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ELETROCARDI OGRAMA – AULA 14/11/18

INTRODUÇÃO
 Registro da atividade elétrica do coração
 Os distúrbios hidroeletrolíticos causam importantes mudanças no ECG
 Inúmeras doenças podem ser reconhecidas pelo eletro
 A atividade elétrica do coração precede a mecânica (contração muscular)
 O nó sinusal comanda o ritmo cardíaco por natureza. Na sua ausência, outros nós podem assumir a sua
função.
 Do nó sinusal, três feixes conduzem o impulso até o nó atrioventricular, onde há um “atraso” do impulso
elétrico fisiológico. Daí, passa para o feixe de His, que se divide em ramos direito e esquerdo e, daí, passa
para as fibras de Purkinje.
 Ordem da contração dos ventrículos: Septo  Paredes livres  Parte basal (É quase ao mesmo tempo,
mas não é. Isso gera as ondas Q, R e S
 A contração acontece de dentro para fora (endocárdio para epicárdio)
 A repolarização tem o sentido contrário à despolarização (epicárdio para endocárdio)
 O coração movimenta uma grande quantidade de cargas e gera campo eletromagnético na superfície
do tórax  Esses potenciais são captados pelas derivações precordiais (V1 a V6) e periféricas (membros).
 As derivações são eletrodos que captam potenciais elétricos. Cada uma delas capta o mesmo potencial
elétrico, que vai ser visto de maneira diferente a depender de onde o eletrodo é colocado.
 Os potenciais de ação dos miócitos tem grande sincronia com o coração. O
 O sódio inicia a despolarização e mantém a condução
 O cálcio é responsável pela contração. Hipercalcemia pode fazer o coração parar em contração.
 O potássio é o íon da repolarização. Potássio em altos níveis (hipocalemia) podem fazer o coração parar
relaxado.

ONDAS
 A onda P representa a despolarização dos átrios
 O atraso no nó atrioventricular faz o segmento PR
 Complexo QRS: Despolarização ventricular
 Onda T: Repolarização ventricular

DESPOLARI ZAÇ ÃO
 Na despolarização, há trocas iônicas que tornam as células progressivamente positivas, enquanto o
meio extracelular ficará gradativamente negativo.
 Onda progressiva de despolarização: Fluxo de cargas positivas, podendo ser captada por eletrodos
posicionados na superfície corporal.
 Quando essa onda despolarizante move-se em direção a um eletrodo positivo, registra-se no ECG
uma deflexão positiva. Quando ela se afasta do eletrodo positivo, tem-se uma deflexão negativa no
ECG.
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 Existem derivações bipolares (+ e -) e unipolares.

DERIVAÇÕES PERIFÉRIC AS
- Triângulo de Eithoven
* Bipolares: DI, DII e DIII
- Unipolares aumentadas
* AVL, AVF, AVR
 2 eletrodos formam uma derivação
 Um eletrodo é + e o outro é menos
 AVR, AVL e AVF são membros fio-terra (+). Os seus
prolongamentos são negativos.
 As 6 derivações periféricas se cruzam em um ângulo de
30 graus, entre cada uma, formando, assim, a ROSA DOS
VENTOS.
 A rosa dos ventos é importante para determinar o eixo
do coração.

DERI VAÇÕES PRECORDI AI S


 De forma geral, QRS torna-se positivo à medida que
segue a V6
 À medida que chega perto de D2, a onda R aumenta e
a onda S diminui
 Eletrodo positivo em 6 posições sobre o tórax (V1 a V6)
 Plano horizontal
 V1 e V2: Precodiais direitas
 V5 e V6: Precordiais esquerdas
 É anormal ter onda Q em V1, V2 e V3 e pode ser normal
ter uma onda Q em V4, V5 e V6
 Não existe onda Q positiva. Ela é a primeira deflexão
positiva de QRS. Já a onda R é positiva. A onda S é sempre
uma onda negativa depois de uma positiva.

