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GUIA DE

ERGONOMIA NO
CONTEXTO DO
eSOCIAL

Anderson Rodrigues Freitas


Organizador
F862a Freitas, Anderson Rodrigues.

Guia de ergonomia no contexto do esocial [livro eletrônico].


/ Anderson Rodrigues Freitas – Barretos, SP, 2018.
22 f.: il.: color.

Descritores: 1. Ergonomia. 2. Esocial. 3. Legislação. 4. Riscos


Ocupacionais. 5. Saúde do Trabalhador. I. Autor. II. Título.
Olá, meu nome é Anderson Freitas.

Desde 2007, venho atuando na área da Segurança e Saúde do


Trabalhador. O início de minhas atividades profissionais neste
segmento se deu, nos bancos da universidade, em específico,
durante a minha segunda graduação em Educação Física, quando
a coordenação do curso comentou sobre uma empresa local que
precisava implantar um programa de qualidade de vida no trabalho.
A partir deste primeiro contato com a área da saúde do
trabalhador, o assunto começou a tomar conta de minhas leituras
e atividades profissionais.
À frente da Ergo Company, uma empresa de prestação de
serviço especializada em ergonomia, que atua com soluções ergonômicas
inteligentes para saúde e segurança dos trabalhadores e na melhorias de sistemas
produtivos, concentrei minhas energias na construção de processos práticos e com o foco
em resultados.
Neste sentido, busquei aprimorar ainda mais o meu entendimento sobre as
condições ergonômicas de trabalho, onde desenvolvi pesquisa de mestrado junto ao
departamento de pós-graduação do Hospital de Câncer de Barretos, atualmente chamado
de Hospital de Amor, e na sequência uma especialização em ergonomia pelo Centro
Universitário do Senac São Paulo – unidade Ribeirão Preto, e enquanto docente
universitário, um contínuo envolvimento na orientação de pesquisas e disciplinas
correlatas.
A dedicação aos estudos, combinada com a atuação prática no campo da
ergonomia e saúde do trabalhador, permitiu-me compreender os sistemas produtivos e as
diferentes formas de posicionamento dos trabalhadores ao executarem suas atividades.
Ao mesmo tempo, proporcionou-me pensar de maneira interdisciplinar ao
reconhecer os constrangimentos do trabalho, e estabelecer ações em ergonomia para a
preservação da vida e promoção da saúde no trabalho, associadamente as expectativas
das empresas e equilíbrio das relações trabalho-segurança/saúde-trabalhador.

Direitos autorais Grupo Ergo Company® 3


Anderson Rodrigues Freitas

APRESENTAÇÃO

Este ebook visa apresentar o contexto da ergonomia aplicada junto a sistemática


do eSocial.
Já assumido pelos órgãos governamentais, as informações a serem declaradas na
área de Segurança e Saúde do Trabalhador (SST), se fazem enquanto o ponto mais crítico
do sistema, uma vez que, até o momento, nunca houve a exigência da declaração dos
dados pertinentes à área de forma sistematizada.
Visando o melhor entendimento das informações apresentadas, foi assumido
enquanto estratégia didática para este ebook, uma organização dos conteúdos que lhe
permitirá compreender a abordagem da ergonomia dentro sistema eSocial e gestão das
empresas.
Por isso, recomenda-se a importância em não ler partes deste ebook, ou
direcionar seus interesses apenas aquele assunto que acha mais importante para você.
Faça uma leitura sequencial e ordenada, começando literalmente do início para o fim.
Conforme for desenvolvendo sua leitura e interpretação do que está exposto neste
ebook, tenha ao seu lado um bloco de anotações. Marque tudo que você achar relevante
para a sua prática profissional, e faça isso de forma objetivo e concisa.
Dúvidas e insights que venha apresentar durante sua leitura, podem ser
compartilhadas em nossas comunidades de mídias digitais e redes sociais.
Ao contribuir para o aprimoramento, simplificação e divulgação dos conteúdos
deste ebook, além do desenvolvimento pessoal/profissional, você permitirá com que os
conhecimentos da ergonomia sejam divulgados e disseminados por entre as empresas e
profissionais de SST.

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1. SST o Ponto + crítico do eSocial

O que faz da área de SST


ser o ponto mais crítica do eSocial?

