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221 Q932753 Português > Pontuação , Crase


Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: Câmara Legislativa do Distrito Federal Provas: FCC - 2018 - Câmara Legislativa do Distrito Federal -

Consultor Legislativo - Finanças Públicas ...

                                 [Gestos e palavras]

      Uma vez eu estava em Londres numa sala comum da classe média inglesa: a lareira acesa, todo mundo com sua taça de
chá, a família imersa naquela naturalidade (chega a parecer representação) com que os ingleses aceitam a vida. Os ingleses,
diz o poeta Pessoa, nasceram para existir!

      A certa altura um garoto de uns dez anos começou a contar uma história de rua, animou-se e começou a gesticular. Só
comecei a perceber o que se passava quando notei que aquele doce sorriso mecânico, estampado em cada rosto de todas
as pessoas da família, sumiu de repente, como se uma queda de voltagem interior houvesse afetado o sorriso coletivo.
Olhos de avó, mãe, tias e tios concentraram-se em silêncio sobre o menino que continuava a narrativa com uma inocência
maravilhosa. Diante disso, uma das senhoras falou para ele com uma voz sem in exões: “Desde quando a gente precisa
usar as mãos para conversar?”

      Vi deliciado o garoto recolher as mãos e se esforçar para transmitir o seu conto com o auxílio exclusivo das palavras. O
sorriso de todos iluminou de novo a sala: a educação britânica estava salva.

      Imaginemos um garoto italiano de dez anos que fosse coarctado* pela família em seus gestos meridionais. Seria uma
crueldade, uma afetação pedagógica, uma amputação social. Daí cheguei à conclusão óbvia: os ingleses educam os lhos
para que eles venham a ser ingleses, os italianos, para que venham a ser italianos.

*Coarctar: reduzir-se a limites mais estritos; restringir, estreitar

(CAMPOS, Paulo Mendes. O amor acaba. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 209-210) 

Observam-se as normas que regem o emprego dos sinais de crase e de pontuação em:

Não há dúvida, de que o autor do texto recorre à estereótipos culturais em sua narrativa a qual não faltam elementos
A
de humor.
Quando se assiste à cenas familiares, marcadas pelo conservadorismo, vê-se logo, quão divertido é quebrar os
B
protocolos.
C O que será? – pensou o autor que parecia ter levado às pessoas a calarem-se diante de uma narrativa tão animada.
Não sem propósito, atribui o autor às crianças italianas características de comunicação que não se permitem às
D
inglesas.
O garoto inglês advertido pela senhora, desistiu da ênfase dos gestos e passou aquela que se dá nos limites do
E
discurso verbal.

222 Q932445 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Barretos - SP Prova: VUNESP - 2018 - Prefeitura de Barretos - SP - Agente

Administrativo

Leia o texto para responder à questão.

    A vida de Virginia Woolf (1882-1941), que sempre se orgulhou de ser autodidata, pode ser resumida através de uma das
suas obras: A Viagem (The Voyage Out). Escrito 26 anos antes de ela morrer, foi seu primeiro romance, mas pode ser
de nido como o livro sobre a sua vida. Nele, a reconhecida autora britânica re ete sobre suas preocupações – as pessoais e
as do momento social que lhe coube viver no começo do século XX –, suas paixões e suas insônias. E tudo isso com um
estilo literário em constante experimentação, procurando sempre a identidade própria de personagens com grande
sensibilidade e nostalgia.

        Desde seu início na literatura, Virginia Woolf sempre quis ampliar suas perspectivas de estilo para além da narração
comum, com os condutores guiados pelo processo mental do ser humano: pensamentos, consciência, visões, desejos e
até odores. Perspectivas narrativas de nitivamente incomuns, que incluíam estados de sono e prosa de livre associação.
Sua técnica narrativa do monólogo interior e seu estilo poético se destacam como as contribuições mais importantes para o
romance moderno.

    Com nove romances publicados e mais de 30 livros de outros gêneros, Virginia Woolf é considerada por muitos a autora
que mais revolucionou a narrativa no século XX e que mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos.

(Alberto López. Virginia Woolf, a escritora premonitória inesgotável. El País. https://brasil.elpais.com. 25.01.2018. Adaptado)
Considerando-se o emprego do acento indicativo de crase, um substituto correto para a expressão destacada no trecho do
texto está entre colchetes em:

A A vida de Virginia Woolf ... pode ser resumida através de uma das suas obras... [à partir]

B … foi seu primeiro romance, mas pode ser de nido como o livro sobre a sua vida.... [à respeito da]
C … a reconhecida autora britânica re ete sobre suas preocupações... [dedica-se à re exão]

D Perspectivas narrativas de nitivamente incomuns, que incluíam estados de sono... [às quais]
E ... a autora que ... mais defendeu os direitos das mulheres por meio de seus textos. [se voltou à defender]

223 Q931454 Português > Crase


Ano: 2017 Banca: COMPERVE Órgão: IF-RN Provas: COMPERVE - 2017 - IF-RN - Administrador ...

                         Einstein e o papel dos cientistas na sociedade

                                                                                          José Goldemberg

                                     Professor Emérito da USP, é presidente da Fapesp

Albert Einstein foi, sem dúvida alguma, o cientista mais importante do século 20. No início do século passado, ele formulou
a teoria da relatividade, que mudou a concepção do mundo em que vivemos, a qual havia sido estabelecida por Newton, no
século 18, co nforme descrita com clareza por Kant: um espaço e tempo absolutos que não dependem da posição do
observador, quer esteja em repouso ou em movimento.

O que Einstein mostrou é que isso só é verdade quando o observador se movimenta lentamente, como é o nosso caso. Se
sua velocidade for muito grande, as dimensões mudam e o tempo passa mais devagar ou mais depressa, dependendo do
local onde o observador se encontra.

Uma das consequências da teoria da relatividade é a constatação de que matéria pode transformar-se em energia. Essa é a
base da construção das bombas atômicas, em que os átomos de urânio se desintegram em fragmentos velozes. Com base
nessas ideias, foi possível construir armas com poder explosivo milhões de vezes maior que o das explosões de substân cias
químicas, como a nitroglicerina.

