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(Questões de Concursos) Direito Constitucional –

Controle de Constitucionalidade
Selecionei questões relacionadas a todos sub-temas do Controle de Constitucionalidade. Dessa forma,
temos perguntas sobre os conceitos gerais, legitimidade, procedimento, efeitos da decisão etc.

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 (QUESTÕES DE CONCURSOS) DIREITO CONSTITUCIONAL – CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

Olá caros amigos, iniciei o trabalho com


questões de concursos e exame da OAB. O gabarito e os comentários se encontram
no link no final das questões. Tentei comentar todas alternativas, no entanto, como
ainda sou acadêmico do 4.º período de Direito poderá existir comentários incorretos.
Assim sendo, desde já peço desculpas por possíveis erros.
Espero que todos gostem e aprovem! Segue uma seleção de 40 questões (concursos e
OAB) sobre o Controle de Constitucionalidade. Com certeza um dos temas mais
importantes do Direito Constitucional e sempre presente em diversos concursos e
exames.
Selecionei questões relacionadas a todos sub-temas do Controle de Constitucionalidade.
Dessa forma, temos perguntas sobre os conceitos gerais, legitimidade, procedimento,
efeitos da decisão etc. Para fundamentar os comentários utilizei a jurisprudência,
legislação e os seguintes livros:
BARROSO, Luís Roberto. O Controle de Constitucionalidade no Direito Brasileiro: exposição sistemática da
doutrina e análise crítica da jurisprudência. São Paulo: Saraiva, 2006.
LENZA, Pedro. Direito Constitucional Esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2010.

Boa sorte!! Vamos rumo a aprovação.


———————
Questão 01. (OAB/107.º) Quando da promulgação de uma nova Constituição, diz-
se que a legislação ordinária compatível perde o suporte de validade da
Constituição antiga mas continua válida pela teoria:,
a) do poder constituinte subordinado.
b) da repristinação;
c) da desconstitucionalização;
d) da recepção;
01 D

Explicação da Questão 1: Conforme a Teoria da Recepção as normas infraconstitucionais compatíveis materialmente com a nova
constituição serão recepcionadas. Caso ocorra incompatibilidade deverão ser revogadas.

Questão 02. (Analista Processual MPU — CESPE/2010) O Estado brasileiro, como


estado democrático de direito, apresenta, no seu texto constitucional, os
parâmetros para o exercício da soberania popular, a partir de princípios e normas
basilares, submetidos a constante controle. Com relação a esse tema, julgue os itens
a seguir.
Verifica-se a inconstitucionalidade formal, também conhecida como nomodinâmica,
quando a lei ou o ato normativo infraconstitucional contém algum vício em sua forma,
independentemente do conteúdo.
Certo
Errado
02 Certo

Explicação da Questão 2: A inconstitucionalidade formal (ou nomodinâmica) ocorre quando um ato legislativo apresenta vício em sua
forma, isto é, no processo legislativo de sua elaboração. Conforme Canotilho, os vícios formais “(…) incidem sobre o acto normativo
enquanto tal, independente do seu conteúdo e tendo em conta apenas a forma de sua exteriorização (…)”.

Questão 03. (Promotor de Justiça/MS — 2011) Havendo evidente controvérsia


constitucional acerca de importante dispositivo de lei estadual anterior à
Constituição Federal de 1988, o Governador do Estado é legitimado a ingressar no
Supremo Tribunal Federal com:
a) ação direta de inconstitucionalidade;
b) arguição de descumprimento de preceito fundamental.
c) mandado de segurança;
d) mandado de injunção;
e) ação declaratória de constitucionalidade;
03 B

Explicação da Questão 3: Relembramos que não é cabível ADI que tenha por objeto o direito pré-constitucional. Dessa forma,
segundo Barroso, “sendo descabida a ação direta de inconstitucionalidade, abre-se espaço, através da arguição, para o controle
abstrato e concentrado, em processo objetivo, da validade da norma precedente”.
Questão 04. (Analista Judiciário — TRT 9.ª R. — Administrativa — FCC/2010) A
ação declaratória de constitucionalidade, junto ao Supremo Tribunal Federal,
NÃO poderá ser proposta:
a) pela Mesa da Câmara Legislativa.
b) pela entidade de classe de âmbito nacional.
c) pela confederação sindical.
d) pelo Prefeito Municipal.
e) pelo Governador do Distrito Federal.
04 D

Explicação da Questão 4: Lembramos que os legitimados para propositura de ADC e ADI genérica são os mesmos, conforme o art.
103 da CF. O Prefeito Municipal não se encontra no rol de legitimados.

Questão 05. (OAB/113.º) Quando se diz caber a todos os componentes do Poder


Judiciário o exercício do controle da compatibilidade vertical das normas da
ordenação jurídica de um país, está se falando em:
a) jurisdição constitucional difusa, por via de exceção;
b) controle constitucional concentrado, por via de ação.
c) controle constitucional difuso, por via de ação;
d) jurisdição constitucional concentrada, por via de exceção;
05 A

Explicação da Questão 5: Originado no caso Marbury v. Madison (EUA, 1803), o controle difuso (também chamado de controle pela
via de exceção) permite que qualquer juiz ou tribunal do Poder Judiciário reconheça a inconstitucionalidade de uma norma.

Questão 06. (MP/SP/2006) Relativamente à Cláusula de Reserva de Plenário,


assinale a alternativa correta.
a) Compete ao Supremo Tribunal Federal, privativamente, tanto em suas ações
originárias, quanto no exercício de sua competência recursal, declarar a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo pelo voto da maioria de seus ministros.
b) Toda demanda que suscite questão constitucional deve ser apreciada, originalmente,
pelo Supremo Tribunal Federal, que, somente pelo voto de 2/3 (dois terços) de seus
membros poderá declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder
Público.
c) Somente pelo voto de 2/3 de seus membros poderão os Tribunais declarar a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, sob pena de nulidade do julgamento.
d) Toda demanda que suscite questão constitucional deve ser apreciada, originalmente,
pelo Supremo Tribunal Federal, em sessão plenária, sob pena de nulidade de
julgamento.
e) Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do
respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou
ato normativo do Poder Público.
06 E

Explicação da Questão 6: Essa alternativa trata da cláusula de reserva de plenário, a qual está prevista no art. 97 da CF. “Por força do
princípio da reserva do plenário, a inconstitucionalidade de uma lei somente pode ser declarada pela maioria absoluta dos membros do
tribunal ou de seu órgão especial, onde exista”. (BARROSO, 2006, p. 83-84)
Questão 07. (Defensor Público/AM — Instituto Cidades/2011) Qual dos
instrumentos abaixo jamais poderá ser utilizado em sede de controle concentrado
de constitucionalidade, federal ou estadual:
a) audiência pública.
b) recurso extraordinário;
c) embargos de declaração;
d) ação rescisória;
e) intervenção de amicus curiae;
07 D

Explicação da Questão 7: Conforme o disposto no art. 26 da Lei n. 9.868/99: “a decisão que declara a constitucionalidade ou a
inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo em ação direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a interposição de
embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação rescisória“.