Primeiramente, porque nunca na história das empresas, foi solicitado aos


empregadores o envio e/ou registro de informações pertinentes a este segmento de
modo sistematizada.
Diferentemente, de declarações obrigatórias enviadas mês a mês por
departamentos de pessoal (DP) e contábeis das empresas, as informações de SST ficavam
sob responsabilidade dos gestores de empresas, as quais eram formatadas da maneira
que mais lhes eram convenientes. Além de tudo, enquanto realidade de muitas, nem
todas as empresas faziam e/ou as desenvolviam de forma correta.
As informações de SST, para muitos empresários, são abordadas enquanto
variáveis de risco a estabilidade financeira de seu negócio, gerando uma cultura do medo.
O que deveria auxiliar no desenvolvimento do trabalho, através da preservação do
estado produtivo da força humana de trabalho, aos olhos dos empresários, adquire valor
enquanto justificativas para ações contra seus empreendimentos.
A prevenção à vida e a promoção da saúde no trabalho, dá lugar ao medo de uma
fiscalização ou auditoria de órgãos fiscalizadores/regulamentadores, fazendo com que
muitas empresas assumam a preferência da omissão dos fatores de riscos ocupacionais,
que ao seu reconhecimento e desenvolvimento de estratégias de gerenciamento e gestão.
Desta forma, torna-se possível analisar o eSocial por perspectivas da estruturação
sistematizada das informações a serem declaradas, bem como, através de mudanças nas
diferentes culturas do segmento empresarial, uma vez que, a estruturação do eSocial
impõe ao empregador a obrigatoriedade de registrar dados antes, nunca diretamente
informados.

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Outro PONTO a considerar

Outra variável a considerar neste aspecto do quão crítico o


eSocial será para governo e empresas, está na capacidade
interpretativa das legislações e normativas trabalhistas e
previdenciárias, assim como, sob a óptica das diferentes
realidades do trabalho em nosso País.

Muitos ruídos de interpretação e/ou falta de clareza de leis e


regulamentações referentes a temática de SST, aplica sobre
essa esfera, certo entendimento dúbio sobre como as
empresas deveriam proceder sobre essas variáveis, e até
mesmo, para sua própria validação de conformidades de um
ambiente segura e salutar de trabalhar.

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1.1. O ponto AINDA + crítico do eSocial

Ainda sobre a perspectivas das possibilidades interpretativas de leis e


normatizações diligentes ao trabalho, muitas empresas e profissionais da área de SST, não
tinham a ergonomia enquanto uma variável obrigatória à regulamentação das condições
do trabalho.
Está presente em muitos discursos de empresas e seus representantes, que o
assunto ergonomia, mesmo enquanto Norma Regulamentadora, se faz por muito vago e
de variáveis subjetivas, difíceis de serem analisadas/aplicadas.
Mesmo aquelas empresas com um programa de SST implantado em suas rotinas,
pouquíssimas delas abordam as dimensões ergonômicas junto aos seus planejamentos
estratégicos de gerenciamento e gestão da saúde e segurança no trabalho.
Ao mesmo tempo, essas poucas empresas que contem um olhar para a ergonomia
aplicada ao trabalho, um número ainda menor há faz de forma correta, pois em muitos
casos a ergonomia é traduzida pelo ato de ter uma cadeira ergonômica e sentar-se
corretamente, ou até mesmo, no simples fato de fazer a ginástica laboral, antes de iniciar
as rotinas do trabalho.
Obrigados pela sistemática do eSocial, empresas e profissionais da área de SST,
precisarão compreender a ergonomia sob as perspectivas das legislações brasileiras e
também, enquanto conceito científico no que se refere à sua aplicação, seja na dimensão
do levantamento dos fatores de riscos ergonômicos presentes na atividade e ambiente de
trabalho; treinamentos e capacitações de trabalhadores; e, no desenvolvimento da gestão
da ergonomia dentro das empresas.
O eSocial além de formalizar que a ergonomia e seus conceitos sejam uma variável
constante a ser apreciada na gestão do trabalho, também induz um rompimento para
com aqueles paradigmas, exclusivamente direcionados a análise de movimento do
trabalhador e avaliações de mobiliários.

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2. Ergonomia: conceitos e definições

A ergonomia é uma ciência que estuda a interação dos seres humanos com os
mais variados elementos de sistemas produtivos e não-produtivos, isso porque, os
conceitos da ergonomia não se aplicam apenas ao trabalho, mas também aos aspectos do
cotidiano como no caso do formato “anatômico” de uma escova de dentes e do cabo do
secador de cabelo.
No contexto do trabalho, pode-se dizer que a ergonomia visa adaptar o trabalho
ao trabalhador, levando em consideração a segurança e saúde do operário, ao mesmo
tempo, garantir o seu desempenho produtivo.
Quando o assunto é ergonomia, precisa-se ter em mente, que está se falando de
uma ciência fundamenta a partir de aspectos da análise da atividade do trabalhador – o
que ele precisa fazer e como ele realiza suas tarefas – onde a finalidade principal é
compreender as diferentes formas de interação do trabalhador com o seu trabalho,
identificando variáveis que lhe impedem de produzir de maneira eficiente, e, que reflitam
negativamente sobre as dimensões da sua segurança e saúde no trabalho.
A aplicação dos conceitos da ergonomia no ambiente de trabalho é convertida na
materialização da AÇÃO ERGONÔMICA, onde o principal objetivo é a transformação do
trabalho para um estado seguro e salutar, e que garanta os resultados determinados para
os diferentes sistemas produtivos.

