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Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Educação Física e Desportos Especialização em Biomecânica

Universidade Federal do Rio de Janeiro Escola de Educação Física e Desportos Especialização em Biomecânica - 2018

Física e Desportos Especialização em Biomecânica - 2018 BIOMECÂNICA ARTICULAR Membros superiores – parte II
BIOMECÂNICA ARTICULAR
BIOMECÂNICA ARTICULAR

Membros superiores parte II (cotovelo, punho e

mão)

15/08/2018

Articulação do cotovelo

2

punho e mão) 15/08/2018 Articulação do cotovelo 2 Anatomia do cotovelo Posição de repouso Anatomia do
Anatomia do cotovelo
Anatomia do cotovelo
Articulação do cotovelo 2 Anatomia do cotovelo Posição de repouso Anatomia do cotovelo ARTICULAÇÕES:
Posição de repouso
Posição de repouso
Anatomia do cotovelo ARTICULAÇÕES: 1. Umerorradial 2. Umeroulnar 3. Radioulnar proximal 1 2 3 Articulação
Anatomia do cotovelo
ARTICULAÇÕES:
1. Umerorradial
2. Umeroulnar
3.
Radioulnar proximal
1
2
3
Articulação umeroulnar

Umeroulnar:

70º de flexão de cotovelo + 10º de supinação

Umerorradial:

90º de flexão de cotovelo + 5º de supinação

Radioulnar proximal:

70º de flexão de cotovelo + 35º de supinação

proximal: 70º de flexão de cotovelo + 35º de supinação • Caracterizada como dobradiça; • É

Caracterizada como dobradiça;

• É a “verdadeira” articulação do complexo do cotovelo

Encaixe entre a tróclea ovular do

úmero com a fossa troclear da ulna

Permite o movimento de flexão e

extensão (aproximadamente 150°)

15/08/2018

Articulação radioulnar proximal Ângulo cubital
Articulação radioulnar proximal
Ângulo cubital
15/08/2018 Articulação radioulnar proximal Ângulo cubital • Articulação em pivô; • Localiza-se entre a

Articulação em pivô;

Localiza-se entre a cabeça do radio com a face articular do rádio na ulna.

Permite o movimento de pronação e supinação

Amplitude articular:

Supinação (80º a 90º) Pronação (70º a 80º)

Supinação (80º a 90º) Pronação (70º a 80º) Mulheres: 13 a 16ᵒ Homens: 11 e 14ᵒ

Mulheres:

13 a 16ᵒ

Homens:

11 e 14ᵒ

Braço de alavanca para o bíceps braquial?

Evitar colisão dos membros superiores com o quadril durante a marcha?

Músculos do cotovelo Músculos do cotovelo Músculos do cotovelo Músculos agonistas do cotovelo
Músculos do cotovelo
Músculos do cotovelo
Músculos do cotovelo
Músculos agonistas do cotovelo
Amplitude funcional
Amplitude funcional
Amplitude funcional 15/08/2018 Arquitetura muscular ≈ 30 a 130º Arquitetura muscular Comprimento do sarcômero

15/08/2018

Arquitetura muscular
Arquitetura muscular

30 a 130º

funcional 15/08/2018 Arquitetura muscular ≈ 30 a 130º Arquitetura muscular Comprimento do sarcômero
funcional 15/08/2018 Arquitetura muscular ≈ 30 a 130º Arquitetura muscular Comprimento do sarcômero
Arquitetura muscular Comprimento do sarcômero Braquiorradial pequena PCSA, porém apresenta grande braço de momento
Arquitetura muscular
Comprimento do sarcômero
Braquiorradial pequena PCSA, porém apresenta grande braço de momento (7,7cm).
Limitação dos movimentos
Limitação dos movimentos
Coaptação articular Comprimento do tendão
Coaptação articular
Comprimento do tendão
Coaptação articular Comprimento do tendão Braço de força  Produção de torque muscular isométrico (T =
Coaptação articular Comprimento do tendão Braço de força  Produção de torque muscular isométrico (T =
Coaptação articular Comprimento do tendão Braço de força  Produção de torque muscular isométrico (T =
Coaptação articular Comprimento do tendão Braço de força  Produção de torque muscular isométrico (T =
Braço de força
Braço de força
articular Comprimento do tendão Braço de força  Produção de torque muscular isométrico (T = Bf

Produção de torque muscular isométrico (T = Bf x F)

