P. 1
Ética Profissional é compromisso social

Ética Profissional é compromisso social

|Views: 517|Likes:
Publicado porHildágia Araújo

More info:

Published by: Hildágia Araújo on Jun 13, 2012
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOCX, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

08/13/2014

pdf

text

original

Ética Profissional é compromisso social

Rosana José Roberto Goldim

Soibelmann

Glock

Conceituação: O que é Ética Profissional? É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições. Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam. A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum. O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes. A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética. Ética Profissional: Quando se inicia esta reflexão? Esta reflexão sobre as ações realizadas no exercício de uma profissão deve iniciar bem antes da prática profissional. A fase da escolha profissional, ainda durante a adolescência muitas vezes, já deve ser permeada por esta reflexão. A escolha por uma profissão é optativa, mas ao escolhê-la, o conjunto de deveres profissionais passa a ser obrigatório. Geralmente, quando você é jovem, escolhe sua carreira sem conhecer o

conjunto de deveres que está prestes ao assumir tornando-se parte daquela categoria que escolheu. Toda a fase de formação profissional, o aprendizado das competências e habilidades referentes à prática específica numa determinada área, deve incluir a reflexão, desde antes do início dos estágios práticos. Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício. Mas pode ser que você precise começar a trabalhar antes de estudar ou paralelamente aos estudos, e inicia uma atividade profissional sem completar os estudos ou em área que nunca estudou, aprendendo na prática. Isto não exime você da responsabilidade assumida ao iniciar esta atividade! O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente, a uma classe, e há deveres a cumprir. Um jovem que, por exemplo, exerce a atividade de auxiliar de almoxarifado durante o dia e, à noite, faz curso de programador de computadores, certamente estará pensando sobre seu futuro em outra profissão, mas deve sempre refletir sobre sua prática atual. Ética Profissional: Como é esta reflexão? Algumas perguntas podem guiar a reflexão, até ela tornar-se um hábito incorporado ao dia-a-dia. Tomando-se o exemplo anterior, esta pessoa pode se perguntar sobre os deveres assumidos ao aceitar o trabalho como auxiliar de almoxarifado, como está cumprindo suas responsabilidades, o que esperam dela na atividade, o que ela deve fazer, e como deve fazer, mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo. Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo adequadamente? Realizo corretamente minha atividade? É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades que uma pessoa pode exercer. Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a atividade é exercida solitariamente em uma sala, ela faz parte de um conjunto maior de atividades que dependem do bom desempenho desta.

Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja temporário. Se sua tarefa é varrer ruas, você pode se contentar em varrer ruas e juntar o lixo, mas você pode também tirar o lixo que você vê que está prestes a cair na rua, podendo futuramente entupir uma saída de escoamento e causando uma acumulação de água quando chover. Você pode atender num balcão de informações respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também serão assim com você, e seu dia será muito melhor. Muitas oportunidades de trabalho surgem onde menos se espera, desde que você esteja aberto e receptivo, e que você se preocupe em ser um pouco melhor a cada dia, seja qual for sua atividade profissional. E, se não surgir, outro trabalho, certamente sua vida será mais feliz, gostando do que você faz e sem perder, nunca, a dimensão de que é preciso sempre continuar melhorando, aprendendo, experimentando novas soluções, criando novas formas de exercer as atividades, aberto a mudanças, nem que seja mudar, às vezes, pequenos detalhes, mas que podem fazer uma grande diferença na sua realização profissional e pessoal. Isto tudo pode acontecer com a reflexão incorporada a seu viver. E isto é parte do que se chama empregabilidade: a capacidade que você pode ter de ser um profissional que qualquer patrão desejaria ter entre seus empregados, um colaborador. Isto é ser um profissional eticamente bom. Ética Profissional e relações sociais: O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS. As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.

Ética Profissional e atividade voluntária:

Outro conceito interessante de examinar é o de Profissional, como aquele que é regularmente remunerado pelo trabalho que executa ou atividade que exerce, em oposição a Amador. Nesta conceituação, se diria que aquele que exerce atividade voluntária não seria profissional, e esta é uma conceituação polêmica. Em realidade, Voluntário é aquele que se dispõe, por opção, a exercer a prática Profissional não-remunerada, seja com fins assistenciais, ou prestação de serviços em beneficência, por um período determinado ou não. Aqui, é fundamental observar que só é eticamente adequado, o profissional que age, na atividade voluntária, com todo o comprometimento que teria no mesmo exercício profissional se este fosse remunerado. Seja esta atividade voluntária na mesma profissão da atividade remunerada ou em outra área. Por exemplo: Um engenheiro que faz a atividade voluntária de dar aulas de matemática. Ele deve agir, ao dar estas aulas, como se esta fosse sua atividade mais importante. É isto que aquelas crianças cheias de dúvidas em matemática esperam dele! Se a atividade é voluntária, foi sua opção realizá-la. Então, é eticamente adequado que você a realize da mesma forma como faz tudo que é importante em sua vida.

