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Capacitação no Uso e Manejo

de Animais de Laboratório

Anestesia em Animais de
Laboratório
Denise Tabacchi Fantoni
Prof. Titular – Disciplina de Anestesiologia
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP REBIOTERIO
Objetivos da aula

1. Princípios da Anestesia
2. Tranquilizantes e Sedativos
3. Anestésicos Injetáveis e Inalatórios
4. Associações anestésicas

REBIOTERIO
ANESTESIA
Estado de Anestesia
• Hipnose
• Analgesia
• Relaxamento muscular
• Ausência de respostas autonômicas

• Conjunto de fármacos com diferentes propriedades


Anestesia cirúrgica
#requerimentos de analgesia
Guedel
3 planos de anestesia
cirúrgica

Depressão gradativa
do SNC
Córtex
Bulbo Se não se alcança PLANO adequado
Ponte
Resposta neuroendrocrina
Resposta Neuroendócrina
Resposta de Estresse
• Secreção hormônios catabólicos
Cortisol, glucagon, h.crescimento, catecolaminas

• Inibição mediadores anabolismo


Insulina e testosterona

Recuperação tardia, maior morbidade


Considerações iniciais: planejamento
• Espécie mais adequada para o modelo experimental
 Familiaridade com o animal
• Condições do laboratório – O2, ar condicionado, mantas térmicas, monitores

• Conhecimento básico
 Vias de acesso p/ administração dos anestésicos
 Técnica de intubação

• Conhecer os agentes mais adequados para cada espécie


• Realizar estudo piloto: importante variação sp, sexo, idade, linhagem
Linhagem e Sexo X Tempo de Hipnose do Pentobarbital
Lovell, 1986

DBA/1

DBA/2



C57BL



AKR

CE

Hipnose
0 50 100 150 200 250 (minutos)
Etapas da anestesia
Medicação pré-anestésica
Tranquilizantes/sedativos

Anestesia Injetável Anestesia


Tiopental/quetamina Local/regional

Adjuvantes
Anestesia
BNM Analgesia
Inalatoria
Analgésicos
Tranquilizantes/Sedativos
Objetivos
• Controlar o estresse, medo, ansiedade

• Promover sedação ou tranquilização

•  Dose do anestésico geral


Tranquilizantes/Sedativos

Fenotiazinicos Benzodiazepínicos Alfa-2 agonistas


Acepromazina Midazolam/diazepam Xilazina/dexmedetomidina
• Hipotensão • Sedação/ agitação • Hiper/Hipotensão
• Arritmias? • Hipotensão IV • Bradicardia
• ↓ HT • Ritmo e FC ↔ • Ansiólise, sedação
• Tranquilização • Pouca depressão • Analgesia visceral
respiratória • Depressão respiratória

Opioides – sedação e analgesia


Buprenorfina, tramadol, morfina, metadona
Anestésicos Injetáveis
Anestésicos Injetáveis – curta duração de ação
Barbitúricos
• Tiopental - depressão SCV e SR,
• PIO e PIC, ação cumulativa

Propofol
• efeitos sistêmicos semelhantes ao tiopental; sem efeito cumulativo

Cetamina/Tiletamina (2X mais potente que a cetamina)


• Simpatomimético, excitação e rigidez muscular
• Analgesia somática, pouca depressão respiratória
Anestésicos Injetáveis
Urethane
• Ausência de depressão SCV e SR,
• analgesia; agente hipnótico,
• Uso em estudos terminais com preservação de reflexos
• IP efeitos deletérios endócrinos e metabólicos c/dano tecidual

Alfa-cloralose
• Efeitos SCV mínimos
• Bom hipnótico , anestesia inadequada p/procedimentos cruentos
• Indução e recuperação lentas - sem recuperação (55 a 65 mg/kg ip)
Associações
Xilazina + Cetamina
Plano de anestesia adequado? Em doses excessivas
– Analgesia? Insuficiente p/maioria dos procedimentos
– Duração de ação? Quinze a Trinta minutos

Repique

Depressão respiratória
Depressão cardiovascular Recuperação prolongada
Hipotermia
Anestesia Injetável Ratos
Fármacos Dose (mg/Kg)/ e via Duração (min) Observações

Fentanil + BZD 0,6 + 2,5 IP 20 – 60 Boa analgesia, bom relaxamento muscular


Hipnose ? x

Cetamina + Xilazina 75 + 10 IP 20- 30 Pouco relaxamento muscular, pouca analgesia Hipnose ?


RM ?
Cetamina e Medetomidina 75 + 0,5 IP 20 – 30 Leve analgesia, leve relaxamento muscular
Hipnose ?
Cetamina e Detomidina 60 + 10 IP 20 – 30 Leve analgesia
Hipnose ?
Fentanil e Medetomidina 0,3 e 0,3 SC/IP 20 – 60 Boa analgesia
Analgesia ?
Tiopental 30 IV 15 - 25 Anestesia, bom relaxamento muscular
Pentobarbital 40-50 IP 15 – 60 Anestesia, bom relaxamento muscular Analgesia ?
Propofol 10 IV 5 – 15 Anestesia, sem analgesia
Analgesia ?
Quetamina e Acepromazina 100 e 2,5 I.P 20 Sem relaxamento muscular, pouca analgesia
Analgesia,
Tiletamina Zolazepam 40 IP 15 – 25 Imobilização, leve analgesia, bom relaxamento muscular Hipnose?

Flecknell et al. Laboratory animals. In: Lumb & Jones´Veterinary Anesthesia. 4ed. Blackwell: Oxford, p. 765-784.
Associações
• Como melhorar as associações?
– Incrementar a analgesia , hipnose, relaxamento muscular
– Associar várias classes de fármacos: hipnóticos, relaxantes musculares,
neurolépticos, analgésicos

• Monitorar plano de anestesia e funções vitais


– Escolher o momento adequado de admiistração dos fármacos
Associação de Nenhum animal
30% alcançou MELHOR
PROTOCOLO
tolerância 0% alcançou 0% alcançou
acepromazina alcançou
tolerância cirúrgica 85% alcançou tolerância tolerância
cirúrgica 40% óbito tolerância cirúrgica cirúrgica
cirúrgica 1 óbito 12 óbitos
0% óbito
Anestesia ?

100% 70% 15% 50% 45% 100% 100% 100%


100% 30% 0% 36% 44% 95% 100% 100%
100% 30% 0% 36% 44% 95% 100% 100%
0% 0% 0% 0% 0% 0% 0% 0%
5% 0% 0% 0% 0% 20% 5% 5%
0% 0% 0% 0% 0% 25% 0% 0%
0% 0% 0% 0% 100% 0% 0% 100%
100% 100% 0% 100% 100% 0% 100% 100%

30%: TOLERÂNCIA CIRÚRGICA BAIXA MARGEM DE


40% TAXA DE MORTALIDADE SEGURANÇA
ADEQUAÇÃO DE DOSES

LIMITE ENTRE ANESTESIA CIRÚRGICA,


DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA E
CARDIOVASCULAR E ÓBITO
INALATÓRIOS - VANTAGENS

Tempo Não é Limitante !


Melhor Controle do Plano de Anestesia
Indução da Anestesia Pacientes Debilitados
Risco de Sobredose é menor
Recuperação Rápida da Anestesia
Ausência de metabolização (0,2 % isofluorano)
MONITORIZAÇÃO
FC: 10 taté 800 bpm
Disponível em www.vetronics.net/products/erm.php

FC: 10 - 800 bpm

Fonte: www.vetronics.net/products/erm.php