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Desenvolvimento normal de uma criança de 11 anos

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Desenvolvimento normal de uma criança de 11 anos

Faixa etária que vai desde o décimo ano de vida é época de intensas mudanças físicas e psicológicas: é a chamada pré-adolescência. Nesse período da vida as crianças passam a ter mais responsabilidades (deveres), ao mesmo tempo em que passam a querer e exigir mais respeito de outras pessoas - particularmente dos adultos. A criança nesta faixa etária passa a compreender mais a sociedade, ordens sociais e grupos, o que torna esta faixa etária uma área instável de desenvolvimento psicológico. A participação num grupo de amigos que possuem gostos em comum passa a ser de maior importância para a criança, onde o modelo dado pelos amigos começa a obscurecer o modelo dado pelos pais. Começam as preocupações como a expectativa de ser aceito por um grupo, ou certas diferenças em relação a outras crianças da mesma faixa etária se agravam aqui, e são um aspecto de maior importância na adolescência. Muitas vezes, pré-adolescentes sentem-se rejeitados pela sociedade, podendo desencadear problemas psicológicos tais como depressão ou anorexia. A pré-adolescência é marcada pelo início das intensas transformações físicas que transformam a criança em um adulto; é o início da puberdade, marcada principalmente pelo aumento do ritmo de crescimento corporal e pelo amadurecimento dos órgãos sexuais. A puberdade para as meninas chega entre o 10º e o 12º ano de vida, onde os primeiros pelos pubianos e nas axilas aparecem, vem a primeira (os quadris começam a se formar e depois vem os seios e depois o ciclo da menstruação). Neste período, as meninas passam, em média, a ser mais altas e mais pesadas que os meninos, onde a puberdade ainda não começou. O amadurecimento dos órgãos sexuais inicia-se geralmente depois, no 11º ao 14º ano de vida. Somente mais tarde, no 11º ao 14º anos de vida, a puberdade começa para os meninos, começo de um alto crescimento físico (em altura, peso e força muscular), crescimento de pelos pubianos e nas axilas e engrossamento do timbre de voz. Com o pico do crescimento físico da maioria das meninas já havendo terminado, os meninos passam à frente das meninas, definitivamente, em peso, altura e força muscular. O amadurecimento dos órgãos sexuais dá-se geralmente depois, no 14º ao 15º ano de vida. Alguns grupos de pessoas não aceitam essa classificação, colocando os pré-adolescentes já comoadolescentes. Os processos motores manifestam-se de várias formas complementares: • • • A coordenação dos movimentos aumenta (domínio do movimento da escrita, manipulação de certos utensílios como as tesouras e prática de dança); A força aumenta (têm um grande gosto pelos jogos violentos); A rapidez, a precisão e a resistência desenvolvem-se de uma maneira muito acentuada.

Favorecer o equilíbrio emocional;

• • • • • •

Dar oportunidades à expansão de potencialidades; Desenvolver a criatividade, inteligência e sociabilidade; Proporcionar acesso a brinquedos que lhe proporcionem experiências e descobertas; Estabelecer o relacionamento entre as crianças e seus familiares Incentivar a valorização do brincar e das atividades lúdicas para o desenvolvimento psicoemocional, intelectual, e social; Valorizar os sentimentos afetivos e cultivar a sensibilidade;

• • • • 2. Proporcionar o desenvolvimento cognitivo. . Estimular a livre expressão de sentimentos. Data: Materiais: telefone de brinquedo. desenhar no papel livremente e depois verbalizar para o grupo aquilo que fez.SESSÃO: • • Atividade: Falar no telefone. • • • Procedimento: Pensar numa pessoa que gosta muito e mandar um recado pelo telefone. Estimular a expressão de sentimentos. Desenvolver a coordenação manual. 1-SESSÃO: • • Atividade: Desenho Livre. Data: Material: papel chamex e giz de cera. sem que alguém interrompa ou diga que está atrapalhando. Estimular a verbalização.• Proporconar um espaço onde a criança possa brincar sossega. Objetivo: Iniciar o vínculo terapêutico com o grupo. Duração: 40’min. Procedimento: escolher as core do giz de cera. Objetivo: Estimular a verbalização. Promover a socialização. Promover a interação do grupo.