Questão 08. (OAB/112.º) A Ação Declaratória de Constitucionalidade, proposta


pela Mesa do Senado e que tenha por objeto Decreto do Presidente da República
regulamentando lei federal, a priori:
a) deve ser julgada procedente, pois, mesmo diante de eventual afronta à Constituição
Federal, o julgamento improcedente implicaria declaração de inconstitucionalidade do
ato, o que não é possível nessa espécie de ação que tem por finalidade a declaração da
constitucionalidade da norma;
b) não deve ser conhecida, pois o Presidente do Senado, e não a Mesa, é legitimado para
propor a ação;
c) deve ser julgada procedente, pois não apresenta nenhum vício de ordem processual;
d) não deve ser conhecida, porquanto se está diante de questão de ilegalidade e não de
inconstitucionalidade.
08 D

Explicação da Questão 8: Salvo o decreto autônomo, ou seja, aquele que manifestamente não regulamenta a lei. Em regra, todo
decreto presidencial sofrerá controle de legalidade e não de inconstitucionalidade, pois ele regulamenta a lei.

Questão 09. (Magistratura/AL/2007) Sobre a arguição de descumprimento de


preceito fundamental, é INCORRETO afirmar que:
a) poderá ser deferida medida liminar para que juízes e Tribunais suspendam o
andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais quaisquer, inclusive se
decorrentes de coisa julgada.
b) estão legitimados para sua propositura, dentre outros, o Governador de Estado ou do
Distrito Federal, o Procurador-Geral da República e entidade de classe de âmbito
nacional;
c) possui caráter subsidiário, uma vez que não será admitida quando houver qualquer
outro meio eficaz para sanar a lesividade a preceito fundamental resultante de ato do
Poder Público;
d) caberá agravo da decisão de indeferimento da petição inicial, no prazo de cinco dias,
mas será irrecorrível a decisão que julgar procedente ou improcedente o pedido na
arguição;
e) pode ter por objeto lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os
anteriores à Constituição, quando relevante o fundamento da controvérsia constitucional
a seu respeito;
09 A
Explicação da Questão 9: De acordo com o art. 5.º, § 3.º, da Lei n. 9.882/99, “a liminar poderá consistir na determinação de que juízes
e tribunais suspendam o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida que apresente
relação com a matéria objeto da arguição de descumprimento de preceito fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada”.

Questão 10. (Analista Judiciário — TRT-11/AM — Área Administrativa —


FCC/2012) Sobre as medidas judiciais de controle da constitucionalidade brasileira
analise as seguintes assertivas:
I. A ADPF, decorrente da Constituição Federal, será apreciada pelo STF, na forma da
lei.
II. As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo STF, nas ações declaratórias de
constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas
esferas federal, estadual e municipal.
III. O Presidente do Senado Federal é um dos legitimados à propositura de ação direta
de inconstitucionalidade e ação direta de constitucionalidade perante o Supremo
Tribunal Federal.
Está correto o que se afirma APENAS em:
a) I e III.
b) II e III.
c) II.
d) III.
e) I e II.
10 E

Explicação da Questão 10: Os itens I e II estão de acordo com o art. 102, da CF, em seus parágrafos primeiro e segundo
respectivamente.
O item III está errado, pois o Presidente do Senado Federal não está elencado no rol de legitimados (art. 103, CF). Lembramos que o
legitimado é a Mesa do Senado Federal.

Questão 11. (PFN — ESAF — 2005-6) De modo geral, a decisão do STF


declarando a inconstitucionalidade de lei em ação direta de inconstitucionalidade
começa a produzir todos os seus efeitos:
a) desde a publicação do acórdão, com a respectiva ementa, no Diário de Justiça.
b) desde o dia mesmo do julgamento da ação.
c) desde o trânsito em julgado da decisão.
d) desde a data da publicação da ata da sessão de julgamento.
e) no primeiro dia útil seguinte ao do julgamento da ação.
11 D

Explicação da Questão 11: Segundo a jurisprudência do STF, “as suas decisões do controle abstrato começam a produzir efeitos a
partir da data da publicação, no Diário da Justiça, da ata da sessão de julgamento”. (Vicente Paulo)

Questão 12. (Auditor Fiscal da Receita Estadual — SEFAZ-RJ —


FGV/2011) Suponha que o STF, em ação direta de inconstitucionalidade (ADI),
tenha julgado a lei X inconstitucional. Nesse caso, seria correto afirmar que a lei
X:
a) pode ser federal ou estadual e não precisa ser encaminhada ao Senado para ser
suspensa.
b) pode ser federal, estadual ou municipal e não precisa ser encaminhada ao Senado
para ser suspensa.
c) é federal e deverá ser encaminhada ao Senado para que seja suspensa.
d) pode ser federal, estadual ou municipal e deverá ser encaminhada ao Senado para que
seja suspensa.
e) pode ser federal ou estadual e deverá ser encaminhada ao Senado para que seja
suspensa.
12 A

Explicação da Questão 12: Compete ao STF processar e julgar, originariamente, a inconstitucionalidade de Lei ou ato
normativo federal ou estadual (art. 102, I, a da CF). Não é necessário seu encaminhamento ao Senado, pois “a competência do
Senado somente é exercitável nas hipóteses de declaração incidental de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, e não
quando a inconstitucionalidade venha a ser pronunciada em sede de ação direta de inconstitucionalidade”. (BARROSO, 2006, p. 110)

Questão 13. (Analista do MPSE — Área Direito — FCC/2010) Em matéria de ação


direta de inconstitucionalidade, é certo que:
a) O Supremo Tribunal Federal aprecia a validade dos dispositivos legais indicados no
pedido formulado pelo autor da ação, porém admite a inconstitucionalidade por
“arrastamento” ou por atração.
b) A função do Procurador-Geral da República, no controle abstrato, é a defesa das
normas federais ou estaduais, cuja inconstitucionalidade é arguida, tendo assim, o papel
de curador da presunção de constitucionalidade.
c) A decisão que declara a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo em ação direta
é recorrível, cabendo também a interposição de embargos declaratórios e de ação
rescisória.
d) A declaração de inconstitucionalidade, de regra, começa a produzir efeitos sempre
após o trânsito em julgado da decisão, e excepcionalmente, a partir da publicação do
Acórdão na imprensa oficial.
e) O Supremo Tribunal Federal fica vinculado aos fundamentos apresentados pelo
proponente, por ser a causa de pedir restrita ou fechada, vedando -se que a decisão seja
assentada em qualquer parâmetro constitucional.
13 A

Explicação da Questão 13: Segundo Barroso, a jurisprudência do STF desenvolveu o conceito de inconstitucionalidade por
arrastamento (atração ou inconstitucionalidade consequente de preceitos não impugnados). “A expressão designa a hipótese de
declaração de inconstitucionalidade, em ação direta, de dispositivos que não foram impugnados no pedido original, mas que são
logicamente afetados pela decisão que venha a ser proferida. É o que ocorre, por exemplo, em relação à norma que tenha teor análogo
à que foi objeto da ação ou que venha a se tornar inaplicável em razão do acolhimento do pedido formulado”. Tal posicionamento pode
ser encontrado na ADI 2982 QO/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 17.6.2004.