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2.1. NR 17 - Ergonomia e a Ergonomia

Confundida por muitos enquanto sendo "a" ergonomia, a NR 17 é uma Norma


Regulamentadora (NR) de número 17. Uma normatização do Ministério do Trabalho e
Previdência Social (MTPS), publicada aos dias 23 de novembro de 1990, com a finalidade
de incutir e orientar a ergonomia dentro das empresas (Portaria GM nº 3.214/78; MTPS
nº 3.751/90).

A NR 17, recebeu o nome de ERGONOMIA devido sua


fundamentação teórica, mas que não pode ser confundi como
sendo ela (NR 17), "a" ERGONOMIA.

Pode-se afirmar que dentro das atuais 36 NR’s existentes até agora, a NR 17 é a
única Norma Regulamentadora que é baseada em dimensões conceituais de uma ciência,
essa sim, a verdadeira ergonomia.
Por se tratar de uma visão conceitual científica onde a base de sua aplicação está
no estudo das complexidades do trabalho, torna-se impossível estabelecer padrões
normativos fechados e aplicáveis a todas e quaisquer situações de trabalho.
Na própria NR 17, está descrito que os objetivos é “...estabelecer parâmetros
[grifo meu] que permitam a adaptação das condições de trabalho às características
psicofisiológicas dos trabalhadores...” (NR 17, item 17.1 - MTPS nº 3.751/90).
Neste sentido, é errado dizer que a ergonomia é uma NR, bem como, um perigo
estabelecer uma relação de falta de empatia com a ergonomia – seja no aspecto da
legislação brasileira e/ou devido sua dimensão científica – apenas pelo fato de que sua
aplicação depende exclusivamente de variáveis que demandam a compreensão do
trabalho e interpretações das diversas formas de atividades de trabalho.

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3. O que é o eSocial?

O eSocial é um sistema do Governo Federal que visão integrar em uma única


plataforma eletrônica as informações referentes as obrigações fiscais, previdenciárias e
trabalhistas das empresas, através da unificação dos sistemas da Caixa Econômicas Federal,
INSS, Receita Federal, Previdência Social e Ministério do Trabalho.
Neste sentido, pode-se dizer que o eSocial é um grande banco de dados, que
oportunizará com que as empresas declarem suas informações em um único local evitando
o retrabalho de relatar as mesmas informações em sistemas diferentes do governo, mas ao
mesmo tempo, permitirá um controle mais apurado das obrigações das empresas com o
governo.
Em tese, também pode-se afirmar que o eSocial é um grande fiscal eletrônico do
Governo Federal, pois a sua estruturação sistematizada permitirá com que as esferas
governamentais acompanhem de forma quase imediata, as situações de cada empresa.

3.1. Implantação do eSocial nas empresas

O governo entendo que o sistema colocará para as empresas uma nova rotina, e
analisando a grande demanda de informações a serem declaradas, assim como, as
limitações de configuração do sistema e necessidades de adequações, de forma
conservadora, apresentou um plano de implantação do eSocial junto as empresas, órgão
públicos e demais contribuintes a partir de duas variáveis: 1) Faturamento e tipo de
empresa/contribuintes; e, 2) Faseamento das informações.

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Nesta estratégia, criou-se grupos de empresas conforme seus faturamentos, tendo


2016 enquanto ano base, onde aquelas que obtiveram faturamento maior que R$ 78
milhões, foram categorizadas como empresas do 1º grupo, e aquelas com faturamento
igual/menor formaram o 2º grupo. Empresas de órgãos públicos de administração direta,
categorizadas enquanto do 3º grupo. E, o 4º grupo, foi composto por produtores rurais e
empregadores pessoa física, com exceção dos empregadores doméstico (Quadro 1).

Quadro 1 – Categorização de empresas privadas, órgãos públicos e demais contribuintes

GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4


Médias/Micro e
Porte da Grandes Empresas dos
Pequenas Produtores Rural
Empresa Empresas Órgãos Público
Empresas e Contribuintes
da Administração
Faturamento PF1
> R$ 78 milhões ≤ R$ 78 milhões Direta
(ano base 2016)
1. PF - Pessoa Física

Colaborando para as adequações/ajustes das empresas e do próprio sistema, as


informações a serem registradas na plataforma, também foram subdividas por entre os
quatro grupos, e entendimento como faseamento das informações no processo de
implantação do eSocial nas empresas (Quadro 2).