5-SESSÃO: . Objetivo: Estimular a coordenação motora. Data: Materiais: papel chamex. microfone de brinquedo. 4. no palco. tinta guache.Estimular a verbalização. • • • • Procedimento: Pensar em uma música que aprendeu na escola.Estimular a espontaneidade do grupo. Duração: 45’min. 3.Favorecer a troca de experiência. . Objetivo: . Data: Materiais: mesa grande (palco). Favorecer o equilíbrio emocional do grupo. Proporcionar expressão de sentimentos.SESSÃO: • Atividade: Karaokê.SESSÃO: • • Atividade: Pintar um coração. ou em casa e depois cantar para o grupo. . Favorecer a socialização. • • • Procedimento: Pintar com tinta guache um coração por dentro depois pensar nas pessoas que moram neste coração e socializar com o grupo.• Duração: 30’min. Estimular a verbalização e interação do grupo. .Favorecer a criatividade e o caráter lúdico do grupo.

Os Modelos teóricos que nortearam a prática dessa pesquisa foi o Modelo Lúdico e o Psicomotor. Data: Materiais: papel chamex.53) afirma que. à manifestação de envolvimento. lápis de cor e giz de cera. Favorecer a verbalização e interação do grupo. .• • Atividade: O que é a morte? Objetivo: Conhecer a concepção de morte do grupo Estimular a representação de sentimentos no papel. a partir disso cria uma motivação intrínseca a adotar comportamentos. pode-se favorecer os aspectos relacionais e de verbalização. Duração: 30’min. FLOREY apud CANÍGLIA (1993:p.53) propõe um contínuo brincar. através do brincar. • Modelo Lúdico: Utiliza o lúdico e ludicidade no tratamento. com isso. e essa. brincar. Favorecer equilíbrio emocional. motivação espontaneidade durante a atividade lúdica. • Modelo psicomotor: O objetivo principal da psicomotricidade é educar o movimento juntamente com as habilidades intelectuais. Com utilização deste método. sendo que aquele se refere à diversão. beneficiar o homem no sentido de torná-lo um ser amplamente comunicativo e criativo. que explora ao máximo suas potencialidades do corpo para expressar suas idéias. lazer. que estão prejudicados no grupo. • • • • Procedimento : Desenhar o que é a morte. com intuito de favorecer o desenvolvimento do pensamento abstrato e simbólico e. Através do brincar a criança pode ser mais expressiva e interativa. REYLLE apud CANÍGLIA (1993:p. satisfação. jogo. a criança se relaciona com o meio e com os objetos (humanos ou não humanos) e. o qual estimula as potencialidades da criança para o trabalho da vida futura.