Questão 14. (Exame de Ordem Unificado — FGV/2010.3) Projeto de lei estadual


de iniciativa parlamentar concede aumento de remuneração a servidores públicos
estaduais da área da saúde e vem a ser convertido em lei após a sanção do
Governador do Estado. A referida lei é:
a) constitucional, em que pese o vício de iniciativa, pois a sanção do Governador do
Estado ao projeto de lei teve o condão de sanar o defeito de iniciativa.
b) inconstitucional, uma vez que os projetos de lei de iniciativa dos Deputados
Estaduais não se submetem à sanção do Governador do Estado, sob pena de ofensa à
separação de poderes.
c) inconstitucional, uma vez que são de iniciativa privativa do Governador do Estado as
leis que disponham sobre aumento de remuneração de servidores públicos da
administração direta e autárquica estadual.
d) compatível com a Constituição da República, desde que a Constituição do Estado-
membro não reserve à Chefia do Poder Executivo a iniciativa de leis que disponham
sobre aumento de remuneração de servidores públicos estaduais.
14 C
Explicação da Questão 14: Nos termos do art. 61, § 1º, II, “a”, da CF, é de iniciativa privativa do Presidente leis que disponham sobre
criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração. Assim sendo, devido ao princípio da simetria constitucional, tal
dispositivo deve ser respeitado pelos Estados-Membros.

Questão 15. (OAB/111.º) Havendo afronta aos direitos da pessoa humana pelo
Governador, o respectivo Estado-Membro poderá sofrer intervenção federal
mediante:
a) Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva, proposta pelo Procurador-Geral do
Estado;
b) solicitação da Assembleia Legislativa;
c) Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva, proposta pelo Procurador-Geral da
República.
d) requisição do Tribunal de Justiça;
15 C

Explicação da Questão 15: Pedro Lenza: “Art. 36, III, c/c o art. 34, VII, “b”, da CF/88 (ADI interventiva federal). Lembramos que a
decretação e execução da intervenção federal é ato de competência privativa do Presidente da República (art. 84, X), caso a decretação
da suspensão da execução do ato do Governador de Estado (também por decreto presidencial) não seja suficiente para o
restabelecimento da normalidade (art. 36, § 3.º)”.

Questão 16. (Analista Técnico – DPE/SC – FEPESE/2013) Assinale a alternativa


CORRETA em matéria de Direito Constitucional.
a) No âmbito da Constituição Federal vigente é expressamente vedada a repristinação.
b) Poderá ocorrer efeito repristinatório no controle de constitucionalidade.
c) A ordem constitucional vigente admite a aplicação automática da teoria da
desconstitucionalização.
d) A constitucionalidade superveniente é aceita pelo ordenamento jurídico brasileiro.
e) Não se admite no constitucionalismo brasileiro o fenômeno da mutação
constitucional.
16 B
Explicação da Questão 16: Fiquem atentos a diferenciação de efeito repristinatório da declaração de
inconstitucionalidade e repristinação da norma, tal diferenciação é abordada por Pedro Lenza. Resumidamente, o efeito
repristinatório é o restabelecimento de norma aparentemente revogada, pois esta foi revogada por uma lei declarada inconstitucional.
De acordo com o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.868/99, “a concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior a caso
existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário”.

Questão 17. (Defensor Público – DPE/TO – Cespe/2013) No que se refere ao


controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.
a) Segundo entendimento do STF, não cabe ação direta de inconstitucionalidade contra
resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que não dispõe de poder para
editar ato normativo primário.
b) A arguição de descumprimento de preceito fundamental não pode ter por objeto ato
normativo já revogado.
c) Com fundamento na denominada inconstitucionalidade por arrastamento, o STF pode
declarar a inconstitucionalidade de norma que não tenha sido objeto do pedido na ADI,
sendo a inconstitucionalidade declarada não em decorrência da incompatibilidade direta
da norma com a CF, mas da inconstitucionalidade de outra norma com a qual aquela
guarde relação de dependência.
d) A entidade de classe de âmbito nacional tem legitimidade para propor ADI, sendo
necessário, segundo o STF, que a referida entidade esteja situada em, pelo menos, três
estados da Federação.
e) Quando o STF julga improcedente o pedido deduzido em sede de ação declaratória de
constitucionalidade, tal circunstância não impede o posterior ajuizamento, por um dos
legitimados ativos, de ADI com o mesmo objeto.
17 C

Explicação da Questão 17: Mesmo comentário da Questão 13.


Explicação da Questão 13: Segundo Barroso, a jurisprudência do STF desenvolveu o conceito de inconstitucionalidade por
arrastamento (atração ou inconstitucionalidade consequente de preceitos não impugnados). “A expressão designa a hipótese de
declaração de inconstitucionalidade, em ação direta, de dispositivos que não foram impugnados no pedido original, mas que são
logicamente afetados pela decisão que venha a ser proferida. É o que ocorre, por exemplo, em relação à norma que tenha teor análogo
à que foi objeto da ação ou que venha a se tornar inaplicável em razão do acolhimento do pedido formulado”. Tal posicionamento pode
ser encontrado na ADI 2982 QO/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 17.6.2004.

Questão 18. (OAB/104.º) Assinale a alternativa correta:


a) ao Senado Federal compete suspender a execução de lei declarada inconstitucional
pelo STF.
b) ao Conselho da República compete suspender a execução de lei declarada
inconstitucional pelo STF;
c) ao Presidente da Câmara dos Deputados compete suspender a execução de lei
declarada inconstitucional pelo STF;
d) ao Presidente da República compete suspender a execução da lei declarada
inconstitucional pelo STF;
18 A
Explicação da Questão 18: Conforme o art. 52, X, da CF, é competência privativa do Senado Federal “suspender a execução, no todo
ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal”.

Questão 19. (25.º Concurso MPF/PGR/2011) Leia os enunciados abaixo.


Considerando a jurisprudência atual do STF, quais as respostas corretas?
I. O pressuposto da subsidiariedade, na ADPF de natureza incidental, leva em
consideração a existência de outro instrumento no controle abstrato de normas apto a
sanar a lesão ao preceito fundamental não apenas para as partes do processo originário,
mas para todos os que se encontrarem em situação similar.
II. O princípio da reserva de plenário não se aplica ao próprio STF, no julgamento de
recursos extraordinários.
III. Não cabe o controle abstrato de constitucionalidade de decreto expedido pelo
Presidente da República.
IV. É incabível a propositura de ADI contra lei formal, dotada de efeitos concretos.
a) I e II.
b) III e IV.
c) I, II, III e IV.
d) I, II e III.
19 A

Explicação da Questão 19: ADPF 33, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 7-12-2005, DJ de 27-10-2006: “13.Princípio da
subsidiariedade (art. 4º, § 1º, da Lei nº 9.882/99): inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão, compreendido no contexto
da ordem constitucional global, como aquele apto a solver a controvérsia constitucional relevante de forma ampla, geral e
imediata“. (grifo nosso)
RE 361.829-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 2-3-2010, Segunda Turma, DJE de 19-3-2010: “O STF exerce, por excelência, o
controle difuso de constitucionalidade quando do julgamento do recurso extraordinário, tendo os seus colegiados fracionários
competência regimental para fazê-lo sem ofensa ao art. 97 da CF”. (grifo nosso)
Questão 20. (Titular de Serviços de Notas e de Registros/TJ-CE —
IESES/2011) Leia atentamente as proposições abaixo e assinale a que se apresentar
INCORRETA:
a) A inconstitucionalidade nomoestática decorre da afronta, pela norma
infraconstitucional, ao conteúdo da Constituição.
b) Verifica-se a inconstitucionalidade nomodinâmica quando a lei ou o ato normativo
infraconstitucional contiver vício de forma.
c) A inconstitucionalidade formal orgânica resulta da ausência de competência
legislativa para a elaboração do ato.
d) Os tribunais de contas não podem apreciar a constitucionalidade de leis e atos
normativos do Poder Público, no exercício de suas atribuições.
20 D

Explicação da Questão 20: A afirmativa contraria o entendimento do STF, Súmula n° 347: “o Tribunal de Contas, no exercício de suas
atribuições, pode apreciar a constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público”. Ressaltamos que a apreciação será incidental e
que os Tribunais de Contas não possuem competência para declarar a inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, mas poderá, no
caso concreto, deixar de aplicar atos que considerar inconstitucionais.

