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Este documento é copia do original assinado digitalmente por FABIANO ESPINDOLA PISSINI. Protocolado em 23/02/2016 às 10:10, sob o número 08051497220168120001, e liberado nos autos
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA
CÍVEL DA COMARCA DE CAMPO GRANDE/MS.

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JOSUE CASTRO CABREIRA, brasileiro, casado, gestor
comercial, portador do RG n. 000329710 SSP/MS e do CPF n. 356.271.071-20,
residente e domiciliado na Avenida Senador Antônio Mendes Canale, n° 725,
Bloco 01, Apartamento 406, Bairro Pioneiros, Cep. 79070-295, na cidade de
Campo Grande/MS, por intermédio de seu advogado infra-assinado (doc.
anexo), vem, perante Vossa Excelência, propor a presente:

AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS C/C


LUCROS CESSANTES

Em face de ANDRÉ LUIZ DA SILVA TAVARES, brasileiro,


portador do RG n° 766204 SSP/MS e do CPF n° 615.346.171-91, residente e
domiciliado na Rua Maria José de Freitas, Bairro Residencial Oliveira, n° 403,
Cep. 79091-732, na cidade de Campo Grande -MS, na pessoa de seu
representante legal, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos.
processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

DOS FATOS

O autor é proprietário do imóvel localizado na Rua Coronel José


Hélio, nº 155, Bairro São Conrado, nesta Capital, composto de uma casa com
por 1(uma) sala, 2 (dois) quartos, 1(uma) cozinha, 1(uma) copa e uma varanda e

Av. Afonso Pena, nº 5723, Ed. Evolution, Sala 701, Chácara Cachoeira, Campo Grande/MS.
Tel: (67) 3025.6864 / (67) 9246.5840
e-mail: fabianopissini.adv@gmail.com
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um salão comercial com banheiro, que destinam-se à locação para agregar a sua
renda mensal.

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O imóvel estava sendo alugado pela locatária Kátia dos Santos,
que em outubro de 2014 entrou em contato com o Autor, informando que o
imóvel havia sido atingido por fogo que comprometeu grande parte do imóvel,
informando, ainda, que a origem do incêndio deu-se na casa do lindeira, de
propriedade do Réu.

O Autor foi até o imóvel para verificar a situação e ficou muito


abalado com os danos causados, procurando o Requerido por inúmeras vezes a
fim de resolver a situação de maneira amigável.

Acontece que durante várias vezes o Autor conversou com o réu, e


apesar de se responsabilizar em arcar com os danos que o mesmo causou ao
Autor, até a presente data não tomou nenhuma providência, apenas construiu
um muro (como se vê na imagem abaixo), sem qualquer acabamento.

processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

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Foi destruída toda a parte elétrica e hidráulica da casa, as telhas

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queimaram, os canos, as paredes queimadas, enfim, foram muitos estragos, e
portanto vários reparos a serem realizados como se pode constatar nas fotos em
anexo.

Diante dessa situação, não restou alternativa para o Autor, a não


ser fazer as reformas e arrumar os danos causados, pela necessidade de alugar o
imóvel, para continuar se mantendo.

Destaca-se que o incêndio provocado danificou quase toda a parte


estrutural da casa, e a mesma era destinada para fins de locação e portanto,
uma fonte de renda do autor, que não resta dúvida, foi duplamente
prejudicado.

Assim, teve também o seu emocional completamente abalado,


pois sem o valor do aluguel não estava conseguindo honrar com todas as suas
despesas, passando por momentos de vergonha e humilhação diante de
cobranças por dívidas que eram honradas com a ajuda do valor da locação da
sua propriedade que ficou danificada por culpa exclusiva do réu, cabendo
assim, a indenização pelos danos morais causados.

Por fim, é evidente a responsabilidade do réu, que deveria ter processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

arcado com os danos materiais causados no imóvel do Autor, e pelos danos


morais pela humilhação, pelo tempo perdido de espera e pela falta de atitude
do réu de realizar aquilo que se propôs, mas não cumpriu, não restando
alternativa, a não ser de propor a presente ação.

Lista-se abaixo os danos materiais sofridos:

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A parede que fazia divisa com o terreno do Requerente apesar de
ter sido reconstruída pelo requerido, não recebeu nenhum tipo de acabamento.

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As paredes da sala, do banheiro, do quarto, que também foram
danificadas pelo fogo, apresentando rachaduras, vazamentos de água, etc, não
foram recuperadas pelo Requerido.

