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Unidade de Competência 8 – Lançamentos contabilísticos

O significado da palavra contabilidade tem variado ao longo do tempo e no seu espaço


de actuação, uns consideram-na como sinónimo outros uma ciência da natureza
económica. No entanto qualquer que seja a noção de contabilidade todas elas pretendem
significar escritura, contar, calcular, determinar uma certa quantidade, etc.

Então a contabilidade existe com um fim, bem como objectivos tais como gerir, organizar,
pagar impostos, controlar, ter registos, provas, ferramenta de gestão,etc.

A Contabilidade está dividida em dois ramos:

 Contabilidade Geral – Permite o registo de todos os factos patrimoniais que dão


a conhecer, em qualquer momento, a situação patrimonial de empresa.
 Contabilidade de Custos ou Analítica – Permite dividir os deferentes custos pelos
diversos sectores da empresa.

A contabilidade tem como função o registo de todos os factos, controlo de toda a


situação económica e financeira da empresa. Avalia os bens que estão na empresa e toda
a sua actividade, faz previsões para o futuro da empresa, analisa todos os registos da
empresa de forma a tomar decisões mais fundamentadas.

Na contabilidade estamos também presentes com termos como:

 Património- é um conjunto de Bens, Direitos e Obrigações, que pertencem a uma


entidade individual ou colectiva num dado momento.
 Inventário – É uma lista dos elementos patrimoniais, com indicação do preço
unitário, das quantidades e dos respectivos valores.
 Activo, Passivo e Capital Próprio – Os bens e os direitos de uma empresa são
também denominados elementos patrimoniais activos. As obrigações são
também denominadas elementos patrimoniais Passivos.
 Capital Próprio – é o conjunto dos Bens + Direitos – Obrigações.
 Conta – Tem um título que dá a conhecer o seu conteúdo e que se expressa em
unidades monetárias, as contas principais podem ainda podem dividir-se em
subcontas, estas ainda podem dividir-se em mais subcontas, e são representadas
por Tês de Razão.
O saldo de uma conta é a diferença entre o débito e o crédito. As regras de
movimentação das contas são:

Activas – São debitadas pelos saldos iniciais e aumentos e creditadas pelas diminuições.

Passivo – São creditadas pelos saldos iniciais e aumentos e debitadas pelas diminuições.

Gastos – São debitadas pelos Gastos

Rendimentos – São creditadas pelos rendimentos.

O Código de Contas é uma estrutura codificada e uniforme de contas que visa acautelar
as necessidades dos distintos utilizadores da informação contabilística, públicos e
privados, bem como as necessidades de informação de bases de dados oficiais e
particulares. O Código de Contas constitui um documento que contém o quadro síntese
de contas, o código de contas (lista codificada de contas) e notas de enquadramento.

Como podemos ver na imagem seguinte, o código de contas está agrupado em 8 classes:
Classe 1. Esta classe destina-se a registar os meios financeiros líquidos, que incluem quer
o dinheiro e depósitos bancários quer todos os ativos ou passivos financeiros mensurados
ao justo valor, cujas alterações sejam reconhecidas na demonstração de resultados.

Classe 2. Esta classe destina-se a registar as operações relacionadas com clientes,


fornecedores, pessoal, Estado e outros entes públicos, financiadores, acionistas, bem
como outras operações com terceiros que não tenham cabimento nas contas anteriores
ou noutras classes específicas.

Classe 3. Esta classe inclui os inventários detidos para venda no decurso da atividade
empresarial. No processo de produção para essa venda. Na forma de materiais
consumíveis a serem aplicados no processo de produção ou na prestação de serviços.
Integra, também, os ativos biológicos (animais e plantas vivos), no âmbito da atividade
agrícola, quer consumíveis no decurso do ciclo normal da atividade, quer de produção
ou regeneração. Os produtos agrícolas colhidos são incluídos nas apropriadas contas de
inventários.
Classe 4. Esta classe inclui os bens detidos com continuidade ou permanência e que não
se destinem a ser vendidos ou transformados no decurso normal das operações da
entidade, quer sejam de sua propriedade, quer estejam em regime de locação
financeira. Compreende os investimentos financeiros, as propriedades de investimento,
os activos fixos tangíveis, os ativos intangíveis, os investimentos em curso e os activos
não correntes detidos para venda.