Einstein formulou suas ideias quando trabalhava no Departamento de Patentes em Zurique, na Suíça, e seu propósito foi
sempre satisfazer sua própria curiosidade e tentar entender o universo em que vivemos. Além disso, era um paci sta
convicto que se recusou a participar do trabalho dos seus colegas em Berlim, na produção de armas durante a 1ª Guerra
Mundial (1914 -18), chegando a renunciar à nacionalidade alemã por isso.

Cerca de 30 anos mais tarde, como judeu refugiado nos EUA, após a ascensão do nazismo e do antissemitismo na
Alemanha, escreveu uma carta dirigida ao presidente americano Franklin Roosevelt sugerindo a criação de um programa
para produzir armas nucleares, a primeira das quais arrasou Hiroshima em 1945.

Einstein tentou impedir que essas armas fossem usadas contra o Japão, escrevendo novamente ao presidente. Com o
falecimento de Roosevelt, o vice-presidente Harry Truman recusou os apelos de Einstein e de muitos outros dos cientistas
que construíram as arm as, desquali cando-os como “tolos” e “ingênuos” que não entendiam a importância das explosões
atômicas para vencer o Japão e evitar a perda de muitos milhares de soldados americanos.

Três anos depois, a União Soviética realizou explosões e, com isso, se iniciou a corrida nuclear, que marcou o resto do
século 20 e até hoje nos assombra.

O canal de televisão National Geographic exibiu, recentemente, uma série de episódios sobre a vida de Einstein que ilustra
bem os dilemas enfrentados por cientistas quando seu trabalho – muitas vezes contemplativo – é utilizado para ns
militares. O que a série captou foi sua complexa vida sentimental e as sérias di culdades com esposas, amantes e lhos.
Captou também que, para Einstein, decifrar o comportamento do universo foi mais fácil do que compreender os
sentimentos humanos.

Mais do que isso, a vida de Einstein demonstra que o avanço da ciência, que pode ocorrer nos lugares mais inesperados,
como o Departamento de Patentes da Suíça, acaba sendo usado pelos governos segundo interesses muito diferentes
daqueles que eram antecipados pelos cientistas.

Esse problema é antigo. Há 20 séculos, Arquimedes, que foi um grande cientista, ajudou o rei de Siracusa a defender a
cidade de um ataque naval romano. Arquimedes constru iu espelhos que concentravam luz solar nos navios romanos para
incendiá-los, o que não impediu a vitória dos atacantes. Arquimedes foi morto como um combatente. O comandante
romano lamentou sua morte, provavelmente interessado em usar seus serviços. 

Outro exemplo é o de Fritz Haber, o grande químico, colega de Einstein na Academia Prussiana de Ciência, que descobriu
como fazer amônia com o nitrogênio do ar, que é a base dos fertilizantes. Durante a 1ª Guerra Mundial, ele desenvolveu os
gases venenosos que provocaram enorme morticínio e sofrimento nos exércitos francês e inglês, em guerra com a
Alemanha. Haber defendeu-se argumentando que os gases eram uma arma tão terrível que eliminaria de nitivamente as
guerras, o que se mostrou uma tolice, porque os franceses logo desenvolveram gases que foram usados contra os soldados
alemães.
Outros exemplos ainda são os de Tro m Lysenko, na União Soviética, e Werner Heisenberg, na Alemanha nazista. Lysenko
convenceu Stalin a adotar suas ideias incorretas e arruinou a ciência da genética e a agricultura soviética. Heisenberg foi
encarregado pelo governo nazista de produzir armas atômicas, à semelhança de Robert Oppenheimer, que dirigiu o
programa americano proposto por Einstein, mas Hitler concentrou todo o esforço técnico-cientí co da Alemanha nos
foguetes que atingiram Londres e não deu atenção su ciente ao projeto nuclear. Há também indícios de que Heisenberg e
alguns de seus colegas não se esforçaram su cientemente na sua missão.

A interação de cientistas e governos é, portanto, complexa: bons cientistas, como Heisenberg, podem desapontar governos;
maus cientistas, como Lysenko, podem desorientá -los; e excelentes cientistas, como Haber, Prêmio Nobel de Química,
podem fazer coisas perversas.

Einstein tem um papel especial nesse espectro: foi paci sta toda a sua vida, mas deu início à corrida nuclear com a
justi cativa de que isso foi necessário para destruir um mal maior, que era o nazismo. Passou o resto de sua vida, após
1945, juntamente com Bertrand Russel e outros, promovendo movimentos antinucleares. Além disso, algo que fez a vida
toda foi ajudar as vítimas do antissemitismo, auxiliando cientistas nas suas carreiras, e ainda enfrentou corajosamente a
caça às bruxas promovida pela histeria anticomunista nos EUA após o m da 2ª Guerra Mundial.

Por mais talentosos e criativos que sejam os cientistas, eles não podem ter a ilusão de poder de nir as políticas adotadas
pelos governantes.

Disponível em: <http://opiniao.estadao.com.br/> . Acesso em: 18 jul. 2017. [Adaptado]

Considere os trechos:

I – [...] mas deu início à corrida nuclear [...]

II – [...] enfrentou corajosamente a caça às bruxas [...]

Nesses trechos, a ocorrência do acento grave justi ca-se, também,

A em I, pela regência do verbo e, em II, pela regência do nome


B em I, pela regência do nome e, em II, pela regência do verbo.

C em ambos os casos, pela regência do verbo.


D em ambos os casos, pela regência do nome.