Dessa forma, todos os gastos efetivamente efetuados com a


reforma do imóvel, a fim de torná-lo habitável, deverá ser indenizado pelo Réu.

Devido ao incêndio causado, toda a parte elétrica foi danificada,


conforme fotos abaixo demonstram:

processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

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foto abaixo):
instalação da parte elétrica da casa.

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Assim como as instalações hidráulicas, que com o desabamento de
parte do imóvel, rompeu o cano de água que passava por debaixo dele (segue
Portanto deve ser indenizado todo reparo feito de toda a
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Enfim, vários reparos foram feitos pelo Autor, pois o imóvel foi
quase que todo danificado pelo incêndio causado pelo Réu, devendo este

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indenizar todas as reformas realizadas.

Destaca-se que além dos danos ao imóvel propriamente ditos,


existe ainda os lucros cessantes, uma vez que o imóvel se destinava a locação,
sendo que o aluguel constitui-se em parcela da renda mensal do autor, e por
oportuno dizer, o imóvel estava locado pelo valor de R$ 400,00 (quatrocentos
reais), sendo que após os fatos, o imóvel foi entregue pela locatária.

Mesmo a construção não sendo nova, a mesma estava em bom


estado de conservação e nunca apresentou qualquer problema para quem nela
residiu.

Dessa forma é inquestionável o direito do Autor em ser


indenizado em lucros cessantes, a partir do mês de Novembro de 2014 até o
mês de Fevereiro de 2015, que foi quando conseguiu realizar nova locação.

DO DIREITO

Passa-se a demonstrar os fundamentos legais que ampara a


pretensão do Autor.
processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

Da responsabilidade civil

As fotografias acostadas a essa petição inicial demonstram, sem


restar qualquer dúvida, a relação de causalidade entre o dano e a conduta do
Réu.

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Conforme acima noticiado, o Autor, por erro e culpa exclusiva do
Réu, teve seu imóvel destruído, e por ser fonte de sua renda, foi prejudicado

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pois ficou sem aluga-lo durante quatro meses devido ao seu estado.

Também preceitua o art. 927 do Código Civil: “Aquele que, por ato
ilícito (art. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

O Código Civil trata da responsabilidade civil subjetiva que diz


que será responsabilizado aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem,
ficará obrigado a repará-lo, responsabilidade fundada na culpa, ou seja, haverá
obrigação de reparar o dano, contanto que se prove o nexo entre o dano e a
culpa do agente.

Nesse caso, acostamos aos autos todas as fotos do imóvel do


requerente, mostrando todas as partes do imóvel danificadas, os detalhes das
paredes, telhas, tubulação, tudo que foi danificado pelo incêndio causado pelo
réu.
Salienta-se que se trata de um dano que ocasionou o abalo moral e
material à vida do Autor, pois o imóvel foi incendiado por culpa exclusiva do
réu, destacando tratar-se de um imóvel destinado à locação e renda do autor,
que acabou por endividar-se em decorrência da reforma que teve que fazer,
cabendo ao Réu indenizar todos os gastos que o Autor fez para voltar a locar o
imóvel e honrar as suas despesas. processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

DOS DANOS MATERIAIS

Os danos materiais sofridos pelo Autor restam claramente


demonstrados, bem como a responsabilidade do Réu será demonstrada a
seguir.

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Reconhecida a responsabilidade do réu é de rigor sua condenação
para que repare os danos sofridos pelo Autor, em vista do nexo de causalidade

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entre o fato ocorrido e seu resultado.

É cristalino que houve o dano material causado ao Autor, pois o


incêndio causado pelo réu danificou parte da estrutura da casa, e todo o seu
interior, sendo impossível qualquer pessoa usufruir do imóvel nas condições
em que se encontrava.

Em que pese o ato ilícito cometido pelo réu e a configuração dos


danos materiais, bem como fatos que afetaram diretamente seu patrimônio em
decorrência da necessidade de buscar auxilio através das vias judiciais, é devido
à recomposição efetiva do Autor.

Ante todo o exposto, face ao ato ilícito cometido pelo réu, que
causou o dano de ordem material e moral ao Autor, requer a obrigação da
reparação de todos os danos causados, restando, entretanto, ao mesmo
socorrer-se do Poder Judiciário para o fim de ver-se ressarcido pelos danos
materiais e morais suportados.

Portanto, a título de indenização pelos danos materiais o Autor faz


jus ao recebimento do valor de todos os reparos citados que foram feitos.
processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

DOS DANOS MORAIS

O dano moral é aquele originário da violação que não atinge o


patrimônio da pessoa, mas sim, impõe-lhe sentimentos de dor, de sofrimento,
de tristeza, de rejeição à sua pessoa ou à sua família.

