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MCA08776 - Transferência de Calor II-2018/01 Artigo

orientado pelo Prof. Dr. Marcio Ferreira Martins

Análise dimensional do
Trocador de Calor Tipo
Placas localizado no Núcleo de
Escoamento Multifásico de
Óleo e Gás - NEMOG da UFES

Gabriel F. Campanharo, Juliana T. Rodrigues, Lucas B. Motta, Renan P. Gonçalves


Resumo
• Trocadores de calor são equipamentos largamente aplicados em processos
industriais.

• São equipamentos que promovem a troca de calor entre os fluidos separados


por parede sólida condutora.

• foi realizado o dimensionamento de um trocador de calor de placas planas


gaxetadas baseado nos métodos de Mulley[1] e Kumar[1],

• As análises consistiram na variação do número de placas inseridas no


trocador e na variação das vazões conforme equipamentos disponíveis.

• Para otimização do processo de trabalho a determinação das propriedades


físicas de um trocador de calor são essenciais, tais como a queda de pressão,
coeficiente global de transferência de calor, efetividade e NUT obtendo assim
os requisitos de especificação do equipamento.
Introdução
• Trocadores de calor a placas
gaxetados consistem em um conjunto
de placas corrugadas e estampadas
em diferentes perfis que, após a
prensagem, formam canais de
circulação para os fluídos.
• As gaxetas asseguram, pela sua
forma, uma selagem ao longo do
perímetro de cada placa e não
permitem a mistura de fluídos entre
elas.
• Podendo ser utilizadas em diversos
processos como:
aquecimento/resfriamento de fluídos
de evaporação, condensação e etc.
Desenvolvimento
• Baseado nas demandas
existentes no NEMOG,
foram utilizados os
seguintes parâmetros das
placas gaxetadas:
Desenvolvimento
• Para o dimensionamento utilizou-se a metodologia abordada por KAKAÇ[1]

• inicialmente se fez necessário calcular a área de transferência de calor da


placa para isso começamos com o fator de alargamento (𝜑)

𝐴1
𝜑=
𝐴1 𝑝
Desenvolvimento
• Se faz necessário, para cálculo da área de transferência de calor e cálculos
futuros, a utilização da variação de temperaturas na entrada e na saída

𝛥𝑇1 = 𝑇2 − 𝑡1

𝛥𝑇1 = 𝑇1 − 𝑡2
Desenvolvimento
• As relações de transferência de calor em trocadores de placas gaxetadas são
as mesmas que em trocadores de casco e tubo

ሶ 𝑐𝑝൯ ሺ𝑇𝑐2 − 𝑇𝑐1 ) = ሺ𝑚.


𝑄𝑟 = ሺ𝑚. ሶ 𝑐𝑝൯ ሺ𝑇ℎ2 − 𝑇ℎ1 )
𝑐 ℎ
Desenvolvimento
• O cálculo da Variação da temperatura se faz presente, sendo obtida pela
Média Logarítmica das diferenças de Temperatura (MLDT)

𝛥𝑇𝑙𝑚,𝑐𝑓 = 𝛥𝑇1 − 𝛥𝑇2


𝛥𝑇1
𝑙𝑛
𝛥𝑇2
Desenvolvimento
• O fator de segurança é a razão entre 𝑄𝑓 𝑒 𝑄𝑟
𝐿𝑐
𝑝=
𝑁𝑡
𝐶𝑠 = 𝑄𝑓 𝑄𝑟
𝑏 = 𝑝− 𝑡

𝑁𝑒 = 𝑁𝑡 − 2
Desenvolvimento
• Se faz necessário o conhecimento do número de
placas correspondentes a área real do trocador
de calor (Ne)

• desconsiderando as placas dos cantos calcula-se


o espaçamento médio (b) que se forma entre
gaxetas de duas placas adjacentes e a distância
de pitch (p) (quando não fornecida)

𝐿𝑐
𝑝= 𝑏 = 𝑝− 𝑡 𝑁𝑒 = 𝑁𝑡 − 2
𝑁𝑡
Desenvolvimento
• área real por placa é dado pela equação

