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Rio de janeiro, 14 de outubro de 2017.

PROVA: 18/11/2017

Intercorrências Cirúrgicas.

Cirurgia :Ramo da medicina que lida com doenças e condições físicas que necessitam de incisão nos
tecidos para diagnóstico, remoção, reparação ou substituição da parte acometida por meio de técnicas
cirúrgicas.

Clínica Cirúrgica:Unidade hospitalar onde permanecem os indivíduos no pré e pós operatório, e onde são
preparados para o ato cirúrgico e auxiliados após recuperarem o equilíbrio orgânico.

Centro Cirúrgico:Unidade assistencial onde são realizados as intervençõescirúrgicas

visando atender intercorrências clínicas com suporte de ação de uma equipe multiprofissional.
Finalidades: Realizar intervenções cirúrgicas e encaminhar o cliente á unidade de origem na melhor
condição possível de integridade.
2° Servir em campo de estágio para a formação e / ou aprimoramento de recursos humanos.
3° Desenvolver programas e projeto de pesquisas, voltada especialmente p/ o desenvolvimento científico
tecnológico de ponta.
4° Constituir-se em unidade de referência e contra referência.
5° Realizar o preparo, esterilização, guardar e encaminhamento do material para todo o hospital, desde que
observada a estrutura organizacional e competências.
Localização: As salas devem ser agrupadas e com boa circulação em local de pouco ruído para reduzir os
estímulos sonoros, que possa interferir na concentração da equipe cirúrgica durante o ato cirúrgico e
também como fator de redução de estresse ao cliente; longe da circulação de pessoas. A localização ideal
deve ser mais próximo possível das unidades de referência e da unidade de terapia intensiva de modo á
melhor contribuir para a intervenção imediata e melhor fluxo de cliente.

DIVISÕES POR SETORES:

CCPD- Centro Cirúrgico Propriamente Dito : Formado por salas de cirurgias, lavabos, vestiários, salas
para acondicionamento de sangue e órgãos, salas de raio-x, sala de anatomia patológica, sala para depósito,
secretaria, sala de macas, sala de estar e copa. O numero de salas de cirurgias é calculado na proporçãode 1
para cada 25 leitos cirúrgicos do hospital.

CME- Centro de Material e Esterilização : Finalidades: Local de prepara de esterilização do material e


equipamentos usados no centro cirúrgicos e dependências do hospital.
Localização: Deve ser de fácil acesso preferencialmente em anexo ao centro cirúrgico. O procedimento deve
prever o controle e profilaxia da ocorrência de infecções cruzadas, especialmente a contaminação pelos
vírus de hepatite B e HIV.

SRPA- Sala de Recuperação Pós Anestésica :Finalidades: Destina-se á receber e prestar assistência á
clientes sob ação anestésica.
É uma unidade pós anestésica onde o cliente é observado intensivamente até que as possibilidades de
desenvolvimento de asfixia, choque e infecções ou outras complicações requerendo ressuscitação
ventilatória ou circulatória já não existam.
Localização:Deve ter localização o mais próximo das salas de cirurgias permitindo sobre tudo o fácil
acesso ao atendimento da equipe de multiprofissionais.

Riscos cirúrgicos : É o perigo de complicações e morbi mortalidade a que o cliente é submetido, frente a
uma intervenção cirúrgica.
Pré operatório mediato: Período que vai desde a internação até 24h antes da cirurgia.
Pré operatório imediato: Período de 24 h que antecedem a cirurgia.
Trans operatório : Período de realização do ato cirúrgico.
Pós operatório imediato: Período de 24h que descede a cirurgia.
Pós operatório mediato: Período após as 24h do ato cirúrgico até a sua reabilitação.

Equipe cirúrgica: É o conjunto de multiprofissionais que em um processo dinâmico e interativo, prestam


assistência sistematizada e global ao cliente durante sua permanência na unidade do centro cirúrgico .
A organização do centro cirúrgico deve utilizar-se de instrumentos administrativos que norteiem e
facilitem seu funcionamento de modo á cumprir sua finalidade.

COMPONENTES DA EQUIPE: Cirurgião, assistente de cirurgia, anestesista, enfermeira, instrumentador


cirúrgica.

Cirurgião:Realiza o ato cirúrgico e faz o seguimento do cliente.