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Saliente-se que o Autor, por erro exclusivo do Réu, está passando
por uma situação muito complicada, em decorrência do incidente provocado,

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que afetou não somente o imóvel do requerente, mas também o afetou
emocionalmente, visto que esse imóvel é destinado a locação e é fonte de renda
do autor, que está passando por situações muito difíceis e constrangedoras por
não poder arcar com suas despesas, e da dívida que acabou gerando por ter que
realizar os reparos no imóvel.

Dessa forma o Autor tem direito à indenização do dano moral,


pela dor e sofrimento, pela indignação, pelo tempo que ficou sem poder alugar
o imóvel, pelo total descaso do réu em resolver a situação apesar de inúmeras
tentativas.

Diante dos fatos anteriormente explicitados, percebe-se


claramente a configuração do ato ilícito, pois o Réu agiu de maneira negligente,
deixando sua casa pegar fogo e dessa forma colocar em risco o patrimônio do
autor.

A doutrina e a jurisprudência pacificaram o entendimento


segundo o qual é cabível a indenização por dano moral, entendido este como
qualquer sofrimento diverso da perda patrimonial, ainda que dele não decorra
morte ou lesão permanente. Súmula 37 do STJ.
processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

No caso presente, o dano é considerando in reipsa, isto é, não se faz


necessária a prova do prejuízo, que é presumido e decorre do próprio fato e da
experiência comum.

O Requerente sofreu moralmente em face da ação ilícita do Réu,


pois, em virtude dos fatos, o mesmo passou por momentos que o abalou

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profundamente, lembrando que todo este sentimento negativo experimentado
pelo Requerente está longe de ser comparado com um mero aborrecimento do

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cotidiano.

Neste mesmo sentido é o entendimento majoritário


jurisprudencial sobre a presente matéria, senão vejamos:

Ação indenizatória. Incêndio em imóvel que se alastra para prédio


vizinho. Culpa pelo surgimento do incêndio que faz presumir a culpa
também pela propagação dele. Situação equiparada, ademais, à prevista
no artigo 1.311 da lei civil. Responsabilidade civil que só fica afastada,
por isso, no caso de o dono do imóvel provar ter havido ocorrência que
rompeu o nexo causal. Prova em concreto não apresentada. Indenização
devida no limite indicado no acórdão. Apelação parcialmente provida.
(TJ-SP - APL: 90000174720128260361 SP 9000017-47.2012.8.26.0361,
Relator: Arantes Theodoro, Data de Julgamento: 09/04/2015, 36ª
Câmara de Direito Privado, Data de Publicação: 09/04/2015)

APELAÇÕES CIVEIS. DIREITO


DE VIZINHANÇA. DANO MORAL.INCÊNDIO. DEVER DE
INDENIZAR. MAJORAÇÃO DO QUANTUM
INDENIZATÓRIO. DANOS MATERIAIS E MORAIS CONFIGURADOS.
DEVER DE INDENIZAR: Diante da ausência da comprovação contundente de
qualquer fato excludente de responsabilidade por parte da ré, como caso fortuito
ou força maior, que era seu o ônus demonstrar, é inafastável a responsabilidade
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civil da requerida, o que lhe impõe o dever de indenizar. Apelo da ré improvido


no ponto. DANOS MATERIAIS: A demandada somente deverá ressarcir a
requerente todas as despesas comprovadas no feito em que restou demonstrada o
nexo de causalidade com o evento danoso. Parcialmente provido o recurso da
parte requerida para retirar da condenação os valores relativos a despesa de hotel
do filho da autora, conserto e troca da rede elétrica, refeição e cópia xerox que
não demonstrou pertinência com a lide. Improvido o apelo da parte autora para

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ser indenizada por despesa de aluguel de automóvel para o seu
filho. DANOS MORAIS. QUANTUM INDENIZATÓRIO MAJORADO: É