Ética Profissional: Pontos para sua reflexão:

É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos da sua área profissional, mas também nos aspectos legais e normativos. Vá e busque o conhecimento. Muitos processos ético-disciplinares nos conselhos profissionais acontecem por desconhecimento, negligência. Competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, relações genuínas com as pessoas, responsabilidade, corresponder à confiança que é depositada em você... Comportamento indissociáveis! eticamente adequado e sucesso continuado são

Glock, RS, Goldim JR. Ética profissional é compromisso social. Mundo Jovem (PUCRS, Porto Alegre) 2003;XLI(335):2-3, .

Material Página de Abertura

de

Apoio

-

Ética

texto incluído (C)Glock&Goldim/2002-2003 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL

em

01/08/2003

(publicado na revista Brazilian Business no. 148 Fevereiro/2000 – Revista da Câmara de Comércio Americana – Rio de Janeiro ) É crescente o movimento pela ética e responsabilidade social das empresas. Multiplicam-se os eventos nacionais e internacionais com o objetivo de discutir conceitos, práticas e indicadores que possam efetivamente definir uma empresa como empresa cidadã. Diante do quadro de pobreza, dos sérios problemas que vivemos em termos de educação, saúde, desemprego, violência e de ações que destroem o nosso ecossistema, é bastante salutar que as organizações assumam o seu papel social e contribuam eficazmente para o desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida no planeta. E que através deste movimento e do exemplo dos seus líderes contribuam para resgatar a ética no relacionamento humano e nos negócios. Uma pesquisa realizada pela ADVB Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, no ano passado, mostrou que cada vez mais as empresas estão investindo em projetos sociais contando com a participação dos seus funcionários. Revela ainda que 33 % de um total de 810 empresas pesquisadas acreditam que tais ações têm contribuído para melhorar a sua imagem junto aos consumidores e que 79 % delas tem planos de investir em projetos no terceiro setor. O IBASE com a bandeira do Balanço Social levantada por Betinho patrocina pesquisa sobre ações sociais corporativas , a FIDES tem promovido regularmente o fórum de balanço social, a ADCE tem contribuído com a realização de seminários e reflexões sobre as dimensões da responsabilidade social, tendo apoio da Câmara Americana e da ABRH Rio. Percebemos, assim, uma tendência que começa a se concretizar em fatos que nos enchem de esperança e otimismo. Surge uma nova consciência nos dirigentes de empresas, nos profissionais que prezam a ética em seus negócios e relações de trabalho e, sobretudo, nos cidadãos que querem consumir com a certeza de que estão contribuindo com uma boa causa.