Quadro 2 – Faseamento do eSocial e validade dos grupos de empresas/contribuintes


Faseamentos do eSocial GRUPO 1 GRUPO 2 GRUPO 3 GRUPO 4
1. Cadastro do Empregador e
Jan/2018 Jul/2018 Jan/2019 Jan/2019
Tabelas
2. Cadastro do Trabalhador e
Mar/2018 Set/2018 Mar/2019 Mar/2019
seus Vínculos com as Empresas
3. Folha de Pagamento e
Maio/2018 Nov/20184 Maio/2019 Maio/20195
EFD-Reinf1
4. Fim da GFIP2 e início da
Jul/2018 Jan/2019 Jul/2019 Jul/2019
DCTFWEB3
5. Dados de Segurança e Saúde
Jan/2019 Jan/2019 Jul/2019 Jul/2019
do Trabalhador
1. EFD-Reinf - Escrituração Fiscal Digital de Retenção e Outras Informações Fiscais. 2. GFIP - Guia de
Recolhimento do FGTS e de Informações da Previdência Social. 3. DCTFWEB - Declaração de Débitos e
Créditos Tributários Federal. 4. As informações da 1ª e 2ª fase, para empresas com faturamento < R$ 4,8
milhões poderão ser enviadas de forma cumulativas junto com os dados da 3ª fase. 5. As informações da 1ª
e 2ª fase, para produtores rurais e contribuintes pessoas físicas poderão ser enviadas de forma cumulativas
junto com os dados da 3ª fase.

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3.2. O que são EVENTOS no eSocial?

Eventos, junto ao sistema eSocial, representa o conjunto de determinadas ações


e/ou declarações a serem informados na plataforma.
Atualmente, são 51 eventos que se dividem por entre cada uma das cinco fases de
implantação do sistema, que conforme o tipo de empresas, aproximadamente 40 deles
serão incorporados à suas rotinas, isso porque, alguns dos eventos são específicos à
empresas dos órgãos públicos e segmentados conforme o dimensionamento e atividade
empresarial.

3.3. Eventos de SST no eSocial

Como o eSocial é um sistema que integra as diferentes informações fiscais,


tributários e trabalhistas, deve-se tomar muito cuidado ao "tentar" separar eventos por
áreas. Lembre, enquanto sistema, as informações compõem um todo.
Exemplo, as informações de exames médicos do trabalhador integram os dados do
empregado. No caso de referência de insalubridades ou periculosidades analisadas pela
área de SST, orientará o DP sobre adicionais na folha de pagamento, assim como,
declarações dos programas de gestão em SST em eventos de tabela de estabelecimentos.
Assim como, uma mudança de escala de trabalho, a partir de uma estratégia de
organização produtiva, evidenciará variáveis de fatores de riscos a serem considerados
pela área de SST, tanto administrativamente, quanto a serem informados ao eSocial.
Por outro lado, pensando de forma fragmentadas pode-se dizer que os eventos
correspondentes a área de SST são sete, sendo:
S-1005 - Tabela de Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos Público
S-1060 - Tabela de Ambiente de Trabalho
S-1065 - Tabela de Equipamentos de Proteção
S-2210 - Comunicação de Acidente de Trabalho
S-2220 - Monitoramento da Saúde do Trabalhador
S-2240 - Condições Ambientais do Trabalho – Fatores de Risco
S-2245 - Treinamentos e Capacitações

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4. Ergonomia no eSocial

Antes de começar a explicar a ergonomia no contexto do eSocial e nas empresas, é


preciso entender como as informações serão tratadas pelo sistema e abordadas pelos
seus respectivos órgãos.
O eSocial abordará as informações correlatas aos seus eventos conforme suas
esferas de abrangência.
No caso dos dados de SST, pode-se pensar que as declarações conforme suas
dimensões e eventos, estarão relacionadas aos aspectos da esfera trabalhista e
previdenciária, servindo de embasamento para uma compreensão do perfil
epidemiológico e das condições de trabalho.
Outra abordagem, e essa mais individualizada às particularidades de cada empresa
e suas situações de trabalho, são as declarações e registros sobre procedimentos e
medidas de controle dos fatores de riscos ocupacionais, através dos programas de
segurança e saúde no trabalho.
Assim, baseado na Nota de Documentação Evolutiva (NDE) 01.2018, de 30 de
maio de 2018, que foi publicada no sentido de esclarecer e apresentar as informações de
SST a serem declaradas no sistema, a ergonomia está apresentada sobre quatro
perspectivas:
1. Mapeamento dos fatores de riscos ergonômicos do ambiente;
2. Mapeamento dos fatores de riscos ergonômicos da atividade de trabalho;
3. Programas de gestão à segurança e saúde do trabalhador;
4. Treinamentos e Capacitações.