𝐴1
𝐴1 =
𝑁𝑒

O diâmetro hidráulico é a divisão da área do canal de


fluxo pelo perímetro molhado

2𝑏
𝐷ℎ =
𝜑
Desenvolvimento
• O calculo da taxa de calor real trocada é necessário calcular o coeficiente
global de transferência de calor (U), devendo estar limpa e sob condições de
encrustamento

1 1 𝐴1 𝐴1
= + + + 𝑅𝑓ℎ + 𝑅𝑓𝑐
𝑈𝑐 ℎℎ ℎ𝑐 𝑘𝑤
Desenvolvimento
• Foram analisadas duas metodologias diferentes(MULLEY E MANGLIK[1])
visando estimar os valores do número de Nusselt e o fator de atrito.

• Para valores de Reynolds menores que 400, Re≤ 400 e 30 ≤ β ≤ 60, a


correlação explicitada permite os cálculos do adimensional Nusselt (Nu) e o
fator de atrito (f)
Desenvolvimento
• Para valores de Reynolds que superam Re≤ 1000 dentro da faixa de 30
≤β≤60 e 1 ≤ 𝜙≤ 1;5

2ℎ𝑏
Sendo 𝑁𝑢 =
𝑘

Nu = 0,2668 − 0,006967β + 7,244. 10−5 . β2 . ሾ20,78 − 50,94𝜙 + 41,1𝜙 2 −

f = 2,917 − 0,1277β + 2,016. 10−3 . β2 . ሾ5,474 −


Desenvolvimento
• Analogamente ao metododologia anterior, foi utilizada o metodo de KUMAR[1],
onde os valores das constantes Ch e n são dados na Tabela 11.6 do livro do
Kakaç[1].
Desenvolvimento
• A queda de pressão total é composta pela queda de pressão devido ao atrito
do canal, Δpc e a queda de pressão no orifício, Δpp

Sendo
Desenvolvimento
• podemos estimar a perda total de pressão através da soma da pressão devido ao
atrito do canal e a queda de pressão no orifício

A efetividade é dada por


Metodologia aplicada
• Foram traçados duas metodologias de
análise distintas para a avaliação do
equipamento.

• Inicialmente foi fixado os seguintes


parâmetros

• Os fluidos utilizados foram oléo ISO


VG e água, tendo suas propriedades
avaliadas nos parametros fixados.
Desenvolvimento
• A segunda condição foi a variação das vazões.

• As vazões foram amplificadas com um fator igual a 2.

• O intervalo das vazões foi subdividido em 100 partes iguais, das quais foram
avaliados todos os pontos
Resultados
• Conforme fundamentação teórica, vários fatores influenciam na efetividade
de um trocador de calor.

• Com o auxilio de software computacional, MATLAB, buscou-se estabelecer


relações que descrevam o comportamento térmico do equipamento
supracitado.
Resultados -Variação do número de placas
• Variando o número de placas instaladas no trocador de calor para uma vazão
fixa de entrada de ambos os fluidos, para as mesmas temperaturas

• Como o gráfico demonstra as


correlações aplicadas para a mesma
faixa de vazão operam com resultados
bem semelhantes.
• É importante observar que o método
de muley [1] tem um intervalo no qual
não é capaz de gerar resultados. Isso
se deve a restrição dos valores do
número de Reynolds descrito
anteriormente
Resultados -Variação do número de placas
• Como o gráfico demonstra as
correlações aplicadas para a mesma
faixa de vazão operam com resultados
bem semelhantes.
• É importante observar que o método
de muley [1] tem um intervalo no qual
não é capaz de gerar resultados.
• Isso se deve a restrição dos valores do
número de Reynolds descrito
anteriormente placas maior que 55 a
taxa de transferencia de calor por
Muley é maior do que a de kumar[1]
• Avaliando os resultados baseado nas
informações técnicas de temperatura
de saída dos fluidos para o trocador
existente, kumar[1] se mostra mais
eficiente.
Resultados -Variação do número de placas

• Conforme a variação de
placas, Reynolds sofre um
decaimento.
• Em controvérsia, o NUT
aumenta.
• Isso de deve ao tempo
disponível para que o fluido
quente troque calor com o
fluido frio.
Resultados -Variação do número de placas

