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O CBP ( I.N.N.G.

) tem a honra de Homenagear

um Grande e Humilde Divulgador da

Psicanálise no Brasil

e no Exterior

Senhor Professor Dr. Flávio Gikovate


* Psicanalista, Médico Psiquiatra, Psicoterapeuta, Escritor Brasileiro, humilde, Perseverante,
Gentil, Extremamente Inteligente, e um dos Grandes Expoentes Divulgadores Pioneiros da
Psicanálise Brasileira e que sempre orientou, ajudou aos mais necessitados, com os seus
largos e profícuos conhecimentos e que nasceu em 1943.

Dr. Flávio Gikovate Formado pela USP em 1966, desde 1967 trabalha como psicoterapeuta,
dedicando-se principalmente às técnicas breves de psicoterapia. Em 1970 foi assistente clínico
no Institute of Psychiatry da Universidade de Londres.

Nos últimos trinta anos, escreveu 25 livros sobre problemas relacionados com a vida social,
afetiva e sexual e seus reflexos na sociedade, alguns dos quais também publicados em língua
espanhola.

Desde 1966, quando se formou médico psiquiatra pela USP e foi assistente clínico do Institute
of Psychiatry na London University, em Londres, em 1970, Dr. Flávio Gikovate teve uma
certeza sobre sua carreira: nunca se filiaria a escolas ou aceitaria doutrinas acadêmicas. Isso
não quer dizer, claro, que não sofreria influências de vários pensadores. Sua grande fonte de
inspiração como escritor, no entanto, em 43 anos de carreira, têm sido os seus próprios
pacientes. Cerca de 8 mil já passaram pelo seu consultório.

Assim como Erich Fromm, Carl Rogers e Erik Erickson, psicoterapeutas e escritores
contemporâneos, dos anos 50 e 60, Gikovate tem tido sucesso em escrever textos sérios em
linguagem coloquial. Seus livros, 29 publicados, já venderam quase 1 milhão de exemplares.
Schopenhauer e o filósofo grego Epíteto, que escreveram sobre a arte de ser feliz, são alguns
dos pensadores que exerceram alguma influência em suas obras. Mas foi Jose Ortega y Gasset
(filósofo espanhol, que morreu no início dos anos 1950) quem mais o encantou pela forma
simples e clara de se expressar.

Desde o início da carreira, Gikovate dedica-se essencialmente ao trabalho de psicoterapeuta.


Escrever foi uma forma de transferir conhecimento e ajudar pessoas a entrar num ciclo de
evolução. Ele é conhecido por abordar de forma original, sem subtrair a importância teórica do
seu trabalho, as questões e problemas que afligem os relacionamentos pessoais e
interpessoais.

E faz isso com muito prazer. Em 1977, foi convidado pela revista Capricho para escrever sobre
sexo e amor. Seu primeiro artigo, no auge do lema sexo, drogas e rock’n’roll, ele já separava
sexo de amor. Em 1979, ele deu uma entrevista de 11 páginas para a revista Playboy, ao então
jornalista Ruy Castro. A reportagem estarreceu muita gente. De 1980 a 1984, assinou uma
coluna semanal sobre comportamento no jornal Folha de São Paulo, e de 1987 a 1999, uma
página mensal na revista Claudia.

As questões sobre psicanálise, sexualidade e amor sempre atraíram Gikovate. Por isso, foi um
dos pioneiros no Brasil a publicar trabalhos nessas áreas. Seu primeiro livro, lançado em 1975,
é um clássico. E nesses mais de 31 anos de vida como escritor, a sua maior preocupação é
manter a coerência de pensamento e de argumentação.

Gikovate se preocupa e leva a sério seu compromisso social. É conferencista solicitado tanto
para atividades acadêmicas como para as que se destinam ao público em geral. Além de
colaborar muitos anos com revistas e jornais brasileiros de grande circulação, ele já participou
de diversos programas de televisão. Entre 1991 e 1992 apresentou os programas Canal Livre e
Falando de Verdade, ambos na TV Bandeirantes.

Seu site na internet (www.flaviogikovate.com.br) recebe cerca de 6 mil entradas por mês. São
dúvidas e questionamentos de pacientes, leitores, admiradores e críticos. Atualmente,
apresenta o programa “No divã do Gikovate”, todos os domingos, às 21h, pela CBN. Desde a
estréia, no dia 5 de agosto de 2007, uma vez por mês, ele grava no teatro Eva Herz da Livraria
Cultura Conjunto Nacional com a participação do público. A audiência do programa já bateu na
casa dos 100 mil ouvintes aos domingos.