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4.1. Tabela 23 e os fatores de riscos ergonômicos

A fim de orientar empregadores e profissionais de SST, os grupos de assuntos


técnicos dentro do eSocial, desenvolveram tabelas de codificações correspondente à
valores declarativos das informações no sistema.
Neste sentido, o grupo técnico responsável pela área de SST, elaborou diversas
tabelas que apresentam condições/situações e codificações sobre as informações a serem
declaradas.
A Tabela 23 – Fatores de Riscos do Meio Ambiente do Trabalho, apresenta os
fatores de riscos ocupacionais (físico, químico, biológico, ergonômico e de acidente) e
atribui códigos representativos, que deveram ser informados no sistema, conforme a
realidade de cada ambiente de trabalho (S-1060) e atividade do trabalhador (S-2240).
Na referida tabela, os fatores ergonômicos foram subdivididos por entre as
dimensões de estudo da ergonomia, sendo:
1. Biomecânicos;
2. Mobiliários e Equipamentos;
3. Organizacionais;
4. Ambientais; e,
5. Psicossociais / Cognitivos.
Até o momento, a tabela 23, por entre as cinco dimensões de estudos da
ergonomia, apresenta 58 fatores de riscos ergonômicos, e a possibilidade de descrever
“outros” fatores de riscos identificados pelas empresas, em cada uma das dimensões,
perfazendo então um total de 63 itens de codificação para fatores de riscos ergonômicos.

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4.2. O eSocial não altera a NR 17

Descrito enquanto princípio do sistema, não alterar a legislação já existente, e


apenas estabelecer a sistematização eletrônico/digital das declarações das informações,
algumas empresas e profissionais da área de SST, tem afirmado que o eSocial alterou ou
está alterando a NR 17 – Ergonomia.
O eSocial, aplicado à temática da ergonomia gerou uma certa estranheza e até
desespero em certas empresas e profissionais, pelo número de fatores de riscos
apresentados na tabela 23, e que não são evidenciados no texto da NR 17.
Como já explicado anteriormente, a NR 17 é uma norma desenvolvida a partir de
dimensões conceituais da ergonomia, e na própria descrição dos objetivos da NR, pode-se
ler que a mesma, visa estabelecer parâmetros.
Ao mesmo tempo, a subitem 17.1.2, lê-se que as condições de trabalho devem ser
avaliadas pelos empregadores considerando, no mínimo, os aspectos das dimensões
apresentadas pela respectiva NR.

17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às


características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao
empregador realizar a análise ergonômica do trabalho, devendo a
mesma abordar, no mínimo, [grifo meu] as condições de trabalho,
conforme estabelecido nesta Norma Regulamentadora
(NR 17, item 17.1 - MTPS nº 3.751/90).

Neste sentido, compreende-se que a NR 17 – Ergonomia, não é uma norma de


parâmetros fechados, até porque, caso contrário deixaria de ser parâmetro, e também,
desconsideraria as diversidades do trabalho, sistemas e formas de desenvolvimento das
atividades de trabalho pelos trabalhadores.

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4.3. Mapeamento dos fatores de riscos ergonômicos

O mapeamento dos fatores de riscos ergonômicos está presente em dois eventos.


Com base na Tabela 23 – Fatores de Riscos do Meio Ambiente, o empregador deverá
declarar os riscos ocupacionais presentes no Ambiente de Trabalho (S-1060), bem como
aqueles relacionados as Atividades do Trabalho (S-2240) de cada trabalhador.
Compondo as dimensões dos riscos ocupacionais (físico, químico, biológico,
ergonômico e de acidente), para que sejam levantados os fatores de riscos ergonômicos,
as empresas precisarão inicialmente, analisar a atividade de trabalho de cada trabalhador
e referenciando-se por entre normas técnicas sobre o tema, identificar os
constrangimentos ergonômicos presentes no trabalho.
Diferente de procedimentos de levantamento dos fatores de riscos físicos,
químicos e biológicos, os quais apresentam uma metodologia que se inicia da avaliação
do ambiente para a atividade, o mapeamento dos riscos ergonômicos terá enquanto start
o estudo da atividade do trabalho.
Essa não é uma etapa da Análise Ergonômica do Trabalho que será abordado mais
adiante e tratada junto ao evento S-1005, pois o direcionamento das informações
declaradas nos eventos S-1060 e S-2240, servirão enquanto base para possíveis
fiscalizações/auditorias trabalhistas e previdenciária no que se refere a caracterização
ambiental do trabalho, enquanto que a gestão do risco se desenvolverá em um ambiente
e sistemática interna da empresa (ver Capítulo 5)

Por que o levantamento dos fatores de risco ergonômico


deverá caminhar ao inverso daqueles ditos riscos
ambientais – físico, químico e biológico?
Isso se dá, por considerar o próprio conceito da ergonomia, que busca estudar a
interação da atividade humana com as variáveis e determinações do trabalho. Se isso não
fosse considerado, a abordagem ergonômica dentro das empresas, passaria a assumir
uma postura de emissão de parecer ergonômicos e abandonaria sua real intenção, que
em síntese, é analisar a atividade de trabalho, a fim de adaptar/modificar o trabalho e
proporcionar condições laborais adequadas.