Assistente de cirurgia:Auxilia o ato cirúrgico exercendo atividades delegadas pelo cirurgião e o substitui
quando necessário.
Anestesista ou Anestesiologista:Realiza a ação anestésica no pré e trans operatório, controla o estudo de
equilíbrio circulatório e respiratório do clientedurante sua permanência no centro cirúrgico, faz o
acompanhamento no SRPA.
Enfermeiro:Exerce a função de gestor do centro cirúrgico atua na equipe cirúrgica como circulante ou
instrumentador cirúrgica; Atua como supervisora nas clínicas cirúrgicas.

INSTRUMENTADOR CIRÚRGICO:

 Conferir o material esterilizado necessário ao ato cirúrgico.


 Escovar-se 15 minutos antes da cirurgia e paramentar-se auxiliado pelo circulante.
 Preparar a mesa de mayo, dispondo os instrumentais, os fios de sutura, gases e demais materiais
necessários antes do início da cirurgia.
 Auxiliar o cirurgião e assistente na paramentação
 Auxiliar na colocação dos campos cirúrgicos .
 Prever e solicitar material complementar á circulante.
 Conservar as mãos sempre acima da cintura e quando fora do campo cirúrgico
mantê-las cobertas com compressas esterilizadas;
 Aproximar as mesas de instrumentais .
 Proteger a mesa de instrumental cirúrgico para queninguém á contamine.
 Desprezarmaterial contaminado e controle no mapa.
 Acompanhar com atenção os tempos cirúrgicos, passando o instrumental adequado a cada tempo.
 Manter assepxia, conservar suas luvas e instrumentais sempre limpos durante o ato cirúrgico.
 Entrega o instrumental com presteza e habilidade ao pedido do cirurgião colocando sobre a mão do
cirurgião em posição adequada para uso imediato e procurandoevitar acidentes.
 Estar atendo para que o instrumental não permaneça no campo cirúrgico.

Rio de Janeiro, 21 de Outrubro de 2017. CIRÚRGICA.

CIRCULANTES:

 Contestar a ordem, a limpezae a assepxia das salas de cirurgias.


 Testar luzes , aparelhos elétricos e regular a temperatura do ambiente.
 Suprira sala de equipamentos, materiais e medicamentos requerido pela rotina da cirurgia.
 Receber e identificar o cliente na sala de cirurgia prestando a assistência requerida.
 Auxiliarno posicionamento do cliente, imobilizar se necessário, sem comprimir vasos e nervos.
 Permanecer na sala para atender solicitações decorrentes do ato cirúrgico e das necessidades do
cliente.
 Colocar placa de bisturi elétrico e liga-lo quando necessário.
 Controlaro número de compressas usadas.
 Conferir o equipamento, materiais e medicamentosconsumidos, repor, anotar os gastos.
 Fixar o curativo e transportar o cliente para SRPA.
 Encaminhar nota dedébito e peças para a anatomia patológica.
 Encaminhar outros materiais para exames
 Providenciar o atendimento das necessidades emergenciais do ato cirúrgicos.
 Registrar os procedimentos necessários relativos a assistência prestada.
 Providenciar a ordem limpeza e assepxia da sala de cirurgia após o ato cirúrgico.

TEMPOS CIRÚRGICOS

1° TEMPO: Diérese – É a abertura do plano cirúrgico, consiste em separar tecidos ou peças anatômicas
para atingir um órgão.
As diéreses podem ser realizadas por vários métodos:
MECÂNICO:Utiliza-se instrumentos constantes como: bisturi, tesoura, faca, serra, tripano, agulhas, pinos.
TÈRMICO:Realiza-se o emprego de dados como no caso do bisturi elétrico em que a fonte de calor é a
eletricidade.

CRIOPATIA:Realiza-se por meio de resfriamento brusco e intenso na área a ser cirurgiada. É utilizado o
nitrogênio liquefeito por ser uma substância criogênica potente.
RAIO LASER:Realiza-se por meio de ondasluminosas concentradas em alta potência. Os sistemas a
laserpodem ser obtidos com materiais em estado sólido, liquido e gasoso. O laser mais utilizado em cirurgias
é o laser CO².

2°TEMPO: Hemostasia - Consiste em determinar ou prevenir um sangramento. Pode ser feito por meio de
pinçamento e ligadura de vasos, eletrocoagulação e compressão. Estes métodos podem ser usados
simultaneamente ou individualmente

3° TEMPO: Cirurgia propriamente dita ou Exerese - É o momento em que o cirurgião atinge o ponto
desejado e realiza a intervenção cirúrgica, visando diagnostico, controle ou resolução da intercorrência,
reconstituindo a área e deixando-a mais fisiológica possível.