afetivo e cognitivo. esquema corporal. afetividade) se desenvolve a partir do ato motor. técnicas de controle da dor e da fadiga. realiza acolhimento. tanto físico como mental. permitindo movimentos ou evitando sequelas. os quais precisam ser estimulados. constatamos que mesmo diante do enfrentamento do câncer. dar continuidade aos planos. fazer novos planos e projetos para essa fase da vida. favorecendo a continuação do desenvolvimento global da criança. apoio e escuta. massagem. variando de paciente para paciente. O principal objetivo desse trabalho é contribuir e apressar a recuperação do indivíduo acometido pela doença. bem como a lateralidade. organização espacial e temporal. prescrito e guiado de forma particular. o resultado é multiplicado por 100). faz uso de exercícios terapêuticos. pois favorece o desenvolvimento emocional. Este instrumento determina a idade motora geral (obtida por meio da soma dos resultados positivos expressados em meses conseguidos nas provas em todos os elementos da motricidade) e o quociente motor geral (obtido pela divisão entre a idade motora geral e idade cronológica. A EDM compreende avaliar o desenvolvimento motor de crianças entre 2 a 11 anos de idade. de caso a caso. alongamento e relaxamento. Através do trabalho. lúdicas. No caso específico deste grupo este modelo é pertinente. Ele afirma que existe uma profunda ligação da motricidade. artísticas e expressivas. onde o tempo hábil de tratamento varia em função de cada organismo. também melhorar a autoconfiança. atividades manuais. treinar outras anteriormente perdidas. um dos principais representantes deste modelo. Assim para Wallon.Na psicogênese de Henri Wallon. confecção e indicação de órteses – aparelhos utilizados para melhorar a posição das diversas partes do corpo. equilíbrio. Mediante as provas de habilidade formada pela motricidade fina e global. é possível adquirir novas habilidades. a dimensão afetiva ocupa lugar central tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento. Quando a idade cronológica é mais avançada do que a idade motora pode se dizer que a criança se encontra numa EDM abaixo do normal sendo considerada em uma idade . Portanto. bem estar e auto estima. do fazer com a afetividade . sempre buscando uma melhoria da qualidade de vida. inteligência. o ato mental (personalidade.

A testagem tem crescido em um ritmo cada vez mais acelerado. A escala "E. muito inferior. normal alto. organização temporal (linguagem. Esse conjunto de provas que fazem parte da EDM possui como características ser bem diversificada e de dificuldade graduada de acordo com a habilidade avaliada. e quando a idade motora é mais avançada do que a idade cronológica pode se dizer que a criança se encontra numa EDM acima do normal sendo considerada em uma idade positiva (escala de desenvolvimento superior). científicos e critérios práticos coerentes. Possuem ainda como tabela de classificação do desenvolvimento motor os seguintes níveis em ordem crescente. superior e muito superior Escala de Desenvolvimento Motor Os testes são ferramentas indispensáveis para a vida dos profissionais da área da Saúde e Educação. durante seu desenvolvimento evolutivo. falta de motivação. estruturas temporais) e lateralidade (mãos.negativa (escala de desenvolvimento inferior). organização espacial (percepção do espaço). Para colhermos os benefícios que os testes podem oferecer. suspeitar e inclusive afirmar a presença de dificuldades escolares. esquema corporal(imitação de postura. alterações neurológicas. equilíbrio (postura estática). etc. na escrita e em cálculo. entre 30 e 45 População: Alunos matriculados no ensino regular (pré-escola. Variáveis: ." surge com o propósito sobre tudo. olhos e pés). problemas de conduta (hiperatividade. precisamos ter em mente este fator essencial. e esta atribuido efetivamente nas mais variadas áreas da vida cotidiana. atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor.M. que lhes permitam utilizar um método eficaz para realizar estudos transversais e longitudinais através de provas construídas sobre principios técnicos. Áreas: Motricidade fina (óculo manual). acompanhar a criança em diferentes etapas evolutivas. diferenciar os diversos tipos de debilidade. avaliar os progressos da criança. Qualquer ferramenta pode ser um instrumento bem ou mal utilizado. inferior. de 1ª a 4ª série) e educação especial Neto Doutoral) minutos Objetivos: Analisar os problemas estabelecidos. Espanha (Tese Administração: Individual Duração: Variável. problemas na fala.perturbações motoras e problemas de conduta. de colocar a disposição de diferentes profissionais um conjunto de instrumentos de diagnóstico. ansiedade. sensoriais. normal baixo. Indicação: Crianças com dificuldades na aprendizagem escolar.D. motricidade global (coordenação). rapidez). mentais. etc). normal médio. Autor: Francisco Rosa Centro: Universidade de Zaragoza. iIdentificar os sinais de alerta nos transtornos neuroevolutivos.