Nunca deixou de fazer aquilo em que acreditava. Entre 1982 a 1984, aceitou um convite que
gerou grande polêmica na época. Em plena era da democracia corinthiana, ele encarou o
desafio de comandar o time psicologicamente.

Nos últimos trinta anos, escreveu 25 livros sobre problemas relacionados com a vida social,
afetiva e sexual e seus reflexos na sociedade, alguns dos quais também publicados em língua
espanhola.

Entre as obras de sua autoria, estão: Dá pra ser feliz... Apesar do medo, O mal, o bem e mais
além – Egoístas, generosos e justos, A libertação Sexual, Ensaios de amor e solidão, Homem: o
sexo frágil?, A liberdade possível, Uma nova visão do amor e Cigarro: um adeus possível todas
publicadas pela MG Editores. Pela Saraiva, lançou Super dicas para viver bem e ser mais feliz,
que foi publicado em 2008 em quatro línguas: italiano, espanhol, árabe e francês. Também
possui livros publicados pela Moderna. Em 2009, lançou a versão em espanhol de Uma história
do amor... Com final feliz, pela editora colombiana Panamericana Editorial. O livro também
ganhou versão em inglês, ao lado de O Mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos.
No fim de 2009, lançou pela Editora Globo o livro No divã do Gikovate.

Colabora regularmente com vários periódicos de grande circulação. Manteve uma coluna
semanal sobre comportamento no jornal Folha de São Paulo, entre 1980 e 1984 e, entre 1987
e 1999, uma página na revista mensal Claudia. Mantém um programa de rádio semanal (No
Divã do Gikovate) na Central Brasileira de Notícias além de frequentemente participar, como
convidado, de programas de televisão. Entre 1991 e 1993, coordenou programas na Rede
Bandeirantes de Televisão e uma primeira fase do talk-show Canal Livre.

É também conferencista, atuando em eventos dirigidos ao público em geral, como também


naqueles voltados a quadros gerenciais e profissionais.

O psiquiatra Dr. Flavio Gikovate tem agenda de celebridade. Aos 67 anos, é visto com tanta
frequência na televisão, em talk-shows e nas páginas de jornal e revistas quanto no
confortável e concorrido consultório que mantém no bairro dos Jardins, em São Paulo. Faz em
média entre 40 e 50 consultas por semana, comanda ao vivo para a CBN, aos domingos, o
programa No Divã do Gikovate, grava um talk show no auditório da Livraria Cultura uma vez
por mês, faz de 20 a 30 palestras por ano.

Ele é um dos pioneiros no que chama de “democratização do divã”, junto com Paulo
Gaudêncio e José Gaiarsa, Eduardo Mascarenhas “Só é feliz quem tem boa auto estima”
Disciplina, ética e a certeza de que se está agindo de acordo com valores pessoais são
atitudes essenciais para desenvolver o amor-próprio, diz o psicanalista

Adepto da terapia breve, o psicoterapeuta Flávio Gikovate atendeu pelo menos 8 mil pacientes
em 37 anos de carreira. Além do trabalho em consultório, sempre difundiu a Psicanálise,
participando de programas de televisão e escrevendo artigos e livros, 16 ao todo, entre os
quais A Arte de Viver Bem e O Instinto do Amor. Casado, pai de três filhos já adultos, ele fala
sobre a importância da auto-estima, que na sua opinião depende principalmente de se ter
princípios e viver de acordo com esses valores éticos.

O que é auto-estima?

Gikovate- É um juízo, um julgamento que eu faço a meu respeito. É quando acho que sou uma
pessoal legal, quando estou satisfeito com a minha conduta. A auto-estima ficará em baixa se
eu agir em desacordo com os meus próprios valores. O senhor pode dar um exemplo?

Gikovate- Se eu me propuser, por exemplo, a parar de fumar e não parar, isso baixa minha
auto-estima. Se decidir fazer ginástica todos os dias e honrar o que combinei comigo mesmo,
isso me deixa com boa auto-estima. Quando minha razão se opõe às vontades e a disciplina
ganha, minha auto-estima cresce.

A auto-estima não tem nada a ver com beleza, vaidade, espelho...