Questão 21. (Juiz do Trabalho – TRT 2.ª R/2012) Quanto ao controle de


constitucionalidade das leis é CORRETO afirmar que:
a) O sistema brasileiro admite o controle judicial preventivo, nos casos de mandado de
segurança impetrado por parlamentar com objetivo de impedir a tramitação de projeto
de emenda constitucional lesiva às cláusulas pétreas.
b) Há quanto ao órgão um controle político, um controle jurisdicional, um controle
legislativo e um controle administrativo.
c) O veto oposto pelo Executivo a projeto de lei, com fundamento em
inconstitucionalidade da proposta legislativa, configura típico exemplo de controle de
constitucionalidade misto.
d) Há controle de constitucionalidade político quando a atividade de controle é exercida
pelo órgão jurisdicional.
e) O veto parcial somente abrangerá texto parcial de artigo, de parágrafo, de inciso ou
de alínea.
21 A

Explicação da Questão 21: Em regra, o controle preventivo é realizado pelo Poder Legislativo e Executivo. No entanto, o STF tem
entendido ser possível o controle prévio de constitucionalidade pelo Judiciário. Ele ocorrerá quando parlamentar impetrar mandado de
segurança contra a deliberação de proposta de emenda à Constituição tendente a violar alguma cláusula pétrea.
Neste sentido Luís Roberto Barroso esclarece: “Existe, ainda, uma hipótese de controle prévio de constitucionalidade, em sede judicial,
que tem sido admitida no direito brasileiro. O Supremo Tribunal Federal tem conhecido de mandados de segurança, requeridos por
parlamentares, contra o simples processamento de propostas de emenda à Constituição cujo conteúdo viole alguma das cláusulas
pétreas do art. 60, § 4º”. (BARROSO, 2006, p. 46)

Questão 22. (Delegado de Polícia — ACADEPOL/MG/2011) O “bloco de


constitucionalidade” se constitui a partir de:
a) conteúdo específico das normas constitucionais e infraconstitucionais, estabilidade,
dinamicidade, dirigismo, garantismo, além de todas as normas constitucionais de caráter
programático.
b) princípios não escritos, unidade, solidez, valoração de normas constitucionais que
podem ser desmembradas para melhor efetivação dos direitos consagrados.
c) princípios, normas escritas e não escritas, fundamentos relativos à organização do
Estado, direitos sociais e econômicos, direitos humanos reconhecidos em tratados e
convenções internacionais dos quais o país seja signatário.
d) normas escritas, emendas constitucionais de lastro formal, direitos fundamentais
consagrados pela Constituição, de reconhecimento e aplicação internos.
22 C

Explicação da Questão 22: O Bloco de Constitucionalidade são normas contidas, ainda que não expressamente, na constituição que
tem por objetivo ampliar o paradigma do controle de constitucionalidade. Por exemplo, princípios, direitos sociais etc.

Questão 23. (Procurador do Estado/RO — FCC/2011) É uma das características


da ação direta de inconstitucionalidade no controle abstrato das normas na
Constituição Federal brasileira:
a) Não admitir o efeito repristinatório. A declaração de nulidade total de uma norma
sempre cria um vácuo legislativo que só pode ser sanado pelo Poder Legislativo
competente.
b) Não admitir a declaração parcial de nulidade da norma sem a redução do texto
original.
c) Permitir a intervenção de terceiros e do amicus curiae.
d) A ativação do efeito repristinatório quando houver o silêncio na medida cautelar que
suspende determinada lei, de modo que, a legislação anterior, se existente, torne-se
novamente aplicável.
e) Resultar em uma decisão judicial final com efeito ex tunc sempre, não se admitindo a
modulação de efeitos pelo Poder Judiciário.
23 D
Explicação da Questão 23: Mesmo comentário da Questão 16.
Explicação da Questão 16: Fiquem atentos a diferenciação de efeito repristinatório da declaração de
inconstitucionalidade e repristinação da norma, tal diferenciação é abordada por Pedro Lenza. Resumidamente, o efeito
repristinatório é o restabelecimento de norma aparentemente revogada, pois esta foi revogada por uma lei declarada inconstitucional.
De acordo com o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.868/99, “a concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso
existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário”.

Questão 24. (CESPE/UnB — STF/Analista Judiciário — Área: Judiciária/2008 –


Adaptada) O presidente da República promulgou simultaneamente três leis. A Lei
X, de autoria parlamentar, tinha por objeto a aprovação do plano de cargos e
salários dos servidores da justiça federal de primeira e segunda instâncias, com
vistas a suprir necessidade nos tribunais regionais federais. A Lei Y, que é a lei
orçamentária anual, para o exercício de 2008. E a Lei W, de iniciativa do
presidente da República, que cria uma rádio pública. Ocorre que a Lei W foi
aprovada, pela Câmara dos Deputados, com a votação favorável de 200 deputados,
sendo que, desses, pelo menos, 80 teriam recebido vantagens econômicas para
votar pela aprovação dessa lei. Com base na situação hipotética apresentada,
julgue os itens a seguir, a respeito do controle de constitucionalidade e do processo
legislativo.
A Lei W possui, de acordo com a doutrina, o chamado vício de decoro parlamentar, o
que geraria a sua inconstitucionalidade.
Certo
Errado
24 Certo

Explicação da Questão 24: Segundo Pedro Lenza, o vício de decoro parlamentar enseja o reconhecimento da inconstitucionalidade de
uma lei, pois há mácula no processo legislativo. Por exemplo, quando ocorre a compra de votos para aprovação de uma determinada
lei. Conforme o art. 55, § 1.º, CF, “é incompatível com o decoro parlamentar, (…) o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do
Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas”.
Questão 25. (Magistratura/TJ-PE — FCC/2011) Considerada a disciplina
constitucional e a respectiva regulamentação legal da ação direta de
inconstitucionalidade por omissão, é INCORRETO afirmar que:
a) não admite medida cautelar.
b) pode ser proposta pelos legitimados à propositura da ação direta de
inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade.
c) não admite desistência.
d) em caso de omissão imputável a órgão administrativo, as providências deverão ser
adotadas no prazo de 30 dias, ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente
pelo STF, tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público
envolvido.
e) cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial.
25 A

Explicação da Questão 25: É admitida medida cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. Conforme as
disposições nos arts. 12-F e 12-G da Lei n. 9.868/99, incluídos pela Lei n. 12.063/2009. Transcrevo parte do art. 12-F: “em caso de
excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da maioria absoluta (…), poderá conceder medida cautelar…”.