• A temperatura de saída do fluido


quente decai em função do número de
placas, consequência do aumento da
área de troca térmica.
• Observa-se também que há uma
compatibilidade entre o gráfico de
taxa de calor, inclusive convergindo
conforme as metodologia de mulley[1]
e kumar[1
Resultados -Variação do número de placas

• A modelagem da perda de carga mostra uma


compatibilidade entre o número de Reynolds,
pois a medida que há uma redução no numero
de placas, o diâmetro hidráulico reduz,
fazendo com que as perdas de carga.
Resultados - Variação da vazão
• Variando as vazões proporcionalmente dos fluidos, mantemos as mesmas
condições de contorno térmicas.
• Como o gráfico demonstra as
correlações aplicadas para a mesma
faixa de vazão operam com resultados
bem semelhantes.
• Observou-se que com a alteração da
vazão houve um aumento da
efetividade e do NUT.
• A medida que a vazão aumenta,
observa-se que a taxa de calor aumenta
proporcionalmente a vazão.
Resultados - Variação da vazão

• Observa-se a divergência entre os


métodos aplicados, principalmente com
o aumento da vazão.
• Isso se deve a aplicabilidade de cada
equação e seus parâmetros de
contorno.
Resultados - Variação da vazão

• O comportamento observado no gráfico do


NUT x Vazão similar ao apresentado nas
avaliação do número de placas.
• Com o aumento da vazão há um aumento
da velocidade de escoamento, e
consequentemente um decréscimo do
tempo de transferência de Calor.
Resultados - Variação da vazão

• Conforme aconteceu na avaliação


das placas, a medida que a
velocidade de escoamento
aumenta, a perda de pressão é
amplificada, devido a alterações
dos perfis do escoamento
Conclusão
• A determinação dos parâmetros básicos para especificação de um trocador de
calor de placas gaxetadas é uma tarefa complexa devido a infinidade de
parâmetros que podem ser variados.

• Devido as metodologias aplicadas e hipóteses simplificadoras, há um grau de


incerteza associado aos resultados.

• Para a modelagem do trocador de calor do NEMOG, não foi definido um


método mais adequado no qual se apresentou valores mais próximos aos de
fornecimento.

• Há dúvidas quanto as reais dimensões e especificações dos parâmetros das


placas.

• Foi desconsiderado todas as perdas de calor para o ambiente.


Conclusão
• Conforme Tabelas abaixo, não se pode afirmar qual método é mais eficiente
ou verossímil, devido as incertezas associadas.
Referências
• KAKAÇ,Sadik; LIU, Hongtan; PRAMUANJAROENKIJ, Anchasa. Heat Exchangers: Selection,
Rating, and Thermal Design. Terceira. ed. [S.l.]: CRC Press, 2012. 604 p Acesso em: 28 nov.
2018.
• INCROPERA, Frank P. et al. Fundamentos de transferência de calor e de massa. Sexta. ed.
[S.l.]: ABDR, 2008. 643 p.
• FERREIRA, Antonio Carlos. ESTUDO COMPARATIVO DA TROCA TÉRMICA EM
TROCADORES DE CALOR DOS TIPOS CASCO/TUBOS E DE PLACAS. 2014. 10 p.
Universidade do Oeste de Santa Catarina, [S.l], 2014.
• GARDENAL, Angélica Lubaski; SGUARIO, Mariana Kato. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
DE TROCADORES DE CALOR. 2016. 60 p. Dissertação (Bacharel em Engenharia Química)-
Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Ponta Grossa, 2016.
• FERREIRA, Antônio Carlos. ESTUDO COMPARATIVO DA TROCA TÉRMICA EM
TROCADORES DE CALOR DOS TIPOS CASCO/TUBOS E DE PLACAS. 2014. 10 p. Artigo
científico. Universidade do Oeste de Santa Catarina, [S.l], 2014.
• PINON, Luan Bergamin; FIM, Reully da Silva. ESTUDO DA PERDA DE CARGA NO
CIRCUITO DE ESCOAMENTO DO NÚCLEO DE ESTUDOS E MEDIÇÃO DE ÓLEO E GÁS.
2018. 70 p. Dissertação (Bacharel em Engenharia Mecânica)- Universidade Federal do Espírito
Santo, Vitória, 2018.