4° TEMPO: Síntese -É o fechamento do plano cirúrgico, é a união dos tecidos cujo o resultado será mais
fisiológica quando a separação for mais anatômica. A síntese pode ser classificada em :
*Cruenta: Consiste na aproximação dos tecidos por meio de sutura permanente ou removível .
* Incruentas: Consiste na aproximação dos tecidos imediatamente após a incisão.
* Mediata: Consiste na união ou aproximação dos tecidos após algum tempo de incisão.
* Completa: Consiste na união ou aproximação dos tecidos e é realizada em toda a extensão da incisão.
* Incompleta: Consiste na união ou aproximação dos tecidos realizadas em toda a incisão mantendo uma
pequena abertura para a colocação de dreno.

FIOS DE SUTURA:

É o material empregado para unir os tecidos separados no momento da diérese, de acordo com o material
empregado com sua confecção são classificados em:
* FIOS ABSORVIDOS: São feitos a partir do intestino do carneiro, como se trata de um material orgânico
passivo de ser absorvido, muito utilizado em suturas internas vendido comercialmente como catgut. O fio
catgutpode ser dividido em 2 tipos:
1) Simples: Possui tempo de absorção que leva de 8 á 10 dias.
2) Cromado: Sofre um banho de solução chamado de óxido crômico para que a absorção seja mais
demorada variando em média de 15 á 20 dias.
3) Dexon- É feito de ácido poliglicólico que apesar de ser um material sintético é também um tipo de fio
absorvido pelo organismo.

*FIOS NÃO ABSORVIDOS: Não são absorvidos pelo organismos e precisa ser retirado no tempo de 7 á
10 dias, pode ser de algodão, linho, poliéster, seda e nylon.

Apresentação dos fios: São fios agulhados e fios não agulhados.


Quanto maior o número inteiro, mais calibroso é fio.
Agulhas: São dois tipo de agulhas: Curvas e Retas.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIRURGIAS:


*Emergência: É aquela que o cliente corre risco de óbito e deve sofrer a intervenção cirúrgica o mais
rápido possível.
Ex: Hemorragia grave, traumatismo craniano encefálico, PAF ( perfuração por arma de fogo), e perfuração
PAB ( perfuração por arma branca).

*Urgência: É aquela que o cliente precisa de uma intervenção rápida, podendo esperar em média de 24h á
30h, pois o mesmo corre risco de óbito.
Ex: Colecistite Aguda, Litíase ( Cálculo Renal), apendicite.

*Requerida:É aquela que o cliente precisa realizar a cirurgia, porém pode ser planejada por semanas ou
meses.
Ex: Cataratas, Miomas, distúrbio da glândula tireóide.

*Eletiva: É aquela que o cliente pode ser cirurgiado, porém se assim não o fizer não acarretará em danos ao
mesmo.
Ex: Colpoperineoplatia, reparação de cicatrizes e hérnias simples.

*Opcional: São aqueles que o cliente pode optar ou não, grupo nas quais se enquadra as cirurgias plásticas.
Ex: Rinoplastia, lipoaspiração, Mamoplastia .

POSIÇÕES CIRÚRGICAS:
1- Ortostática 2- Sentado3- Proclive

4- Fowler 5- Genupeitoral 6- Sims


7-Ginecológica 8- Litotomia9- Trendelenburg

10 – Jackknife 11- Decúbitos

TERMINAÇÕES CIRÚRGICAS:
SUFIXOS :
Tomia-Insição/Corte/Abertura
Stomia –Abertura de um novo orifício.
Ectomia- Remoção/Retirada/Estirpação
Centese- Pulsão/ Drenagem
Scopia- Vizualização do interior de um orgão.
Rafia- Sutura
Plastia- Reconstrução/Remodelamento/Plástica
Pexia- Suspensão/ Fixação.

PREFIXOS:
Histero – útero Oofor– Ovário Salping – Tubas uterinas Orqui- Testículos,
Rino- Nariz Oftalmo- Olhos Oto- Orelha Glosso- língua
Estomato- Boca Gastro- EstômagoQuiro- dedos Espleno- mão
Entero-Intes Delgado Cólon-Intes grosso Láparo- abdômen Blefaro-Palpebras
Tonsilas- AmidalasMeringo –TimpanoCole- Vesícula Cisto – Bexiga
Colpo – Vagina Adeno – GlandulasNefro- Rins Ósteo – Ossos
Podes- Pés Procto- RetoPneumo – Pulmões Hepato- Fígado
Masto- Mamas, Astro- Articulação Mio- MúsculoHisto- Tecidos
Flebo- Veias Atero- Gorduras Artiro- Arterias.