Seja porque no coração do homem pulsa o desejo de ser plenamente humano ou apenas por questões de sobrevivência, importa que estamos caminhando para um novo modelo de gestão que tem a ética e a responsabilidade social como fundamentos. E nesse caminho todos ganham, a empresa, seus colaboradores e acionistas, clientes e fornecedores e a comunidade onde está inserida. Assim construiremos juntos a cidadania nas organizações. Certamente há muito ainda que se investir no desenvolvimento desses valores nas empresas, na reflexão e na elaboração de um código de ética, na implantação voluntária do balanço social como resultado de ações solidárias, na participação nos resultados, na gestão participativa etc. Mas aos poucos já temos avançado. É verdade que através de eventos e treinamentos as empresas têm procurado influenciar e desenvolver seus colaboradores e lideranças neste sentido. Entretanto, precisa-se colocar o ser cidadão como requisito indispensável nos processos seletivos. A empresa cidadã contrata cidadãos: profissionais que têm consciência da sua missão de contribuir com os resultados da organização e fazer deste mundo um mundo melhor. Quando fomos contratados por uma loja de departamentos para realizar a seleção de profissionais, tivemos a grata surpresa ao sermos informados de que um dos requisitos básicos para qualquer função era o espírito de solidariedade. Hoje o mercado sinaliza um novo perfil de profissional: que seja orientado para resultados, criativo, inovador, automotivado, multiskilled, ousado, etc. Tenho certeza, porém, que o ser cidadão é que vai fazer a diferença. Afinal, a empresa para ser considerada cidadã deverá ser constituída de cidadãos. Papéis de responsabilidade social na ética profissional: inclusividade, psicoterapia e a "proteção.. O estabelecimento de legislação de ética profissional no campo da psicoterapia pode ser apropriadamente expandido no sentido de tornar a profissão mais responsável socialmente e assim contribuir para a "proteção do público", que é tida como o objetivo principal da regulação estatutária. Empregando idéias cunhadas da sociologia, teoria política e discurso ético, propõe-se no artigo que a psicoterapia ética é limitada se o enquadre amplo social for profundamente antiético. Inclusividade e diversidade são reenquadradas enquanto práticas de ética profissional. Questões de recursos financeiros, gênero, sexualidade e etnicidade não são somente "sociais" ou "políticas" - também fazem parte de uma expansão imaginativa moral do que entendemos por ética profissional. Chama-se a atenção para os perigos da autoconvicção e da tirania moral Princípios são dominantes nas ações. As pessoas podem duvidar do que você diz, mas elas acreditarão no que você faz.” À medida que a globalização se estende, torna-se cada vez mais latente a necessidade de desenvolver uma visão do mundo e das relações em

sociedade pautada nos aspectos da civilidade. E nesse movimento, cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade no que cabe à formação de uma interface mais humana e sustentável. A ética visa garantir que nossas disposições ofereçam benefícios de forma geral ao ambiente onde vivemos e às pessoas com quem convivemos, além da promoção, apenas, dos nossos prórios interesses. Antes de tudo e em qualquer circunstância, devemos preservar a integridade na forma como pensamos e agimos, através do respeito e consideração por todos com quem direta ou indiretamente interagimos. À medida que nos tornamos capazes de acatar o ponto de vista do outro, a despeito das nossas diferenças, como uma forma legítima de expressão da verdade e percerbermos a importância de tornar nossas avaliações menos parciais, certamente, somaremos ao propósito maior de humanização da sociedade pela qual, também, somos responsáveis, pois a ética desprovida de justiça é tão nula quanto à fé sem realização. Quando falamos de ética, associamos de pronto à questão do caráter das pessoas, pela formam como se portam na suas relações interpessoais. Se, realmente, agem com transparência, comprometem-se com o outro e cumprem o prometido. E a cada deslize de conduta arranhamos nossa imagem e reputação e comprometemos a credibilidade das nossas relações. Cultivar uma conduta ética na nossa vida pessoal e profissional vai muito além de uma mera questão de opção, pois configura-se uma obrigação, e “não é necessária chancela acadêmica para sermos éticos e agirmos com respeito ao outro. Um coração sincero e boa vontade já nos torna capaz.” Ao estabelecermos nossos objetivos devemos avaliar se privilegiam, também, a um senso comum. De que forma podemos ser fiéis aos nossos propósitos incluindo a necessidade e percepção do outro na nossa realidade? Se a ética tem como finalidade balizar as nossas relações, temos como ponto de partida conjugar nossos interesses com os interesses daqueles com os quais convivemos. Antes de manifestar nossas intenções devemos perceber a forma como as mesmas afetam a vida das pessoas ao nosso entorno. Relevar determinados comportamentos pelo fato de que devemos, sim, condescender quanto às limitações e resistências dos nossos amigos, familiares, colegas e, inclusive, desconhecidos, quando necessário. Deslocar-se do “self” em busca de parcerias que potencializem nossa capacidade de realização e fortaleçam nossas alianças. Evitar críticas e preconizar elogios. Agir a favor, consciente de que nem sempre o ganho é imediato ou garantido. Tudo pelo simples desejo de ser justo, empático e comprometido com o coletivo. Na construção desse novo universo, qual a parcela de contribuição que nos torna merecedor da atenção e respeito daqueles com que convivemos? Não

somos responsáveis individualmente pelo resultado das nossas interações, mas todos somos completamente responsáveis por tudo. Precisamos construir um modelo de referência que traga civilidade às nossas relações nas mais diversas estruturas: política, comunidade, família e organizações em geral. É primordial que nossas ações sejam desenvolvidas numa perspectiva de grupo. Exercer a empatia e conciliar nossos valores com códigos de conduta, enquanto norte nas tomadas de decisão, tendo a absoluta certeza de que sozinho não vamos longe e que a criação de alianças é o caminho que nos libertará dos preconceitos e nos permitirá ter uma vida consistente com o que acreditamos ser decente enquanto experiência em conjunto. Independente de sermos chefes, subordinados, políticos, eleitores, alunos ou professores, nossa recompensa será, sempre, proporcional aos frutos das nossas ações. Waleska Gestão de Carreira Coaching & Capacitação Profissional Farias Imagem.