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fato incontroverso que dispensa maiores delongas e provas acerca dos fatos,
posto que se pode facilmente presumir o abalo moral sofrido pela requerente em
face dos transtornos causados pelo incêndio ocorrido no prédio da empresa ré,
que é imóvel vizinho a residência da autora, que em razão do sinistro havido
sofreu diversas avarias. Considerando as circunstâncias do caso concreto, é de se
acolher o recurso da parte autora para fim de majorar o montante indenizatório,
além da natureza do fato ocorrido, cabível a majoração do valor da indenização
fixada para o montante de R$ 13.560,00, a fim de
arbitrar indenização compatível com os parâmetros adotados no âmbito deste
Colegiado em situações similares, corrigido monetariamente pelo IGPM, a
contar desta decisão, e juros de mora a contar do evento danoso nos termos da
Súmula 54 do Superior Tribunal de Justiça. Prejudicado o pedido de redução do
quantum indenizatório formulado pela requerida. No ponto, vai provido o apelo
da parte autora e desacolhido o recurso da parte ré. ÔNUS
SUCUMBENCIAIS: Mantido a responsabilidade integral da Mafer para quitar
os encargos de sucumbência (custas e honorários advocatícios), quando decaiu
em maior parte dos pedidos. Rejeitado a redução do honorários fixados na
origem, quando os mesmos são ínfimos para remunerar o trabalho desenvolvido
pelas procuradoras da parte autora. DERAM PARCIAL PROVIMENTO AOS
APELOS. (Apelação Cível Nº 70057192247, Décima Nona Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo João Lima Costa, Julgado em
05/06/2014)

No caso concreto, o Autor sofreu constrangimento, indignação,


processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

sentimentos e sensações negativas, motivo pelo qual deve receber a


correspondente indenização.

Contudo, é certo que a condenação em dinheiro pelo dano moral


não vai pagar a dor e muito menos apagá-la, mas poderá abrandar as sequelas

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do evento danoso, as quais representam para o Autor um indesejável
sentimento, com efeitos que prolongarão por toda sua vida.

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O brilhante doutrinador Christino Almeida do Valle em sua obra
“Dano Moral”, cita entendimento do mestre Pontes de Miranda, que marca o
poder e a evolução da ciência jurídica “No cômputo das suas substâncias
positivas é dúplice a felicidade humana: bens materiais e bens espirituais. Daí o
surgir do Princípio da ressarcibilidade do dano não patrimonial”. (Dano Moral
– Edição AIDE 1993 – pág. 75).

A jurisprudência de nossos Tribunais é hoje pacífica no sentido de


acolher a ampla reparabilidade do dano moral, encarando-o, também, como
elemento autônomo, independentemente de qualquer reflexo patrimonial e
dissociação do conceito de indenização ressarcitório.

Desta forma, fica certo que o Réu deve indenizar o Autor pelos
danos morais sofridos, pela dor aborrecimento, vexame, constrangimento,
sentimentos e sensações negativas, motivo pelo qual deve receber decorrente da
conduta que o fez sofrer no valor, sugerido, de 20 (vinte) salários mínimos,
para o fim de desestimular o causador a agir da forma que agiu e que conforte o
Autor, observando assim os limites da razoabilidade e ponderação.

DOS PEDIDOS processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

Diante de todo o exposto, sendo de direito e de justiça, pede e


requer se digne Vossa Excelência de julgar TOTALMENTE PROCEDENTE OS
PEDIDOS DA PRESENTE AÇÃO, determinando:

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a) seja a presente ação recebida e determinada a citação do Réu
para, querendo, contestar a presente ação no prazo legal, sob pena de revelia e,

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ainda, confissão da matéria fática;

b) a condenação do Réu a título de reparação por danos morais a


ser arbitrados por este D. Juízo; à reparação por danos materiais, por todos os
danos sofridos pelo Requerente, no importe de R$ 3.400,00 (três mil e
quatrocentos reais), ao pagamento dos lucros cessantes, estes representados
pelos aluguéis que seriam auferidos pela locação do imóvel a partir do Mês de
Novembro de 2014, em que a casa foi atingida pelo incêndio, até a data da
reforma da casa, precisamente no mês de Fevereiro de 2015, no importe de R$
1.600,00 (mil e seiscentos reais), corrigido até a data do efetivo pagamento;

c) que todos os valores, objetos da condenação acima pleiteados,


sejam acrescidos de correção monetária, juros e honorários advocatícios;

d) a condenação do Réu ao pagamento dos honorários


advocatícios à base de 20% sobre o valor da condenação, bem como o
pagamento das custas e demais encargos processuais, acrescidos de juros e
correção monetária, julgando, ao final, procedente o presente pedido;

Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos.

Dá-se a causa o valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).


processo 0805149-72.2016.8.12.0001 e o código 1548FF1.

Termos em que, pede juntada e deferimento.

Campo Grande/MS, 29 de janeiro de 2016.

Fabiano Espíndola Pissini


OAB/MS 13.279

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