Identifique os temos cirúrgicos:


Nefropexia – Fixação ou supensão do rim.
Histeropexia – Fixação do tecido.
Laparatomia- Abertura da cavidade abdominal.
Flebetomia – Incisão de uma veia.
Tonsilectomia- Retirada das amídalas ( total ou Parcial)
Colpoperineopexia- Fixação ou supensão do perino vaginal.
Mastectomia- Retirada das mamas (total ou parcial.)
Mastoplastia- Reconstrução das mamas.
Otorrafia- Sutura das orelhas.
Gastrotomia- Abertura de um novo orifício no estômago.
Amniocentese – Drenagem do líquido aminiótico.
Ooforectomia – Retirada do ovário (total ou parcial.)
Rinoplastia- Reconstruição do nariz.
Hepatectomia- Retirada do fígado (total ou parcial)
Artroscopia- Visualização de uma articulação.

Rio de janeiro, 28 de outubro de 2017. CIRÙRGICAS

FASES DE CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS:

Fase Inflamatória: Também conhecida por fase exsudativa, tem duração média de 1 a 4 dias ocorrendo no
local da ferida formação de coágulo vaso dilatação epidemia que trás plasma e leucócitos sinais flogístico(
são sinais da inflamação) dor,calor,rubor e edema.

Formação de rede de fibrina e formação de próstata


Fase proliferativa: também conhecida como fase fribroblastica tem duração média de 5 a 20 dias ocorrendo
no local da ferida produção de colágeno tecida de granulação e a tensão da ferida aumenta

Fase de Maturação: também conhecida como fase de remodelamento dura de 21 dias a meses ou mesmo
anos.
Os fibroblastos deixam a ferida e a força de tensão aumenta, as fibras de colágeno se reorganizam e
comprime para reduzi o tamanho da cicatriz.

TIPOS DE CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS:

Cicatrização por primeira intenção 1° : Também denominada união primária: são feridas criadas
assepticamente com um mínimo de destruição tissular e adequadamente fechadas cicatrizam com pouca
reação tissular devido à aproximação das extremidades o tecido de granulação não è visível e a formação de
cicatriz è mínima.

Cicatrização por segunda intenção 2 °:Também denominada granulação :ocorre nas feridas infectadas ou
nas feridas nas quais as bordas não foram aproximadas.
Quando um abcesso èinsizionado ele colapsa parcialmente porém as células mortas de suas paredes e as que
estão morrendo ainda estão sendo liberadas para dentro da cavidade onde gradualmente o material necrótico
se desintegrar e drena e a cavidade do abcesso se enche como um tecido vermelho macio e sensível que
sangra facilmente, esse tecido è oque denominamos de granulação e aumentam até preencherem toda a
cavidade deixada pelo tecido destruído. A cicatrização fica completa quando as células epiteliais crescem
sobre essas granulações . Esse método de reparação è denominado cicatrização por granulação e acontece
quando o pus foi formado ou quando a perda de tecido ocorreu de qualquer razão.

Cicatrização por terceira intenção 3°: Também denominada sutura secundária:


È utilizada nas feridas profundas que não foram suturadas inicialmente ou romperam-se è foram re-suturadas
posteriormente, aproximando assim as duas superfícies de granulações oposta.

TIPOS DE CURATIVOS:

1ºTipo de Curativo - Aberto: É aquele que não se utiliza cobertura e deverá se feito somente em feridas
em avançado processo de cicatrização e naquelas que estão cicatrizando por primeira intenção. È indicado
que se faça a antissepsia com soro fisiológico 0,9% e álcool 70%.

2° Tipo de Curativo -Semi-oclusivo : É aquele que não é completamente coberto por esparadrapos e
normalmente recebe uma camada fina de gaze, e tem a função de absorver e drenar secreções.

3° Tipo de Curativo -Oclusivo:É o tipo de curativo de eleição imediata após a realização de uma cirurgia
independente do tipo de cirurgia.

OBS :Na confecção de um curativo é importante verificar o histórico do cliente afim de identificar possíveis
processos alérgicos aos produtos que serão utilizados na realização do curativo.

