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FTC/EAD– FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS

Ana Cristina da Silva


Cleuza Portugal Martins
Neuza Sergio de Abreu Santos

EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE CULTURAL E INCLUSÃO SOCIAL


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Feira de Santana
2010
Ana Cristina da Silva
Cleuza Portugal Martins
Neuza Sergio de Abreu Santos

EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE CULTURAL E INCLUSÃO SOCIAL

Atividade Teórico Prática, do Curso de Licenciatura em Pedagogia –


Circuito 13 – Disciplina Pesquisa e Prática Pedagógica 1 – Texto de 3
laudas - Professor Alaim Passos.

Orientadora: Tutora Luciana Bel Monte


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Feira de Santana
2010
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EDUCAÇÃO, DIVERSIDADE CULTURAL E INCLUSÃO SOCIAL

As escolas abrangem hoje, obrigatoriamente, frente às novas práticas políticas,


alunos de realidades diferentes. Esse processo, denominado educação inclusiva e diversidade
cultural, visa reconhecer e adotar o sujeito, com suas particularidades e capacidades diversas.
Porém, essa abordagem em sala de aula precisa ser reestruturada para gerar uma prática
vivenciada. Os professores precisam estar munidos de um preparo curricular que atinja o
objetivo de inserção social, sendo dever do governo capacitá-los.
Agora é lei. Todas as crianças independentemente de suas características físicas,
psicológicas, intelectuais e culturais têm direito a estudar na rede regular de ensino mais
próxima de sua casa, tal processo de inclusão social tem sido amplamente discutido em nosso
país.
A diversidade está ligada a várias formas de ensino, e também a inúmeras diferenças,
como a forma de agir, pensar em determinados assuntos e necessidades diversas, pois a partir
destes sinais é que pode surgir a diversidade cultural.
Em Assembléia internacional realizada em 1994 reuniram-se representantes de vários
países, sendo discutido e reendossado como Estrutura de Ação em Educação Especial para
base:
O princípio que orienta esta Estrutura é o de que escolas deveriam acomodar todas
as crianças independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais,
emocionais, lingüísticas ou outros. Aquelas deveriam incluir crianças deficientes e
superdotadas, crianças de rua e que trabalham crianças de origem remota ou de
população nômade, crianças pertencentes a minorias lingüísticas, étnicas ou
culturais, e crianças de outros grupos desavantajados ou marginalizados.
(DECLARAÇÃO DE SALAMANCA, 1994)

Rastreando a história da educação especial e inclusiva percebemos as conquistas


alcançadas. Segundo Arlete Aparecida os estágios históricos vividos neste plano, foram desde
a Antiguidade onde era comum o abandono e até a perseguição e eliminação de alguns
indivíduos devido às suas condições atípicas. Onde a sociedade justificava essas ações como
sendo normais. Passando pela Idade Média e Moderna em que o Humanismo ao exaltar o
homem desprezava os portadores de anormalidades. Na década de 70 surge a educação
especial onde entende-se que o ideal é uma educação específica à parte. Por fim, no Brasil a
partir da década de 90 surge uma nova visão no modelo de atendimento escolar. Passa a ser
oferecida a educação inclusiva, aproximando pessoas de diferentes culturas e capacidades.
Contudo sua prática efetiva ainda é motivo de discussão.
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Uma questão que merece destaque é a afro-descendência. Os estudos voltados para