Português > Pontuação , Uso da Vírgula , Interpretação de Textos Crase , Sintaxe , Regência ,
224 Q931219
Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Ano: 2018 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Rio das Antas - SC Prova: FEPESE - 2018 - Prefeitura de Rio das Antas - SC - Advogado

Leia o texto.
Dança da chuva
Você acredita na dança da chuva? Em 1998, o estado de Roraima teve quase ¼ de seu território queimado por causa de
uma seca que já durava três meses. Depois de frustradas tentativa de apagar o fogo, o governo decidiu recorrer à crendice
popular. Dois índios caipós, Kucrit e Mantii, foram levados do Mato Grosso até Boa Vista para executar a dança da chuva. As
passagens e o hotel foram pagos pela Funai. Os pajés dançaram durante quarenta minutos, às margens do rio Curupira,
pedindo chuva ao espírito de um antepassado. Para surpresa geral, a chuva veio e apagou a maior parte dos focos de
incêndio.
Marcelo Duarte. O guia dos curiosos.

Identi que abaixo as a rmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) sobre o texto.


( ) O texto corrobora a crendice popular. ( ) A pergunta que inicia o texto é um período simples e o verbo é transitivo direto,
já que o termo “dança” não está antecedido de preposição.
( ) Em “recorrer à crendice popular”, o verbo é transitivo indireto o que justi ca a presença da crase diante do substantivo
feminino. ( ) O termo “às margens do rio” equivale, em sentido, a “nas margens do rio” e a crase está correta. ( ) A última
frase do texto apresenta um adjunto adverbial deslocado e essa estrutura frasal justi ca a existência da vírgula ali posta. ( )
A regência do verbo “implicar” na frase: “Dança da chuva implica destruição de focos de incêndio na mata”, está correta.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A V•V•V•V•V•F
B V•V•F•V•F•V

C V•F•V•V•V•V
D F•F•V•F•V•F

E F•F•F•V•V•V

225 Q931167 Português > Pontuação , Crase , Morfologia - Pronomes Colocação Pronominal
Ano: 2018 Banca: PROMUN Órgão: Funcabes Prova: PROMUN - 2018 - Funcabes - Escriturário
Leia com atenção os textos abaixo e assinale a única alternativa em que a pontuação, a colocação pronominal e a crase
estão empregados corretamente.

Jorge Amado, um dos representantes do ciclo do romance baiano, nasceu em Itabuna, Bahia, em 10 de agosto de
1912.
Escritor desde a adolescência, Jorge Amado segue o estilo literário do romance moderno. Em seus livros existe o
domínio do físico sobre a consciência. O estilo de Jorge Amado também é conhecido como romance da terra e seus
A
livros possuem uma linguagem agradável e de fácil compreensão. A partir de 1955 dedicou-se inteiramente à
literatura. Morreu em Salvador, Bahia, no dia 6 de agosto de 2001. Suas principais obras são: “O País do Carnaval”,
"Jubiabá”, “Terras do Sem Fim", “Gabriela, Cravo e Canela”, “Capitães de Areia”, “Dona Flor e Seus Dois Maridos”,
“Tereza Batista Cansada de Guerra”, “Tieta do Agreste” e “Farda, Fardão e Camisola de Dormir”.

José de Alencar, é considerado um dos maiores expoentes do romantismo no Brasil. Atuou como jornalista, crítico,
advogado, dramaturgo e político.
B Além disso, foi patrono, da cadeia número vinte e três da Academia Brasileira de Letras. Na primeira, geração
romântica, com teor nacionalista e indianista, José de Alencar exaltou diversos aspectos nacionais e à gura do índio,
como herói brasileiro. Principais obras suas indianistas foram: “O Guarani”, “Iracema” e “Ubirajara”.
Machado de Assis nasceu em uma chácara no Morro do Livramento no Rio de Janeiro, lho de um mulato, pintor de
paredes, e de uma lavadeira, de origem portuguesa.
Ainda pequena cou órfão de mãe e o pai casa-se pela segunda vez. Para ajudar nas despesas da casa trabalhou
vendendo doces. Logo cedo mostrou, seus pendores intelectuais. Machado de Assis foi um dos fundadores da
C
Academia Brasileira de Letras, e em sua homenagem, à Academia é chamada de “Casa de Machado de Assis”.
Machado de Assis escreveu inúmeros poemas, contos, peças teatrais e romances. “Helena”, “A mão e à Luva”, “laiá
Garcia", “Quincas Borba”, "Dom Casmurro”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Esaú e Jacó” e "Memorial de Aires”
são os principais romances seus.

Guimarães Rosa foi um dos principais representantes do regionalismo brasileiro, característica da terceira fase do
modernismo. Com uma linguagem el à popular, o escritor conseguiu inovar à literatura. Como atuou como médico e
diplomata, Guimarães Rosa começou a publicar textos seus mais tarde, a partir dos trinta e oito anos de idade.
D Ocupou a cadeira número dois da Academia Brasileira de Letras por apenas três dias já que, atrasou a cerimônia de
posse por quatro anos. Pela importante obra literária, chegou à ser indicado, para o Prêmio Nobel de Literatura, mas
morreu no mesmo ano e a sua indicação foi-lhe impedida. “Sagarana”, “Corpo de Baile” e “Grande Sertão: Veredas" são
suas obras de maior destaque.

226 Q931034 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos - SP Prova: VUNESP - 2018 - Prefeitura de Ferraz de

Vasconcelos - SP - Professor de Educação Básica I

      Às vezes, quando vejo uma pessoa que nunca vi, e tenho algum tempo para observá-la, eu me encarno nela e assim dou
um grande passo para conhecê-la. E essa intrusão numa pessoa, qualquer que seja ela, nunca termina pela sua própria
autoacusação: ao nela me encarnar, compreendo-lhe os motivos e perdoo. Preciso é prestar atenção para não me encarnar
numa vida perigosa e atraente, e que por isso mesmo eu não queira o retorno a mim mesmo.

      Um dia, no avião... ah, meu Deus – implorei – isso não, não quero ser essa missionária!.