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Qual é o embasamento técnico-legal, junto ao eSocial,


para essa afirmação?

No Manual de Orientação do eSocial (MOS) – versão 2.4.02 – publicado em 06 de


julho de 2018, nas orientações do evento S-1060, enquanto informações adicionais, está
escrito no item 10:

“Os riscos ergonômicos devem ser informados de acordo


com as orientações que constam na tabela
apresentada do evento S-2240”.

Essa tabela em questão descreve os riscos ergonômicos a partir de situações de


trabalho, e não por parâmetros de validação do ambiente ou demais elementos do
trabalho.
De modo bem objetivo, o mapeamento dos riscos ergonômicos junto ao evento S-
1060 será um compilado acumulativo dos riscos ergonômicos identificados no evento S-
2240, correlacionado com o apontamento de cada trabalhador, associado à sua presença
e respectiva atividade em cada ambiente de trabalho.
Isso quer dizer que, se em um determinado ambiente, existe três trabalhadores,
com cargos e atividades diferentes, e o espaço aonde eles se encontram é descrito
enquanto um único ambiente, e os riscos ergonômicos de cada um deles são diferentes,
pode-se afirmar que está contido no ambiente de trabalho (S-1060), três riscos
ergonômicos, vinculados em CPF/PIS diferentes (S-2240), isso porque, apenas por estar no
ambiente não significa que a exposição ao risco seja compartilhado.

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4.3. Descrição da metodologia utilizada para o mapeamento

Conforme apresentado acima, as informações identificadas no mapeamento dos


fatores de riscos ocupacionais, entre eles os ergonômicos, são utilizados pelos órgãos do
Ministério do Trabalho e Previdência Social, enquanto referência de caracterização dos
fatores ambientais e da atividade de trabalho que o trabalhador está submetido.
Também foi destacado a necessidade da utilização referencial a legislação e
normas técnicas enquanto norte para os padrões de mensuração dos fatores de risco,
sendo que no item 14, das informações adicionais, do MOS – versão 2.4.02 – está
contemplado:

“Os riscos ergonômicos e de acidentes devem ser informados de


acordo com a legislação e normas técnica sobre o tema [grifo
meu], seguindo as orientações que constam na tabela a seguir,
sendo importante o registro da metodologia utilizada [grifo meu]
para levantamento dos riscos no campo {metErg}”.
A nomenclatura, metErg entre “chaves aritméticas” refere-se a uma linguagem da
informática para campo de registro no sistema. No caso, refere-se que dentro do evento
S-2240, observando os leiautes para campos de preenchimento no eSocial, haverá um
espaço para que a empresa descreva em até 999 caracteres, a metodologia utilizada para
o levantamento de cada fator de risco ergonômico correlacionado a cada trabalhador,
pois o evento S-2240 aborda informações relacionados a individualidade da atividade de
trabalho de cada trabalhador (Figura 1).

Figura 1 - Leiautes de configuração de informações do evento S-2240.

Fonte: NDE 01/2018. Anexo I Leiautes. S-2240 – Condições ambientais do Trabalho – Fatores de Risco. p. 19-22.

Isso quer dizer, que a empresa deverá descrever os procedimentos aplicados para
a identificação dos fatores de riscos e não simplesmente dizer sim ou não. Para tal
condução, caberá às empresas contratar ou manter em suas dependências, um serviço
especializado na área da ergonomia e que entenda das variáveis ergonômicas do seu
trabalho.
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4.4. Programas de gestão dos riscos ergonômicos

Na última atualizada da NDE 01/2018, sobre a temática SST, no arquivo de Anexo


II, encontra-se a Tabela 30 – Programas, Planos e Documentos. Nesta tabela, está descrito
os programas de gestão de SST estabelecidos pela legislação trabalhista.
É preciso lembrar que o eSocial, não altera em nada a legislação existente, apenas
constrói um ambiente informatizado, para a sistematização de informações pertinentes
ao conhecimento dos órgãos governamentais.
Partindo dessa premissa, nessa tabela, a ergonomia é destacada enquanto
programa de gestão de SST através de duas ações, convergentes e complementares,
conforma o tipo da atividade empresarial.
Em destaque, a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) que compete sua aplicação
à todas empresas e o Programa de Vigilância Epidemiológica, presente na NR 17, anexo II
– Trabalho em Teleatendimento/Telemarketing, para empresas do segmento ou que
apresente atividades de trabalho similares.
Os programas de Gestão de SST é de particularidade de cada empresa, e deverá
ser eficaz o suficiente para administrar e estabelecer ações que, comprovadamente
possam proporcionar a segurança e saúde do trabalhador.
No caso da ergonomia, a NR 17, estabelece que a gestão ergonômica dos fatores
de riscos de sua abrangência, seja realizada através da AET, que é um método
sistematizado de estudo da atividade do trabalhador e do contexto do trabalho.
A sistematização do método AET permite ao Ergonomista – profissional
especialista, que trabalho com ergonomia – compreender o contexto do trabalho no
conjunto da atividade laboral dos trabalhadores, a fim de estabelecer ações condizentes a
cada realidade de trabalho.
Apenas considerar a atividade de trabalho, enquanto única variável da gestão
ergonômica, implicará para a inviabilidade do plano de ação, pois não contemplaria o
contexto e variáveis do trabalho, enquanto empresa, negócio, posicionamento
socioeconômico, geopolítico, entre outros.