Força muscular

Nível de treinamento/limitações

Arranjo das fibras musculares

– Braço de força
– Braço de força

15/08/2018

Propriedades do tendão Experimentalmente:  Medição do strain de tendões isolados.  Determinado pela
Propriedades do tendão
Experimentalmente:
 Medição do strain de tendões isolados.
 Determinado pela equação:
L – L 0
 =
L
0
Onde,
: strain (deformação do comprimento do tendão relativo ao seu
comprimento inicial);
L: comprimento final;
L 0 : comprimento inicial.
Comprimento do tendão
seu comprimento inicial); L: comprimento final; L 0 : comprimento inicial. Comprimento do tendão Braço de
seu comprimento inicial); L: comprimento final; L 0 : comprimento inicial. Comprimento do tendão Braço de
seu comprimento inicial); L: comprimento final; L 0 : comprimento inicial. Comprimento do tendão Braço de
seu comprimento inicial); L: comprimento final; L 0 : comprimento inicial. Comprimento do tendão Braço de
Braço de força
Braço de força
seu comprimento inicial); L: comprimento final; L 0 : comprimento inicial. Comprimento do tendão Braço de
Braço de força
Braço de força
Braço de força Volumes musculares Volumes musculares 15/08/2018 Torque máximo Volumes musculares Não foi encontrada
Volumes musculares Volumes musculares
Volumes musculares
Volumes musculares
Braço de força Volumes musculares Volumes musculares 15/08/2018 Torque máximo Volumes musculares Não foi encontrada
Braço de força Volumes musculares Volumes musculares 15/08/2018 Torque máximo Volumes musculares Não foi encontrada

15/08/2018

Torque máximo Volumes musculares
Torque máximo
Volumes musculares
musculares 15/08/2018 Torque máximo Volumes musculares Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos
musculares 15/08/2018 Torque máximo Volumes musculares Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos

Não foi encontrada diferença

significativa entre os VM dos flexores e extensores do cotovelo

Torque-Volume muscular
Torque-Volume muscular
Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos flexores e extensores do cotovelo Torque-Volume muscular
Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos flexores e extensores do cotovelo Torque-Volume muscular
Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos flexores e extensores do cotovelo Torque-Volume muscular
Não foi encontrada diferença significativa entre os VM dos flexores e extensores do cotovelo Torque-Volume muscular

15/08/2018

Tensão específica
Tensão específica

ITE (Nm.cm -3 ) = TQ . VM -1

Tensão específica ITE (Nm.cm - 3 ) = TQ . VM - 1 Volume: Estimado (Fukunaga

Volume: Estimado (Fukunaga et al.,

2001);

Comprimento-tensão: flexores
Comprimento-tensão: flexores
(Fukunaga et al., 2001); Comprimento-tensão: flexores Grupo ITE (Nm.cm - 3 ) GT VM (cm 3
(Fukunaga et al., 2001); Comprimento-tensão: flexores Grupo ITE (Nm.cm - 3 ) GT VM (cm 3
(Fukunaga et al., 2001); Comprimento-tensão: flexores Grupo ITE (Nm.cm - 3 ) GT VM (cm 3
(Fukunaga et al., 2001); Comprimento-tensão: flexores Grupo ITE (Nm.cm - 3 ) GT VM (cm 3

Grupo

ITE (Nm.cm -3 )

GT

VM (cm 3 ) 526,07 ± 86,13 385,40 ± 80,89*
VM (cm 3 )
526,07 ± 86,13
385,40 ± 80,89*
TQ (Nm) 112,04 ± 24,18 88,46 ± 13,77*
TQ (Nm)
112,04 ± 24,18
88,46 ± 13,77*

0,213 ± 0,03 0,233 ± 0,02

GNT

Matta et al. Rev Bras Cinean Desemp Humano, 12 (1): pp. 66-71 (2009)

Comprimento-tensão: extensores Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes
Comprimento-tensão: extensores
Diferentes exercícios e amplitudes
Diferentes exercícios e amplitudes
Diferentes exercícios e amplitudes
Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes 6
Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes 6
Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes 6
Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes 6
Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes Diferentes exercícios e amplitudes 6

15/08/2018

Diferentes exercícios e amplitudes 41 Anatomia Punho e mão ARTICULAÇÕES: 1. Radioulnar distal 2. Radiocarpal
Diferentes exercícios e amplitudes
41
Anatomia
Punho e mão
ARTICULAÇÕES:
1.
Radioulnar distal
2. Radiocarpal
3. Mediocarpal
4.
Carpometacarpal
5.
Metacarpofalangeana
6. Intercárpica
Ossos carpais
Ossos carpais
Articulação Radiocarpal
Articulação Radiocarpal

Extremidade distal do rádio côncava e fileira proximal do carpo convexa

Posição de repouso = neutra com leve desvio ulnar;

Posição de congruência máxima = extensão

Transferência de cargas articular
Transferência de cargas articular

Patterson et al., 2003

15/08/2018

Articulação Radioulnar distal
Articulação Radioulnar distal
et al. , 2003 15/08/2018 Articulação Radioulnar distal  Sinovial uniaxial tipo pivô  Superfície ulnar

Sinovial uniaxial tipo pivô

Superfície ulnar do rádio côncava

Posição de repouso = 10° supinação;

Posição de congruência máxima = 5° supinação

 Posição de congruência máxima = 5° supinação  Semilunar e piramidal não se articulam com

Semilunar e piramidal não se articulam com a ulna Complexo fobrocartilaginoso triangular.