      Mas era inútil. Eu sabia que, por causa de três horas de sua presença, eu por vários dias seria missionária. A magreza e a
delicadeza extremamente polida de missionária já me haviam tomado. É com curiosidade, algum deslumbramento e
cansaço prévio que sucumbo à vida que vou experimentar por uns dias viver. E com alguma apreensão, do ponto de vista
prático: ando agora muito ocupada demais com os meus deveres e prazeres para poder arcar com o peso dessa vida que
não conheço – mas cuja tensão evangelical já começo a sentir. No avião mesmo percebo que já comecei a andar com esse
passo de santa leiga: então compreendo como a missionária é paciente, como se apaga com esse passo que mal quer tocar
o chão, como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros. Agora sou pálida, sem nenhuma pintura nos lábios, tenho o
rosto no e uso aquela espécie de chapéu de missionária.

                (Clarice Lispector, Encarnação involuntária. Felicidade clandestina.)

Assinale a alternativa em que a substituição das expressões destacadas nas passagens – ... tenho algum tempo para
observá-la / ... sucumbo à vida que vou experimentar / ... como se pisar mais forte viesse prejudicar os outros – obedece
à norma-padrão de regência e emprego do sinal indicativo de crase.

A atentar à ela / rendo-me a vida / causar prejuízo à outros.

B atentar a ela / rendo-me à vida / causar prejuízo a outros.


C atentar à ela / rendo-me a vida / causar prejuízo a outros.

D atentar para ela / rendo-me para à vida / causar prejuízo em outros.


E atentar para ela / rendo-me à vida / causar prejuízos à outros.

227 Q930018 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: Instituto Rio Branco Prova: CESPE - 2018 - Instituto Rio Branco - Diplomata - Prova 1
Com relação aos aspectos linguísticos do texto VII, julgue (C ou E) o item seguinte.

O acento indicativo de crase utilizado à linha 17 poderia ser suprimido, mantendo-se a correção gramatical e as principais
informações do texto, tendo em vista a variação, no português do Brasil, da transitividade do verbo visar com a acepção ter
em vista, ter como m ou objetivo.

Certo
Errado

228 Q929903 Português > Crase , Problemas da língua culta , Há-a


Ano: 2014 Banca: ESAF Órgão: Receita Federal Prova: ESAF - 2014 - Receita Federal - Assistente Técnico Administrativo

Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do texto abaixo.

Produtividade é o que se busca na essência. Só houve racionalidade na indústria, depois de décadas de desperdício, depois
que os computadores começaram __(1)__ ser interligados uns aos outros. O nosso tempo, este da ampliação extraordinária
da internet, onipresente e onisciente, é o melhor dos mundos para o salto de produtividade. Com a internet das coisas,
estaremos aptos __(2)__ levantar informações detalhadíssimas, o que ajudará __(3)__ administrar melhor qualquer negócio e
o tempo que __(4)__ para realizá-lo. Para entender como esse novíssimo movimento tecnológico transformará __(5)__
sociedade, em todos os aspectos, basta olhar __(6)__ nossa volta, observar nossa casa e o escritório de trabalho. Quanto
tempo se demora ajustando a temperatura do chuveiro antes de tomar banho? Ou enchendo de gasolina o tanque do
carro? Pagando contas bancárias? Com a internet das coisas, não nos preocuparemos com nada disso. Os aparelhos que
nos rodeiam, conectados entre si e programados para compreender os hábitos de seus donos, se encarregarão sozinhos de
resolver __(7)__ maior parte dos afazeres do dia a dia. Soa longínquo? Não é. __(8)__ hoje experiências interessantíssimas do
bom uso da internet plugada em objetos.

(Adaptado de VEJA, 22 de janeiro, 2014)

(1) - à

(2) - a

(3) - à

(4) - a
A
(5) - à

(6) - à

(7) - a

(8) - Há
(1) - a

(2) - à

(3) - a

(4) - há
B
(5) - à

(6) - a

(7) - a

(8) - A

(1) - à

(2) - a

(3) - a

(4) - há
C
(5) - a

(6) - à

(7) - à

(8) - A
(1) - a

(2) - a

(3) - a

(4) - há
D
(5) - a

(6) - à

(7) - a

(8) - Há
(1) - a

(2) - à

(3) - à

(4) - a
E
(5) - a

(6) - à

(7) - a

(8) - Há

229 Q929732 Português > Morfologia , Numerais , Crase Sintaxe , Regência , Concordância verbal, Concordância nominal
Ano: 2014 Banca: FEPESE Órgão: MPE-SC Prova: FEPESE - 2014 - MPE-SC - Analista - Economia - Reaplicação

O texto abaixo deverá ser utilizado para responder a questão.

                    O que você tem a ver com a corrupção?

                    Dann Toledo

                    

Parágrafo 1 No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso
país. O Dia do Basta, como a mobilização foi denominada, levou às ruas de todo o país milhares de pessoas. Em todos os
estados da Federação, em diversas cidades, o povo saiu às ruas. Caras foram pintadas, músicas foram entoadas, faixas
levantadas e assim foi dado um “peteleco” nas orelhas da nossa sociedade.
Parágrafo 2 Todavia, ainda não conseguimos alcançar a tão sonhada e utópica mudança em nosso cenário político. Ao
pensarmos em corrupção, normalmente pensamos em escândalos com nossos legisladores e com os que ocupam os
cargos executivos.
Parágrafo 3 Devemos levar em consideração que a corrupção, assim como a moralidade, começa dentro de nosso
próprio self. Somos seres políticos e sociais, com isso, é nosso dever nos policiar em nossos pequenos atos para que
assim possamos cobrar dos outros uma mudança que dantes já tenhamos, no mínimo, começado a internalizar.
Parágrafo 4 Todas as vezes que pedimos favores de formas obscuras, mesmo que pensamos não haver nada de mais
nisso, estamos sim sendo corruptos. O nosso tão amado jeitinho brasileiro nada mais é do que uma forma de burlarmos o
sistema de regras e, com isso, nos tornarmos aquilo que dizemos repudiar; corruptos.
Parágrafo 5 Uma campanha do Ministério Público, denominada “O que você tem a ver com a corrupção?”, trata
justamente sobre isso: como nossos atos mais simples e muitas vezes ditos inocentes e normais podem ser atos
corruptos. Pedir que o guarda de trânsito libere o carro numa blitz mesmo estando irregular, levar um atestado médico no
trabalho sem que realmente tenha estado doente, falar para um colega assinar a lista de presença no colégio, faculdade ou
bater teu cartão no trabalho. Tudo isso nada mais é do que corrupção.
Parágrafo 6 Com tudo isso, se queremos realmente mudar o cenário de corrupção que toma conta do Brasil, devemos
primeiro começar por nós mesmos, pelas nossas casas, pelos nossos atos!
Disponível em: <http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2012/04/o-que-voce-tem-ver-com-corrupcao.html>. Acesso em: 28
maio 2014. (Adaptado)
Analise as a rmativas abaixo.
1. A palavra corruptos (parágrafo 4) está no masculino porque o autor do texto é um homem. 2. Justi ca-se a ausência de
crase em alcançar a tão sonhada (parágrafo 2) porque, neste contexto, o verbo alcançar não exige preposição. 3. Na frase
“No dia 21 de abril de 2012, foi dado um minúsculo grande passo em direção à liberdade política em nosso país.” as
palavras destacadas são numerais. 4. Se, no parágrafo 1, as palavras liberdade e ruas fossem substituídas por liberação e
rua a crase seria facultativa. Assinale a alternativa que indica todas as a rmativas corretas.