A realização do curativo cirúrgico deve ser preferencialmente após o banho, e dependendo da área
cirurgiada haverá maior necessidade de se intensificar a proteção do curativo com o material impermeável
para evitar que seja molhado, pois molhar o curativo põe em risco assepsia da ferida cirúrgica
principalmente se for uma ferida que cicatrizar por segunda intenção para realizar um curativo todo o
matéria deve estar disponível para evitar exposição prolongada e desnecessária da ferida aos micro
organismo dispersos no ar como também que leito da ferida perca temperatura.
É aconselhado o aquecimento do soro fisiológico de 0,9% para higienização do leito da ferida cirúrgica que
cicatrizam por segunda e terceira intensão evitando por tanto a perda de temperatura e traumatismo do tecido
de granulação.
Deve evitar a cicatrização de outros produtos como soluções iodadas comprovadamente tóxicas para as
células sendo atualmente indicadas apenas para a higienização das mãos e pintura do campo cirúrgico.

PRODUTOS PARA A COBERTURA PRIMÁRIA

Epitelizantes: São os que aceleram o processo de cicatrização e reparação tecidual.


Exemplos: Produtos formulados a base do ácido linoleico indicados em todos os tipos de lesões infectada
sou não, desde que desbridadas previamente

Umectantes: São produtos que visama manutenção da unidade do leito da lesão, indicados portanto para
curativos de feridas secas e desde que apresente uma pequena exsudação com melhores resultados em
tecidos sem necrose, porém estão completamente contra indicados em feridas infectadas.
Exemplos: Hidro coloides utilizados em feridas abertas e não infectadas

Absorvente:Destaca-se os produtos à base de carvão e prata em sua composição possibilitando sua


utilização inclusive em feridas infectadas, uma vez que promove a diminuição da colonização bacteriana.
Degradantes químicos: produtos à base de enzimas proteolíticas combinadas como opções terapêuticas na
remoção enzimática de tecidos necrosadas no leito da ferida.
Exemplos: papaína, colagenase, iruxou, cucatrem , e desrame
\

PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES PÓS- OPERATÓRIAS :

Choque: É uma inadequação circulatória grave relacionada com condições orgânicas e fisiológica que
impossibilitam a manutenção do débito cardíaco capaz de atender às necessidades metabólicas do
organismo.

Tipos de choques:

Hipovolêmico- O choque hipovolêmico é uma situação de emergência que surge quando se perde muito
sangue, depois de um acidente, por exemplo.

Séptico -O choque séptico é uma condição com risco de vida causada por uma infecção grave, localizada ou
em todo o sistema.

Obstrutivo -O choque obstrutivo pode ser definido como uma redução do débito cardíaco secundário a um
inadequado enchimento ventricular.

Hemolítico- é uma condição clínica que se caracteriza pela má perfusão do sangue, ou seja, quando o
sistema cardiovascular é incapaz de manter o suprimento de sangue necessário à oxigenação dos tecidos.

Cardiogênico - o choque cardiogênico decorre de uma disfunção no coração, de forma que ele não
consegue bombear a quantidade necessária de sangue. Ocorre em infartos extensos, insuficiência cardíaca
avançada, arritmias graves e embolia pulmonar.

Neurogênico- O choque neurogênico é uma condição clínica em que o volume sanguíneo é


anormalmente deslocado para os tecidos periféricos levando á hipotensão e hipoperfusão tissular.

Térmico- Choque térmico é a mudança rápida de temperatura do corpo.

Epirogênico-Choque Pirogênico: caracteriza-se por reação devido a presença de pirogenos e contaminação


de soluções de materiais utilizados na administração por via endovenosa.

Anafilático-Choque anafilático é uma reação alérgica grave e de rápida progressão que pode provocar a
morte

SINTOMAS:
Hipertensão arterial ,
Baixo débito cardíaco,
Hipoperfusão tecidual,
Ipoxemia,oligúria,
Taquicardia ou bradicardia,
Pulso filiforme,
Convulsões,
Calafrios
Palidez
Cianose de extremidades
Polidipsia,
Sudorese ,
Delírio ,
Alterações nos níveis de consciência podendo levar ao coma .

CUIDADOS DA ENFERMAGEM:

Posicionar o cliente em tremdeleburg, garantir a permeabilidade das VÁS (vias aéreas superiores), realizar
balanço hídrico, cateterizar uma veia ,oxigenoterapia se necessários e prescrito monitorizar sinais vitais
,instalar PVC e inspecionar quanto aos sinais e sintomas como cianose , taquipneia , sudorese ,edema e
níveis de consciência, manter o cliente aquecido