e

Ser capa de jornal com notícia ruim é fácil!” Gilclér Regina Muitas pessoas me perguntam após a leitura de meus livros ou de uma participação em palestra sobre o assunto motivação, se é possível uma pessoa motivar a outra? Eu sempre respondo que a motivação está dentro do ser humano e que o nosso trabalho é despertar esse gigante. Num paradoxo para aqueles que acham que ninguém motiva ninguém, respondi a uma pessoa fazendo a seguinte pergunta: “Você acha que alguém pode desmotivar alguém?”. Sim, ela me respondeu, meu chefe sempre me desmotiva. Ora, respondi, se pode desmotivar então pode motivar também! Há que se trabalhar também nos dias atuais a ética. Já vi muita mulher de executivo dizer para o marido em casa: “Você não é honesto não meu filho, você é burro”. Enquanto a humanidade pensar desta forma, não há motivação no mundo que resolva os problemas nem de uma empresa, nem de uma universidade, nem de um país. E, neste caso, a motivação tem que entrar com conteúdo no campo da cooperação, do comprometimento, do trabalho associativo, da excelência pelo trabalho e não por subterfúgios escusos. A desmotivação é uma irritação invisível do coração, uma implacável invasora do silêncio! A falta de ética é uma irritação visível contra as pessoas, as instituições, isto é, uma implacável invasora do bom senso, da verdade e dos resultados justos. Quanto maior a desmotivação, maior o desespero do ser humano. Você pode estar pensando: “Você não têm idéia de como minha vida tem sido dura e meu trabalho difícil”. É, você está certo, e eu não tenho idéia mesmo.

No entanto, tenho uma idéia clara de quão miserável será o seu futuro se continuar pensando assim. A menos que você mude a maneira de pensar e trate da sua desmotivação. É preciso acabar com aquela história de manda quem pode e obedece quem tem juízo. Não há mais espaço para comportamentos deste tipo no mundo moderno e democrático de hoje. Como conviver com a falta de ética que prega o faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço? Como motivar e ser desmotivado? Como um pai pode educar se ele não é exemplo? Como abençoar o filho se você odeia o seu próximo? Quero mostrar que motivação e ética caminham juntas, na mesma direção. Fé e crença andam juntas. É uma escolha acreditar. Não importa o que aconteceu com você. Importa como você reagiu ao fato e na escolha do seu “sul ou norte” está a sua luz, a sua nova vida, o despertar do seu gigante cheio de motivação que estava adormecido, a construção do seu futuro! É hora de dar liberdade a sua motivação. Lance o seu coração em direção dos seus sonhos, dos seus ideais, dos seus propósitos e sua mente irá abrir os caminhos que nortearão todas as suas atitudes na construção de uma vida melhor e cheia de vitórias e resultados. Se você acha que isso é apenas um conjunto de palavras bonitas, saiba que a mesma palavra pode construir a paz ou a guerra. E a escolha é sua!

Como ir bem em um país que vai mal?” Esta pergunta abriu a palestra realizada, em novembro do ano passado, pelo presidente do Banco Santander, Fábio Barbosa, que acabei de assistir no You Tube. Apesar de liderar a terceira maior instituição financeira privada do Brasil, a participação de Barbosa não foi centrada em ativos e commodities financeiros e sim na responsabilidade social que todos, inclusive as empresas, têm na construção do nosso País. Ao fazê-la, ele quis provocar a plateia, pois, apesar dos bons ventos que sopram a nossa economia nos últimos anos, ainda há um vendaval de problemas sociais que varre boa parte da sociedade brasileira. Do ponto de vista empresarial, ele enfatiza que a busca pelos resultados deve centrar-se na Ética, pois, quando contratamos um fornecedor que causa danos ao meio ambiente ou não respeita seus funcionários, tornamo-nos corresponsáveis ou, melhor dizendo, cúmplices dessa história. A fala de Fábio Barbosa vem ao encontro dos valores que há tempos defendo, no que tange à gestão empresarial e às chamadas boas práticas corporativas, como bem aponta a advogada Maria do Carmo Whitaker “A credibilidade de uma instituição é o reflexo da prática efetiva de valores como integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço, respeito ao consumidor, entre outros”.