A São corretas apenas as a rmativas 2 e 3.

B São corretas apenas as a rmativas 3 e 4.


C São corretas apenas as a rmativas 1, 2 e 4.

D São corretas apenas as a rmativas 1, 3 e 4.


E São corretas apenas as a rmativas 2, 3 e 4.

230 Q929583 Português > Crase


Ano: 2013 Banca: CCV-UFC Órgão: UFC Provas: CCV-UFC - 2013 - UFC - Analista de Tecnologia da Informação/Banco de Dados e

Gestão da Informação ...


Assinale a alternativa em que o uso do acento grá co indicativo de crase é facultativo.

A A democratização da saúde ocorre quando todos têm acesso individual à sua saúde.

B O direito à saúde coletiva deve ser preservado por entidades como o Ministério da Saúde.
C O Estado tenta proporcionar à população o simples acesso a bens/serviços médicos.

D O Ministério da Saúde adverte nos maços de cigarro que fumar é prejudicial à saúde
E À medida que todos temos acesso a objetos saudáveis, a saúde se democratiza.

231 Q926555 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: INAZ do Pará Órgão: CORE-MS Prova: INAZ do Pará - 2018 - CORE-MS - Auxiliar Administrativo

                                         Perseguição online

Maiores alvos de assédio e violência na internet, mulheres ganham amparo com nova lei que atribui investigações à Polícia
Federal.

                Em dois anos, número de casos cresceu 26.000%

      Faz um ano que a dona de casa Alessandra Cristiane de Castro Fuzinaka, 44 anos, abre sua conta do Facebook com
medo. Desde que checou suas mensagens e viu que um desconhecido havia lhe escrito, elogiando a roupa que ela usava no
caminho para a academia, passou a se sentir ameaçada. “Não tem coisa melhor do que acordar e dar de cara com você”, ele
disse certa vez, entre outras coisas que mostravam que ele a perseguia. “Ficou amedrontador, cheguei ao ponto de não sair
mais sozinha de casa”, a rma Alessandra. Foi à delegacia, onde minimizaram sua situação e sugeriram que procurasse a
Defensoria Pública. Foi a uma Delegacia da Mulher, mas estavam sem sistema. A epopeia enfrentada por mulheres que,
como Alessandra, são assediadas pela internet, é resultado da di culdade de acesso à Justiça para se investigar autores dos
assédios virtuais e puni-los. Com isso, a prática deixa de ser coibida, e é natural que o número de casos cresça
vertiginosamente.

      Segundo levantamento do Instituto Avon, situações de assédio online aumentaram 26.000% entre 2015 e 2017. E esse é
apenas um dos tipos de problema enfrentados. O espectro da violência abrange agressões verbais, ameaças diretas,
exposição de dados e fotos e disseminação de discursos de ódio — que podem incluir, além das ofensas de gênero, racismo
e homofobia. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 95% de todos os comportamentos agressivos e
difamadores em ambientes virtuais têm mulheres como alvo. Uma nova legislação promulgada em abril pode mudar o
cenário. Agora, uma denúncia de misoginia na internet, termo que signi ca ódio a mulheres, é investigada pela Polícia
Federal, que tem mais estrutura para apurar os casos.

      A nova lei já surtiu efeito. Na quinta-feira 10, a PF executou a operação Bravata, expedindo oito mandados de prisão
contra pessoas acusadas de propagar ódio na internet, principalmente contra mulheres. Um dos presos, Marcelo Valle
Silveira Mello, detido em Curitiba, já havia sido indiciado em 2009 por crime de racismo na internet — foi, inclusive, a
primeira pessoa a responder por isso no Brasil — mas liberado alegando insanidade. Voltou a ser condenado em 2012,
durante a operação Intolerância, também da PF, e cumpriu um ano de pena. Desta vez, foi detido por incitar a violência
contra diversos grupos sociais, inclusive com registro de disseminação de conteúdo pedó lo, em um fórum anônimo na
internet. Está em prisão preventiva. Para a professora Lola Aronovich, da Universidade Federal do Ceará (UFC), é uma
vitória. Lola acusa Mello de ameaçá-la de morte e de ter criado, em 2015, um site em nome dela em que se vendiam
remédios abortivos e se dizia que ela havia realizado um aborto em sala da aula. A legislação, inclusive, leva seu nome: Lei
Lola. Blogueira feminista que publica denúncias de violência contra mulheres em seu site desde 2011, começou a ser
perseguida em 2012 e, desde então, fez 11 boletins de ocorrência.

