Você está na página 1de 9

Texto Argumentativo

Definição: o texto argumentativo defende um aspecto, posição ou ideia


pessoal. Para argumentar não basta apontar, mas é absolutamente
necessário justificar uma opinião, uma posição assumida.

Estrutura: integra 3 partes:


Introdução – indicação da ideia que se vai defender.
Desenvolvimento – apresentação das razões/ exemplos que justificam a
opinião.
Conclusão – síntese das razões apresentadas ou insistência num dos
exemplos referidos.

Notas:
• apresentar a causa e o efeito ( ex. A ponte estava em mau estado,
por isso caiu)
• apresenta vantagens/ desvantagens
• apresenta riscos
• apresenta comparações ( ex. A prisão perpétua assemelha-se à
pena de morte)
• narra factos conhecidos ( ex. Em 2001, nos Estados Unidos da
América)
• tira conclusões das tuas afirmações (usa: assim, portanto, por
conseguinte, logo…)
• elabora um bom plano
• evita:
- repetições
- situações mal clarificadas
- escrever frases que não estejam ligadas entre si com lógica e
coerência; usa conectores.
A Argumentação

O texto argumentativo, como qualquer outro texto, pode-se dividir em três


partes, a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
A introdução inclui a exposição do tema da argumentação e uma breve
alusão à tese/opinião que se pretende defender.
No desenvolvimento, o autor apresenta os argumentos contrários e
favoráveis à sua tese, refutando os primeiros e confirmando estes últimos
com referência a exemplos, isto é, autores, experiências ou estudos que
comprovem a sua visão dos factos, e assim ajudem a persuadir o auditório
a aderir à tese defendida.
A conclusão irá servir para reforçar as ideias anteriores utilizando frases-
súmula do que foi dito, ou seja, repetindo a tese e os argumentos mais
importantes de uma forma sintética de modo a permitir a sua fácil
memorização. Na conclusão o argumentador reforça igualmente o apelo já
feito, mas agora mais enfaticamente.
No texto argumentativo apresentado, que tem como tema principal o
papel da televisão na nossa sociedade, esta estrutura é respeitada,
correspondendo a introdução ao primeiro parágrafo e a conclusão ao
último, sendo o restante texto o desenvolvimento da tese.
No primeiro parágrafo, o autor enuncia o primeiro juízo de valor,
característico da argumentação, que encerra a tese a ser demonstrada.
Ele apresenta a televisão como um “rei” indiscreto, que gera evasão mas
também isolamento, esta apresentação do tema é feita de um modo
irónico mas não exageradamente hostil, o que evidencia um conhecimento
razoável do auditório e do “amor” nutrido pela televisão, aliás, este tom de
ironia verifica-se ao longo do texto assim como a evidente preocupação de
evitar ferir susceptibilidades.
Nos parágrafos seguintes, que correspondem ao desenvolvimento da tese
argumentativa, o autor apresenta argumentos contra e a favor recorrendo
a opiniões diversas cujos autores se aceitam ter algum prestígio perante o
auditório, como por exemplo Georges Friedman, Joseph T. Kappler e Olivier
Burgelin.
O autor argumenta também com base em estudos feitos a partir de
inquéritos efectuados em países como a Inglaterra, o Japão e na América,
locais pretensamente mais desenvolvidos e cuja sociedade se tem como
padrão.
Neste texto argumentativo o autor opta por um registo irónico, isto é,
apresenta vários argumentos que poder-se-iam considerar contrários à sua
própria tese se não fossem apresentados com esse grau de ironia que
pretende criticar apontando as (pseudo) virtudes da televisão e os
programas transmitidos. Apesar desta crítica, o autor revela subtileza por
não fazer uma crítica aberta e hostil que poderia provocar uma reacção de
boomerang, ou seja de rejeição da tese por parte do auditório.
Os argumentos são apresentados com uma estrutura específica, que
pretende formar a opinião dos leitores. Num primeiro momento, o autor
socorre-se de opiniões e estudos de autoridade relativa que parecem ser
contrários à tese defendida mas no momento que se segue, o autor critica
estas mesmas opiniões ironicamente, refuta-as, retirando-lhes qualquer
valor argumentativo.
O último parágrafo, como já referido, corresponde á conclusão da tese.
Neste caso, o autor reforça a sua crítica à televisão e a todos que a supõe
como essencial, fazendo alusão ao lugar central que esta ocupa na família
e que “roubou” ao ser humano.
O texto argumentativo encontra-se coerentemente encadeado através de
diversos conectores lógicos, por exemplo o vocábulo “no entanto”,
utilizado ao longo do texto para realçar a contradição entre as partes
distintas do argumento que não pode limitar-se a enunciar os vários juízos
e pretender uma adesão total, é necessário que se alcance uma opinião
razoável, verosímil que, conquanto não necessária nem constringente, se
torna própria do auditório.
É também isto que poderia levar à confusão entre um simples texto de
opinião e uma argumentação, mas como indicado acima essa tese que
surge da opinião individual mas que o indivíduo tenta exteriorizar e tornar
do auditório recorrendo às estratégias de persuasão necessárias torna-se
texto argumentativo.
A argumentação apresentada, parte da opinião pessoal do autor e tem
como finalidade uma alteração dos valores, das opiniões de outrem,
procurando ter acção transformadora sobre estes. No entanto esta
tentativa de persuasão não se efectua nem se torna real se não se
recorrer a raciocínios, pelo menos aparentemente, válidos, e se não se
tiver em conta que o auditório é composto em si por seres humanos,
emocionais e sensíveis a estímulos exteriores e cuja apreensão da tese se
torna indispensável, mas influenciada no seu todo pelo ambiente
circundante, afinal o homem é um ser no mundo, envolvido social,
histórico e culturalmente.