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ATI VAÇ ÃO ATRI AL
 Onda P: contração atrial
 Onda P: Soma da contração do AD e AE
 Vai do átrio esquerdo para o direito (AD  AE)
 Nó sinusal  3 feixes intermodais  nó AV
 Feixe de Bachman  AD
 Aumento da duração de p: Aumento AE
 Aumento da amplitude de p: Aumento AD

ATI VAÇ ÃO VENTRICULAR


 Complexo QRS
 A repolarização atrial é “engolida pelo complexo QRS, por isso não aparece no ECG

REPOLARI ZAÇ ÃO VENTRI CULAR


 Onda T: segue o QRS, repolarização ventricular (recarregar carga negativa)
 Fenômeno elétrico sem resposta mecânica
 Segmento ST
 Ciclo cardíaco: P, QRS, T

REGISTRO
 Papel milimetrado
 Cada quadradinho tem 1mm²
 Cada quadradinho tem 0,1 mV de altura, logo 10 quadradinhos têm 1 mV
 Cada quadradinho tem 0,04s
 Cada quadrado maior tem 5mm²
 Cada quadrado maior tem 0,2 S
 Altura e profundidade de uma onda são medidas em voltagem
 A largura é medida em tempo

ECG NORMAL
 12 derivações
 6 periféricas e 6 precordiais
 O ECG registra a mesma atividade cardíaca em cada
derivação
 Observar por 6 ângulos é melhor do que por um.

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INTERPRETANDO O ECG
 Ritmo
 Frequência
 Eixo
 Duração (bloqueios)
 Voltagem (sobrecargas)
 Ondas Q patológicas (ZEI/AEI)
 Repolarização ST-T (infarto)

RI TMO
 Marca-passo original: Nó sinusal  Ritmo sinusal regular
 Caso o nó sinusal fale, há marca-passos potenciais (focos ectópicos): átrio; nó AV; ventrículo
 Ritmo regular: Distância entre ondas semelhantes é sempre a mesma
 Ritmo irregular: Distância entre ondas semelhantes não é sempre a mesma

 Ritmo sinusal: Ritmo fisiológico do coração, que se origina no átrio direito alto
 Onda P precedendo o QRS
 Ondas P são necessariamente positivas nas derivações D1, D2 e aVF (A gente tem que olhar isso no
papel, para ver se o ritmo é sinusal.
 Não necessariamente o ritmo sinusal é regular. Ele pode ser irregular, como é o caso da arritmia
sinusal, que acontece, principalmente, em crianças e idosos.
 A onda P normal possui amplitude máxima de 2,5mm e duração inferior a 110 ms.
 Ausência de Onda P em D1, D2 ou aVf significa que o ritmo não é sinusal.
 A fibrilação atrial não possui onda P em D1, D2 e aVF e tem, portanto, um ritmo não sinusal
 A taquicardia supraventricular tem um ritmo ventricular não sinusal com QRS estreito
 O ritmo é estreito se o estímulo sai de algum lugar acima do feixe de Hiss e é largo se ele sair de
qualquer lugar abaixo do feixe de Hiss

FREQUÊNCI A
 Batimentos/minuto
 Nó sinusal (se o comando deixa de ser o nó sinusal, o paciente pode ter arritmia)
 Foco atrial: 75/min
 Nó AV: 60/min (ritmo idionodal)
 Foco ventricular: 30-40/min (ritmo idioventricular)
 Casos de exceção: 150-250 bpm
 Frequência normal: 50-100 bpm/min

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Como calcular a FC

 Escolher uma onda R que coincida com a linha mais escura do papel milimetrado
 300  150  100  75  60  50  43  38
 FC: 1500 dividido pelo número de quadradinhos entre o intervalo de R-R
Obs.: Também pode ser 300 dividido pelo número de quadrados grandes, mas esse modo pode ser
menos específico

EI XOS

 O eixo se refere à direção da despolarização que se


difunde através do músculo cardíaco
 Vetor: Mostra a direção do estímulo cardíaco
 Usar novamente a Rosa Dos ventos
 Para calcular o eixo, é necessário saber a posição do
coração
 X (abcissas): D1
 Y (coordenadas): aVF
 É necessário conferir o complexo QRS em D1 e D2, para
ver em qual dos quadrantes está o eixo.
 O normal do eixo é -30º a +90º

 EX: QRS positivo em D1 e QRS positivo em aVF: Eixo está


entre 0º e 90º

 O eixo elétrico está no local perpendicular ao local em


que ele é isoelétrico. Observe a imagem.

EIXO

1- Olhar D1
2- Olhar aVF
3- Procurar alguma derivação isoelétrica
ou
Procurar alguma derivação fora do
quadrante, para fazer por exclusão:
 DI x aVF
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 D2 x aVL
 D3 x aVR