2002) temos a análise em ordem das seguintes variáveis: motricidade fina. é conveniente ressaltar que. organização espacial. Tanto o animal quanto o ser humano constroem sua casa. A Escala de Desenvolvimento Motor A Escala de Desenvolvimento Motor (EDM) é um instrumento elaborado por Rosa Neto (2002) com o objetivo de realizar uma avaliação psicomotora das crianças abrangendo um conjunto de provas muito diversificadas e de dificuldades graduadas com o intuito de mensurar o desenvolvimento motor das crianças. Dois quartos do córtex cerebral são relativos à mão. A coordenação motora recebe hoje a designação de Praxia Global ou Motricidade Global uma vez que este último reflete uma série de funções que se unem para a representação de atividades mais globais e mais amplas. grafismo. sendo que estes nos permitem conhecê-la e compreendê-la melhor. organização temporal (linguagem e estruturas temporais). suas atitudes. sensibilidade. coordenação. anatomicamente e encefalicamente. enquanto o animal o faz pelo instinto de sobrevivência. (Santos. Além disso. são elas as relações culturais. a criança expressa sua afetividade e exercita sua inteligência. se existem atrasos no desenvolvimento motor e perturbações de equilíbrio. Tal coordenação se elabora progressivamente sendo esclarecido por: A coordenação viso manual se elabora de modo progressivo com a evolução motriz da criança e do aprendizado. lateralidade (mãos. olhos e pés). Visão e feedback perceptivo-motor estão estruturados e coordenados visando produzir um comportamento motor adaptado a qualquer situação (ROSA NETO. . esquema corporal (imitação de posturas e rapidez). o feedback e o comportamento a cada situação.  Coordenação motora global: a coordenação motora global relaciona-se à capacidade da criança. etc. através da motricidade global. o órgão da praxia fina. afetividade. sendo que os fatores ambientais. Portanto. agilidade. e perfil motor. Na perda de suas funções o organismo se estrutura para buscar a praxia fina em outro órgão. 2006). a praxia fina se elabora de acordo com a motricidade de cada criança. motricidade global. No protocolo em questão (EDM. esquema corporal. quocientes motores. vão se formando e se consolidando sempre mais. porém. Através desse instrumento podem ser detectadas características próprias do desenvolvimento das crianças. o homem dá um significado a esta casa. simbólicas. estrutura e orientação espacial. psicológicas. sendo a mão humana. equilíbrio.p. entre outras. afetivas.Idades motoras. lateralidade. 15). onde a mão assume papel fundamental. seus deslocamentos e seu ritmo. Conforme Santos (2006) é fundamental no processo de alfabetização. Segue então a definição e o entendimento de cada variável mensurada:  Coordenação viso-manual: também é chamada de praxia fina. 2009. escala motora. seus gestos.