Questão 26. (Analista — Advocacia — CESPE/UnB — EBC-1/2011) A aferição da


legitimidade do partido político para a propositura de uma ação direta de
inconstitucionalidade deve ser feita no momento da propositura da ação, sendo
irrelevante a ulterior perda de representação no Congresso Nacional.
Certo
Errado
26 Certo

Explicação da Questão 26: Segue o Informativo 356 do STF sobre a perda de representação de partido e legitimidade para ADI:
“entendeu-se que a aferição da legitimidade deve ser feita no momento da propositura da ação e que a perda superveniente de
representação do partido político no Congresso Nacional não o desqualifica como legitimado ativo para a ação direta de
inconstitucionalidade”. (ADI-2159)

Questão 27. (AGU — CESPE/2010) Julgue os itens subsequentes, relativos ao


poder constituinte e ao controle de constitucionalidade no Brasil.
De acordo com entendimento do STF, o controle jurisdicional prévio ou preventivo de
constitucionalidade sobre projeto de lei ainda em trâmite somente pode ocorrer de modo
incidental, na via de exceção ou defesa.
Certo
Errado
27 Certo
Explicação da Questão 27: Em regra, o controle preventivo é realizado pelo Poder Legislativo e Executivo. No entanto, o STF tem
entendido ser possível o controle prévio de constitucionalidade pelo Judiciário. Ele ocorrerá quando parlamentar impetrar mandado de
segurança contra a deliberação de proposta de emenda à Constituição tendente a violar alguma cláusula pétrea do art. 60,§ 4º, CF.

Questão 28. (Analista Judiciário – TRT 9.ª R – Execução de Mandados –


FCC/2013) De acordo com a Constituição Federal brasileira, em matéria de
controle difuso de constitucionalidade, o Senado Federal poderá editar uma
resolução suspendendo a execução, no todo ou em parte, de lei ou ato normativo
declarado inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal.
Esta resolução senatorial
a) não terá efeitos erga omnes, porém os efeitos inter partes serão ex tunc, ou seja,
anteriores a sua publicação.
b) terá efeitos erga omnes, porém ex nunc, ou seja, a partir da sua publicação.
c) terá efeitos erga omnes e ex tunc, ou seja, anteriores a sua publicação.
d) somente terá efeitos ex tunc depois de aprovada por maioria absoluta do Senado
Federal e um terço do Congresso Nacional.
e) não terá efeitos erga omnes, sendo que os efeitos inter partes serão ex nunc, ou seja, a
partir da sua publicação.
28 B
Explicação da Questão 28: Esse é o entendimento majoritário na doutrina. No entanto, o art. 1º, § 2º, do Decreto n. 2.346/97 fixa,
expressamente, a produção de efeitos ex tunc, exclusivamente, à Administração Pública Federal direta eindireta.
Dessa forma, a resolução do Senado Federal produzirá efeitos ex tunc em relação à Administração supracitada e efeitos ex nunc em
relação a terceiros.

Questão 29. (Juiz Federal – TRF 2.ª R – CESPE/2013) Com relação ao controle de
constitucionalidade no direito brasileiro, assinale a opção correta.
a) A ação de inconstitucionalidade interventiva, que tem como único legitimado ativo o
procurador-geral da República, está fundamentada na violação de um princípio sensível
por parte de estado-membro ou do DF e o seu procedimento não admite a concessão de
medida liminar.
b) O amicus curiae somente pode demandar a sua intervenção até a data em que o
relator liberar o processo para pauta de julgamento, e a sua participação será autorizada
mediante despacho irrecorrível do relator nas ações diretas de inconstitucionalidade;
porém a sua participação não será cabível no procedimento de controle difuso de
constitucionalidade.
c) Segundo a cláusula de reserva de plenário, somente pela maioria de seus membros ou
dos membros do respectivo órgão especial os tribunais poderão declarar a
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, porém não haverá violação da cláusula de
reserva de plenário quando a decisão de órgão fracionário de tribunal, embora não
declare expressamente a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público,
afaste a sua incidência no todo ou em parte.
d) As decisões definitivas de mérito proferidas pelo STF nas ações diretas de
inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão
eficácia contra todos e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder
Judiciário e à administração pública direta e indireta.
e) Inconstitucionalidade reflexa consiste na incompatibilidade de uma norma infralegal,
como o decreto não autônomo expedido pelo chefe do Poder Executivo, com uma lei e,
por via indireta, com a própria CF. Segundo o entendimento do STF a ação direta de
inconstitucionalidade é meio idôneo para verificação de tal vício.

29 D
Explicação da Questão 29: Alternativa reproduz quase integralmente o disposto no art. 102, § 2º, da CF: “as decisões definitivas de
mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de
constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à
administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal”. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de
2004)

Questão 30. (PROC/MP/MG/2007) Considere as seguintes ações:


