mês • Boletins de salários, são entregues de forma personalizada e confidencial a cada trabalhador. Os PSL responsáveis pelo cumprimento da norma determinam que os boletins sejam assinados, pelos trabalhadores na sua presença. Um exemplar do boletim fica com o trabalhador e o outro exemplar com anexos (folha do ponto, comprovativos de descontos, etc.).

14.FECHO DO MÊS

Concluídas as Impressões e Despacho, faz-se a salvaguarda e o fecho do mês, e reiniciar o ciclo no ponto zero. Em Dezembro após cumprido todos os passos concernentes ao ciclo de salário, o SSR imprimem o extracto do IRT, o jornal da S.S. anual, que são mapas de controlo dos montantes pagos ao Ministério das Finanças, e à Segurança Social respectivamente.

Verificam finalmente se todos os trabalhadores que deixaram de fazer parte dos efectivos da Empresa, têm nos dossiers as datas de saída e se estão devidamente sinalizados, para que após o fecho anual sejam eliminados do Programa de pagamento. O fecho anual é feito automaticamente pelo programa de salários. (A contagem dos dias adquiridos de férias fica a zero, bem como o cumulativo de outros débitos nos boletins de salário). A kwanda cumpre todos este ciclo para no fim do mês, elaborar a tabela de salários. Embora em pequeno extracto, dá a possibilidade de visualizarmos pensamos nós, todas informações explicadas durante o seu ciclo preparatório, com fazemos figurar na tabela abaixo. 2.5.BENEFICIOS SOCIAS DA KWANDA-LDA Ja foi definido no capitulo anterior que os beneficios sociais , são as facilidades, conveniências, vantagens e serviços oferecidos pelas empresas aos seus funcionários com o objectivo de fazer com que eles poupem esforços e preocupação sobre estes aspectos e são meios indispensáveis na manutenção da força de trabalho para garantir a satisfação e produtividade.

O serviço da salarios da kwanda é o orgão gestor de todos os beneficios socioas administrados pela Kwanda-lda. Entre varios beneficios que existem a kwanda, dento da sua politica de remuneração indirecta brinda aos seus trabalhadores beneficios como, o premio de segurança, abonus de familia, direito a alimentação diario, transporte para o pessoal que não vivem fora da base, residencia para o pessoal não residente no soyo, unit´s (senhas) para consumo no Bar, bilhetes de voo para o pessoal não residente, subsídio de turno para o pessoal noturno, emprestimos bancários com pagamento a longo prazo, seguro de saude nas AAA, cabazes do natal, e 13º no final de cada ano pagos a 100%. Para os trabalhadores em via de reforma a kwanda-lda custuma benificia-los com salarios dos ultimos três meses a 200%,prepare-los para reforma e garante uma reforma tranquilo aos colaboradores. Todas essas remunerações e beneficios que constitui o pacote de compensação do pessoal da kwanda-lda são administradas pelo SSR, area que assegura a plicação do subsistema de manutenção do pessoal.

2.6.QUALIDADE DE VIDA DO PESSOAL NA KWANDA-LDA

A protecção da integridade física e mental do trabalhador preservando dos riscos de saúde inerentes as tarefas do cargo e ao ambiente físico onde são executadas são de inteira responsabilidade da area HSE formando um trio com a clinica da kwanda e os recursos humanos. A higiene está relacionada com o diagnostico e com a prevençaõ de doenças ocupacionais a partir do estudo e controlo de duas variaveis, o homem e o seu ambiente de trabalho um plano de higiene de trabalho, geralmente envolve o seguinte conteúdo. A kwanda no seu plano de saude e do bem-estar, custuma intregrar programas de prevençaõ de acidentes de trabalho, por isso construiu uma clinica que juntamente com recursos humanos e outros serviços, garantem o ambiente necessarios de trabalho conforme o regulamento da organização internacional de trabalho. Cabe tambem a empresa a responsabilidade de higiene no local de trabalho, por isso que a kwanda-lda proporciona aos seus colaboradores locais de trabalho limpos, insentos de ruidos para o caso do pessoal administrativo, iluminação suficiente para o trabalho corra da melhor forma possivel, exigem permanentemente o uso de equipamento de protenção a todo pessoal que circula nos locais industrias, para que não acidente de qualquer genero. Cada mês sem acidente a empresa custuma brindar um valor monetaria animador, para cada colaborador. Na area administrativas a empresa garante um ambiente de trabalho fresco para os colabordores possam trabalhar em ambiente com calor. A jornada laboral na kwanda-lda é 10 horas diárias, com um descanso de uma hora para as refeições que todos os colaboreis tenhem direito. As condições sociais são as possiveis, porque no momento de enfermidade os famliares ate 18 anos de idade custuma beneficias de tratamento clinico dentro da base, em casos extremos são evacuados para luanda onde a clinica da base corresponde com clínica Murralha da china em luanda.