Classe 5. Esta conta evidencia o capital subscrito, sendo utilizada para reconhecer as
prestações suplementares ou quaisquer outros instrumentos financeiros (ou as suas
componentes) que não se enquadrem na definição de passivo financeiro.Evidencia
igualmente os ajustamentos decorrentes, designadamente, da utilização do método da
equivalência controladas.
Classe 6. Esta classe diz respeito a gastos como deslocações, transporte de pessoal,
rendas e alugeres, comunicação, seguros, renumeração do pessoal.

Classe 7. Inclui os rendimentos e os ganhos respeitantes ao período, tanto de vendas


como mercadorias, desperdícios, devoluções de vendas, prestações de serviços

Classe 8. Esta classe destina-se a apurar o resultado líquido do período, podendo ser
utilizada para auxiliar à determinação do resultado extensivo.

LANÇAMENTOS CONTABILÍSTICOS

Sempre que é feita uma compra, uma venda, uma qualquer alteração no património da
empresa, esse facto deve ficar registado na contabilidade sob a forma de um
lançamento. Assim sendo o lançamento é a anotação de qualquer facto patrimonial nos
livros de contabilidade ou aplicação informática.

Os lançamentos de contabilidade obedecem a um método que implica que todo o


débito numa conta, origina o crédito noutra ou noutras e vice-versa, isto é, cada facto
patrimonial determina um registo em duas ou mais contas, de forma a que ao valor de
cada débito, ou débitos, corresponda sempre um crédito, ou créditos, de igual valor.

Efetivamente, qualquer facto patrimonial origina um débito (ou soma de débitos) e um


crédito (ou soma de créditos). Quando as variações ocorrem em apenas duas contas,
diz-se que estamos perante variações elementares, se se traduzem em vários débitos
ou vários créditos, dizem-se complexas.

Na contabilidade os movimentos contabilísticos a débito e a crédito são efetuados em


contas. A conta constitui a base de toda a escrituração, dado que é a partir dela que se
desenvolve todo. Conta é uma classe de valores patrimoniais que apresenta
características comuns. Essas características comuns representam a individualidade da
conta. A conta representa uma classe de valores ou elementos patrimoniais, mas a sua
disposição é tal que permite registar todas as variações sofridas por esses elementos.

 Debitar uma conta significa inscrever uma certa quantia no lado do débito.
 Creditar uma conta é efetuar o registo dum valor no lado do crédito.

Unidade de competência 9 – Preencher modelos de demonstração


financeiras

A demonstração financeira é uma apresentação normalizada da situação financeira de


uma organização. As empresas são obrigadas a prestar contas anualmente através das
demonstrações financeiras. Existem quatro tipos de demonstrações financeiras: o
balanço, a demonstração de resultados, a demonstração de fluxos de caixa e o anexo ao
balanço e demonstração de resultados.

O balanço representa o património da empresa num dado momento, normalmente o


último dia do ano. Nele podemos ver o valor do activo, do passivo e do capital próprio. O
aspecto gráfico do Balanço é um dispositivo vertical em que o Activo, a situação líquida e
o Passivo são dispostos por esta ordem, em coluna (imagem 1). A demonstração de resultados
quantifica o desempenho durante um período de tempo, normalmente o ano, em termos
dos rendimentos, gastos e lucros. A demonstração de fluxos de caixa revela todas as
entradas e saídas de dinheiro durante um período de tempo. As demonstrações
financeiras são a base de apuramento dos impostos directo e são utilizadas por
diversosstakeholders interessados na empresa: investidores, credores, clientes, entre
outros.

IMAGEM 1
IMAGEM 2

NOTA: Imagens retiradas dos modelos pré estabelecidos do office.