2002. Assim vai mapeando o seu corpo e torna-se capaz de identificar e localizar as diferentes partes do corpo. p. 2002. p. compensando e anulando todas as forças que agem sobre o corpo (CAETANO. sendo ele do mais simples ao mais complexo. que o indivíduo vai interiorizando através dos estímulos que recebe do meio ambiente. A elaboração do esquema corporal segue as leis da maturidade céfalo-caudal e próximo-distal. p. labiríntico. movimentos e das próprias atitudes infantis. ou seja. Desse modo. espacial. p. 16). 20). tal gasto energético poderia ser canalizado para outros trabalhos neuromusculares (ROSA NETO. p. este tem a função de manter e sustentar o corpo. p. 1979 apud SÁNCHEZ.O movimento motor global. 2). Está relacionado ao conhecimento e controle que a criança tem do seu próprio corpo. referente a seu próprio corpo. 2009. temporal e assim por diante. A resposta motora de adequação corporal frente à constante ação da gravidade é automática e involuntária. sobre diferentes maneiras. Para o desenvolvimento do equilíbrio é necessário que já tenha sido desenvolvido certo tônus muscular. podendo ser estático ou dinâmico. . mais energia consome. suas posturas e atitudes em relação ao mundo exterior. ao se exercer sobre os músculos. (WALLON. Essa função. o que permite ao corpo se reajustar a diferentes posturas.  Equilíbrio: essa habilidade é definida por: a capacidade do organismo de manter posturas. é a atividade que mantém em todos os momentos os músculos em forma. 2009. tátil. MARTINEZ e PEÑALVER. Todos esses movimentos auxiliam na melhora dos comandos nervos e no afinamento relacionado à motricidade da criança. O esquema corporal pode ser definido no plano educativo como a chave de toda organização da personalidade. É a partir do esquema corporal bem formado que o indivíduo pode adquirir a noção de “ter”. 17).  Esquema corporal: é a organização das sensações relativas ao próprio corpo. é um movimento sinestésico. Le Boulch (1992) também escreve sobre essa habilidade motora contribuindo para a discussão ao levantar o aspecto da espontaneidade e da naturalidade dos gestos. (ROSA NETO. Os movimentos dinâmicos corporais desempenham um importante papel na melhora dos comandos nervosos e no afinamento das sensações e das percepções. 2003). Outro fator relevante nesta habilidade é o fato de que para a manutenção do equilíbrio postural é preciso que se tenha um tônus muscular visto que. p. posições e atitudes. Rosa Neto fundamenta ainda mais a definição desta habilidade motora ao afirmar: “A postura é a atividade reflexa do corpo em relação ao espaço” (ROSA NETO. O equilíbrio é a base primordial de toda ação diferenciada dos segmentos corporais. O movimento em geral possui inúmeras informações por diversos meios. seja ele mais simples. regula constantemente suas diferentes atitudes ou maneiras de sustentar o corpo. A função tônica é aquela que mantém certa tensão no músculo e sustenta seu esforço. 16). (ROSA NETO. 35. 47. na posição que tomaram e que lhes dá um grau variável de consciência. Quanto mais defeituoso é o movimento. 2005.

 Organização temporal: a noção de tempo se desenvolve a partir da audição. hoje. amanhã. p. Le Boulch (1992) ainda ratifica essa afirmação destacando que essa percepção acontece através de uma vivencia corporal e num segundo momento ela se torna percepção temporal.No âmbito educativo o esquema corporal está voltado com a ordem da personalidade de cada criança sendo que tal elaboração respeita determinadas leis. como acontece com o ritmo do batimento cardíaco. Deste modo atividades relacionadas a esta valência. 118).  Organização espacial: está habilidade refere-se ao espaço que o corpo da criança ocupa. recolhendo informações que lhes são transmitidas com a sua exploração. depois a estação de pé permitindo recolher informações cada vez mais numerosas até descoberta do objeto. definindo os limites da exploração através da manipulação (LE BOULCH. Sobre as experiências das crianças. A noção ou organização espacial inicia do concreto para o abstrato.. Assim essa habilidade para o autor é estruturada através das relações construídas com o meio.. Toda a nossa percepção de mundo é uma percepção espacial. da respiração etc.. Assim. justificando que o tempo é simplesmente percebido e não sentido. mas pode ser percebido conforme os acontecimentos. Um espaço postural escalonado pela estação sentada.) E a natureza do meio que nos rodeia e de suas características. devem ser utilizadas no âmbito educativo para colaborar na formação/organização da personalidade da criança. fisiológica. Portanto esse conceito se vincula também as experiências da criança. e o corpo é a nossa referência. as ações entre outros elementos que também contribuem para a formação de tal conceito. . Piaget (1969) apud por Rosa Neto (2002) fala da questão da ausência de percepção do tempo. Na orientação temporal também há noção de tempo cronológico que diz respeito às idéias temporais como ontem. das condições de aprendizagem de cada criança. Rosa Neto (2002) acrescenta à noção de espaço a inter-relação entre o próprio corpo (estrutura anatômica biomecânica. do corporal para o externo. o conceito de tempo é algo construído ao longo das experiências. ou seja. Gallahue e Ozmun (2003) afirmar que é importante a estruturação das vivências motoras na infância de modo a torná-las significativas e apropriadas ao nível de desenvolvimento dos mesmos. 1992.. Desenvolve-se a partir do corpo da própria criança. etc. do objetivo para o subjetivo. A organização temporal é algo não palpável. através das experiências. Que espaço meu corpo ocupa no mundo externo. tem-se: (. O espaço se tornara espaço de „configuração ‟. Ao confrontar tais conceitos o que se pode destacar em todos é que. O tempo rítmico é aquele que demarca o compasso de tudo o que se faz.) Em primeiro lugar ocupado pelo corpo e no qual se desenvolvem os movimentos do corpo.