Também na nossa opinião, é uma tese bem actual, pois é uma realidade
com que a maioria das famílias fúteis de Portugal e de todo o mundo, a
televisão perde o seu estatuto de simples companhia e recreação para se
tornar um vício, um meio de controlar as mentes mesquinhas que se
subjugam à comunicação social, que desonestamente se serve deste meio
para muitas vezes “impingir” ideias falsas como realidades.
Torna-se preocupante que actualmente, a televisão e os meios de
comunicação em geral controlem a opinião pública de uma maneira
completa e assustadora. Para provar esta visão um tanto pessimista, são
vários os exemplos que se pode oferecer: mesmo no jornalismo televisivo
que deveria ser isento e completo, de forma a manter a população em
geral correctamente informada, se substituem temas de interesse nacional
ou até internacional de modo a noticiar algo mais supérfluo que ocupa no
entanto a mentalidade da classe média do nosso país, que se mostra
preocupada perante questões absolutamente fúteis.

O Texto Dissertativo / Argumentativo

Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer


sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos
expositivos, juntamente com o texto de apresentação científica, o
relatório, o texto didáctico, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto
dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a
transmissão de conhecimento, sendo, portanto, um texto informativo.
Os textos argumentativos, ao contrário, têm por finalidade principal
persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto.
Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e
modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.

ESTRUTURA TEXTUAL DISSERTATIVA


a) Apresentação Textual

- Legibilidade e erro: Escreva sempre com letra legível. Prefira a letra


cursiva. A letra de imprensa poderá ser usada desde que se distinga bem
as iniciais maiúsculas e minúsculas. No caso de erro, risque com um traço
simples, o trecho ou o sinal gráfico e escreva o respectivo substituto.
Atenção: não use parênteses para esse fim.
- Respeito às margens e indicação dos parágrafos: Para dar início aos
parágrafos, o espaço de mais ou menos dois centímetros é suficiente.
Observe as margens esquerda e direita na folha para o texto definitivo.
Não crie outras. Não deixe “buracos” no texto. Na translineação, obedeça
às regras de divisão silábica.
- Limite máximo de linhas: Além de escrever seu texto em local devido
(folha definitiva), respeite o limite máximo de linhas destinadas a cada
parte da prova, conforme orientação da banca. As linhas que
ultrapassarem o limite máximo serão desconsideradas ou qualquer texto
que ultrapassar a extensão máxima será totalmente desconsiderado.
- Eliminação do candidato: Seu texto poderá ser desconsiderado nas
seguintes situações: - ultrapassagem do limite máximo de linhas.
- Ausência de texto: quando o candidato não faz seu texto na FOLHA PARA
O TEXTO DEFINITIVO.
- Fuga total ao tema: analise cuidadosamente a proposta apresentada.
Estruture seu texto em conformidade com as orientações explicitadas no
caderno da prova discursiva.
- Registros indevidos: anotações do tipo “fim” , “the end”, “O senhor é
meu pastor, nada me faltará” ou recados ao examinador, rubricas e
desenhos.

