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 Hans Kelsen

 Instituto jurídico
 Leis
 Normas Jurídicas

Norma Jurídica: Conceito e estrutura da


norma
Publicado por Vinicius Serra
há 2 anos

Normas Jurídicas: a constituição do fenômeno jurídico-social e suas influências fáticas e valorativas.

1. CONCEITO DE NORMA JURÍDICA

Segundo Paulo Nader, tem-se como norma jurídica a “conduta exigida ou o modelo imposto de organização
social”. As normas jurídicas nascem do jus positum, baseado no positivismo de Augusto Comte, onde o
método empírico é adotado como meio para chegar-se ao verdadeiro conhecimento. Ou seja, a
construção da norma jurídica dá-se por meio da observação de seguidas eventualidades, acabando por
gerar, como trabalhado por Emile Durkheim, um fato social. Daí então surge a figura do Estado, dispondo
do Direito como agente regulador, impondo sua norma jurídica positivada para reger a conduta individual
e social de um povo, garantindo seus valores.

2. INSTITUTO JURÍDICO

“Instituto Jurídico é a reunião de normas jurídicas e afins, que rege um tipo de relação social ou interesse e se
identifica pelo fim que procura realizar”. NADER, Paulo. O Instituto Jurídico faz parte da chamada ordem
jurídica, – qualidade do Direito Positivo em agrupar normas que se ajustam entre si, formando um todo
harmônico – onde, também, traz consigo suas qualidades. O Instituto Jurídico é a manifestação da norma
voltada para as necessidades do indivíduo, partindo do direito subjetivo ao objetivo, quando solicitado.
São as instituições regulamentadoras que focam em um só interesse, por exemplo: adoção, poder familiar,
naturalização, hipoteca etc.

3. ESTRUTURA LÓGICA DA NORMA JURÍDICA

A visão moderna da estrutura lógica das normas jurídicas é baseada em conceitos trabalhados pelo
filósofo alemão Immanuel Kant: imperativo categórico e imperativo hipotético.

O imperativo categórico está intrínseco à ordem moral. Mesmo de caráter subjetivo, obriga de maneira
incondicional, pois, o cumprimento dessa é sempre necessário. Exemplo: “deves honrar a teus pais”. Essa
afirmação pertence ao campo da moral, não é de essência normativa, logo, não é passível de coerção.

Já o imperativo hipotético é relativo às normas jurídicas, técnicas ou políticas, agindo de forma prevista na
lei, “como meio para alcançar alguma outra coisa que se pretende”. Exemplo: “se um pai deseja emancipar o
filho, deve assinar uma escritura pública”. Aqui já é pertinente ao Direito Positivo, exigindo uma ação
prevista em norma.

3.1. CONCEPÇÃO DE KELSEN


 Hans Kelsen
 Instituto jurídico
 Leis
 Normas Jurídicas

Norma Jurídica: Conceito e estrutura da


norma
Publicado por Vinicius Serra
há 2 anos

Normas Jurídicas: a constituição do fenômeno jurídico-social e suas influências fáticas e valorativas.

1. CONCEITO DE NORMA JURÍDICA

Segundo Paulo Nader, tem-se como norma jurídica a “conduta exigida ou o modelo imposto de organização
social”. As normas jurídicas nascem do jus positum, baseado no positivismo de Augusto Comte, onde o
método empírico é adotado como meio para chegar-se ao verdadeiro conhecimento. Ou seja, a
construção da norma jurídica dá-se por meio da observação de seguidas eventualidades, acabando por
gerar, como trabalhado por Emile Durkheim, um fato social. Daí então surge a figura do Estado, dispondo
do Direito como agente regulador, impondo sua norma jurídica positivada para reger a conduta individual
e social de um povo, garantindo seus valores.

2. INSTITUTO JURÍDICO

“Instituto Jurídico é a reunião de normas jurídicas e afins, que rege um tipo de relação social ou interesse e se
identifica pelo fim que procura realizar”. NADER, Paulo. O Instituto Jurídico faz parte da chamada ordem
jurídica, – qualidade do Direito Positivo em agrupar normas que se ajustam entre si, formando um todo
harmônico – onde, também, traz consigo suas qualidades. O Instituto Jurídico é a manifestação da norma
voltada para as necessidades do indivíduo, partindo do direito subjetivo ao objetivo, quando solicitado.
São as instituições regulamentadoras que focam em um só interesse, por exemplo: adoção, poder familiar,
naturalização, hipoteca etc.