essa cultura tem uma origem, pois o brasileiro é um povo mestiço. Temos no nosso país essa
realidade muito marcante, pois herdamos desta cultura a música, a dança, alimentação e
religião. Hoje temos um povo da cultura africana, sempre atuante na luta do povo negro. Ser
negro é um fato do qual os indivíduos não podem mudar porque essa é a sua história, nos
traços característicos da pele, na sua formação, dentre outros.
Se negarmos nossas origens não venceremos os obstáculos impostos pelo
preconceito e racismo. É através das lutas, do estudo de suas resistências, aceitando desafios,
valorizando a história de nossos antepassados, divulgando seus feitos, nos orgulhando de
nossos heróis como Zumbi dos Palmares, Castro Alves o poeta dos escravos, Machado de
Assis e muitos outros que resistiram bravamente à escravidão imposta pelos dominadores.
A intenção é fazer a cultura afro-descendente sair do anonimato e passar a ser uma
cultura descendente e dar continuidade ao povo brasileiro nas disciplinas já existentes e não
inserir uma nova disciplina na grade curricular de ensino.
O MEC na Política Nacional de Educação Especial (MEC/SEEP, 1994) informa
apoiar a inclusão nas escolas da rede regular de ensino com projetos bem como financiar essa
integração. Entende-se com isso, que o governo reconhece a importância e assume essa tarefa
de promover educação de qualidade nesse novo contexto, como afirma a LDB em seu artigo
59 em relação aos discentes com necessidades especiais: “III – professores com
especialização adequada em nível médio ou superior, para atendimento especializado, bem
como professores do ensino regular capacitados para a integração desses educandos nas
classes comuns”.
A evolução da educação inclusiva está crescendo com matrícula de alunos com
necessidades especiais em rede regular de ensino. Isso é um grande ponto de partida, pois
mostra aos educandos que é necessário valorizar as diversidades como um todo. Segundo
Grasiela Cardoso, o educador deve buscar promover a diversidade e inclusão na própria sala
de aula com conhecimento formal de diferentes comunidades. No entanto, o que vemos nas
escolas são professores, em sua maioria, despreparados diante de uma realidade aversa ao
ideal. Ainda existem preconceitos que partem dos próprios alunos, não se adaptando ao colega
“diferente”. Dos professores, inseridos nessa problemática educacional, sem a base curricular
prometida pelo MEC, bem como sem ética e atitude de pesquisa e reflexão.
Sabemos que, embora as leis ordenem a integração de todas as crianças no ensino
regular, a sua maior limitação é o próprio sistema. É necessário mudanças que transformem o
ensino integrado em inclusão.
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...a integração pressupõe que a criança problemática se reabilite e possa ser


integrada, ou não obterá sucesso. O ensino inclusivo toma por base a visão
sociológica de deficiência e diferença, reconhece assim que todas as crianças são
diferentes, e que as escolas e sistemas de educação precisam ser transformados para
atender às necessidades individuais de todos os educandos – com ou sem
necessidade especial. (WIKIPÉDIA, 2010)
O currículo em si deveria estar com algumas informações sobre cada necessidade de
alunos com necessidades e também promover oportunidade para que esses alunos se
interessem pela educação de forma total, experimentando uma assistência adicional a criança
que queira se envolver com o aprendizado e despertando interesse nos demais.

Temos que estar preparadas quanto às necessidades especiais nas escolas. Segundo
Salamanca, as necessidades educacionais especiais numa rede contínua de apoio deveria ser
providenciada com variação. Desde ajuda mínima na classe regular até programas adicionais
de apoio à aprendizagem dentro da escola e expandindo, conforme necessário, a provisão de
assistência dada por professor especializado e pessoal de apoio externo.

O currículo é uma taxa importante na comunicação e na aprendizagem, pois a partir


daí as pessoas com necessidades devem ser encorajadas a usar equipamentos para melhor
acesso ao conhecimento.
Existe, no entanto, um empecilho a ser enfrentado ao se aplicar no currículo a
questão da diversidade cultural: fazer com que não se torne uma ameaça à preservação da
própria identidade, seja da cultura dominante ou das minorias segregadas. Logo, a junção de
diversas culturas deve levar em consideração as condições sociais e econômicas concretas de
cada sociedade.

Portanto há quatro pontos fundamentais para obtenção de sucesso na elaboração de


um currículo que contemple a diversidade cultural: 1) formação de professores; 2)
planejamento de currículos; 3) desenvolvimento de materiais apropriados e, 4) a análise e
revisão crítica das práticas vigentes.

A educação em si, tem sido uma forma em que as pessoas acabam se envolvendo
com as comunidades, e em outros ambientes escolares para aprenderem mais sobre a inclusão
social, pois ela está presente em todas as áreas. Os professores em geral têm que estar
buscando qualificação para desenvolver um trabalho junto às pessoas mais próximas e
levando toda comunidade a estar com o pensamento voltado para a educação inclusiva.
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REFERÊNCIAS:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Diversidade_cultural acesso em: 17/09/2010

http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revinclusao5.pdf. acesso em: 20/09/2010

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/revista/revis/revis15/art1_15.pdf acesso em: 25/09/2010

http://www.univen.edu.br/revista/n005/O%20DESAFIO%20DE%20TRABALHAR%20A
%20DIVERSIDADE%20CULTURAL%20NA%20ESCOLA.pdf acesso em: 17/09/2010

http://www.scielo.br/pdf/es/v22n77/7051.pdf acesso em: 25/09/2010

http://itaipulandia.pr.gov.br/educacao/educacao_especial/Educa%C3%A7%C3%A3o
%20Inclusiva/educa%C3%A7%C3%A3o%20inclusiva.pdf acesso em: 10/09/2010

http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_inclusiva acesso em: 25/09/2010