   

 

Afinal, o que podemos entender por ética empresarial? De maneira simplista, seria a forma de “ser e proceder” de uma empresa. A implantação da ética corporativa resulta no engajamento das pessoas com a organização e no orgulho de pertencerem ao quadro da empresa. É fundamental que exista o sentimento de admiração para se estabelecer identificação com a causa. Portanto, a ética empresarial retrata a cultura organizacional. Ética implica responsabilidade e comprometimento e, como tal, incomoda os que querem ganhar a qualquer custo, mesmo que todos os demais saiam perdedores. O que falta à realidade empresarial é a presença de um modelo de gestão ética que dê um norte às organizações, como a exata compreensão de que competência para resultados não é fruto de comando autoritário e ações reativas. Competitividade traduz-se, infelizmente, em estímulo para vencer, a qualquer preço, mesmo passando por cima da dignidade. A competição predatória é alimentada o tempo todo, sem até mesmo ser percebida – este é o grande paradoxo e a contradição nos discursos motivacionais das empresas. Um modelo de gestão ética começa por uma profunda revisão na cultura corporativa. A corporação do “ser” cada vez ganha mais espaço. Algumas ferramentas ou recursos corporativos podem ser usados no dia a dia para estimular a ética organizacional, pessoalmente recomendo e reforço a cultura do diálogo: comunicação e relacionamento são duas áreas que devem ser consideradas estrategicamente, pois são fatores éticos de sobrevivência organizacional. Exatamente, sobrevivência. Esta nova postura que estabelece um comportamento ético em todas as esferas da organização é cada vez mais presente no ambiente corporativo. Empresas e governos têm exigido selos e certificações que apontam bom manejo ambiental, ações sociais responsáveis como classificatórios e eliminatórios em processos de licitação ou concorrência. Ou seja: Ética é a palavra de ordem na política, na sociedade e também nas empresas. Como diz o jurista Fábio Konder Comparato “Já é hora de voltar a ver a floresta e não apenas enxergar as diferentes árvores que a compõem”. Até a carta de dezembro! Compartilhe: Não há questão que, muito possivelmente, mais corrói uma relação do que a ética, aliás, a falta dela. A cada dia que passa nos surpreendemos como ela tem sido considerada como algo menos importante, que muitas vezes se limita a estar descrita em um manual ou ordem de boa prática a ser, eventualmente, adotada. O que mais deixa esse assunto ainda mais assustador é que, por mais que estejamos precavidos, sempre podemos ser pegos de surpresas. Pessoas aparentemente agradáveis, com voz bem postada, conversa inteligente e sorriso sempre confiante podem realmente ter outros interesses a serem priorizados que não são explicitados aos seus colegas. Não que isso seja uma regra, no entanto, o que cabe é estar alerta que a falta de ética pode estar associada a coisas que muito nos agrada, infelizmente.

 

 

O pior é saber que não há vacina que possa ser tomada para evitar isso. No entanto, com certeza há como, ao menos, tentar criarmos anticorpos para isso. Sempre que possível devemos incentivar que tudo seja feito da forma mais transparente possível. Ao fazer parte de um grupo ou projeto é importante promover a divulgação do grau de motivação de cada participante e, principalmente, o que move cada um. Não quero dizer com isso que não possam existir interesses bem distintos entre as pessoas que trabalham juntas e desenvolvem a mesma atividade, no entanto, que eles estejam sempre as claras, desde o início. Lamentavelmente se um projeto não começa dessa forma, infelizmente estará fadado ao fracasso, a não ser obviamente que haja o afastamento daqueles que proporcionaram o mal estar. Aliás, esta pessoa não é necessariamente a que se sentiu desconfortável com a questão, mas sim aquelas que motivaram este sentimento de falta de ética. Nesta situação, gosto sempre de mencionar o que minha mãe sempre fala: Melhor ficar amarelo no começo, do que vermelho no final. O papel de disseminar a ética em cada canto do mundo está dentro de cada um de nós, não necessariamente precisamos gritar por todos os lados, mas com certeza, sermos meios, mesmo que algumas vezes chatos, que promovam isso em cada pequena ação sobre a qual fazemos parte. E isso, nenhuma outra necessidade, muito menos financeira, poderá superar. Autor: José Renato Santiago

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->