2.7.RELAÇÃO EMPRESA – TRABALHADOR. O vínculo laboral entre o trabalhador e a empresa é garantido pelo orgão representativo dos trabalhadores. A kwanda –lda reservou um espaço onde o trabalhador possa apresentar e discutir os assunto inerente ao serviço. As relações empresa-trabalhador representam um sistema de relacionamento entre a empresa, os seus membros e os sindicatos que os representam. As políticas de relações laborais podem

ser de cunho paternalista ou particular, que envolve a co-responsabilidade do sindicato na manutenção do clima organizacional sadio. Existem meios de acção sindical legítima e legal, como a greve, bem como meios ilícito de pressão, como a greve simbólica, a greve de advertência, a greve de zelo, a operação tartaruga, a paralisação de relâmpago etc.8 Os conflitos entre pessoas e a empresa são gerados por condições antecedentes (como diferenciação de actividades, os recursos compartilhados

________________________________
8

I.chiavenato, capital humano as organizações, 8º ed.pg 393

e a interdependência), que, quando somadas produzem o comportamento de conflito. Os conflitos laborais são os envolvem empresas e sindicatos representativos de seus empregados. Sua resolução é feita por meio de convenção ou acordo colectivo de trabalho estabelecidos nas negociações colectivos. Na kwanda, a relação empresa – trabalhador é mantida pelo sindicato dependente da empresa. Em caso de conflito laboral entre a empresa o trabalhador o sindicato costuma ser espécie de arbitro para apaziguar o conflito, de acordo o estabelecido no acordo colectivo de trabalho. O acordo colectivo entre o sindicato e a empresa, foi celebra em 2007, com uma vigência de 3 anos consecutivo. É baseando se nos princípios pré, estabelecidos pelo a acordo que a empresa consegue resolver os vários problemas que afligem o trabalhador. Os conflitos frequentes entre a empresa e os trabalhadores são os relacionados com os despedimentos sumários dos trabalhadores quando estes infringem a lei, os de ausências e permanência no local de trabalho, os relacionados com as condições de trabalho dos trabalhadores como os salários, os assuntos de higiene no trabalho etc. Durante a nossa pesquisa a essa empresa, nos deparamos com uma das situações de conflito entre a empresa com alguns trabalhadores relacionado com o novo horário de trabalho implementado pela direcção geral no qual o sindicato esteve envolvido.

O conflito consistia em mudar o novo horário que iniciava as 8horas às 17horas perfazendo 8 horas diárias tirando deste a hora de almoço, para um horário de trabalho de que inicia as 7horas às 18horas perfazendo 10 horas de trabalho. No principio criou um conflito laboral entre a empresa e os trabalhadores no qual o precisava se de intervenção sindical. A resolução aconteceu depois de uma negociação aturada. 9 ___________________________________ 9 Entrevista com o responsável sindical e o Director dos recursos humanos da kwanda-lda

CONCLUSÃO DA PESQUISA

A pesquisa sugeriu um ambiente de trabalho insatisfatório em diversos aspectos. A ausência de factores que, de forma empírica ou teórica, se analisarmos sob a óptica de Chiavenato, dão vida as organizações, sendo eles a cooperação entre as pessoas, a capacidade que elas têm de comunicarem entre si e a disposição em contribuir para um objectivo comum, mostra que a kwanda-lda não está a executar de forma adequada o subsistema dos recursos humanos, funções teoricamente atribuídas a Administração de Recursos Humanos, conforme percepção dos trabalhadores. Pôde-se observar, de acordo com algumas respostas obtidas na pesquisa, a existência de uma certa contradição entre o ambiente laboral e os aspectos fundamentais que envolvem o novo conceito que gira em torno do subsistema de manutenção de recursos humanos. Alguns subsistemas de Recursos Humanos são deficientes, como exemplo concreto o de Manutenção de Recursos Humanos (segurança no trabalho). Segundo a Teoria Y, visto que os trabalhadores não têm desprazer em trabalhar, ao contrário, por gostarem do que fazem, o trabalho pode ser fonte de satisfação e de recompensas. Tal ponto positivo não pareceu, durante a pesquisa, estar sendo bem aproveitado pela empresa. A variação da satisfação é perceptível entre vários departamentos tais como o do porto, serviços materiais e mecânica, serviços gerais e a dos escritórios. Talvez isso se deva ao fato de ter sido a área administrativa a que teve mais trabalhadores participando da pesquisa, porém, como o total de participantes somam apenas 1/3 dos trabalhadores da empresa, os problemas evidenciados não podem ser generalizados, visto que o resultado poderia tomar ou não outro rumo caso houvesse a participação de todos. No entanto, não é um resultado que deva ser desprezado, pois independente da participação de todos, alguns dos problemas existentes foram levantados cabendo a iniciativa de tomadas de decisões que venham solucionar tais questões.