Gikovate Nem com se embelezar nem com cirurgia plástica. Uma mulher pode ficar
envaidecida por estar mais bonita, mas efeito de cirurgia plástica não melhora a auto-estima,
porque a pessoa não se empenhou, não se sacrificou para ter aquilo, não é mérito dela. A
auto-estima tem a ver com mérito próprio.

A opinião de outra pessoa sobre mim não influencia minha auto-estima?

Gikovate- Se a opinião das pessoas a meu favor no trabalho, por exemplo, vierem de
realizações que atribui a mim, embora tenham sido obtidas por assessores meus, vou me
sentir envaidecido. Mas, como sei que a conquista não é minha, a auto-estima não será
reforçada. Não existe mutreta nesse jogo interno.

Como os pais podem fazer com que os filhos tenham boa auto-estima?

Gikovate- Não adianta aplaudir tudo o que o filho faz; isso é subestimar a inteligência dele.
Elogiar sem que haja merecimento leva a criança a achar que tem algum problema e que
precisa ser aplaudido mesmo quando não merece.

Mas os pais sempre influenciam.

Gikovate- A família deve transmitir valores. Se a pessoa não tem nenhum sistema de valores,
não tem auto-estima. É comum não seguir os valores, mas todo mundo sabe muito bem que
ser honesto é um valor mais digno do que ser ladrão.

Quais são os valores fundamentais?

Gikovate- Você executar as tarefas às quais se dispôs, ter disciplina, capacidade de se colocar
no lugar do outro, ser justo nas trocas com as pessoas, não ser egoísta nem querer mais do
que dá. Ser esforçado, comedido nas pretensões individuais, não ser exageradamente
ambicioso nem preguiçoso. E aí depende da cultura – a nossa é ambígua, estimula mais a
competitividade que a lealdade.

O senhor tem algum exemplo?

Gikovate- Certa vez, Diego Maradona fez um gol com a mão em uma final de Copa e todo
mundo achou o máximo. É um exemplo negativo. Ser rico, por exemplo, é valor na nossa
cultura. Às vezes, nem importam os meios que a pessoa usou para chegar a essa condição. Os
valores deveriam ser tratados de uma maneira mais clara pelas famílias que querem ter suas
crianças felizes, porque quem tem boa auto-estima é feliz.

Como melhorar a auto-estima?

Gikovate- Primeiro, construindo um sistema de valores, depois, agindo de acordo com esses
valores e desenvolvendo a disciplina. É preciso que a razão vença as vontades, a preguiça, a
gula, o vício, a agressividade. É o controle racional acionado sobre si mesmo que equilibra a
auto-estima e está ligado à disciplina.

Como desenvolver a disciplina?

Gikovate- A disciplina é o fruto de toda uma evolução. A pessoa deve fazer acordos possíveis
consigo mesma e ter humildade de reconhecer que não está pronta para mudar. Nesse caso, é
melhor se propor metas que possam ser atingidas.
Valores são importantes na educação...

Gikovate- Os pais não educam com palavras, e sim com exemplos. A questão da disciplina é
assim também. A criança vê que os pais são trabalhadores, levam a sério o respeito com o
outro e com os compromissos assumidos, são pontuais. Tudo isso define um estilo de pensar.

E quem não aprendeu muitos valores?

Gikovate- Quem cresce sem essa disciplina tem de tornar consciência e colocá-la como meta.
Devagar, num longo e humilde processo de crescimento, sem se propor coisas demais, subindo
degrau por degrau até chegar lá. Nada que é radical dá certo. O equilíbrio está no caminho do
meio. E é preciso também dar tempo para que as coisas aconteçam.

“A baixa auto-estima torna as pessoas ciumentas e dominadoras”, atitudes que associamos


a quem nos parece mais egoísta. Elas gostam de botar banca, mostrar que estão ótimas, que
se adoram e são superfelizes. Essas pessoas toleram mal as frustrações e as inevitáveis dores
da vida.

*Este simples opúsculo é um milésimo da vasta biografia do Senhor Doutor Flavio Gikovate,
que não necessitou de Associações, Carteis, Sindicatos, Letras, Campos, Escolas, Sociedades
ou de nenhum outro Grupelho, para demonstrar sua Capacidade, Dignidade, Honra e acima
de tudo sua Honestidade.

Autor: Dr. Flavio Gikovate

*Inserções complementares:

Dr. Wagner Paulon

http://www.cobrpsi.org

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