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4.5. Registro de programas de SST no eSocial

Conforme mencionando anteriormente, a gestão na área de SST será de


competência interna de cada empresa, e no caso da sistemática do eSocial, as empresas
apenas precisarão informar quais programas possuem junto a sua gestão de fatores de
riscos, informando apenas o código de cada programa, junto ao evento S-1005 - Tabela de
Estabelecimentos, Obras ou Unidades de Órgãos Público, e conforme a Tabela 30.

4.6. Treinamentos e Capacitações

Os treinamentos e capacitações conceitualmente, compõem as ações da gestão de


SST. Porém, a sistemática do eSocial solicita ao empregador, informar os tipos de
treinamentos desenvolvidos pela empresa e quais trabalhadores passaram pelo processo.
De forma dedutiva, a presença de um fator de risco de levantamento e transporte
manual de carga para um determinado trabalhador, indica que conforme a legislação, o
mesmo deverá passar por treinamentos e capacitações adequados para realizar a tarefa,
de modo a melhor posicioná-lo frente a execução dessa atividade (NR 17, subsubitem
17.2.3 - MTPS nº 3.751/90).
Os treinamentos e capacitações previstos em legislações estão destacados na
Tabela 29 - Treinamentos, Capacitações e Exercícios Simulados, e deverão ser registrados
no sistema através de códigos no evento S-2245, e correlacionados ao CPF/PIS de cada
trabalhador submetido ao processo.
Para efeito de comprovação, as empresas deverão manter registros internos do
desenvolvimento do treinamento, bem como, avaliar e garantir sua eficiência e eficácia
para a segurança e saúde do trabalhador.

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Anderson Rodrigues Freitas

5. Análise Ergonômica do Trabalho (AET)

Sim, chegou!!!

Como eu disse para você, este ebook teria um capítulo sobre a AET, mas que eu o
deixaria para o final.
Caso você pulou diretamente para essa parte do ebook, gentilmente peço que leia
os capítulos anteriores, pois deixei esse assunto para este momento não por acaso e sim,
como uma estratégia didática para que a AET seja compreendida nos aspectos da
legislação brasileira; do sistema eSocial; e, enquanto um modelo estruturado para a
gestão da ergonomia dentro das empresas.
Essa medida também tem um sentido de conservar os objetivos e propósitos da
AET, caso contrário à sua finalidade que é contribuir para a construção/transformação do
trabalho, se perderia no sentido único e exclusivo de atender a legislação brasileira, e não,
as necessidades dos trabalhadores e estabilidade de sistemas produtivos.

E de antemão, já lhe digo:


– Se pensas em utilizar a AET para fazer o levantamento dos fatores de riscos
ergonômicos (S-1060 e S-2240), você correrá o risco de não atender os objetivos para o
mapeamento desses eventos, bem como, determinar um programa eficiente de gestão
ergonômica (S-1005) e em determinar programas de treinamentos eficazes (S-2245).

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5.1. AET: conceitos e objetivos

A AET é um método sistematizado de avaliação das condições de trabalho,


estruturado de forma a permitir que o ergonomistas entenda o trabalho em suas variáveis
e organiza sua interpretação através da compreensão da complexidade das dimensões
que compõem os diferentes sistemas produtivo.
Neste sentido, a sistemática da AET possibilita o entendimento do trabalho por
entre as interrelações de suas dimensões, destacando:
a) Contexto do Trabalho: posição no mercado, geopolítico, socioeconômico, etc.;
b) Recursos e Ambientes: trabalhadores, máquinas, ferramentas, ambiente, etc.;
c) Organizacional: organização do trabalho, metas, objetivos e tarefas, etc.;
d) Atividade de Trabalho: atividade real do trabalho, regulação dos trabalhares, etc.;
e) Ação Ergonômica: determinar estratégias de adequações/modificações reais e
possíveis para cada situação e contexto do trabalho, etc.; e,
f) Reflexão Ergonômica: reavaliar a efetividade das ações.