3. ESTRUTURA LÓGICA DA NORMA JURÍDICA

A visão moderna da estrutura lógica das normas jurídicas é baseada em conceitos trabalhados pelo
filósofo alemão Immanuel Kant: imperativo categórico e imperativo hipotético.

O imperativo categórico está intrínseco à ordem moral. Mesmo de caráter subjetivo, obriga de maneira
incondicional, pois, o cumprimento dessa é sempre necessário. Exemplo: “deves honrar a teus pais”. Essa
afirmação pertence ao campo da moral, não é de essência normativa, logo, não é passível de coerção.

Já o imperativo hipotético é relativo às normas jurídicas, técnicas ou políticas, agindo de forma prevista na
lei, “como meio para alcançar alguma outra coisa que se pretende”. Exemplo: “se um pai deseja emancipar o
filho, deve assinar uma escritura pública”. Aqui já é pertinente ao Direito Positivo, exigindo uma ação
prevista em norma.

3.1. CONCEPÇÃO DE KELSEN

De acordo com o pensamento do jusfilósofo Hans Kelsen, a estrutura lógica da norma jurídica dá-se por:
“em determinadas circunstâncias, um determinado sujeito deve observar tal ou qual conduta; se não
observa, outro sujeito, órgão do Estado, deve aplicar a sanção”.

É perceptível quanto ao que foi dito, que Kelsen esquematizava a norma em duas partes, sendo elas:
“norma secundaria” e “norma primária”. Paulo Nader reduziu a fórmulas práticas para melhor
entendimento:

a) Norma Secundária. “Dado ñP, deve ser S” – Dada a não prestação, deve ser aplicada a sanção. Exemplo:
o pai que não prestou assistência moral ou material ao filho menor deve ser submetido a uma penalidade.

b) Norma Primária. “Dado Ft, deve ser P” – Dado um fato temporal deve ser feito a prestação. Exemplo: o
pai que possui filho menor, deve prestar-lhe assistência moral e material

Na norma primária, o pai deve obedecer ao dever jurídico de prestar assistência moral e material ao filho,
não havendo a aplicação da sanção. Em caso de descumprimento desse dever previsto na norma
secundária, é aplicada a sanção.

4. CARACTERES

Mesmo ao amplo campo de atuação das normas e suas diferenças, são portadoras de caracteres comuns,
sendo os mais presentes, na opinião predominante dos autores, os seguintes: bilateralidade, generalidade,
abstratividade, imperatividade, coercibilidade.

a) Bilateralidade: O Direito possui caráter bilateral, ou seja, da necessidade de outro ser para sua aplicação,
já que possui caráter externo, só se realizada na condição do outro;

b) Generalidade: O princípio da generalidade prevê que o Direito deve possuir caráter de ordem geral, ou
seja, todos são iguais perante a lei;

c) Abstratividade: A norma jurídica não é totalmente positiva. Ela é passível de infinitas interpretações,
aplicando-se e moldando-se as necessidades de cada situação, muitas vezes, não previstas em lei;

d) Imperatividade: O Direito é imperativo. O sujeito como membro de uma sociedade, não escolhe se vai
ou não submeter-se as normas. Caso houvesse a não existência da imperatividade no Direito, seria
impossível estabelecer e manter a ordem social;

e) Coercibilidade: Significa “possibilidade do uso de coação”. Possui dois elementos: psicológico e material.
O fator psicológico é estabelecido pelas sanções previstas em lei em caso de descumprimento da norma.
O elemento material é violência física legitimada. É usada somente em caso de não cumprimento das
sanções de modo espontâneo.

Conclusão

Dito isso, é claro e evidente a presença da norma jurídica no meio social. É ela a responsável por manter o
convívio entre membros de pensamentos distintos. Essa, dispõe de elementos imperativos e coercitivos
para garantir sua eficácia. A construção da norma por meio do positivismo jurídico, possui dispositivos
metódicos, o que dá legitimidade e eficácia ao seu campo de atuação, tornando o Direito como regulador
da conduta social e mantedor das relações humanas.

REFERÊNCIAS

Normas Jurídicas, disponível em <


https://vanessascarnavini.jusbrasil.com.br/artigos/145193902/normas-juridicas>; Acesso em 13 de
abril de 2017.
Introdução ao Estudo do Direito - 36ª Ed. Cap. 9 - NADER, Paulo.

Vinicius Serra
"Amor por princípio e ordem por base; o progresso por fim" - COMTE
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