I. Ação de competência do Supremo Tribunal Federal destinada a obter a decretação de
inconstitucionalidade, em tese, de lei federal ou estadual, sem outro objetivo, senão o de
expurgar da ordem jurídica a incompatibilidade vertical. Visa, exclusivamente, a defesa
do princípio da supremacia constitucional.
II. Ação, que pode ser federal, por proposta exclusiva do Procurador-Geral da
República, e de competência do Supremo Tribunal Federal, destinada a promover a
intervenção federal em Estado da federação.
III. Ação cujo pressuposto é a controvérsia a respeito da constitucionalidade da lei,
tendo como finalidade imediata a rápida solução dessas pendências, e como objeto a
verificação da constitucionalidade de um ato normativo federal impugnado em
processos concretos.
Essas situações dizem respeito, respectivamente, às ações
a) declaratória de constitucionalidade, direta de inconstitucionalidade genérica, e direta
de inconstitucionalidade não interventiva;
b) direta de inconstitucionalidade genérica, direta de inconstitucionalidade interventiva,
e declaratória de constitucionalidade.
c) direta de inconstitucionalidade genérica, direta de inconstitucionalidade interventiva,
e direta de inconstitucionalidade específica;
d) direta de inconstitucionalidade não interventiva, direta de inconstitucionalidade
específica, e direta de inconstitucionalidade genérica;
e) declaratória de constitucionalidade, direta de inconstitucionalidade interventiva, e
direta de inconstitucionalidade genérica;
Questão 31. (Magistratura/TJ-RJ — VUNESP/2011) Considerando o sistema de
controle de constitucionalidade das leis e atos normativos no direito brasileiro, é
correto afirmar que:
a) quando tramitam paralelamente duas ações diretas de inconstitucionalidade, uma no
Tribunal de Justiça local e outra no STF, contra a mesma lei estadual em face de
princípios constitucionais estaduais que são reprodução de princípios da CF, a ação
direta proposta perante o Tribunal estadual deve ser extinta.
b) a medida cautelar, em ação direta de inconstitucionalidade, reveste -se,
ordinariamente, de eficácia ex tunc, operando, portanto, desde a edição da lei ou do ato
normativo atacado.
c) em se tratando de ação direta de inconstitucionalidade, o STF firmou o entendimento
de que ação dessa natureza não é suscetível de desistência.
d) para a propositura da ação direta de inconstitucionalidade, incide sobre as
agremiações partidárias a restrição jurisprudencial derivada do vínculo de pertinência
temática.
Questão 32. (Exame de Ordem Unificado – FGV/2012.3) João ingressa com ação
individual buscando a repetição de indébito tributário, tendo como causa de pedir
a inconstitucionalidade da Lei Federal “X”, que criou o tributo.
Sobre a demanda, assinale a afirmativa correta.
a) João não possui legitimidade para ingressar com a demanda, questionando a
constitucionalidade da Lei Federal “X”, atribuída exclusivamente às pessoas e entidades
previstas no art. 103 da Constituição.
b) O juiz de primeiro grau não detém competência para a declaração de
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, mas somente o Tribunal de segundo grau
e desde que haja prévio pronunciamento do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre
a questão.
c) Caso a questão seja levada ao Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso
extraordinário, e este declarar a inconstitucionalidade da Lei Federal “X” pela maioria
absoluta dos seus membros, a decisão terá eficácia contra todos e efeitos vinculantes.
d) O órgão colegiado, em sede de apelação, não pode declarar a inconstitucionalidade
da norma, devendo submeter a questão ao Pleno do Tribunal ou ao órgão especial
(quando houver), salvo se já houver prévio pronunciamento deste ou do plenário do
STF sobre a sua inconstitucionalidade.
Questão 33. (Defensoria Pública da União — CESPE/UnB — 2010) No que se
refere ao controle de constitucionalidade, julgue os itens seguintes:
A legislação em vigor não admite a concessão de medida cautelar em ação direta de
inconstitucionalidade por omissão.
Certo
Errado
Questão 34. (Delegado de Polícia Civil/GO – UEG/2013) Constitucionalidade é a
relação estabelecida entre a Constituição e um dado comportamento que lhe seja
conforme, compatível ou de acordo com seu sentido, não se manifestando tão
somente por um caráter lógico-racional, mas por um caráter valorativo. O controle
dessa relação se faz, no Brasil, pela atribuição
a) a órgãos jurisdicionais ordinários, em um modelo difuso de controle de
constitucionalidade das leis combinado com um modelo concentrado de corte
constitucional, sistema a que se tem denominado misto.
b) do julgamento das questões constitucionais a um órgão jurisdicional superior ou a
uma corte constitucional, modelo a que se tem denominado controle difuso.
c) a qualquer órgão judicial incumbido de aplicar a lei a um caso sub judice, do dever da
não aplicação da lei quando considerá-la incompatível com a ordem constitucional,
modelo a que se tem denominado controle concentrado.
d) a órgãos ordinários do poder judiciário, da prerrogativa de afastar a aplicação da lei,
nos processos judiciais, mantendo-se também uma corte constitucional, modelos a que
se tem denominado controle concentrado.
Questão 35. (Magistratura/168.º) Os Tribunais e os respectivos Órgãos Especiais
poderão declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder
Público:
a) por unanimidade.
b) por maioria simples;
c) por maioria absoluta;
d) por maioria qualificada;
Questão 36. (Analista Judiciário/TJ-ES — Direito — CESPE/UnB/2011) Acerca do
controle de constitucionalidade, julgue o item a seguir.
A ação direta de inconstitucionalidade por omissão pode ser proposta pelos mesmos
legitimados à propositura da ação direta de inconstitucionalidade genérica e da ação
declaratória de constitucionalidade.
Certo
Errado
Questão 37. (OAB/104.º) Um dos grupos ou pessoas abaixo nomeados certamente
não é legitimado para intentar ação de inconstitucionalidade:
a) entidade de classe de âmbito municipal ou estadual.
b) o Presidente da República;
c) a Mesa da Assembleia Legislativa;
d) o partido político, desde que possua representação no Congresso Nacional;
Questão 38. (Juiz – TJ/BA – Cespe/2012) Com relação ao controle de
constitucionalidade, assinale a opção correta.
a) No âmbito do Poder Legislativo — federal e estadual —, são legitimados para
propor, no STF, a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de
constitucionalidade as mesas do Congresso Nacional, do Senado Federal e da Câmara
dos Deputados e as mesas de assembleia legislativa e da Câmara Legislativa do DF.
b) No processo objetivo do controle de constitucionalidade, a intervenção do amicus
curiae equivale à intervenção de terceiros, o que lhe garante a prerrogativa de interpor
recurso para discutir a matéria objeto de análise na ação em que atua.
c) Todos os tribunais judiciários, com exceção do STF, estão obrigados a seguir a
cláusula de reserva de plenário, que prevê que somente pelo voto da maioria absoluta de
seus membros, ou dos membros do respectivo órgão especial, poderá ser declarada a
inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do poder público.
d) Contra lei estadual que desrespeitar princípios sensíveis da CF pode o procurador-
geral da República impetrar, no STF, ação direta de inconstitucionalidade interventiva,
que, acolhida, implicará a nulificação do ato impugnado e, ao mesmo tempo,
determinará que o presidente da República decrete a intervenção no estado respectivo.
e) Embora lei municipal que contrarie a CF não possa ser objeto de ação direta de
inconstitucionalidade perante o STF, cabe o controle difuso de constitucionalidade, ou
mesmo o controle concentrado, dessa lei, por meio de arguição de descumprimento de
preceito fundamental.
Questão 39. (Procurador – PGE/PA – UFPA/2012) Analise as proposições a seguir:
I – Partido político com representação no Congresso Nacional é legitimado universal
para a propositura de Ação Direta de Inconstitucionalidade.
II – Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, o
mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do
Tribunal de Contas da União.
III – A assistência social será prestada independentemente de contribuição à seguridade
social.
IV – É privativo de brasileiro nato o cargo de Ministro militar do Superior Tribunal
Militar.
De acordo com as proposições apresentadas, assinale a alternativa CORRETA:
a) apenas uma das proposições está correta
b) todas as proposições estão corretas
c) apenas três proposições estão corretas
d) apenas duas proposições estão corretas
e) todas as proposições estão incorretas
Questão 40. (OAB/113.º) O Presidente da República expede Decreto com o fim de
regulamentar determinada lei federal. No entanto, o Decreto acaba por criar
determinada obrigação não prevista na lei regulamentada. Em tal hipótese, o
Congresso Nacional:
a) poderia revogar a parte do Decreto que criou a obrigação não prevista na lei, por
meio de Resolução;
b) poderia sustar a parte do Decreto que criou a obrigação não prevista na lei, por meio
de Decreto Legislativo;
c) poderia revogar todo o Decreto, por meio de Resolução;
d) nada poderia fazer em relação ao Decreto, em respeito ao princípio da separação de
poderes.
———————
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26/04/2013
Comentários Questões – Controle de
Constitucionalidade
Confira o gabarito e os comentários das questões sobre Controle de Constitucionalidade.