O método AET foi assumido pela NR 17, devido sua estruturação que permite a
compreensão da complexidade do trabalho, não apenas por parâmetros do trabalhador e
o estudo de sua atividade ocupacional, mas também analisar o contexto da instituição
empresarial.
Contudo, o objetivo final de uma AET é transformar do trabalho, por entre
condições o quão adequado possível às características do trabalhador, resguardando-lhe
na sua segurança e saúde, ao mesmo tempo que lhe favoreça o desenvolvimento de suas
habilidades e competências no realizar de suas atividades.

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5.2. O início de uma AET

Diferentemente do mapeamento ergonômico com o objetivo de levantar os


fatores de riscos presentes na atividade de trabalho, onde seu início está no princípio de
que pode o trabalhador está acometido a algum fator de risco, a AET tem seu início já no
contexto de um problema evidenciado, o que na sistemática do método é chamado de
demanda de estudo.
Não se faz uma AET apenas por fazer, enquanto um documento vago, sem sentido
e direcionamento. Da mesma forma que uma pesquisa científica, o início de uma AET está
centrado em problema, que pode originar-se a partir de necessidades:
▪ Melhorias do Sistema Produtivo;
▪ Segurança e Saúde do Trabalhador; e/ou,
▪ Demanda judicial em auditoria/perícia trabalhista previdenciária

O empregar da AET no sentido de levantar fatores de riscos para um mapeamento


ergonômico, reduziria o seu propósito para as corporações, bem como, sua eficiência de
compreensão do trabalho.
Assim, não atribua a AET um sentido de instrumento para análise de
conformidades do tipo, existe ou não riscos ergonômicos, pois caso proceda desta forma,
deixará de se beneficiar da eficiência do método.

5.3. Mapeamento de riscos e o contexto da AET

Já foi dito acima que a AET é um método sistematizado – não uma metodologia –
que permite ao ergonomista melhor compreender o trabalho, a fim de estabelecer e
acompanhar ações em processos de gestão dos problemas ergonômicos.
Dentro de sua estruturação, o ergonomista poderá utilizar-se de metodologias
quantitativas e/ou qualitativas complementares para seu entendimento das situações de
trabalho, isso porque, a AET apresenta uma sistemática aberta, permissível ao profissional
reunir recursos para melhor compreender as variáveis de todo o trabalho.

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No conjunto de ferramentas e estratégias utilizadas nesse processo, nada impede


que o avaliador se utilize recursos metodológicos e procedimentais aplicados no
mapeamento dos fatores de riscos ergonômicos, mas agora no contexto da AET, a fim de
compor uma sistemática estabelecida pelo ergonomista, para melhor compreender o
todo de um problema – demanda de estudo – o qual pode originar-se do mapeamento
dos fatores ergonômicos.
O eSocial, como apresentado anteriormente, em específico no evento S-2240 -
Condições Ambientais do Trabalho – Fatores de Risco, destaca que a empresa precisa
descrever em até 999 caracteres qual metodologia utilizou para identificar cada fatores de
riscos ergonômicos, na relação individual das atividades de trabalho de cada trabalhador.
A confusão por parte de algumas empresas e profissionais de SST em afirmar que
a AET é a metodologia a ser informado no campo de detalhamento desta informação,
pode ser interpretada pelos aspectos do entendimento do próprio conceito de método e
metodologia; do uso de metodologias dentro do método da AET enquanto estratégia de
ampliar a compreensão do trabalho e de um problema; assim como, pela fato de que a
ergonomia pouco era cobrado das empresas e poucos profissionais dominam o método.
Outra coisa a se considerar e também já explicado, está no direcionamento e
objetivos das informações que o eSocial está solicitando.
Sensatamente, e conforme o interesse de uso das informações pelos órgãos
governamentais, o apontamento da metodologia descrita no mapeamento dos fatores
ergonômicos, precisa seguir princípios da reaplicabilidade, onde seja possível, reproduzir
o processo de avaliação da mesma forma que foi desenvolvido anteriormente, permitindo
estabelecer parâmetros de comparação e validação das mudanças e dos riscos
ergonômicos que o trabalhador está submetido.
A AET irá compor um processo empresarial interno da gestão dos riscos
ergonômicos onde permitirá ao profissional da ergonomia contextualizar todos as
variáveis e dimensões avaliadas, possibilitando-o assumir ações viáveis, efetivas e
eficientes à prevenção/promoção da segurança e saúde do trabalhador e equilíbrio aos
sistemas de produção das empresas.
Por isso que a AET não deve ser considerada enquanto detalhamento de
metodologia a ser informado dentro do campo {ergMet}, no evento S-2240, do eSocial.

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®

“A Ergo Company tem consciência ecológica e não


faz impressão desnecessárias. Siga este exemplo!”