Dados: N.º de trabalhadores que responderam ao questionário: 25 (6%) N.º total de trabalhadores efectivos da kwanda: 429 Dos 25 que responderam ao questionário, todos são efectivos da empresa com tipos de contratos determinados e indeterminados. Embora muitos deles não entendessem o que seria o subsistema de manutenção, tivemos que explicar a cada pesquisado antes de preencher o nosso questionário.

2.8.1.QUESTIONÁRIO Dado a falta de tempo aos 25 trabalhadores seleccionados em preencher o nosso questionário tivemos que limitar o nosso questionário e mete-la numa linguagem clara com apenas três perguntas apenas:

1ª Pergunta: Você tem vontade de continuar a trabalhar nessa empresa ou gostaria de mudar um dia? E porque?

Resposta: 21 trabalhadores responderam que não gostariam de continuar a trabalhar nessa empresa, porque a empresa não para bem. Outros 4 responderam que gostariam de trabalha nessa empresa, porque têm esperança de que, tal vez, um dia o salário aumente.

2ª A qualidade de vida nessa empresa é boa?

Respostas: 19 trabalhadores responderam que falta mais qualidade em alguns aspectos, por exemplo, houve ruído da área industrial quando se está no escritório fornecimentos da luz eléctrica fraca o que reduz a iluminação n local de serviço. Outros 6 trabalhadores responderam que não tanto mais tem havido falha de luz eléctrica muito das dezes em pelo trabalho, mas que a empresa estava a melhorar em relação aos anos passados. 3ª O que gostarias que mudasse para você se sentir dono da empresa e possas permanecer na empresa ate a reforma? Respostas: 23 trabalhadores responderam que gostariam que melhorassem o sistema remuneratório da empresa, quer as remunerações directas quer as remunerações indirecta, para que o trabalhador possa se sentir melhor e a vontade. Também acrescentaram que a empresa está muito distante da relação com o trabalhador, enfatizando também de falta de

diálogo sério entre o sindicato e o trabalhador. Outros 4 trabalhadores acharam absterem se da questão e não responderam.

Embora o nosso questionário ter sido de apenas de 3 perguntas e a 25 elementos numa cifra de 429 trabalhadores efectivos, essa amostra deu para mostrar que se conseguíssemos dados do total dos trabalhadores a nossa pesquisa teria mais validade duque a que apresentamos aqui. Isto não foi possível devido a acesso de certas áreas de serviços que são proibidas a pessoais estranha, pois alguns já pensavam que fossemos da imprensa e o facto limitou a nossa pesquisa.

CONCLUSÃO O subsistema de manutenção ocupa um lugar importante na Gestão do RH, não só por seus objectivos, mas sim pela natureza e sensibilidade das áreas ou aspectos que ele analisa. O diagnóstico realizado às diferentes áreas analisadas evidenciou que este subsistema apresenta dificuldades que estão afectando a efectividade da gestão do RH nesta organização e por conseguinte os resultados da mesma. Partindo da conclusão da pesquisa realizada, somando-se ao levantamento histórico da empresa, pode-se tirar conclusões a cerca do objectivo desse trabalho, que foi Propostas de Acções para Aperfeiçoamento do Subsistema de Manutenção dos Recursos humanos na empresa kwanda-lda, de onde se pode concluir que a empresa historicamente pouco valor agregou às actividades de aperfeiçoamento do subsistema de recursos humanos, embaçando suas actividades basicamente em serviços administrativos, conforme se vê no seu manual de organização, que classifica o Serviço de Recursos Humanos como uma área de actuação da Coordenação de Administração. Tal fato, além de não motivar o desenvolvimento de actividades inerentes aos subsistemas manutenção de recursos humanos, sobrecarrega a Coordenação do pessoal, que fica encarregada de responder oficialmente não só pela actividades inerentes a sua função, como também responder pelas actividades da área que assegurar o subsistema de manutenção do pessoal da kwanda-lda e de outros serviços da empresa.