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Segue o gabarito e os comentários das questões sobre


Controle de Constitucionalidade. Como sou acadêmico do 4.º período de Direito
poderá existir comentários incorretos. Assim sendo, desde já peço desculpas por
possíveis erros. Se encontrar erros comente e nós corrigiremos o mais rápido possível.

Gabarito
Questão Resposta Questão Resposta
01 D 21 A
02 Certo 22 C
03 B 23 D
04 D 24 Certo
05 A 25 A
06 E 26 Certo
07 D 27 Certo
08 D 28 B
09 A 29 D
10 E 30 B
11 D 31 C
12 A 32 D
13 A 33 Errado
14 C 34 A
15 C 35 C
16 B 36 Certo
17 C 37 A
18 A 38 E
19 A 39 C
20 D 40 B
Comentários:
Explicação da Questão 1: Conforme a Teoria da Recepção as normas
infraconstitucionais compatíveis materialmentecom a nova constituição serão
recepcionadas. Caso ocorra incompatibilidade deverão ser revogadas.
Explicação da Questão 2: A inconstitucionalidade formal (ou nomodinâmica) ocorre
quando um ato legislativo apresenta vício em sua forma, isto é, no processo legislativo
de sua elaboração. Conforme Canotilho, os vícios formais “(…) incidem sobre o acto
normativo enquanto tal, independente do seu conteúdo e tendo em conta apenas a forma
de sua exteriorização (…)”.
Explicação da Questão 3: Relembramos que não é cabível ADI que tenha por objeto o
direito pré-constitucional. Dessa forma, segundo Barroso, “sendo descabida a ação
direta de inconstitucionalidade, abre-se espaço, através da arguição, para o controle
abstrato e concentrado, em processo objetivo, da validade da norma precedente”.
Explicação da Questão 4: Lembramos que os legitimados para propositura de ADC e
ADI genérica são os mesmos, conforme o art. 103 da CF. O Prefeito Municipal não se
encontra no rol de legitimados.
Explicação da Questão 5: Originado no caso Marbury v. Madison (EUA, 1803), o
controle difuso (também chamado de controle pela via de exceção) permite que
qualquer juiz ou tribunal do Poder Judiciário reconheça a inconstitucionalidade de uma
norma.
Explicação da Questão 6: Essa alternativa trata da cláusula de reserva de plenário, a
qual está prevista no art. 97 da CF. “Por força do princípio da reserva do plenário, a
inconstitucionalidade de uma lei somente pode ser declarada pela maioria absoluta dos
membros do tribunal ou de seu órgão especial, onde exista”. (BARROSO, 2006, p. 83-
84)
Explicação da Questão 7: Conforme o disposto no art. 26 da Lei n. 9.868/99: “a
decisão que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato
normativo em ação direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a
interposição de embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação
rescisória“.
Explicação da Questão 8: Salvo o decreto autônomo, ou seja, aquele que
manifestamente não regulamenta a lei. Em regra, todo decreto presidencial sofrerá
controle de legalidade e não de inconstitucionalidade, pois ele regulamenta a lei.
Explicação da Questão 9: De acordo com o art. 5.º, § 3.º, da Lei n. 9.882/99, “a liminar
poderá consistir na determinação de que juízes e tribunais suspendam o andamento de
processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida que apresente
relação com a matéria objeto da arguição de descumprimento de preceito
fundamental, salvo se decorrentes da coisa julgada”.
Explicação da Questão 10: Os itens I e II estão de acordo com o art. 102, da CF, em
seus parágrafos primeiro e segundo respectivamente.
O item III está errado, pois o Presidente do Senado Federal não está elencado no rol de
legitimados (art. 103, CF). Lembramos que o legitimado é a Mesa do Senado Federal.

Explicação da Questão 11: Segundo a jurisprudência do STF, “as suas decisões do


controle abstrato começam a produzir efeitos a partir da data da publicação, no Diário
da Justiça, da ata da sessão de julgamento”. (Vicente Paulo)
Explicação da Questão 12: Compete ao STF processar e julgar, originariamente, a
inconstitucionalidade de Lei ou ato normativo federal ou estadual (art. 102, I, a da CF).
Não é necessário seu encaminhamento ao Senado, pois “a competência do Senado
somente é exercitável nas hipóteses de declaração incidental de inconstitucionalidade
pelo Supremo Tribunal Federal, e não quando a inconstitucionalidade venha a ser
pronunciada em sede de ação direta de inconstitucionalidade”. (BARROSO, 2006, p.
110)