1992) Significa dizer. .. e é para este gratificante tanto intrinsecamente como extrinsecamente. psíquicas e o desenvolvimento da linguagem. O lado que mais se exercita apresentará uma tonicidade mais desenvolvida. p. (LE BOULCH. cujo objetivo é. em forma de competição entre duas ou mais partes oponentes ou contra a natureza. PAES.) àquela modalidade de atividade física definida como uma ação social institucionalizada. ensinar esporte bem a todos. Assim. que permite ao homem a realização de ações complexas. (BENTO. que se desenvolve com base lúdica. práxicas.. temos na EDM uma importante aliada no sentido de mensurar o desenvolvimento motor das crianças para que a intervenção do profissional de Educação Física seja significativa no sentido de promover melhorias no desenvolvimento motor das crianças. seu resultado é determinado pela habilidade e estratégia do participante. Seu surgimento se deu a partir das representações simbólicas da humanidade.24) o esporte pode ser definido: (. Sua estratégia metodologia deve então estar pautada na aprendizagem do jogo por meio do jogo jogado. Pensando nisso. Lateralidade: a lateralidade é uma especialização dos hemisférios cerebrais. Os espaços motores do lado direito e do lado esquerdo não são homogêneos. 2006). designar o vencedor ou determinar o recorde. Caparroz (1997). tais como Medina (1983). 2006. com o objetivo do desenvolvimento da capacidade tática (cognitiva) em direção à especificidade técnica (motora específica). (COLETIVO DE AUTORES. motoras. Bracht (1986). que é um dos maiores fenômenos culturais no mundo contemporâneo. Coletivo de Autores (1992) entre outros. p. convencionalmente regrada. 2003). Os Esportes O esporte é um patrimônio da humanidade. Esta desigualdade vai se tornar mais precisa durante o desenvolvimento e vai manifestar-se durante os reajustamentos práxicos de natureza intencional. enquanto elemento da cultura corporal pode ser uma riquíssima fonte de vivências e experiências significativas na ampliação do repertório motor dos infantes. portanto. ensinar mais que esportes e ensinar a gostar de esportes. o esporte. A prática pedagógica deve então sustentar se sobre a diversidade e os princípios pedagógicos do ensinar esportes a todos. Autores clássicos da EF já abordaram os problemas desse conteúdo tão atrativo da EF ser considerado substituto da Educação Física no âmbito escolar. privilegiando situações de jogos e brincadeiras populares da cultura infantil. através de uma comparação de desempenhos. ao longo de sua historicidade. 1992. É a partir da lateralidade que será determinado o tônus muscular de cada parte do corpo. metodicamente orientados pelo jogo-trabalho. sendo o ensino orientado para compreensão do jogo. construídas por meio das relações estabelecidas entre os homens. Assim. (FREIRE. como proferiu Betti (1991.92). A lateralização é a tradução de uma assimetria funcional.