RECOMENDAÇÃO

PROPOSTA SUGERIDA A PARTIR DAS CONCLUSÕES OBTIDAS COM O TRABALHO . De acordo com a análise feita no decorrer do trabalho através dos dados levantados, pode-se sugerir as seguintes propostas à Kwanda-lda: I. II. Reestruturação do organograma da empresa principalmente dos recursos humanos pois o perfil de competência dos trabalhadores não está descrito, o que provoca trabalhadores da mesma função ganharem salários desiguais. III. Melhorias na qualidade de vida dos trabalhadores, pois as condições de hegiene e segurança no trabalho, embora se vão estabelecendo, precisa que seja aplicada para evitar fuga de quadros e responder a concorrência. IV. Discussão dos problemas dos trabalhadores ate ao exaustão pelo sindicatos considerado a voz do trabalhador, queremos dizer que o trabalhador deve ser constantemente ouvido. V. Aplicação e execução do disposto na LGT e no acordo colectivo de trabalho, duma forma adequando. VI. A área que pelo subsistema de manutenção do pessoal deve ser mais dinâmico em resolver os problemas dos trabalhadores com maior franqueza e transparência, pois essa é uma das áreas mais sensíveis da empresa e requer mais qualidade na execução dos serviços motivador do trabalhador. VII. Maior controlo na aplicação das normas, regulamentos, instruções de trabalho, pois a empresa tem-nos escritos.

Nos tempos actuais, onde a ordem é administrar com pessoas e não administrar as pessoas, demonstrando e evidenciando a importância do recurso humano para o desempenho da empresa. É necessário, a partir do seu reconhecimento pela empresa, que seja desenvolvido para ele, um planeamento que inclua o desenvolvimento de seus subsistemas de manutenção (salários, benefícios higiene e segurança no trabalho), principalmente por ser considerados pelos trabalhadores como mais ineficientes.10

Em função do quadro retrospectivo traçado e do diagnóstico actual, são estas as nossas propostas de aperfeiçoamento do subsistema dos recursos humanos na kwanda-lda. Referências Bibliográficas 1. ALVARÃES, Alberto. Pesquisa de Clima Organizacional: medindo a temperatura da organização. Disponível na internet em www.rh.com.br. Acesso em 2004. 2. CHIAVENATO, Idalberto . Administração de Recursos Humanos 1 – Interacção de Pessoas Organizações – A Abordagem Sistêmica e Contingencial. Editora Atlas S. A., 1981. 3. CHIAVENATO, Idalberto . Gestão de Pessoas – O novo papel dos recursos humanos nas organizações. 21ª reimpressão, São Paulo, Editora Campus, 1999. 4. CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando Pessoas – O passo decisivo para a gestão participativa. 2ª edição, Makron Books do Brasil Editora Ltda., 1992. 5. CHIAVENATO, Idalberto . Recursos Humanos – Edição compacta. 4ª edição, São Paulo, Atlas, 1997. 6. GIL, António Carlos. Administração de Recursos Humanos – Um enfoque profissional. São Paulo, Atlas, 1994 7. LIMONGI, Ana Cristina . Intenções Estratégicas Em Tempo de Crises. Disponível na internet em www.techoje.com.br. Acesso em 2004. 8. CHIAVENATO, I. Recursos humanos: o capital humano das organizações São Paulo: Atlas, 2004, parte IV, caps. 7, 8 e 9. 9. DUTRA, Joel Sousa. Administração de carreiras. São Paulo: Atlas, 1996. 10. CHIAVENATO, Idalberto. Remuneração, Benefícios e Relações de Trabalho: como reter talentos na organização. São Paulo: Atlas, 2003. 11. ARAÚJO, Luís César G de. Gestão de Pessoas: estratégias e integração organizacional. São Paulo; Atlas, 2006. 12. BERGAMINI, C. W. Avaliação de desempenho humano na empresa. São Paulo: Atlas, 1991. 13. CARVALHO, A. V. SERAFIM, Administração de recursos Humanos. V. 2. São Paulo: Pioneira, 1995. 14. PONTES, Benedito R. Administração de Cargos e Salários. 11 Ed. SP: LtR, 2006.

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