      Conseguir fazer uma denúncia, portanto, é difícil, seja porque as autoridades ainda não estão preparadas ou porque há
muita descrença em relação a esse tipo de crime, o virtual. Em relatório enviado à Organização das Nações Unidas (ONU)
sobre violências de gênero na internet brasileira, as organizações Coding Rights e InternetLab mostraram que a falta de
credibilidade dada às vítimas é um dos motivos que levam ao aumento de casos. “A banalização de manifestações de
violência online sob a crença de que elas começam e terminam no meio digital é a primeira forma de diminuir a gravidade
desse problema”, aponta o documento. “As mulheres são subestimadas em suas denúncias e, quando há respostas da
Justiça, não são e cientes”, a rma Juliana Cunha, diretora de projetos especiais da ONG Safernet. Na semana passada
surgiu uma iniciativa para auxiliar as vítimas: o Facebook e a ONG brasileira Think Olga lançaram a plataforma Conexões
que Salvam, com orientações sobre o que fazer em situações de perseguição e ameaças virtuais.

Disponível em: https://istoe.com.br/perseguicao-on-line/. Adaptado. Acesso em: 19/05/2018.

No subtítulo do texto, quando se lê “mulheres ganham amparo com nova lei que atribui investigações à Polícia Federal”,
veri ca-se que o sinal indicativo de crase foi empregado por:

A Apresentar-se diante de uma palavra masculina.

B Veri car-se a presença de uma palavra com sentido genérico.


C Haver preposição antecedendo palavra com sentido indeterminado.

D Observar-se a existência de preposição e artigo feminino singular.


232 Q926498 Português > Crase
Ano: 2018 Banca: INAZ do Pará Órgão: CORE-MS Prova: INAZ do Pará - 2018 - CORE-MS - Assistente Jurídico

                                  O m do artigo cientí co

Um pilar da ciência transformou-se em zumbi à espera de um verdugo que abrevie sua agonia e da troca por algo melhor

      Um teste para o leitor: quais destes títulos correspondem a artigos verdadeiros? 1. Desenvolvendo redes ativas usando
algoritmos randomizados; 2. Re-representação (sic) como projeto de trabalho em terceirização: uma visão semiótica; 3. As
dinâmicas de intersubjetividade e os imperativos monológicos em Dick e Jane: um estudo sobre modos de gêneros
transrelacionais; 4. Atalhos e jornadas interiores: construindo identidades portáteis para carreiras contemporâneas.

      Parabéns a quem respondeu 2 e 4. O artigo 2 foi publicado em MIS Quarterly, um dos principais periódicos da área de
Gestão da Informação; e o 4 saiu na prestigiosa revista Administrative Science Quarterly. Os demais são falsos. O título 1 foi
obra de um software criado por estudantes do MIT, que gera artigos completos, totalmente falsos e absurdos; e o 3 foi
retirado de um cartoon de Calvin, no qual o personagem, depois de criá-lo, exclama: “Academia, aqui vou eu!”

      De fato, não falta ironia contra a linguagem adotada em textos cientí cos. Alguns parecem ter sido criados para in ar
achados menores e intimidar leitores com uma linguagem empolada e turva.

      Ocorre que o artigo cientí co é um dos pilares de desenvolvimento da ciência. Antes de seu surgimento, os resultados
de experimentos e novos conhecimentos eram informados em apresentações e por meio de cartas. O artigo cientí co
facilitou a comunicação e acelerou a evolução do conhecimento.

      Hoje, o sistema de publicações cientí cas compreende milhares de revistas e está estruturado em castas. Grandes
grupos editoriais estão por detrás do lucrativo negócio. No topo encontram-se os periódicos mais seletivos e reputados.
Publicar nesses veículos requer passar pelo duro escrutínio de exigentes avaliadores. Provê status e reconhecimento dos
pares. Facilita o acesso a nanciamentos e pode acelerar a carreira acadêmica.

      Nos últimos anos, o sistema passou a ser criticado. As universidades, preocupadas com rankings e sob pressão para
justi car gastos, passaram a pressionar pesquisadores a publicar mais. Muitos deles mudaram de rumo: em lugar de gerar
novo conhecimento, passaram a orientar seus esforços para gerar mais publicações.

      Assim, o foco na ciência foi trocado pelo foco nos indicadores de desempenho e na própria carreira. Do outro lado do
balcão, a própria comunidade cientí ca multiplicou o número de periódicos, ampliando o espaço para textos de qualidade
duvidosa.

      Mesmo no topo, a situação é preocupante. Textos cientí cos de eras anteriores eram menos especializados e formais.
Eram também mais curtos e diretos. E não havia ainda o fetiche da estatística. A superespecialização da ciência tornou os
artigos mais longos, herméticos e cheios de jargão.

      O modelo tornou-se anacrônico e precisa de reformas. Artigos cientí cos deveriam ser mais simples de escrever e mais
rápidos de ler. A forma deveria ceder espaço ao conteúdo. Escapar da forma papel (ou pdf) é o primeiro passo. Em seu
lugar, poderíamos ter módulos de conhecimento, curtos e objetivos, especializados e rigorosos, porém também atraentes e
interessantes.

      Este sucedâneo deveria se distanciar do hermetismo estatístico tanto quanto das caudalosas digressões textuais.
Hiperlinks e recursos interativos poderiam prover acesso direto a bases de dados, textos de apoio, imagens, simulações e
outros recursos de interesse dos leitores. Entretanto, mudar somente a forma não é su ciente. Em muitos campos a
superespecialização levou à fragmentação, com a multiplicação de pequenos grupos de pesquisa orientados por interesses
próprios e pouco dispostos a esforços cooperativos. É preciso reverter essa tendência e fomentar pesquisa em torno de
temas aglutinadores, convergentes com as necessidades e demandas da sociedade.

      Recentemente, o editor do periódico Academy of Management Journal, um dos principais do campo da Administração,
exortou a comunidade cientí ca a orientar esforços de pesquisa na busca de soluções para problemas críticos que afetam o
planeta: pobreza, desigualdade, crise ambiental e muitos outros. Não há escassez de problemas e não temos um planeta de
reserva. A ciência deveria fazer mais.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/revista/1002/o- m-do-artigo-cienti co. Acesso em: 21/05/18

Em “Um teste para o leitor: quais destes títulos correspondem a artigos verdadeiros”, sobre a utilização do sinal indicativo
de crase no termo destacado, pode-se a rmar que:

A É dispensável, pois o termo regente não exige preposição.