Influências como: currículo oficial. potencializar. as respostas apresentadas dos outros jogadores. influências significativas como apontam os estudos de Guimarães (2000 e 2005) vem modificando a forma de tratar o esporte. transformadoras. onde as metodologias visam como única forma de execução as habilidades do esporte definidas a priori. a modalidade. as diferentes ações motoras que desencadeiam uma gama de benefícios fisiológicos. handebol em si é um instrumento utilizado para atingir o objetivo e não o foco. Conforme Tubino (2005) podemos dividir o fenômeno esportivo em dois momentos evolutivos e conceituais. O fenômeno esportivo reflete a sociedade. a partir da aceitação de que a prática esportiva era um direito de todos. Em relação aos aspectos motores podemos destacar no conteúdo esporte as jogadas elaboradas pelos componentes de uma equipe. ampliar as vivências motoras das crianças. No primeiro momento o foco é a ampliação do repertório motor.Nessa perspectiva o conteúdo esporte enquanto uma prática corporal deve ser entendido e abordado num processo sócio-histórico-cultural. O princípio da diversidade deve ser respeitado no ensino dos esportes a Educação Física na escola deverá propor atividades diferenciadas. no que se refere à busca de resultados e de produtividade a qualquer custo. ou seja. trabalhando de maneira vasta e rica os aspectos motores e sem deixar de lado o trabalho do jogo social. O esporte de rendimento representa simbolicamente os mecanismos da sociedade capitalista. O professor deve ter a consciência como aponta Bracht (1992) que quando este conteúdo é aplicado na escola sem realizar nenhuma modificação. questionadoras e até mesmo resignificadas devem ser consideradas para esta prática legitimada. . a criatividade e a competência do profissional são no sentido de promover melhorias no repertório motor propriamente dito. com suas virtudes e mazelas. orientando toda sua pedagogia a tentar fazer com que as crianças joguem o jogo esportivo competitivo ele se esvazia. disponibilidade de material e infra estrutura da instituição e certa cultura interna da área de conhecimento ainda são empecilhos para uma prática pedagógica significativa no conteúdo esporte. até então o principal foco de resistência das inovações teórico metodológicas nas aulas de EF. Ou seja. Todavia. somou a sua perspectiva de rendimento as perspectivas de participação (esporte lazer) e formação (esporte educação). conquistada histórica e socialmente na cultura brasileira. O primeiro quando o esporte era perspectivado apenas pelo rendimento e o segundo quando o esporte. Considerações finais Para uma intervenção de qualidade e que conduza ao desenvolvimento motor e das habilidades motoras os conteúdos devem ser diferenciados respeitando as fases de desenvolvimento dos indivíduos. Scaglia e Paes (2009) um instrumento de manipulação e alienação reproduzindo os valores positivos e negativos vigentes na sociedade. das capacidades físicas e das habilidades motoras em geral. Abordagens significativas. Pode representar também como afirma Paes (2006) e Reverdito.

vão conhecendo os limites do seu próprio corpo ( ESQUEMA CORPORAL). Exemplo: macaca. Devemos lembrar que na infância o papel do profissional de Educação Física é o de despertar o gosto pela atividade física nas crianças e fazer com que todas obtenham êxito nas atividades realizadas. e o aspecto lúdico fundamental nesta fase da vida da criança com a finalidade de estimular e incentivar sempre os participantes da forma mais positiva possível. que é o de brincar. Rato e gato.. o contato com outras crianças e o prazer de praticar uma atividade onde se pode facilmente obter êxito são extremamente positivos para um segundo momento do trabalho com o handebol. a presença de regras.. Assim. No inicio do período escolar . o desafio é aliar os interesses e objetivos gerais e específicos da modalidade às questões pedagógicas adequadas à idade e ao interesse das crianças. divertindose e aprendendo muito com o interesse os interesses profissionais ampliar o repertório motor. às escondidas.Diversos autores e publicações da Educação Física com enfoque no desenvolvimento motor e das habilidades motoras mostram que os conteúdos que abrangem o aspecto coletivo. Elas tendem a se envolver mais em jogos que exigem certas REGRAS. jogar e estar com os amigos em uma atividade diversificada em que todos jogam juntos. a diversidade de atividades. Na medida em que elas experienciam o movimento e as suas capacidades físicas.

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