b) Estrutura Textual Dissertativa


(Não dê título ao texto, começa na linha 1 da folha definitiva o seu
parágrafo de introdução.)

b.1) Introdução adequada ao tema / posicionamento


Apresenta a ideia que vai ser discutida, a tese a ser defendida. Cabe à
introdução situar o leitor a respeito da postura ideológica de quem o
redige acerca de determinado assunto. Deve conter a tese e as
generalidades que serão aprofundadas ao longo do desenvolvimento do
texto. O importante é que a sua introdução seja completa e esteja em
consonância com os critérios de paragrafação. Não misture ideias.

b.2) Desenvolvimento
Apresenta cada um dos argumentos ordenadamente, analisando
detidamente as ideias e exemplificando de maneira rica e suficiente o
pensamento. Nele, organizamos o pensamento em favor da tese. Cada
parágrafo (e o texto) pode ser organizado de diferentes maneiras:
- Estabelecimento das relações de causa e efeito: motivos, razões,
fundamentos, alicerces, os porquês/ consequências, efeitos, repercussões,
reflexos;
- Estabelecimento de comparações e contrastes: diferenças e semelhanças
entre elementos – de um lado, de outro lado, em contraste, ao contrário;
- Enumerações e exemplificações: indicação de factores, funções ou
elementos que esclarecem ou reforçam uma afirmação.

b.3) Fechamento do texto de forma coerente


Retoma ou reafirma todas as ideias apresentadas e discutidas no
desenvolvimento, tomando uma posição acerca do problema, da tese. É
também um momento de expansão, desde que se mantenha uma conexão
lógica entre as ideias.

c) Desenvolvimento do Tema
c.1) Estabelecimento de conexões lógicas entre os argumentos.
Apresentação dos argumentos de forma ordenada, com análise detida das
ideias e exemplificação de maneira rica e suficiente do pensamento. Para
garantir as devidas conexões entre períodos, parágrafos e argumentos,
empregar os elementos responsáveis pela coerência e unicidade, tais
como operadores de seqüenciação, conectores, pronomes. Procurar
garantir a unidade temática.

c.2) Objetividade de argumentação frente ao tema / posicionamento


O texto precisa ser articulado com base nas informações essenciais que
desenvolverão o tema proposto. Dispensar as ideias excessivas e
periféricas. Planejar previamente a redacção definindo antecipadamente o
que deve ser feito. Recorrer ao banco de ideias é um passo importante.
Listar as ideias que lhe vier à cabeça sobre o tema. Estabelecer a tese que
será defendida. Seleccionar cuidadosamente entre as ideias listadas,
aquelas que delimitarão o tema e defenderão o seu posicionamento.

c.3) Estabelecimento de uma progressividade textual em relação à


sequência lógica do pensamento.
O texto deve apresentar coerência sequencial satisfatória. Quando se
proceder à selecção dos argumentos no banco de ideias, deve-se
classificá-los segundo a força para convencer o leitor, partindo dos menos
fortes parta os mais fortes.
Caríssimos, é possível (e bem mais tranquilo) desenvolver um texto
dissertativo a partir da elaboração de esquemas. Por mais simples que
lhes pareça, a redacção elaborada a partir de esquema permite-lhes
desenvolver o texto com seqüência lógica, de acordo com os critérios
exigidos no comando da questão (número de linhas, por exemplo),
atendendo aos aspectos mencionados no espelho de avaliação.
SUGESTÃO DE PRODUÇÃO DE TEXTO
1º parágrafo: TEMA + argumento 1 + argumento 2 + argumento 3
2° parágrafo :desenvolvimento do argumento 1
3° parágrafo: desenvolvimento do argumento 2
4° parágrafo: desenvolvimento do argumento 3
5° parágrafo: expressão inicial + reafirmação do tema + observação final

Interesses relacionados