Explicação da Questão 13: Segundo Barroso, a jurisprudência do STF desenvolveu o


conceito de inconstitucionalidade por arrastamento (atração ou inconstitucionalidade
consequente de preceitos não impugnados). “A expressão designa a hipótese de
declaração de inconstitucionalidade, em ação direta, de dispositivos que não foram
impugnados no pedido original, mas que são logicamente afetados pela decisão que
venha a ser proferida. É o que ocorre, por exemplo, em relação à norma que tenha teor
análogo à que foi objeto da ação ou que venha a se tornar inaplicável em razão do
acolhimento do pedido formulado”. Tal posicionamento pode ser encontrado na ADI
2982 QO/CE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 17.6.2004.
Explicação da Questão 14: Nos termos do art. 61, § 1º, II, “a”, da CF, é de iniciativa
privativa do Presidente leis que disponham sobre criação de cargos, funções ou
empregos públicos na administração. Assim sendo, devido ao princípio da simetria
constitucional, tal dispositivo deve ser respeitado pelos Estados-Membros.
Explicação da Questão 15: Pedro Lenza: “Art. 36, III, c/c o art. 34, VII, “b”, da CF/88
(ADI interventiva federal). Lembramos que a decretação e execução da intervenção
federal é ato de competência privativa do Presidente da República (art. 84, X), caso a
decretação da suspensão da execução do ato do Governador de Estado (também por
decreto presidencial) não seja suficiente para o restabelecimento da normalidade (art.
36, § 3.º)”.
Explicação da Questão 16: Fiquem atentos a diferenciação de efeito repristinatório
da declaração de inconstitucionalidade e repristinação da norma, tal diferenciação é
abordada por Pedro Lenza. Resumidamente, o efeito repristinatório é o restabelecimento
de norma aparentemente revogada, pois esta foi revogada por uma lei declarada
inconstitucional.
De acordo com o art. 11, § 2º, da Lei n. 9.868/99, “a concessão da medida cautelar
torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em
sentido contrário”.
Explicação da Questão 17: Mesmo comentário da Questão 13.
Explicação da Questão 18: Conforme o art. 52, X, da CF, é competência privativa do
Senado Federal “suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada
inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal”.
Explicação da Questão 19: ADPF 33, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgamento em 7-12-
2005, DJ de 27-10-2006: “13.Princípio da subsidiariedade (art. 4º, § 1º, da Lei nº
9.882/99): inexistência de outro meio eficaz de sanar a lesão, compreendido no contexto
da ordem constitucional global, como aquele apto a solver a controvérsia
constitucional relevante de forma ampla, geral e imediata“. (grifo nosso)
RE 361.829-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, julgamento em 2-3-2010, Segunda Turma,
DJE de 19-3-2010: “O STF exerce, por excelência, o controle difuso de
constitucionalidade quando do julgamento do recurso extraordinário, tendo os seus
colegiados fracionários competência regimental para fazê-lo sem ofensa ao art. 97 da
CF”. (grifo nosso)
Explicação da Questão 20: A afirmativa contraria o entendimento do STF, Súmula n°
347: “o Tribunal de Contas, no exercício de suas atribuições, pode apreciar a
constitucionalidade das leis e dos atos do Poder Público”. Ressaltamos que a apreciação
será incidental e que os Tribunais de Contas não possuem competência para declarar a
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, mas poderá, no caso concreto, deixar
de aplicar atos que considerar inconstitucionais.
Explicação da Questão 21: Em regra, o controle preventivo é realizado pelo Poder
Legislativo e Executivo. No entanto, o STF tem entendido ser possível o controle
prévio de constitucionalidade pelo Judiciário. Ele ocorrerá quando parlamentar
impetrar mandado de segurança contra a deliberação de proposta de emenda à
Constituição tendente a violar alguma cláusula pétrea.
Neste sentido Luís Roberto Barroso esclarece: “Existe, ainda, uma hipótese de controle
prévio de constitucionalidade, em sede judicial, que tem sido admitida no direito
brasileiro. O Supremo Tribunal Federal tem conhecido de mandados de segurança,
requeridos por parlamentares, contra o simples processamento de propostas de emenda à
Constituição cujo conteúdo viole alguma das cláusulas pétreas do art. 60, § 4º”.
(BARROSO, 2006, p. 46)
Explicação da Questão 22: O Bloco de Constitucionalidade são normas contidas, ainda
que não expressamente, na constituição que tem por objetivo ampliar o paradigma do
controle de constitucionalidade. Por exemplo, princípios, direitos sociais etc.
Explicação da Questão 23: Mesmo comentário da Questão 16.
Explicação da Questão 24: Segundo Pedro Lenza, o vício de decoro parlamentar
enseja o reconhecimento da inconstitucionalidade de uma lei, pois há mácula no
processo legislativo. Por exemplo, quando ocorre a compra de votos para aprovação de
uma determinada lei. Conforme o art. 55, § 1.º, CF, “é incompatível com o decoro
parlamentar, (…) o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso
Nacional ou a percepção de vantagens indevidas”.
Explicação da Questão 25: É admitida medida cautelar em Ação Direta de
Inconstitucionalidade por Omissão. Conforme as disposições nos arts. 12-F e 12-G da
Lei n. 9.868/99, incluídos pela Lei n. 12.063/2009. Transcrevo parte do art. 12-F: “em
caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da
maioria absoluta (…), poderá conceder medida cautelar…”.
Explicação da Questão 26: Segue o Informativo 356 do STF sobre a perda de
representação de partido e legitimidade para ADI: “entendeu-se que a aferição da
legitimidade deve ser feita no momento da propositura da ação e que a perda
superveniente de representação do partido político no Congresso Nacional não o
desqualifica como legitimado ativo para a ação direta de inconstitucionalidade”. (ADI-
2159)
Explicação da Questão 27: Em regra, o controle preventivo é realizado pelo Poder
Legislativo e Executivo. No entanto, o STF tem entendido ser possível o controle prévio
de constitucionalidade pelo Judiciário. Ele ocorrerá quando parlamentar impetrar
mandado de segurança contra a deliberação de proposta de emenda à Constituição
tendente a violar alguma cláusula pétrea do art. 60,§ 4º, CF.
Explicação da Questão 28: Esse é o entendimento majoritário na doutrina. No
entanto, o art. 1º, § 2º, do Decreto n. 2.346/97 fixa, expressamente, a produção de
efeitos ex tunc, exclusivamente, à Administração Pública Federal direta eindireta.
Dessa forma, a resolução do Senado Federal produzirá efeitos ex tunc em relação à
Administração supracitada e efeitos ex nunc em relação a terceiros.
Explicação da Questão 29: Alternativa reproduz quase integralmente o disposto no art.
102, § 2º, da CF: “as decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal
Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de
constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente
aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas
esferas federal, estadual e municipal”. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
45, de 2004)
Explicação da Questão 30: Questão dispensa comentários, pois as assertivas
representam as características dessas ações.
Explicação da Questão 31: Esse é o entendimento STF, assim como o previsto no art.
5º, caput, da Lei n. 9.868/99, “proposta ação direta, não se admitirá desistência”.
Explicação da Questão 32: Essa alternativa trata da cláusula de reserva de plenário, a
qual está prevista no art. 97 da CF. Assim sendo, em sede de apelação “por força do
princípio da reserva do plenário, a inconstitucionalidade de uma lei somente pode ser
declarada pela maioria absoluta dos membros do tribunal ou de seu órgão especial, onde
exista”. (BARROSO, 2006, p. 83-84)
Explicação da Questão 33: É admitida medida cautelar em Ação Direta de
Inconstitucionalidade por Omissão. Conforme as disposições nos arts. 12-F e 12-G da
Lei n. 9.868/99, incluídos pela Lei n. 12.063/2009. Transcrevo parte do art. 12-F: “em
caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da
maioria absoluta (…), poderá conceder medida cautelar…”.
Explicação da Questão 34: Segundo Barroso, “a Constituição de 1988 manteve o
sistema eclético, híbrido ou misto, combinando o controle por via incidental e
difuso (sistema americano), que vinha desde o início da República, com o controle por
via principal e concentrado, implantado com a EC n. 16/65 (sistema continental
europeu)”.
No entanto, Pedro Lenza diferencia o sistema misto e o híbrido.
Misto = Controle Concentrado + Controle Difuso (ambos Controle Jurisdicional).
Híbrido = Controle Jurisdicional + Controle Político.
Explicação da Questão 35: Conforme o previsto no art. 97 da CF: “somente pelo voto
da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão
especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
do Poder Público”.
Explicação da Questão 36: Conforme o previsto no art. 12-A, da Lei n. 9.868/99:
“podem propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão os legitimados à
propositura da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de
constitucionalidade”.
Explicação da Questão 37: A legitimada é a entidade de classe de âmbito nacional.
Conforme o art. 103, IX, CF: “confederação sindical ou entidade de classe de âmbito
nacional”.
Explicação da Questão 38: Cabe o controle difuso, pois qualquer juiz ou tribunal
poderá realizar o controle de constitucionalidade da lei municipal. E o art. 1ª, da Lei n.
9.882/99, em seu inciso I possibilita o ajuizamento de ADPF perante o STF para a
apreciação de lei ou ato normativo municipal.
Explicação da Questão 39: Todos os itens da questão corretos, exceto o item II, pois
essa competência é do Supremo Tribunal Federal nos termos do art. 102, I, “q”, da
CF, compete ao STF processar e julgar, originariamente, o mandado de injunção,
quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do TCU.
O item IV pode induzir ao erro, mas ressaltamos que o cargo de Ministro militar (não o
civil) do STM é privativo de brasileiro nato, pois se trata de um cargo de oficial das
Forças Armadas no mais alto posto da carreira.
Explicação da Questão 40: Uma das hipóteses de controle de constitucionalidade
realizado pelo Poder Legislativo (CN) vem prevista no art. 49, V, da CF/88,
estabelecendo ser competência exclusiva do Congresso Nacional sustar atos normativos
do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação
legislativa.