Transmissão de carga axial e estabilização a prono- supinação.

Escafóide: Função mecânica
Escafóide: Função mecânica
a prono- supinação. Escafóide: Função mecânica  Coordenação e estabilização entre as fileiras

Coordenação e estabilização entre as fileiras carpais.

Desvio ulnar giro ulnar, direção dorsal (estende-se)

Desvio radial gira radial, direção palmar (flexão volar) envolvendo uma porção proximal.

radial → gira radial, direção palmar (flexão volar) envolvendo uma porção proximal. Patterson et al. ,

Patterson et al., 2003

15/08/2018

Instabilidade do escafóide
Instabilidade do escafóide
15/08/2018 Instabilidade do escafóide N = 7 homens;  Gripping  Push-up  Deslocamento do escafóide

N = 7 homens;

Gripping

Instabilidade do escafóide N = 7 homens;  Gripping  Push-up  Deslocamento do escafóide testado

Push-up

Deslocamento do escafóide testado

Amplitude de movimento
Amplitude de movimento
Deslocamento do escafóide testado Amplitude de movimento Pronação - 85 ° 90 ° Desvio Ulnar -

Pronação - 85° 90° Desvio Ulnar - 30°- 45° Flexão punho - 80°- 90° Flexão MCF - 85° - 90° Abdução MCF - 20° - 30° Flexão IFP - 100° - 115° Flexão polegar CMC - 45°-50° MCF - 50 - 55° IF - 85° - 90°

Supinação - 85°- 90° Desvio radial - 15° Extensão punho - 70° - 90° Extensão MCF - 30° - 45° Adução MCF - 0° Extensão IFD - 20° Ext. polegar MCF e IF - 0 - 5° Abdução de polegar - 60° - 70° Adução polegar - 30°

Movimento Ativo
Movimento Ativo

Extensão - desvio radial Flexão - desvio ulnar

Desvio ulnar art. radiocárpica

Desvio

radial

art.

mediocárpica

Convergência durante a flexão
Convergência durante a flexão

15/08/2018

Amplitude funcional Amplitude funcional
Amplitude funcional
Amplitude funcional

Brigstocke et al., 2013

Músculos Movimento Atuação Flexão •Flexor radial do carpo •Palmar longo •Flexor ulnar do carpo Extensão
Músculos
Movimento
Atuação
Flexão
•Flexor radial do carpo
•Palmar longo
•Flexor ulnar do carpo
Extensão e
hiperextensão
•Extensor longo do carpo
•Extensor curto do carpo
•Extensor ulnar do carpo
Desvio radial
•Extensor longo do carpo
•Extensor curto do carpo
•Flexor radial do carpo
Desvio ulnar
•Flexor ulnar do carpo
•Extensor ulnar do carpo
Região tenar
ulnar do carpo •Extensor ulnar do carpo Região tenar Brigstocke et al., 2013 Região hipotenar Estabilidade

Brigstocke et al., 2013

Região hipotenar
Região hipotenar
Estabilidade intrínseca da mão
Estabilidade intrínseca da mão
•Extensor ulnar do carpo Região tenar Brigstocke et al., 2013 Região hipotenar Estabilidade intrínseca da mão

15/08/2018

Volumes musculares Torque-Volume muscular
Volumes musculares
Torque-Volume muscular
15/08/2018 Volumes musculares Torque-Volume muscular Volume dos flexores é cerca de 50% maior que o volume
15/08/2018 Volumes musculares Torque-Volume muscular Volume dos flexores é cerca de 50% maior que o volume

Volume dos flexores é cerca de 50% maior que o volume dos extensores

Biomecânica da preensão palmar Suzuki et al., 2014
Biomecânica da preensão palmar
Suzuki et al., 2014
Biomecânica da preensão palmar Suzuki et al., 2014 Exercício  Considerando uma situação hipotética
Biomecânica da preensão palmar Suzuki et al., 2014 Exercício  Considerando uma situação hipotética
Biomecânica da preensão palmar Suzuki et al., 2014 Exercício  Considerando uma situação hipotética
Exercício
Exercício

Considerando uma situação hipotética (para fisioterapeutas, um paciente; para educadores físicos, um aluno), descreva as melhores estratégias de exercícios multiarticulares para para a fase inicial (início do tratamento ou início do treinamento) e na fase final.

Dicas:

Pense em todas informações disponíveis: Congruência

articular, posição de conforto articular, comprimento

ótimo muscular, tensão sobre os ligamentos, etc