B Há um erro ortográ co, pois deveria haver, uma vez que “artigos” completa o sentido de “correspondem”.
C É facultativo, devido o substantivo “artigos” admitir dois gêneros.

D É dispensável, uma vez que antecede uma palavra masculina.

Português > Interpretação de Textos , Coesão e coerência , Redação - Reescritura de texto Crase ,
233 Q926365
Morfologia - Pronomes , Pronomes demonstrativos
Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: IPHAN Provas: CESPE - 2018 - IPHAN - Conhecimentos Básicos - Cargos de Nível Superior ...
Antônio Vieira. Sermão vigésimo sétimo do rosário. In: Essencial padre Antônio Vieira. Organização e introdução de
Alfredo Bosi. São Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2011, p. 532-3 (com adaptações).

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que segue.

A correção gramatical do texto seria mantida caso fosse suprimido o vocábulo “esta” no trecho “que da África
continuamente estão passando a esta América” (ℓ. 3 e 4), embora o sentido desse trecho fosse alterado.

Certo
Errado

234 Q926329 Português > Crase , Sintaxe , Regência


Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: IPHAN Provas: CESPE - 2018 - IPHAN - Conhecimentos Básicos - Cargos de Nível Médio ...

Texto CB2A1BBB
Vanessa Fernandes Correa e Mauro Sérgio Procópio Calliari. As transformações da cidade contemporânea. In:
Preservando o patrimônio histórico – um manual para gestores municipais. São Paulo (com adaptações).

Com relação aos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o próximo item.

No trecho “à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas” (ℓ. 26 a 28), o emprego
do sinal indicativo de crase é obrigatório em ambas as ocorrências.

Certo
Errado

235 Q926325 Português > Interpretação de Textos , Coesão e coerência , Crase


Ano: 2018 Banca: CESPE Órgão: IPHAN Provas: CESPE - 2018 - IPHAN - Conhecimentos Básicos - Cargos de Nível Médio ...

Texto CB2A1BBB
Vanessa Fernandes Correa e Mauro Sérgio Procópio Calliari. As transformações da cidade contemporânea. In:
Preservando o patrimônio histórico – um manual para gestores municipais. São Paulo (com adaptações).

Acerca das ideias e dos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o item seguinte.

Mantendo-se a correção gramatical e a coerência do texto, a expressão “Com a” ( ℓ .12) poderia ser substituída pela
expressão Devido à.

Certo
Errado

236 Q925915 Português > Crase


Ano: 2018 Banca: Instituto Acesso Órgão: SEDUC-AM Prova: Instituto Acesso - 2018 - SEDUC-AM - Estatístico

Justiça social-Justiça ecológica

Entre os muitos problemas que assolam a humanidade, dois são de especial gravidade: a injustiça social e a injustiça
ecológica. Ambos devem ser enfrentados conjuntamente se quisermos pôr em rota segura a humanidade e o planeta Terra.

A injustiça social é coisa antiga, derivada do modelo econômico que, além de depredar a natureza, gera mais pobreza que
pode gerenciar e superar. Ele implica grande acúmulo de bens e serviços de um lado à custa de clamorosa pobreza e
miséria de outro. Os dados falam por si: há um bilhão de pessoas que vive no limite da sobrevivência com apenas um dólar
ao dia. E há 2,6 bilhões (40% da humanidade) que vive com menos de dois dólares diários. As consequências são perversas.
Basta citar um fato: contam-se entre 350-500 milhões de casos de malária com um milhão de vítimas anuais, evitáveis.

Essa antirrealidade foi por muito tempo mantida invisível para ocultar o fracasso do modelo econômico capitalista feito
para criar riqueza para poucos e não bem-estar para a humanidade.

A segunda injustiça, a ecológica, está ligada à primeira. A devastação da natureza e o atual aquecimento global afetam
todos os países, não respeitando os limites nacionais nem os níveis de riqueza ou de pobreza. Logicamente, os ricos têm
mais condições de adaptar-se e mitigar os efeitos danosos das mudanças climáticas. Face aos eventos extremos, possuem
refrigeradores ou aquecedores e podem criar defesas contra inundações que assolam regiões inteiras. Mas os pobres não
têm como se defender. Sofrem os danos de um problema que não criaram. Fred Pierce, autor de "O terremoto
populacional" escreveu no New Scientist de novembro de 2009: "os 500 milhões dos mais ricos (7% da população mundial)
respondem por 50% das emissões de gases produtores de aquecimento, enquanto 50% dos países mais pobres (3,4 bilhões
da população) são responsáveis por apenas 7% das emissões".

Esta injustiça ecológica di cilmente pode ser tornada invisível como a outra, porque os sinais estão em todas as partes, nem
pode ser resolvida só pelos ricos, pois ela é global e atinge também a eles. A solução deve nascer da colaboração de todos,
de forma diferenciada: os ricos, por serem mais responsáveis no passado e no presente, devem contribuir muito mais com
investimentos e com a transferência de tecnologias e os pobres têm o direito a um desenvolvimento ecologicamente
sustentável, que os tire da miséria.

Seguramente, não podemos negligenciar soluções técnicas. Mas sozinhas são insu cientes, pois a solução global remete a
uma questão prévia: ao paradigma de sociedade que se re ete na di culdade de mudar estilos de vida e hábitos de
consumo. Precisamos da solidariedade universal, da responsabilidade coletiva e do cuidado por tudo o que vive e existe
(não somos os únicos a viver neste planeta nem a usar a biosfera). É fundamental a consciência da interdependência entre
todos e da unidade Terra e humanidade. Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores se nunca antes
foram vividos globalmente? Como operar essa mudança que deve ser urgente e rápida?

Talvez somente após uma grande catástrofe que a igiria milhões e milhões de pessoas, poder-se-ia contar com esta radical
mudança, até por instinto de sobrevivência. A metáfora que me ocorre é esta: nosso pais é invadido e ameaçado de
destruição por alguma força externa. Diante desta iminência, todos se uniriam, para além das diferenças. Como numa
economia de guerra, todos se mostrariam cooperativos e solidários, aceitariam renúncias e sacrifícios a m de salvar a
pátria e a vida. Hoje a pátria é a vida e a Terra ameaçadas. Temos que fazer tudo para salvá-las.

Fonte: BOFF, Leonardo. Correio Popular, 2013 Disponível em:


<http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_bo /117011-justica-social-justicaecologica.html> Acesso em:
16 maio 18. 

“Pode-se pedir às gerações atuais que se rejam por tais valores”.

Assinale a opção que apresenta a explicação correta para o uso do acento indicador de crase na expressão grifada:

A a locução adverbial é feminina


B o termo regente é transitivo direto

C a locução feminina está no plural


D o termo regente é transitivo indireto

E o termo regente pede complemento nominal

237 Q925830 Português > Crase


Ano: 2014 Banca: CCV-UFS Órgão: UFS Prova: CCV-UFS - 2014 - UFS - Administrador

Da empresa, espera-se que encontre o ponto de equilíbrio entre a utilização da capacidade máxima dos talentos e a
remuneração de acordo com o mercado, valendo-se de um sistema meritocrático, no qual os diferentes são remunerados
de forma diferente. É importante estar sempre atento à remuneração dos concorrentes, e, se necessário, oferecer pacotes
acima do mercado.

Na oração “É importante estar sempre atento à remuneração dos concorrentes [...]”, a ocorrência do acento grave justi ca-
se porque

A o termo “atento” pede a preposição “a”, e a expressão que o segue exige artigo feminino.

B a expressão “remuneração dos concorrentes” funciona como objeto indireto.


C a preposição une-se a um artigo em decorrência da regência verbal.

D o termo regente e o termo regido exigem a anteposição de um artigo.

238 Q925616 Português > Morfologia , Preposições , Crase


Ano: 2018 Banca: FCC Órgão: TRT - 14ª Região (RO e AC) Provas: FCC - 2018 - TRT - 14ª Região (RO e AC) - Analista Judiciário -

Estatística ...

Quanto ...... origens do ruído, o pensador David le Breton ...... associa ao utilitarismo, com que se relaciona, por vezes, ......
racionalismo, que dispõe a experiência dos sentidos em segundo plano. Preenche as lacunas da frase acima, correta e
respectivamente, o que se encontra em:

A as − às − ao

B a − a − ao
C às − às − ao
D as − as − o
E às − as − o

239 Q924725 Português > Crase


Ano: 2015 Banca: FUNCERN Órgão: FUNDAC - RN Prova: FUNCERN - 2015 - FUNDAC - RN - Agente Educacional

Protestos contra a redução da maioridade penal marcam os 25 anos do ECA


    
    Movimentos sociais e entidades ligadas à defesa dos direitos da criança e do adolescente zeram hoje (13), em todo o
país, uma série de atos contra a redução da maioridade penal. O protestos foram organizados pela Frente Nacional
Contra a Redução da Maioridade Penal. A defesa do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), que completa 25 anos hoje
(13), também esteve na pauta das manifestações.
    Em São Paulo, o protesto ocorreu em frente à Catedral da Sé, no centro da cidade. O ato foi marcado por discursos e
apresentações culturais. “Temos que cobrar a implementação de vários artigos, que são só na teoria, para garantir os
direitos totais das crianças e dos adolescentes, e ter menos violência”, disse Katerina Volcov, uma das coordenadoras do
protesto em São Paulo.
    No Rio de Janeiro, a manifestação ocorreu na Candelária, no centro da capital uminense. Além de lembrar os 25 anos do
ECA, a presidenta do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, Mônica
Alkmim, disse que os protestos são para mostrar que muita gente é contra a redução da maioridade penal. “A gente quer
mostrar para a população que temos argumentos para ser contra, que é preciso, primeiro, efetivar o ECA, com todos tendo
acesso a direitos”, a rmou.
        Em Brasília, o protesto ocorreu na Rodoviária do Plano Piloto, onde manifestantes distribuíram pan etos com
mensagens contra a redução da maioridade penal às pessoas que passavam pelo local.
        A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 1º deste mês, proposta de emenda à Constituição (PEC) reduzindo a
maioridade penal, de 18 para 16 anos, nos casos de crimes hediondos. Ela ainda precisa passar por um segundo turno de
votações na Câmara para então ser analisada pelo Senado, também em dois turnos.
Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2015/07/13/interna_brasil,586419/protestoscontra-a-
reducao-da-maioridade-penal-marcam-os-25-anos-do-eca.shtm (adaptado para esta prova).

Marque a opção que apresenta o período em que o uso do acento grave para indicar a crase está correto.

A Após à sanção do ECA, há 25 anos, o Brasil conseguiu reduzir o índice de mortalidade infantil.
B O Brasil, após várias tentativas, conseguiu reduzir em 24% às mortes de crianças antes de 1 ano de idade.

Levantamento feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com base em dados do Ministério da
C
Saúde, mostra que à taxa diminuiu consideravelmente.
A redução da mortalidade infantil deve-se às previsões do estatuto que privilegiam a saúde da criança desde a
D
gestação da mãe.

240 Q923015 Português > Morfologia , Crase , Sintaxe


Ano: 2018 Banca: FUNRIO Órgão: AL-RR Prova: FUNRIO - 2018 - AL-RR - Procurador (Anulada)

Leia a seguinte charge:

Em relação ao texto da charge, pode-se a rmar que

A a crase utilizada pode ser retirada.


B a palavra zero é um numeral.
C o verbo jogar no singular está incorreto.
D o pronome me pode vir depois do verbo sentir.

Respostas

221: D 222: C 223: A 224: C 225: A 226: B 227: C 228: D 229: A 230: A 231: D

232: D 233: E 234: C 235: C 236: D 237: A 238: E 239: D 240: D

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